{"id":33210,"date":"2020-05-15T08:50:03","date_gmt":"2020-05-15T10:50:03","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=33210"},"modified":"2020-05-15T08:50:03","modified_gmt":"2020-05-15T10:50:03","slug":"chile-nasce-a-voz-do-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/05\/15\/chile-nasce-a-voz-do-mineiro\/","title":{"rendered":"Chile&#124; Nasce a Voz do Mineiro"},"content":{"rendered":"<p><em>Para come\u00e7ar, quero deixar algumas palavras nesta primeira edi\u00e7\u00e3o do boletim &#8220;A Voz do Minero&#8221;. J\u00e1 entre os anos de 1880 e 1930, foi criado um grande n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es de organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores. Jornais que dedicaram suas p\u00e1ginas fundamentalmente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica da classe trabalhadora, porque via seu desenvolvimento cultural e pol\u00edtico secundarizados devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o. A\u00ed surge o nome de Luis Emilio Recabarren, pioneiro da imprensa oper\u00e1ria, que tamb\u00e9m desempenha um papel fundamental na organiza\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Pablo Valenzuela, trabalhador terceirizado do cobre<br \/>\nA Voz do Mineiro nasce em um momento hist\u00f3rico, com uma pandemia e uma crise econ\u00f4mica sem precedentes na hist\u00f3ria. Nasce em uma \u00e9poca em que os dirigentes das principais organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores, como a CUT, se esfor\u00e7am pedindo ao governo e aos empres\u00e1rios que sejam um pouco mais compreensivos com os trabalhadores e tornem a crise do capitalismo &#8220;mais humana&#8221;. Esse boletim nasceu quando os partidos pol\u00edticos do regime fecharam a porta na cara dos trabalhadores para abri-la aos acordos com empres\u00e1rios e governo, a fim de continuar fazendo com que o povo trabalhador pagasse os custos de tudo.<br \/>\nAssim surge este boletim informativo, pois entendemos que \u00e9 vital que n\u00f3s, mineiros, tenhamos um ve\u00edculo que sirva para conectar nossas demandas hist\u00f3ricas com a necessidade de nos organizar e pensar em nossas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es para a crise que estamos enfrentando. Este \u00e9 um meio que busca divulgar nossas opini\u00f5es como trabalhadores, um boletim informativo que nos ajuda a dizer o que sentimos. Para que possamos expressar ideias, coment\u00e1rios, exemplos de nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias e as consolidemos com a organiza\u00e7\u00e3o a partir da base. <strong>E assim, nos preparar para lutar, agora e amanh\u00e3, com o objetivo de conquistar n\u00e3o s\u00f3 apenas as demandas hist\u00f3ricas de nosso setor, mas tamb\u00e9m as demandas pol\u00edticas da classe trabalhadora como um todo. E isso, tanto no Chile quanto no mundo. A fim de nos libertar de toda explora\u00e7\u00e3o, acabar com esse sistema capitalista e instaurar um governo de trabalhadores, para construir uma sociedade sem patr\u00f5es, sem opress\u00e3o, uma sociedade sem classes.<\/strong><br \/>\nConvidamos voc\u00eas, companheiros mineiros, a escrever neste boletim, a colocar os problemas e as necessidades de organiza\u00e7\u00e3o que precisam. Vamos usar esta ferramenta a nosso favor e contra aqueles que impedem nosso avan\u00e7o. Mesmo contra a burocracia sindical.<br \/>\nRetomemos o trabalho de Luis Emilio Recabarren e seu legado de imprensa oper\u00e1ria. Vamos coloc\u00e1-lo a servi\u00e7o dos explorados do mundo.<br \/>\n<strong>O 1\u00ba de Maio, a pandemia, a crise econ\u00f4mica e os trabalhadores mineiros<\/strong><br \/>\nH\u00e1 tanto para escrever e t\u00e3o pouco espa\u00e7o para ocupar e para expressar em poucas palavras o profundo significado do lan\u00e7amento deste boletim &#8211; \u201cA Voz do Mineiro\u201d &#8211; nesse 1\u00ba de Maio de 2020. \u00c9 que muitas coisas novas se juntam, diferentes desta mesma data nos anos anteriores.