{"id":3444,"date":"2015-09-03T23:52:48","date_gmt":"2015-09-03T23:52:48","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2015\/09\/03\/os-muros-de-que-nao-se-falam\/"},"modified":"2015-09-03T23:52:48","modified_gmt":"2015-09-03T23:52:48","slug":"os-muros-de-que-nao-se-falam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/09\/03\/os-muros-de-que-nao-se-falam\/","title":{"rendered":"Os muros de que n\u00e3o se falam"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><i style=\"text-align: justify;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;color:#0D0D0D;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"165\" hspace=\"6\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/muro-bulgaria-turquia.jpg\" vspace=\"4\" width=\"260\" \/>Desde a queda do Muro de Berlim, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o do mundo ocidental preencheram p&aacute;ginas e p&aacute;ginas e ocuparam horas e horas de televis&atilde;o para nos fazer crer que somos mais livres, j&aacute; que o muro representava a divis&atilde;o entre &ldquo;dois mundos&rdquo; conflitantes e incompat&iacute;veis.<\/span><\/i><\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(13, 13, 13);\">E foi bom, muito bom, que as massas tenham derrubado este Muro, mas n&atilde;o nos enganemos. Nos anos 1990 come&ccedil;ou tamb&eacute;m uma ofensiva voraz dos imperialismos para se apoderar, via planos neoliberais, de qualquer parte do mundo que tentasse ser independente ou fugir dos seus ditames. Implementaram, ent&atilde;o, a &ldquo;globaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Esta prometia ser a integra&ccedil;&atilde;o de todos. E, neste mar&ccedil;o, a Uni&atilde;o Europeia, que pretendia ser um Estado supranacional onde as pessoas pudessem deslocar-se livremente para trabalhar e viver.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"color: rgb(13, 13, 13); font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Que bom seria poder dizer que vivemos em um mundo sem fronteiras e sem muros&#8230;se fosse assim. Sem d&uacute;vida, tudo o que a humanidade tem de bom poderia ser compartilhado e servir para que todos alcan&ccedil;&aacute;ssemos nossos m&aacute;ximos potenciais, conhec&ecirc;ssemos e aprend&ecirc;ssemos deste mundo que tanto tem a oferecer.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">No entanto, a realidade est&aacute; muito distante disso. O mundo globalizado que nos propuseram por estes anos e que tentaram nos vender como a integra&ccedil;&atilde;o dos Estados e das na&ccedil;&otilde;es, e os pa&iacute;ses e continentes, depois de derrubado o tristemente c&eacute;lebre Muro de Berlim, &eacute; uma das piores farsas que j&aacute; foram ditas e implementadas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">A t&atilde;o repetida &ldquo;globaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que parecia ser &ldquo;um mundo de portas abertas para todos&rdquo;, n&atilde;o foi e nem &eacute; manda mais que um teatro de opera&ccedil;&otilde;es para os ricos e poderosos. E neste teatro h&aacute; papeis protagonistas e papeis de figurantes.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">O protagonismo foi roubado pelas burguesias, com grandes corpora&ccedil;&otilde;es empresariais e bancos, onde o capital financeiro e a especula&ccedil;&atilde;o e a corrup&ccedil;&atilde;o levam &ndash;das m&atilde;os dos governos dos pa&iacute;ses mais ricos: o senhor do mundo, Estados Unidos, e seus c&uacute;mplices e seguidores, os imperialismos da Uni&atilde;o Europeia e alguns outros pa&iacute;ses&ndash; o esfor&ccedil;o e o sacrif&iacute;cio dos elencos de figurantes de todo o resto.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">E os papeis de figurantes, que enfrentam pobreza, mis&eacute;ria, desemprego, opress&otilde;es infinitas e muitos outros golpes, foram dados &agrave; maioria dos habitantes dos pa&iacute;ses pobres, coloniais e semicoloniais, dependentes dos poderosos protagonistas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">E como os protagonistas devem &ldquo;cuidar&rdquo; de seus papeis e n&atilde;o se deixar atropelar por aqueles restantes que tentam viver melhor, decidiram terminar com a farsa e come&ccedil;ar a levantar muros que evitem o atropelo. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Assim, desde a queda do Muro de Berlim &ndash;quando havia em todo o mundo 16 delas&ndash;, foram levantadas ou est&atilde;o em constru&ccedil;&atilde;o 65 muralhas que tentam deter o &ldquo;avan&ccedil;o&rdquo; de milhares de refugiados e imigrantes que fogem das guerras do Oriente M&eacute;dio, da falta de perspectivas em alguns outros pa&iacute;ses asi&aacute;ticos, e tamb&eacute;m africanos, europeus e\/ou latino-americanos, que procuram todos conseguir um lugar melhor para trabalhar e viver com suas fam&iacute;lias.