{"id":63524,"date":"2021-04-08T16:39:18","date_gmt":"2021-04-08T19:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=63524"},"modified":"2021-04-08T16:39:18","modified_gmt":"2021-04-08T19:39:18","slug":"mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/04\/08\/mexico\/","title":{"rendered":"M\u00e9xico| \u201cA luta pela mudan\u00e7a \u00e9 agora, n\u00e3o mais tarde, nem amanh\u00e3\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>No M\u00e9xico, o dia 8 de mar\u00e7o passado, Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher, foi comemorado com for\u00e7a pela situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, injusti\u00e7a e protela\u00e7\u00e3o que as mulheres sofrem diariamente.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: CST M\u00e9xico<\/p>\n<p><em>Isto motivou, como em anos anteriores, milhares de mulheres a fazerem suas reivindica\u00e7\u00f5es serem ouvidas em atos e passeatas nas principais cidades do pa\u00eds. Todas estas atividades, desde sua prepara\u00e7\u00e3o dias antes, enfrentaram a tentativa por parte do presidente Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador e seu governo, de desacreditar toda mobiliza\u00e7\u00e3o e desviar a aten\u00e7\u00e3o de suas verdadeiras causas. Para isso, montaram provoca\u00e7\u00f5es, tentaram confundir e deslegitimar o protesto massivo, mostrando-o como violento. Chegou at\u00e9 a colocar uma muralha met\u00e1lica ao redor do pal\u00e1cio nacional, sede de seu governo. Mas n\u00e3o alcan\u00e7ou seu objetivo. Pelo contrario, o presidente recebeu um amplo rep\u00fadio e exp\u00f4s sua atitude machista, mis\u00f3gina e repressora. As mulheres n\u00e3o baixaram os bra\u00e7os e a mobiliza\u00e7\u00e3o, engrossada por pais e m\u00e3es de fam\u00edlias, irm\u00e3os e amigos que protestavam, junto com as mulheres, pelas assassinadas, desaparecidas, violentadas, foram imensas em v\u00e1rias cidades do pa\u00eds e em particular na Cidade do M\u00e9xico.<\/em><\/p>\n<p><em>Nesse dia nem todas as mulheres puderam, no contexto da pandemia e por diferentes motivos, participar da manifesta\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o ficaram caladas.<\/em><\/p>\n<p><em>Nesta oportunidade, a partir da <strong>Forja Socialista, \u00f3rg\u00e3o da CST do M\u00e9xico<\/strong>, queremos compartilhar, para o resto do nosso pa\u00eds e outros do mundo, uma reportagem com Jocelyn e Aketzali, duas jovens estudantes da periferia da Cidade do M\u00e9xico, que junto com outras duas vizinhas de seu bairro organizaram uma atividade para que nesse dia a mulher tenha voz e presen\u00e7a diante dos habitantes de sua pr\u00f3pria comunidade. Valorizamos muito esta atividade porque surgiu de maneira espont\u00e2nea, das entranhas do bairro e dos sentimentos de mulheres jovens oprimidas que est\u00e3o dispostas a lutar para mudar esta sociedade.<\/em><\/p>\n<p><strong>Como surgiu a ideia de fazer uma atividade no bairro no dia 8 de Mar\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jocelyn.\u00a0<\/strong> Tudo come\u00e7ou porque o 8 de Mar\u00e7o, ao contexto da pandemia se somou que vivemos no Estado do M\u00e9xico, na periferia da cidade.<\/p>\n<p>Vivemos em um conjunto habitacional de casas de interesse social. A conex\u00e3o que temos entre a cidade e o Estado do M\u00e9xico \u00e9 por meio do metr\u00f4. Mas agora tudo est\u00e1 pior porque as linhas do metr\u00f4 n\u00e3o est\u00e3o funcionando bem. Por um lado n\u00e3o estamos conectados, como h\u00e1 um ano, em quest\u00e3o de transporte p\u00fablico, e por outro, justamente pela quest\u00e3o da pandemia, \u00e9 mais arriscado ir a uma manifesta\u00e7\u00e3o pelo poss\u00edvel cont\u00e1gio, al\u00e9m disso porque n\u00e3o temos a permiss\u00e3o de nossos pais.<\/p>\n<p>Nesse mesmo dia fiquei pensando no que se podia fazer. N\u00e3o pod\u00edamos ir \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o nem apoiar dessa forma. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o queria passar esse dia sem fazer algo, ainda que fosse de maneira simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>Primeiro pensei em projetar uma imagem de apoio \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o em alguma parede do bairro atrav\u00e9s de um projetor. Mas depois pensei: <em>\u201cque tal se n\u00e3o fizer de maneira individual, mas coletiva\u201d.