{"id":61181,"date":"2020-07-29T18:16:03","date_gmt":"2020-07-29T20:16:03","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=61181"},"modified":"2020-07-29T18:16:03","modified_gmt":"2020-07-29T20:16:03","slug":"lesbicas-bissexuais-e-trans-negras-so-a-revolucao-pode-explodir-todos-armarios-que-nos-oprimem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/07\/29\/lesbicas-bissexuais-e-trans-negras-so-a-revolucao-pode-explodir-todos-armarios-que-nos-oprimem\/","title":{"rendered":"L\u00e9sbicas, bissexuais e trans negras: S\u00f3 a revolu\u00e7\u00e3o pode explodir todos arm\u00e1rios que nos oprimem"},"content":{"rendered":"<p><em>O 25 de julho \u00e9 o Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. Entretanto, mais do que um dia de comemora\u00e7\u00f5es, essa data \u00e9 para nunca nos esquecermos da luta da mulher negra contra tudo aquilo que a oprime e a explora, e isso inclui a nossa luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o, marginaliza\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia que atingem aquelas de n\u00f3s que, al\u00e9m de mulheres negras, somos l\u00e9sbicas, bissexuais, transexuais ou transg\u00eanero (LBTs).<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Gisele Sinfroni, de Manaus &#8211; Brasil<br \/>\nHoje, quando a crise econ\u00f4mica se cruza com a crise sanit\u00e1ria, \u00e9 n\u00edtido que o sofrimento tem rosto de mulheres negras, em grande parte da Am\u00e9rica Latina e Caribe. De acordo, por exemplo, com um relat\u00f3rio sobre mulheres afrodescendentes nestas regi\u00f5es, produzido, em 2018, pela Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para Am\u00e9rica Latina e Caribe, 2018, no Brasil, Equador, Costa Rica e Honduras, mulheres negras s\u00e3o mais de 60% da for\u00e7a de trabalho feminina que ocupa os chamados empregos manuais (servi\u00e7o dom\u00e9stico, com\u00e9rcio ambulante, linha de produ\u00e7\u00e3o industrial, etc.), todas as ocupa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o exigem instrumentaliza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ou diploma universit\u00e1rio.<br \/>\nUma situa\u00e7\u00e3o que muito tem contribu\u00eddo para que, aqui no Brasil, como no resto do mundo, negros (e particularmente as mulheres negras) sejam os que, ao mesmo tempo, estejam mais expostos ao coronav\u00edrus, os que menos t\u00eam acesso ao tratamento e, consequentemente, os que mais morrem. E o que foi constado, por exemplo, pele rede CNN, em 5 de junho: negros representam 57% dos mortos pela doen\u00e7a enquanto brancos s\u00e3o 41% dos mortos. Em outras palavras, para cada dez brancos que morrem v\u00edtimas da Covid-19 no Brasil, morrem 14 negros.<br \/>\n<strong>LBTs: opress\u00f5es combinadas, viol\u00eancia sem limites<\/strong><br \/>\nEssa situa\u00e7\u00e3o se agrava na medida em que a explora\u00e7\u00e3o de classe e a opress\u00e3o racial se combinam com outras opress\u00f5es, tamb\u00e9m funcionais para o capitalismo, como o machismo, a orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00eanero.<br \/>\nEssa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual, n\u00f3s mulheres negras LBTs, somos as que ocupam, em enorme quantidade, as prec\u00e1rias PAs (posi\u00e7\u00f5es de atendimentos) dos\u00a0callcenters, ganhando um m\u00edsero sal\u00e1rio. Como \u00e9 pelo mesmo motivo que no Brasil, maior pa\u00eds negro fora da \u00c1frica, s\u00e3o as jovens negras LBTs as que mais sofrem com a viol\u00eancia LGBTf\u00f3bica.<br \/>\n\u00c9 verdade que a viol\u00eancia atinge toda comunidade LGBT. Basta citar uma pesquisa rec\u00e9m-publicada e organizada pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e uma s\u00e9rie de outras institui\u00e7\u00f5es, em base aos dados do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), que revelou que a cada uma hora um LGBT (incluindo, a\u00ed, os homens gays, bis e trans) \u00e9 agredido no Brasil. Entre 2015 e 2017, foram 24.564 notifica\u00e7\u00f5es; um n\u00famero reconhecidamente muito abaixo da realidade, mas, mesmo assim, que leva a uma m\u00e9dia de mais de 22 notifica\u00e7\u00f5es por dia.<br \/>\nMas tamb\u00e9m \u00e9 um fato que num pa\u00eds que legitimou a viol\u00eancia racista durante s\u00e9culos de escravid\u00e3o, tamb\u00e9m entre n\u00f3s, LGBTs, ser negro ou negra faz diferen\u00e7a. Ainda segundo a pesquisa, mais da metade das agress\u00f5es foram cometidas contra pessoas\u00a0 negras \u2013 as brancas corresponderam a 41,4% e as que se declararam amarelas ou \u00edndias, 1,8%. E, tamb\u00e9m neste caso, considera-se que a porcentagem de negros(as) agredidos deva ser muito maior, pois \u00e9 evidente que h\u00e1 uma enorme diferen\u00e7a entre um homem gay branco de classe m\u00e9dia denunciar e procurar socorro m\u00e9dico em caso de agress\u00e3o, quando comparado a uma travesti ou trans negra da periferia (que, mesmo assim, no levantamento, corresponderam a 46% das v\u00edtimas).