{"id":62174,"date":"2020-10-21T09:36:53","date_gmt":"2020-10-21T12:36:53","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62174"},"modified":"2020-10-21T09:36:53","modified_gmt":"2020-10-21T12:36:53","slug":"62174-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/10\/21\/62174-2\/","title":{"rendered":"Onde vai Nagorno-Karabakh?"},"content":{"rendered":"<p><em>O conflito militar entre a Arm\u00eania e o Azerbaij\u00e3o<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20200928-azerbaijao-declara-estado-de-guerra-contra-armenia-que-incita-com-provocacao-religiosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0foi retomado a partir de 27 de setembro<\/a>. A grande imprensa desinforma como sempre quando se trata de conflitos no \u201coriente\u201d. O cen\u00e1rio \u201cinformado\u201d \u00e9 sempre o mesmo, de antigas lutas religiosas e \u00e9tnicas infind\u00e1veis. Essa f\u00f3rmula orientalista, a servi\u00e7o dos colonizadores, esconde a realidade e a hist\u00f3ria.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: F\u00e1bio Bosco*<br \/>\nA regi\u00e3o do C\u00e1ucaso Meridional ou Transcauc\u00e1sia, onde se localizam atualmente a Arm\u00eania, o Azerbaij\u00e3o e a Ge\u00f3rgia, \u00e9 uma \u00e1rea estrat\u00e9gica entre o Mar Negro e o Mar C\u00e1spio. Al\u00e9m de constituir um corredor de tr\u00e2nsito entre o oriente europeu e a oeste asi\u00e1tico, ela tamb\u00e9m se tornou um importante centro de explora\u00e7\u00e3o de<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20200823-descoberta-de-gas-natural-na-turquia-e-celebrada-por-paises-aliados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0petr\u00f3leo e g\u00e1s<\/a>\u00a0a partir do final do s\u00e9culo dezenove.<br \/>\nNesta regi\u00e3o povos milenares sempre viveram juntos em paz mas comprimidos por tr\u00eas grandes imp\u00e9rios: o russo, o otomano (atual Turquia) e o persa (atual Ir\u00e3) cujas presen\u00e7as exerceram forte influ\u00eancia cultural, lingu\u00edstica e religiosa.<br \/>\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo dezenove o imp\u00e9rio Russo toma essa regi\u00e3o do imp\u00e9rio persa atrav\u00e9s de duas guerras (1804-1813 e 1826-1828) encerradas por dois tratados (Gulist\u00e3o de 1813 e Turcomenchay de 1828) e exerce seu dom\u00ednio at\u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o russa de 1917.<br \/>\n<strong>Apoiar a revolu\u00e7\u00e3o ou a contra-revolu\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nCom a tomada do poder na R\u00fassia pelos bolcheviques liderados por L\u00eanin em outubro de 1917, os l\u00edderes locais do partido menchevique da Ge\u00f3rgia, da Federa\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria Arm\u00eania e do Musavat (Azerbaij\u00e3o), contr\u00e1rios aos ideais internacionalistas e revolucion\u00e1rios dos bolcheviques, decidem formar a breve Rep\u00fablica Federativa Democr\u00e1tica da Transcauc\u00e1sia em 22 de abril de 1918, certos de contar com o apoio das pot\u00eancias internacionais, como o Reino Unido, a Alemanha e os Estados Unidos, interessadas em conter o avan\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o russa.