<\/em> Foi ent\u00e3o que tive a ideia de propor para Aketzali e mais duas vizinhas com quem tenho contato mais pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Montei um grupo no WhatsApp. \u00a0Perguntei o que achavam da ideia, que entre n\u00f3s poder\u00edamos propor alguma coisa. E assim come\u00e7ou a surgir, e de maneira muito r\u00e1pida, pois era no mesmo dia. Come\u00e7amos a discutir, e cada uma contribuiu. Surgiu a ideia de se fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o, mandaram imagens para colocar na apresenta\u00e7\u00e3o. Aketzali\u00a0 decidiu abordar um pouco a quest\u00e3o hist\u00f3rica do por que o 8 de Mar\u00e7o n\u00e3o \u00e9 um dia para parabenizar, mas de reflex\u00e3o e comemora\u00e7\u00e3o. Foi feito um pequeno cartaz e foi difundido atrav\u00e9s do chat dos vizinhos convidando todos para uma palestra relacionada ao 8 de Mar\u00e7o, \u00e0s 19hs. \u00c9 o hor\u00e1rio em que a maioria dos vizinhos retornam de seus trabalhos e ocupa\u00e7\u00f5es. Entramos em contato com outras vizinhas que tinham grupos de chat para que elas tamb\u00e9m divulgassem o convite a quem se interessasse e pudessem vir escutar.<\/p>\n<p><strong>Aketzali.\u00a0<\/strong> O 8 de Mar\u00e7o \u00e9 uma data para refletir sobre a luta que n\u00f3s mulheres travamos no dia a dia, que n\u00e3o estamos s\u00f3s, que nos unindo somos poder e for\u00e7a. Quisemos transmitir isso a todos os vizinhos de nossa comunidade para que se lembrem do prop\u00f3sito e da causa pela qual as mulheres morreram aquele dia, que foi pelos nossos direitos, para que haja igualdade e mais oportunidades sem discrimina\u00e7\u00e3o, porque sempre, todos os dias estamos buscando a equidade de g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>Jocelyn.\u00a0<\/strong> A apresenta\u00e7\u00e3o foi montada, Aketzali contribuiu com os dados hist\u00f3ricos e tamb\u00e9m foi mencionada a import\u00e2ncia de se reconhecer a luta das mulheres ind\u00edgenas no M\u00e9xico. Explicamos como foram as mulheres dentro das comunidades zapatistas que impulsionaram a lei de proibir o \u00e1lcool nessas comunidades porque elas pr\u00f3prias disseram que o \u00e1lcool era um fator potencial para a viol\u00eancia familiar. Colocamos mais exemplos mostrando estes contrastes, lutas hist\u00f3ricas das mulheres com a atualidade. Ante o estigma de que n\u00f3s mulheres que lutamos por nossos direitos somos violentas, quer\u00edamos demonstrar que o argumento de que <em>\u201ch\u00e1 outras formas\u201d<\/em>\u00a0 n\u00e3o vale, porque n\u00e3o s\u00f3 vamos \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es e menos que supostamente destro\u00e7amos tudo. Porque na verdade as formas de manifesta\u00e7\u00e3o s\u00e3o pac\u00edficas, mas os meios de comunica\u00e7\u00e3o as distorcem.<\/p>\n<p>N\u00e3o pudemos ir \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o, mas quisemos fazer alguma coisa, e foi tamb\u00e9m um apoio \u00e0s nossas companheiras que estavam \u00e0 frente, expostas a um poss\u00edvel cont\u00e1gio, ou de serem presas, ou violentadas. Vimos o que aconteceu na manifesta\u00e7\u00e3o com o uso do g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, embora depois o Presidente tivesse negado tudo. Justamente por isso que quer\u00edamos que soubessem que a luta e a resist\u00eancia est\u00e3o presentes em todos os lugares. N\u00e3o somente est\u00e1 no \u00a0Z\u00f3calo (centro hist\u00f3rico), est\u00e1 em todas os lugares e nada do que est\u00e1 acontecendo hoje deve ser alheio para todos.<\/p>\n<p>A ideia de colocar uma buzina que uma vizinha nos emprestou, foi porque sab\u00edamos que os vizinhos n\u00e3o iam participar. T\u00ednhamos ido bater nas portas para convid\u00e1-los e n\u00e3o recebemos boa resposta. Com a buzina dissemos: se eles n\u00e3o v\u00eam nos ouvir, vamos fazer com que nos ou\u00e7am!<\/p>\n<p>Pusemos algumas m\u00fasicas comemorativas do 8 de Mar\u00e7o, algumas do grupo <em>F\u00e9minas<\/em>, que tamb\u00e9m trazem uma mensagem. Fomos todas, fizemos muito barulho. Creio que conseguimos o objetivo de nos fazer ouvir. Tr\u00eas vizinhas mais velhas se aproximaram para nos escutar e isso nos agradou muito.<\/p>\n<p><strong>Quem foram as pessoas que se aproximaram da atividade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jocelyn.