{"id":3387,"date":"2015-06-24T01:41:23","date_gmt":"2015-06-24T01:41:23","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2015\/06\/24\/um-ano-de-califado-no-iraque-e-na-siria\/"},"modified":"2015-06-24T01:41:23","modified_gmt":"2015-06-24T01:41:23","slug":"um-ano-de-califado-no-iraque-e-na-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/06\/24\/um-ano-de-califado-no-iraque-e-na-siria\/","title":{"rendered":"Um ano de \u201ccalifado\u201d no Iraque e na S\u00edria"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"123\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/estado-isl\u00e2mico.jpg\" vspace=\"6\" width=\"288\" \/>Ap&oacute;s um ano desde que o Estado Isl&acirc;mico (EI) iniciou uma fulminante ofensiva que, diante da debandada das tropas regulares iraquianas, tomou as cidades de Mosul e Tikrit, agora est&aacute; a <\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more--><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">poucos quil&ocirc;metros de Bagd&aacute;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a>. Pouco depois, Abu Bakr al-Baghdadi, l&iacute;der do EI, proclamou a funda&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;califado&rdquo;<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\">[2]<\/a> que atualmente controla uma faixa territorial que abarca o leste da S&iacute;ria e o noroeste do Iraque.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Sem d&uacute;vidas, a entrada em cena do EI &#8211; uma organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-militar burguesa que pretende construir-se com os recursos naturais desses dois pa&iacute;ses, aplicando para isso m&eacute;todos fascistas contra as popula&ccedil;&otilde;es locais, coerentes com seu programa teocr&aacute;tico-ditatorial -, significou um importante refor&ccedil;o para a contrarrevolu&ccedil;&atilde;o no meio do processo revolucion&aacute;rio que, embora de maneira desigual e contradit&oacute;ria, continua o seu curso no Oriente M&eacute;dio.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em termos concretos, as mil&iacute;cias s&iacute;rias passaram a combater em &ldquo;duas frentes&rdquo;: por um lado, contra o ex&eacute;rcito regular da ditadura de Bashar al-Assad; por outro, contra aproximadamente 30.000 soldados do &ldquo;califado&rdquo;. Nestas &uacute;ltimas semanas, o principal combate dos rebeldes s&iacute;rios contra ambas as for&ccedil;as se desenvolve na prov&iacute;ncia de Alepo. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em setembro de 2014 come&ccedil;ou o cerco do EI &agrave; cidade curda de Kobane, no norte da S&iacute;ria. Este fato desencadeou uma heroica resist&ecirc;ncia que, na pr&aacute;tica, unificou a toda a na&ccedil;&atilde;o curda em defesa de seu territ&oacute;rio hist&oacute;rico<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\" title=\"\">[3]<\/a>. Durante meses, as mil&iacute;cias curdas &#8211; com destacada atua&ccedil;&atilde;o das combatentes mulheres &#8211; receberam volunt&aacute;rios de dezenas de pa&iacute;ses e lutaram ao lado das brigadas do Ex&eacute;rcito Livre da S&iacute;ria (ELS). Desta forma puderam infligir uma dura derrota militar aos invasores, em fevereiro deste ano<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\" title=\"\">[4]<\/a>. E no final de maio, os milicianos curdos expulsaram o EI de Al Hasaka, situada no extremo nordeste da S&iacute;ria.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">E recentemente: a reconquista de Tel Abiad, um dos pontos chave na batalha que se desenvolve ao longo da fronteira turco-s&iacute;ria. Esta cidade, situada a 85 quil&ocirc;metros ao noroeste de Raqqa, capital do autoproclamado &ldquo;califado&rdquo;, constitui um passo estrat&eacute;gico desde a Turquia. A tomada de Tel Abiad, por parte das mil&iacute;cias curdas e dos rebeldes &aacute;rabes s&iacute;rios, &eacute; uma vit&oacute;ria importante contra o EI, pois a resist&ecirc;ncia unit&aacute;ria consegue impedir o abastecimento direto entre a Turquia e Raqqa. Sem d&uacute;vidas, um duro golpe na log&iacute;stica jihadista, que supera o feito em Kobane.