{"id":62550,"date":"2020-11-28T02:35:19","date_gmt":"2020-11-28T05:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62550"},"modified":"2020-11-28T02:35:19","modified_gmt":"2020-11-28T05:35:19","slug":"os-ensinamentos-militaresengels","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/11\/28\/os-ensinamentos-militaresengels\/","title":{"rendered":"Os ensinamentos militares de Engels"},"content":{"rendered":"<p><em>Engels desde sua juventude se interessou sobre os temas militares tanto do ponto de vista te\u00f3rico como do ponto de vista pr\u00e1tico. Em 1849 teve uma participa\u00e7\u00e3o ativa nos combates de Baden-Palatinado, fazendo parte do ex\u00e9rcito de revoltosos que buscavam criar uma Rep\u00fablica. Foi onde elaborou um plano militar de ataque considerado como bem concebido.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Am\u00e9rico Gomes<br \/>\nServiu sob o comando do ex-oficial prussiano Otto von Mirbach<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> e atuou ao lado de lutadores revolucion\u00e1rios como August Willich e Gustav Kammerling, que depois serviram no 9\u00ba Regimento de Infantaria de Ohio, durante a Guerra Civil norte-americana e mandaram informa\u00e7\u00f5es para os artigos que Engels e Marx escreveram sobre o tema.<br \/>\nDerrotados pelas tropas prussianas e com uma ordem de pris\u00e3o contra ele, Engels fugiu primeiramente para Col\u00f4nia, depois Frankfurt, e ao final se refugiou na Sui\u00e7a. Engels se dedicou ao estudo de obras militares sobre guerras e insurrei\u00e7\u00f5es, analisando aspectos como organiza\u00e7\u00e3o dos ex\u00e9rcitos, armamento, pol\u00edtica internacional, quest\u00f5es de comando e qualidade dos generais. Publicou artigos sobre o tema, se especializando nesta area. Escreveu sobre os principais conflitos armados de sua \u00e9poca como: a &#8220;Primavera dos Povos&#8221; de 1848-1849, a Guerra da Crim\u00e9ia de 1853 a 1855, a campanha de Garibaldi na It\u00e1lia em 1860, a Guerra Civil nos Estados Unidos de 1861 a 1865, a Guerra Austro-Prussiana em 1866 e a Guerra Franco-Prussiana de 1870-1871. Por isso ganhou o apelido, dado pela fam\u00edlia de Marx de \u201cGeneral\u201d.<br \/>\nEste interesse n\u00e3o era casual, e sim porque tinha o entendimento da import\u00e2ncia que os conflitos armados teriam para a revolu\u00e7\u00e3o socialista e a tomada do poder pelo proletariado. Seus trabalhos e publica\u00e7\u00f5es estabelecem conceitos gerais que podem e devem ser aplicados \u00e0 an\u00e1lise das lutas de rua, guerras e revolu\u00e7\u00f5es ainda hoje. Muitas destas obras s\u00e3o reconhecidas por especialistas militares burgueses.<br \/>\nWollemberg<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> escreveu que \u201c<em>Seus artigos sobre a guerra Franco-prussiana (que precede a Comuna), publicados no Pall Mall Gazette, foram cuidadosamente estudados por Trotsky quando lhe foi dada a tarefa de construir o Ex\u00e9rcito Vermelho<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> e Wilhelm Liebknecht que: <em>\u201cSe houvesse outra revolu\u00e7\u00e3o em sua vida, ter\u00edamos tido em Engels nosso Carnot<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a>, o organizador de ex\u00e9rcitos e vit\u00f3rias, o c\u00e9rebro militar\u201d<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><br \/>\n<strong>A arte da insurrei\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA Insurrei\u00e7\u00e3o como uma arte foi profundamente estudada por Engels e seus aportes foram a refer\u00eancia para Lenin e Trotsky organizarem a tomada do poder na Revolu\u00e7\u00e3o de novembro de 1917. Para Engels os detalhes devem ser profundamente observados no curso de uma insurrei\u00e7\u00e3o, pois podem determinar o desfecho dos combates.