{"id":61169,"date":"2020-07-29T09:42:49","date_gmt":"2020-07-29T11:42:49","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=61169"},"modified":"2020-07-29T09:42:49","modified_gmt":"2020-07-29T11:42:49","slug":"o-assassinato-de-george-floyd-percorre-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/07\/29\/o-assassinato-de-george-floyd-percorre-o-mundo\/","title":{"rendered":"O assassinato de George Floyd percorre o mundo"},"content":{"rendered":"<p><em>A morte de George Floyd nas m\u00e3os da pol\u00edcia dos Estados Unidos est\u00e1 sendo uma alavanca para que ocorram mobiliza\u00e7\u00f5es contra o racismo e a viol\u00eancia policial em todo o mundo.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Am\u00edlcar Costa, de Paris<br \/>\nNa Europa h\u00e1 racismo e explora\u00e7\u00e3o h\u00e1 s\u00e9culos, fruto da escravid\u00e3o e segrega\u00e7\u00e3o. Que continua nos dias de hoje. Em 2005 Oury Jalloh, um requerente de ref\u00fagio de Serra Leoa, foi queimado vivo amarrado a um colch\u00e3o em sua cela na delegacia de pol\u00edcia em Dessau, na Alemanha. Em 2011, em Londres, o negro Mark Duggan, foi baleado e morto pela pol\u00edcia. Em Portugal assistimos as repress\u00f5es policiais nos bairros do Jamaica e Cova da Moura<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> e agora a recente tentativa por parte da pol\u00edcia de encobrir o assassinato por motivos racistas do artista de Bruno Cande. Desde 1990 se calcula que pelo menos 159 n\u00e3o brancos morreram sob cust\u00f3dia policial ou por balas policiais na Europa<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<br \/>\nNa Fran\u00e7a a lista de mortos sob cust\u00f3dia policial \u00e9 bastante grande: Adama Traore, Amine Bentounsi, Lamine Dieg, Gueye Camara, Salom e Matisse em Lille &#8230;&#8230;.. Onde est\u00e3o ocorrendo as maiores manifesta\u00e7\u00f5es contra a repress\u00e3o policial racista.<br \/>\nComo em v\u00e1rios pa\u00edses do continente, dezenas de milhares de manifestantes foram \u00e0s ruas em Roma, Berlim, Hamburgo, Frankfurt, Londres e Paris. Em Londres com c\u00e2nticos como: &#8220;<em>O Reino Unido n\u00e3o \u00e9 inocente<\/em>&#8220;; em Bristol os manifestantes tombaram a est\u00e1tua do traficante de escravos Edward Colston; na Alemanha quase 100 pessoas foram presas em manifesta\u00e7\u00f5es antirracistas, das quais participaram cerca de 15.000 pessoas.<br \/>\nNa Fran\u00e7a os primeiros protestos reuniram 20.000 pessoas diante do Tribunal de Grandes Inst\u00e2ncias e na Pra\u00e7a de la R\u00e9publique, em Paris, apesar de proibidas pelo governo. No s\u00e1bado dia 18 de julho, os manifestantes voltaram \u00e0s ruas para marcar os quatro anos da morte de Adama Traor\u00e9 em Beaumont-sur-Oise, sub\u00farbio ao sul de Paris.<br \/>\nAdama Traor\u00e9, com 24 anos, morreu em uma delegacia nos arredores de Paris, cerca de duas horas depois de ser preso, a investiga\u00e7\u00e3o judicial concluiu que ele sofria de uma doen\u00e7a card\u00edaca pr\u00e9-existente, que teria causado sua morte. Mas um relat\u00f3rio de peritos independentes, contratados pela fam\u00edlia, concluiu que ele morreu devido ao peso dos tr\u00eas policiais que o mantiveram de bru\u00e7os, pressionando o corpo do jovem, durante a opera\u00e7\u00e3o de deten\u00e7\u00e3o. No plano judici\u00e1rio, ju\u00edzes pediram recentemente novas investiga\u00e7\u00f5es e um novo parecer de m\u00e9dicos belgas.<br \/>\nO efeito Floyd amplificou a causa de Adama Traor\u00e9. Neste atual protesto levavam faixas com frases como \u201c<em>deixem-nos respirar<\/em>\u201d ou \u201c<em>sem justi\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 paz<\/em>\u201d.