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Estes fatos demonstram, al&eacute;m das debilidades militares que tem o EI, a enorme efic&aacute;cia obtida com a ampla unidade na hora de enfrent&aacute;-lo. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>O &ldquo;califado&rdquo; continua de p&eacute;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No entanto, &eacute; preciso advertir que ser&aacute; necess&aacute;rio bem mais para poder liquidar este aparelho contrarrevolucion&aacute;rio. Em um ano ap&oacute;s ter iniciado sua &ldquo;guerra rel&acirc;mpago&rdquo;, o EI n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o foi derrotado sen&atilde;o que, nas &uacute;ltimas semanas, demonstrou um renovado impulso sobre a regi&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O &ldquo;califado&rdquo; controla atualmente um ter&ccedil;o do Iraque e metade da S&iacute;ria. Aproximadamente, uma extens&atilde;o de 300.000 quil&ocirc;metros quadrados onde vivem ao redor de seis milh&otilde;es de pessoas<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\" title=\"\">[5]<\/a>. Nestes territ&oacute;rios, como &eacute; sabido, instaurou uma terr&iacute;vel ditadura teocr&aacute;tica, marcada por execu&ccedil;&otilde;es em massa, crucifica&ccedil;&otilde;es, apedrejamentos, mutila&ccedil;&otilde;es genitais e todo tipo de atrocidades que, sistematicamente filmadas, s&atilde;o depois difundidas mediante um s&oacute;lido aparelho de propaganda.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Suas principais v&iacute;timas: as minorias religiosas e as mulheres. A f&uacute;ria contra estas &uacute;ltimas &eacute; brutal. Dentro do &ldquo;califado&rdquo;, a escravatura sexual &eacute; uma pr&aacute;tica comum: <i>&ldquo;o que faz aceit&aacute;vel que uma mulher seja tomada como &ldquo;sabi&rdquo; (escrava) &eacute; sua incredulidade [professar cren&ccedil;as religiosas contr&aacute;rias &agrave;s do EI]. As mulheres infi&eacute;is que s&atilde;o capturadas e levadas &agrave; casa do isl&atilde; s&atilde;o permiss&iacute;veis, ap&oacute;s o Im&atilde; distribu&iacute;-las&rdquo;, <\/i>expressa um c&oacute;digo de conduta difundido em Mosul. Em outra passagem, l&ecirc;-se: <i>&ldquo;Est&aacute; permitido comprar, vender ou presentear escravas porque n&atilde;o s&atilde;o mais que uma propriedade<\/i>&rdquo;<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\" title=\"\">[6]<\/a>. O EI, que se nutre do caos ocasionado pelo entrela&ccedil;amento das v&aacute;rias guerras em curso, &eacute; uma das express&otilde;es mais acabadas da barb&aacute;rie em nossos dias.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por outro lado, &eacute; importante entender que, al&eacute;m da aplica&ccedil;&atilde;o do terror, existem zonas que, no m&iacute;nimo em um primeiro momento, aceitam a presen&ccedil;a dos jihadistas achando que esta for&ccedil;a poderia lhes garantir alguma seguran&ccedil;a ou estabilidade diante de tanta anarquia e persegui&ccedil;&otilde;es sect&aacute;rias. Este &eacute; o caso, aparentemente, de certas popula&ccedil;&otilde;es ou tribos &ldquo;sunitas&rdquo; no Iraque, que terminam apoiando &#8211; ou ao menos tolerando &#8211; o EI frente &agrave; pol&iacute;tica criminosa de discrimina&ccedil;&atilde;o e repress&atilde;o sect&aacute;ria implementada pelo governo &ldquo;xiita&rdquo; de Bagd&aacute;, que por sua vez est&aacute; influenciado pelos aiatol&aacute;s iranianos. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Isto indica que, al&eacute;m dos m&eacute;todos ditatoriais, pelo menos em algumas zonas do &ldquo;califado&rdquo;, o EI conta com alguma &ldquo;base social e pol&iacute;tica&rdquo;. Esta pode ser mais ou menos inconsistente, mas existe. Da mesma forma, cabe assinalar que o EI, igual que outros grupos da mesma natureza, foram estimulados e at&eacute; financiados por setores burgueses das monarquias &aacute;rabes &ldquo;sunitas&rdquo;, especialmente a saudita. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Nesse marco, um genocida imensamente mais destrutivo tentaria intensificar sua presen&ccedil;a. Em agosto de 2014, o imperialismo norte-americano tentou aproveitar a irrup&ccedil;&atilde;o do EI para &ldquo;legitimar&rdquo; sua interven&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o. Barack Obama anunciou a conforma&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;coaliz&atilde;o internacional&rdquo; que realizaria ataques a&eacute;reos &ldquo;limitados&rdquo; contra posi&ccedil;&otilde;es jihadistas, principalmente instala&ccedil;&otilde;es log&iacute;sticas e fontes de financiamento.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O pr&oacute;prio ditador Bashar al-Assad, identificando uma possibilidade para &ldquo;reabilitar-se&rdquo; no &acirc;mbito internacional, rapidamente &ldquo;ofereceu&rdquo; sua colabora&ccedil;&atilde;o aos EUA no &ldquo;combate ao terrorismo&rdquo;. Washington fez o mesmo, relegando a um &ldquo;segundo plano&rdquo; a exig&ecirc;ncia de que o d&eacute;spota s&iacute;rio abandonasse o poder.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por&eacute;m os mais de quatro mil bombardeios que esta &ldquo;coaliz&atilde;o internacional&rdquo; realizou nos &uacute;ltimos nove meses tampouco detiveram o avan&ccedil;o das hordas de Al-Baghdadi. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"middle\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"425\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Mapa_ISIS_1.png\" vspace=\"6\" width=\"448\" \/><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Ramadi e Palmira<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No m&ecirc;s passado, o EI apoderou-se de Ramadi, capital da prov&iacute;ncia iraquiana da Al-Anbar e uma importante via de acesso a Bagd&aacute;. Pouco depois ocupou por completo a hist&oacute;rica cidade de Palmira, no centro da S&iacute;ria, uma zona com importantes dep&oacute;sitos de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural. Nesta cidade, al&eacute;m disso, existem v&aacute;rios quart&eacute;is, um aeroporto militar e um pres&iacute;dio que &eacute; considerado um dos focos da repress&atilde;o do regime s&iacute;rio. A tomada de Palmira, sobretudo, significa o acesso a uma s&eacute;rie de estradas que unem Damasco com Homs e Alepo.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A isto se soma o avan&ccedil;o do EI no continente africano: as bandeiras negras come&ccedil;am a estender-se &agrave; L&iacute;bia. Nos &uacute;ltimos meses, as tropas do EI ocuparam portos, aeroportos, autoestradas e reservas de petr&oacute;leo de muita import&acirc;ncia para a economia local. Praticamente tomaram Sirte e est&atilde;o combatendo em Bengazi, a segunda cidade do pa&iacute;s<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\" title=\"\">[7]<\/a>. A constante penetra&ccedil;&atilde;o do EI permitiu-lhe o controle, at&eacute; agora, de 200 dos 1.700 quil&ocirc;metros de costa mediterr&acirc;nea que existe na L&iacute;bia.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Neste contexto, no dia 12 de junho centenas de vizinhos da cidade l&iacute;bia de Derna, situada no oeste do pa&iacute;s e controlada pelo EI desde outubro de 2014, manifestaram-se contra a &ldquo;presen&ccedil;a de estrangeiros&rdquo; que chegam &agrave; cidade para unir-se aos jihadistas. O EI respondeu disparando contra a multid&atilde;o. Sete pessoas foram mortas e outras 30 ficaram feridas. Isto mostra, por um lado, como funciona o conhecido regime ditatorial, com elementos de &ldquo;ex&eacute;rcito de ocupa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que imp&otilde;e o EI nos territ&oacute;rios que controla; por outro, que as popula&ccedil;&otilde;es locais, mais cedo ou mais tarde, terminam os vendo como &ldquo;invasores estrangeiros&rdquo;. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Como parte dos avan&ccedil;os do EI, deve ser apontado tamb&eacute;m &agrave; ades&atilde;o a este, em mar&ccedil;o, de Boko Haram, conhecida organiza&ccedil;&atilde;o terrorista nigeriana. No mesmo sentido, em novembro de 2014, Al Baghdadi, autointitulado como &ldquo;califa de todos os mu&ccedil;ulmanos&rdquo;, aceitou promessas de lealdade provenientes de outros grupos jihadistas do Egito, L&iacute;bia, Arg&eacute;lia, I&ecirc;men e Ar&aacute;bia Saudita<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\" title=\"\">[8]<\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Tamb&eacute;m, aparentemente o EI mant&eacute;m parte importante de suas fontes de financiamento: estima-se que sua renda di&aacute;ria pela venda de petr&oacute;leo se situa entre 850.000 e 1,65 milh&otilde;es de d&oacute;lares. A isto se somou outra via: a venda de antiguidades saqueadas nas cidades como Palmira, que abriga valiosos patrim&ocirc;nios culturais da humanidade. Segundo informa o <i>Wall Street Journal<\/i>, os lucros nesse ramo alcan&ccedil;ariam 100 milh&otilde;es de d&oacute;lares ao ano<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\" title=\"\">[9]<\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>A mesma t&aacute;tica com novas prioridades<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A recente tomada de Ramadi e Palmira fizeram soar os alarmes no governo de Obama, sempre acossado por cr&iacute;ticas internas a sua pol&iacute;tica exterior. A Casa Branca mede a cada passo: a pol&iacute;tica de &ldquo;fazer pouco&rdquo; em mat&eacute;ria militar pode resultar t&atilde;o prejudicial &agrave;s inten&ccedil;&otilde;es de Obama como o &ldquo;fazer muito&rdquo; de George W. Bush. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O concreto &eacute; que os recentes progressos do EI semeiam d&uacute;vidas sobre o balan&ccedil;o apresentado pelos EUA: os bombardeios a&eacute;reos mataram mais de 10.000 milicianos do &ldquo;califado&rdquo;, que perderia 25% do territ&oacute;rio inicialmente conquistado. As cr&iacute;ticas aumentam tamb&eacute;m devido aos altos custos desta opera&ccedil;&atilde;o &ldquo;limitada&rdquo;: US$ 2,7 bilh&otilde;es desde agosto do ano passado, uma m&eacute;dia de US$ 9 milh&otilde;es di&aacute;rios<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\" title=\"\">[10]<\/a>. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Ainda assim, o presidente norte-americano anunciou recentemente o envio de 450 novos &ldquo;instrutores&rdquo; militares ao Iraque, que se somar&atilde;o aos 3.100 j&aacute; instalados.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">N&atilde;o obstante, a t&aacute;tica geral se manteria: nada de &ldquo;tropas sobre o terreno&rdquo;. Os militares norte-americanos dever&atilde;o se limitar a realizar bombardeios a&eacute;reos &ldquo;seletivos&rdquo; e a &ldquo;treinar, aconselhar e ajudar&rdquo; o inconsistente ex&eacute;rcito iraquiano. A diplomacia seguir&aacute; seus esfor&ccedil;os para selar uma alian&ccedil;a mais s&oacute;lida com as tribos &ldquo;sunitas&rdquo; &#8211; que n&atilde;o se somam porque identificam, com raz&atilde;o, ao governo &ldquo;xiita&rdquo; iraquiano como inimigo &#8211; e com os <i>peshmergas <\/i>(tropas curdas do Iraque).<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No entanto, as prioridades mudariam: se at&eacute; recentemente o Pent&aacute;gono concentrava-se em retomar Mosul, agora o objetivo imediato &eacute; Ramadi. Nesse sentido, o primeiro-ministro iraquiano, Haider Al-Abadi, autorizou o deslocamento de 3.000 integrantes de mil&iacute;cias xiitas, majoritariamente apoiadas pelo Ir&atilde;, para iniciar uma ofensiva contra a cidade.