{"id":63807,"date":"2021-05-07T17:55:20","date_gmt":"2021-05-07T20:55:20","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=63807"},"modified":"2021-05-07T17:55:20","modified_gmt":"2021-05-07T20:55:20","slug":"63807-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/05\/07\/63807-2\/","title":{"rendered":"Uma an\u00e1lise da esquerda palestina"},"content":{"rendered":"<p><em>Da burocracia de Moscou \u00e0 burguesia compradora de Ramallah<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Tamer Khorma<\/p>\n<p>Ap\u00f3s decidir viver \u00e0 sombra da direita palestina e se limitar a cumprir o papel de media\u00e7\u00e3o entre o Fatah e o Hamas em busca de uma \u201cparceria pol\u00edtica\u201d com uma autoridade formal sob a sombra da ocupa\u00e7\u00e3o, a esquerda palestina n\u00e3o conseguiu sequer formar uma lista eleitoral unificada para concorrer nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es legislativas que deveriam ocorrer em 22 de maio de 2021 (I).<\/p>\n<p>A unidade da esquerda palestina foi e ainda \u00e9 um sonho ut\u00f3pico que n\u00e3o pode ser concretizado por raz\u00f5es ideol\u00f3gicas, organizacionais e pol\u00edticas, muitas das quais est\u00e3o relacionadas a fatores subjetivos e n\u00e3o a fatores objetivos. \u00c9 necess\u00e1rio chamar as coisas pelos seus nomes sem qualquer diplomacia pol\u00edtica. Em suma, a esquerda palestina n\u00e3o conseguiu concretizar o projeto revolucion\u00e1rio que clamava pela transforma\u00e7\u00e3o das capitais do Oriente M\u00e9dio em Han\u00f3is \u00e1rabes! (II)<\/p>\n<p>Primeiro a esquerda palestina abandonou a perspectiva da viol\u00eancia revolucion\u00e1ria; depois aceitou a lideran\u00e7a da classe que h\u00e1 muito descrevera como a &#8220;burguesia compradora palestina&#8221;(III); e ent\u00e3o abra\u00e7ou na pr\u00e1tica a ilus\u00e3o da &#8220;solu\u00e7\u00e3o de dois Estados&#8221;. Agora a esquerda est\u00e1 longe da possibilidade de formar uma lideran\u00e7a revolucion\u00e1ria que conduza as massas palestinas em base ao princ\u00edpio da revolu\u00e7\u00e3o permanente. Hoje, esta esquerda registra mais um fracasso, desta vez na gest\u00e3o do jogo pol\u00edtico &#8220;pac\u00edfico&#8221; de acordo com as mesmas regras que a direita acumulou, desde o programa de dez pontos da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP) ao malfadado acordo de Oslo! (IV) As causas do fracasso s\u00e3o m\u00faltiplas e cumulativas, mas partem de uma base te\u00f3rica, representada pelo pragmatismo burocr\u00e1tico!<\/p>\n<p><strong>A maldi\u00e7\u00e3o do estalinismo<\/strong><\/p>\n<p>A \u201cidade de ouro\u201d da esquerda palestina ocorreu na d\u00e9cada de 1970 quando a Frente Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (FPLP) levantou o slogan \u201cPerseguir o inimigo em toda a parte\u201d para mais tarde abandon\u00e1-lo em resposta aos ditames da burocracia estalinista de Moscou, e \u00e0s press\u00f5es da direita palestina e dos reacion\u00e1rios \u00e1rabes. Havia tamb\u00e9m o crescimento de uma corrente interna pragm\u00e1tica que se contentava em ser a &#8220;segunda fra\u00e7\u00e3o&#8221; mais importante da OLP, e se aproximava da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica que defendia que a etapa de liberta\u00e7\u00e3o nacional deveria ser conduzida pela &#8220;burguesia nacional&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, o dilema tem ra\u00edzes mais profundas e anteriores \u00e0s rupturas da Frente Democr\u00e1tica pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (FDLP), da \u201cFPLP-Comando Geral&#8221; e demais cis\u00f5es subsequentes que levaram \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es moment\u00e2neas como a &#8220;Frente Popular Revolucion\u00e1ria (Maoista)&#8221; entre outras. A trag\u00e9dia, francamente, tem suas ra\u00edzes profundas na esquerda palestina desde o primeiro momento em que esta importou a solu\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica na vers\u00e3o stalinista na funda\u00e7\u00e3o do Partido Comunista Palestino (PCP), atual Partido do Povo(PP).