{"id":62571,"date":"2020-11-28T02:35:42","date_gmt":"2020-11-28T05:35:42","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62571"},"modified":"2020-11-28T02:35:42","modified_gmt":"2020-11-28T05:35:42","slug":"friedrich-engels-segundo-lenin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/11\/28\/friedrich-engels-segundo-lenin\/","title":{"rendered":"Friedrich Engels segundo Lenin"},"content":{"rendered":"<p><em>Que chama do esp\u00edrito se apagou,<\/em><br \/>\n<em>Que cora\u00e7\u00e3o deixou de bater!<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn56\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><sup>[N56]<\/sup><\/a><\/em><br \/>\n<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Friedrich Engels<\/a>\u00a0faleceu em Londres a 5 de Agosto (24 de Julho) de 1895. A seguir ao seu amigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Karl Marx<\/a>\u00a0(que morreu em 1883), Engels foi o mais not\u00e1vel s\u00e1bio e mestre do proletariado contempor\u00e2neo em todo o mundo civilizado. Desde o dia em que o destino juntou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Karl Marx e Friedrich Engels<\/a>, a obra a que os dois amigos consagraram toda a sua vida converteu-se numa obra comum. Assim, para compreender o que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Friedrich Engels<\/a>\u00a0fez pelo proletariado, \u00e9 necess\u00e1rio ter-se uma ideia precisa do papel desempenhado pela doutrina e atividade de Marx no desenvolvimento do movimento oper\u00e1rio contempor\u00e2neo.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: V. I. Lenin, escrito en 1895<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0foram os primeiros a demonstrar que a classe oper\u00e1ria e as suas reivindica\u00e7\u00f5es s\u00e3o um produto necess\u00e1rio do regime econ\u00f3mico atual que, juntamente com a burguesia, cria e organiza inevitavelmente o proletariado; demonstraram que n\u00e3o s\u00e3o as tentativas bem intencionadas dos homens de cora\u00e7\u00e3o generoso que libertar\u00e3o a humanidade dos males que hoje a esmagam, mas a luta de classe do proletariado organizado.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0foram os primeiros a explicar, nas suas obras cient\u00edficas, que o socialismo n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o de sonhadores, mas o objetivo final e o resultado necess\u00e1rio do desenvolvimento das for\u00e7as produtivas da sociedade atual.<br \/>\nToda a hist\u00f3ria escrita at\u00e9 aos nossos dias \u00e9 a hist\u00f3ria da luta de classes, a sucess\u00e3o no dom\u00ednio e nas vit\u00f3rias de umas classes sociais sobre outras. E este estado de coisas continuar\u00e1 enquanto n\u00e3o tiverem desaparecido as bases da luta de classes e do dom\u00ednio de classe: a propriedade privada e a produ\u00e7\u00e3o social an\u00e1rquica. Os interesses do proletariado exigem a destrui\u00e7\u00e3o destas bases, contra as quais deve, pois, ser orientada a luta de classe consciente dos oper\u00e1rios organizados. E toda a luta de classe \u00e9 uma luta pol\u00edtica.<br \/>\nTodo o proletariado que luta pela sua emancipa\u00e7\u00e3o tornou hoje suas estas concep\u00e7\u00f5es de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>; mas nos anos 40, quando os dois amigos come\u00e7aram a colaborar em publica\u00e7\u00f5es socialistas e a participar nos movimentos sociais da sua \u00e9poca, eram inteiramente novas. Ent\u00e3o, eram numerosos os homens de talento e outros sem talento, honestos ou desonestos, que, no ardor da luta pela liberdade pol\u00edtica, contra a arbitrariedade dos reis, da pol\u00edcia e do clero, n\u00e3o viam a oposi\u00e7\u00e3o dos interesses da burguesia e do proletariado. N\u00e3o admitiam sequer a ideia de os oper\u00e1rios poderem agir como for\u00e7a social independente.<br \/>\nPor outro lado, um bom n\u00famero de sonhadores, algumas vezes geniais, pensavam que seria suficiente convencer os governantes e as classes dominantes da iniquidade da ordem social existente para que se tornasse f\u00e1cil fazer reinar sobre a terra a paz e a prosperidade universais. Sonhavam com um socialismo sem luta. Finalmente, a maior parte dos socialistas de ent\u00e3o e, de um modo geral, os amigos da classe oper\u00e1ria, n\u00e3o viam no proletariado sen\u00e3o uma\u00a0<em>chaga\u00a0<\/em>a cujo crescimento assistiam com horror \u00e0 medida que a ind\u00fastria se desenvolvia.<br \/>\nPor isso todos procuravam o modo de parar o desenvolvimento da ind\u00fastria e do proletariado, parar a \u00abroda da hist\u00f3ria\u00bb. Contrariamente ao temor geral ante o desenvolvimento do proletariado,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0punham todas as suas esperan\u00e7as no cont\u00ednuo crescimento num\u00e9rico deste. Quanto mais prolet\u00e1rios houvesse, e maior fosse a sua for\u00e7a como classe revolucion\u00e1ria, mais pr\u00f3ximo e poss\u00edvel estaria o socialismo. Pode exprimir-se em poucas palavras os servi\u00e7os prestados por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0\u00e0 classe oper\u00e1ria dizendo que eles a ensinaram a conhecer-se e a tomar consci\u00eancia de si mesma, e que substitu\u00edram os sonhos pela ci\u00eancia.