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Mas nem o governo de Bagd&aacute; &#8211; apoiado pelo imperialismo &#8211; nem as mil&iacute;cias financiadas pelo Ir&atilde; s&atilde;o uma alternativa para o povo iraquiano de conjunto, contra o EI. Isto &eacute; assim porque tanto Al-Abadi\/Ir&atilde; como o EI t&ecirc;m um projeto ditatorial teocr&aacute;tico, que prop&otilde;e a divis&atilde;o sect&aacute;ria do pa&iacute;s. Faz anos, sobretudo no tempo do primeiro-ministro Nuri Al-Maliki, o governo de Bagd&aacute; implementa uma pol&iacute;tica de repress&atilde;o e persegui&ccedil;&atilde;o contra as popula&ccedil;&otilde;es &ldquo;sunitas&rdquo; do Iraque. Este &eacute; o motivo pelo qual os &ldquo;sunitas&rdquo; n&atilde;o s&oacute; s&atilde;o reticentes a somar esfor&ccedil;os para derrotar o EI, sen&atilde;o que, em alguns casos, sustentam os jihadistas. S&oacute; uma mobiliza&ccedil;&atilde;o independente da toda a classe trabalhadora iraquiana, que por sua vez se una e respeite os direitos nacionais dos curdos <i>peshmergas<\/i>, pode derrotar as hordas do EI. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Kobane e Tel Abiad mostram o caminho<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A derrota do EI &eacute; uma necessidade da revolu&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria e regional. Este &ldquo;partido-ex&eacute;rcito&rdquo; com caracter&iacute;sticas fascistas integra uma frente contrarrevolucion&aacute;ria mais ampla que paralisa a luta do povo s&iacute;rio: o ditador Bashar Al-Assad &#8211; apoiado pelo Ir&atilde;, R&uacute;ssia e Hezbollah -; o imperialismo norte-americano e europeu; e o castro-chavismo, que desde o in&iacute;cio se posicionou a favor das ditaduras &aacute;rabes, contra as aspira&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas dos povos.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Neste sentido, a vit&oacute;ria em Kobane e, mais recentemente em Tel Abiad, oferecem uma amostra do caminho a ser seguido: a unidade pol&iacute;tico-militar entre combatentes curdos e rebeldes s&iacute;rios &aacute;rabes. Foi assim que o EI foi derrotado em ambas as cidades, inclusive sendo militarmente superior. Os bombardeios &ldquo;humanit&aacute;rios&rdquo; do imperialismo, se bem estavam dirigidos contra o EI, resultaram secund&aacute;rios nesse embate. O determinante foi a luta heroica dos curdos e &aacute;rabes sobre o terreno. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No Iraque, &eacute; necess&aacute;rio que todo o povo &#8211; &ldquo;xiitas&rdquo;, &ldquo;sunitas&rdquo; e &ldquo;curdos&rdquo; &#8211; mobilize-se de maneira unit&aacute;ria e independente contra o governo de Al-Abadi, do imperialismo, e do Ir&atilde;. Esta &eacute; a &uacute;nica forma de expulsar o EI do pa&iacute;s. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Na S&iacute;ria, a unifica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-militar das unidades &aacute;rabes, curdas e de todas as nacionalidades para combater o ditador Al-Assad, o imperialismo, e o EI, &eacute; o caminho para a liberta&ccedil;&atilde;o do povo trabalhador, tanto da ditadura de Al-Assad como da ditadura do &ldquo;califado&rdquo; e, ao mesmo tempo, para avan&ccedil;ar para a conquista da autodetermina&ccedil;&atilde;o nacional de toda a na&ccedil;&atilde;o curda.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Insistimos: a unidade para lutar de toda a classe trabalhadora e de todas as nacionalidades oprimidas na regi&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; progressiva sen&atilde;o, em nossa opini&atilde;o, uma condi&ccedil;&atilde;o para a vit&oacute;ria.