<br \/>\nA burguesia francesa considerou a manifesta\u00e7\u00e3o \u201c<em>Inadmiss\u00edvel<\/em>\u201d, atrav\u00e9s de seu porta-voz senador Bruno Retailleau, alegando que os agrupamentos de mais de dez pessoas est\u00e3o proibidos por causa da crise sanit\u00e1ria, e o governo a proibiu alegando a pandemia. Jornalistas e pol\u00edticos tentaram desacreditar o movimento, evocando um car\u00e1ter &#8220;segregacionista&#8221; e n\u00e3o-universal. Mas esta estrat\u00e9gia vergonhosa se deparou com a extens\u00e3o pol\u00edtica e a dimens\u00e3o do movimento, uma vez que at\u00e9 organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas, como \u201cAlternatiba\u201d, tamb\u00e9m convocaram a manifesta\u00e7\u00e3o, e seu representante declarou: &#8220;&#8221;<em>A luta clim\u00e1tica tamb\u00e9m denuncia o sistema de opress\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o. A ecologia deve ser social, popular e solid\u00e1ria<\/em>&#8220;. Os coletes amarelos tamb\u00e9m estavam presentes. <strong>Diante do racismo social da burguesia, todos os componentes do movimento social que sofrem da viol\u00eancia policial se uniram neste dia<\/strong>.<br \/>\nQuando os manifestantes come\u00e7avam a se dispersar, aconteceram confrontos com a pol\u00edcia, que respondeu com balas de borracha e bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eanio. Os manifestantes sa\u00edram pelas ruas vizinhas, ergueram e incendiaram barricadas. Dezoito pessoas foram presas e o ministro do Interior, Christopher Castaner parabenizou as for\u00e7as de seguran\u00e7a.<br \/>\n<strong>Frente a crise a burguesia prop\u00f5e mudan\u00e7as cosm\u00e9ticas<\/strong><br \/>\nMembros do Partido Democrata no Congresso dos EUA, frente a crise desencadeada pelas manifesta\u00e7\u00f5es multitudin\u00e1rias, apresentaram ao debate um projeto de lei para reformar o sistema policial, com propostas m\u00ednimas que n\u00e3o mudam a ess\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o. O Conselho Comunal de Minneapolis foi mais longe e votou desmantelar a estrutura da pol\u00edcia e reconstruir a corpora\u00e7\u00e3o baseado em um modelo comunit\u00e1rio, que seria um \u201c<em>novo modelo de seguran\u00e7a p\u00fablica<\/em>&#8220;.<br \/>\nNa Fran\u00e7a a pol\u00edcia francesa \u00e9 brutal na repress\u00e3o aos setores mais pobres da sociedade particularmente: negros e imigrantes. O que gera repudio social.<br \/>\nPor isso o presidente Emmanuel Macron (que havia tirado uma foto em janeiro contra a viol\u00eancia policial na visita ao Festival del C\u00f3mic de Angulema) e o ministro Christophe Castaner anunciaram reformas cosm\u00e9ticas e hip\u00f3critas, tais como a puni\u00e7\u00e3o de agentes que cometeram atos discriminat\u00f3rios ou falarem palavras discriminat\u00f3rias; a proibi\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de imobiliza\u00e7\u00e3o por estrangulamento, enquanto &#8220;a t\u00e9cnica do est\u00f4mago\u201d (planquage ventral)<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, que tem os mesmos efeitos, permanece. Anunciaram tamb\u00e9m o refor\u00e7o do uso de c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas para filmar as opera\u00e7\u00f5es prisionais nas ruas.<br \/>\nAs propostas apresentadas por estes setores burgueses imperialistas s\u00e3o somente, na verdade, uma \u201ccortina de fuma\u00e7a\u201d no sentido de manter a ess\u00eancia do papel da pol\u00edcia como um instrumento de repress\u00e3o de classe que tem o objetivo de conter as mobiliza\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs rec\u00e9m eleitos \u201cVerdes\u201d vitoriosos nas elei\u00e7\u00f5es municipais est\u00e3o garantindo a manuten\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o policial em suas cidades, como anunciou Gr\u00e9gory Doucet, de \u201cEuropa Ecologia Os Verdes\u201d, eleito prefeito de Lyon, e a franco-tunisiana Yasmine Bouagga.