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Mas os poderosos &ndash;e outros setores que os poderosos convenceram de que o que amea&ccedil;a seus cada vez mais escassos privil&eacute;gios s&atilde;o os imigrantes&ndash; imp&otilde;em a estes a ilegalidade, o terror e at&eacute; a morte. E vemos um aumento de imigrantes que, no entanto, bem poderiam ser absorvidos nos pa&iacute;ses de destino, mas que devido &agrave; crise econ&ocirc;mica n&atilde;o s&atilde;o aceitos para aumentar a barata m&atilde;o de obra estrangeira. Por isso, os poderosos mudaram sua pol&iacute;tica e, ao mesmo tempo, utilizam e fazem crescer o fantasma da imigra&ccedil;&atilde;o como uma amea&ccedil;a para confundir a seus pr&oacute;prios povos. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Por isso, o que cria esta &ldquo;crise migrat&oacute;ria&rdquo; atual n&atilde;o &eacute; o aumento exponencial de novos migrantes, mas a mudan&ccedil;a de pol&iacute;tica dos pa&iacute;ses que os recebem e seu endurecimento nas fronteiras, acarretando todo tipo de viol&ecirc;ncia e atrocidades contra os mais pobres e &ldquo;desclassados&rdquo; que tentam superar as barreiras&#8230; e os muros &ndash;f&iacute;sicos e ideol&oacute;gicos&ndash; que lhes imp&otilde;em o capitalismo, o &ldquo;mundo globalizado&rdquo;.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">E, ent&atilde;o, este mundo de portas abertas dos pa&iacute;ses &ldquo;democr&aacute;ticos&rdquo; se revela de cara para os imigrantes &ndash;e para todos que quiserem ver&ndash; como realmente &eacute;: uma pris&atilde;o repleta de muros quase insuper&aacute;veis, com guardas armados e dispostos a matar, em meio a uma hipocrisia crescente e asquerosa que pretende nos fazer acreditar que a xenofobia, a pregui&ccedil;a e a corrup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o existem ou s&atilde;o males de &ldquo;alguma outra parte&rdquo; do mundo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Nos &uacute;ltimos dias, esta crise migrat&oacute;ria tomou mais vidas que nos anos anteriores e ultrapassou as fronteiras de pa&iacute;ses europeus como It&aacute;lia, Hungria, Maced&ocirc;nia e Gr&eacute;cia, muitas vezes utilizados como passagem at&eacute; Alemanha e Norte da Europa. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">E em meio a esse caos, os muros seguem crescendo&#8230; Aos j&aacute; conhecidos e sinistros que Israel imp&otilde;e &agrave; Palestina &ndash;em aberta viola&ccedil;&atilde;o &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o internacional e com o objetivo de marcar uma fronteira que, via ocupa&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rios, permita-lhe apoderar-se de terras e vidas&ndash; e os Estados Unidos ao M&eacute;xico e pa&iacute;ses centro-americanos &ndash;com o argumento de refor&ccedil;ar as fronteiras para evitar a infiltra&ccedil;&atilde;o de &ldquo;terroristas isl&acirc;micos&rdquo; (e, junto, latinos e pobres)&ndash;, somam-se o muro da rota balc&acirc;nica, ao longo da fronteira da S&eacute;rvia com a Hungria, com 177 quil&ocirc;metros de extens&atilde;o, impulsionado pelo conservador governo h&uacute;ngaro de Orban, que pretende deter o fluxo migrat&oacute;rio de pessoas provenientes da S&iacute;ria, Afeganist&atilde;o e Paquist&atilde;o atrav&eacute;s da S&eacute;rvia, e com destino &agrave; Alemanha, &Aacute;ustria e a pen&iacute;nsula escandinava.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">E outros muros, como o de Evros, entre a Gr&eacute;cia e a Turquia, que atrasa a entrada de imigrantes que anseiam chegar &agrave; Uni&atilde;o Europeia; ou os levantados na Irlanda do Norte com o nome de &ldquo;linhas de paz&rdquo;, para separar comunidades cat&oacute;licas e protestantes; ou os existentes entre Espanha e Marrocos, nos enclaves espanhois de Ceuta e Melilla, que cada dia toma a vida de muitos que tentam saltar sobre eles, quando n&atilde;o s&atilde;o mortos nas &aacute;guas ou assassinados pela repress&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Ou a cerca com que a &Iacute;ndia circunda a Bangladesh com o objetivo de frear a imigra&ccedil;&atilde;o, e que deixou pelo menos 100.000 pessoas no mais absoluto desamparo, sem nenhum servi&ccedil;o e presas em uma terra de ningu&eacute;m. E at&eacute; o pequeno Chipre tem um muro que divide em duas &agrave; sua capital, Nicosia, e que separa as popula&ccedil;&otilde;es grega e turca desde 1974.