{"id":606,"date":"2009-06-30T00:00:00","date_gmt":"2009-06-30T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2009\/06\/30\/artigo515\/"},"modified":"2009-06-30T00:00:00","modified_gmt":"2009-06-30T00:00:00","slug":"artigo515","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2009\/06\/30\/artigo515\/","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica: j\u00e1 chegamos ao fundo?"},"content":{"rendered":"<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Neste momento, o principal debate entre os economistas burgueses \u00e9 se o pior da crise econ\u00f4mica internacional j\u00e1 passou ou n\u00e3o. Alguns dizem que j\u00e1 teria passado nos Estados Unidos, ainda que na Europa n\u00e3o.<?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/><o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Para tomar uma posi\u00e7\u00e3o neste debate, \u00e9 necess\u00e1rio precisar os ritmos da crise, o momento em que ela est\u00e1 agora e como este momento se integra na din\u00e2mica mais geral.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Neste sentido, e antes de ir \u00e0 an\u00e1lise dos dados, \u00e9 necess\u00e1rio ter clareza sobre tr\u00eas coisas:<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">1. Quando os economistas burgueses dizem que o pior j\u00e1 passou, n\u00e3o est\u00e3o dizendo que j\u00e1 se alcan\u00e7ou o \u00faltimo n\u00edvel da queda, mas que estaria se desacelerando seu ritmo e, portanto, se estaria mais perto do rebote e do in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o (o que estaria sendo antecipado pelo que chamam de surtos verdes).<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">2. As crises profundas como a atual t\u00eam um impacto central e depois uma onda expansiva (ou onda descendente, dir\u00edamos os marxistas) que reflete a profundidade deste impacto ao longo de v\u00e1rios anos. Essa onda de influ\u00eancia dificilmente se expressa como um efeito bola de neve ou plano inclinado permanente. Em geral, trata-se de uma din\u00e2mica de forma mais fechada, com recupera\u00e7\u00f5es falsas ou muito d\u00e9beis e uma tend\u00eancia de queda de conjunto que nem sempre se d\u00e1 no mesmo ritmo, porque tamb\u00e9m influenciam outros fatores: as medidas dos governos, fatos pol\u00edticos etc. <o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Assim aconteceu com a <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">crise de 1929<\/b>: depois de uma forte queda por seis meses, teve um falso movimento de recupera\u00e7\u00e3o na primeira metade de 1929 (resultado de uma tentativa dos bancos de salvar algumas empresas), voltou a cair at\u00e9 uma d\u00e9bil recupera\u00e7\u00e3o em fins de 1932 e 1933 (in\u00edcio da era Roosevelt) para voltara a cair at\u00e9 o fundo em 1935 e 1936 e, a\u00ed sim, iniciar a recupera\u00e7\u00e3o em 1937. Por\u00e9m alguns economistas marxistas acreditam que a recupera\u00e7\u00e3o de 1937-38 e a queda posterior s\u00e3o parte de sua onda de impacto e consideram que a economia dos Estados Unidos s\u00f3 se recuperou plenamente em 1943 com a ind\u00fastria funcionando a pleno vapor para a Segunda Guerra Mundial. Se observarmos a evolu\u00e7\u00e3o da economia dos EUA em 2008 por trimestre, tamb\u00e9m vemos esses movimentos irregulares.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">3. Neste sentido, minha impress\u00e3o \u00e9 que o fundo da crise est\u00e1 longe de ser alcan\u00e7ado. Por diversas raz\u00f5es da pr\u00f3pria estrutura da crise (que foram analisadas em outros textos) o vejo um par de passos mais abaixo. Acredito que est\u00e1 profundamente errado o progn\u00f3stico do FMI e de alguns economistas burgueses de que a recupera\u00e7\u00e3o se iniciar\u00e1 em 2010. Mas quero ser cuidadoso nesta afirma\u00e7\u00e3o, porque a realidade ainda n\u00e3o definiu claramente sua tend\u00eancia e seria necess\u00e1rio ver o que ocorre no segundo trimestre de 2009 (e inclusive ao longo do ano) para ter maior clareza.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Vejamos, agora, alguns dados da economia mundial.