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i>Tradu&ccedil;&atilde;o: Rosangela Botelho<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br clear=\"all\" \/><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a> Ver as declara&ccedil;&otilde;es da LIT-QI: <a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/?p=484\">http:\/\/www.litci.org\/index.php\/lit-ci-y-partidos\/publicaciones\/correo-internacional\/item\/393-sobre-la-situacion-en-irak#.VXruf_lViko<\/a>; <a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/?p=1824\">http:\/\/www.litci.org\/index.php\/declaraciones\/item\/2694-no-a-los-bombardeos-imperialistas-en-siria-por-la-derrota-de-al-assad-y-del-califato-islamico#.VXrubvlViko<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\">[2]<\/a> NT: Modelo institu&iacute;do na pen&iacute;nsula Ar&aacute;bica no s&eacute;culo 7, a partir do profeta Maom&eacute;. &ldquo;Califado&rdquo; significa sucess&atilde;o, em &aacute;rabe. A ideia de califado &eacute; procurar por outro mu&ccedil;ulmano para liderar a comunidade isl&acirc;mica. O atual sistema de Estados &eacute; contr&aacute;rio &agrave; ideia de califado;<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\" title=\"\">[3]<\/a> Em pouco tempo, a defesa de Kobane criou uma frente comum entre militantes curdos das Unidades de Prote&ccedil;&atilde;o Popular (YPG, sigla curda), que combatem em solo s&iacute;rio; do Partido dos Trabalhadores do Curdist&atilde;o (PKK), que opera na Turquia; e os combatentes<i> Peshmergas<\/i>, for&ccedil;a armada do Curdist&atilde;o iraquiano, que enviou unidades a Kobane ao mesmo tempo em que continuam lutando contra o EI para proteger seu territ&oacute;rio hist&oacute;rico;<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\" title=\"\">[4]<\/a> Ver: <a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/?p=2040\">http:\/\/www.litci.org\/index.php\/siria\/item\/2923-la-victoria-del-pueblo-kurdo-en-kobane#.VXrjwvlViko<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\" title=\"\">[5]<\/a> O EI controla, al&eacute;m de Mosul, importantes cidades como Faluja (Iraque) e Raqqa (S&iacute;ria), considerada a &ldquo;capital&rdquo; do califado.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\" title=\"\">[6]<\/a> Ver: http:\/\/www.elmundo.es\/internacional\/2015\/06\/12\/5579c298ca4741a9268b459d.html<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn7\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\" title=\"\">[7]<\/a> A instabilidade na L&iacute;bia resultou em dois governos: um instalado em Tobruk, ao leste reconhecido pela comunidade internacional; outro em Tripoli, formado pela alian&ccedil;a de v&aacute;rias mil&iacute;cias isl&acirc;micas. Ambos est&atilde;o em negocia&ccedil;&otilde;es para assinar um acordo de &ldquo;unidade nacional&rdquo;;<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn8\">\n<div style=\"text-align:justify\">\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\" title=\"\">[8]<\/a>http:\/\/www.bbc.com\/mundo\/ultimas_noticias\/2015\/03\/150307_ultnot_nigeria_boko_haram_estado_islamico_az<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn9\">\n<div style=\"text-align:justify\">\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\" title=\"\">[9]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.wsj.com\/articles\/syrian-monuments-men-race-to-protect-antiquities-as-looting-bankrolls-terror-1423615241?mod=e2tw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.wsj.com\/articles\/syrian-monuments-men-race-to-protect-antiquities-as-looting-bankrolls-terror-1423615241?mod=e2tw<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn10\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\" title=\"\">[10]<\/a> http:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2015\/06\/eua-gastam-us-9-milhoes-ao-dia-para-combater-estado-islamico.html<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s um ano desde que o Estado Isl&acirc;mico (EI) iniciou uma fulminante ofensiva que, diante da debandada das tropas regulares iraquianas, tomou as cidades de Mosul e Tikrit, agora est&aacute; a<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":8940,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[6325],"tags":[],"class_list":["post-3387","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oriente-medio-mundo"],"fimg_url":false,"categories_names":["Oriente M\u00e9dio"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3387\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}