<br \/>\nNo entanto, frente \u00e0 ofensiva militar do ex\u00e9rcito otomano, os l\u00edderes georgianos rompem com a Rep\u00fablica Federativa em 26 de maio de 1918, se aliam primeiro com o Imp\u00e9rio Alem\u00e3o e depois com o imp\u00e9rio brit\u00e2nico, e mergulham em um nacionalismo abjeto promovendo pela via militar disputas territoriais com a Arm\u00eania e o Azerbaij\u00e3o. Esse nacionalismo regressivo vai contaminar os l\u00edderes nacionalistas arm\u00eanios e azeris que seguir\u00e3o o mesmo caminho, disputando \u00e1reas entre si. A elite arm\u00eania vai buscar o apoio do Reino Unido e dos Estados Unidos para reconstruir a Grande Arm\u00eania, e a elite Azeri o apoio otomano e depois brit\u00e2nico.<br \/>\nA guerra com o ex\u00e9rcito otomano e entre as jovens rep\u00fablicas \u00e9 interrompida pelo ingresso do ex\u00e9rcito vermelho que toma toda a regi\u00e3o em 1920-1921 e, em 1922, \u00e9 formada a Rep\u00fablica Federativa Socialista Sovi\u00e9tica da Transcauc\u00e1sia que une as tr\u00eas rep\u00fablicas: Arm\u00eania, Azerbaij\u00e3o e Ge\u00f3rgia. Posteriormente a Federa\u00e7\u00e3o da Transcauc\u00e1sia\u00a0 fundar\u00e1 a Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS) junto com a Federa\u00e7\u00e3o Russa e as Rep\u00fablicas da Ucr\u00e2nia e BieloR\u00fassia.<br \/>\n<strong>A quest\u00e3o das nacionalidades<\/strong><br \/>\nO direito de autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos oprimidos sempre foi parte do programa do partido bolchevique sob L\u00eanin, que inclui o direito \u00e0 secess\u00e3o. Um exemplo disso foi a Finl\u00e2ndia. Logo ap\u00f3s a tomada\u00a0 do poder pelos bolcheviques, o senado finland\u00eas enviou uma delega\u00e7\u00e3o \u00e0 Petrogrado com uma peti\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia da Finl\u00e2ndia que foi firmada por L\u00eanin de imediato.<br \/>\nNo entanto, alguns anos ap\u00f3s a tomada do poder pelos sovietes, Stalin rompe com o programa bolchevique ao se opor ao direito de autodetermina\u00e7\u00e3o, propondo uma autonomia formal e tutelada.<br \/>\nEsta quest\u00e3o foi objeto de intensa discuss\u00e3o dentro do partido bolchevique e terminou com a derrota de Stalin e a vit\u00f3ria de Lenin, Trotsky e outros l\u00edderes bolcheviques. O resultado foi a inclus\u00e3o do pleno direito de autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos oprimidos na primeira constitui\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica.<br \/>\nAp\u00f3s a morte de L\u00eanin, com a derrota das revolu\u00e7\u00f5es na Europa e o refluxo da revolu\u00e7\u00e3o russa, Stalin toma o controle sobre o partido comunista (PCUS) e o Estado Sovi\u00e9tico, que se tornam burocr\u00e1ticos. O direito de autodetermina\u00e7\u00e3o se tornar\u00e1 letra morta, e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica o \u201cc\u00e1rcere dos povos\u201d.<br \/>\n<strong>A quest\u00e3o de Nagorno-Karabakh<\/strong><br \/>\nNo C\u00e1ucaso Meridional, os diversos povos viviam juntos e misturados. Os territ\u00f3rios com maioria de um povo continham importantes minorias de outros povos e n\u00e3o eram cont\u00ednuos. Esse \u00e9 o caso de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20201006-azerbaijao-nega-ter-enviado-combatentes-sirios-ao-conflito-de-nagorno-karabakh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nagorno-Karabakh<\/a>\u00a0(Alto Karabakh).<br \/>\nNas terras altas de Karabakh (chamadas de Nagorno-Karabakh) vive uma maioria de arm\u00eanios, algo ao redor de 80%. J\u00e1 nas terras baixas de Karabakh h\u00e1, historicamente, uma maioria azeri. Todos vivem nestas regi\u00f5es h\u00e1 s\u00e9culos.