{"id":61814,"date":"2020-10-02T17:52:11","date_gmt":"2020-10-02T20:52:11","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/sem-categoria\/o-comunismo-de-paulo-freire-e-o-delirio-bolsonarista\/"},"modified":"2020-10-02T17:52:11","modified_gmt":"2020-10-02T20:52:11","slug":"o-comunismo-de-paulo-freire-e-o-delirio-bolsonarista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/10\/02\/o-comunismo-de-paulo-freire-e-o-delirio-bolsonarista\/","title":{"rendered":"O comunismo de Paulo Freire e o del\u00edrio bolsonarista"},"content":{"rendered":"<p><em>Recentemente, vemos no Brasil um conjunto de debates que tem apaixonado as pessoas e aumentado o grau de polariza\u00e7\u00e3o que vivemos. A educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre os temas que tem gerado mais pol\u00eamica e causado mais rebuli\u00e7o nas m\u00eddias e redes sociais. Em meio aos debates, todos se tornaram grandes especialistas em educa\u00e7\u00e3o, o que tem ajudado a mascarar o real problema do setor: o completo desmonte da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e sua entrega \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es de ensino, como a Kroton e a Funda\u00e7\u00e3o Lemann.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Ana Godoi<br \/>\nAssim, a cada semana, a educa\u00e7\u00e3o no Brasil sofre um ataque, seja ao n\u00edvel municipal, estadual ou federal e acompanhado a ele, temos uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00eamica. Um dos alvos preferenciais de Bolsonaro e todo o seu s\u00e9quito, em sua marcha contra a educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 Paulo Freire, educador e pensador brasileiro, que dedicou sua a vida \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e aos problemas da desigualdade no Brasil. Para o presidente, as elabora\u00e7\u00f5es de Paulo Freire s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pela doutrina\u00e7\u00e3o comunista das crian\u00e7as nas escolas. Ou seja, a obra de Paulo Freire est\u00e1 a servi\u00e7o do comunismo e do marxismo, al\u00e9m de ser ela a respons\u00e1vel pela p\u00e9ssima qualidade do ensino em nosso pa\u00eds e, por isso, seria preciso combat\u00ea-la.<br \/>\nMuitos saem em defesa do autor pernambucano, reivindicado sua import\u00e2ncia para a pedagogia e mostrando sua atualidade no Brasil e no mundo. Mas, a grande pergunta \u00e9: ser\u00e1 mesmo Paulo Freire um marxista e sua obra estar\u00e1 a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o de um novo mundo, sem desigualdades e mais justo?<br \/>\n<strong>Educa\u00e7\u00e3o como ferramenta para a transforma\u00e7\u00e3o social: os limites dessa concep\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nUma das principais contribui\u00e7\u00f5es de Paulo Freire \u00e9 seu m\u00e9todo de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos. Nos anos 60, em um momento em que o Brasil possu\u00eda uma massa de analfabetos, o m\u00e9todo freiriano se mostrou eficaz ao tomar os conhecimentos pr\u00e9vios de adultos como ponto de partida para sua alfabetiza\u00e7\u00e3o. Ao alfabetizar 300 trabalhadores canavieiros no Rio Grande do Norte, o autor brasileiro mostrou na pr\u00e1tica que seu m\u00e9todo poderia ser utilizado e que era relevante em um pa\u00eds em que homens e mulheres n\u00e3o conheciam as letras, mas j\u00e1 constru\u00edam fam\u00edlias e trabalhavam para sobreviver. Essa proposta revolucionou a compreens\u00e3o de ensino e, hoje, se tornou refer\u00eancia mundial nos debates sobre pedagogia.<br \/>\nNo entanto, o m\u00e9todo elaborado por Paulo Freire est\u00e1 acompanhado por uma vis\u00e3o de mundo na qual a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma parte central. E \u00e9 a\u00ed que est\u00e1 o maior erro! E precisamos entender o porqu\u00ea.