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Estados Unidos<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Em <?xml:namespace prefix = st1 ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags\" \/><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"2008, a\">2008, a<\/st1:metricconverter> economia dos EUA cresceu 1,1% com um comportamento muito irregular por trimestre. As taxas anuais foram: 1\u00ba T +0,9%; 2\u00ba T +3,3%; 3\u00ba T -0,5%; 4\u00ba T -6,2%. Ou seja, depois de um falso in\u00edcio de recupera\u00e7\u00e3o no segundo trimestre, come\u00e7a a cair no terceiro e \u00e9 derrubado claramente no quarto, com a maior queda dos \u00faltimos trinta anos. A profunda din\u00e2mica descendente se manteve no primeiro trimestre de 2009, com um saldo m\u00e9dio trimestral de -1,6% e uma taxa negativa anual que primeiro se calculou em -6,1 e, em seguida, em -5,7.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Ou seja, dois trimestres seguidos muito negativos. No entanto, pela leve diminui\u00e7\u00e3o da cifra, os otimistas chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que j\u00e1 se estava desacelerando o ritmo da queda e que come\u00e7avam a se ver surtos verdes: o consumo que cresceu 2,2% frente a uma queda de 4,3 no trimestre anterior. Outro surto verde, pouco comentado pela imprensa, foi que houve uma melhora nos lucros das empresas: <i>&#8220;os benef\u00edcios da produ\u00e7\u00e3o corrente (os lucros das empresas com invent\u00e1rio e avalia\u00e7\u00e3o de capital) tiveram um aumento de US$42,6 milh\u00f5es no primeiro trimestre, em contraste com a diminui\u00e7\u00e3o de US$250,3 milh\u00f5es no quarto trimestre&#8221;<\/i> (Bureau de An\u00e1lise Econ\u00f4mica, 29\/5\/2009).<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Outros dados, no entanto, indicariam que a queda n\u00e3o terminou e que, inclusive, pode se aprofundar: tanto o investimento empresarial quanto o investimento em habita\u00e7\u00e3o ca\u00edram 38% (taxa anual), aprofundando o descenso do trimestre anterior (-21,1% no caso do investimento empresarial). Estes s\u00e3o dados estruturais, com um agravamento pela din\u00e2mica futura do consumo. Por isso, n\u00e3o se entende muito bem com base em que elementos o FMI anuncia que o pa\u00eds voltar\u00e1 a crescer em 2010.<\/span><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Europa<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Segundo dados da Eurostat, a din\u00e2mica da economia europ\u00e9ia foi t\u00e3o mal ou pior que a dos EUA, j\u00e1 que no primeiro trimestre de 2009 se aprofundaram os dados negativos do \u00faltimo de 2008 (-1,5%). Isso \u00e9 o que se chama precisamente de um processo &#8220;bola de neve&#8221;. Tanto o conjunto dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia quanto os da eurozona sofreram uma contra\u00e7\u00e3o de 2,5% na m\u00e9dia trimestral e 4,6% ao ano, as taxas mais negativas da s\u00e9rie hist\u00f3rica, desde que come\u00e7aram estas estat\u00edsticas.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">A <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Alemanha<\/b> caiu 3,5%, pela redu\u00e7\u00e3o de suas exporta\u00e7\u00f5es. <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Fran\u00e7a<\/b>, que at\u00e9 agora se mantinha um pouco melhor que os outros membros da UE, sofreu uma queda m\u00e9dia trimestral de 1,2%, e a taxa anual foi de -3,2%. O governo admite que a contra\u00e7\u00e3o total do ano superou a das \u00faltimas crises: 1975 e <st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"1993. A\">1993. A<\/st1:metricconverter> <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">economia italiana<\/b>, por sua vez, se retraiu 2,4% na m\u00e9dia trimestral e 5,9% ao ano. A do <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Reino Unido<\/b> se reduziu 1,9% no trimestre e 4,1% ao ano. <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Espanha <\/b>caiu 1,9% no trimestre e 3% no ano.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Neste caso, fora os pa\u00edses que quebraram como Isl\u00e2ndia (-11,6%) e Irlanda (-9%), e os pa\u00edses do Leste europeu (alguns com queda superior a 10%). Entre os ricos os que parecem estar piores estruturalmente s\u00e3o o Reino Unido (pelo peso do setor especulativo parasit\u00e1rio que levou o pa\u00eds a ter a maior d\u00edvida externa por habitante do mundo) e Espanha (pelo estouro de uma grande bolha imobili\u00e1ria).