<br \/>\nOrganiza\u00e7\u00f5es reformistas e centristas como o NPA ( Nouveau Parti Anticapitalista) apresentam a proposta de <a href=\"https:\/\/www.npa2009.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> \u201c<\/a><a href=\"https:\/\/www.npa2009.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Dissolu\u00e7\u00e3o do BAC! Desarme a pol\u00edcia<\/em><\/a><a href=\"https:\/\/www.npa2009.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">!\u201d<\/a><a href=\"https:\/\/www.npa2009.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[4]<\/a><a href=\"https:\/\/www.npa2009.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">,<\/a> sem nada pela positiva e sem apontar no sentido estrat\u00e9gico da divis\u00e3o para destrui\u00e7\u00e3o destes aparatos de repress\u00e3o, como instrumentos da classe burguesa, e construir novos organismos que sejam controlados pela classe trabalhadora. Deixando a classe desprotegida, tanto frente a a\u00e7\u00e3o repressiva do Estado, como do crime organizado e dos aparelhos paramilitares e as mil\u00edcias burguesas.<br \/>\nA dissolu\u00e7\u00e3o dos corpos mais brutais e odiados da Pol\u00edcia sem um plano de controle por parte das entidades dos movimentos sociais poderia favorecer, inclusive, a forma\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias de extrema-direita.<br \/>\n<strong>O Estado de repress\u00e3o na Fran\u00e7a<\/strong><br \/>\nA Pol\u00edcia Nacional possui 150.000 agentes e a gendarmaria 100.000, o que significa que os principais aparatos de repress\u00e3o contam com 250.000 pessoas. A pol\u00edcia \u00e9 chefiada pela Dire\u00e7\u00e3o Geral da Pol\u00edcia Nacional (DGNP), cujo diretor \u00e9 nomeado pelo Presidente da Rep\u00fablica e se reporta ao Minist\u00e9rio do Interior.<br \/>\nAo n\u00e3o existir estad\u00edsticas \u00e9tnicas, como em v\u00e1rios pa\u00edses do velho continente, \u00e9 dif\u00edcil apresentar os n\u00fameros. Mas estudos demonstram dados deste racismo institucional, por exemplo nas pris\u00f5es pr\u00f3ximas de Paris \u201c<em>negros e \u00e1rabes representam dois ter\u00e7os dos presos e mais de tr\u00eas quartos dos menores de 30 anos<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, 80% de jovens negros ou \u00e1rabes j\u00e1 passaram por algum controle policial<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> principalmente nos \u2018banlieues\u2019 [bairros do extra-radio urbano].<br \/>\nA juventude destes bairros \u00e9 ainda mais reprimida, alvo da pol\u00edcia diariamente. Controle facial, insultos e racismo s\u00e3o banalizados.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. A viol\u00eancia do estado mata nos bairros jovens e trabalhadores, muitos dos quais est\u00e3o nas pris\u00f5es, ou sob cust\u00f3dia policial, por pequenos furtos, enquanto l\u00edderes pol\u00edticos e chefes de Estado corruptos est\u00e3o livres ou gozam de benef\u00edcios legais. \u00c9 emblem\u00e1tico o exemplo de Sarkozy autorizado a interromper sua cust\u00f3dia policial para ir a jantares e dormir em casa.