<br \/>\nPrimeiro, com uma revolu\u00e7\u00e3o em andamento desde 18 de outubro. Segundo, com uma pandemia com resultados incertos, que amea\u00e7a a sa\u00fade e a vida, particularmente, de milh\u00f5es de trabalhadores em todo o mundo. Terceiro, com uma economia que projeta uma depress\u00e3o na escala de 1929. \u00c9 nesse contexto que n\u00f3s, trabalhadores da minera\u00e7\u00e3o, nos encontramos. Atacados, demitidos em grande n\u00famero, confrontados com os empregadores e com o governo e, mais ainda com a burocracia sindical.<br \/>\nO 1\u00ba de Maio \u00e9 uma data hist\u00f3rica de luta em todo o mundo. No final do s\u00e9culo XIX, os trabalhadores concentraram-se em combater a \u00e1rdua jornada de trabalho, que deixava pouco tempo para descansar. \u00c9 que o trabalho se estendia de sol a sol e era feito por m\u00edseras moedas. Por esse motivo, a reivindica\u00e7\u00e3o pelas \u201ctr\u00eas oito\u201d como era chamada, ou seja, oito horas de trabalho, oito horas de descanso e oito horas para casa, \u00f3cio e\/ou recrea\u00e7\u00e3o, foi vital para dinamizar e organizar os trabalhadores.<br \/>\nNo calor desta data, que comemora os M\u00e1rtires de Chicago &#8211; mortos precisamente por travar essa luta -, lembramos tamb\u00e9m que ainda h\u00e1 muito a conquistar, uma vez que essas reivindica\u00e7\u00f5es do passado continuam v\u00e1lidas at\u00e9 hoje. Tanto \u00e9 assim que se observarmos as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida da classe trabalhadora no Chile e em muitas partes do mundo, perceberemos que continuamos sendo explorados e oprimidos pelo mesmo capital. Com suas diferentes caras em pleno 2020. Por isso \u00e9 importante que essa data nos permita lembrar que nada nos foi dado, que todos os direitos da classe trabalhadora foram conquistados com luta, e, muitos deles, nos custaram pris\u00e3o, repress\u00e3o, persegui\u00e7\u00e3o e morte.<br \/>\n<strong>Hoje, quando o capitalismo est\u00e1 em plena crise em todo o mundo, em diferentes partes do planeta, os trabalhadores come\u00e7aram a se levantar para mudar as condi\u00e7\u00f5es de vida. E lutam cara a cara contra os defensores e apoiadores desse sistema que nos consome dia ap\u00f3s dia.<\/strong> Nesse momento, em que ondas de greves e revoltas foram geradas no mundo, de repente apareceu a Pandemia, amea\u00e7ando a vida principalmente da classe trabalhadora e dos setores mais prec\u00e1rios e pobres da sociedade.<br \/>\nNesse contexto, estamos observando a verdadeira face dos empres\u00e1rios e do governo, querendo se salvar e deixando cair todo o peso dessa crise sobre nossos ombros, com demiss\u00f5es, sem remunera\u00e7\u00e3o, sem sa\u00fade garantida para a maioria e com amea\u00e7as de recess\u00e3o econ\u00f4mica mundial surgindo na esquina. Diante desse cen\u00e1rio, nos perguntamos &#8230; O que fazer?<br \/>\n<strong>A import\u00e2ncia de quem dirige nossos sindicatos em tempos de cat\u00e1strofe<\/strong><br \/>\nComo diz\u00edamos, o governo e os empres\u00e1rios est\u00e3o fazendo seu jogo hist\u00f3rico, o mesmo jogo de todos os tempos. Mas nos perguntamos: e as organiza\u00e7\u00f5es sindicais como a CUT? Ou na minera\u00e7\u00e3o, a CTC, a FTC, a Confemin, a Federa\u00e7\u00e3o Mineira e muitos sindicatos? Qual tem sido a resposta que sua dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas deram para enfrentar esse momento? Lamentavelmente, n\u00e3o foi outra que entregar trabalhadores \u00e0 patronal sem levantar um dedo que n\u00e3o fosse o di\u00e1logo com empres\u00e1rios e o governo.