<br \/>\n\u201c<em>Ora, a insurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma arte, exatamente como a guerra ou qualquer outro tipo de arte. A insurrei\u00e7\u00e3o est\u00e1 sujeita a certas regras cuja inobserv\u00e2ncia leva \u00e0 ru\u00edna do seu respons\u00e1vel<\/em>\u201d. <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> E advertia: \u201c<em>Em primeiro lugar, n\u00e3o se pode brincar com a insurrei\u00e7\u00e3o se n\u00e3o estiver firmemente determinado a assumir todas as consequ\u00eancias do jogo<\/em> (&#8230;) <em>uma vez iniciado o caminho da insurrei\u00e7\u00e3o deve-se agir com a maior determina\u00e7\u00e3o e partir para a ofensiva. A defensiva \u00e9 a morte de toda e qualquer insurrei\u00e7\u00e3o armada<\/em>\u201d. <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><br \/>\nLenin teve este material como refer\u00eancia para tirar conclus\u00f5es do aprendizado da Revolu\u00e7\u00e3o de 1905, na R\u00fassia, e sistematizar aspectos dos enfrentamentos militares do proletariado em um processo revolucion\u00e1rio. Concluiu que preparar o momento da insurrei\u00e7\u00e3o passaria a ser uma tarefa chave e precisa, para a qual teria que se ponderar as combina\u00e7\u00f5es de situa\u00e7\u00f5es objetivas e subjetivas, e onde todos os detalhes deveriam ser levados em conta &#8220;<em>uma vez que existam essas condi\u00e7\u00f5es, recusar-se a tratar a insurrei\u00e7\u00e3o como uma arte significa trair o marxismo e trair a revolu\u00e7\u00e3o<\/em>&#8220;.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><br \/>\n<strong>Guerra civil norte-americana<\/strong><br \/>\nMarx e Engels tiveram um grande interesse no desenvolvimento da Guerra Civil nos Estados Unidos, nos anos de 1860, e sobre ela elaboraram tanto no terreno pol\u00edtico como militar. Quando ocorreu o ataque sulista ao Forte Sumter, na Carolina do Sul, eles fizeram centenas de artigos para o <em>New York Tribune <\/em>e para o vienense <em>Die Presse<\/em> sobre as quest\u00f5es pol\u00edticas e militares.<br \/>\nDiferente de todos os analistas da \u00e9poca, viram a Guerra Civil, corretamente, como resultado de profundos antagonismos econ\u00f4micos entre os Estados escravistas e os Estados livres. De um lado o setor da burguesia nortista industrial que buscava impulsionar a produ\u00e7\u00e3o, com trabalhadores assalariados, ainda que permitisse a escravid\u00e3o por mais um tempo em v\u00e1rios Estados. De outro os plantadores do sul, necessitando de mais terra para expandir o cultivo, utilizando a escravid\u00e3o em grande escala, em virtude da crescente demanda da ind\u00fastria t\u00eaxtil brit\u00e2nica. \u201c<em>A atual batalha entre sul e norte (&#8230;) n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m de uma batalha entre dois sistemas sociais, o sistema da escravid\u00e3o e o sistema do trabalho livre<\/em>\u201d. Consequentemente estes dois sistemas n\u00e3o poderiam viver lado a lado por muito tempo. \u201c<em>Ele s\u00f3 pode terminar com a vit\u00f3ria de um destes sistemas<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><strong><sup>[9]<\/sup><\/strong><\/a><sup>.<\/sup><br \/>\nPara os escravocratas, a aquisi\u00e7\u00e3o de novos territ\u00f3rios era absolutamente necess\u00e1ria, o que os levou a caracterizar a guerra declarada pelos Confederados como uma guerra de conquista.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><br \/>\nA Guerra durou quatro anos, com um total combinado de pelo menos 620.000 mortos em combate e doen\u00e7as. Ao Marx se encarregar da an\u00e1lise mais abrangente do conflito, do desenvolvimento econ\u00f4mico e das rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas nacionais e internacionais, tinha uma vis\u00e3o mais geral da din\u00e2mica da guerra. Engels como analisava mais os aspectos militares, de in\u00edcio teve uma vis\u00e3o mais pessimista. Em setembro de 1862 escreveu a Marx perguntando se ainda acreditava na vit\u00f3ria dos \u201c<em>cavaleiros do norte<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Marx lhe respondeu: \u201c<em>No que diz respeito aos Yankees, ainda tenho a minha opini\u00e3o anterior de que o Norte finalmente prevalecer\u00e1\u201d. <\/em>Marx acreditava que a base econ\u00f4mica exigida pelos escravocratas do ponto de vista estrat\u00e9gico n\u00e3o poderia ser vitoriosa. Alertando o amigo: \u201c<em>Parece-me que voc\u00ea se deixa influenciar um pouco demais pelos aspectos militares das coisas<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><br \/>\nEmbora Marx estivesse certo sobre o resultado da guerra, Engels ao levar em conta os aspectos militares via as contradi\u00e7\u00f5es do enfrentamento gerada pela pol\u00edtica capituladora da burguesia do norte que poderia levar a uma derrota ou prolongamento do conflito, contra qualquer previs\u00e3o determinista. Criticou duramente a n\u00e3o forma\u00e7\u00e3o de batalh\u00f5es negros e sua falta de armamento (sejam livres, fugidos ou escravos) e disse que discursos \u201c<em>benevolentes<\/em>\u201d n\u00e3o iriam convencer os escravocratas, e sim a viol\u00eancia e o uso da for\u00e7a. Estudou a geografia, as linhas ferrovi\u00e1rias, os rios e o terreno dos Estados Unidos e apontou que do ponto de vista militar a estrat\u00e9gia para a vit\u00f3ria passava por abrir caminho pelo norte do Alabama at\u00e9 a Ge\u00f3rgia, como a chave de entrada no territ\u00f3rio dos secessionistas.