{"id":62221,"date":"2020-10-23T13:21:39","date_gmt":"2020-10-23T16:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62221"},"modified":"2020-10-23T13:21:39","modified_gmt":"2020-10-23T16:21:39","slug":"a-nova-economia-do-projetamento-mais-uma-farsa-do-stalinismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/10\/23\/a-nova-economia-do-projetamento-mais-uma-farsa-do-stalinismo\/","title":{"rendered":"China &#124; A Nova Economia do Projetamento, mais uma farsa do stalinismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Uma \u201cteoria\u201d requentada surgiu no stalinismo para explicar o crescimento econ\u00f4mico da China nas \u00faltimas d\u00e9cadas e, ao mesmo tempo, justificar o que chamam de socialismo chin\u00eas. Um de seus maiores divulgadores \u00e9 o Partido Comunista do Brasil, atrav\u00e9s de Elias Jabbour, membro de seu Comit\u00ea Central.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Marcos Margarido<br \/>\nTrata-se da Economia do Projetamento, um modelo econ\u00f4mico teorizado, segundo Elias Jabbour, por Ign\u00e1cio Rangel, composta pela uni\u00e3o, ou combina\u00e7\u00e3o, dos mecanismos keynesianos, da economia monet\u00e1ria moderna e a planifica\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica. Outros ingredientes seriam adicionados, neste s\u00e9culo de conquistas tecnol\u00f3gicas, com a introdu\u00e7\u00e3o de \u201cnovas formas de organiza\u00e7\u00e3o industrial\u201d baseadas na \u201cincorpora\u00e7\u00e3o da internet, big data e a intelig\u00eancia artificial \u00e0 economia real\u201d, nas palavras do ditador chin\u00eas Xi Jinping (segundo artigo de Elias Jabbour)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, para designar a <strong>Nova<\/strong> Economia do Projetamento.<br \/>\nSegundo seus defensores, a ado\u00e7\u00e3o deste modelo pelo governo chin\u00eas \u00e9 respons\u00e1vel pelo crescimento do PIB de cerca de 10% ao ano, em m\u00e9dia, no in\u00edcio do s\u00e9culo 21 e que coloca o socialismo chin\u00eas em primeiro plano, transformando aquele pa\u00eds em uma pot\u00eancia mundial. Tudo isso seria caracterizado, mais uma vez conforme Elias Jabbour, por tr\u00eas \u201cgrandes narrativas\u201d deste in\u00edcio do s\u00e9culo:\u00a0 1) projetos nacionais de desenvolvimento; 2) socialismo e 3) novas e superiores formas de planifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<br \/>\nNa verdade, n\u00e3o se trata de nada novo, \u00e9 mais um prato requentado para nos fazer engolir a f\u00e1bula do socialismo na China atual, ou, como dizem os dirigentes chineses, embora cada vez menos, do \u2018socialismo de mercado\u2019. Em primeiro lugar, \u00e9 preciso deixar claro que, desde o fim da d\u00e9cada de 70 do s\u00e9culo passado, deixou de existir uma economia de transi\u00e7\u00e3o ao socialismo na China, isto \u00e9, uma economia sob o controle de um Estado oper\u00e1rio. A restaura\u00e7\u00e3o capitalista levada a cabo por Deng Xiaoping\u00a0 com suas &#8220;quatro moderniza\u00e7\u00f5es&#8221; a partir de 1978 n\u00e3o deixou pedra sobre pedra das conquistas dos trabalhadores e camponeses chineses obtidas com a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o de 1949.<br \/>\n\u00c9 a partir de uma s\u00e9rie de eventos a partir de 1978, que introduziram rela\u00e7\u00f5es capitalistas de produ\u00e7\u00e3o na economia chinesa &#8211; por exemplo, as zonas econ\u00f4micas especiais no litoral sul e as empresas familiares no campo &#8211; e refor\u00e7ados pelo massacre da Pra\u00e7a Tiananmen em 1989, que o capitalismo chin\u00eas recebeu o impulso e a estabilidade pol\u00edtica necess\u00e1rios para sua reconstru\u00e7\u00e3o em um pa\u00eds onde j\u00e1 n\u00e3o havia mais burguesia, mas que hoje, segundo a revista Forbes, tem 400 bilion\u00e1rios listados em seu ranking, transformando-se no segundo pa\u00eds do mundo a atingir esta triste marca.