<br \/>\nH\u00e1 uma repress\u00e3o grande aos movimentos sociais, geralmente violentas, baseadas nos \u201c<em>m\u00e9todos franceses de contra insurg\u00eancia<\/em>\u201d utilizados nas lutas anticoloniais, como os empregados recentemente contra os \u201ccoletes amarelos\u201d e que resultaram em ferimentos e mutila\u00e7\u00f5es. Junto com um crescente processo de criminaliza\u00e7\u00e3o dos protestos sociais, crimes de opini\u00e3o que levam a pris\u00e3o de ativistas. O caso de Roland Veuillet \u00e9 emblem\u00e1tico do ass\u00e9dio e persegui\u00e7\u00f5es judiciais que atingem estes ativistas contra as reformas antissociais.<br \/>\nImagens de grosseiras e graves les\u00f5es f\u00edsicas sofridas por muitos manifestantes, transmitidas nas redes sociais, fizeram todos entenderem do que este governo capitalista \u00e9 capaz, atrav\u00e9s de uma pol\u00edcia racista que profere injurias contra negros e imigrantes nas redes sociais e discute a possibilidade de uma \u201c<em>guerra civil racial<\/em>\u201d.<br \/>\nVale destacar que a pol\u00edtica das principais lideran\u00e7as sindicais que ent\u00e3o envolvidas no &#8220;Di\u00e1logo Social&#8221;<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> tem como objetivo canalizar para ai as reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores e frear as mobiliza\u00e7\u00f5es e as lutas e com isso tentar aliviar o Estado da intensidade da repress\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o seria necess\u00e1rio um alto grau de viol\u00eancia para refrear o movimento social.<br \/>\n<strong>Um hist\u00f3rico de repress\u00e3o e sangue<\/strong><br \/>\nEngels em \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o a Guerra Civil na Fran\u00e7a\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> denunciou que a burguesia quando realizou o massacre dos comunardos\u00a0 o fez \u201c<em>como se n\u00e3o tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da Rep\u00fablica romana<\/em>\u201d, com a burguesia mostrando \u201c<em>a que louca crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afront\u00e1-la<\/em>\u201d. No texto de Marx fica demonstrado que o Estado burgu\u00eas apresenta o seu \u201c<em>sinistro esplendor onde quer que os escravos e os p\u00e1rias dessa ordem ousem rebelar-se contra os seus senhores<\/em>\u201d e sua \u201c<em>justi\u00e7a<\/em>\u201d mostra sua \u201c<em>selvageria sem m\u00e1scara e vingan\u00e7a sem lei<\/em>\u201d. Dando cores vivas ao massacre realizado contra a Comuna de Paris, onde as estimativas chegam a 20 mil mortos.<br \/>\nLenin em sua obra de 1918 apresenta que em todos os Estados burguesas, mesmo os que buscam aparecer como democr\u00e1ticos, os aparatos de repress\u00e3o (a pol\u00edcia, as for\u00e7as armadas, o sistema carcer\u00e1rio, o poder judici\u00e1rio, etc.) s\u00e3o formados por uma casta de profissionais, homens e mulheres, treinados para o emprego da for\u00e7a e da viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o pobre.<br \/>\nEstes s\u00e3o elementos te\u00f3ricos importantes para entendermos como os Estados da burguesia, com seus aparatos de repress\u00e3o, servem, mesmo nos tempos que chamam de \u201cpaz\u201d, para reprimir e oprimir o proletariado. Uma necessidade da classe exploradora \u201c<em>principalmente, para manter pela for\u00e7a a classe explorada nas condi\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o exigidas pelo modo de produ\u00e7\u00e3o existente (escravid\u00e3o, servid\u00e3o, trabalho assalariado<\/em>)\u201d.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><br \/>\nMas estes mestres n\u00e3o ficaram somente na an\u00e1lise, constru\u00edram tamb\u00e9m propostas program\u00e1ticas de como a classe operaria e os trabalhadores deveriam construir sua autodefesa, no sentido de destruir estas institui\u00e7\u00f5es que serviam para sua opress\u00e3o e repress\u00e3o e construir novas que estivessem realmente a servi\u00e7o da classe trabalhadora. Um caminho que devemos seguir.