{"id":63704,"date":"2021-04-29T16:27:30","date_gmt":"2021-04-29T19:27:30","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=63704"},"modified":"2021-04-29T16:27:30","modified_gmt":"2021-04-29T19:27:30","slug":"no-declinio-do-sionismo-denuncias-do-apartheid-se-ampliam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/04\/29\/no-declinio-do-sionismo-denuncias-do-apartheid-se-ampliam\/","title":{"rendered":"No decl\u00ednio do sionismo, den\u00fancias do apartheid se ampliam"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cCerca de 6,8 milh\u00f5es de judeus israelenses e 6,8 milh\u00f5es de palestinos vivem hoje entre o Mar Mediterr\u00e2neo e o Rio Jord\u00e3o, uma \u00e1rea que abrange Israel e o Territ\u00f3rio Palestino Ocupado (TPO), este \u00faltimo formado pela Cisjord\u00e2nia, incluindo Jerusal\u00e9m Oriental, e a Faixa de Gaza. [&#8230;] Em todas essas \u00e1reas e na maioria dos aspectos da vida, as autoridades israelenses privilegiam metodicamente os judeus israelenses e discriminam os palestinos.\u00a0Leis, pol\u00edticas e declara\u00e7\u00f5es de importantes autoridades israelenses deixam claro que o objetivo de manter o controle israelense judaico sobre a demografia, o poder pol\u00edtico e a terra h\u00e1 muito orienta a pol\u00edtica governamental. Em busca desse objetivo, as autoridades desapropriaram, confinaram, separaram \u00e0 for\u00e7a e subjugaram os palestinos em virtude de sua identidade em v\u00e1rios graus de intensidade. Em certas \u00e1reas, conforme descrito neste relat\u00f3rio, essas priva\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o graves que equivalem aos crimes contra a humanidade do apartheid e da persegui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Soraya Misleh<\/p>\n<p>Assim come\u00e7a relat\u00f3rio da organiza\u00e7\u00e3o internacional Human Rights Watch, divulgado no dia 27 de abril \u00faltimo. Intitulado \u201cUm limite cruzado: autoridades israelenses e os crimes de apartheid e persegui\u00e7\u00e3o\u201d, re\u00fane em 213 p\u00e1ginas descri\u00e7\u00e3o detalhada de porque a HRW conclui que os palestinos est\u00e3o submetidos a regime de apartheid institucionalizado.<\/p>\n<p>Somente neste ano, \u00e9 a terceira organiza\u00e7\u00e3o a reconhecer a segrega\u00e7\u00e3o que os que vivem sob ocupa\u00e7\u00e3o criminosa denunciam h\u00e1 tempos. A Anistia Internacional revelou em janeiro o racismo institucionalizado na campanha de vacina\u00e7\u00e3o sionista. No mesmo m\u00eas, a ONG israelense BT\u00b4Selem declarou que \u201cisto \u00e9 apartheid\u201d, do Rio Jord\u00e3o ao Mar Mediterr\u00e2neo. Al\u00e9m disso, em fevereiro \u00faltimo, o Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu abrir investiga\u00e7\u00e3o contra Israel por crimes cometidos nos territ\u00f3rios ocupados em 1967, prioritariamente durante o massacre a Gaza em 2014, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expans\u00e3o colonial via constru\u00e7\u00e3o de assentamentos ilegais e aos presos pol\u00edticos palestinos.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas os palestinos falando, mas crescem as den\u00fancias internacionais ante a segrega\u00e7\u00e3o descarada e escancarada com a pandemia. Passou da hora de essas vozes serem ouvidas.<\/p>\n<p><strong>Mesmas ladainhas<\/strong><\/p>\n<p>No mesmo dia em que o mundo divulgava em manchetes a conclus\u00e3o da Human Rights Watch, Israel corria a classificar as afirma\u00e7\u00f5es como \u201cfict\u00edcias\u201d e inventadas, \u201cabsurdas e falsas\u201d.