<br \/>\nO homem mais rico da China, Ma Huateng, dono da empresa de Internet Tencent, tem uma fortuna de US$ 60,4 bilh\u00f5es. Ele tinha mais dinheiro que Mark Zuckerberg, o todo-poderoso CEO do Facebook, antes da pandemia. \u00c9 rid\u00edculo falar de socialismo em um pa\u00eds onde uma popula\u00e7\u00e3o de 1,3 bilh\u00e3o de habitantes \u00e9 explorada por 400 bilion\u00e1rios, sem falar dos milhares de milion\u00e1rios, que habitam inclusive os congressos e o CC do Partido Comunista da China. O pr\u00f3prio Xi Jinping estaria entre os 400 bilion\u00e1rios, com uma fortuna pessoal (sem origem rastre\u00e1vel) estimada em 1,5 bilh\u00e3o de d\u00f3lares.<br \/>\n\u00c9 s\u00f3 se esquecendo deste fato b\u00e1sico &#8211; a exist\u00eancia da explora\u00e7\u00e3o &#8211; que se pode falar de algo como \u201csocialismo\u201d na China. A pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de \u201csocialismo de mercado\u201d, inaugurada por Deng Xiaoping, faria Marx sair de sua tumba &#8211; como o fantasma do Manifesto Comunista &#8211; para assombrar esses \u2018marxistas\u2019 vulgares. Pois Marx deixou claro que na primeira fase do comunismo &#8211; que convencionou-se chamar de socialismo &#8211; o primeiro fato econ\u00f4mico seria o fim da vig\u00eancia da lei do valor e, portanto, da exist\u00eancia do mercado, embora algumas normas do direito burgu\u00eas pudessem persistir por algum tempo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<br \/>\n<strong>Anti-imperialismo?<\/strong><br \/>\nOutro argumento bastante utilizado pelos defensores do \u201csocialismo\u201d chin\u00eas \u00e9 seu suposto anti-imperialismo. A recente guerra comercial iniciada por Trump contra a China evidentemente parece refor\u00e7ar esta posi\u00e7\u00e3o. Mas, n\u00e3o custa lembrar a famosa frase &#8211; muitas vezes citadas &#8211; \u201c<em>It&#8217;s the economy, stupid\u201d<\/em>, criada na campanha eleitoral de Bill Clinton.<br \/>\nCabe, primeiro, ressaltar que ter um governo que se enfrente com o imperialismo n\u00e3o transforma o pa\u00eds que aplica tal pol\u00edtica em socialista. Por\u00e9m, podemos dizer que o governo chin\u00eas \u00e9 anti-imperialista?<br \/>\nNa edi\u00e7\u00e3o do <em>Economist<\/em> de 03\/09 \u00e9 afirmado:<br \/>\n\u201c<em>No entanto, numa parte da economia global, o padr\u00e3o \u00e9 de envolvimento de superpot\u00eancia, n\u00e3o de distanciamento: alta finan\u00e7a. A BlackRock, um gigantesco gestor de ativos, recebeu sinal positivo para criar um neg\u00f3cio de fundos de investimentos na China. A Vanguard, uma rival, deve mudar sua sede asi\u00e1tica para Xangai. O banco JP Morgan Chase pode gastar um bilh\u00e3o de d\u00f3lares para ter o controle de seu empreendimento de gest\u00e3o financeira na China. Os gestores de fundos estrangeiros compraram quase 200 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de a\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos chineses no ano passado.<\/em>\u201d (\u201cWhy is Wall Street expanding in China?\u201d)<br \/>\n\u00c9 evidente que um Estado oper\u00e1rio, como foi a R\u00fassia revolucion\u00e1ria at\u00e9 a morte de Lenin, deve fazer neg\u00f3cios com os pa\u00edses capitalistas, principalmente por estar isolado como uma ilha em um oceano capitalista. Mas, o problema s\u00e3o os crit\u00e9rios para se negociar com o inimigo de classe. Lembremos que, mesmo sob a NEP, a R\u00fassia sovi\u00e9tica manteve um estrito controle do com\u00e9rcio exterior (ao contr\u00e1rio da opini\u00e3o de Stalin), manteve a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o, e autorizou a capitaliza\u00e7\u00e3o controlada no campo sem abrir m\u00e3o da nacionaliza\u00e7\u00e3o da terra. Obviamente, nunca abriu m\u00e3o do controle estatal do sistema financeiro e de sua nacionaliza\u00e7\u00e3o. Nada disso acontece na China.<br \/>\nAo contr\u00e1rio, o governo chin\u00eas est\u00e1 relaxando as regras de acesso do capital estrangeiro ao mercado financeiro chin\u00eas, at\u00e9 ent\u00e3o sob um controle estatal bastante restritivo pelos padr\u00f5es imperialistas, permitindo a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es financeiras com o mercado internacional pelos bancos estrangeiros e facilitando a compra e venda de a\u00e7\u00f5es de empresas privadas nas bolsas de valores.