{"id":63168,"date":"2021-02-26T09:35:02","date_gmt":"2021-02-26T12:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=63168"},"modified":"2021-02-26T09:35:02","modified_gmt":"2021-02-26T12:35:02","slug":"63168-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/02\/26\/63168-2\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel derrubar Bolsonaro?"},"content":{"rendered":"<p><em>Muitos ativistas est\u00e3o se perguntando isso, e com raz\u00e3o. Afinal, com a blindagem conseguida por Bolsonaro com o centr\u00e3o no Congresso Nacional, pago com bilh\u00f5es de reais, a possibilidade de se votar um impeachment parece afastada.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Eduardo Almeida<\/p>\n<p>Mas, apesar disso, n\u00e3o achamos, como Lula, que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 tempo para impeachment e nem que \u00e9 imposs\u00edvel derrubar ou derrotar Bolsonaro. Queremos explicar os motivos.<\/p>\n<p><strong>Um governo genocida<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, motivos para derrubar Bolsonaro n\u00e3o faltam. A resposta do governo Bolsonaro \u00e0 pandemia foi classificada como a pior em todo o mundo, por sua combina\u00e7\u00e3o genocida de negacionismo e incompet\u00eancia. Os n\u00fameros oficiais atestam 10 milh\u00f5es de infectados e 250 mil mortos.<\/p>\n<p>Agora temos uma pandemia completamente fora de controle. O Brasil pode ser, em alguns meses, uma grande Manaus.<\/p>\n<p>Existe uma recess\u00e3o mundial. Bolsonaro atacou fortemente os direitos trabalhistas e ainda suspendeu o aux\u00edlio emergencial. Juntando o desemprego (cerca de 15%, em n\u00fameros oficiais), com o arrocho salarial e a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, a situa\u00e7\u00e3o social dos trabalhadores \u00e9 grav\u00edssima.<\/p>\n<p>O canalha Bolsonaro, que se elegeu no v\u00e1cuo da decep\u00e7\u00e3o com os governos do PT, se revelou corrupto e, pior, uma corrup\u00e7\u00e3o ligada \u00e0s mil\u00edcias. Quando se viu nas cordas por ter a Justi\u00e7a no calcanhar dos filhos, e a sua campanha pr\u00f3-ditadura o isolar, se jogou nos bra\u00e7os do centr\u00e3o, acabando com o discurso da \u201cnova pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p>Bolsonaro militariza a cada dia mais o governo e tem como projeto uma ditadura, que acabe com as liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>A queda na popularidade de Bolsonaro pode se ampliar<\/strong><\/p>\n<p>Bolsonaro tem uma base pol\u00edtica de ultradireita, apoiada em valores conservadores, autorit\u00e1rios, racistas machistas e lgbtf\u00f3bicos. Mas a base que hoje ap\u00f3ia o conjunto dessa sua pauta n\u00e3o ultrapassa 15% da popula\u00e7\u00e3o, embora ele esteja conseguindo manter perto de 30% de apoio ao seu governo.<\/p>\n<p>Com a pandemia fora de controle, o negacionismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacinas, o fim do auxilio emergencial e a carestia de vida, abriu-se nova tend\u00eancia de queda no apoio ao governo.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, gerou expectativas nas massas, mas a sua popularidade ainda n\u00e3o melhorou, e os atrasos e o agravamento da pandemia seguem sendo debitados na sua conta. A volta do aux\u00edlio emergencial, quase certa, deve abranger a metade dos que o receberam no ano passado, e talvez s\u00f3 com 250 reais mensais. N\u00e3o est\u00e1 claro se isto estancar\u00e1 o seu desgaste ou em que n\u00edvel estancar\u00e1, ou ainda se vai gerar mais revolta.<\/p>\n<p>A pandemia tem um efeito pol\u00edtico contradit\u00f3rio. Por um lado, traz a morte em grande escala, que pode afetar todas as fam\u00edlias e desgasta um governo negacionista, que n\u00e3o garante vacinas.\u00a0 Mas, por outro, imp\u00f5e limites \u00e0 capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o contra o governo. Al\u00e9m disso, as pessoas est\u00e3o centralmente dedicadas \u00e0 luta pela sobreviv\u00eancia. O desemprego amea\u00e7a os trabalhadores.