<br \/>\n\u00c9 por isso que o nome e a vida de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0devem ser conhecidos por todos os oper\u00e1rios; \u00e9 por isso que, na nossa compila\u00e7\u00e3o, cujo fim, como o de todas as nossas publica\u00e7\u00f5es, \u00e9 acordar a consci\u00eancia de classe dos oper\u00e1rios russos, devemos dar um apanhado da vida e da atividade de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Friedrich Engels<\/a>, um dos dois grandes mestres do proletariado contempor\u00e2neo.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0nasceu em 1820 em Barmen, na prov\u00edncia renana do reino da Pr\u00fassia. O pai era um fabricante. Em 1838,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0teve de abandonar por motivos familiares os estudos no liceu e de entrar como empregado numa casa de com\u00e9rcio de Bremen. Este trabalho n\u00e3o o impediu de completar a sua instru\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e pol\u00edtica. Foi desde o liceu que ele ganhou \u00f3dio ao absolutismo e \u00e0 arbitrariedade da burocracia. Os seus estudos de filosofia levaram-no ainda mais longe. Predominava ent\u00e3o na filosofia alem\u00e3 a doutrina de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/h\/hegel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hegel<\/a>, e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0tornou-se seu disc\u00edpulo.<br \/>\nEmbora\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/h\/hegel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hegel<\/a>\u00a0fosse, por seu lado, um admirador do Estado prussiano absolutista, ao servi\u00e7o do qual se encontrava na qualidade de professor na Universidade de Berlim, a sua\u00a0<em>doutrina\u00a0<\/em>era revolucion\u00e1ria. A f\u00e9 de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/h\/hegel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hegel<\/a>\u00a0na raz\u00e3o humana e nos seus direitos e o princ\u00edpio fundamental da filosofia hegeliana segundo o qual o mundo \u00e9 teatro de um processo permanente de mudan\u00e7a e desenvolvimento conduziram os disc\u00edpulos do fil\u00f3sofo berlinense, que n\u00e3o queriam acomodar-se \u00e0 realidade, \u00e0 ideia de que a luta contra a realidade, a luta contra a iniquidade existente e o mal reinante, tamb\u00e9m procede da lei universal do desenvolvimento perp\u00e9tuo.<br \/>\nSe tudo se desenvolve, se certas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o substitu\u00eddas por outras, porque \u00e9 que o absolutismo do rei da Pr\u00fassia ou do tzar da R\u00fassia, o enriquecimento de uma \u00ednfima minoria \u00e0 custa da imensa maioria, o dom\u00ednio da burguesia sobre o povo, h\u00e3o-de perdurar eternamente? A filosofia de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/h\/hegel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hegel<\/a>\u00a0tratava do desenvolvimento do esp\u00edrito e das ideias; era\u00a0<em>idealista.\u00a0<\/em>Do desenvolvimento do esp\u00edrito a filosofia de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/h\/hegel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hegel<\/a>\u00a0deduzia o desenvolvimento da natureza, do homem e das rela\u00e7\u00f5es entre os homens no seio da sociedade.<br \/>\nRetomando a ideia hegeliana de um processo perp\u00e9tuo de desenvolvimento<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#t1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(1)<\/a><\/sup>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0rejeitaram a sua preconcebida concep\u00e7\u00e3o idealista; analisando a vida real, viram que n\u00e3o \u00e9 o desenvolvimento do esp\u00edrito que explica o da natureza, mas que, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 necess\u00e1rio explicar o esp\u00edrito a partir da natureza, da mat\u00e9ria&#8230; Contrariamente a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/h\/hegel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hegel<\/a>\u00a0e outros hegelianos,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0eram materialistas. Partindo de uma concep\u00e7\u00e3o materialista do mundo e da humanidade, verificaram que, tal como todos os fen\u00f3menos da natureza t\u00eam causas materiais, igualmente o desenvolvimento da sociedade humana \u00e9 condicionado pelo desenvolvimento de for\u00e7as materiais, as for\u00e7as produtivas.