{"id":62711,"date":"2020-12-17T15:49:01","date_gmt":"2020-12-17T18:49:01","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62711"},"modified":"2020-12-17T15:49:01","modified_gmt":"2020-12-17T18:49:01","slug":"maher-al-akhras-e-os-caminhos-para-a-libertacao-da-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/12\/17\/maher-al-akhras-e-os-caminhos-para-a-libertacao-da-palestina\/","title":{"rendered":"Maher Al-Akhras e os caminhos para a liberta\u00e7\u00e3o da Palestina"},"content":{"rendered":"<p><em>No dia 27 de julho de 2020, o palestino de 49 anos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20201107-com-promessa-de-libertacao-maher-al-akhras-encerra-greve-de-fome-apos-103-dias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maher al-Akhras<\/a>\u00a0foi preso pelas for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o israelenses na cidade de Selit El Dahir, pr\u00f3xima \u00e0 Jen\u00edn na Palestina ocupada.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: F\u00e1bio Bosco*<br \/>\nSem qualquer acusa\u00e7\u00e3o formal ou decis\u00e3o judicial, ele foi encarcerado no pres\u00eddio Ofer, pr\u00f3ximo \u00e0 Ramallah, a t\u00edtulo da famigerada \u201cdeten\u00e7\u00e3o administrativa\u201d, uma viola\u00e7\u00e3o do direito internacional.<br \/>\nA \u201c<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20190523-relatorio-67-dos-presos-palestinos-suas-detencoes-renovadas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">deten\u00e7\u00e3o administrativa<\/a>\u201d \u00e9 uma pris\u00e3o sem o devido processo legal (sem acusa\u00e7\u00e3o formal, direito de defesa ou decis\u00e3o judicial) que pode durar seis meses renov\u00e1veis ilimitadamente. Atualmente h\u00e1 cerca de 4.400 presos pol\u00edticos palestinos nos c\u00e1rceres israelenses, entre os quais 39 mulheres e 155 crian\u00e7as. Deste total, 355 est\u00e3o sob deten\u00e7\u00e3o administrativa.<br \/>\nMaher Al-Akhras j\u00e1 havia sido detido por 16 meses em 2009, e por 11 meses em 2018. Por isso desde o primeiro dia, Maher Al-Akhras entrou em greve de fome por sua liberdade imediata.<br \/>\nDesde ent\u00e3o se formou um movimento internacional pela liberdade \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20201025-familia-do-preso-palestino-maher-al-akhras-junta-se-a-sua-greve-de-fome\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maher Al-Akhras que incluiu<\/a>\u00a0importantes organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos como a B\u2019tSelem e a Addameer.<br \/>\nEm 6 de novembro, ap\u00f3s 103 dias em greve de fome, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o israelenses se comprometeram a solt\u00e1-lo em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20201127-apos-103-dias-em-greve-de-fome-israel-libera-maher-al-akhra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">26 de novembro<\/a>. Maher Al-Akhras ent\u00e3o suspendeu a greve de fome e deve permanecer hospitalizado para recupera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo dia 7 de novembro, Maher Al-Akhras, no leito do hospital, deu a seguinte declara\u00e7\u00e3o gravada e veiculada nas m\u00eddias sociais:<br \/>\n\u201cAgradecemos \u00e0 S\u00edria pela sua honor\u00e1vel posi\u00e7\u00e3o por muitos anos frente \u00e0 conspira\u00e7\u00e3o dos chamados grupos isl\u00e2micos pelos quais o Isl\u00e3 n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel. Sauda\u00e7\u00f5es \u00e0 S\u00edria e seu heroico ex\u00e9rcito que combateu esses criminosos ap\u00f3statas e seus auxiliares do exterior e de grandes pot\u00eancias. Que Deus queira que a S\u00edria triunfe sobre eles e libere sua terra para o povo s\u00edrio, o governo s\u00edrio e o ex\u00e9rcito s\u00edrio, para que apoiem nossa causa como sempre fizeram. Agrade\u00e7o a eles por tudo que nos deram.