<br \/>\nComo vemos, n\u00e3o h\u00e1 nada de anti-imperialismo nestas decis\u00f5es do governo chin\u00eas, mas apenas a facilita\u00e7\u00e3o da entrada de capital financeiro estrangeiro para equilibrar sua balan\u00e7a de pagamentos, um procedimento corriqueiro entre governos pr\u00f3-imperialistas de todo o mundo.<br \/>\n<strong>O que \u00e9 a economia do projetamento?<\/strong><br \/>\nA economia do projetamento \u00e9 definida como a uni\u00e3o das tr\u00eas correntes econ\u00f4micas citadas acima. \u00c9 poss\u00edvel uni-las? Do ponto de vista da economia capitalista atual, que Marx chamaria de vulgar, pode ser poss\u00edvel unir algumas caracter\u00edsticas de cada uma destas correntes, desde que fa\u00e7amos abstra\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es sociais de explora\u00e7\u00e3o na sociedade capitalista. Deixemos esta discuss\u00e3o aos economistas. Mas, \u00e9 poss\u00edvel falar da utiliza\u00e7\u00e3o deste tipo de economia em um pa\u00eds socialista?<br \/>\nOs keynesianos de esquerda h\u00e1 muito tempo tentam demonstrar que a economia marxista &#8211; ou melhor, a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica feita por Marx no <em>Capital<\/em> &#8211; e as elabora\u00e7\u00f5es de John Maynard Keynes em seu livro <em>Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda<\/em> remam no mesmo barco. Para isso, fizeram o que os apologistas da economia do projetamento fazem hoje: despem o marxismo de qualquer vest\u00edgio de luta de classes e transformam-no em uma caricatura, em um sistema econ\u00f4mico para ser ensinado nas universidades. Esquecem-se que, para Marx, a lei geral da acumula\u00e7\u00e3o capitalista est\u00e1 baseada exatamente na explora\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria e de todos os trabalhadores pela burguesia, que tem no ex\u00e9rcito industrial de reserva?? sua principal base de sustenta\u00e7\u00e3o (pela for\u00e7a das armas, \u00e9 claro).<br \/>\nEsta tentativa de unir keynesianismo e marxismo foi destru\u00edda teoricamente pelo marxista ingl\u00eas Geoff Pilling em seu livro <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/pilling\/works\/keynes\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Crisis of Keynesian Economics, A Marxist View<\/a> (A crise da economia keynesiana, uma vis\u00e3o marxista), publicado em 1987. Pilling polemizou com a economista keynesiana de esquerda Joan Robinson e mostrou que os dois sistemas op\u00f5em-se pelo v\u00e9rtice. Na verdade, nem se pode chamar o keynesianismo de uma teoria, pois \u00e9 um ajuntamento de conceitos emp\u00edricos que foram destru\u00eddos pela pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o da economia. A posi\u00e7\u00e3o dos keynesianos de que um forte investimento do Estado na economia \u00e9 necess\u00e1rio para acabar com o desemprego e regular o funcionamento do capitalismo \u00e9, por si s\u00f3, uma afirma\u00e7\u00e3o antag\u00f4nica \u00e0 vis\u00e3o marxista de que a exist\u00eancia de um ex\u00e9rcito de desempregados \u00e9 fundamental para o desenvolvimento &#8211; e a regula\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0 do capitalismo.<br \/>\nJ\u00e1, a Economia Monet\u00e1ria Moderna n\u00e3o passa de uma renova\u00e7\u00e3o do velho jarg\u00e3o de que o dinheiro tem valor por si pr\u00f3prio, isto \u00e9, que n\u00e3o \u00e9 um \u201crepresentante\u201d fetichizado do valor das mercadorias produzidas no capitalismo, e que bastaria criar dinheiro do nada para possibilitar a realiza\u00e7\u00e3o de investimentos que resultassem no fim do desemprego. Esta teoria \u00e9, tamb\u00e9m, antag\u00f4nica ao marxismo, pelas mesmas raz\u00f5es do keynesianismo: n\u00e3o reconhece a lei do valor desenvolvida por Marx como a base do funcionamento da economia capitalista e inventa esquemas mirabolantes para acabar com o desemprego, algo imposs\u00edvel no capitalismo. Vale a pena dizer que nenhum dos proponentes e seguidores destas duas correntes burguesas defende a substitui\u00e7\u00e3o do sistema econ\u00f4mico capitalista por um modo de produ\u00e7\u00e3o superior, mas apenas querem torn\u00e1-lo \u201cvi\u00e1vel\u201d. Isto \u00e9, esperam que suas receitas consigam manter tranquilamente a continuidade da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores pela burguesia.