<\/p>\n<p>O marxismo distorcido da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que testemunhara uma revers\u00e3o massiva dos princ\u00edpios leninistas nas m\u00e3os de Joseph Stalin, levou a burocracia sovi\u00e9tica a ser a primeira a reconhecer a entidade sionista como um &#8220;estado&#8221;. Ao passar dos anos, as batalhas ideol\u00f3gicas da esquerda palestina deram lugar a uma forma de realismo vulgar que visa elaborar teorias a partir dos interesses pol\u00edticos de curto prazo, e colocar as &#8220;t\u00e1ticas&#8221; antes da estrat\u00e9gia mesmo que sejam incompat\u00edveis.<\/p>\n<p>Muitos membros do PCP acreditavam na ilus\u00f3ria alian\u00e7a de classe com o proletariado aristocr\u00e1tico representado pela classe trabalhadora judaica cujos interesses eram garantidos pela ocupa\u00e7\u00e3o sionista. Com essa abordagem era imposs\u00edvel para o PCP formar uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria das massas palestinas. Depois do fracasso dessa pol\u00edtica, o PCP se aliou \u00e0 esquerda em defesa da luta armada como ponta de lan\u00e7a contra o projeto sionista. Naquele momento, a FPLP poderia ter liderado o projeto de liberta\u00e7\u00e3o nacional, n\u00e3o fossem as catastr\u00f3ficas rupturas que a dividiram e a constante confus\u00e3o entre a tentativa de adotar uma abordagem marxista-leninista junto com o legado hist\u00f3rico do movimento nacionalista \u00e1rabe.<\/p>\n<p>J\u00e1 a FDLP levantou o slogan \u201cquem mudou, mudou\u201d (V) anunciando sua dissid\u00eancia e sua ades\u00e3o total ao marxismo. No entanto ela apenas adotou explicitamente uma vers\u00e3o mais distorcida da vis\u00e3o sovi\u00e9tica, uma abordagem ideol\u00f3gica regida pelo interesse pr\u00f3prio baseado no pragmatismo extremista, que a levou mais tarde a apresentar a proposta de &#8220;solu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria&#8221; (VI) cujos terr\u00edveis resultados assistimos at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Do estalinismo ao mao\u00edsmo, ao flerte com os sonhos guevaristas, a esquerda palestina continuou a se mover de uma tutela internacional para outra, sem ser capaz de aplicar o marxismo e apresentar uma concep\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da quest\u00e3o nacional \u00e1rabe, sem cair no chauvinismo nem abandonar o materialismo dial\u00e9tico. Apesar dos te\u00f3ricos de seus c\u00edrculos ideol\u00f3gicos realizarem tremendos esfor\u00e7os intelectuais nesse campo, o monop\u00f3lio da vontade pol\u00edtica controlado pela burocracia partid\u00e1ria impedia que a alternativa te\u00f3rica se desenvolvesse e tivesse sua tradu\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Realismo vulgar<\/strong><\/p>\n<p>A aus\u00eancia de uma concep\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que fa\u00e7a a \u201cdigest\u00e3o\u201d do marxismo entre os palestinos e conduza \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de um programa pol\u00edtico revolucion\u00e1rio unificado, impossibilita a esquerda de formar uma frente capaz de liderar o projeto de liberta\u00e7\u00e3o palestina.<\/p>\n<p>Mas, francamente, o fracasso em apresentar tal vis\u00e3o n\u00e3o se deve a um d\u00e9ficit intelectual ou fraqueza te\u00f3rica, mas sim a raz\u00f5es pol\u00edticas pragm\u00e1ticas, cujo resultado foi a formula\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es justificativas \u200b\u200bque servem a objetivos organizacionais ou manobras t\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Quando a direita palestina introduziu o princ\u00edpio da &#8220;palestiniza\u00e7\u00e3o&#8221; da revolu\u00e7\u00e3o, o slogan da &#8220;unidade nacional&#8221; foi posto acima de qualquer considera\u00e7\u00e3o. Sacrificar os princ\u00edpios intelectuais tornou-se razo\u00e1vel a fim de preservar a unidade do &#8220;lar palestino&#8221; (com a FPLP como ala esquerda unida ao Fatah