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Vide mat\u00e9rias sobre Portugal, Portugal| COVID-19: Uma pandemia que acelera a exclus\u00e3o social de negros, imigrantes e\u00a0ciganos<br \/>\n<a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/portugal-covid-19-uma-pandemia-que-acelera-a-exclusao-social-de-negros-imigrantes-e-ciganos\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/portugal-covid-19-uma-pandemia-que-acelera-a-exclusao-social-de-negros-imigrantes-e-ciganos\/<\/a>, <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/mundo\/europa-mundo\/portugal\/portugal-como-vencer-o-racismo\/\">Portugal | Como vencer o\u00a0racismo?<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/mundo\/europa-mundo\/portugal\/portugal-como-vencer-o-racismo\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/mundo\/europa-mundo\/portugal\/portugal-como-vencer-o-racismo\/<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a><a href=\"https:\/\/www.spiegel.de\/international\/germany\/everyday-racism-in-germany-enough-is-enough-a-66728be6-2409-458d-a505-2d85687fd801?sara_ecid=nl_upd_1jtzCCtmxpVo9GAZr2b4X8GquyeAc9&amp;nlid=bfjpqhxz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.spiegel.de\/international\/germany\/everyday-racism-in-germany-enough-is-enough-a-66728be6-2409-458d-a505-2d85687fd801?sara_ecid=nl_upd_1jtzCCtmxpVo9GAZr2b4X8GquyeAc9&amp;nlid=bfjpqhxz<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a><a href=\"https:\/\/www.bing.com\/videos\/search?q=plaquage+ventral+police&amp;&amp;view=detail&amp;mid=79EF3BE8A0775F8647A079EF3BE8A0775F8647A0&amp;rvsmid=8DD4CFB7D90CA1A0ACA08DD4CFB7D90CA1A0ACA0&amp;FORM=VDMCNR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bing.com\/videos\/search?q=plaquage+ventral+police&amp;&amp;view=detail&amp;mid=79EF3BE8A0775F8647A079EF3BE8A0775F8647A0&amp;rvsmid=8DD4CFB7D90CA1A0ACA08DD4CFB7D90CA1A0ACA0&amp;FORM=VDMCNR<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a><a href=\"https:\/\/www.npa2009.org\/actualite\/societe\/contre-les-violences-policieres-tarbes-clermont-ferrant-et-grenoble\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.npa2009.org\/actualite\/societe\/contre-les-violences-policieres-tarbes-clermont-ferrant-et-grenoble<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.npa2009.org\/communique\/il-faut-deboulonner-macron-et-sa-politique\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.npa2009.org\/communique\/il-faut-deboulonner-macron-et-sa-politique<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Estudo de 2013 do soci\u00f3logo Didier Fassin publicado no di\u00e1rio Liberacio.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>informe del Defensor de los derechos, equivalente del Defensor del Pueblo, del veterano pol\u00edtico conservador Jacques Toubon<br \/>\n<a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Julien Talpin, Bailloner Les Quartiers<br \/>\n<a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a>O &#8220;Di\u00e1logo Social&#8221;, s\u00e3o as reuni\u00f5es realizadas por l\u00edderes sindicais com os representantes dos patr\u00f5es e do Estado, para construir a \u201cpacifica\u00e7\u00e3o da luta de classes\u201d.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>18 de mar\u00e7o de 1891<br \/>\n<a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte de George Floyd nas m\u00e3os da pol\u00edcia dos Estados Unidos est\u00e1 sendo uma alavanca para que ocorram mobiliza\u00e7\u00f5es contra o racismo e a viol\u00eancia policial em todo o 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