<br \/>\nEntre 1921 e 1923 ocorreu um debate dentro do partido bolchevique sobre Nagorno-Karabakh. A posi\u00e7\u00e3o de toda a delega\u00e7\u00e3o transcaucasiana (formada por arm\u00eanios, azeris e georgianos) foi pela integra\u00e7\u00e3o de Nagorno-Karabakh \u00e0 Arm\u00e9nia. Mas Stalin imp\u00f4s outra solu\u00e7\u00e3o. Entregou a \u00e1rea de Zangezur para a Arm\u00eania e a \u00e1rea de Nakhchivan e Karabakh (terras altas e baixas) para o Azerbaij\u00e3o.<br \/>\nPara piorar, em 1936 Stalin dissolveu a Rep\u00fablica Federativa Sovi\u00e9tica da Transcauc\u00e1sia e a dividiu novamente nas Rep\u00fablicas Sovi\u00e9ticas da Arm\u00eania, Azerbaij\u00e3o e Ge\u00f3rgia preparando o conflito que vai ressurgir meio s\u00e9culo depois em 1988.<br \/>\n<strong>O fim do \u201cc\u00e1rcere dos povos\u201d e o veneno dos antagonismos nacionalistas<\/strong><br \/>\nEm meados dos anos 80, Mikhail Gorbachev ascende ao poder na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Ele proclama as pol\u00edticas da Perestroika (Reestrutura\u00e7\u00e3o) e da Glasnost (Transpar\u00eancia) e inicia o caminho de volta ao capitalismo.<br \/>\nS\u00e3o as nacionalidades oprimidas quem iniciam o enfrentamento contra a ditadura do PCUS que agora dirige a m\u00e3o de ferro um Estado capitalista.<br \/>\nEm 20 de fevereiro de 1988, o soviete de Karabakh vota a independ\u00eancia de Nagorno-Karabakh (chamada de Artsakh pela popula\u00e7\u00e3o local) e sua unifica\u00e7\u00e3o com a Arm\u00eania por 110 votos a favor e 17 votos contr\u00e1rios. Gorbachev se op\u00f5e \u00e0 esta decis\u00e3o. Come\u00e7a o conflito militar entre o Azerbaij\u00e3o e a popula\u00e7\u00e3o de Nagorno-Karabakh apoiada pela Arm\u00eania.<br \/>\nEm 1991 as Rep\u00fablicas da Arm\u00eania e do Azerbaij\u00e3o se tornam independentes e um referendo massivo em Nagorno-Karabakh vota pela independ\u00eancia.<br \/>\nEste conflito se estender\u00e1 com forte influ\u00eancia dos militares russos nos dois lados e j\u00e1 resultou em 30 mil mortos e um milh\u00e3o de refugiados\/deslocados.<br \/>\nEm 1994 um armist\u00edcio mediado pela R\u00fassia congela as a\u00e7\u00f5es militares e Nagorno-Karabakh se torna independente de fato mas n\u00e3o de direito, ou seja, a popula\u00e7\u00e3o local arm\u00eania controla a regi\u00e3o mas sua independ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 reconhecida nem pelo Azerbaij\u00e3o nem pela ONU.<br \/>\nDesde ent\u00e3o ofensivas militares e processos de opress\u00e3o contra minorias nacionais ocorrem periodicamente, condenando a regi\u00e3o de Nagorno-Karabakh ao sub-desenvolvimento.<br \/>\n<strong>A quem interessa o conflito?<\/strong><br \/>\nO antagonismo regional entre a Arm\u00eania e o Azerbaij\u00e3o interessa diretamente \u00e0 R\u00fassia e outras pot\u00eancias regionais e internacionais.<br \/>\nA R\u00fassia vende armas e mant\u00e9m bases militares nos dois pa\u00edses que seguem sob sua esfera de influ\u00eancia o que lhe garante o controle do C\u00e1ucaso e de suas riquezas.<br \/>\nA partir de 1991, a Turquia estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria com o Azerbaij\u00e3o, onde se concentram as reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural da regi\u00e3o.