\u201d<br \/>\n<strong>N\u00e3o apoiar\u00e1s a tirania alheia<\/strong><br \/>\nA rea\u00e7\u00e3o contra sua declara\u00e7\u00e3o foi imediata. Milhares de posts reverberaram nas m\u00eddias sociais em l\u00edngua \u00e1rabe, principalmente de s\u00edrios, mas tamb\u00e9m de palestinos, criticando duramente sua declara\u00e7\u00e3o. Um deles foi do jornalista s\u00edrio Faisal Al-Kasim, apresentador de um dos mais antigos e famosos programas sobre pol\u00edtica no mundo \u00e1rabe na rede Al-Jazeera.<br \/>\nAp\u00f3s uma enxurrada de cr\u00edticas, circulou pelas m\u00eddias sociais uma declara\u00e7\u00e3o escrita atribu\u00edda \u00e0 Maher Al-Akhras:<br \/>\n<em>\u201cEm nome de Deus, o clemente, o misericordioso. Louvado seja Deus senhor do universo. Oremos para que a paz esteja com o mais honor\u00e1vel de toda a cria\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><br \/>\nInicio com meus sinceros agradecimentos e gratid\u00e3o a todos os povos \u00e1rabes e isl\u00e2micos que me apoiaram, e os apoiadores da liberdade do mundo. Seu apoio teve um grande impacto sobre a minha firmeza e vit\u00f3ria.<br \/>\n\u00c0 luz das rea\u00e7\u00f5es ao meu discurso sobre a S\u00edria, eu gostaria de enfatizar o seguinte:<br \/>\nEu espero que o povo s\u00edrio tenha seguran\u00e7a e estabilidade, e que tenha fim esta guerra que destruiu esse pa\u00eds que foi um suporte para a resist\u00eancia palestina e o povo palestino. Eu rejeito a injusti\u00e7a e a tirania contra os povos \u00e1rabes. Eu apoio as justas reivindica\u00e7\u00f5es dos povos pela preserva\u00e7\u00e3o de sua dignidade, humanidade e direito de express\u00e3o.<br \/>\nEu rejeito a interven\u00e7\u00e3o estrangeira contra os povos \u00e1rabes, seu ass\u00e9dio e a implementa\u00e7\u00e3o de agendas estrangeiras. Isto \u00e9 contra o interesse do pa\u00eds. Como um palestino, tenho sofrido e ainda sofro com a injusti\u00e7a. Eu me posto na trincheira dos oprimidos e nunca ajudarei o opressor. Se voc\u00ea viu algum erro meu no passado, reze por mim, por orienta\u00e7\u00e3o e perd\u00e3o. Pe\u00e7o perd\u00e3o se ofendi algum irm\u00e3o.<br \/>\nObrigado por toda a solidariedade e apoio. Voc\u00eas apoiaram uma causa palestina, n\u00e3o uma causa puramente pessoal.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 lealdade a um opressor, tirano ou traidor.<br \/>\nQue a paz, a piedade e a ben\u00e7\u00e3o de Deus estejam convosco.<br \/>\nDe seu irm\u00e3o em cativeiro, Maher Al-Akhras\u201d<br \/>\nIndependentemente desta declara\u00e7\u00e3o escrita, sua defesa do regime s\u00edrio levantou uma discuss\u00e3o muito importante sobre os caminhos para a liberta\u00e7\u00e3o da Palestina.<br \/>\n<strong>Quem s\u00e3o os aliados da causa palestina<\/strong><br \/>\nA discuss\u00e3o sobre quem s\u00e3o os aliados da causa palestina \u00e9 antiga. Em geral sempre se espera dos regimes \u00e1rabes o apoio aos seus irm\u00e3os palestinos.<br \/>\nAp\u00f3s a experi\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o palestina e 1936-39, da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20200515-relembrando-a-nakba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nakba<\/a>\u00a0e da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20190605-relembrando-a-naksa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Naksa<\/a>, a melhor defini\u00e7\u00e3o foi sem d\u00favida aquela dada pelo revolucion\u00e1rio