{"id":61172,"date":"2020-07-29T17:46:12","date_gmt":"2020-07-29T19:46:12","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=61172"},"modified":"2020-07-29T17:46:12","modified_gmt":"2020-07-29T19:46:12","slug":"a-luta-das-mulheres-haitianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/07\/29\/a-luta-das-mulheres-haitianas\/","title":{"rendered":"A luta das mulheres haitianas"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cNenhum povo pode ser livre se oprime outro povo\u201d<\/em><br \/>\n<em>Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido pelo pseud\u00f4nimo L\u00eanin<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Sabrina Luz, da Coordena\u00e7\u00e3o Estadual da Educa\u00e7\u00e3o do PSTU-RJ e Dayse Oliveira, da Secretaria Nacional de Negras e Negros do PSTU<br \/>\nNeste 25 de julho comemoramos o Dia Latino-americano e Caribenho das Mulheres Negras, e no Brasil homenageamos a l\u00edder quilombola Tereza de Benguela. Neste contexto, se faz necess\u00e1rio um balan\u00e7o da ocupa\u00e7\u00e3o militar brasileira no Haiti, que teve como marca os ataques aos Direitos Humanos, principalmente \u00e0s mulheres negras e suas crian\u00e7as.<br \/>\nO Haiti \u00e9 um pa\u00eds sem \u00e1gua e luz el\u00e9trica. Tudo \u00e9 feito na rua. As escolas e os hospitais foram todos privatizados. O \u00fanico hospital n\u00e3o privatizado que existe \u00e9 um hospital de caridade. At\u00e9 as praias foram privatizadas! O Haiti mostra o projeto que o imperialismo e a burguesia tem para o Brasil e toda Am\u00e9rica Latina.<br \/>\nA ocupa\u00e7\u00e3o militar no Haiti, que durou 13 anos e teve o bra\u00e7o militar comandado pelo Ex\u00e9rcito brasileiro, enviou 37,5 mil militares ao pa\u00eds caribenho durante o per\u00edodo de Lula (2004) a Temer (2017), passando inclusive pelo governo Dilma. Demonstrou como o machismo e o racismo, assim como a LGBTfobia, s\u00e3o caracter\u00edsticas da opress\u00e3o imperialista e foi utilizado de forma brutal pelos soldados da Miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Estabiliza\u00e7\u00e3o no Haiti (Minustah).<br \/>\nO Haiti \u00e9 um Estado caribenho que foi a principal col\u00f4nia francesa das Am\u00e9ricas. O pa\u00eds tem uma hist\u00f3ria importante, que influenciou a luta negra no Brasil e no mundo. No Haiti, a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos ocorreu em 1789, o que s\u00f3 aconteceu no Brasil em 1888, e a independ\u00eancia foi conquistada em 1804, ao fim da Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana, iniciada em 1791. Ap\u00f3s se tornar a primeira rep\u00fablica negra das Am\u00e9ricas, o pa\u00eds foi obrigado a pagar uma alta indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 Fran\u00e7a, que n\u00e3o ficou contente ao perder sua lucrativa col\u00f4nia. Al\u00e9m disso, o Haiti sofreu com uma ocupa\u00e7\u00e3o por parte dos Estados Unidos, que durou de 1915 a 1934. Segundo o ent\u00e3o presidente norte-americano, Woodrow Wilson, a interven\u00e7\u00e3o objetivava proteger interesses estadunidenses e estrangeiros no local.<br \/>\nA popula\u00e7\u00e3o haitiana lutava contra a ocupa\u00e7\u00e3o imperialista em seu pa\u00eds quando Bush terceirizou o servi\u00e7o sujo para o governo brasileiro liderado naquele momento por Lula, que aceitou reprimir um pa\u00eds irm\u00e3o cumprindo mais uma vez o papel de submetr\u00f3pole no continente latino. Para o imperialismo norte-americano, as tropas de ocupa\u00e7\u00e3o no Haiti garantiriam a continuidade da explora\u00e7\u00e3o das 18 zonas francas, assim como a explora\u00e7\u00e3o das oper\u00e1rias das maquiladoras. Para o Brasil liderar as tropas da Minustah significaria alcan\u00e7ar o objetivo do governo brasileiro de ocupar uma cadeira no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, algo que n\u00e3o ocorreu.<br \/>\nO balan\u00e7o do papel do governo brasileiro no Haiti \u00e9 extremamente negativo quando ajudou os EUA a explorar ainda mais esse pa\u00eds, deixando profundas marcas de abusos e destrui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m dos 37 mil soldados, o governo brasileiro gastou cerca de R$ 2,5 bilh\u00f5es com as tropas de ocupa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, a ajuda humanit\u00e1ria e econ\u00f4mica prometida pela miss\u00e3o de paz nunca chegou.