{"id":3429,"date":"2015-08-01T13:27:30","date_gmt":"2015-08-01T13:27:30","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2015\/08\/01\/o-criminoso-bombardeio-turco-contra-a-resistencia-curda\/"},"modified":"2015-08-01T13:27:30","modified_gmt":"2015-08-01T13:27:30","slug":"o-criminoso-bombardeio-turco-contra-a-resistencia-curda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/08\/01\/o-criminoso-bombardeio-turco-contra-a-resistencia-curda\/","title":{"rendered":"O criminoso bombardeio turco contra a resist\u00eancia curda"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"170\" hspace=\"6\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Turqu\u00eda-Kobane.jpg\" vspace=\"4\" width=\"260\" \/>O ataque em Suruc, no &uacute;ltimo dia 20 de julho, comoveu toda Turquia. O atentado terrorista realizado pelo Estado Isl&acirc;mico (EI) matou 30 jovens ativistas que estavam acampados em apoio &agrave; resist&ecirc;ncia curda da regi&atilde;o de Rojava e pela reconstru&ccedil;&atilde;o de Kobani, uma cidade independente curda, parte do Curdist&atilde;o S&iacute;rio, tamb&eacute;m chamado de Rojava (oeste em curdo).<\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A cidade foi atacada e bombardeada pelo Ex&eacute;rcito Isl&acirc;mico (EI) e pelas for&ccedil;as reacion&aacute;rias que s&atilde;o apoiadas log&iacute;stica e politicamente pelo regime do AKP (partido do governo na Turquia). O governo turco j&aacute; deu armas aos bandidos jihadistas , pra tentar acabar com a resist&ecirc;ncia&nbsp; de Rojava.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Contudo, pressionado pela opini&atilde;o p&uacute;blica da Turquia, o presidente direitista Tayyip Erdogan disse que o pa&iacute;s passaria a &ldquo;<em style=\"font-size: 10pt;\">combater as a&ccedil;&otilde;es do Estado Isl&acirc;mico<\/em>&rdquo;, mas tamb&eacute;m iria atacar com bombardeios os grupos que formam hoje a resist&ecirc;ncia curda. O imperialismo norte-americano saudou a iniciativa de &Acirc;ncara. Contudo, de l&aacute; pra c&aacute;, Erdogan coordenou uma s&eacute;rie de ataques, mas nenhum deles contra os terroristas do Estado Isl&acirc;mico, e sim contra a resist&ecirc;ncia curda. Os Estados Unidos continuaram aplaudindo e apoiando a investida de Erdogan.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><strong>Resist&ecirc;ncia her&oacute;ica<\/strong><\/p>\n<p>\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A guerrilha curda &eacute; a que concentra os mais efetivos lutadores contra o Estado Isl&acirc;mico hoje em todo Oriente M&eacute;dio. Criado em 2004, o YPG (Unidades de Defesa do Povo) vem travando uma her&oacute;ica resist&ecirc;ncia em todos estes anos.&nbsp; A sua a&ccedil;&atilde;o armada foi iniciada durante a guerra civil s&iacute;ria em 2011. No dia 19 de julho de 2012 a resist&ecirc;ncia conseguiu libertar Kobani das tropas do ditador s&iacute;rio Assad e nos cinco dias seguintes libertou as demais cidades. Em seguida enfrentaram a ofensiva do Estado Isl&acirc;mico.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O objetivo declarado do EI &eacute; o de criar um emirado isl&acirc;mico, um califado, nos atuais territ&oacute;rios da S&iacute;ria, Iraque, Jord&acirc;nia, L&iacute;bano e da Palestina hist&oacute;rica. Na verdade, o que querem com este Califado &eacute; o controle direto militar das ricas reservas de petr&oacute;leo de toda a regi&atilde;o, impondo sobre ela ditaduras ferozes baseadas em uma interpreta&ccedil;&atilde;o literal da lei isl&acirc;mica (Sharia).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">J&aacute; o YPG &eacute; um ex&eacute;rcito guerrilheiro de maioria curda, mas tem em suas fileiras outras nacionalidades. Em suas unidades h&aacute; lutando, muitas vezes, mais mulheres do que homens.