<br \/>\nA estrat\u00e9gia de concilia\u00e7\u00e3o de classes prevalece, a mesma que causa tanto dano a todos os trabalhadores e que, ao final de todos esses acordos entre quatro paredes, se transformam nas pol\u00edticas nefastas que nos deixam sem trabalho, sem direitos, sem organiza\u00e7\u00e3o para lutar e muitas vezes se transformam nas balas que nos matam.<br \/>\nNo caso dos trabalhadores terceirizados do cobre, por exemplo, desde 2013 que n\u00e3o se renova o Acordo-Marco (Acordo Coletivo), conquistado com 37 dias de luta direta e combativa naquele inverno de 2007. E tudo o que aconteceu a partir da\u00ed foram derrotas que as dire\u00e7\u00f5es t\u00eam propiciado. Temos at\u00e9 o dram\u00e1tico caso de um companheiro crivado de balas assassinas pelos Carabineiros, como foi o de Nelson Quichillao na divis\u00e3o de El Salvador.<br \/>\nEsses dirigentes burocr\u00e1ticos, que se acomodam e desfrutam dessa legalidade, foram os que subordinaram as reivindica\u00e7\u00f5es, as necessidades de organiza\u00e7\u00e3o e de luta dos mineiros a um c\u00f3digo trabalhista proveniente da ditadura. Um c\u00f3digo trabalhista t\u00e3o ileg\u00edtimo quanto a Constitui\u00e7\u00e3o de Pinochet.<br \/>\nN\u00f3s perguntamos ent\u00e3o, por acaso a CUT esqueceu o que era colocado pela FOCH (Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Chilenos) ou a CUT de 1953? Essas organiza\u00e7\u00f5es colocavam inclusive o fim da explora\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o do capitalismo e a constru\u00e7\u00e3o do socialismo. Tratavam-se de organiza\u00e7\u00f5es com limita\u00e7\u00f5es \u00e9 claro, mas que apresentavam uma sa\u00edda oper\u00e1ria al\u00e9m da conjuntura. Eles se declaravam em conjunto contra esse sistema de explora\u00e7\u00e3o. Somos claros, n\u00e3o somos contra a CUT, somos contra a pol\u00edtica dos dirigentes da CUT e de todas as organiza\u00e7\u00f5es sindicais que se subordinam aos interesses da patronal. Com essa pr\u00e1tica eles deixam os trabalhadores sem perspectiva.<br \/>\n<strong>Bem, os mineiros historicamente demonstraram ser uma for\u00e7a devastadora quando se trata de lutar. Dizemos isso para abordar o que algumas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e v\u00e1rios indiv\u00edduos v\u00eam colocando com absoluto desconhecimento da especificidade, atitude e moral dos mineiros. Eles disseram que os mineiros n\u00e3o lutam, que t\u00eam medo ou que n\u00e3o participaram da revolu\u00e7\u00e3o chilena que come\u00e7ou em 18 de outubro. Como se eles soubessem a realidade dos trabalhadores da minera\u00e7\u00e3o. Mas a verdade \u00e9 diferente. A maioria dos mineiros participou ativamente da luta de classes nas ruas, em nossos bairros, cidades e vilas, de diferentes maneiras, desde o panela\u00e7o at\u00e9 como parte da Primeira Linha.<\/strong><br \/>\nA discuss\u00e3o \u00e9 outra. A quest\u00e3o \u00e9 porque os trabalhadores de minera\u00e7\u00e3o em seu conjunto, organizados nos locais de trabalho, com seus sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es centrais, n\u00e3o deram uma resposta concreta e poderosa \u00e0 crise. \u00c9 aqui que os dirigentes entram em cena. A burocracia sindical que n\u00e3o realiza assembleias, que n\u00e3o convoca para nada, que n\u00e3o chama as bases a sair \u00e0 luta, mas os assustam com demiss\u00f5es, retirada de direitos etc. Isso acontece porque essas dire\u00e7\u00f5es, que em grande parte pertencem a partidos pol\u00edticos da antiga Nova Maioria e da Frente Ampla, nem sequer trabalham, n\u00e3o est\u00e3o na labuta. E se o fazem \u00e9 para agir quase como RH das empresas e n\u00e3o como representantes genu\u00ednos da classe trabalhadora, que deveria ser seu papel.