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Pol\u00edticas que foram aplicadas pela burguesia nortista com a Proclama\u00e7\u00e3o de Emancipa\u00e7\u00e3o, em 1 de janeiro de 1863, elemento decisivo para transformar o conflito em uma Guerra Civil Revolucion\u00e1ria, e em termos operacionais Ulysses Grant e William Sherman a concretizaram na \u201c<em>Guerra Total<\/em>\u201d implementada com a ofensiva do <a href=\"https:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Tennessee\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tennessee<\/a> at\u00e9 a <a href=\"https:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Georgia_(Estados_Unidos)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Georgia<\/a>, tomando Atlanta, em agosto de 1864. O que se transformou na garantia da vit\u00f3ria do segundo mandato de Lincoln, em novembro, selando definitivamente a sorte do sul.<br \/>\nOs dois revolucion\u00e1rios n\u00e3o se limitaram a acompanhar o desenvolvimento da guerra, mas tamb\u00e9m tiveram uma atua\u00e7\u00e3o ativa contra os esfor\u00e7os da burguesia brit\u00e2nica de envolver a Inglaterra na guerra contra a Uni\u00e3o. A ind\u00fastria t\u00eaxtil sofreu com a falta do algod\u00e3o, por isso este setor da burguesia pressionava pela interven\u00e7\u00e3o do governo brit\u00e2nico ao lado da Confedera\u00e7\u00e3o. Mesmo com milhares de trabalhadores demitidos, a classe trabalhadora brit\u00e2nica se solidarizou com a luta da Uni\u00e3o. Marx e Engels fizeram parte do movimento contra a interven\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica. \u201c<em>A classe trabalhadora inglesa conquistou uma honra hist\u00f3rica imortal por si mesma, frustrando as repetidas tentativas das classes dominantes de intervir em nome dos propriet\u00e1rios de escravos americanos com suas entusiasmadas reuni\u00f5es de massa, embora o prolongamento da Guerra Civil Americana sujeite um milh\u00e3o de trabalhadores ingleses aos mais terr\u00edveis sofrimentos e priva\u00e7\u00f5es.<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><br \/>\nMarx e Engels, apesar do apoio ao norte, nunca tiveram ilus\u00f5es no governo Lincoln. Eles o consideravam sem \u00edmpeto idealista ou brilhantismo intelectual, mas que foi levado a atuar como fruto de uma revolu\u00e7\u00e3o popular, arrastado pelos eventos objetivos da realidade. Lincoln n\u00e3o tinha o objetivo de destruir a escravid\u00e3o, no in\u00edcio da Guerra Civil, sua pol\u00edtica era restaurar a Uni\u00e3o. Foi a resist\u00eancia dos escravos e ex-escravos, fugindo e negando seu trabalho \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o; a combatividade de alguns batalh\u00f5es como o Nono de Ohio e as tropas da Nova Inglaterra e do Noroeste; e as manifesta\u00e7\u00f5es realizadas pelos abolicionistas, negros e brancos, que garantiram a vit\u00f3ria nesta guerra, transformando-a em um processo revolucion\u00e1rio e Lincoln fruto dela, como ele mesmo disse, foi \u201c<em>um prisioneiro de eventos<\/em>\u201d. \u00a0Por isso com a reelei\u00e7\u00e3o de Lincoln, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores enviou uma carta de felicita\u00e7\u00f5es, escrita por Karl Marx.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><br \/>\n<strong>Luta de barricadas<\/strong><br \/>\nA polariza\u00e7\u00e3o da luta de classes neste in\u00edcio de s\u00e9culo XXI, como os enfrentamentos que est\u00e3o ocorrendo no Chile, Estados Unidos e Belarus, coloca na ordem do dia retomar os debates sobre os enfretamentos nas ruas e as manifesta\u00e7\u00f5es da nossa classe que se chocam contra a viol\u00eancia policial. Engels estudou os conflitos de ruas e as barricadas de Paris, em 1588, o seu auge em julho de 1830 (quando se ergueram barricadas em maior n\u00famero e em mais lugares que em todos os tempos) e a sua utiliza\u00e7\u00e3o nos v\u00e1rios conflitos na Europa em 1848 e na Comuna de Paris, 1871, com sua heroica, mas ineficiente resist\u00eancia, principalmente nos bairros como: Montmartre e Belleville.