{"id":3466,"date":"2015-09-07T16:45:25","date_gmt":"2015-09-07T16:45:25","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2015\/09\/07\/a-ue-aumenta-a-repressao-para-impedir-a-entrada-de-refugiados\/"},"modified":"2015-09-07T16:45:25","modified_gmt":"2015-09-07T16:45:25","slug":"a-ue-aumenta-a-repressao-para-impedir-a-entrada-de-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/09\/07\/a-ue-aumenta-a-repressao-para-impedir-a-entrada-de-refugiados\/","title":{"rendered":"A UE aumenta a repress\u00e3o para impedir a entrada de refugiados"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"160\" hspace=\"6\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/europa-refugiados_(1).jpg\" vspace=\"4\" width=\"260\" \/>A atual crise migrat&oacute;ria na Europa deve ser entendida como a ponta do iceberg de uma crise sist&ecirc;mica bem mais profunda. A do sistema capitalista em sua atual etapa de decad&ecirc;ncia e destrui&ccedil;&atilde;o. As crises ocorrem em intervalos de tempo cada vez menores e s&atilde;o mais profundas e destrutivas. A sa&iacute;da proposta pelos governos da Europa e dos EUA &eacute; aumentar a mis&eacute;ria na periferia e em seus pr&oacute;prios pa&iacute;ses para continuar garantindo os lucros mais ricos.<\/i><\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A Uni&atilde;o Europeia (UE) n&atilde;o &eacute; um projeto de capitalismo sustent&aacute;vel e humanit&aacute;rio, sen&atilde;o uma m&aacute;quina de guerra contra os povos para assegurar os benef&iacute;cios do grande capital alem&atilde;o e franc&ecirc;s. &Eacute; correspons&aacute;vel, junto a outros governos, das guerras e trag&eacute;dias sociais que assolam aos pa&iacute;ses africanos, asi&aacute;ticos e latino-americanos, e que empurram milh&otilde;es de trabalhadores a recorrer &agrave; &uacute;ltima alternativa que lhes resta: a imigra&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria. Os governos europeus s&atilde;o respons&aacute;veis pelas mortes no Mediterr&acirc;neo e pelas cenas de barb&aacute;rie que presenciamos nos &uacute;ltimos dias nas fronteiras da Europa.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>O drama da imigra&ccedil;&atilde;o<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Fam&iacute;lias inteiras passam pela cerca de arame que separa a Hungria e S&eacute;rvia para entrar no territ&oacute;rio da UE. Dezenas de pessoas amontoadas como animais em embarca&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias para chegar &agrave;s ilhas gregas a partir da costa turca. Pessoas flutuando nas &aacute;guas do Mediterr&acirc;neo pr&oacute;xima &agrave; costa italiana observadas pela guarda costeira. Nos rostos destas pessoas, obrigadas a continuar estas rotas em busca de dignidade e prote&ccedil;&atilde;o, reflete-se o medo e a incerteza de n&atilde;o saber para onde ir e se chegar&atilde;o com vida. A maioria dos que conseguem percorrer todo o caminho at&eacute; chegar a Europa pagaram quantias absurdas &agrave;s m&aacute;fias que convertem o horror da guerra em um neg&oacute;cio altamente rent&aacute;vel.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Estas imagens inundaram as redes sociais nas &uacute;ltimas semanas, o que a imprensa est&aacute; tratando como a pior crise humanit&aacute;ria desde a II Guerra Mundial. &Eacute; dif&iacute;cil n&atilde;o se comover. O drama dos refugiados que chegam a Europa de pa&iacute;ses como a S&iacute;ria, Afeganist&atilde;o, Eritr&eacute;ia, Som&aacute;lia e Iraque est&aacute; chamando a aten&ccedil;&atilde;o a meio mundo. A S&iacute;ria volta a ocupar o centro das aten&ccedil;&otilde;es, uma vez que mais da metade da atual onda de refugiados prov&ecirc;m da&iacute;, e muitos se perguntam o que realmente acontece neste pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Os grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o, como de costume, tratam de transformar o drama humano em um grande espet&aacute;culo, com o fim de atrair aten&ccedil;&atilde;o e vender mais publicidade, mas nenhum explica as causas nem as consequ&ecirc;ncias do que acontece atualmente nas fronteiras europeias. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; grave e exige respostas r&aacute;pidas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i>Este ano, o n&uacute;mero de pessoas que alcan&ccedil;ou territ&oacute;rio comunit&aacute;rio atrav&eacute;s da Hungria &eacute; de 100.000, comparado com os 0.000 que entraram em 2014. Para fazer frente ao cont&iacute;nuo fluxo de imigrantes que chegam a partir da S&eacute;rvia com o objetivo final de alcan&ccedil;ar a Alemanha ou Su&eacute;cia, Budapeste solicitou a<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i> Bruxelas oito milh&otilde;es de euros adicionais aos 61 milh&otilde;es que j&aacute; desembolsou h&aacute; tr&ecirc;s semanas. &ldquo;Recebemos o pedido e estamos analisando-o para poder desbloquear o dinheiro o mais breve poss&iacute;vel&rdquo;, confirmou nesta ter&ccedil;a-feira a porta-voz de Imigra&ccedil;&atilde;o, Natascha Bertaud. A ONU alerta, al&eacute;m disso, de que o n&uacute;mero de pessoas que atravessam a Maced&ocirc;nia a p&eacute; com o objetivo de chegar &agrave; Hungria &eacute; de 1.500 a 2.000 a cada noite.<\/i> <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a>(<b>El Pa&iacute;s, 25\/08\/2015<\/b>)<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por outro lado, no Med<\/span><\/span><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">iterr&acirc;neo, s&oacute; de janeiro a agosto, mais de 2000 pessoas morreram tentando cruz&aacute;-lo. A maioria perdeu a vida no canal da Sic&iacute;lia, entre L&iacute;bia e It&aacute;lia, a rota mais perigosa. Os guarda-costas resgataram em 2015 mais de 188.000 pessoas no mar. Em 2014 cerca de 280.000 pessoas solicitaram asilo, 164% a mais que em 2013. As cifras s&atilde;o arrepiantes justamente porque n&atilde;o se tratam somente de cifras, sen&atilde;o de vidas humanas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Esta situa&ccedil;&atilde;o revela que n&atilde;o &eacute; t&atilde;o desproporcionado comparar a situa&ccedil;&atilde;o atual com a da II Guerra Mundial. E tudo isto acontece na Europa, onde supostamente se vive o sonho da livre circula&ccedil;&atilde;o de pessoas, um mundo sem fronteiras, como propagam os defensores da Uni&atilde;o Europeia e seus ve&iacute;culos de propaganda.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Mais trava legais e repress&atilde;o<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Com o aumento de pessoas que v&ecirc;m a Europa provenientes do norte da &Aacute;frica, Oriente M&eacute;dio e &Aacute;sia Central, se abriu um tenso debate entre os governos da Europa em rela&ccedil;&atilde;o a como enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o. Os estados que s&atilde;o a porta de entrada ao velho continente, como Espanha, It&aacute;lia, Hungria, Pol&ocirc;nia, Maced&ocirc;nia e Gr&eacute;cia, reclamam um maior financiamento a suas pol&iacute;cias de fronteiras e uma melhor distribui&ccedil;&atilde;o dos rec&eacute;m- chegados entre os pa&iacute;ses que fazem parte da UE. O debate atual gira ao redor das quotas e do financiamento das opera&ccedil;&otilde;es de patrulha. O objetivo primordial &eacute; reduzir a chegada de refugiados ao m&iacute;nimo poss&iacute;vel e necess&aacute;rio e n&atilde;o combater as reais causas da crise humanit&aacute;ria.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A Frontex &eacute; a ag&ecirc;ncia da UE para o gerenciamento integrado das fronteiras dos pa&iacute;ses membros. Atua como assessor dos guarda-costas e as pol&iacute;cias de fronteira dos 27 pa&iacute;ses da UE, afora de contar com equipes pr&oacute;prias e utilizar servi&ccedil;os de empresas privadas. Entre 2007 e 2013, a UE gastou aproximadamente 4 bilh&otilde;es de euros em opera&ccedil;&otilde;es de controle fronteiri&ccedil;o e repress&atilde;o &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o, dos quais 700 milh&otilde;es de euros em ajudas aos refugiados (17%), segundo um relat&oacute;rio de Anistia Internacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A legisla&ccedil;&atilde;o atualmente em vigor obriga &agrave; pessoa rec&eacute;m-chegada a solicitar asilo no pa&iacute;s onde toca o ch&atilde;o europeu pela primeira vez (Tratado de Dublin). Como a aten&ccedil;&atilde;o aos refugiados nos pa&iacute;ses fronteiri&ccedil;os como Gr&eacute;cia, It&aacute;lia e Espanha &eacute; demasiado prec&aacute;ria, a maioria prefere n&atilde;o se registrar nestes pa&iacute;ses e seguir viagem at&eacute; os pa&iacute;ses do norte como Su&eacute;cia e Alemanha. As pol&iacute;cias de fronteira de modo geral fazem vistas grossas e abrem caminho &agrave;s pessoas que o desejem.