<br \/>\nAo longo de sua obra, vemos aparecer sentimentos como amor, esperan\u00e7a e coragem como adjetivos para o processo educacional. Isso porque, para Paulo Freire, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de transforma\u00e7\u00e3o potente que, ao envolver tanto o indiv\u00edduo, o educando, quanto a comunidade na qual este se insere, pode criar um movimento de transforma\u00e7\u00e3o social. Em uma sociedade marcada pela desigualdade, pobreza e viol\u00eancia, para ele a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais motores propulsores do processo de transforma\u00e7\u00e3o, uma vez que ela \u00e9 capaz de imbuir o homem de autonomia e capacidade cr\u00edtica, ferramentas indispens\u00e1veis para a transforma\u00e7\u00e3o do mundo.<br \/>\nE esse processo se combinaria com a transforma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria sociedade. Isso porque \u201cn\u00e3o \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o que forma a sociedade de uma determinada maneira, sen\u00e3o que esta, tendo-se formado a si mesma de uma certa\u00a0 forma, estabelece a educa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 de acordo com os valores que guiam essa sociedade.\u201d Assim, existiria um processo combinado entre transforma\u00e7\u00e3o do homem atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o com a transforma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria sociedade. Inclusive, a pr\u00f3pria luta pela transforma\u00e7\u00e3o social carregaria um car\u00e1ter pedag\u00f3gico, que imbuiria o homem, inclusive de amor ao pr\u00f3ximo. \u201cVoc\u00ea, eu, um sem-n\u00famero de educadores sabemos todos que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a chave das transforma\u00e7\u00f5es do mundo,\u00a0 mas sabemos tamb\u00e9m que as mudan\u00e7as do mundo s\u00e3o um quefazer educativo em si mesmas.<br \/>\nSabemos que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode tudo, mas pode alguma coisa. Sua for\u00e7a reside exatamente na sua fraqueza. Cabe a n\u00f3s p\u00f4r sua for\u00e7a a servi\u00e7o de nossos sonhos.\u201d Ou seja, ainda que essa sociedade, marcada pela desigualdade social, produza as condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a reprodu\u00e7\u00e3o de um certo tipo de ensino, educadores e educandos podem enfrentar esse processo e colocar o ensino a servi\u00e7o do homem e n\u00e3o do capital.<br \/>\nDe fato, olhando assim de forma superficial e sem conhecer o que significa a elabora\u00e7\u00e3o feita por Karl Marx, o autor pernambucano parece flertar ou at\u00e9 mesmo defender o marxismo. Por\u00e9m, a verdade n\u00e3o \u00e9 bem essa. Ainda que para muitos professores a elabora\u00e7\u00e3o freiriana represente um suspiro em meio ao caos e a possibilidade de ver suas aspira\u00e7\u00f5es de emancipa\u00e7\u00e3o humana atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o se realizarem, a verdade \u00e9 que a teoria de Paulo Freire romantiza a manuten\u00e7\u00e3o do sistema e n\u00e3o tem nada de revolucion\u00e1ria nesse sentido. Mas vejamos porqu\u00ea.<br \/>\nA an\u00e1lise marxista da realidade toma como pressuposto a pr\u00f3pria sociedade, como ela \u00e9, com todos os nexos que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios e n\u00e3o a partir daquilo que gostar\u00edamos que fosse ou desejar\u00edamos que se transformasse. Assim, para Marx, a sociedade n\u00e3o consiste na mera soma de indiv\u00edduos que vivem juntos em um determinado territ\u00f3rio, \u201cmas expressa a soma de v\u00ednculos, rela\u00e7\u00f5es em que se encontram esses indiv\u00edduos uns com os outros.\u201d\u00a0Da\u00ed resulta que as categorias sociais devem expressar \u201cuma rela\u00e7\u00e3o particular, pertencente a uma forma hist\u00f3rica de sociedade.\u201d Ou seja, a forma social que o capitalismo possui combina necessariamente com seu conte\u00fado, ambos n\u00e3o se separam, pois um \u00e9 constitu\u00eddo pelo outro.