<br \/>\nO Azerbaij\u00e3o \u00e9 governado desde 1993 pelo ex-integrante da KGB Heydar Aliyev que foi sucedido por seu filho Ilham Aliyev em 2003. Esse regime pol\u00edtico autorit\u00e1rio e capitalista fomenta um nacionalismo t\u00f3xico contra a minoria arm\u00eania enquanto entrega a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s para multinacionais ocidentais e russas. Para a atual ofensiva sobre Nagorno-Karabakh, o regime azeri comprou armas israelenses, al\u00e9m das russas, e aposta no apoio da Turquia, que desde 1993 bloqueia suas fronteiras com a Arm\u00eania.<br \/>\nA Arm\u00eania tinha um regime autorit\u00e1rio que foi derrubado por uma revolu\u00e7\u00e3o popular em 2018. No entanto o atual regime democr\u00e1tico-burgu\u00eas tamb\u00e9m aposta num nacionalismo t\u00f3xico contra o Azerbaij\u00e3o e numa rela\u00e7\u00e3o privilegiada com a R\u00fassia, a Europa e os Estados Unidos.<br \/>\n<strong>Voltar \u00e0 L\u00eanin<\/strong><br \/>\nA alternativa aplicada pelos regimes pol\u00edticos da Arm\u00eania e do Azerbaij\u00e3o \u00e9 a eterna guerra intermitente e a opress\u00e3o nacionalista contra as minorias em seus pa\u00edses enquanto entregam suas econ\u00f4micas para o capitalismo internacional e se mant\u00eam sob a esfera pol\u00edtica da R\u00fassia.<br \/>\nEssa alternativa n\u00e3o atende aos verdadeiros interesses da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora que sofre com o desemprego, a desigualdade social, o conflito nacionalista e o dom\u00ednio estrangeiro.<br \/>\nA alternativa que interessa \u00e0 classe trabalhadora arm\u00eania e azeri come\u00e7a pelo direito de autodetermina\u00e7\u00e3o das nacionalidades oprimidas e pelo respeito \u00e0s minorias nacionais, defendido por L\u00eanin. Afinal qual \u00e9 o sentido do regime azeri dominar Nagorno-Karabakh pela via militar, onde os arm\u00eanios vivem h\u00e1 s\u00e9culos? Promover mais opress\u00e3o e limpeza \u00e9tnica? A popula\u00e7\u00e3o de Nagorno-Karabakh tem que ter o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o. Assim como a popula\u00e7\u00e3o azeri das terras baixas de Karabakh, sob controle armenio, tem que ter o direito de autodetermina\u00e7\u00e3o. Nenhum povo \u00e9 livre enquanto oprime a outro povo. O caminho da liberdade passa necessariamente pelo respeito m\u00fatuo e o reconhecimento dos direitos das nacionalidades oprimidas.<br \/>\nEssa alternativa se completa pela forma\u00e7\u00e3o de uma nova Federa\u00e7\u00e3o de Rep\u00fablicas Socialistas da Transcauc\u00e1sia entre Arm\u00eania, Azerbaij\u00e3o e Ge\u00f3rgia, com a sa\u00edda de todas as for\u00e7as militares estrangeiras, onde todos os povos da regi\u00e3o possam viver juntos e misturados em paz, como ocorreu durante s\u00e9culos, e sem interfer\u00eancia externa nem rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ou diplom\u00e1ticas com o Estado racista de Israel, que se dedica a esmagar os direitos nacionais do povo palestino.<br \/>\nPara levar a frente esta alternativa, a classe trabalhadora dos dois pa\u00edses ter\u00e1 que derrubar ambos os regimes e o veneno do nacionalismo t\u00f3xico; e caminhar para um poder dos trabalhadores, \u00fanica sa\u00edda para garantir justi\u00e7a social, a paz entre os povos e a independ\u00eancia nacional.<br \/>\n*Artigo publicado originalmente em: https:\/\/www.monitordooriente.com\/20201019-onde-vai-nagorno-karabakh\/#.X5AKCSDJzPY.whatsapp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conflito militar entre a Arm\u00eania e o Azerbaij\u00e3o\u00a0foi retomado a partir de 27 de setembro. 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