<\/p>\n<p>Hoje, \u00e9 um fato que o rep\u00fadio a Bolsonaro \u00e9 crescente, mas ainda n\u00e3o \u00e9 explosivo, \u00a0e ele ainda mant\u00e9m uma base de apoio importante, apesar de minorit\u00e1ria. N\u00e3o tem nesse sentido a popularidade \u201cno fundo do po\u00e7o\u201d como teve Collor, Dilma e mesmo Temer. Mas n\u00e3o \u00e9 descartado que sua popularidade caia ainda mais.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o \u00e9 descartado que possa vir a ocorrer uma explos\u00e3o social. N\u00e3o estamos afirmando que isso v\u00e1 ocorrer, nem mesmo \u00e9 poss\u00edvel afirmar de que isso \u00e9 o mais prov\u00e1vel, sem que entre em cena a mobiliza\u00e7\u00e3o de massas. Isso \u00e9 uma possibilidade.<\/p>\n<p>Estamos vendo no mundo explos\u00f5es populares como nos EUA ap\u00f3s o assassinato de George Floyd, em Myanmar depois do golpe, pela derrubada do governo Mo\u00efse no Haiti, assim como tivemos na Col\u00f4mbia. Tudo isso sob a pandemia. Isso n\u00e3o \u00e9 descartado de que possa ocorrer tamb\u00e9m no Brasil.<\/p>\n<p>Mas, mesmo independente de uma explos\u00e3o social como essas, que em grande medida foram espont\u00e2neas, a base atual de descontentamento com Bolsonaro permitiria grandes mobiliza\u00e7\u00f5es, que ainda est\u00e3o contidas por raz\u00f5es em primeiro lugar objetivas (a pandemia, a recess\u00e3o e o desemprego), mas tamb\u00e9m porque as dire\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias n\u00e3o trabalham prioritariamente para construir uma oposi\u00e7\u00e3o mobilizada e organizada em baixo, nos locais de trabalho, de moradia, nas ruas. Ali\u00e1s, nem sequer na superestrutura. Vide o papel que o PT teve na elei\u00e7\u00e3o do Senado, ou mesmo na elei\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara.<\/p>\n<p><strong>A trava das dire\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Perante uma realidade como essa, com insatisfa\u00e7\u00e3o crescente, mas ainda sem ascenso generalizado e sem explosividade, tem muita import\u00e2ncia o papel das dire\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias. E a verdade \u00e9 que essas dire\u00e7\u00f5es n\u00e3o querem derrubar Bolsonaro, mas desgast\u00e1-lo esperando as elei\u00e7\u00f5es de 2022.<\/p>\n<p>No Brasil, temos dois partidos reformistas com peso de massas. O maior deles \u00e9 o PT, e bem atr\u00e1s o PSOL. Quando falamos em partidos reformistas n\u00e3o estamos fazendo um xingamento. Trata-se de uma caracteriza\u00e7\u00e3o dos objetivos desses partidos que n\u00e3o s\u00e3o em defesa de uma revolu\u00e7\u00e3o, mas de reformar o capitalismo, para que seja mais \u201chumano\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o partidos adaptados \u00e0 ordem, \u00e0 democracia burguesa, por isso priorizam as elei\u00e7\u00f5es e n\u00e3o a a\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e dos setores populares. Em uma pol\u00eamica recente, um dos expoentes da esquerda do PT, Valter Pomar, em um momento de sinceridade, falou:\u00a0\u201cClaro que h\u00e1 pessoas dentro do PT que acham normal, democr\u00e1tico, que o Partido dependa em mais de 90% de recursos provenientes do Estado (via fundo p\u00fablico ou via contribui\u00e7\u00f5es de parlamentares etc.).\u00a0Penso diferente\u2026E, portanto, considero um perigo que o PT se torne dependente do dinheiro p\u00fablico, pois isso estatiza o partido. E um partido estatizado \u00e9 um partido prisioneiro do Estado realmente existente, e o Estado realmente existente n\u00e3o \u00e9 neutro, n\u00e3o est\u00e1 acima das classes.\u201d<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a realidade do PT, um partido que surgiu a partir das lutas dos trabalhadores, mas se transformou em parte da institucionalidade, do Estado e regime burgueses. Esse tipo de partido, ao chegar ao governo, vai governar com e para a grande burguesia. Nos governos petistas, os bancos e as multinacionais ganharam muito. Um levantamento feito em 2014, indicava que os lucros dos bancos nos oito anos dos governos de FHC foram de R$ 63,63 bilh\u00f5es, em valores atualizados. Nos oito anos dos governos de Lula foram R$ 254,76 bilh\u00f5es, ou seja, quatro vezes mais. E isso aumentou ainda mais nos anos de Dilma, com media anual de lucros dos bancos de R$ 38 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Desde os governos petistas, come\u00e7ou a se gestar um aburguesamento dos dirigentes. A corrup\u00e7\u00e3o foi uma faceta desse aburguesamento do PT.