<br \/>\nConcluiu que as lutas de barricadas, assim como os conflitos de rua, s\u00e3o parte de uma \u201c<em>estrat\u00e9gia defensiva<\/em>\u201d no sentido de visar principalmente \u201c<em>a divis\u00e3o das for\u00e7as repressivas<\/em>\u201d, mais do que as derrotar militarmente. \u201cN<em>\u00e3o tenhamos ilus\u00f5es: uma efetiva vit\u00f3ria da rebeli\u00e3o sobre a tropa na luta de ruas, uma vit\u00f3ria como a que um ex\u00e9rcito obt\u00e9m sobre outro, <\/em><strong><em>s\u00f3 muito raramente ocorre<\/em><\/strong><em>. Mas os insurrectos tamb\u00e9m raramente a pretendiam. Para eles tratava-se apenas de desgastar as tropas por meio de influ\u00eancias morais (&#8230;).<strong> Se isso resulta, a tropa recusa-se a obedecer ou os comandantes perdem a cabe\u00e7a e a revolta vence<\/strong>.<\/em> (&#8230;) <em>Mesmo no per\u00edodo cl\u00e1ssico das lutas de ruas, a barricada tinha, portanto, um efeito mais moral do que material. <strong>Era um meio de abalar a firmeza da tropa<\/strong>. Se aguentava at\u00e9 se conseguir este objetivo, alcan\u00e7ava-se a vit\u00f3ria; se n\u00e3o, era a derrota<\/em>.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>\u201d<br \/>\nLenin que estudou este material caminhou no mesmo sentido: \u201c<em>A t\u00e1tica militar depende do n\u00edvel da t\u00e9cnica militar, sens\u00edvel verdade que Engels demostrou e se esfor\u00e7ou por levar a compreens\u00e3o de todos os marxistas. Kautsky tinha raz\u00e3o quando escreveu, depois de Moscou e de revisar as conclus\u00f5es de Engels, que Moscou fez surgir uma \u201cnova t\u00e1tica de barricadas\u201d<\/em>.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><br \/>\nO que foi confirmado por Larissa Reiner<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a> quando analisou as barricadas em Hamburgo \u201c<em>\u00c9 uma parede montada por arvores, pedras e ve\u00edculos virados para cima, cobrindo-se como uma vala profunda, cova ou trincheira que impede o caminho de carros blindados, ou inimigos mais perigosos de um levante. \u00c9 nessa trincheira que reside o significado da exist\u00eancia da barricada moderna. (&#8230;)<\/em> <em>A barricada pega corajosamente com o peito todo o fogo cego e fren\u00e9tico que as tropas chovem sobre seus inimigos invis\u00edveis. (&#8230;) Os trabalhadores tornam-se invis\u00edveis, ilus\u00f3rios e quase invulner\u00e1veis<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><br \/>\nAtualmente a luta de rua n\u00e3o s\u00f3 continua, com a flexibiliza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica necess\u00e1ria e iniciativa suficiente utilizada pelos novos ativistas lutadores, como continua cumprindo o objetivo de desmoralizar, dividir e paralisar os aparatos de repress\u00e3o.<br \/>\nMuitos acad\u00eamicos e intelectuais, tentaram deformar as conclus\u00f5es de Engels alegando que ao questionar a necessidade de atualiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para as lutas de rua ele teria abandonado a defesa da viol\u00eancia revolucion\u00e1ria, optado por uma pol\u00edtica reformista de chegar aos socialismos atrav\u00e9s de vias pac\u00edficas. Tais falsifica\u00e7\u00f5es foram colocadas por terra pelos estudos das cartas de Richard Fischer e a leitura do trabalho de David Riazanov, diretor do Instituto Marx-Engels.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a><br \/>\nNisso Trotsky foi categ\u00f3rico: <em>\u201cA cr\u00edtica de Engels nada tinha em comum com uma ren\u00fancia aos m\u00e9todos revolucion\u00e1rios em proveito do puro parlamentarismo, como tentaram demonstrar em seu tempo os filisteus da socialdemocracia alem\u00e3, em coopera\u00e7\u00e3o com a censura dos Hohenzollern. Para Engels, a quest\u00e3o das barricadas continuava sendo a quest\u00e3o sobre um dos elementos t\u00e9cnicos da insurrei\u00e7\u00e3o. Os reformistas tentaram deduzir da nega\u00e7\u00e3o do papel decisivo da barricada a nega\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia revolucion\u00e1ria em