<br \/>\nComo o ser humano se desenvolve a partir da imers\u00e3o nessa forma de organiza\u00e7\u00e3o social, seu entendimento sobre o mundo ser\u00e1 formado, moldado, condicionado por esta forma de sociedade. Vejam, n\u00e3o dizemos aqui determinado ou coisa do tipo. N\u00e3o acreditamos, como o marxismo vulgar nos legou, em um determinismo da forma econ\u00f4mica sob o indiv\u00edduo. Ou seja, que basta entender as bases fundamentais da sociedade que j\u00e1 estar\u00e1 respondido como o indiv\u00edduo se desenvolve, como ele \u00e9. Em Marx, se processa o contr\u00e1rio. \u00c9 preciso entender como o ser humano se desenvolve nessa sociedade, estudar, investigar a fundo como a consci\u00eancia humana se conforma a cada momento, afinal ele \u00e9 parte constitutiva da realidade.<br \/>\nA partir do momento que as rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o apagadas no interior do capitalismo, as qualidades humanas, das quais essa depende, tamb\u00e9m o s\u00e3o. Ou seja, as qualidades \u00fateis dos indiv\u00edduos, suas caracter\u00edsticas, suas capacidades s\u00e3o apagadas no capitalismo porque, no fim e ao cabo, n\u00e3o depende delas a produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o deste tipo particular de sociedade. Pouco importa se o indiv\u00edduo \u00e9 um excelente pintor ou uma ex\u00edmia bailarina ou sabe muitas l\u00ednguas. O que importa \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o do valor, \u00e9 a troca da mercadoria que realiza esse valor que garante a exist\u00eancia do capital.<br \/>\nAssim, o indiv\u00edduo apenas importa na medida em que ele \u00e9 um elo na cadeia da mercadoria. Ele passa a ser visto apenas como coisa, como esse elo, essa ponte que garante a exist\u00eancia do ciclo da vida da mercadoria. As engrenagens da sociedade se p\u00f5em a trabalhar, n\u00e3o para garantir que os indiv\u00edduos se expressem a partir daquilo que eles s\u00e3o em si mesmos, sejam suas m\u00e1ximas potencialidades, mas para garantir que a vida e a potencialidade da mercadoria se realizem.<br \/>\nE \u00e9 exatamente por tudo isso, que a teoria de Paulo Freire falha, n\u00e3o por seu aspecto metodol\u00f3gico, mas por seu entendimento do mundo e de sua proposta de transforma\u00e7\u00e3o social. E, justamente por isso, n\u00e3o pode ser considerada marxista e nem comunista. Simplesmente assumir que existe desigualdade no mundo causada pelo capitalismo, n\u00e3o o torna marxista. Ainda que diga que \u00e9 preciso transformar a sociedade, a forma com que Paulo Freire elabora essa transforma\u00e7\u00e3o o afasta do marxismo. Ele parte de um homem gen\u00e9rico, que n\u00e3o est\u00e1 condicionado pela forma de sociedade, ou seja, ele entende que o homem est\u00e1 submetido a condi\u00e7\u00f5es ruins de exist\u00eancia, mas, ao mesmo tempo, entende que ele pode romper com isso, pois possui caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, internas a condi\u00e7\u00e3o de ser homem, que o possibilita romper com essa condi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm resumo, se o indiv\u00edduo entende que sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 ruim e entende que isso foi constru\u00eddo pela sociedade, ele pode colocar em marcha um processo de ruptura com as condi\u00e7\u00f5es sociais. O que temos \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o do mundo pela ideia e pela vontade. Consequentemente, ele parte de uma educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m gen\u00e9rica, tamb\u00e9m ideal, que n\u00e3o carrega em seu DNA a pr\u00f3pria forma de sociedade que a produziu. Cada professor pode entender sua sala como um espa\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o do homem e da sociedade e justificar isso com o olhar inquieto de entusiasmo do aluno que aprende o que ele diz. Por\u00e9m, ele ainda est\u00e1 imerso em um mundo dominado pela mercadoria, que precisa continuamente se reproduzir para manter essa forma de sociedade.<br \/>\nO que queremos dizer \u00e9 o seguinte: Paulo Freire centra sua concep\u00e7\u00e3o de mundo e, consequentemente, sua compreens\u00e3o de liberta\u00e7\u00e3o no indiv\u00edduo. Ainda que compreenda a exist\u00eancia de classes na sociedade, n\u00e3o toma essa como uma determina\u00e7\u00e3o fundamental da sociedade e, por isso, central no processo de desenvolvimento dos indiv\u00edduos e de sua possibilidade de liberta\u00e7\u00e3o. Por isso diz: \u201cEduca\u00e7\u00e3o n\u00e3o transforma o mundo. Educa\u00e7\u00e3o muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.