<br \/>\n<strong>Planejamento \u00e9 sin\u00f4nimo de economia marxista?<\/strong><br \/>\nPor fim, os stalinistas pr\u00f3-China afirmam que estes dois modelos foram unidos com a planifica\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica para, junto com as novas t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XXI, propiciar o progresso da China. Como dissemos acima, eles realizam uma faxina no marxismo, \u201climpando\u201d tudo que remete \u00e0 luta de classes, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, \u00e0s jornadas de trabalho de 18 horas do s\u00e9culo 19, mas existentes ainda hoje nas ind\u00fastrias t\u00eaxteis do Paquist\u00e3o, ao trabalho escravo e infantil, e transformam a cr\u00edtica marxista da economia burguesa em &#8230; planifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA planifica\u00e7\u00e3o, embora importante para o bom funcionamento das economias de Estados oper\u00e1rios, n\u00e3o passa de uma t\u00e9cnica, e s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel efetivamente ap\u00f3s a expropria\u00e7\u00e3o da burguesia, o controle oper\u00e1rio dos meios de produ\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de suas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, o fim das rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o, o fim do mercado e de tudo que remeta \u00e0 anarquia da produ\u00e7\u00e3o capitalista. V\u00e1rias economias capitalistas t\u00eam algum tipo de planejamento central para tentar organizar e restringir de alguma forma as crises, e n\u00e3o o conseguem, pois h\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o entre o mercado, ou seja, a busca do lucro, a concorr\u00eancia intr\u00ednseca ao capitalismo e uma planifica\u00e7\u00e3o real da economia. Pelo crit\u00e9rio desses adoradores do modelo chin\u00eas, a It\u00e1lia e a Fran\u00e7a dos anos 60 seriam socialistas.<br \/>\nMas, o centro da quest\u00e3o para o socialismo n\u00e3o \u00e9 a planifica\u00e7\u00e3o em si, mas o fim da explora\u00e7\u00e3o. Algo que, evidentemente, n\u00e3o existe na China.<br \/>\nA n\u00e3o ser que esteja surgindo na China um \u201cnovo modo de produ\u00e7\u00e3o\u201d chamado de \u201cNova Economia do Projetamento\u201d e que, portanto, deve ser superior ao hipot\u00e9tico socialismo chin\u00eas. Estar\u00edamos, enfim, chegando ao \u201ccomunismo em um s\u00f3 pa\u00eds\u201d? \u00c9 o que afirma Jabbour em suas fantasias sobre o para\u00edso chin\u00eas.<br \/>\nPara n\u00f3s, a vida \u00e9 mais simples. O desenvolvimento econ\u00f4mico da China foi poss\u00edvel devido \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo e a consequente superexplora\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria, e \u00e0 metamorfose do Partido Comunista da China, que transformou-se em um partido burgu\u00eas, tanto em seus estatutos quanto em sua base social, e passou a defender com unhas e dentes a classe capitalista ap\u00f3s a restaura\u00e7\u00e3o. Essa metamorfose n\u00e3o atingiu apenas o partido, mas a maioria de seus dirigentes, que se tornaram capitalistas e passaram \u00e0s fileiras dos exploradores.<br \/>\nEste \u201cnovo modo de produ\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o precisa de nenhum novo nome e nova teoria para ser explicado. Basta ler o <em>Capital<\/em> de Karl Marx.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Elias Jabbour, <em>Sobre o socialismo e a \u201cNova Economia do Projetamento\u201d<\/em>, https:\/\/portaldisparada.com.br\/economia-e-subdesenvolvimento\/nova-economia-do-projetamento\/<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ver <em>Cr\u00edtica do Programa de Gotha<\/em>, de Marx, a respeito, e uma breve discuss\u00e3o sobre as duas fases do comunismo em https:\/\/litci.org\/pt\/as-duas-fases-do-comunismo\/)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma \u201cteoria\u201d requentada surgiu no stalinismo para explicar o crescimento econ\u00f4mico da China nas \u00faltimas d\u00e9cadas e, ao mesmo tempo, justificar o que chamam de socialismo chin\u00eas. 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