<br \/>\nDo desenvolvimento das for\u00e7as produtivas dependem as rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem entre os homens no processo de produ\u00e7\u00e3o dos objetos necess\u00e1rios \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades humanas. E s\u00e3o estas rela\u00e7\u00f5es que explicam todos os fen\u00f3menos da vida social, as aspira\u00e7\u00f5es do homem, as suas ideias e as suas leis. O desenvolvimento das for\u00e7as produtivas cria rela\u00e7\u00f5es sociais que se baseiam na propriedade privada; mas vemos hoje esse mesmo desenvolvimento das for\u00e7as produtivas privar a maioria dos homens de toda a propriedade e concentrar esta nas m\u00e3os de uma \u00ednfima minoria; ele destr\u00f3i a propriedade, base da ordem social contempor\u00e2nea, e tende ele pr\u00f3prio para o objetivo que se fixaram os socialistas.<br \/>\nEstes \u00faltimos devem apenas compreender qual \u00e9 a for\u00e7a social que, pela sua situa\u00e7\u00e3o na sociedade atual, est\u00e1 interessada na realiza\u00e7\u00e3o do socialismo, e incutir nesta for\u00e7a a consci\u00eancia dos seus interesses e da sua miss\u00e3o hist\u00f3rica. Esta for\u00e7a \u00e9 o proletariado.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0conheceu-o na Inglaterra, em Manchester, centro da ind\u00fastria inglesa, onde se fixou em 1842 como empregado de uma firma comercial de que seu pai era um dos acionistas. A\u00ed\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0n\u00e3o se limitou a permanecer no escrit\u00f3rio da f\u00e1brica: percorreu os bairros s\u00f3rdidos em que viviam os oper\u00e1rios e viu com os seus pr\u00f3prios olhos a mis\u00e9ria e os males que os afligiam. N\u00e3o se limitando \u00e0 sua observa\u00e7\u00e3o pessoal,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0leu tudo o que antes dele se tinha escrito sobre a situa\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria inglesa e estudou minuciosamente todos os documentos oficiais que p\u00f4de consultar. O resultado dos seus estudos e observa\u00e7\u00f5es foi um livro que saiu em 1845:\u00a0<em>A Situa\u00e7\u00e3o da Classe Oper\u00e1ria em Inglaterra.\u00a0<\/em><br \/>\nJ\u00e1 atr\u00e1s assinal\u00e1mos o principal m\u00e9rito de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0como autor dessa obra. \u00c9 certo que antes dele muitos tinham descrito os sofrimentos do proletariado e indicado a necessidade de lhe prestar ajuda.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0foi o\u00a0<em>primeiro\u00a0<\/em>a declarar que o proletariado\u00a0<em>n\u00e3o \u00e9 s\u00f3\u00a0<\/em>uma classe que sofre, mas que a miser\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica em que se encontra empurra-o irresistivelmente para a frente e obriga-o a lutar pela sua emancipa\u00e7\u00e3o definitiva. E o proletariado em luta\u00a0<em>ajudar-se-\u00e1 a si mesmo.\u00a0<\/em>O movimento pol\u00edtico da classe oper\u00e1ria levar\u00e1, inevitavelmente, os oper\u00e1rios \u00e0 consci\u00eancia de que n\u00e3o h\u00e1 para eles outra sa\u00edda sen\u00e3o o socialismo. Por seu lado, o socialismo s\u00f3 ser\u00e1 uma for\u00e7a quando se tornar o objetivo da luta\u00a0<em>pol\u00edtica\u00a0<\/em>da\u00a0<em>classe\u00a0<\/em>oper\u00e1ria.<br \/>\nTais s\u00e3o as ideias fundamentais do livro de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0sobre a situa\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria em Inglaterra, ideias hoje aceites por todo o proletariado que pensa e luta, mas que eram ent\u00e3o absolutamente novas. Estas ideias foram expostas numa obra escrita num estilo cativante onde abundam os quadros mais ver\u00eddicos e impressionantes da mis\u00e9ria do proletariado ingl\u00eas. Este livro era uma terr\u00edvel acusa\u00e7\u00e3o contra o capitalismo e a burguesia. Produziu uma impress\u00e3o muito grande. Em breve, por toda a parte come\u00e7aram a referir-se a ele como o quadro mais fiel da situa\u00e7\u00e3o do proletariado contempor\u00e2neo. E, com efeito, nem antes nem depois de 1845 apareceu uma descri\u00e7\u00e3o t\u00e3o brilhante e t\u00e3o verdadeira dos males sofridos pela classe oper\u00e1ria.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0s\u00f3 se tornou socialista em Inglaterra. Em Manchester p\u00f4s-se em contato com os militantes do movimento oper\u00e1rio ingl\u00eas de ent\u00e3o e come\u00e7ou a escrever para as publica\u00e7\u00f5es socialistas inglesas. Em 1844, ao passar por Paris de regresso \u00e0 Alemanha conheceu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>, com quem se correspondia j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, e que se tinha igualmente tornado socialista durante a sua estada em Paris, sob a influ\u00eancia dos socialistas franceses e da vida em Fran\u00e7a. Foi a\u00ed que os dois amigos escreveram em conjunto\u00a0<em>A Sagrada Fam\u00edlia ou Cr\u00edtica da \u00abCr\u00edtica Cr\u00edtica\u00bb.