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>O &ecirc;xodo de refugiados detona uma crise na UE<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No entanto, nas &uacute;ltimas semanas, a situa&ccedil;&atilde;o saiu totalmente de controle, com o aumento exponencial de pessoas que fogem da S&iacute;ria, sobretudo, mas tamb&eacute;m de outros pa&iacute;ses. O n&uacute;mero total de s&iacute;rios deslocados internos e externos chega a quase 12 milh&otilde;es. Quatro milh&otilde;es est&atilde;o fora do pa&iacute;s. A situa&ccedil;&atilde;o de descontrole foi o que levou ao governo alem&atilde;o a mudar de pol&iacute;tica e anunciar que n&atilde;o seguir&aacute; as diretrizes do Tratado de Dublin, passando a aceitar tamb&eacute;m, a partir de agora, pessoas j&aacute; registradas em outros pa&iacute;ses.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A mudan&ccedil;a de atitude do chanceler alem&atilde;, Angela Merkel &#8211; justo semanas ap&oacute;s protagonizar o pat&eacute;tico epis&oacute;dio de dizer diante das c&acirc;meras de televis&atilde;o a uma crian&ccedil;a palestina que tinha que voltar a seu pa&iacute;s &#8211; n&atilde;o tem nada que ver com a s&uacute;bita tomada de consci&ecirc;ncia, por parte da mulher &ldquo;mais importante&rdquo; da Europa, quanto &agrave; dram&aacute;tica situa&ccedil;&atilde;o dos refugiados, sen&atilde;o com a necessidade de organizar sua entrada em territ&oacute;rio europeu e repartir melhor a quota entre os pa&iacute;ses. O di&aacute;rio alem&atilde;o <i>Die Tageszeitung <\/i>alertou que a situa&ccedil;&atilde;o nas fronteiras da &Aacute;ustria e Hungria n&atilde;o &eacute; mais que um prel&uacute;dio do que pode ocorrer futuramente na principal pot&ecirc;ncia europeia se n&atilde;o forem tomadas, urgentemente, as medidas necess&aacute;rias.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A prote&ccedil;&atilde;o das fronteiras j&aacute; se faz de maneira conjunta a n&iacute;vel europeu, atrav&eacute;s da Frontex, resta agora integrar a partilha dos que conseguem entrar. Muitos dos s&iacute;rios rec&eacute;m-chegados, para citar um exemplo, se converter&atilde;o em m&atilde;os de obra jovem e bem formada e ser&atilde;o contratados por empresas alem&atilde;s a troca de baixos sal&aacute;rios. Os &ldquo;minijobs&rdquo;, contratos tempor&aacute;rios sem direito a seguran&ccedil;a social, t&ecirc;m o objetivo de incorporar este tipo de m&atilde;o de obra ao mercado de trabalho alem&atilde;o. Pouco a pouco v&ecirc;m &agrave; luz as verdadeiras inten&ccedil;&otilde;es dos l&iacute;deres da UE, al&eacute;m dos discursos hip&oacute;critas pronunciados em ocasi&otilde;es especiais de solidariedade entre os povos. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Os chefes de governo da Europa anunciaram uma reuni&atilde;o de emerg&ecirc;ncia para meados de setembro para discutir a situa&ccedil;&atilde;o. Conhecemos esta hist&oacute;ria. V&atilde;o se reunir para organizar melhor a repress&atilde;o aos trabalhadores que chegam e, como em muitas outras ocasi&otilde;es, n&atilde;o estar&atilde;o &agrave; altura dos acontecimentos. Apresentar&atilde;o um plano para conter a imigra&ccedil;&atilde;o &ldquo;ilegal&rdquo;, em seu vocabul&aacute;rio racista. N&atilde;o enfrentar&atilde;o esta crise em sua verdadeira dimens&atilde;o humana.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>O governo espanhol incrementa a repress&atilde;o em suas fronteiras<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O Estado espanhol &eacute; um dos pa&iacute;ses que pior trata aos refugiados na Europa.