<br \/>\nAntes mesmo que o Haiti se recuperasse do terremoto, o furac\u00e3o Matthew, tido como a maior tempestade caribenha em nove anos, arrasou a ilha em outubro de 2016. Mais de um milh\u00e3o de pessoas foram afetadas e mais de mil foram mortas. Em 2010, logo ap\u00f3s o terremoto, um surto de c\u00f3lera se espalhou pelo Haiti. Uma investiga\u00e7\u00e3o da ONU apontou que a doen\u00e7a \u2013 que causou 4,5 mil mortes \u2013 fora trazida ao pa\u00eds por tropas do Nepal. A mesma investiga\u00e7\u00e3o indicou falhas nas condi\u00e7\u00f5es de saneamento dos acampamentos da Minustah que permitiram que o principal rio da regi\u00e3o fosse contaminado. Atualmente, os crimes de agress\u00f5es aos Direitos Humanos seguem impunes e silenciados pela ONU e os pa\u00edses que ocupam o Conselho de Seguran\u00e7a desta organiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO papel realizado pelo governo do PT de avan\u00e7ar a pol\u00edtica de transformar o Brasil em semicol\u00f4nia do imperialismo \u00e9 aprofundado atualmente com Bolsonaro, o \u201cPresidente Cloroquina\u201d que segue a cartilha negacionista e ultradireita de Trump dos EUA. A pol\u00edtica militarista do governo anterior continua. Por exemplo, na \u00e9poca da ocupa\u00e7\u00e3o militar no Haiti, o comandante da Minustah era o general brasileiro Augusto Heleno, hoje ministro-chefe do Gabinete de Seguran\u00e7a Institucional (GSI), respons\u00e1vel pela \u201cintelig\u00eancia\u201d do governo Bolsonaro. N\u00f3s do PSTU realizamos a campanha pelo \u201cFora as Tropas do Haiti\u201d e hoje refor\u00e7amos o chamado pelo \u201cFora Bolsonaro e Mour\u00e3o j\u00e1!\u201d. Contra a volta da ditadura e em defesa das liberdades democr\u00e1ticas e a vida hoje amea\u00e7ada mais que nunca no pa\u00eds.<br \/>\nMulheres haitianas na luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o imperialista<br \/>\n<div id=\"attachment_61175\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-28-at-11.38.00.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-61175\" class=\"size-full wp-image-61175\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-28-at-11.38.00.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-28-at-11.38.00.jpeg 800w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-28-at-11.38.00-300x199.jpeg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-28-at-11.38.00-768x509.jpeg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-28-at-11.38.00-150x99.jpeg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-28-at-11.38.00-696x461.jpeg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-61175\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Wladmir Aguiar, delega\u00e7\u00e3o da Conlutas no Haiti em 2006<\/p><\/div><br \/>\nEm 2006, a Conlutas esteve ao Haiti e, junto com o Batay Ouvriye (Batalha Oper\u00e1ria, organiza\u00e7\u00e3o sindical e popular do pa\u00eds) elaboramos um relat\u00f3rio das agress\u00f5es aos Direitos Humanos, inclusive a partir de den\u00fancias de agress\u00f5es f\u00edsicas e estupros por parte dos soldados da ONU dentro e fora das Zonas Francas.<br \/>\nA ocupa\u00e7\u00e3o imperialista, desde o primeiro momento, agiu para explorar e oprimir as haitianas que eram 80% da m\u00e3o de obra nas maquiladoras, e ganham o mais baixo sal\u00e1rio do continente americano. Os soldados reprimiam movimentos de greves dentro e fora das f\u00e1bricas, assim como a luta por melhores sal\u00e1rios reivindicado pelas oper\u00e1rias. O relat\u00f3rio foi entregue ao governo haitiano de Ren\u00ea Preval e divulgado amplamente como forma de campanha pela retirada imediata das tropas brasileiras nesse pa\u00eds irm\u00e3o.<br \/>\nA ONU \u00e9 um organismo militar internacional que age a servi\u00e7o do capital, como na cria\u00e7\u00e3o artificial de Israel, altamente militarizado e opressor em rela\u00e7\u00e3o ao povo palestino. Com o discurso de \u201cMiss\u00e3o de Paz\u201d ocupa pa\u00edses e territ\u00f3rios estrat\u00e9gicos, como na ocupa\u00e7\u00e3o do Iraque visando o controle das reservas de petr\u00f3leo, imp\u00f5e governos subservientes ao imperialismo e segue a explora\u00e7\u00e3o dos recursos humanos e materiais, como as florestas, min\u00e9rios, etc. Deixa as multinacionais e os pa\u00edses ricos mais ricos, e os pa\u00edses pobres mais pobres. Os crimes da ONU est\u00e3o vindo \u00e0 tona.<br \/>\n\u201cA menina, de sete anos, nos disse que fez sexo oral em soldados franceses em troca de uma garrafa de \u00e1gua e um pacote de\u00a0biscoitos.\u201d O relato da crian\u00e7a citada acima faz parte das muitas den\u00fancias de crimes sexuais cometidos por soldados e funcion\u00e1rios da ONU nos \u00faltimos anos. O depoimento foi registrado por membros da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da organiza\u00e7\u00e3o Code Blue. Diversas tamb\u00e9m foram as den\u00fancias de estupro e abusos por parte de capacetes azuis, que chegavam a oferecer alimentos em troca de sexo. Uma reportagem do Estad\u00e3o aponta que, entre 2004 e 2016, a ONU registrou 150 den\u00fancias de abuso sexual contra soldados estrangeiros atuando na Minustah, incluindo brasileiros, nigerianos, uruguaios e paquistaneses.