<\/p>\n<p>A tentativa de desqualificar den\u00fancias \u00e9 praxe desse Estado colonial e enclave militar do imperialismo, fundado em falsifica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, representa\u00e7\u00f5es e mitologias para a limpeza \u00e9tnica sistem\u00e1tica na cont\u00ednua Nakba \u2013 a cat\u00e1strofe consolidada com a cria\u00e7\u00e3o de Israel em 15 de maio de 1948 mediante limpeza \u00e9tnica planejada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 praxe inventar alguma amea\u00e7a inexistente para desviar a aten\u00e7\u00e3o e seguir com sua pol\u00edtica de morte. Mais uma vez tem feito movimenta\u00e7\u00e3o que indica novo poss\u00edvel ataque a Gaza, o alvo preferencial desde que o bloqueio desumano foi instalado h\u00e1 quase 14 anos. A mentira \u00e9 a de sempre: \u201cdefesa\u201d ou \u201cseguran\u00e7a\u201d \u2013 em territ\u00f3rio ocupado. Isso mostra o desespero diante do mar de den\u00fancias e o acirramento da crise interna. Lideran\u00e7as sionistas est\u00e3o reticentes em rela\u00e7\u00e3o a bombardeio massivo neste momento e de fato t\u00eam preferido a op\u00e7\u00e3o de matar a conta-gotas desde a gigantesca mobiliza\u00e7\u00e3o internacional contra o massacre de 2014, mas no discurso p\u00fablico mant\u00eam a ret\u00f3rica ofensiva. N\u00e3o obstante, vindo do Estado sionista, cuja natureza racista desafia a racionalidade, tudo est\u00e1 em aberto.<\/p>\n<p>Os defensores desse Estado de apartheid repetem ladainhas a cada nova den\u00fancia. Tem sido assim com a abertura de investiga\u00e7\u00e3o pelo TPI. Foi assim com a den\u00fancia da Anistia Internacional e da BT\u00b4Selem. Al\u00e9m da mentira de chamar de antissemitismo, propaganda e chantagem predileta para silenciar os cr\u00edticos, culpam os que est\u00e3o sob coloniza\u00e7\u00e3o criminosa por n\u00e3o ter havido avan\u00e7os nas \u201cnegocia\u00e7\u00f5es\u201d \u2013 em que a alternativa \u00e0 mesa sempre foi a \u201cpaz dos cemit\u00e9rios\u201d \u2013 e jogam com a presen\u00e7a da Autoridade Palestina (AP), para negar o regime de segrega\u00e7\u00e3o e sua responsabilidade enquanto pot\u00eancia ocupante.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que os palestinos denunciam que n\u00e3o h\u00e1 qualquer autonomia e que na pr\u00e1tica a AP \u2013 fundada sob os ausp\u00edcios dos desastrosos Acordos de Oslo assinados em setembro de 1993 entre a Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP) e Israel, sob intermedia\u00e7\u00e3o do imperialismo estadunidense \u2013, se tornou de fato gerente da ocupa\u00e7\u00e3o, com coopera\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a com o Estado sionista e passou a formar uma nova classe capitalista totalmente dependente economicamente da ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria HRW, em seu relat\u00f3rio, recomenda que essa coopera\u00e7\u00e3o seja encerrada, por contribuir para \u201cfacilitar os crimes contra a humanidade do apartheid e da persegui\u00e7\u00e3o\u201d. O que tamb\u00e9m os palestinos reivindicam h\u00e1 d\u00e9cadas \u2013 vozes que encontraram at\u00e9 agora ouvidos moucos.