\u201d\u00a0N\u00e3o h\u00e1 sa\u00eddas individuais que, somadas, mudem o capitalismo. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel uma mudan\u00e7a radical da sociedade centrada na luta pela destrui\u00e7\u00e3o das classes que a constitui.<br \/>\nAinda que possamos encontrar exemplos individuais que demonstrariam a possibilidade de uma transforma\u00e7\u00e3o paulatina, a partir do entendimento das pessoas acerca do mundo em que vivem, essa nunca ser\u00e1 uma forma de enfrentamento de toda uma forma de sociedade. Essas experi\u00eancias, ainda que existentes em um microuniverso, n\u00e3o se chocam com as formas de rela\u00e7\u00f5es sociais que d\u00e3o a anatomia do capitalismo. At\u00e9 por isso ela n\u00e3o se generalizam. \u00a0A for\u00e7a de certos grupos de indiv\u00edduos, mesmo que decididos e capazes, jamais pode se elevar acima das for\u00e7as impessoais e universais do capital que tudo perpassam e, dia ap\u00f3s dia, s\u00e3o reafirmadas pela sua reprodu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSem se chocar com as formas fundamentais da sociedade capitalista, sua divis\u00e3o em classes, seu centro na produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, na transforma\u00e7\u00e3o do conjunto dos indiv\u00edduos em meros ap\u00eandices do processo produtivo, n\u00e3o haver\u00e1 profundas transforma\u00e7\u00f5es sociais. E esse entendimento, \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da teoria marxista. Por isso, para o marxismo, somente \u00e9 poss\u00edvel se contrapor \u00e0 universalidade do capital fazendo desenvolver, em seu interior, uma outra universalidade capaz de destru\u00ed-la por dentro e reconfigur\u00e1-la. Essa universalidade n\u00e3o pode brotar de iniciativas puramente subjetivas ou morais, mas de dentro da pr\u00f3pria forma social capitalista.<br \/>\nS\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel mudar a sociedade rompendo com as formas sociais que lhe d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel transformar a sociedade jogando-a no ch\u00e3o e construindo outra. N\u00e3o porque fazer revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 bonito, po\u00e9tico e carrega o amor em si. Mas porque n\u00e3o existe outra forma se queremos ser consequentes como a pr\u00f3pria realidade.<br \/>\nN\u00e3o \u00e0 toa, Paulo Freire foi secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o no governo de Lu\u00edza Erundina em S\u00e3o Paulo. A sua compreens\u00e3o de transforma\u00e7\u00e3o social tendo a educa\u00e7\u00e3o como motor propulsor parte da ideia de que \u00e9 poss\u00edvel mudar as coisas criando um outro homem a parte do desenvolvimento interno do pr\u00f3prio sistema. Mudemos o homem que mudaremos o mundo! Isso n\u00e3o tem nada de comunista (marxista). E apesar de ele dizer que n\u00e3o \u00e9 idealista, s\u00f3 podemos admitir que sua teoria \u00e9 sim idealista, afinal para ele \u00e9 preciso reformar o homem para reformar a sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, vemos no Brasil um conjunto de debates que tem apaixonado as pessoas e aumentado o grau de polariza\u00e7\u00e3o que vivemos. A educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre os temas que tem gerado mais pol\u00eamica e causado mais rebuli\u00e7o nas m\u00eddias e redes sociais. Em meio aos debates, todos se tornaram grandes especialistas em educa\u00e7\u00e3o, o que tem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":62030,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121],"tags":[5264,5832,5833],"class_list":["post-61814","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-ana-godoi","tag-comunismo-e-paulo-freire","tag-paulo-freire"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/paulo-freire-696x392-1.jpg","categories_names":["Brasil"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61814\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62030"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}