{"id":62232,"date":"2020-10-26T12:38:44","date_gmt":"2020-10-26T15:38:44","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62232"},"modified":"2020-10-26T12:38:44","modified_gmt":"2020-10-26T15:38:44","slug":"argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/10\/26\/argentina\/","title":{"rendered":"Argentina&#124; FMI e Pacto Social, velhas receitas para explorar o povo trabalhador"},"content":{"rendered":"<p><em>H\u00e1 apenas alguns dias o FMI chegou na Argentina com o fim de renegociar a Divida com esse organismo. No meio de uma situa\u00e7\u00e3o marcada pela crise econ\u00f4mica e o desenvolvimento da pandemia, a visita do velho amo \u00e9 bem recebida por ambos os lados do suposto racha. Com gestos para agrada-lo, como as \u00faltimas medidas econ\u00f4micas, totalmente favor\u00e1veis \u00e0s patronais, \u00e0s multinacionais e \u00e0 reativa\u00e7\u00e3o do Pacto Social. Este filme j\u00e1 vimos, se ele n\u00e3o for brecado, para o povo trabalhador termina muito mal.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: PSTU-Argentina<br \/>\nEnquanto os casos de cont\u00e1gio e mortes por coronav\u00edrus continuam crescendo, e a pandemia parece estar naturalizada, o fiasco econ\u00f4mico em que estamos atinge fortemente ao povo trabalhador. Mesmo que ainda n\u00e3o haja um n\u00edvel de resposta de acordo com os ataques que sofremos, as lutas\u00a0 (apesar do papel de ministro do governo dos dirigentes das centrais sindicais) se multiplicam, deixando evidente que n\u00e3o vai ser t\u00e3o f\u00e1cil nos fazer pagar todos os pratos quebrados.<br \/>\nO Governo, em menos de um ano da posse j\u00e1 est\u00e1 bastante desgastado, desilus\u00e3o de seus votantes e crise interna. Seu car\u00e1cter de governo de alian\u00e7a, que envolve diversos setores, \u00e9 cada vez mais vis\u00edvel e diante de situa\u00e7\u00f5es decisivas se v\u00ea os atritos e as matizes na pol\u00edtica (como no caso da tomada de Guernica, entre outros exemplos). Entretanto, a orienta\u00e7\u00e3o do Governo nos fatos \u00e9 bem n\u00edtida e definida.<br \/>\nNo caso da Vicent\u00edn no qual logo ap\u00f3s anunciar a expropria\u00e7\u00e3o parcial de uma empresa quebrada pelas trapa\u00e7as de seus donos, pediu desculpas, vale de amostra de toda uma pol\u00edtica na qual nem sequer se animam continuar com as medidas m\u00ednimas que eles mesmos anunciavam. Outra amostra mais \u00e9 o da legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, prometida desde a campanha eleitoral.<br \/>\nA oposi\u00e7\u00e3o patronal ganhou as iniciativas nas ruas, num come\u00e7o contra a expropria\u00e7\u00e3o da Vicent\u00edn, depois contra a Reforma Judicial, sempre com a reivindica\u00e7\u00e3o contra o isolamento social de fundo. \u00c9 uma oposi\u00e7\u00e3o gorila, que se localiza abertamente a \u201cdireita\u201d do governo, criticando suas medidas supostamente progressivas e que se aproveita de seu desgaste para ganhar, n\u00e3o s\u00f3 os setores m\u00e9dios altos, mas tamb\u00e9m a setores da classe m\u00e9dia empobrecida pela crise.<br \/>\nO t\u00e3o mencionado racha \u00e9 bom neg\u00f3cio para ambos que j\u00e1 come\u00e7aram a corrida eleitoral. Impor a ideia de que a grande rivalidade \u00e9 entre os de Macri e os de Alberto serve por um lado para manter a seus adeptos e ganhar decepcionados com o oponente. Mas sobretudo para esconder qual \u00e9 o verdadeiro racha, o irreconcili\u00e1vel, a dos interesses dos empres\u00e1rios e as multinacionais com o povo trabalhador.<br \/>\n<strong>Submiss\u00e3o ao FMI e Pacto Social<\/strong><br \/>\nTalvez o aspecto mais fundamental no que n\u00e3o se v\u00ea o racha \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao FMI. Neste pa\u00eds, o povo trabalhador sabe muito bem o que significam as \u201cajudas\u201d deste repudiado organismo explorador, mais ajuste, fome e mis\u00e9ria. Por isso, quando Macri pediu um novo empr\u00e9stimo ao FMI o rep\u00fadio foi massivo e os setores pol\u00edticos e sindicais participantes do governo atual, repudiaram o acordo. Os cartazes de \u201cFora FMI\u201d nas manifesta\u00e7\u00f5es kirchneristas parecem ter ficado na hist\u00f3ria, hoje todos esses mesmos dirigentes recebem ao FMI com bra\u00e7os abertos.