<br \/>\nJ\u00e1 de acordo com o\u00a0\u00a0Mapa de Viol\u00eancia de G\u00eanero, entre 2014 e 2017, 16.777 mulheres negras, l\u00e9sbicas ou bissexuais sofreram algum tipo de viol\u00eancia, algo que representa 47% do total dos ataques contra as mulheres LBTs no pa\u00eds. Al\u00e9m disso, h\u00e1, ainda, a situa\u00e7\u00e3o de barb\u00e1rie na qual sobrevivem as mulheres negras transexuais, as quais, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais, s\u00e3o obrigadas, em 90% dos casos, e por motivos de pura sobreviv\u00eancia, a se submeterem \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, sofrendo a viol\u00eancia constante da pol\u00edcia e da cafetinagem.<br \/>\n<strong>\u201cNo sentido mais profundo, o capitalismo \u00e9 o problema\u201d<\/strong><br \/>\nEsse subt\u00edtulo foi emprestado do artigo \u201cCapitalismo e identidade gay\u201d, de John D\u2019Emilio. E \u00e9 exatamente isto que n\u00f3s, mulheres negras LBTs do PSTU, que reivindicamos o marxismo, entendemos. Essas opress\u00f5es n\u00e3o podem ser plenamente entendidas em si mesmas, sen\u00e3o por meio do cord\u00e3o hist\u00f3rico que as une, e que, todos os dias, tenta nos estrangular.<br \/>\nPrimeiro, porque n\u00e3o cabemos nem mesmo no padr\u00e3o do \u201cempoderamento\u201d proposto pela burguesia, os reformistas e as correntes p\u00f3s-modernas. E, tampouco, no perfil heteronormativo imposto pela sociedade. E o cord\u00e3o hist\u00f3rico que une a explora\u00e7\u00e3o e as opress\u00f5es que nos matam \u00e9 justamente a maneira como a mulher africana e suas descendentes foram inseridas nas sociedades latino-americanas.<br \/>\nNa medida em que para se estruturar, o capital recorreu ao racismo como organizador social dos pa\u00edses latino-americanos, ele teve que negar qualquer aspecto de humanidade aos negros e negras. Tentaram apagar ou estigmatizar as m\u00faltiplas formas de religiosidade, afeto e sexualidade, reconhecidas e permitidas nas antigas e sofisticadas sociedades africanas.<br \/>\nEm outras palavras, para escravizar nossos antepassados, o capital tentou destruir nossa humanidade em sua totalidade. Mas no caso da mulher negra isso foi ainda mais brutal, justamente pelo lugar que a mulher escravizada ocupou na edifica\u00e7\u00e3o dessas sociedades.<br \/>\nSe no passado a fun\u00e7\u00e3o da mulher escravizada era gerar a principal mercadoria do mundo colonial, ou seja, outros escravos que seriam aproveitados nas grandes planta\u00e7\u00f5es de cana de a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o, caf\u00e9, tabaco, etc. No presente, a fun\u00e7\u00e3o social que o capitalismo delega \u00e0 mulher negra \u00e9 de reprodutora de uma vasta m\u00e3o-de-obra de reserva, uma m\u00e3o-de-obra desempregada ou subempregada, que sobrevive nas periferias das grandes cidades, e cuja exist\u00eancia para a burguesia serve exclusivamente para rebaixar o valor da for\u00e7a de trabalho.<br \/>\n\u00c9 por isso que o capital precisa dominar pela viol\u00eancia e pela ideologia os corpos das meninas e mulheres negras, nos negando os aspectos mais elementares: o direito \u00e0 livre sexualidade, o direito \u00e0 identidade de g\u00eanero e o direito ao afeto, de amarmos e sermos amadas.<br \/>\n\u00c9 por essa raz\u00e3o tamb\u00e9m que a LGBTfobia e, sobretudo, a transfobia atinge a nossa ra\u00e7a e nossa classe social de modo muito mais violento, pois ela sintetiza a explora\u00e7\u00e3o, o machismo e o racismo, basta ver a situa\u00e7\u00e3o das mulheres negras trans, que por n\u00e3o se encaixarem nem mesmo na condi\u00e7\u00e3o de reprodutoras de m\u00e3o de obra, s\u00e3o marginalizadas, invisibilizadas em todos os \u00e2mbitos sociais e em m\u00e9dia assassinadas com requinte de crueldade antes de completar 35 anos de idade.<br \/>\n<strong>Qual \u00e9 o \u201cpoder\u201d que pode nos libertar?<\/strong><br \/>\nSe partimos do entendimento que tudo o que nos oprime, como mulheres negras LBTs latino-americanas e caribenhas tem origem na explora\u00e7\u00e3o capitalista, temos duas tarefas.