<\/p>\n<p>Essa institucionaliza\u00e7\u00e3o leva o PT a n\u00e3o priorizar a mobiliza\u00e7\u00e3o de massas, negando a sua pr\u00f3pria origem. E nos estados onde \u00e9 governo, ent\u00e3o, n\u00e3o raramente se enfrenta com as mobiliza\u00e7\u00f5es, como qualquer governo. Lembremos que em 2013, Haddad se juntou a Alckmin contra os estudantes que lutavam contra o aumento das passagens. Quando Lula diz agora: \u201cj\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 tempo para iniciar o processo visto que a corrida eleitoral de 2022 se aproxima\u201d, e\u00a0que, al\u00e9m disso, Arthur Lira, n\u00e3o ir\u00e1 dar abertura ao processo; sinaliza para que os movimentos deixem de lado a mobiliza\u00e7\u00e3o e as ruas.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o d\u00e1 para derrubar Bolsonaro, vamos nos preparar para as elei\u00e7\u00f5es de 2022.<\/p>\n<p>Mas esse caminho, que joga a toalha antes mesmo da luta, favorece Bolsonaro n\u00e3o apenas agora, como at\u00e9 mesmo para 2022. A luta para botar fora Bolsonaro e Mour\u00e3o, al\u00e9m de ser uma necessidade imediata para combater a pandemia, impedir o desmonte do pa\u00eds e o avan\u00e7o do projeto autorit\u00e1rio desse governo militarizado, cada dia mais cheio de generais; \u00e9 o mesmo caminho que pode enfraquec\u00ea-lo. Deixar as ruas de lado \u00e9 n\u00e3o apenas construir a profecia anunciada da \u201cimpossibilidade de derrot\u00e1-lo\u201d, como n\u00e3o atuar com a arma que mais pode debilit\u00e1-lo, que \u00e9 colocar em movimento a for\u00e7a social que se op\u00f5e a ele e \u00e0s suas pautas, defendendo vacina\u00e7\u00e3o para todos j\u00e1, emprego, manuten\u00e7\u00e3o do Aux\u00edlio Emergencial de R$ 600 para todos que recebiam; defesa das liberdades democr\u00e1ticas, etc.<\/p>\n<p>Est\u00e3o esperando que aconte\u00e7a no Brasil as derrotas eleitorais da direita que est\u00e1 se passando no mundo. Mas mesmo tais derrotas eleitorais, aconteceram depois de grandes mobiliza\u00e7\u00f5es. Depois das mobiliza\u00e7\u00f5es p\u00f3s a morte de George Floyd, o Partido Democrata conseguiu desviar e canalizar tudo para a elei\u00e7\u00e3o. Mas, sem o levante ocorrido l\u00e1, dificilmente Trump teria sido eleitoralmente derrotado. Biden foi uma express\u00e3o distorcida daquela luta. \u00a0Assim se deu na Argentina, com a elei\u00e7\u00e3o de Fernandes, na Bol\u00edvia com a elei\u00e7\u00e3o de Arce, e talvez agora no Equador com Araus.<\/p>\n<p>Apostar contra a mobiliza\u00e7\u00e3o pode ser um tiro no p\u00e9 tamb\u00e9m no terreno eleitoral. Se n\u00e3o houver mobiliza\u00e7\u00e3o, existe possibilidade de que Bolsonaro ganhe em 2022.<\/p>\n<p>A hora \u00e9 de mobiliza\u00e7\u00e3o contra o governo; n\u00e3o de campanha eleitoral para o final de 2022.<\/p>\n<p>A institucionaliza\u00e7\u00e3o do PT, tamb\u00e9m se estende ao PSOL, ainda que n\u00e3o no mesmo grau. \u00a0Mas a prioridade \u00e0s elei\u00e7\u00f5es, uma oposi\u00e7\u00e3o dentro dos limites da ordem capitalista e liberal com poucas medidas sociais, tira for\u00e7a da constru\u00e7\u00e3o de um processo em baixo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso apostar na luta e mobiliza\u00e7\u00e3o pelo Fora Bolsonaro e Mour\u00e3o como centro, porque com ela podemos sim enfraquecer e, inclusive, derrubar esse governo.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o no Congresso o mais determinante<\/strong><\/p>\n<p>Olhando para tr\u00e1s, \u00e9 poss\u00edvel dizer que a experi\u00eancia da hist\u00f3ria brasileira indica que n\u00e3o \u00e9 meramente a rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no Congresso que determina a possibilidade ou n\u00e3o de derrubada do governo.