\u00a0<\/em>Este livro, escrito na sua maior parte por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>, e sa\u00eddo um ano antes de\u00a0<em>A Situa\u00e7\u00e3o da Classe Oper\u00e1ria em Inglaterra,\u00a0<\/em>cont\u00e9m as bases do socialismo materialista revolucion\u00e1rio de que atr\u00e1s expusemos as ideias essenciais.<br \/>\n<em>A Sagrada Fam\u00edlia\u00a0<\/em>\u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o jocosa dada a dois fil\u00f3sofos, os irm\u00e3os Bauer, e aos seus disc\u00edpulos. Estes senhores pregavam uma cr\u00edtica que se colocava acima de toda a realidade, acima dos partidos e da pol\u00edtica, repudiava toda a atividade pr\u00e1tica e limitava-se a contemplar \u00abcriticamente\u00bb o mundo circundante e os acontecimentos que nele se produziam. Os senhores Bauer qualificavam desdenhosamente o proletariado de massa desprovida de esp\u00edrito cr\u00edtico.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0opuseram-se categoricamente a esta tend\u00eancia absurda e nefasta. Em nome da verdadeira personalidade humana, do oper\u00e1rio espezinhado pelas classes dominantes e pelo Estado,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0exigiam n\u00e3o uma atitude contemplativa, mas a luta por uma melhor ordem social. Era, evidentemente, no proletariado que eles viam a for\u00e7a capaz de travar esta luta e diretamente interessada em faz\u00ea-la triunfar.<br \/>\nJ\u00e1 antes do aparecimento de\u00a0<em>A Sagrada Fam\u00edlia,\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0tinha publicado na revista\u00a0<em>Anais Franco-Alem\u00e3es\u00a0<\/em>editada por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/r\/ruge.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ruge<\/a>\u00a0o seu\u00a0<em>Estudo Cr\u00edtico sobre a Economia Pol\u00edtica<\/em><sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn58\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N58]<\/a><\/sup>\u00a0em que analisava, de um ponto de vista socialista, os fen\u00f3menos essenciais do regime econ\u00f3mico contempor\u00e2neo como consequ\u00eancias inevit\u00e1veis da domina\u00e7\u00e3o da propriedade privada. As suas rela\u00e7\u00f5es com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0contribu\u00edram incontestavelmente para que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0se decidisse a ocupar-se do estudo da economia pol\u00edtica, ci\u00eancia em que os seus trabalhos iriam operar uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDe 1845 a 1847\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0viveu em Bruxelas e em Paris, aliando os estudos cient\u00edficos com uma atividade pr\u00e1tica entre os oper\u00e1rios alem\u00e3es destas duas cidades. Foi a\u00ed que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0entraram em contato com uma associa\u00e7\u00e3o secreta alem\u00e3, \u00abLiga dos Comunistas\u00bb, que os encarregou de expor os princ\u00edpios fundamentais do socialismo elaborado por eles. Assim nasceu o c\u00e9lebre\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1848\/ManifestoDoPartidoComunista\/prefacios.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manifesto do Partido Comunista<\/a>\u00a0<\/em>de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx c Engels<\/a>, publicado em 1848. Este pequeno livrinho vale por tomos inteiros: ele inspira e anima at\u00e9 hoje todo o proletariado organizado e combatente do mundo civilizado.<br \/>\nA revolu\u00e7\u00e3o de 1848, que rebentou primeiro em Fran\u00e7a e se propagou em seguida aos outros pa\u00edses da Europa ocidental, permitiu a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0regressarem \u00e0 sua p\u00e1tria. A\u00ed, na Pr\u00fassia renana, tomaram a dire\u00e7\u00e3o da\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/n\/nova_gazeta_renana.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nova Gazeta Renana<\/a>,\u00a0<\/em>jornal democr\u00e1tico que se publicava em Col\u00f3nia. Os dois amigos eram a alma de todas as tend\u00eancias democr\u00e1ticas revolucion\u00e1rias da Pr\u00fassia renana. Defenderam at\u00e9 ao fim os interesses do povo e da liberdade contra as for\u00e7as da rea\u00e7\u00e3o. Estas \u00faltimas, como \u00e9 sabido, acabaram por triunfar. A\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/n\/nova_gazeta_renana.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nova Gazeta Renana<\/a>\u00a0<\/em>foi proibida.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>, que enquanto se encontrava na emigra\u00e7\u00e3o tinha sido privado da nacionalidade prussiana, foi expulso. Quanto a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>, tomou parte na insurrei\u00e7\u00e3o armada do povo e combateu em tr\u00eas batalhas pela liberdade, e, ap\u00f3s a derrota dos insurrectos, fugiu para Londres atrav\u00e9s da Su\u00ed\u00e7a.<br \/>\nFoi igualmente em Londres que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0veio fixar-se.