{"id":607,"date":"2009-07-01T00:00:00","date_gmt":"2009-07-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2009\/07\/01\/a-direita-vence-as-eleicoes-europeias\/"},"modified":"2009-07-01T00:00:00","modified_gmt":"2009-07-01T00:00:00","slug":"a-direita-vence-as-eleicoes-europeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2009\/07\/01\/a-direita-vence-as-eleicoes-europeias\/","title":{"rendered":"A direita vence as elei\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias"},"content":{"rendered":"<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Os resultados das elei\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias expressam o momento atual da crise do capitalismo e da ofensiva da burguesia contra os trabalhadores<?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/><o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Os resultados destas elei\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias expressam, ainda que de forma destorcida, a situa\u00e7\u00e3o do movimento de massas. Atualmente, no marco da crise do capitalismo mundial, o que predomina ainda \u00e9 a ofensiva brutal da burguesia contra os trabalhadores e uma rea\u00e7\u00e3o ainda relativamente anestesiada da maioria da classe trabalhadora, a que se juntam alguns focos de resist\u00eancia importantes, mas ainda muito minorit\u00e1rios e dispersos. Os resultados destas elei\u00e7\u00f5es com a vit\u00f3ria eleitoral da direita transferem para as urnas essencialmente esse tra\u00e7o que predomina no movimento de massas: a ofensiva da burguesia e a aus\u00eancia, em geral, de luta massiva e contundente da classe trabalhadora em resposta aos ataques que est\u00e1 sofrendo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Com a crise profunda que vive o capitalismo mundial, em que a Europa \u00e9 um dos pontos mais atingidos, poderia se esperar uma radicaliza\u00e7\u00e3o maior que se expressasse no voto. No entanto, a rela\u00e7\u00e3o entre crise, por um lado, e o ascenso e a consci\u00eancia do movimento de massas, por outro, n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica. Apesar dos golpes do desemprego e dos ataques aos atuais direitos, a primeira rea\u00e7\u00e3o das massas n\u00e3o \u00e9 necessariamente um ascenso revolucion\u00e1rio. Para que a classe entre em luta, existe uma necessidade de unidade para combater o medo que causa o pr\u00f3prio desemprego. Para tal contam fatores subjetivos como a organiza\u00e7\u00e3o sindical da classe e a pol\u00edtica das suas dire\u00e7\u00f5es, fatores preexistentes \u00e0 crise. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Mesmo que tenham come\u00e7ado a haver lutas importantes, estas ainda n\u00e3o se generalizaram nem conseguiram ultrapassar a camisa de for\u00e7a dos grandes aparatos burocr\u00e1ticos e sindicais, cuja atua\u00e7\u00e3o tem-se pautado pelo apoio, direto ou indireto, \u00e0s pol\u00edticas da burguesia para sair da crise em vez da defesa dos trabalhadores. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">Tivemos alguns sinais muito promissores desde a eclos\u00e3o da crise: as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es na Gr\u00e9cia que abalaram o regime; as duas greves gerais na Fran\u00e7a com grande unidade das centrais e sindicatos. Na Espanha, a recente greve geral do pa\u00eds Basco e a greve metal\u00fargica com enfrentamentos com a pol\u00edcia em Vigo, na Gal\u00edcia.<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span>As ocupa\u00e7\u00f5es de empresas na Irlanda e Inglaterra (Visteon) e na Fran\u00e7a com a deten\u00e7\u00e3o de gerentes como ref\u00e9ns para impor as reivindica\u00e7\u00f5es. Mas estas mobiliza\u00e7\u00f5es, ainda que fortes e radicalizadas, ainda n\u00e3o tem um desenvolvimento independente dos aparatos e contundentemente contra o sistema, que ser\u00e1 necess\u00e1rio para que n\u00e3o sejam os trabalhadores a pagar por esta crise. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">Mesmo nas lutas com m\u00e9todos radicais como a ocupa\u00e7\u00e3o de empresas, a classe ainda luta essencialmente por quest\u00f5es pontuais. Por exemplo, as ocupa\u00e7\u00f5es da Visteon na Irlanda e Gr\u00e3-Bretanha e da Sony e Caterpillar na Fran\u00e7a foram resolvidas basicamente com o pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es e dos direitos trabalhistas, sem reverter o conjunto das demiss\u00f5es. N\u00e3o houve ainda uma consci\u00eancia mais geral de que n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda sem uma luta radical e o ataque direto \u00e0 propriedade privada e ao dom\u00ednio do capital. As burocracias ainda conseguem fazer a classe aceitar acordos que salvam os capitalistas e fazem que a classe pague a conta da crise, como nos recentes acordos da GM ou naqueles j\u00e1 citados.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">Isso se reflete na hora da op\u00e7\u00e3o eleitoral. Para a ampla maioria dos trabalhadores ainda parece ser poss\u00edvel uma solu\u00e7\u00e3o no marcos de medidas como as que os governos imperialistas v\u00eam tomando, sejam os conservadores, sejam os social-democratas. Por isso, na hora de votar haja respaldado a governos como Sarkozy ou Berlusconi, que, em nome de &#8220;salvar os empregos&#8221; e a &#8220;economia&#8221;, injetam fortunas nos bancos e permitam que estes continuem espoliando e fa\u00e7am com que o conjunto dos trabalhadores pague pela crise. <\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Georgia\">Na verdade, toda a pol\u00edtica dos governos europeus se parece tamb\u00e9m em outro aspecto: o de anestesiar \u00e0 classe dizendo que &#8220;o pior da crise j\u00e1 passou&#8221;, apoiada na conjuntura atual de relativa conten\u00e7\u00e3o do colapso do sistema financeiro, ap\u00f3s a pol\u00edtica de inje\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria de recursos pelos governos capitalistas que estabilizou temporariamente os mercados financeiros. <\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">Assim, a popula\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia, inclusive a classe trabalhadora vota em pol\u00edticas desse tipo, de defesa do capitalismo, acreditando que elas v\u00e3o permitir superar as dificuldades e evitar que a situa\u00e7\u00e3o da crise se aprofunde.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Ao mesmo tempo, os governos dos principais pa\u00edses imperialistas procuram sempre que poss\u00edvel adiar as medidas mais duras de ataque aos trabalhadores para depois dos processos eleitorais, como no caso do governo alem\u00e3o que injetou grande soma de dinheiro no acordo para garantir a venda da Opel (a GM da Europa) para a Magna, sem quase nenhum fechamento de f\u00e1bricas na Alemanha.<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span>No entanto, sabe-se que a partir de Setembro (depois das elei\u00e7\u00f5es alem\u00e3s) a nova propriet\u00e1ria da GM europ\u00e9ia vai aplicar duros cortes.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">\u00c9 importante aclarar que este voto \u00e0 direita expressa uma determinada situa\u00e7\u00e3o, uma fotografia de um processo em curso: a resist\u00eancia a que nos referimos nas lutas como na Gr\u00e9cia ou Pontevedra mostram uma possibilidade e uma potencialidade na qual apostamos. Al\u00e9m disso, cada ataque como as demiss\u00f5es, o fechamento de f\u00e1bricas ou a redu\u00e7\u00e3o dos direitos sociais \u00e9 um desmentido da campanha enganosa da burguesia e de seus governos, sobre a evolu\u00e7\u00e3o da crise. Mas \u00e9 essencial saber de onde partimos; n\u00e3o confundir a potencialidade com a situa\u00e7\u00e3o real do movimento e da consci\u00eancia da classe hoje<b>. <o:p><\/o:p><\/b><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><i><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">A absten\u00e7\u00e3o <o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">Para entender o grau de absten\u00e7\u00e3o destas elei\u00e7\u00f5es, h\u00e1 que levar em conta o fato que o Parlamento Europeu e a Comiss\u00e3o Europ\u00e9ia s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o fazem parte das preocupa\u00e7\u00f5es cotidianas da ampla maioria da popula\u00e7\u00e3o.