<br \/>\nPortanto, neste 1\u00ba de Maio o chamado aos mineiros \u00e9 para nos organizarmos em nossos sindicatos, federa\u00e7\u00f5es e confedera\u00e7\u00f5es. Fa\u00e7amos assembleias, discutamos a crise e suas sa\u00eddas. E se as dire\u00e7\u00f5es bloquearem o caminho, ent\u00e3o chegou a hora de passar por cima delas e recuperar os sindicatos, federa\u00e7\u00f5es, confedera\u00e7\u00f5es e centrais para as bases, para a classe.<br \/>\nFa\u00e7amos com que funcionem em defesa das demandas hist\u00f3ricas de nosso setor, como a negocia\u00e7\u00e3o por ramo, para conquistar um acordo coletivo sob nossas condi\u00e7\u00f5es, um sal\u00e1rio base nacional da minera\u00e7\u00e3o. Pelo fim da terceiriza\u00e7\u00e3o, um regime em que se encontra hoje mais de 75% da for\u00e7a de trabalho de minera\u00e7\u00e3o. E retomar a reivindica\u00e7\u00e3o da renacionaliza\u00e7\u00e3o do cobre, em fun\u00e7\u00e3o da sujei\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da atual minera\u00e7\u00e3o chilena ao capital imperialista. Al\u00e9m disso, deve estar sob controle dos trabalhadores, em fun\u00e7\u00e3o do desastroso papel desempenhado pelo governo que nomeia o presidente executivo de \u201cturno\u201d, que \u00e9 quem executa a pol\u00edtica oficial e tamb\u00e9m pelo conselho corporativo, que h\u00e1 anos tem um personagem t\u00e3o desprez\u00edvel para os trabalhadores como o militante do PS e ex-presidente da FTC, Raimundo Espinoza, durante anos nessa posi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTemos que nos auto organizar no local de trabalho diante da crise, organizar comit\u00eas para discutir as sa\u00eddas diante desta pandemia.<br \/>\nN\u00e3o podemos neste 1\u00ba de Maio deixar de colocar tamb\u00e9m uma reivindica\u00e7\u00e3o central como a queda do C\u00f3digo do Trabalho de Jos\u00e9 Pi\u00f1era, para construir conjuntamente as diretrizes que a classe precisa para levantar as reais demandas dos trabalhadores do pa\u00eds, e n\u00e3o aquelas impostas com sangue e fogo pela ditadura.<br \/>\n<strong>Portanto, diante da crise da pandemia, dizemos: Quarentena geral, sem demiss\u00f5es e com remunera\u00e7\u00e3o integral!<\/strong><br \/>\n<strong>Neste 1\u00ba de Maio, chamamos os mineiros a lutarem pela renacionaliza\u00e7\u00e3o do cobre e dos recursos naturais, pela negocia\u00e7\u00e3o por ramo de atividade, pelo fim do c\u00f3digo de trabalho da ditadura e por acabar com a terceiriza\u00e7\u00e3o. <\/strong><br \/>\n<strong>Avante A Voz do Mineiro, que viva o 1\u00ba de Maio!<\/strong><br \/>\n<strong>Viva os mineiros e a classe trabalhadora internacional!!!<\/strong><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Alex Leme<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para come\u00e7ar, quero deixar algumas palavras nesta primeira edi\u00e7\u00e3o do boletim &#8220;A Voz do Minero&#8221;. J\u00e1 entre os anos de 1880 e 1930, foi criado um grande n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es de organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores. Jornais que dedicaram suas p\u00e1ginas fundamentalmente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica da classe trabalhadora, porque via seu desenvolvimento cultural e pol\u00edtico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":33211,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[145,30,3538],"tags":[3818,5406,3539,5407],"class_list":["post-33210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chile","category-coronavirus","category-rebeliao-no-chile","tag-coronavirus-chile","tag-pablo-valenzuela","tag-revolucao-no-chile","tag-voz-dos-mineiros"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mineria_4-720x400-1.jpg","categories_names":["Chile","Pandemia","Revolu\u00e7\u00e3o no Chile"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33210\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}