palestino\u00a0<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20190829-uma-guerra-secular-a-luta-de-classes-na-palestina-e-os-tres-inimigos-distintos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ghassan Kanafani<\/a>\u00a0que sintetizou em poucas linhas quem s\u00e3o os inimigos da liberta\u00e7\u00e3o da Palestina:<br \/>\n\u201cEntre 1936 e 1939, o movimento revolucion\u00e1rio palestino sofreu severo rev\u00e9s nas m\u00e3os de tr\u00eas inimigos que se constitu\u00edram, juntos, na principal amea\u00e7a ao movimento nacionalista na Palestina, em todos os est\u00e1gios subsequentes de sua luta: a lideran\u00e7a local reacion\u00e1ria; os regimes dos Estados \u00e1rabes vizinhos; e o inimigo imperialista-sionista.\u201c (KANAFANI, Ghassan, A Revolta de 1936-39 na Palestina, editora Sundermann, 2015, p\u00e1gina 27).<br \/>\nSua defini\u00e7\u00e3o se verifica at\u00e9 os dias de hoje seja para os regimes que mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Estado racista de Israel como \u00e9 o caso do Egito e da Jord\u00e2nia, seja tamb\u00e9m para o regime liban\u00eas (hoje hegemonizado pela alian\u00e7a entre o general Michel Aoun e o Hezbollah) e s\u00edrio sob a dinastia Assad.<br \/>\nPor isso, a declara\u00e7\u00e3o de Maher al-Akhras ofende a mem\u00f3ria dos palestinos que, em luta por liberta\u00e7\u00e3o, enfrentaram a viol\u00eancia do regime assadista. Vejamos alguns casos mais conhecidos.<br \/>\n<strong>Bloqueio \u00e0 ajuda para o palestinos durante os dez meses do \u201csetembro negro\u201d<\/strong>\u00a0no qual o regime jordaniano massacrou os palestinos em 1970 e 1971. Veja o que escreveu o marxista eg\u00edpcio Lotfallah Soliman:<br \/>\n\u201cSe ele (Nasser) estivesse vivo, (o rei) Hussein jamais teria ousado prosseguir sua ofensiva, que duraria at\u00e9 17 de julho de 1971, e suprimir a presen\u00e7a da resist\u00eancia palestina na Jord\u00e2nia, ajudado nisso por Hafez al-Assad que, tendo conseguido monopolizar o poder em Damasco, bloqueava em Lataquia as armas pesadas que a Arg\u00e9lia destinava aos palestinos.\u201d (SOLIMAN, Lotfallah, Por uma hist\u00f3ria profana da Palestina, editora brasiliense, 1990, p\u00e1gina 196).<br \/>\n<strong>O massacre do campo palestino de Tal az-Zaatar em 1976.<\/strong>\u00a0Veja a descri\u00e7\u00e3o do intelectual marxista palestino Hanna Batatu:<br \/>\n\u201cPara o palestino comum, as a\u00e7\u00f5es de Assad tinham a apar\u00eancia de facadas nas costas. Sua amargura contra Assad se aprofundou com a trag\u00e9dia do campo de refugiados de Tal Az-Zattar, a qual eles tamb\u00e9m colocam na sua conta. Situado dentro de um enclave maronita, o campo suportara desde 12 de junho (de 1976) as temerosas tens\u00f5es de uma tentativa sustentada de reduz\u00ed-lo pela fome. Neste momento, ao segurar as principais for\u00e7as palestinas nas montanhas, Assad de fato liberou as mil\u00edcias de direita para um ataque total a Tal az-Zaatar. Sua queda em 12 de agosto, ap\u00f3s uma dura resist\u00eancia a partir de abrigos subterr\u00e2neos, levou ao massacre pelas m\u00e3os das falanges e dos homens de Camille Chamoun de n\u00e3o menos que 3 mil civis presos no campo.\u201d (BATATU, Hanna, Syria\u2019s Peasantry, the Descendants of Its Lesser Rural Notables, and Their Politics, Princeton University press, 1999, p\u00e1gina 300)<br \/>\n<strong>Guerra dos Campos promovida pela AMAL contra os palestinos<\/strong>, apoiada pelo regime s\u00edrio. Veja o que escreveu o dirigente marxista liban\u00eas Fawwaz Traboulsi sobre um dos \u201cconfrontos mais sangrentos da guerra (civil libanesa): a \u2018guerra dos campos\u2019 entre a AMAL e as organiza\u00e7\u00f5es palestinas (em Beirute ocidental e no sul do L\u00edbano)\u201d:<br \/>\n\u201c Ap\u00f3s