<br \/>\nRosilene Wansetto, coordenadora da Rede Jubileu Sul, afirmou que \u201co fim da Minustah j\u00e1 vem tarde. H\u00e1 v\u00e1rias den\u00fancias neste sentido de mulheres violentadas ou levadas \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o. Inclusive h\u00e1 filhos de agentes da for\u00e7a de paz n\u00e3o reconhecidos.<br \/>\nMais de 200 mulheres haitianas e cerca de 2 mil mulheres pelo mundo relataram abusos sexuais sofridos por membros das for\u00e7as de paz das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) . Com o fim de miss\u00f5es e a repatria\u00e7\u00e3o dos soldados, as haitianas foram deixadas para tr\u00e1s com mais de 300 filhos abandonados, lutando contra a pobreza, o estigma social e a maternidade solo. Os dados s\u00e3o de um estudo acad\u00eamico de duas pesquisadoras publicado em 2019 no site The Conversation. At\u00e9 o momento, a impunidade e o sil\u00eancio da ONU encobrem os crimes cometido pelos soldados, inclusive envolvendo o alto escal\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas. O discurso de Miss\u00e3o de Paz \u00e9, na verdade, a guerra e a viol\u00eancia contra os povos onde as mulheres negras s\u00e3o as maiores v\u00edtimas.<br \/>\n<strong>Brasil se abst\u00e9m em vota\u00e7\u00e3o na ONU contra discrimina\u00e7\u00e3o de mulheres<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Bolsonaro se absteve na vota\u00e7\u00e3o de um relat\u00f3rio do Conselho de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas que tinha como objetivo estabelecer par\u00e2metros para eliminar o preconceito e criar iniciativas para reduzir os impactos da pandemia sobre as mulheres. J\u00e1 existem inclusive den\u00fancias contra Bolsonaro feita pelas mulheres brasileiras \u00e0 ONU. As den\u00fancias de agress\u00f5es aos Direitos Humanos no Haiti e no mundo colocam em xeque o papel da ONU e do imperialismo. Precisamos defender puni\u00e7\u00e3o a todos os violadores dos Direitos Humanos, fortalecer a luta das mulheres haitianas e de todo o mundo que lutam contra a viol\u00eancia machista que \u00e9 a face mais brutal da barb\u00e1rie capitalista. \u00c9 preciso desmascarar a ONU em uma campanha internacional contra as ocupa\u00e7\u00f5es imperialistas.<br \/>\nO Brasil segue sendo semicol\u00f4nia em rela\u00e7\u00e3o ao imperialismo, subserviente ainda mais com o governo entreguista de Bolsonaro que, inclusive, vende nossas riquezas como a Amaz\u00f4nia ou a Petrobr\u00e1s para as multinacionais. Por isso \u00e9 urgente o Fora Bolsonaro e Mour\u00e3o j\u00e1! Nosso pa\u00eds tamb\u00e9m cumpre lamentavelmente o papel de submetr\u00f3pole, impondo sua pol\u00edtica a pa\u00edses mais pobres como, por exemplo, no Paraguai com \u201cacordos\u201d que se mant\u00e9m desde a ditadura acerca da energia gerada pela hidrel\u00e9trica de Itaipu que desfavorece mais esse pa\u00eds irm\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 preciso a unidade dos povos latinos para juntos destruirmos a pol\u00edtica do imperialismo no nosso territ\u00f3rio e construirmos uma Am\u00e9rica Latina e um mundo socialista que respeite todas as nacionalidades, libertando a humanidade da opress\u00e3o e da explora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nRefer\u00eancias<br \/>\nhttps:\/\/brasil.elpais.com\/internacional\/2019-12-27\/os-filhos-abandonados-da-onu-no-haiti.html<br \/>\nhttps:\/\/nacoesunidas.org\/<br \/>\n:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2016\/03\/sexo-oral-por-biscoitos-as-denuncias-de-abuso-sexual-contra-soldados-e-funcionarios-da-onu.html<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNenhum povo pode ser livre se oprime outro povo\u201d Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido pelo pseud\u00f4nimo L\u00eanin<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":61176,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121,2101,103,3493,3501],"tags":[5653,105,5654,4114,5655,5381],"class_list":["post-61172","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-especial-haiti","category-haiti","category-mulheres","category-negras-os","tag-dayse-oliveira","tag-minustah","tag-mulheres-haiti","tag-ocupacao-militar-haiti","tag-sabrina-luz","tag-secretaria-negras-os-pstu-b"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mulheres-haitianas-696x463-1.jpg","categories_names":["Brasil","Especial Hait\u00ed","Haiti","Mulheres","Negras\/os"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61172\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61176"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}