geral<\/em>\u201d. <a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a><br \/>\nEngels defendia que a \u201c<em>luta de rua<\/em>\u201d, para ser efetiva na divis\u00e3o, e poss\u00edvel derrota, do aparato repressivo do Estado deveria estar combinada com uma pol\u00edtica para arrebentar o ex\u00e9rcito burgu\u00eas por dentro: \u201c<em>o rompimento <strong>do interior<\/strong> do militarismo e com ele de todos os ex\u00e9rcitos permanentes<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a> Condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para o sucesso da revolu\u00e7\u00e3o. Uma tarefa a ser realizada por meio da propaganda e agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e pela \u201c<em>interpenetra\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d entre o ex\u00e9rcito e a popula\u00e7\u00e3o. Uma orienta\u00e7\u00e3o que foi assumida pela III\u00aa Internacional, expressa na 4\u00aa das 21 condi\u00e7\u00f5es para a admiss\u00e3o na Internacional Comunista: \u201c<em>a obriga\u00e7\u00e3o especial de fazer propaganda sistem\u00e1tica e en\u00e9rgica no ex\u00e9rcito<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><br \/>\nAo comentar uma carta de Engels a Kautsky<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a> sobre este tema Trotsky escreveu: \u201c<em>Engels corrige a Kautsky (&#8230;) \u00c9 necess\u00e1rio que a terceira, ou, melhor ainda, as duas quintas partes do exercito (logicamente estas propor\u00e7\u00f5es se mencionam como exemplo ilustrativo) adquiram simpatia pelo socialismo; neste caso, a insurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria um \u2018push\u2019; as barricadas voltariam ao auge, claro que n\u00e3o as barricadas de 1848, mas as barricadas \u201cnovas\u201d, que, no entanto, serviriam ao mesmo proposito; deter a ofensiva do exercito contra os oper\u00e1rios, brindando aos soldados a oportunidade e o tempo necess\u00e1rio para sentir o poder da insurrei\u00e7\u00e3o e criar com eles as melhores condi\u00e7\u00f5es para que o exercito passe ao bando dos insurrectos<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a><br \/>\n<strong>Engels e a viol\u00eancia <\/strong><br \/>\nEngels apresentou o texto \u201cTeoria da Viol\u00eancia\u201d integrado \u00e0 obra \u201cAnti-Duhring\u201d, publicado em 1878, onde buscava polemizar profundamente com o Dr. Duhring sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a viol\u00eancia e a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade. Para isso utiliza em sua analise uma perspectiva dial\u00e9tica-hist\u00f3rica que atua dentro das rela\u00e7\u00f5es de classe.<br \/>\nDuhring defendia a viol\u00eancia como \u201c<em>uma maldade absoluta, a ser demonizada<\/em>\u201d como um modelo moral a-hist\u00f3rico. Engels demonstra que \u00e9 tudo ao contr\u00e1rio: o elemento econ\u00f4mico, a apropria\u00e7\u00e3o privada e a diferen\u00e7a social que fazem com que a viol\u00eancia se torne um instrumento nas m\u00e3os da classe possuidora para opress\u00e3o da outra classe. O que significa que a viol\u00eancia esta relacionada com a manuten\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais no capitalismo. Que despois de estruturada s\u00f3 poder\u00e3o ser abolidas tamb\u00e9m pela viol\u00eancia, desta vez, da classe oprimida, na sua luta de resist\u00eancia contra a classe dominante e exploradora.<br \/>\n\u201c<em>Na pol\u00edtica s\u00f3 h\u00e1 dois poderes decisivos: a viol\u00eancia organizada do Estado, o ex\u00e9rcito, e a viol\u00eancia inorganizada, elementar, das massas populares<\/em>.\u201d <a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a><br \/>\nEngels esteve na vanguarda da defesa desta concep\u00e7\u00e3o contra todas as variantes reformistas. \u201c<em>Para Herr D\u00fchring, a for\u00e7a (viol\u00eancia) \u00e9 o mal absoluto; o primeiro ato de for\u00e7a \u00e9 para ele o pecado original (&#8230;) Essa for\u00e7a, (viol\u00eancia) entretanto, desempenha ainda outro papel na hist\u00f3ria, um papel revolucion\u00e1rio; que, nas palavras de Marx, \u00e9 a parteira de toda velha sociedade gr\u00e1vida de uma nova, que \u00e9 o instrumento com o qual o movimento social abre caminho e estilha\u00e7a as formas pol\u00edticas mortas e fossilizadas<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a>.