<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span>Eles aparecem como algo distante e desconectado da realidade das massas. Desde a primeira elei\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia,<\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"> os \u00edndices de participa\u00e7\u00e3o eleitoral v\u00eam caindo. Na<span style=\"mso-bidi-font-weight: bold\">s elei\u00e7\u00f5es de 1979, quando havia apenas a &#8220;Europa dos <?xml:namespace prefix = st1 ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags\" \/><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"9\" ?>9&#8243;<\/st1:metricconverter> [1], o comparecimento \u00e0s urnas foi de 62%; j\u00e1 em 2004 foi de 45,5%, ou seja, 54,5 de absten\u00e7\u00e3o. Nestas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es de 7 de Junho, a absten\u00e7\u00e3o voltou a bater recorde: a m\u00e9dia europ\u00e9ia foi de 57%, sendo que na Alemanha foi de 58% e na Fran\u00e7a chegou a 60%.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Nestas elei\u00e7\u00f5es, essa tend\u00eancia se aprofundou ainda mais, refletindo o descr\u00e9dito crescente da popula\u00e7\u00e3o nos organismos europeus, piorada pela sua atua\u00e7\u00e3o nessa crise e atravessada pela decep\u00e7\u00e3o com a atua\u00e7\u00e3o dos governos nacionais na conjuntura atual. Por isso, em geral, houve uma queda tamb\u00e9m na vota\u00e7\u00e3o proporcional dos partidos que estiveram \u00e0 frente dos respectivos governos no \u00faltimo per\u00edodo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">Mas n\u00e3o se deve confundir a absten\u00e7\u00e3o com uma nega\u00e7\u00e3o do sistema eleitoral ou da pr\u00f3pria Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE). \u00c9 uma express\u00e3o de desinteresse e apatia que \u00e9 aproveitada pela direita para se fortalecer, relativamente, como aquela que apresenta &#8220;solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis&#8221; no marco das institui\u00e7\u00f5es vigentes, apesar do desgaste. Tampouco h\u00e1 um fen\u00f4meno de nega\u00e7\u00e3o com sentido de classe. Pelos dados divulgados, a absten\u00e7\u00e3o foi distribu\u00edda socialmente entre todas as classes. Tanto a classe m\u00e9dia como a classe oper\u00e1ria mostraram um desinteresse bem grande no processo e permitiram que mesmo num col\u00e9gio eleitoral reduzido como este, n\u00e3o houvesse express\u00f5es de maior polariza\u00e7\u00e3o \u00e0 direita ou \u00e0 esquerda.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">Houve uma \u00e1rea da Europa mais perif\u00e9rica (Europa Oriental), em que esse fen\u00f4meno da absten\u00e7\u00e3o teve express\u00e3o muito significativa, o que chama a aten\u00e7\u00e3o porque era a primeira vez que participavam das elei\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias. Em alguns pa\u00edses a absten\u00e7\u00e3o chegou a beirar os 80%, como na Litu\u00e2nia e<\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"> <span style=\"mso-bidi-font-weight: bold\">Eslov\u00e1quia<\/span> <span style=\"mso-bidi-font-weight: bold\">e 73% na Pol\u00f4nia e Rom\u00eania<\/span>. Possivelmente, isto reflita a maior gravidade da crise econ\u00f4mica na regi\u00e3o e, o desencanto de que sua entrada na UE n\u00e3o lhes tenha dado nenhuma ajuda para escapar das consequ\u00eancias desta crise.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">A<\/span><\/b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"> <b>direita venceu as elei\u00e7\u00f5es<o:p><\/o:p><\/b><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">No marco desta tend\u00eancia geral de desinteresse refletido na absten\u00e7\u00e3o e no desgaste dos governos de conjunto, h\u00e1 uma diferen\u00e7a clara entre os resultados das for\u00e7as de direita e da socialdemocracia.