{"id":61237,"date":"2020-08-03T09:50:33","date_gmt":"2020-08-03T11:50:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=61237"},"modified":"2020-08-03T09:50:33","modified_gmt":"2020-08-03T11:50:33","slug":"pindjiquiti-revolucionario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/08\/03\/pindjiquiti-revolucionario\/","title":{"rendered":"Pindjiquiti Revolucion\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><em>Em agosto de 1959, tombavam no Cais de Pindjuguiti mais de 50 trabalhadores \u00e0s m\u00e3os da pol\u00edcia portuguesa, isto por reivindicarem melhores sal\u00e1rios.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: UPRG &#8211; Uni\u00e3o do Proletariado Revolucion\u00e1rio da Guin\u00e9<br \/>\nDesde a segunda metade da d\u00e9cada de 50, que classe trabalhadora Bissau-Guineense vinha enfrentando o regime colonialista de Portugal naquela prov\u00edncia ultramarina, o que levou \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas (nativas) e ditou o fecho das tabernas a partir das 19 horas, afim de evitar encontros de caris pol\u00edtico.<br \/>\nNa verdade, a intoler\u00e2ncia do regime de Salazar e a brutalidade da PIDE (Pol\u00edcia Internacional e de Defesa do Estado) n\u00e3o permitia qualquer tipo de organiza\u00e7\u00e3o, mesmo assim, a classe trabalhadora guineense desafiou tudo e todos, em nome dos interesses superiores, ou seja, em nome de uma Guin\u00e9-Bissau livre de explora\u00e7\u00e3o, da opress\u00e3o e do colonialismo, em suma, em nome de uma Guin\u00e9-Bissau independente.<br \/>\nEm 1956, no dia 6 de mar\u00e7o, os trabalhadores da Casa Gouveia, filial do Grupo CUF (Companhia Uni\u00e3o Fabril) convocaram uma greve no sentido de exigir melhores sal\u00e1rios e o fim de maltratos que a maioria era alvo, nessa manifesta\u00e7\u00e3o, que ocorreu enfrente as instala\u00e7\u00f5es da Casa Gouveia, mais de meia d\u00fazia de trabalhadores foram presos e torturados pelas for\u00e7as coloniais.<br \/>\nVolvidos 3 anos, isto \u00e9, no dia 3 de agosto de 1959, sob a batuta dos empregados da Casa Gouveia, os trabalhadores do porto de Bissau (Pindjiguiti), Estivadores, Marinheiros e Trabalhadores das Docas, avan\u00e7aram para greve, parando toda a atividade no porto. O que enfureceu (Ant\u00f3nio Carreira) o ent\u00e3o administrador do referido porto, pelo que, n\u00e3o demorou em acionar os meios de repress\u00e3o. Naquela tarde, a tropa portuguesa fascista e racista, n\u00e3o hesitou em disparar sobre centenas de trabalhadores indefesos que se encontravam em greve, foi um aut\u00eantico banho de sangue.<br \/>\nDevido ao facto de terem esgotado todas a formas de lutar e de resistir, a classe trabalhadora da Guin\u00e9-Bissau decidiu organizar-se em torno do PAIGC para uma luta armada contra colonialismo na Guin\u00e9 e em Cabo-Verde. Portanto, o pegar nas armas por parte da classe trabalhadora guineense em conjunto com os camponeses, n\u00e3o \u00e9 fruto de um esp\u00edrito guerrilheiro, mas sim, fruto das condi\u00e7\u00f5es objetivas que aquele contexto impunha.<br \/>\nN\u00f3s da UPRG Cassac\u00e1-64, revindicamos esse legado hist\u00f3rico da classe trabalhadora Bissau-Guineense e, exortamos a classe trabalhadora da Guin\u00e9-Bissau a necessidade de se erguer de novo, isto porque, os objetivos dos m\u00e1rtires de Pindjiguiti n\u00e3o foram cumpridos em plenitude, pois, para tal, \u00e9 preciso liquidar o capitalismo na Guin\u00e9, em \u00c1frica e no mundo.<br \/>\nViva aos her\u00f3is de Pindjiguiti.<br \/>\nViva o 3 de agosto revolucion\u00e1rio.<br \/>\nViva a classe trabalhadora da Guin\u00e9-Bissau.<br \/>\nAbaixo ao neocolonialismo e ao capitalismo na Guin\u00e9, em \u00c1frica e no mundo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto de 1959, tombavam no Cais de Pindjuguiti mais de 50 trabalhadores \u00e0s m\u00e3os da pol\u00edcia portuguesa, isto por reivindicarem melhores sal\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":61238,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[4266,140],"tags":[5684,5685,4614,1405],"class_list":["post-61237","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-guine-bissau","category-portugal","tag-cais-de-pindjuguiti","tag-martires-de-pindjuguiti","tag-uprg-guine-bissau","tag-uprg-cassaca-64"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/116906204_1516368245192015_6899048206652789000_n.jpg","categories_names":["Guin\u00e9-Bissau","Portugal"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61237\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}