a retirada de Israel em 1985, a AMAL estava satisfeita em suspender a maioria de suas atividades de resist\u00eancia, enquanto o papel do Hezbollah progredia \u00e0s custas de outras organiza\u00e7\u00f5es, principalmente da esquerda. A nova for\u00e7a rapidamente se tornaria o \u00fanico movimento de resist\u00eancia, fortemente apoiado pelas autoridades s\u00edrias que empregavam todos os esfor\u00e7os dispon\u00edveis para bloquear a participa\u00e7\u00e3o dos comunistas na resist\u00eancia. Por outro lado, o Hezbollah desaprovava publicamente a \u2018guerra dos campos\u2019 promovida pela AMAL, uma guerra encorajada e armada por Damasco e apoiada por uma vota\u00e7\u00e3o parlamentar revogando os Acordos do Cairo\u201d (TRABOULSI, Fawwaz, A History of Modern Lebanon, Pluto Press, 2007, p\u00e1gina 230).<br \/>\n<strong>Prote\u00e7\u00e3o ao criminoso Elie Hobeika ap\u00f3s os massacres de Sabra e Chatila em 1982<\/strong>. Veja a descri\u00e7\u00e3o do jornalista Robert Fisk, rec\u00e9m falecido:<br \/>\n\u201cElie Hobeika, o falangista que liderara os assassinos de Sabra e Chatila, foi nomeado para a chefia da mil\u00edcia crist\u00e3 \u2013 para substituir Geagea, que ca\u00edra em desgra\u00e7a, e apaziguar a S\u00edria.<br \/>\nA comiss\u00e3o de inqu\u00e9rito israelense sobre o massacre registrou a pergunta dirigida por r\u00e1dio a Hobeika por um colega falangista sobre o que deveria ser feito com cinquenta mulheres e crian\u00e7as palestinas aprisionadas. Sua resposta: \u2018Esta \u00e9 a \u00faltima vez que voc\u00ea vai me fazer uma pergunta dessas. Voc\u00ea sabe exatamente o que fazer.\u2019 \u2026 Mais tarde, quando Geagea desferiu um contragolpe, Hobeika fugiu para Damasco e os s\u00edrios o puseram em contato com uma mil\u00edcia crist\u00e3 rival em Zahle.\u201d (FISK, Robert, Pobre na\u00e7\u00e3o, editora Record, 2007, p\u00e1gina 805).<br \/>\n<strong>Repress\u00e3o brutal dentro da S\u00edria.<\/strong>\u00a0O famoso escritor liban\u00eas e reconhecido apoiador da causa palestina Elias Khoury publicou em 2018 um artigo chamado \u201cPalestina e o ramo palestino\u201d no qual denuncia a pol\u00edcia pol\u00edtica e centro de tortura e pris\u00e3o criado pelo ditador s\u00edrio Hafez Al-Assad para controlar os refugiados palestinos no pa\u00eds denominado Ramo Palestino ou Ramo 235. Situado na estrada que conduz ao aeroporto de Damasco, suas depend\u00eancias t\u00eam tr\u00eas andares. \u201cEm seus corredores centenas de combatentes palestinos desapareceram\u201d, afirma Khoury. Uma de suas especialidades era a tortura, sendo o pioneiro em tortura sexual.<br \/>\n<strong>A destrui\u00e7\u00e3o do campo de refugiados palestinos de Al-Yarmouk<\/strong>. O campo foi completamente sitiado pelo regime s\u00edrio em 8 de julho de 2013, em particular pela FPLP (Comando Geral) de Ahmed Jibril, e posteriormente bombardeado pela for\u00e7a a\u00e9rea s\u00edria e russa. Totalmente esvaziado, a \u00e1rea est\u00e1 destinada \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria pelo regime s\u00edrio. O sil\u00eancio sobre o massacre ocorrido no campo de refugiados foi lamentado pelo escritor palestino-americano Talal Alyan:<br \/>\n\u201cAl-Yarmouk permanece uma esp\u00e9cie de curiosidade hist\u00f3rica, uma excess\u00e3o aos numerosos massacres sofridos pelo povo palestino ao longo dos anos, n\u00e3o devido \u00e0 singular brutalidade pois a hist\u00f3ria palestina garante que tal distin\u00e7\u00e3o seja quase inating\u00edvel. O que persiste \u00e9 a falta de rea\u00e7\u00e3o p\u00fablica de muitos palestinos a essa cat\u00e1strofe. Houve resposta e cobertura deliberadamente quietas quanto ao massacre da comunidade de Al-Yarmouk. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma acomoda\u00e7\u00e3o t\u00e1cita daqueles t\u00e3o rumorosos em torcer pelos corruptos executores desse cerco. A aposta representada pelo sil\u00eancio, pela neutralidade cont\u00e9m uma calamidade ainda maior. A destrui\u00e7\u00e3o do campo de refugiados de Al-Yarmouk sinaliza uma severa, talvez sem precedentes, ruptura na coletividade palestina. (ALYAN, Talal, The Death of Palestine: Two years of Siege in Yarmouk\u201d, The World Post, 16 de dezembro de 2014, citado em AL-SHAMI, Leila e YASSIN-KASSAB Robin, Pa\u00eds em Chamas \u2013 S\u00edrios na revolu\u00e7\u00e3o e na guerra, editora Sundermann, 2018).<br \/>\n<strong>Perspectivas para o fortalecimento da resist\u00eancia palestina<\/strong><br \/>\nA heroica resist\u00eancia palestina, feita pelos milh\u00f5es de palestinos e palestinas que n\u00e3o arredam o p\u00e9 de suas terras e de seu direito ao retorno e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, precisa retomar os ensinamentos de Ghassan Kanafani e se unir aos seus verdadeiros aliados, que s\u00e3o os povos \u00e1rabes e os defensores da liberdade em todo o mundo.<br \/>\nA causa palestina simboliza a luta de todos os povos contra a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO povo s\u00edrio se levantou contra a ditadura Assad em 2011 e sofreu um massacre com mais de 500 mil mortos (90% dos quais pelas m\u00e3os das for\u00e7as do regime s\u00edrio e seus aliados russos e iranianos), e hoje h\u00e1 mais de cem mil presos em centros de tortura e exterm\u00ednio na S\u00edria al\u00e9m de 13 milh\u00f5es de s\u00edrios expulsos de suas casas, o que configura uma Nakba s\u00edria.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio estender a solidariedade palestina ao povo s\u00edrio, assim como a todos os povos que se levantam por liberdade e justi\u00e7a social. Nesse sentido, a declara\u00e7\u00e3o de Maher Al-Akhras vai na contram\u00e3o da hist\u00f3ria.<br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as verdadeiras com a classe trabalhadora \u00e1rabe, e n\u00e3o com seus regimes burgueses, fortalecer\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es para a liberta\u00e7\u00e3o da Palestina e de todo o mundo \u00e1rabe, contra o colonialismo europeu e americano e seus agentes na regi\u00e3o. Nesta perspectiva temos que trabalhar a partir de 2021.<br \/>\n* artigo originalmente publicado em: https:\/\/www.monitordooriente.com\/20201211-maher-al-akhras-e-os-caminhos-para-a-libertacao-da-palestina-2\/#.X9O_IBmJRu4.whatsapp<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 27 de julho de 2020, o palestino de 49 anos\u00a0Maher al-Akhras\u00a0foi preso pelas for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o israelenses na cidade de Selit El Dahir, pr\u00f3xima \u00e0 Jen\u00edn na Palestina ocupada.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":71032,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[228],"tags":[180,6024,205],"class_list":["post-62711","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-palestina","tag-fabio-bosco","tag-maher-al-akhras","tag-palestina-2"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Palestina-1.jpg","categories_names":["Palestina"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62711","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62711"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62711\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71032"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62711"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62711"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}