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0em breve voltou a ser empregado, e mais tarde s\u00f3cio, da mesma casa comercial de Manchester onde tinha trabalhado nos anos 40. At\u00e9 1870\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0viveu em Manchester e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0em Londres, o que n\u00e3o os impediu de estar em estreito contato espiritual; escreviam-se quase todos os dias. Nessa correspond\u00eancia, os dois amigos trocavam as suas ideias e os seus conhecimentos, e continuaram a elaborar em conjunto a doutrina do socialismo cient\u00edfico. Em 1870,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0veio fixar-se em Londres, e a sua vida intelectual conjunta, cheia de uma atividade intensa, prosseguiu at\u00e9 1883, data da morte de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>.<br \/>\nEsta colabora\u00e7\u00e3o foi extremamente fecunda:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0escreveu\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Capital<\/a>,\u00a0<\/em>a mais grandiosa obra de economia pol\u00edtica do nosso s\u00e9culo, e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0toda uma s\u00e9rie de trabalhos, grandes e pequenos.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0dedicou-se \u00e0 an\u00e1lise dos fen\u00f3menos complexos da economia capitalista.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0escreveu, num estilo simples, obras muitas vezes pol\u00e9micas em que esclarecia os problemas cient\u00edficos mais gerais e os diversos fen\u00f3menos do passado e do presente, inspirando-se na concep\u00e7\u00e3o materialista da hist\u00f3ria e na teoria econ\u00f3mica de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>.<br \/>\nDentre esses trabalhos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0citaremos: a sua obra pol\u00e9mica contra\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/d\/duhring.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">D\u00fchring<\/a>\u00a0(onde analisa as quest\u00f5es capitais da filosofia, assim como das ci\u00eancias naturais e sociais)<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#t2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(2)<\/a><\/sup>,\u00a0<em>A Origem da Fam\u00edlia, da Propriedade\u00a0Privada e do Estado\u00a0<\/em>(tradu\u00e7\u00e3o russa sa\u00edda em S\u00e3o Petersburgo, 3.a edi\u00e7\u00e3o, 1895),\u00a0<em>Ludwig Feuerbach\u00a0<\/em>(tradu\u00e7\u00e3o russa anotada por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/p\/plekhanov.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G. Plekh\u00e1nov<\/a>, Genebra, 1892), um artigo sobre a pol\u00edtica externa do governo russo (traduzido em russo no\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/s\/sotsial_demokrat.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sotsial-Demokrat<\/a>\u00a0<\/em>de Genebra, n.\u00b0 1 e 2)<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn61\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N61]<\/a><\/sup>,\u00a0not\u00e1veis artigos sobre o problema da habita\u00e7\u00e3o<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn62\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N62]<\/a><\/sup>,\u00a0e, finalmente, dois artigos, curtos mas de grande interesse, sobre o desenvolvimento econ\u00f3mico da R\u00fassia\u00a0<em>(Friedrich Engels sobre a R\u00fassia<\/em><sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn63\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N63]<\/a><\/sup>,\u00a0tradu\u00e7\u00e3o russa de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/z\/zassulitch.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vera Zass\u00falitch<\/a>, Genebra, 1894).<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0morreu sem ter conseguido completar a sua obra monumental sobre o capital. Contudo esta obra estava j\u00e1 terminada em rascunho e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>, ap\u00f3s a morte do amigo, assumiu a pesada tarefa de redigir e publicar os tomos II e III de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Capital<\/a>.\u00a0<\/em>Editou o tomo II em 1885 e o tomo III em 1894 (n\u00e3o teve tempo de redigir o tomo IV)\u00a0<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn64\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N64]<\/a><\/sup>.\u00a0Estes dois tomos exigiram um trabalho enorme da sua parte. O social-democrata austr\u00edaco\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/a\/adler-v.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Adler<\/a>\u00a0observou muito justamente que, editando os tomos II e III de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Capital<\/a>,\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0ergueu ao seu genial amigo um grandioso monumento no qual, involuntariamente, tinha gravado tamb\u00e9m o seu pr\u00f3prio nome em letras indel\u00e9veis. Estes dois tomos de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Capital<\/a><\/em>\u00a0s\u00e3o, com efeito, obra de ambos, de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>.