<b> <\/b><span style=\"mso-bidi-font-weight: bold\">Ainda que com perdas importantes de votos em alguns pa\u00edses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima elei\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia (Alemanha e Fran\u00e7a), a direita tradicional saiu vencedora na maioria dos pa\u00edses que governa e teve resultados ainda mais importantes onde era oposi\u00e7\u00e3o e venceu <\/span>como Portugal e Espanha (sendo que o candidato do PP na Espanha era do setor mais \u00e0 direita dentro do partido).<b><span style=\"COLOR: red\"> <\/span><\/b>Ganhou, tamb\u00e9m, na It\u00e1lia de forma contundente e as for\u00e7as que mais cresceram no arco da coliga\u00e7\u00e3o no poder foram as mais \u00e0 direita, como a xen\u00f3foba Liga Norte. O mesmo aconteceu na B\u00e9lgica e Holanda. Houve tamb\u00e9m lugares onde a direita era governo e perdeu como a Gr\u00e9cia e a Su\u00e9cia, mas a tend\u00eancia mais generalizada foi a da vit\u00f3ria da direita, em particular nos principais pa\u00edses imperialistas. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">\u00c9 importante destacar que essa vota\u00e7\u00e3o, n\u00e3o significou um crescimento do n\u00famero de votos da direita em todos os lados: a direita ganhou estas elei\u00e7\u00f5es, mas perdeu votos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2004. Em pa\u00edses chaves como a Alemanha, teve perdas importantes, apesar da sua vit\u00f3ria. Tamb\u00e9m vale a pena observar que, inclusive onde a direita ganhou votos, seu triunfo eleitoral n\u00e3o \u00e9 uma vit\u00f3ria que gere entusiasmo e for\u00e7a, sen\u00e3o que se d\u00e1 no marco desse descr\u00e9dito a que nos refer\u00edamos. No entanto, o fato categ\u00f3rico \u00e9 que a direita resiste melhor ao desgaste perante a crise do que a socialdemocracia, ganhando inclusive em muitos dos pa\u00edses onde \u00e9 governo, ao contr\u00e1rio do que ocorreu, como regra geral, com os partidos socialistas\/socialdemocratas. <span style=\"mso-bidi-font-weight: bold\">A vota\u00e7\u00e3o que recebeu expressa, portanto, um momento de ofensiva burguesa e em que a &#8220;sa\u00edda capitalista&#8221; tipo conservadora \u00e9 a majorit\u00e1ria.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Nesse marco, chama a aten\u00e7\u00e3o o refor\u00e7o de<span style=\"COLOR: red\"> <\/span>um espectro mais \u00e0 direita, diretamente xen\u00f3fobo e mesmo fascista sem chegar a ser um reflexo de uma polariza\u00e7\u00e3o mais de conjunto. O crescimento de for\u00e7as como o BNP [2] na Gr\u00e3-Bretanha, superou os 6%, com bons resultados inclusive em cidades oper\u00e1rias como Barnley e o refor\u00e7o deste setor na Holanda (chegando a 16%), na \u00c1ustria e Hungria mostram que o apelo xen\u00f3fobo contra os imigrantes e as propostas pr\u00f3fascistas estimuladas por governos como Berlusconi impactam setores da classe trabalhadora, ainda que minorit\u00e1rios. Inclusive na Gr\u00e9cia, onde alcan\u00e7aram 7%, apesar das grandes mobiliza\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos tempos. Este fen\u00f4meno para nada \u00e9 um processo generalizado, mas a dimens\u00e3o que tomou chama a aten\u00e7\u00e3o porque a burguesia, ainda que neste momento n\u00e3o esteja inclinada a apelar ao fascismo, de fato d\u00e1 espa\u00e7o e alento a essas alternativas atrav\u00e9s de sua pol\u00edtica contra os imigrantes e anti-isl\u00e2mica em geral, o que obriga o movimento oper\u00e1rio a encarar o desafio de contrapor-se a esse tipo de pol\u00edtica de forma clara e contundente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">A grande perdedora dessas elei\u00e7\u00f5es foi a socialdemocracia<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">O<b> <\/b>resultado que mais salta \u00e0 vista nestas elei\u00e7\u00f5es \u00e9 a derrota arrasadora da socialdemocracia: seus partidos tiveram resultados historicamente desastrosos na maior parte dos pa\u00edses e em pa\u00edses chave, como Alemanha, a Fran\u00e7a e a Inglaterra, onde tinha uma implanta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de enorme peso e tradi\u00e7\u00e3o. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Na realidade, a socialdemocracia foi o grande instrumento pol\u00edtico da reconstru\u00e7\u00e3o burguesa da Europa no p\u00f3s-guerra e foi identificado com a defesa do <i>Welfare State<\/i> (Estado de Bem Estar Social) consolidando assim um eleitorado important\u00edssimo entre os trabalhadores europeus. Seu discurso de defender o &#8220;social&#8221;- enquanto na verdade sustenta o imperialismo e os ataques violentos contra o n\u00edvel de vida das massas &#8211; lhe cobrou um alto pre\u00e7o em popularidade e prest\u00edgio.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">\u00c0 medida que foi abandonando at\u00e9 mesmo a defesa da reformas m\u00ednimas, e estando \u00e0 frente do Estado burgu\u00eas que ataca aqueles direitos sociais que eram associados a ela no passado recente, abriu-se uma crise forte com sua base social. Setores muito amplos da classe oper\u00e1ria e da classe m\u00e9dia, que se questionam porque votar na socialdemocracia se o que eles fazem \u00e9 totalmente semelhante \u00e0 pr\u00e1tica dos governos de direita? Por isso, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que um setor majorit\u00e1rio que se absteve, ou mudou o seu voto para outras forma\u00e7\u00f5es, tenha vindo dos antigos votantes dos partidos socialistas ou socialdemocratas.<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Este processo se expressou com uma contund\u00eancia impressionante na Inglaterra, onde um resultado de apenas 16% se combinou com uma profunda crise pol\u00edtica que p\u00f5e em risco a sobreviv\u00eancia do governo trabalhista de GordonBrown. Tamb\u00e9m o PS franc\u00eas e o SPD alem\u00e3o (que se mant\u00e9m no governo em coliga\u00e7\u00e3o com a direita), partidos socialdemocratas de grande tradi\u00e7\u00e3o, tiveram derrotas hist\u00f3ricas nestas elei\u00e7\u00f5es. Na It\u00e1lia, mesmo j\u00e1 fora do governo, o Partido Democr\u00e1tico de Prodi e Veltroni, por um lado, e Refunda\u00e7\u00e3o Comunista, por outro, em nome do que resta da socialdemocracia na It\u00e1lia, tiveram resultados p\u00e9ssimos que expressam o desencantamento com sua recente gest\u00e3o no governo, que desferiu ataques profundos aos interesses dos trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Uma exce\u00e7\u00e3o importante a esta regra foi a vit\u00f3ria do PASOK (Partido Socialista Grego) que conseguiu capitalizar a oposi\u00e7\u00e3o ao governo de direita que governou o pa\u00eds nestes \u00faltimos anos, utilizando forte repress\u00e3o e enfrentando-se com algumas das maiores mobiliza\u00e7\u00f5es da Europa nos \u00faltimos tempos. Acreditamos, todavia, que esta n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o que contradiga a regra geral, sen\u00e3o que responde a uma situa\u00e7\u00e3o nacional particular.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Quem ocupa o espa\u00e7o deixado pela socialdemocracia?<\/span><\/b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"> <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">A crise da socialdemocracia abriu um espa\u00e7o junto a uma importante parcela dos trabalhadores. Quem ocupou esse espa\u00e7o, na maioria dos pa\u00edses, n\u00e3o foram as for\u00e7as de esquerda com um discurso mais radical ou revolucion\u00e1rio e sim as for\u00e7as que aparecem como oposi\u00e7\u00e3o moderada \u00e0 esquerda, dentro do regime (e em alguns casos mais \u00e0 direita ainda). <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Entre essas for\u00e7as, o caso mais claro foi a vota\u00e7\u00e3o de 16,28% da <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">Europe Ecologie de Daniel Cohn Bendit<\/i> <span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp;<\/span>na Fran\u00e7a (apenas 0,20% abaixo do Partido Socialista Franc\u00eas), que tem uma postura clara de