<br \/>\nNeste sentido Marx e Engels deram especial aten\u00e7\u00e3o ao estudo da hist\u00f3ria e composi\u00e7\u00e3o dos ex\u00e9rcitos e as t\u00e9cnicas militares: \u201c<em>Onde nossa teoria segundo a qual a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e9 determinada pelos meios de produ\u00e7\u00e3o verifica-se de modo mais brilhante do que na ind\u00fastria da carnificina humana<\/em><a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a>\u201d<br \/>\nPor compreenderem que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica entre estes e o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas, as rela\u00e7\u00f5es sociais e o desenvolvimento econ\u00f3mico da sociedade<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a>. \u201c<em>o exercito ilustra praticamente bem a rela\u00e7\u00e3o entre as for\u00e7as produtivas e os modos de troca e distribui\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a><br \/>\nAs for\u00e7as de repress\u00e3o concretizam o monop\u00f3lio do Estado no armamento e na viol\u00eancia. Em \u201c<em>A origem da fam\u00edlia da propriedade privada e do Estado<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a>, de 1884, Engels abordou este aspecto do ponto de vista concreto, ao expor que o Estado, para refrear os antagonismos e conflitos de classe, tem que garantir o monop\u00f3lio da viol\u00eancia nas m\u00e3os da classe economicamente dominante, com seus aparatos de repress\u00e3o. Sendo necess\u00e1rio quebrar a m\u00e1quina do Estado burgu\u00eas e constituir novas institui\u00e7\u00f5es, revolucionarias e prolet\u00e1rias. Este conceito foi largamente incorporado por Lenin em \u201cO Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\n<strong>Engels e a<\/strong> <strong>tomada do poder pelo proletariado<\/strong><br \/>\nEngels em toda sua vida intelectual trabalhou com o crit\u00e9rio revolucion\u00e1rio sobre a tomada do poder e consequentemente a insurrei\u00e7\u00e3o, os combates de rua e os enfrentamentos militares da classe oper\u00e1ria, no sentido de que tinham que ser preparados cientificamente, em todos os seus aspectos, por que entendia que s\u00f3 uma revolu\u00e7\u00e3o violenta pode destruir o Estado burgu\u00eas e abrir o caminho para o socialismo. Manteve at\u00e9 o final de sua vida a defesa da viol\u00eancia revolucionaria como uma necessidade hist\u00f3rica para se chegar a Ditadura do Proletariado, por isso, foi contra a exig\u00eancia da dire\u00e7\u00e3o da Socialdemocracia alem\u00e3 para que moderasse as opini\u00f5es expressas em seu pref\u00e1cio de \u201c<em>A luta de classes na Fran\u00e7a<\/em>\u201d alegadamente por causa das \u201cleis antiterroristas\u201d <a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a>.<br \/>\nNas palavras de Trotsky: \u201c<em>Que dist\u00e2ncia entre as linhas de Engels, n\u00e3o do jovem, sen\u00e3o do homem de setenta e tr\u00eas anos, e atitude est\u00fapida e reacion\u00e1ria de quem tacha a barricada de \u2018romanticismo\u2019\u201d, (como&#8230;) Kautsky (que) n\u00e3o tem vergonha de nos contar (que) havia publicado um artigo onde \u2018desenvolvia as vantagens do m\u00e9todo de luta democr\u00e1tico-prolet\u00e1rio nos pa\u00edses democr\u00e1ticos, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica da viol\u00eancia<\/em> \u201c<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a>.<br \/>\nS\u00e3o as bases te\u00f3ricas desenvolvidas por Marx e Engels, e a defesa destas bases, principalmente depois da morte de Marx, que estabeleceram os fundamentos para que Lenin, Trotsky e os bolcheviques realizassem a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, com a Guarda Vermelha e a constitui\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Militar Revolucion\u00e1rio, e institu\u00edssem a Republica dos Sovietes com os organismos que tinham a fun\u00e7\u00e3o de assegurar este Estado, como: o Ex\u00e9rcito Vermelho, os Tribunais Populares e as for\u00e7as de repress\u00e3o para derrotar as tentativas contrarrevolucion\u00e1rias da burguesia e do imperialismo. No sentido da destrui\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina do Estado burgu\u00eas e substitui-la por uma nova, \u201cprolet\u00e1ria\u201d.<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Conhecido comandante que havia combativo na revolu\u00e7\u00e3o polonesa, na Gr\u00e9cia e no Egito como organizador militar.