<br \/>\nAs lendas da Antiguidade contam exemplos comoventes de amizade. O proletariado da Europa pode dizer que a sua ci\u00eancia foi criada por dois s\u00e1bios, dois lutadores, cuja amizade ultrapassa tudo o que de mais comovente oferecem as lendas dos antigos.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>, em geral com toda a raz\u00e3o, sempre se apagou diante de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>. \u00abAo lado de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>, escreveu ele a um velho amigo, fui sempre o segundo violino.\u00bb<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn65\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N65]<\/a><\/sup>\u00a0O seu carinho por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0enquanto este viveu e a sua venera\u00e7\u00e3o \u00e0 mem\u00f3ria do amigo morto foram ilimitados. Este militante austero e pensador rigoroso tinha uma alma profundamente afetuosa.<br \/>\nDurante o seu ex\u00edlio, depois do movimento de 1848-1849,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0n\u00e3o se dedicaram unicamente ao trabalho cient\u00edfico.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>\u00a0fundou em 1864 a &#8220;Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores\u00bb, de que assegurou a dire\u00e7\u00e3o durante dez anos.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0desempenhou nela, igualmente, um papel consider\u00e1vel. A atividade da \u00abAssocia\u00e7\u00e3o Internacional\u00bb, que unia, de acordo com os ideais de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>, os prolet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, teve uma enorme import\u00e2ncia no desenvolvimento do movimento oper\u00e1rio. Mesmo ap\u00f3s a sua dissolu\u00e7\u00e3o, nos anos 70, continuou o papel de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0como unificadores da classe oper\u00e1ria. Melhor: pode dizer-se que a sua import\u00e2ncia como dirigentes espirituais do movimento oper\u00e1rio n\u00e3o cessou de crescer, pois o pr\u00f3prio movimento se desenvolvia sem parar.<br \/>\nAp\u00f3s a morte de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx, Engels<\/a>, sozinho, continuou a ser o conselheiro e o dirigente dos socialistas da Europa. A ele vinham pedir conselhos e indica\u00e7\u00f5es tanto os socialistas alem\u00e3es, cuja for\u00e7a crescia cont\u00ednua e rapidamente apesar das persegui\u00e7\u00f5es governamentais, como os representantes dos pa\u00edses atrasados, por exemplo, os espanh\u00f3is, romenos, russos, que meditavam e mediam ent\u00e3o os seus primeiros passos. Todos eles corriam ao riqu\u00edssimo tesouro dos conhecimentos e experi\u00eancia do velho\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>, que conheciam o russo e liam obras publicadas nessa l\u00edngua, interessaram-se vivamente pela R\u00fassia, seguiam com simpatia o movimento revolucion\u00e1rio do nosso pa\u00eds e mantinham rela\u00e7\u00f5es com os revolucion\u00e1rios russos. Ambos eram j\u00e1\u00a0<em>democratas\u00a0<\/em>antes de se tornarem socialistas e tinham profundamente arraigado o sentimento democr\u00e1tico de\u00a0<em>\u00f3dio\u00a0<\/em>\u00e0 arbitrariedade pol\u00edtica. Este sentimento pol\u00edtico nato, aliado a uma profunda compreens\u00e3o te\u00f3rica da rela\u00e7\u00e3o existente entre a arbitrariedade pol\u00edtica e a opress\u00e3o econ\u00f3mica, assim como a sua riqu\u00edssima experi\u00eancia da vida, tinham tornado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0extraordinariamente sens\u00edveis precisamente no sentido\u00a0<em>pol\u00edtico<strong>.\u00a0<\/strong><\/em><br \/>\nPor isso a luta heroica de um pequeno punhado de revolucion\u00e1rios russos contra o poderoso governo tzarista encontrou a mais viva simpatia no cora\u00e7\u00e3o dos dois experimentados revolucion\u00e1rios. Inversamente, toda a veleidade de voltar as costas, em nome de pretensas vantagens econ\u00f3micas, \u00e0 tarefa mais importante e mais imediata dos socialistas russos \u2014 a conquista da liberdade pol\u00edtica \u2014 parecia-lhes naturalmente suspeita, vendo mesmo nisso uma trai\u00e7\u00e3o \u00e0 grande causa da revolu\u00e7\u00e3o social. \u00abA emancipa\u00e7\u00e3o do proletariado deve ser obra do pr\u00f3prio proletariado\u00bb, eis o que ensinavam constantemente\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a><sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn66\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N66]<\/a><\/sup>.