na mesma organiza\u00e7\u00e3o). Seria apenas um slogan bonito e ut\u00f3pico se de fato n\u00e3o significasse a unidade das lideran\u00e7as partid\u00e1rias em bases puramente representativas, e n\u00e3o a unidade das massas palestinas e suas fra\u00e7\u00f5es populares em base a um verdadeiro projeto revolucion\u00e1rio de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E assim, a direita palestina continuou a liderar a OLP at\u00e9 que esta tivesse seu estatuto desfigurado a partir do reconhecimento da entidade sionista como um Estado. A esquerda palestina (parte da qual redigiu os primeiros documentos de cess\u00e3o da terra hist\u00f3rica da Palestina, e a outra parte que se convenceu de que bastava ser a segunda fra\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o apostando na unidade em detrimento de sua proposta revolucion\u00e1ria), colocou-se quase fora dos c\u00edrculos de decis\u00e3o desde que o poder foi subtra\u00eddo daquela organiza\u00e7\u00e3o abandonada.<\/p>\n<p>Entre o utopismo da &#8220;unidade&#8221; e o pragmatismo da representa\u00e7\u00e3o organizacional, a esquerda palestina ainda se contenta em desempenhar seu papel secund\u00e1rio na equa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e as diferen\u00e7as entre as v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es de esquerda ainda se traduzem em alian\u00e7as distintas e tempor\u00e1rias. Se a FPLP tende ao Hamas, a FDLP vai correr junto com o Partido do Povo a flertar com o Fatah. No entanto, as raz\u00f5es fundamentais para essas diverg\u00eancias dentro da esquerda palestina est\u00e3o longe de serem descritas como ideol\u00f3gicas, especialmente porque o marxismo e sua abordagem dial\u00e9tica s\u00e3o hoje a \u00faltima preocupa\u00e7\u00e3o dos seus l\u00edderes que se alimentam do que resta do legado hist\u00f3rico de suas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de uma pr\u00e1tica verdadeira do princ\u00edpio de &#8220;cr\u00edtica e autocr\u00edtica&#8221; e o monop\u00f3lio da burocracia partid\u00e1ria quanto aos postos de tomada de decis\u00e3o nos v\u00e1rios partidos de esquerda, cujas bases organizacionais foram constru\u00eddas de acordo com os princ\u00edpios stalinistas, foram os fatores decisivos para o envelhecimento dessa esquerda, que \u00e9 guiada pelo \u201crealismo\u201d de se render ao status quo, em vez de buscar a mudan\u00e7a revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>A farsa do pecado<\/strong><\/p>\n<p>Quando a esquerda palestina ergueu a bandeira da luta armada, ela conseguiu liderar as massas de acordo com sua abordagem ideol\u00f3gica e at\u00e9 contribuiu para difundir o ABC da causa palestina em todo o mundo. Quando a Resist\u00eancia Isl\u00e2mica respondeu ao projeto de liquida\u00e7\u00e3o de Oslo com suas opera\u00e7\u00f5es de jihad, tamb\u00e9m foi capaz de reunir amplas massas ao seu redor. Antes disso, o partido Fatah, que levantou o slogan &#8220;o primeiro tiro&#8221; (VII), conseguiu ser o principal partido na arena palestina. A luta \u00e9 s\u00f3 o que une as massas palestinas, e as faz alinhar atr\u00e1s de qualquer organiza\u00e7\u00e3o que lute por sua classe e interesses nacionais, independentemente da terminologia ideol\u00f3gica que escolha em seus discursos!<\/p>\n<p>Sob a \u00f3tica marxista, a esquerda palestina, se ainda acreditasse em seus ideais passados, sabe perfeitamente que a burguesia &#8220;compradora&#8221; est\u00e1 representada pela Autoridade Nacional Palestina e seus s\u00f3cios, e que a esquerda palestina aceitou trabalhar sob seu comando e, sendo sua sombra, n\u00e3o pode de forma alguma liderar um projeto de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A burguesia palestina abandonou h\u00e1 d\u00e9cadas esse papel hist\u00f3rico e seus interesses tornaram-se total e diretamente ligados aos interesses da ocupa\u00e7\u00e3o sionista. A esperan\u00e7a de liberta\u00e7\u00e3o permanecer\u00e1 dependente disso? Ou ser\u00e1 que mesmo os l\u00edderes da esquerda palestina est\u00e3o defendendo os interesses da classe burguesa &#8220;vacilante&#8221; de quem supostamente tal esquerda se encontra separada?