<br \/>\nA contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o evidente que querem mostrar que o Fundo mudou, e a pr\u00f3pria titular do organismo declarou: \u201c<em>N\u00e3o viemos a Argentina para pedir mais ajuste\u201d.<\/em> Entretanto, o acordo recentemente assinado com o governo de Equador obriga a dito pa\u00eds a aumentar em um 15% o IVA e a cortar o gasto p\u00fablico.<br \/>\nO governo de Fern\u00e1ndez que prometeu uma Argentina de p\u00e9, vai de joelhos negociar com o Fundo\u00a0 o refinanciamento da D\u00edvida por U$S 44 bilh\u00f5es. Que dizer, que os trabalhadores e trabalhadoras do pa\u00eds vamos pagar o acordo repudi\u00e1vel, mais cedo ou mais tarde.<br \/>\nComo um sinal a servi\u00e7o dessa renegocia\u00e7\u00e3o, o Governo retomou o Pacto Social segunda-feira e contou com a presen\u00e7a de representantes das centrais sindicais CGT (com sete dirigentes), CTA e a CTEP, Miguel Acevedo e Carolina Castro pela Uni\u00e3o Industrial Argentina, as c\u00e2maras de Comercio e da Constru\u00e7\u00e3o Civil, Jos\u00e9 Martins pelo Conselho Agroindustrial (que amanh\u00e3 voltar\u00e1 a reunir-se com o governo e dirigentes dos bancos p\u00fablico e privado).<br \/>\nComo ja t\u00ednhamos mencionado em ocasi\u00f5es anteriores, o Pacto Social \u00e9 um acordo ente o governo, os empres\u00e1rios e os dirigentes sindicais ao servi\u00e7o de amarrar a resist\u00eancia oper\u00e1ria e popular ao ajuste que necessariamente se aprofundar\u00e1 pela m\u00e3o do FMI.<br \/>\nA possibilidade de um acordo que possa beneficiar tanto a empres\u00e1rios como aos trabalhadores, <em>\u201cum capitalismo no qual todos ganhemos\u201d <\/em>\u00a0como soube dizer Alberto Fern\u00e1ndez, \u00e9 uma ilus\u00e3o a servi\u00e7o de que continuem ganhando os mesmos de sempre, e n\u00f3s de baixo paguemos a crise com perda de direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios, perda de sal\u00e1rio e postos de trabalho.<br \/>\n<strong>Fora o FMI, abaixo o Pacto Social<\/strong><br \/>\nMuitos companheiros e companheiras, com boas inten\u00e7\u00f5es, acreditam que s\u00f3 existe outra sa\u00edda, a de tentar a melhor negocia\u00e7\u00e3o poss\u00edvel com o FMI. Romper rela\u00e7\u00f5es com o FMI e deixar de pagar a D\u00edvida p\u00fablica externa e fraudulenta n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel, de fato a Argentina e outros pa\u00edses suspenderam o pagamento v\u00e1rias vezes, mas \u00e9 tamb\u00e9m indispens\u00e1vel para poder solucionar as necessidades b\u00e1sicas insatisfeitas que hoje tem cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNa Costa Rica a mobiliza\u00e7\u00e3o popular impediu que o governo avan\u00e7asse no seu acordo com o FMI. Devemos unir todas as vozes que repudiam a visita deste organismo para come\u00e7ar a gestar a mobiliza\u00e7\u00e3o contra o acordo, rompendo o Pacto Social e para que n\u00e3o seja pago nem um peso, enquanto haja uma s\u00f3 crian\u00e7a mal alimentada em Argentina.<br \/>\nEst\u00e1 evidente que uma sa\u00edda em benef\u00edcio do povo trabalhador n\u00e3o vir\u00e1 por parte deste Governo, nem de nenhum que represente os interesses das multinacionais e os empres\u00e1rios. N\u00f3s trabalhadores necessitamos tomar nas nossas pr\u00f3prias m\u00e3os a tarefa de conquistar uma Segunda e Definitiva Independ\u00eancia e impor um governo dos trabalhadores e do povo, que organize a economia ao servi\u00e7o das necessidades da maioria da popula\u00e7\u00e3o, em caminho ao socialismo. Ao servi\u00e7o desta tarefa construirmos o PSTU, te convidamos a construir conosco.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Am\u00e9rica Riveros<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 apenas alguns dias o FMI chegou na Argentina com o fim de renegociar a Divida com esse organismo. No meio de uma situa\u00e7\u00e3o marcada pela crise econ\u00f4mica e o desenvolvimento da pandemia, a visita do velho amo \u00e9 bem recebida por ambos os lados do suposto racha. 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