\u00a0E para lutar pela sua emancipa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, o proletariado deve conquistar certos direitos\u00a0<em>pol\u00edticos.\u00a0<\/em>Al\u00e9m disso,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0viram com toda a clareza que uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na R\u00fassia teria tamb\u00e9m uma enorme import\u00e2ncia para o movimento oper\u00e1rio na Europa ocidental.<br \/>\nA R\u00fassia autocr\u00e1tica foi sempre o baluarte de toda a rea\u00e7\u00e3o europeia. A situa\u00e7\u00e3o internacional excepcionalmente favor\u00e1vel em que a R\u00fassia se encontrou depois da guerra de 1870, que semeou durante muito tempo a disc\u00f3rdia entre a Fran\u00e7a e a Alemanha, n\u00e3o podia evidentemente deixar de fazer aumentar a import\u00e2ncia da R\u00fassia autocr\u00e1tica como for\u00e7a reacion\u00e1ria. S\u00f3 uma R\u00fassia livre, que n\u00e3o tivesse necessidade de oprimir os Polacos, os Finlandeses, os Alem\u00e3es, os Arm\u00e9nios e outros pequenos povos, nem de lan\u00e7ar, incessantemente, a Fran\u00e7a e a Alemanha uma contra a outra, permitiria \u00e0 Europa contempor\u00e2nea respirar aliviada do peso das guerras, enfraqueceria todos os elementos reacion\u00e1rios da Europa e aumentaria as for\u00e7as da classe oper\u00e1ria europeia. Por isso mesmo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Engels<\/a>\u00a0advogou calorosamente a instaura\u00e7\u00e3o da liberdade pol\u00edtica na R\u00fassia no pr\u00f3prio interesse do movimento oper\u00e1rio do Ocidente. Os revolucion\u00e1rios russos perderam nele o seu melhor amigo.<br \/>\nA mem\u00f3ria de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Friedrich Engels<\/a>, grande combatente e mestre do proletariado, viver\u00e1 eternamente!<br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#topp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">In\u00edcio da p\u00e1gina<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Notas de rodap\u00e9:<\/strong><br \/>\n(1)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx e Engels<\/a>\u00a0declararam v\u00e1rias vezes que, em grande medida, o seu desenvolvimento intelectual era devido aos grandes fil\u00f3sofos alem\u00e3es, e designadamente a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/h\/hegel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hegel<\/a>. &#8220;Sem a filosofia alem\u00e3 &#8211; declara Engels &#8211; o socialismo cient\u00edfico nem sequer existiria.&#8221;<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn57\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N57]<\/a><\/sup>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n(2) \u00c9 um livro notavelmente rico de conte\u00fado e altamente instrutivo<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn59\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N59]<\/a><\/sup>.\u00a0Lamentavelmente, apenas foi traduzida em russo uma pequena parte, a que cont\u00e9m a hist\u00f3ria do desenvolvimento do socialismo (<em>Do Socialismo Ut\u00f3pico ao Socialismo Cient\u00edfico,\u00a0<\/em>2.&#8221; ed.. Genebra, 1892<sup><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#tn60\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[N60]<\/a><\/sup>.\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n<strong>Notas de fim de Tomo:<\/strong><br \/>\n[N56] Os versos em ep\u00edgrafe foram extra\u00eddos por L\u00eanin do poema de N. Nekr\u00e1ssov\u00a0<em>\u00c0 Mem\u00f3ria de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/d\/dobroliubov.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dobroli\u00fabov<\/a>.<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n56\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N57] F. Engels, Pref\u00e1cio a\u00a0<em>A Guerra Camponesa na Alemanha.<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n57\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N58] Trata-se da obra de F. Engels\u00a0<em>Esbo\u00e7os para a Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica.\u00a0<\/em>(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n58\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N59] Trata-se do livro de F. Engels\u00a0<em>Anti-D\u00fchring. O Senhor Eugen D\u00fchring Revoluciona a Ci\u00eancia.<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n59\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N60] Com este t\u00edtulo foi publicada em 1892 a edi\u00e7\u00e3o russa da obra de F. Engels\u00a0<em>Do Socialismo Ut\u00f3pico ao Socialismo Cient\u00edfico.\u00a0<\/em>Esta edi\u00e7\u00e3o era composta por tr\u00eas cap\u00edtulos do\u00a0<em>Anti-D\u00fchring.<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n60\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N61] L\u00eanin refere-se ao artigo de F. Engels\u00a0<em>A Pol\u00edtica Externa do Tsarismo Russo,\u00a0<\/em>publicado nos dois primeiros fasc\u00edculos\u00a0<em>da<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/s\/sotsial_demokrat.