&nbsp;De 2007 a 2013 gastou 32 vezes mais no controle de fronteiras do que em ajudas aos refugiados que fogem da guerra ou da fome causados, em grande parte, por pol&iacute;ticas apoiadas pelos governos europeus nos pa&iacute;ses semicoloniais da &Aacute;frica, &Aacute;sia e Am&eacute;rica Latina.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">De fato, o gerenciamento das ajudas est&aacute; atribu&iacute;do a ag&ecirc;ncias n&atilde;o governamentais como a Cruz Vermelha e a Comiss&atilde;o Espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR), que atendem aos refugiados e decidem a distribui&ccedil;&atilde;o dos escassos recursos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O governo espanhol aceita, dentro de um sistema de quotas proposto pela UE, aproximadamente 3.000 pessoas em 2015, um n&uacute;mero muito inferior ao que queria Bruxelas, cerca de 6.000 pessoas. Mesmo assim um n&uacute;mero totalmente insuficiente. O governo do PP aposta bem mais no aumento da repress&atilde;o nas fronteiras de Ceuta e Melilha, bem como nas patrulhas no Mar Mediterr&acirc;neo. &Eacute; comum que a Guarda Costeira utilize balas de borracha e g&aacute;s lacrimog&ecirc;neo contra as pessoas no mar, resultando, em diversas ocasi&otilde;es, em mortos e feridos. Por outro lado, &ldquo;as devolu&ccedil;&otilde;es em quente&rdquo;, teoricamente proibidas pelos tratados europeus, ocorrem frequentemente no territ&oacute;rio espanhol.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i>O Boletim Oficial do Estado publicou nesta ter&ccedil;a-feira a Lei de Seguran&ccedil;a Cidad&atilde; (conhecida popularmente como a &ldquo;lei da Morda&ccedil;a&rdquo;) cuja Disposi&ccedil;&atilde;o Final Primeira emenda a Lei de Estrangeiros para amparar a devolu&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria a Marrocos dos migrantes interceptados nas cercas fronteiri&ccedil;as de Ceuta e Melilha sob a nova figura jur&iacute;dica da &ldquo;rejei&ccedil;&atilde;o em fronteira&rdquo;, ou o que se conhece como devolu&ccedil;&otilde;es em quente. <\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">(<b>Jornal O P&uacute;blico, 31\/03\/2015<\/b>)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\"><span style=\"line-height: 115%;\">[2]<\/span><\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Os solicitantes de asilo que obt&ecirc;m a permiss&atilde;o de resid&ecirc;ncia s&atilde;o completamente abandonados pelas autoridades espanholas e t&ecirc;m que se virar por outros meios, sobretudo mediante o apoio de familiares e amigos que j&aacute; residem no pa&iacute;s. As organiza&ccedil;&otilde;es em defesa dos refugiados reclamam e lutam para que seus direitos sejam cumpridos, como o direito a casa, ao trabalho, &agrave; aten&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria integral e a uma educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de qualidade que lhes permitam reconstruir suas vidas e se inserir nas sociedades a que foram obrigados a imigrar.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Solidariedade com os refugiados<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A Europa est&aacute; dividida em rela&ccedil;&atilde;o ao tema dos refugiados. Por um lado, se veem belas demonstra&ccedil;&otilde;es de solidariedade por parte de setores importantes da sociedade. Milhares e milhares de pessoas est&atilde;o oferecendo suas casas para receber aos refugiados rec&eacute;m- chegados. Esta solidariedade &eacute; espont&acirc;nea e nasce da consci&ecirc;ncia de um povo que sabe o que &eacute; o drama da imigra&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, crescem as bandas fascistas que atacam aos imigrantes jogando-lhes a culpa pelo desemprego e outros problemas que em realidade foram gerados pelos governos europeus e a UE.