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Tamb&eacute;m existe um muro de areia de quase 3.000 quil&ocirc;metros no Saara Ocidental, que separa Marrocos das regi&otilde;es sob controle da Frente Polis&aacute;rio; e o da Ar&aacute;bia Saudita-Iraque, que chega aos 900 quil&ocirc;metros, com mirantes, torres de controle e centros de interven&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida; e outro, na Bulg&aacute;ria, que percorre toda a fronteira terrestre com a Turquia para evitar a entrada de refugiados provenientes dos pa&iacute;ses &aacute;rabes na guerra.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Assim, a repetida &ldquo;globaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que prometia &ldquo;unir o mundo em um s&oacute; para todos&rdquo;, somente uniu aos imperialismos contra os trabalhadores e os povos que, obrigados pelas guerras, a mis&eacute;ria, a fome, a falta de oportunidades, o terror, a opress&atilde;o, o desemprego e outros tantos fatores deste tipo, emigram em massa para o que consideram um lugar melhor, e onde encontram com valas, muros, barreiras, requisi&ccedil;&otilde;es, quando n&atilde;o com a viol&ecirc;ncia descarada dos &ldquo;governos democr&aacute;ticos &ldquo;, que n&atilde;o lhes permitem a entrada e os for&ccedil;am a vivem em acampamentos de refugiados, em uma peregrina&ccedil;&atilde;o sem fim de fronteira em fronteira&#8230; de muro em muro. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">O &ldquo;mundo de todos e para todos&rdquo; converte-se, assim, cada dia mais no teatro de opera&ccedil;&otilde;es que inclui aos ricos e poderosos, protagonistas da com&eacute;dia que representam, contra o elenco de figurantes que vivem na trag&eacute;dia cotidiana de ter que fugir para encontrar um lugar &ldquo;melhor&rdquo; para viver e onde s&oacute; encontram muros e mais muros &ndash;esses sim, &ldquo;globalizados&rdquo;&ndash;, que os empurram de um lado a outro de cada fronteira natural ou fabricada para lhes mostrar que o mundo n&atilde;o &eacute; de todos nem para todos.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">No entanto, algumas vezes este mundo &ldquo;imenso e distante&rdquo; mostra tamb&eacute;m que a grandes humana &eacute; infinita, que a solidariedade entre trabalhadores e pobres conseguiu derrubar muitas barreiras, que os muros podem cair e que a luta incans&aacute;veis &ldquo;dos figurantes&rdquo; pode tornar concreto e verdadeiro este mundo sem fronteiras e sem muros, que tanto aspiramos e pelo qual lutamos.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;\ncolor:#0D0D0D;\">Esta &eacute; nossa luta, essa &eacute; nossa esperan&ccedil;a, esse &eacute; o objetivo final para o qual devemos empenhar nosso esfor&ccedil;o e nossas vidas. A constru&ccedil;&atilde;o desse mundo livre, de pessoas livres, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; ut&oacute;pico. &Eacute; uma luta sem atalho nem capitula&ccedil;&otilde;es, &eacute; a revolu&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria e socialista internacional, o &uacute;nico caminho que nos permitir&aacute; viver livres neste &ldquo;mundo de todos e para todos&rdquo;.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph;text-autospace:none\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;text-justify:inter-ideograph\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><i><span style=\"Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\\.HelveticaNeueInterface-Regular&quot;;color:#0D0D0D;\">Tradu&ccedil;&atilde;o &ndash; Isa Perez&nbsp;<\/span><\/i><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a queda do Muro de Berlim, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o do mundo ocidental preencheram p&aacute;ginas e p&aacute;ginas e ocuparam horas e horas de televis&atilde;o para nos fazer crer que somos mais livres, j&aacute; que o muro representava a divis&atilde;o entre &ldquo;dois mundos&rdquo; conflitantes e incompat&iacute;veis.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9096,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8080,3970,203,83],"tags":[],"class_list":["post-3444","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especial-refugiados","category-imigrantes","category-israel","category-mundo"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/muro-bulgaria-turquia.jpg","categories_names":["Especial Refugiados","Imigrantes","Israel","Mundo"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3444"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3444\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}