<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">China<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">No primeiro trimestre de <st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"2009, a\">2009, a<\/st1:metricconverter> economia chinesa cresceu 6,1% e estima-se que, no ano, vai manter essa porcentagem. Isso pode ser analisado de duas formas diferentes: por um lado, ser\u00e1, seguramente, o melhor desempenho econ\u00f4mico nacional. Por outro, \u00e9 o pior resultado dos \u00faltimos anos, com uma clara desacelera\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o aos 12-13% dos anos anteriores e, inclusive, com rela\u00e7\u00e3o aos 9% de 2008.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Aqui competem dois elementos contradit\u00f3rios. Por um lado, se evidencia uma forte e crescente queda das exporta\u00e7\u00f5es (um dos motores centrais do crescimento dos \u00faltimos anos). Vejamos estes dados, relativos ao mesmo m\u00eas do ano anterior: -2%; abril 2009 -17,1%, maio 2009 -26,4%. Por outro lado, o pacote anticrise lan\u00e7ado pelo governo (US$ 586 bilh\u00f5es) destinado \u00e0s obras p\u00fablicas se expressou num aumento de 30% na produ\u00e7\u00e3o de &#8220;bens urbanos de capital&#8221;. Por esse dado, alguns analistas consideram que a din\u00e2mica geral da economia ser\u00e1 boa e <st1:PersonName w:st=\"on\" ProductID=\"em recupera??o. Mas\">em recupera\u00e7\u00e3o. Mas<\/st1:PersonName> outros afirmam que ser\u00e1 &#8220;totalmente insuficiente&#8221; para compensar a queda da demanda mundial de produtos chineses.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">De qualquer modo, ainda que +6% cause impacto em termos de qualquer economia capitalista, \u00e9 importante entender que esta desacelera\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 um claro sintoma da crise na China. Se expressa, por um lado, no fechamento de 15 mil empresas (ainda que essa seja uma cifra muito pequena em compara\u00e7\u00e3o com a quantidade total de empresas do pa\u00eds) e na demiss\u00e3o de cerca de 20 milh\u00f5es de trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Ao mesmo tempo, esta desacelera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se expressa numa forte queda das exporta\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias-primas da China para muitos pa\u00edses, causando um grande impacto em sua economia (por exemplo, as exporta\u00e7\u00f5es peruanas, basicamente minerais, ca\u00edram mais de 17% no primeiro trimestre de 2009).<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><b><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Am\u00e9rica Latina<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">A din\u00e2mica geral da economia da Am\u00e9rica Latina acompanhar\u00e1 a tend\u00eancia negativa do conjunto do mundo, como resultado combinado de v\u00e1rios fatores, entre eles a queda do volume e dos pre\u00e7os das exporta\u00e7\u00f5es, por um lado, e a diminui\u00e7\u00e3o do fluxo de investimentos por outro.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 10pt; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify; tab-stops: 261.0pt\"><span class=movmattexto1><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">O pa\u00eds mais afetado possivelmente seja o <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">M\u00e9xico,<\/b> como resultado de sua profunda depend\u00eancia dos EUA: alguns analistas estimam que seu PIB se contrair\u00e1 at\u00e9 10% no primeiro semestre de 2009. O impacto sobre a <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Argentina<\/b> ser\u00e1 forte, mas menor: a Uni\u00e3o de Ind\u00fastrias da Argentina (UIA) estima que a produ\u00e7\u00e3o industrial caiu 9,6% entre janeiro e abril de 2009 (com seis meses consecutivos de queda) e que a queda anual do PIB pode ser de 3% ou 4%. O Brasil, por diversas raz\u00f5es que n\u00e3o analisaremos aqui, parece ter um reflexo mais amenizado da crise: fala-se de um resultado, em 2009, entre -1,2% e -1,8%.<\/span><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste momento, o principal debate entre os economistas burgueses \u00e9 se o pior da crise econ\u00f4mica internacional j\u00e1 passou ou n\u00e3o. Alguns dizem que j\u00e1 teria passado nos Estados Unidos, ainda que na Europa n\u00e3o. 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