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sotsial-Demokrat<\/a>\u00a0<\/em>com o t\u00edtulo A\u00a0<em>Pol\u00edtica Estrangeira do Imp\u00e9rio Russo.<\/em><br \/>\n<em>Sotsial-Demokrat:\u00a0<\/em>revista pol\u00edtica e liter\u00e1ria editada no estrangeiro (Londres e Genebra) de 1890 a 1892 pelo grupo \u00abEmancipa\u00e7\u00e3o do Trabalho\u00bb. Desempenhou um grande papel na difus\u00e3o das ideias do marxismo na R\u00fassia; no total sa\u00edram quatro cadernos. Colaboraram ativamente na\u00a0<em>Sotsial-Demokrat\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/p\/plekhanov.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G. Plekh\u00e1nov<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/a\/axelrod.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">P. Axelrod<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/z\/zassulitch.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">V. Zass\u00falitch<\/a>. (<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n61\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N62] L\u00eanin refere-se aos artigos de F. Engels\u00a0<em>Sobre a Quest\u00e3o da Habita\u00e7\u00e3o.<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n62\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N63] Trata-se do artigo de F. Engels\u00a0<em>Sobre as Rela\u00e7\u00f5es Sociais na R\u00fassia\u00a0<\/em>e do ep\u00edlogo deste artigo, inclu\u00eddos no livro\u00a0<em>Friedrich Engels sobre a R\u00fassia,\u00a0<\/em>Genebra, 1894. (<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n63\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N64] L\u00eanin, de acordo com a indica\u00e7\u00e3o de Engels, assinala como t. IV de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O\u00a0<em>Capital<\/em><\/a>\u00a0a obra de Marx\u00a0<em>Teorias da Mais-Valia,\u00a0<\/em>escrita em 1862-1863. No seu pref\u00e1cio ao t. II de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O<\/a><\/em>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Capital<\/em><\/a><em>,\u00a0<\/em>Engels escreveu: \u00abReservo-me a publica\u00e7\u00e3o da parte cr\u00edtica deste manuscrito\u00a0<em>[Teorias da Mais-Valia. &#8211; N. Ed.]\u00a0<\/em>como t. IV de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Capital<\/a>;\u00a0<\/em>al\u00e9m disso, dela eliminar-se-\u00e3o numerosas passagens que foram tratadas exaustivamente nos tomos II e III.\u00bb No entanto, Engels n\u00e3o p\u00f4de preparar a edi\u00e7\u00e3o do t. IV de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1867\/capital\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Capital<\/a>.\u00a0<\/em>A referida obra foi publicada pela primeira vez sob a reda\u00e7\u00e3o de K.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/k\/kautsky.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kautsky<\/a>\u00a0em 1905-1910, em l\u00edngua alem\u00e3. Esta edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o respeitou as exig\u00eancias fundamentais da publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do texto e foram adulteradas diversas teses do marxismo.<br \/>\nO Instituto de Marxismo-Leninismo adjunto ao CC do PCUS fez uma nova edi\u00e7\u00e3o da obra\u00a0<em>Teorias da Mais-Valia\u00a0<\/em>(t. IV de\u00a0<em>O Capital)\u00a0<\/em>em tr\u00eas volumes, segundo o manuscrito de 1862-1863. (<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n64\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N65] Trata-se da carta de F. Engels a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/b\/becker.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">J. F. Becker<\/a>\u00a0de 15 de Outubro de 1884. (<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n65\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\n[N66] Ver K. Marx,\u00a0<em>Estatutos Provis\u00f3rios da Associa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores, Estatutos Gerais da Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores;\u00a0<\/em>F. Engels, Pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de 1890 do\u00a0<em>Manifesto do Partido Comunista.<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm#n66\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retornar ao texto<\/a>)<br \/>\nFonte: https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1895\/mes\/engels.htm<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que chama do esp\u00edrito se apagou, Que cora\u00e7\u00e3o deixou de bater![N56] Friedrich Engels\u00a0faleceu em Londres a 5 de Agosto (24 de Julho) de 1895. A seguir ao seu amigo\u00a0Karl Marx\u00a0(que morreu em 1883), Engels foi o mais not\u00e1vel s\u00e1bio e mestre do proletariado contempor\u00e2neo em todo o mundo civilizado. 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