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Comandou um destacamento de marinheiros revolucion\u00e1rios na revolu\u00e7\u00e3o de 1918, um dos l\u00edderes militares da Revolu\u00e7\u00e3o na Baviera (1919) <em>e respons\u00e1vel por constru\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas comunistas no <\/em><a href=\"https:\/\/de.wikipedia.org\/wiki\/Reichswehr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reichswehr<\/a> (exercito alem\u00e3o), um dos chefes militar na insurrei\u00e7\u00e3o do Ruhr em 1923, depois oficial do Ex\u00e9rcito Vermelho entre 1924 e 1926.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Erich Wollenberg, O General do Proletariado, http:\/\/www.scientific- socialism.de\/ArteGeneralProlet.htm#_ftn1.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Lazare Nicolas Marguerite Carnot, conhecido como o \u00abOrganizador da Victoria\u201d nas guerras revolucionarias francesas<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> W. Liebknecht, Reminiscences of Engels (1897), in W. A. Pelz (ed), <em>Wilhelm Liebknecht and German Social Democracy<\/em>.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>ENGELS, Frederick.<em>\u201cLa insurrecci\u00f3n: reglas fundamentales\u201d, <\/em>publicado en: <em>Revoluci\u00f3n y Contrarrevoluci\u00f3n en Alemania<\/em>, cap\u00edtulo XVII: Consultado em: <a href=\"http:\/\/www.scientific-socialism.de\/ArteEngelsIns.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.scientific-socialism.de\/ArteEngelsIns.htm<\/a>.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a>ENGELS, Frederick.<em>\u201cLa insurrecci\u00f3n: reglas fundamentales\u201d, <\/em>publicado en: <em>Revoluci\u00f3n y Contrarrevoluci\u00f3n en Alemania<\/em>, cap\u00edtulo XVII: Consultado em: <a href=\"http:\/\/www.scientific-socialism.de\/ArteEngelsIns.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.scientific-socialism.de\/ArteEngelsIns.htm<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> LENIN, V. I. \u201cEl Marxismo y la Insurrecci\u00f3n\u201d, Carta al Comit\u00e9 Central, 26-27 de setiembre de 1917. Disponible en el link del art\u00edculo,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/09\/27-1.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/09\/27-1.htm<\/a>.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Guerra Civil nos Estados Unidos, Die Press, 07 de novembro de 1861. Escritos sobre a Guerra Civil Americana, Aetia Editorial<br \/>\n<a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Georg Novak, Marx e Engels sobre a Guerra Civil dos Estados Unidos<br \/>\n<a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Carta de Engels a Marx, 09 de setembro de 1862, La Guerra Civil en los Estados Unidos, Ediciones Rosa Blindada, 1973<br \/>\n<a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Marx e Engels,<em> 10 de setembro de 1862, <\/em>La Guerra Civil em los Estados Unidos, Ediciones Rosa Blindada, 1973<br \/>\n<a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> \u201cPara uma cr\u00edtica dos assuntos americanos\u201d, 4 de agosto de 1862, Escritos Sobre a Guerra Civil Americana, Aetia Editorial,<br \/>\n<a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> George Novack, Marx e Engels sobre a Guerra Civil dos Estados Unidos<br \/>\n<a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> La Guerra Civil en los Estados Unidos, Ediciones Rosa Blindada, 1973<br \/>\n<a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a>Prefacio ao texto de Marx, \u201c<em>A luta de classes na Fran\u00e7a\u201d<\/em>, publicado em 1891 <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1850\/11\/lutas_class\/introducao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1850\/11\/lutas_class\/introducao.htm<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>Ense\u00f1anzas de la insurrecci\u00f3n de Mosc\u00fa,<br \/>\nPublicado en\u00a0<em>Proletari<\/em>, n\u00famero 2 del 29 de agosto de 1906, Obras Completas Tomo XIII. https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lenin\/obras\/oc\/progreso\/tomo13.pdf<br \/>\n<a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Escritora, poetisa e revolucion\u00e1ria polonesa-russa, ajudou Lunacharsky, no minist\u00e9rio da cultura, depois