<\/p>\n<p>Concorrer nas elei\u00e7\u00f5es foi um pecado desde o in\u00edcio, mas esse pecado na verdade se tornou uma farsa, quando a esquerda palestina, depois de abandonar seus ideais revolucion\u00e1rios, n\u00e3o conseguiu sequer formar uma lista pragm\u00e1tica.<\/p>\n<p>Abandonando a luta armada e combatendo o Fatah em estruturas de poder que servem apenas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o sionista e seus objetivos, o Hamas se juntar\u00e1 a ele se insistir em suas manobras pol\u00edticas, e a esquerda se aprisionar\u00e1 em lutas secund\u00e1rias que n\u00e3o servem nem mesmo a seus objetivos organizacionais. A revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a senha essencial que permite liderar as massas palestinas.<\/p>\n<p>Resumindo, a quest\u00e3o \u00e9 que o sonho palestino n\u00e3o pode ser reduzido a um arremedo de Estado nem mesmo a um Estado!(VIII) O projeto palestino foi, \u00e9 e continuar\u00e1 sendo a liberta\u00e7\u00e3o de todo o territ\u00f3rio nacional palestino, e a erradica\u00e7\u00e3o do sionismo desta terra que vai do Mediterr\u00e2neo ao Rio Jord\u00e3o, considerando a entidade sionista como o bra\u00e7o do imperialismo na regi\u00e3o. Isso \u00e9 o que a esquerda sempre defendeu. Ent\u00e3o como pode mudar sua causa em vez de desalojar a velha dire\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Notas do Tradutor:<\/p>\n<p>(I)\u00a0 as elei\u00e7\u00f5es foram adiadas pela Autoridade Palestina sob alega\u00e7\u00e3o de que os eleitores de Al Quds\/Jerusal\u00e9m Oriental n\u00e3o poderiam votar, mas a verdadeira quest\u00e3o \u00e9 a prov\u00e1vel derrota eleitoral da lista do presidente da Autoridade Palestina &#8211;\u00a0 Mahmoud Abbas.<\/p>\n<p>(II) Han\u00f3i era a capital do Vietn\u00e3 do Norte que enfrentou e derrotou militarmente os Estados Unidos servindo de exemplo para revolucion\u00e1rios em todo o mundo.<\/p>\n<p>(III) Burguesia compradora \u00e9 a burguesia nacional que colabora com o imperialismo ou com a ocupa\u00e7\u00e3o sionista. O estalinismo desde os anos 30 defendeu a alian\u00e7a com setores burgueses anti-imperialistas ou democr\u00e1ticos, rejeitando aqueles setores burgueses que considerava colaboracionista.<\/p>\n<p>(IV) Em 1974 a OLP votou o programa de 10 pontos que apontava para um auto-governo em terras palestinas liberadas e sinalizava para o reconhecimento do Estado Sionista que resultaria nos acordo de Oslo de 1993.<\/p>\n<p>(V) Trata-se de uma cr\u00edtica \u00e0 FPLP por n\u00e3o aderir integralmente ao marxismo.<\/p>\n<p>(VI) Trata-se da proposta apresentada em 1971, precursora do programa de 10 pontos.<\/p>\n<p>(VII) Trata-se da defesa da luta armada para a liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, ou seja, o primeiro tiro contra a ocupa\u00e7\u00e3o sionista.<\/p>\n<p>(VIII) O Estado em quest\u00e3o \u00e9 um Estado Palestino nas fronteiras de 1967.<\/p>\n<p>PS: publicado originalmente em \u00e1rabe em 28\/04\/2021 no website: https:\/\/www.alaraby.co.uk\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da burocracia de Moscou \u00e0 burguesia compradora de Ramallah<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":63808,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[228],"tags":[3903,3904,3905,2517,3906,3907,2007],"class_list":["post-63807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-palestina","tag-esquerda-palestina","tag-fath","tag-frente-popular-pela-libertacao-da-palestina-fplp","tag-hamas","tag-organizacao-para-libertacao-da-palestina-olp","tag-partido-comunista-palestino-pcp","tag-tamer-khorma"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Palestina.jpg","categories_names":["Palestina"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63807"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63807\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}