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Recentemente, as prefeitas de Madri e Barcelona declararam estarem dispostas a incluir ambos os munic&iacute;pios em uma rede de cidades de acolhimento. Manuela Carmena afirmou em uma entrevista no r&aacute;dio que <i>&ldquo;est&aacute; disposta a fazer o necess&aacute;rio para acolher a quem precise, mas deseja que seja o Governo quem lhes diga quantas pessoas v&atilde;o chegar a Madri&rdquo;.<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">N&atilde;o podemos esperar a que o Governo indique o n&uacute;mero de pessoas que entrar&atilde;o ao pa&iacute;s. O n&uacute;mero com o que trabalha Mariano Rajoy &eacute; indigno de se mencionar. A urg&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o exige solu&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas. O Governo central, as Comunidades Aut&ocirc;nomas e os munic&iacute;pios devem destinar imediatamente uma parte do or&ccedil;amento para a ajuda aos refugiados, tanto os que j&aacute; est&atilde;o aqui como os que chegar&atilde;o futuramente. Os apartamentos vazios devem ser imediatamente expropriados aos bancos, por exemplo, e utilizados para abrigar &agrave;s fam&iacute;lias sem casa. O n&uacute;mero de casas vazias no Estado espanhol &eacute; suficiente para acolher milh&otilde;es de pessoas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>*<\/b> Parar j&aacute; est&aacute; cat&aacute;strofe. Toda a solidariedade com os refugiados!<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>* <\/b>Asilo para todos os solicitantes nas fronteiras europeias!<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>* <\/b>Menos repress&atilde;o nas fronteiras e mais ajudas aos refugiados!<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>*<\/b> Suspender o pagamento da d&iacute;vida para fazer frente &agrave; cat&aacute;strofe humanit&aacute;ria!<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>*<\/b> Expropria&ccedil;&atilde;o dos apartamentos vazios e coloc&aacute;-los ao dispor das fam&iacute;lias rec&eacute;m- chegadas!<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height:normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>*<\/b> Direitos b&aacute;sicos a todos os refugiados na Europa!<\/span><\/span><\/div>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i><span style=\"line-height: 115%;\">Fonte: <\/span><\/i><span style=\"line-height: 115%;\"><a href=\"http:\/\/www.corrienteroja.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>http:\/\/www.corrienteroja.net\/<\/i><\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br clear=\"all\" \/><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"http:\/\/internacional.elpais.com\/internacional\/2015\/08\/25\/atualidade\/1440506167_226141.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"line-height: 115%;\">http:\/\/internacional.elpais.com\/internacional\/2015\/08\/25\/atualidade\/1440506167_226141.html<\/span><\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"http:\/\/www.publico.es\/sociedade\/devolu\u00e7\u00f5es-quente-j\u00e1-s\u00e3o-legais.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"line-height: 115%;\">http:\/\/www.publico.es\/sociedade\/devolu&ccedil;&otilde;es-quente-j&aacute;-s&atilde;o-legais.html<\/span><\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><br \/>\n\t\t\t<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atual crise migrat&oacute;ria na Europa deve ser entendida como a ponta do iceberg de uma crise sist&ecirc;mica bem mais profunda. A do sistema capitalista em sua atual etapa de decad&ecirc;ncia e destrui&ccedil;&atilde;o. As crises ocorrem em intervalos de tempo cada vez menores e s&atilde;o mais profundas e destrutivas. A sa&iacute;da proposta pelos governos da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9106,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8080,3970,83],"tags":[],"class_list":["post-3466","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especial-refugiados","category-imigrantes","category-mundo"],"fimg_url":false,"categories_names":["Especial Refugiados","Imigrantes","Mundo"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3466"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3466\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}