<br \/>\nA primeira \u00e9 desmistificarmos as sa\u00eddas apresentadas pela burguesia e por teorias supostamente democr\u00e1ticas, como a do \u201cempoderamento\u201d, que pregam uma sa\u00edda individual, por dentro do sistema capitalista, mais especificamente atrav\u00e9s do consumo, quando, na realidade, o problema \u00e9 coletivo e provocado pelo pr\u00f3prio capitalismo, no qual nunca ser\u00e1 garantido \u00e0s LGBTS pobres e negras o lugar de consumidoras, pois nosso lugar social est\u00e1 historicamente delimitado nesse sistema enquanto mera for\u00e7a de trabalho desumanizada.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o \u201cempoderamento\u201d burgu\u00eas parte do pressuposto de que um indiv\u00edduo oprimido deve ocupar um \u201clugar de poder\u201d, ignorando que este tipo de lugar, nesse atual sistema, \u00e9 justamente para reproduzir a explora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o hesitar em recorrer \u00e0s opress\u00f5es, sejam essas de g\u00eanero, ra\u00e7a ou orienta\u00e7\u00e3o sexual, se isso garantir melhor a domina\u00e7\u00e3o da burguesia.<br \/>\nMas, aqui, cabe tamb\u00e9m, uma segunda tarefa, t\u00e3o fundamental contra a primeira: unificar a luta contra a opress\u00e3o, que n\u00f3s mulheres negras sofremos, com as lutas gerais de toda a classe trabalhadora, inserindo-a definitivamente em cada batalha que travamos contra o capital, desnaturalizando a invisibilidade presente nos partidos e movimentos dos trabalhadores, e inserindo-a realmente em nosso programa estrat\u00e9gico, isto \u00e9, na tomada do poder pela classe oper\u00e1ria.<br \/>\nAfinal, se n\u00f3s marxistas compreendemos que a LGBTfobia, que se abate de forma particular contra as mulheres negras, \u00e9 s\u00edntese macabra da combina\u00e7\u00e3o entre a explora\u00e7\u00e3o, machismo e racismo, temos tamb\u00e9m o dever revolucion\u00e1rio de combat\u00ea-la, agora e cotidianamente, no seio da classe trabalhadora e com a classe trabalhadora, caso contr\u00e1rio estaremos construindo um projeto de sociedade incompleto, que jamais merecer\u00e1 ser chamado de socialista.<br \/>\n<div id=\"attachment_61182\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-61182\" class=\"size-full wp-image-61182\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06.jpeg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06.jpeg 1200w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06-300x200.jpeg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06-768x512.jpeg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06-150x100.jpeg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06-696x464.jpeg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-23-at-14.12.06-1068x712.jpeg 1068w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-61182\" class=\"wp-caption-text\">Marsha P. Jonhson e Sylvia Rivera na Parada do Orgulho LGBT em NY, 1978<\/p><\/div><br \/>\nNa revolu\u00e7\u00e3o que n\u00f3s, mulheres negras, l\u00e9sbicas, bissexuais e trans da classe trabalhadora faremos estar\u00e1 vivo o esp\u00edrito da Rebeli\u00e3o de Stonewall, quando as primeiras pedras jogadas contra a pol\u00edcia opressora foram lan\u00e7adas por gente como Marsha P. Johnshon e a latina Sylvia Rivera, ambas mulheres negras. Na Revolu\u00e7\u00e3o Socialista que faremos, junto com a classe oper\u00e1ria, n\u00e3o apenas derrubaremos o Estado burgu\u00eas, mas explodiremos todos os arm\u00e1rios que nos oprimem.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 25 de julho \u00e9 o Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. Entretanto, mais do que um dia de comemora\u00e7\u00f5es, essa data \u00e9 para nunca nos esquecermos da luta da mulher negra contra tudo aquilo que a oprime e a explora, e isso inclui a nossa luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o, marginaliza\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":61183,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[5620,121,238,3493,3501],"tags":[5619,5643,5656,5557,5657,5658,5659,5660],"class_list":["post-61181","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-latina","category-brasil","category-lgbt","category-mulheres","category-negras-os","tag-25-de-julho","tag-25j","tag-dia-internacional-da-mulher-afro-latino-americana-e-caribenha","tag-gisele-sinfroni","tag-mulheres-bissexuais","tag-mulheres-lesbicas","tag-mulheres-transexuais","tag-mulheres-transgenero"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/47279389182_e1c30c767c_k.jpg","categories_names":["Am\u00e9rica Latina","Brasil","LGBT","Mulheres","Negras\/os"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61181"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61181\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}