sustenta\u00e7\u00e3o do sistema, tanto assim que chamou a defender a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e a constitui\u00e7\u00e3o rejeitada no plebiscito de 2005, e que declarou que sairia candidato a presidente desde que tivesse o apoio do Partido Socialista Franc\u00eas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Na Inglaterra, o UKIP [3], partido cuja \u00fanica bandeira era a independ\u00eancia da Gr\u00e3-Bretanha, como sa\u00edda capitalista nacional em rela\u00e7\u00e3o a UE, obteve 16%, chegando acima do Labor Party (Partido Trabalhista). <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Algumas op\u00e7\u00f5es de esquerda que reivindicam basicamente um discurso mais reformista e semelhante ao da antiga socialdemocracia, quando a socialdemocracia de hoje abandonou as reformas, tiveram resultados por volta dos 6%. Esse foi o caso da Alemanha, onde o Die Linke, que se formou essencialmente a partir de uma ruptura do SPD (Partido Socialdemocrata Alem\u00e3o) em torno \u00e0 figura de Lafontaine [4], junto com um setor do ex-PC da Alemanha Oriental, conseguiu que sua vota\u00e7\u00e3o crescesse um pouco, de 6% para 7%. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Na Fran\u00e7a, a Frente de Esquerda que unia o PCF a uma ala da socialdemocracia dissidente chegou a 6% e Izquierda Unida na Espanha, alcan\u00e7ou 3,7% mantendo seus 2 deputados, ainda que perdendo votos. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Os resultados da &#8220;esquerda radical&#8221; <o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">\u00c9 no marco da ofensiva brutal da burguesia mundial e europ\u00e9ia que devem ser lidos os resultados dos v\u00e1rios setores da esquerda que se reivindica como &#8220;alternativa socialista&#8221; nos v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, que expressam de forma mais ou menos representativa ou mais ou menos distorcida a resist\u00eancia e a busca de alternativas por parte da classe trabalhadora europ\u00e9ia.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">No caso do NPA (<span class=movmattexto1><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; mso-ansi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt\">Novo Partido Anticapitalista)<\/span><\/span> da Fran\u00e7a (fundado a partir da dissolu\u00e7\u00e3o da antiga LCR &#8211; Liga Comunista Revolucion\u00e1ria), o &#8220;carro-chefe&#8221; da pol\u00edtica do Secretariado Unificado (SU) para a Europa, houve uma aflu\u00eancia importante de ativistas em sua campanha, e chegou a criar grandes expectativas eleitorais refletidas em algumas pesquisas. O resultado em si, cerca de 4,8%, n\u00e3o acompanhou esse projeto na dimens\u00e3o esperada porque essa franja do eleitorado ainda se inclinou majoritariamente por uma candidatura bem dentro do regime, como os ecologistas de Cohn-Bendit, ou pelo voto de esquerda moderada na Frente de Esquerda dos Comunistas e Sociais democratas dissidentes. No entanto, se lermos estes resultados no contexto da ofensiva brutal do capitalismo contra a classe trabalhadora, estes 4,8% s\u00e3o um resultado muito significativo, representando um setor da popula\u00e7\u00e3o que adere a um discurso mais radical de sa\u00edda para esta crise. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">No caso de Portugal, a vota\u00e7\u00e3o do Bloco de Esquerda (integrado tamb\u00e9m pelo SU) cresceu quase 4% face \u00e0s \u00faltimas legislativas, duplicando seus votos desde as \u00faltimas europ\u00e9ias em 2004, e chegou a 10,7% (ultrapassando por pouco o PC, que tamb\u00e9m cresceu a mais de 10%). Apesar do Bloco ter moderado o seu discurso e de ser um partido que se integra cada vez mais ao regime democr\u00e1tico-burgu\u00eas, a sua vota\u00e7\u00e3o expressa, tamb\u00e9m, uma busca de alternativas \u00e0s pol\u00edticas dos governos de ataque aos trabalhadores, assim como as mobiliza\u00e7\u00f5es que, nos \u00faltimos anos, tem irrompido no pa\u00eds. Ainda que Portugal n\u00e3o seja exce\u00e7\u00e3o no quadro mais geral de vit\u00f3ria da direita conservadora, se tomamos esse aspecto, a vota\u00e7\u00e3o do Bloco \u00e9 um resultado superior ao das demais for\u00e7as de esquerda que se apresentaram na Europa.