<\/p>\n<p><strong>M\u00e1scara come\u00e7a a cair<\/strong><\/p>\n<p>Netanyahu tem jogado a imagem de bom mo\u00e7o de Israel no lixo, mantida pela \u201cesquerda sionista\u201d \u2013 que n\u00e3o abre m\u00e3o da defesa desse Estado colonial e arquitetou de fato a limpeza \u00e9tnica que segue. A diferen\u00e7a \u00e9 que os crimes contra a humanidade de Israel eram maquiados por ret\u00f3rica mais palat\u00e1vel quando da \u201cesquerda sionista\u201d no governo. E a chamada \u201ccomunidade internacional\u201d, c\u00famplice da situa\u00e7\u00e3o em que se encontram os palestinos, at\u00e9 denunciava com uma m\u00e3o, mas afagava com a outra, como mostram in\u00fameras resolu\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Insistia na ideia de responsabilidade dos dois lados por encontrar a suposta paz. Assim, no geral, evitava dar nome aos bois. A m\u00e1scara agora come\u00e7a a cair.<\/p>\n<p>Embora no geral as organiza\u00e7\u00f5es internacionais concentrem as den\u00fancias sobre o que ocorre nos territ\u00f3rios palestinos ocupados em 1967, n\u00e3o se dirigindo ao crime basilar em 1948, revelam o apartheid institucionalizado para al\u00e9m do que ocorre em 22% da Palestina hist\u00f3rica, ou seja, Cisjord\u00e2nia, Gaza e Jerusal\u00e9m Oriental.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da Human Rights Watch, por exemplo, evidencia o racismo institucionalizado a que est\u00e3o submetidos os palestinos de 1948 [onde o mundo denomina Israel] e traz na contextualiza\u00e7\u00e3o as expuls\u00f5es e destrui\u00e7\u00e3o durante a Nakba. Tamb\u00e9m descreve a pol\u00edtica de \u201cjudaizar as regi\u00f5es da Galileia e do Negev\u201d \u2013 localizadas onde hoje \u00e9 Israel e que abrangem grande parte da popula\u00e7\u00e3o palestina. \u201cHaaretz [o jornal israelense] descreveu os esfor\u00e7os para desenvolver essas \u00e1reas como possivelmente o \u2018maior esfor\u00e7o de assentamento dentro da Linha Verde [definida no armist\u00edcio em 1949, que separa os territ\u00f3rios ocupados em 1948 dos de 1967] nos \u00faltimos 25 anos\u2019\u201d.<\/p>\n<p><strong>Vacina\u00e7\u00e3o, um exemplo da segrega\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na mesma semana em que a Human Rights Watch divulgou seu relat\u00f3rio, outra not\u00edcia podia ser vista nos jornais: um dia sem mortes por Covid-19 em Israel, em fun\u00e7\u00e3o da \u201ccampanha bem-sucedida de imuniza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto isso, apenas 0,9% dos palestinos haviam sido vacinados. Diante do apartheid sanit\u00e1rio, como noticiou a BBC, \u201cem m\u00e9dia, morrem atualmente 25 pessoas por dia de Covid na Palestina. S\u00e3o registrados cerca de 1.600 novos casos, quase dez vezes mais do que Israel\u201d.<\/p>\n<p>Somente em Gaza, que abrange popula\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es de habitantes sob bloqueio desumano sionista h\u00e1 quase 14 anos e bombardeios frequentes, s\u00e3o mais de mil casos notificados por dia. Como h\u00e1 car\u00eancia de tudo, inclusive testes, esse n\u00famero deve ser tristemente bem maior. E poucos milhares de vacinas chegaram at\u00e9 o momento. Al\u00e9m disso, 70% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 desempregada. A crise humanit\u00e1ria \u00e9 dram\u00e1tica. Em 2012, a ONU chegou a afirmar que Gaza se tornaria inabit\u00e1vel at\u00e9 2020 \u2013 ou seja, o limite j\u00e1 foi extrapolado. A popula\u00e7\u00e3o segue a resistir a condi\u00e7\u00f5es absolutamente insustent\u00e1veis. Parte da resist\u00eancia heroica e hist\u00f3rica h\u00e1 quase 73 anos \u00e9 sobreviver.