serviu no Ex\u00e9rcito Vermelho ao lado de Trotsky durante a Guerra Civil, sendo chefe de uma se\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia da flotilha do rio Volga na batalha de agosto de 1918 por Sviazhsk; viajou em 1923 para a Alemanha, para participar do processo revolucion\u00e1rio, sobre isso escreveu dois livros: Hamburgo em Barricadas e Berlim, outubro de 1923<br \/>\n<a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Hamburgo em Barricadas \u2013 parte 2<br \/>\n<a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> <em>Vide o artigo completo sobre o tema em Francesco Ricci, O \u201ctestamento\u201d falsificado de Engels: uma lenda dos oportunistas, na revista Marxismo Vivo n. 11, nova \u00e9poca.<\/em><br \/>\n<a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> Leon Trotsky,\u00a0<em>Hist\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o russa<\/em>, cita\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo \u201cA arte da insurrei\u00e7\u00e3o\u201d. Mondadori, 1969.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> F Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em> part II, ch III, in K Marx and F Engels, <em>Collected Works<\/em>, op cit, vol XXV, p158<br \/>\n<a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> The Communist International 1919 -1943, vol 1<br \/>\n<a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> 03 de novembro de 1893,<br \/>\n<a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>El ILP y la Cuarta Internacional, en medio del camino, 1935, Escritos Leon Trotsky, Tomo VII, Volume I.,<br \/>\n<a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> O papel da viol\u00eancia na hist\u00f3ria, 1888<br \/>\n<a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>Frederick Engels, Anti-D\u00fchring 1877 Parte II: Economia Pol\u00edtica, IV.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a> Carta de Marx a Engels, 7 de julho de 1866, acessado em 2014<br \/>\n<a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a>Carta de Marx a Engels de 25 de septiembre de 1857 (<a href=\"http:\/\/es.wikisource.org\/wiki\/Carta_de_Marx_a_Engels_(25_de_setiembre_de_1857\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/es.wikisource.org\/wiki\/Carta_de_Marx_a_Engels_(25_de_setiembre_de_1857<\/a>)<br \/>\n<a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a> Para a Critica da Economia Politica<br \/>\n<a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a> A origem da fam\u00edlia da propriedade privada e do Estado. 1884.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a> \u201c<em>LI hoje com assombro no Vorwartz um extrato de minha \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o\u201d publicado sem conhecimento meu, truncado de tal maneira que eu apare\u00e7o nele como um adorador pac\u00edfico da legalidade, custe o que custe<\/em>.\u201d Carta de Engels a Kautsky de 01 de abril de 1895.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> El ILP y la Cuarta Internacional, en medio del camino, 1935, Escritos Leon Trotsky, Tomo VII, Volume I<br \/>\n<a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a> Tomo 33, Materiais preparat\u00f3rios para o livro \u201cO Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o\u201d, sobre <em>Marxismo e o Estado, https:\/\/archivoleontrotsky.org\/view?mfn=29067<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engels desde sua juventude se interessou sobre os temas militares tanto do ponto de vista te\u00f3rico como do ponto de vista pr\u00e1tico. Em 1849 teve uma participa\u00e7\u00e3o ativa nos combates de Baden-Palatinado, fazendo parte do ex\u00e9rcito de revoltosos que buscavam criar uma Rep\u00fablica. Foi onde elaborou um plano militar de ataque considerado como bem concebido.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":62551,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[37,620,5984,5985],"class_list":["post-62550","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-200-anos-de-engels","tag-200-anos-de-engels","tag-americo-gomes","tag-engels-e-as-guerras","tag-engels-e-barricadas"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Americo.jpg","categories_names":["200 anos de Engels"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62550\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}