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">No caso do SYRIZA (Coaliz\u00e3o da Esquerda Radical) na Gr\u00e9cia (onde tamb\u00e9m atua o SU), a sua vota\u00e7\u00e3o foi de 4.7%, o que representou um resultado abaixo das expectativas, mas que tamb\u00e9m expressa o descontentamento neste pa\u00eds com a situa\u00e7\u00e3o de crise e de ataques aos jovens e aos trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">J\u00e1 na Gr\u00e3-Bretanha, na It\u00e1lia, no Estado Espanhol, na Pol\u00f4nia, na Su\u00e9cia, na B\u00e9lgica, entre muitos outros pa\u00edses, os resultados dos partidos da esquerda anticapitalista ou de outros sectores da extrema-esquerda ficaram <span style=\"mso-bidi-font-weight: bold\">em torno<\/span><span style=\"COLOR: red\"> <\/span>de 1%. Tamb\u00e9m se destaca a baixa vota\u00e7\u00e3o de Lutte Ouvri\u00e8re na Fran\u00e7a, com apenas 1,2%, quando, nas presidenciais de 1999, em alian\u00e7a com a LCR, a candidata Arlette Laguillier obteve mais de 5%. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Estes resultados mais ou menos representativos dos setores que se reclamam como alternativas anticapitalistas ou socialistas ao neoliberalismo e, \u00e0s vezes ao capitalismo, expressam assim, de uma forma muitas vezes distorcida &#8211; face ao programa real destas organiza\u00e7\u00f5es &#8211; a busca de respostas mais radicais \u00e0 crise de um setor da vanguarda ou do movimento de massas, no contexto dos brutais ataques em curso por parte da burguesia europ\u00e9ia aos trabalhadores do velho continente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Men\u00e7\u00e3o a parte temos que fazer da candidatura da Iniciativa Internacionalista &#8211; Solidariedade dos Povos, no Estado Espanhol porque &#8211; apesar da campanha na m\u00eddia e institucional e as evid\u00eancias de fraude contra ela &#8211; fez uma campanha contra o regime e pelas reivindica\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias contra a crise. Obteve uma alta vota\u00e7\u00e3o no pa\u00eds Basco e Navarra (entre <st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"15 a\">15 a<\/st1:metricconverter> 20%) e atraiu a setores da vanguarda das lutas no resto do Estado Espanhol, onde um setor de ativistas e trabalhadores se envolveu na sua campanha.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">No entanto, fica tamb\u00e9m expressa nos resultados a falta de uma corrente europ\u00e9ia forte com uma pol\u00edtica revolucion\u00e1ria e um claro perfil de classe. Na realidade, o Secretariado Unificado da IV Internacional &#8211; que pela sua implanta\u00e7\u00e3o a n\u00edvel europeu teria mais condi\u00e7\u00f5es para encabe\u00e7ar um projeto com esse perfil &#8211; abdicou de um claro projeto de classe e revolucion\u00e1rio para se diluir em projetos que pretendem unir todos os que est\u00e3o \u00e0 esquerda da social-democracia, juntando os &#8220;reformistas honestos aos revolucion\u00e1rios&#8221; tentando apresentar um perfil eleitoralmente vi\u00e1vel para conquistar esse espa\u00e7o deixado pela crise profunda da socialdemocracia.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Essa pol\u00edtica levou, nos \u00faltimos anos, a apoiar a participa\u00e7\u00e3o em governos burgueses, com destaque para Sinistra Cr\u00edtica, sua organiza\u00e7\u00e3o italiana, que, atuando como tend\u00eancia da Refunda\u00e7\u00e3o Comunista (RC), votou no Parlamento a favor do or\u00e7amento e das verbas para guerra no Afeganist\u00e3o (que RC garantiu como parte da base parlamentar do governo Prodi) e, negou-se a apresentar uma alternativa \u00e0 trai\u00e7\u00e3o da RC.