<\/p>\n<p>Enquanto os palestinos esperam por vacinas, em 19 de abril, Israel assinou contrato com a farmac\u00eautica americana Pfizer para obter mais milh\u00f5es de doses para seguir com a campanha at\u00e9 final de 2022. Na puni\u00e7\u00e3o coletiva, os palestinos est\u00e3o na rebarba da fila. Na limpeza \u00e9tnica, a pandemia se torna mais um instrumento.<\/p>\n<p><strong>Justi\u00e7a, n\u00e3o \u201cpaz dos cemit\u00e9rios\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Recomenda\u00e7\u00e3o importante a empresas e pa\u00edses feita no relat\u00f3rio da HRW e de outras organiza\u00e7\u00f5es, na dire\u00e7\u00e3o do boicote aos moldes da campanha de solidariedade internacional que ajudou a p\u00f4r fim ao apartheid na \u00c1frica do Sul nos anos 1990, pode come\u00e7ar a mudar esse cen\u00e1rio e isolar pol\u00edtica, econ\u00f4mica e culturalmente o Estado de Israel.<\/p>\n<p>Ao lado da resist\u00eancia heroica, a alian\u00e7a dos oprimidos e explorados em todo o mundo na luta contra os inimigos da causa palestina \u2013 imperialismo\/sionismo, regimes \u00e1rabes e burguesia \u00e1rabe e palestina \u2013, deve pressionar por esse passo necess\u00e1rio e urgente, rumo \u00e0 justi\u00e7a, n\u00e3o \u00e0 \u201cpaz dos cemit\u00e9rios\u201d.<\/p>\n<p>O cerco que se forma a partir das den\u00fancias crescentes \u00e9 muito positivo e mostra o decl\u00ednio do sionismo, j\u00e1 alertado h\u00e1 alguns anos. Como exp\u00f5e a colunista Asa Winstanley no portal Monitor do Oriente, \u201cse at\u00e9 mesmo a Human Rights Watch est\u00e1 finalmente admitindo a verdade do que os palestinos t\u00eam dito o tempo todo, ent\u00e3o \u00e9 um sinal de que ficar\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil para Israel e seus defensores negar a verdade \u00f3bvia\u201d.<\/p>\n<p>Ela revela \u201cpequena indica\u00e7\u00e3o disso na ter\u00e7a-feira [27\/4]\u201d, quando o grupo brit\u00e2nico pr\u00f3-Israel, o Conselho de Deputados dos Judeus Brit\u00e2nicos, postou declara\u00e7\u00e3o no Twitter, \u201cdescaradamente encobrindo o apartheid israelense. O grupo defendeu \u2018as medidas de seguran\u00e7a de Israel\u2019; chamou o apartheid de \u2018cal\u00fania\u2019 e acusou a Human Rights Watch de ser o autor de um relat\u00f3rio \u2018fict\u00edcio\u2019. As respostas de eleitores a esse Conselho de Deputados na plataforma de m\u00eddia social foram absolutamente contundentes e quase totalmente cr\u00edticas ao grupo sionista acusando-o de hipocrisia\u201d.<\/p>\n<p>Tais den\u00fancias n\u00e3o podem ser, contudo, instrumentalizadas para pressionar pela busca por nova \u201cnegocia\u00e7\u00e3o\u201d da n\u00e3o s\u00f3 injusta desde sempre, mas j\u00e1 morta e enterrada solu\u00e7\u00e3o de dois estados \u2013 passo que a AP est\u00e1 afoita por dar.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, as den\u00fancias devem ser apropriadas como mais um recurso para pavimentar o caminho rumo \u00e0 Palestina livre, do rio ao mar, com retorno dos milh\u00f5es de refugiados as suas terras. J\u00e1 passou da hora de ouvir as vozes dos que enfrentam a coloniza\u00e7\u00e3o cotidianamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCerca de 6,8 milh\u00f5es de judeus israelenses e 6,8 milh\u00f5es de palestinos vivem hoje entre o Mar Mediterr\u00e2neo e o Rio Jord\u00e3o, uma \u00e1rea que abrange Israel e o Territ\u00f3rio Palestino Ocupado (TPO), este \u00faltimo formado pela Cisjord\u00e2nia, incluindo Jerusal\u00e9m Oriental, e a Faixa de Gaza. 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