&nbsp; &ldquo;<em>As mulheres s&atilde;o a maioria nas brigadas. Isso &eacute; muito importante numa regi&atilde;o como o Oriente M&eacute;dio porque a sociedade de muitos pa&iacute;ses n&atilde;o permite que as mulheres participem da vida social. Quando se olha pra Rojava e se v&ecirc; a situa&ccedil;&atilde;o em que se encontram as mulheres devemos sentir muito orgulho<\/em>&rdquo;, explica Erol Ekici, do sindicato da constru&ccedil;&atilde;o civil da Turquia e da Plataforma pela Reconstru&ccedil;&atilde;o de Kobani. Erol visitou recentemente a regi&atilde;o e concedeu uma entrevista ao Portal da LIT-QI (<a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/?p=2238\"><span style=\"color:windowtext\">http:\/\/www.litci.org\/index.php\/turquia\/item\/3129-los-trabajadores-no-podemos-ser-indiferentes-a-lo-que-sucede-en-kobane#.VbzFvflViko<\/span><\/a> ).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Segundo o sindicalista, muitas cidades ao redor Kobani foram liberadas da tirania do Estado Isl&acirc;mico.&nbsp; &ldquo;<em>A vida est&aacute; voltando de muitas maneiras. O dano foi muito grande, mas est&aacute; come&ccedil;ando a ir bem. Agora, o governo est&aacute; muito aberto, todo mundo tem o direito de falar: socialistas, curdos, &aacute;rabes. Todos s&atilde;o apresentados nas assembl&eacute;ias pode falar e realizar seus projetos<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas os bombardeios turcos na regi&atilde;o podem fazer tudo mudar e fortalecer uma nova ofensiva do EI. O governo do AKP, h&aacute; 12 anos do poder, encontra hoje dificuldades para compor uma maioria no parlamento turco. Por isso, fala-se na convoca&ccedil;&atilde;o de novas elei&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s. Erdogan teme que o crescimento do HDP (Partido Democr&aacute;tico dos Povos, uma organiza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-curda criada em 2012 e que teve 13% dos votos nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es turcas) possa aumentar sua influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica e eleitoral. Nesse sentido, muitos analistas ligam a ofensiva militar de Erdogan a uma campanha de demoniza&ccedil;&atilde;o do povo curdo a todos aqueles que apoiam a sua luta.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">No entanto, o que mais Erdogan teme &eacute; que uma poss&iacute;vel vit&oacute;ria retumbante do povo curdo contra o Estado Isl&acirc;mico possa fortalecer sua luta pela sua autodetermina&ccedil;&atilde;o. Uma vit&oacute;ria da resist&ecirc;ncia curda poderia, al&eacute;m de significar um golpe mortal sobre o AKP, reanimar a luta contra o ditador Assad na S&iacute;ria. As bombas atiradas contra a resist&ecirc;ncia tem fundamentalmente o objetivo de impedir esse cen&aacute;rio.<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ataque em Suruc, no &uacute;ltimo dia 20 de julho, comoveu toda Turquia. O atentado terrorista realizado pelo Estado Isl&acirc;mico (EI) matou 30 jovens ativistas que estavam acampados em apoio &agrave; resist&ecirc;ncia curda da regi&atilde;o de Rojava e pela reconstru&ccedil;&atilde;o de Kobani, uma cidade independente curda, parte do Curdist&atilde;o S&iacute;rio, tamb&eacute;m chamado de Rojava (oeste [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9030,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[417],"tags":[],"class_list":["post-3429","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-turquia"],"fimg_url":false,"categories_names":["Turquia"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3429","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3429"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3429\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}