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Georgia\">\u00c9 urgente uma plataforma de esquerda e os trabalhadores precisam de uma pol\u00edtica de classe e de luta contra todos os governos burgueses e a Europa do Capital. A classe oper\u00e1ria j\u00e1 demonstrou que tem um enorme potencial e que o processo de resist\u00eancia para enfrentar a crise j\u00e1 come\u00e7ou, mas precisa uma alternativa de dire\u00e7\u00e3o para se desenvolver. Uma dire\u00e7\u00e3o que combata o sistema capitalista, que esteja centrada nas lutas e as expresse quando se apresenta nas elei\u00e7\u00f5es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-pagination: widow-orphan; mso-hyphenate: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Georgia\">NT<\/span><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Georgia\">: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Georgia\"><o:p><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Arial\">[1] Europa dos Nove &#8211; a CEE (Comunidade Econ\u00f4mica Europ\u00e9ia), designa\u00e7\u00e3o anterior a UE (Uni\u00e3o Europ\u00e9ia) entrou em vigor em janeiro de 1958, com seis membros fundadores: Alemanha, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Luxemburgo e Pa\u00edses Baixos.<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Em1973, tr\u00eas novos pa\u00edses entraram na CEE: o Reino Unido, a Dinamarca e a Irlanda. Nascia a &#8220;Europa dos Nove&#8221;.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-pagination: widow-orphan; mso-hyphenate: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto\"><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Arial\">[2] <\/span><span lang=PT style=\"FONT-SIZE: 8pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-fareast-language: PT-BR\">BNP <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">&#8211; <\/b><\/span><strong><span style=\"FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">British National Party<\/span><\/strong><strong><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia\"> (<\/span><\/strong><span lang=PT style=\"FONT-SIZE: 8pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-fareast-language: PT-BR\">Partido Nacionalista Brit\u00e2nico de extrema-direita). Elegeu dois deputados ao Parlamento Europeu nas elei\u00e7\u00f5es de 07 de junho;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span lang=PT style=\"FONT-SIZE: 8pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-font-kerning: 0pt; mso-fareast-language: PT-BR\">[3] UKIP &#8211; UK Independence Party (Partido da Independ\u00eancia). T<\/span><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">amb\u00e9m, classificado de direita por defender a suspens\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o em geral, conseguiu eleger 13 deputados.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Georgia; mso-bidi-font-weight: bold\">[4] <\/span><span style=\"FONT-SIZE: 8pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Oskar Lafontaine &#8211; Ex-candidato a chanceler (em 1990), ex-lider do SPD (entre 1996 e 1999) e ministro das finan\u00e7as do primeiro governo de Gerhard Schr\u00f6der. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=texto style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-pagination: widow-orphan; mso-hyphenate: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto\"><\/o:p><\/span>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os resultados das elei\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias expressam o momento atual da crise do capitalismo e da ofensiva da burguesia contra os trabalhadores &nbsp; Os resultados destas elei\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias expressam, ainda que de forma destorcida, a situa\u00e7\u00e3o do movimento de massas. Atualmente, no marco da crise do capitalismo mundial, o que predomina ainda \u00e9 a ofensiva brutal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3677],"tags":[],"class_list":["post-607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-europa-mundo"],"fimg_url":false,"categories_names":["Europa"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}