\u00a0<\/strong> Juntaram-se mais quatro garotas. Quando houve um pouco mais de movimento um grupo de adolescentes do bairro, entre 12 e 16 anos, se aproximou. Mas o que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o foram duas participa\u00e7\u00f5es das jovens que se aproximaram. Elas tinham uns 18 ou 19 anos. Uma dizia que n\u00e3o lev\u00e1ssemos em considera\u00e7\u00e3o os meios de comunica\u00e7\u00e3o porque s\u00f3 distorcem a imagem e as reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres que lutam. A outra disse que achava muito injusto e triste que ela tivesse que sair sempre com medo, que n\u00e3o pudesse se sentir confort\u00e1vel com seu corpo nem com suas roupas, que se ela chegasse a ser m\u00e3e iria educar tanto as filhas como os filhos, de maneira diferente para que n\u00e3o vivessem com medo e que fossem ouvidos, porque h\u00e1 que ouvir as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Para compreender a situa\u00e7\u00e3o na qual fizemos nossa atividade, temos que considerar que somos um conjunto urbano da periferia, uma das novas \u201ccidades-dormit\u00f3rio\u201d. Os vizinhos estudam ou trabalham na cidade, passam pouco tempo aqui.\u00a0 Isto faz com que os pr\u00f3prios vizinhos n\u00e3o se conhe\u00e7am, que haja muita indiferen\u00e7a e pouca participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. E isso apesar da densidade populacional ser alta porque nossas casas s\u00e3o muito pequenas e est\u00e3o uma junto da outra, inclusive podemos escutar da nossa casa o que os vizinhos falam. Ainda assim, no pr\u00f3prio bairro em que vivemos, nem todos nos conhecemos, estamos muito divididos. O nosso objetivo foi combater a indiferen\u00e7a e o desconhecimento. Por isso, a primeira coisa feita antes de iniciar a proje\u00e7\u00e3o, quanto ainda \u00e9ramos poucos, foi nos apresentar, dizer em que casa viv\u00edamos para que fosse mais f\u00e1cil nos localizar. No meu caso, n\u00e3o conhecia as duas garotas que se aproximaram e me disseram que moravam no conjunto h\u00e1 tr\u00eas anos. Tr\u00eas anos que eram minhas vizinhas e eu n\u00e3o sabia!<\/p>\n<p><strong>Que atitude tiveram os adolescentes e crian\u00e7as que se aproximaram?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aketzali.\u00a0<\/strong> Considero que tiveram uma boa atitude. Aproximaram-se, decidiram nos ouvir, prestar aten\u00e7\u00e3o na nossa proje\u00e7\u00e3o. Dois deles muito pequenos, que se aproximaram acreditando que era uma festa, se sentaram no banco e assistiram a proje\u00e7\u00e3o que fizemos. O que nos agradou \u00e9 que come\u00e7am a ter interesse desde pequenos.<\/p>\n<p>Parte dos adolescentes do sexo masculino, quando se tocou na quest\u00e3o de <em>\u201cromper o pacto\u201d<\/em>, o pacto machista, comentaram que n\u00e3o sabiam nada disso. Para n\u00f3s foi bom porque agora o sabiam. Dissemos a eles que, para combater, era um trabalho que precisava ser feito pouco a pouco, dia a dia.<\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o da opress\u00e3o da mulher trabalhadora foi abordada? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Jocelyn.\u00a0<\/strong> Sim, dados sobre a desigualdade de sal\u00e1rios entre homens e mulheres e tamb\u00e9m a desigualdade que existe no momento de contratar. Porque se voc\u00ea \u00e9 mulher, te fazem uma pergunta muito absurda: voc\u00ea pensa em engravidar ou ter um filho? Se voc\u00ea responde de maneira afirmativa n\u00e3o te contratam, porque voc\u00ea representa uma perda para a empresa que vai te dar o emprego. Explicamos que as donas de casa tamb\u00e9m s\u00e3o trabalhadoras que n\u00e3o recebem sal\u00e1rio e que outra forma que n\u00f3s jovens podemos contribuir para erradicar a opress\u00e3o da mulher, \u00e9 n\u00e3o explorando nossas m\u00e3es. A mensagem foi principalmente para os homens. Diz\u00edamos a eles: voc\u00ea como homem pode contribuir lavando tua lou\u00e7a, tua roupa e n\u00e3o deixar todas estas tarefas para as mulheres da casa.<\/p>\n<p><strong>Que balan\u00e7o voc\u00eas fazem da atividade que realizaram?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aketzali.\u00a0<\/strong> Considero que o balan\u00e7o foi positivo porque pelo menos pudemos juntar uma parte de nosso bairro, embora nem todos os vizinhos. Mas a comunidade juvenil, tanto garotas como garotos, participaram e quiseram saber sobre porque se comemora o 8 de Mar\u00e7o, porque n\u00e3o \u00e9 dia de festejos, porque \u00e9 preciso refletir.