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que a vit\u00f3ria do governo na elei\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara e o apoio do Centr\u00e3o ao governo, significa uma inflex\u00e3o na conjuntura. Mas, por si s\u00f3 isso n\u00e3o assegura nem popularidade, nem estabilidade para o governo e nem mesmo \u00e0 impossibilidade de impeachment. Mesmo com a maioria do centr\u00e3o pr\u00f3 Bolsonaro hoje, o governo n\u00e3o est\u00e1 definitivamente blindado. Pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O que pode levar ou n\u00e3o \u00e0 queda do governo \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, mas, entre os mais importantes, est\u00e1 a exist\u00eancia de um grande ascenso de massas.<\/p>\n<p><strong>E agora, o que fazer?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso dar continuidade \u00e0 campanha e \u00e0 luta pelo Fora Bolsonaro e Mour\u00e3o, associada \u00e0 defesa das reivindica\u00e7\u00f5es mais urgentes dos trabalhadores e do povo. Usando da criatividade e de toda possibilidade de mobiliza\u00e7\u00e3o, buscando tamb\u00e9m unificar e cercar de solidariedade as lutas, organizando por baixo essa luta, seja via as organiza\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existem, seja atrav\u00e9s de comit\u00eas na periferia, na juventude, nos locais de trabalho. Vamos fazer as carreatas, as manifesta\u00e7\u00f5es com distanciamento social que pudermos; as discuss\u00f5es e assembleias nas f\u00e1bricas e etc. Vamos criar as condi\u00e7\u00f5es para grandes mobiliza\u00e7\u00f5es; o descontentamento hoje existente permite ir preparando essas condi\u00e7\u00f5es. Devemos exigir que todas organiza\u00e7\u00f5es e partidos que se reivindiquem dos trabalhadores, se unam a isso. \u00c9 hora de construir unidade para lutar.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 dissemos, n\u00e3o \u00e9 descartado que pelas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais existentes, possa vir ocorrer uma explos\u00e3o social tamb\u00e9m no Brasil, como teve nos EUA ou Equador, ou mesmo grandes ascensos espont\u00e2neos, como existiram na Col\u00f4mbia, na Bol\u00edvia, etc. Seria excelente se houvesse, e para esta possibilidade o ativismo e os setores mais conscientes da classe trabalhadora tamb\u00e9m devem estar preparados.<\/p>\n<p>E por isso, desde as periferias das cidades, desde as bases das empresas, \u00e9 poss\u00edvel ir acumulando for\u00e7as nas mobiliza\u00e7\u00f5es e exigindo das dire\u00e7\u00f5es que se comprometam com as lutas.<\/p>\n<p><strong>Devemos construir a unidade para lutar com todos que estejam dispostos a faz\u00ea-lo<\/strong><\/p>\n<p>E junto com ativistas independentes e lideran\u00e7as minorit\u00e1rias e setores da base do PT e do PSOL, podemos tamb\u00e9m ir construindo na luta um polo de independ\u00eancia de classes, que aposte a fundo na mobiliza\u00e7\u00e3o de massas pelo Fora Bolsonaro e Mour\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Na luta construir uma alternativa socialista e revolucion\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Na luta contra esse governo e pelas nossas reivindica\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m debater um projeto socialista, e construir uma alternativa de independ\u00eancia de classe, revolucion\u00e1ria e socialista.<\/p>\n<p>O PT perdeu a hegemonia que tinha entre os trabalhadores, mas esse espa\u00e7o n\u00e3o foi ocupado majoritariamente, especialmente na classe oper\u00e1ria, por outros setores da esquerda. O estrago causado pelos governos do PT na consci\u00eancia dos trabalhadores foi grande. Uma parte do proletariado, especialmente da classe oper\u00e1ria, decepcionada e brava com o PT, votou em Bolsonaro, mas agora tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 majoritariamente contra o governo, embora n\u00e3o tenha ainda se casado politicamente com nenhum partido. O PSOL tem ocupado parcialmente, ainda de maneira minorit\u00e1ria e eleitoral, o espa\u00e7o perdido pelo PT; por\u00e9m com um projeto e programa que n\u00e3o difere em linhas gerais do programa petista.<\/p>\n<p>Mas, o Brasil precisa de mudan\u00e7as muito mais profundas para que realmente possa ter soberania e acabar com a mis\u00e9ria, a pobreza e a enorme desigualdade social. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio um projeto socialista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos ativistas est\u00e3o se perguntando isso, e com raz\u00e3o. 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