<\/p>\n<p><strong>Jocelyn.\u00a0<\/strong> Para mim, mais que um apoio simb\u00f3lico para as mulheres que estavam \u00e0 frente do protesto no Z\u00f3calo, a atividade foi muito significativa porque perten\u00e7o a um n\u00facleo familiar muito tradicional, de condutas mis\u00f3ginas. Mas isso foi at\u00e9 que me dei conta de que todas estas coisas estavam erradas, tanto em minha fam\u00edlia como na sociedade. E \u00e9 a\u00ed onde temos que agir, porque muitas meninas e meninos n\u00e3o tem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e continuam atados a esse tipo de viol\u00eancia. Para mim a atividade foi como uma forma de rebeli\u00e3o, porque, embora n\u00e3o fosse violenta, foi transgressora frente \u00e0 conduta que meus pais exigem de mim. Significou muito porque me disse: eu sou forte, valente e tenho a convic\u00e7\u00e3o de fazer mais por mim e pelas garotas que est\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 minha.<\/p>\n<p><strong>Como mulheres jovens que lutam contra a opress\u00e3o da mulher, voc\u00eas tem uma mensagem que queiram transmitir?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aketzali.\u00a0<\/strong> Toda mudan\u00e7a come\u00e7a de casa, de como voc\u00ea ensina teus filhos a se comportarem. Tenho um irm\u00e3o que minha m\u00e3e lhe ensinou desde muito pequeno que ele deve saber lavar lou\u00e7a, lavar a roupa, deve saber varrer e limpar, pois n\u00e3o deve ser a mulher que faz tudo. Em contrapartida, tenho observado que em outras casas n\u00e3o se ensina aos pequenos que devem aprender a apoiar suas m\u00e3es.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e vem de uma comunidade ind\u00edgena de Oaxaca, de um povoado que h\u00e1 dois anos pude visitar. L\u00e1, pude observar, tanto na cidade como no povoado, que as mulheres s\u00e3o muito discriminadas, s\u00e3o muito violentadas. Observei que elas fazem tudo: cortam a lenha, colhem caf\u00e9, coletam toda a produ\u00e7\u00e3o. Os cultivos v\u00e3o do povoado, sobem a colina at\u00e9 abaixo e elas fazem tudo. Os esposos, ningu\u00e9m sabe onde est\u00e3o!<\/p>\n<p>Gostaria que isto mudasse tamb\u00e9m, nos povos ind\u00edgenas, porque n\u00e3o percebem, n\u00e3o reconhecem, n\u00e3o veem a discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Jocelyn.\u00a0<\/strong> \u00c9 importante remover o v\u00e9u, nos dar conta de que h\u00e1 muitas desigualdades estruturais. Para as mulheres as coisas n\u00e3o est\u00e3o boas. N\u00e3o devemos ter medo de agir. Temos que fazer a mudan\u00e7a agora, n\u00e3o h\u00e1 um mais tarde nem amanh\u00e3. \u00c9 agora que temos que fazer a mudan\u00e7a, desde n\u00f3s. N\u00e3o continuar aceitando qualquer tipo de viol\u00eancia em nossos lares ou fora. N\u00e3o nos limitar, n\u00e3o ter medo de decepcionar ningu\u00e9m. Temos que ser fortes, valentes e saber que somente de maneira coletiva e conjuntamente vamos fazer a mudan\u00e7a. Porque muitas pessoas v\u00e3o nos enxergar mal, mas n\u00f3s temos que sair, levantar a voz tantas vezes quanto necess\u00e1rio. Convocar os homens e a comunidade a se somarem a nossa luta contra toda opress\u00e3o. Devemos isso \u00e0s nossas av\u00f3s, \u00e0s nossas m\u00e3es, \u00e0s nossas tias, amigas, irm\u00e3s. N\u00e3o podemos continuar desta forma.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No M\u00e9xico, o dia 8 de mar\u00e7o passado, Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher, foi comemorado com for\u00e7a pela situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, injusti\u00e7a e protela\u00e7\u00e3o que as mulheres sofrem diariamente.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":63525,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[729,234,3493],"tags":[3810,2184,2310,3811],"class_list":["post-63524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-8m-2021","category-mexico","category-mulheres","tag-8-de-marco-mexico","tag-8m-2021","tag-cst-mexico","tag-opressao-a-mulher"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/marchamujeres2.jpg","categories_names":["8M 2021","M\u00e9xico","Mulheres"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63524\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}