{"id":33188,"date":"2020-05-13T13:45:54","date_gmt":"2020-05-13T15:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=33188"},"modified":"2020-05-13T13:45:54","modified_gmt":"2020-05-13T15:45:54","slug":"75-anos-do-fim-da-segunda-guerra-e-a-onda-revolucionaria-do-pos-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/05\/13\/75-anos-do-fim-da-segunda-guerra-e-a-onda-revolucionaria-do-pos-guerra\/","title":{"rendered":"75 anos do fim da Segunda Guerra e a onda revolucion\u00e1ria do p\u00f3s-guerra"},"content":{"rendered":"<p><em>Em 8 de maio de 1945, terminava na Europa o mais sangrento conflito militar da hist\u00f3ria da humanidade. A Guerra no Pac\u00edfico continuaria at\u00e9 agosto, quando os Estados Unidos despejaram duas bombas at\u00f4micas no Jap\u00e3o, em Hiroshima (dia 6) e Nagasaki (dia 9).<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: \u00a0Jeferson Choma<br \/>\nNo fim do conflito, a derrota do nazi-fascimo produziu a maior onda revolucion\u00e1ria do s\u00e9culo passado. Apesar da rea\u00e7\u00e3o do imperialismo, auxiliado pelos partidos comunistas, ligados \u00e0 Stalin, a onda revolucion\u00e1ria levou a expropria\u00e7\u00e3o do capitalismo a um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o do planeta.<br \/>\nA for\u00e7a motriz que deflagrou a Segunda Guerra foi a rivalidade interimperialista na disputa por novos investimentos, mercados e fontes de mat\u00e9rias-primas baratas. A disputa pela hegemonia do sistema mundial n\u00e3o havia sido resolvida na Primeira Guerra, a despeito dela ter custado a vida de 6 milh\u00f5es civis e de 8 milh\u00f5es de soldados.<br \/>\nAs principais pot\u00eancias imperialistas envolvidas na Segunda Guerra (Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, com It\u00e1lia e Fran\u00e7a ocupando um papel secund\u00e1rios) buscavam, enfim, resolver a quest\u00e3o: conquistar a hegemonia do capitalismo e impor uma nova ordem, n\u00e3o apenas aos pa\u00edses perif\u00e9ricos coloniais, mas tamb\u00e9m aos industrializados.<br \/>\nMas a invas\u00e3o nazista \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (URSS), em 22 de junho de 1941, mudou o car\u00e1ter social do conflito. Se at\u00e9 aquele momento a guerra era marcada pela disputa entre os pa\u00edses imperialistas para decidir quem teria prioridade na rapina mundial, com a invas\u00e3o \u00e0 URSS, a pilhagem realizada pelo imperialismo alem\u00e3o era sobre a propriedade coletiva conquistada pela Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro.<br \/>\nEmbora tivesse a defesa desorganizada, sobretudo, por responsabilidade de Stalin que decapitou o comando do Ex\u00e9rcito Vermelho em seus expurgos, a enorme resist\u00eancia do povo sovi\u00e9tico produziu um grande impacto no avan\u00e7o da Wehrmacht (as for\u00e7as armadas da Alemanha nazista). Outra surpresa desagrad\u00e1vel foi a chegada do terr\u00edvel inverno russo que liquidou milhares dos despreparados soldados alem\u00e3es.<br \/>\nA vit\u00f3ria do Ex\u00e9rcito Vermelho na prolongada defesa de Stalingrado deu uma guinada radical na guerra. Pela primeira vez a Wehrmacht era derrotada e n\u00e3o conseguiria se reerguer mais. A vit\u00f3ria sovi\u00e9tica p\u00f4s a iniciativa nas m\u00e3os do Ex\u00e9rcito Vermelho, que s\u00f3 iria parar com a tomada de Berlim e a bandeira vermelha tremulando sobre o Reichstag.<br \/>\nCom a mudan\u00e7a da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, entre os anos de 1943 e 1945, Stalin, Churchill e Roosevelt tentaram estabelecer os par\u00e2metros de uma futura ordem mundial, dividindo o mundo em \u00e1reas de influ\u00eancia. Nas confer\u00eancias de Yalta e Potsdam, ambas realizadas em 1945, foram definidas as divis\u00f5es de Berlim e da Alemanha pelos pa\u00edses vitoriosos. O Leste Europeu ocupado pelo Ex\u00e9rcito Vermelho foi convertido em zona de influ\u00eancia sovi\u00e9tica. Posteriormente, sob coer\u00e7\u00e3o militar da URSS, foi expropriada a propriedade capitalista na regi\u00e3o, em uma revolu\u00e7\u00e3o \u201cde cima para baixo\u201d. Mas essa iniciativa da burocracia stalinista, baseada em acordos com o imperialismo, estava longe de estimular a revolu\u00e7\u00e3o mundial, ao contr\u00e1rio, os acontecimentos posteriores demonstrariam como o stalinismo vai utilizar do prest\u00edgio da URSS na derrota contra o nazi-fascimo para barrar a revolu\u00e7\u00e3o na Europa.<br \/>\nCom a derrota do fascismo, o rastilho de p\u00f3lvora da revolu\u00e7\u00e3o mundial havia se acendido. A onda revolucion\u00e1ria se abateu simultaneamente na Europa e na \u00c1sia, rompendo com os limites acordados em Yalta e Potsdam.<br \/>\nNa Europa, a luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o fascista, empreendida pela resist\u00eancia na Iugosl\u00e1via, Alb\u00e2nia, Gr\u00e9cia, Fran\u00e7a e na It\u00e1lia, encabe\u00e7ada, em grande n\u00famero, pelos Partidos Comunistas, desdobrou-se em poderoso ascenso revolucion\u00e1rio.<br \/>\nNa Iugosl\u00e1via, ao contr\u00e1rio dos planos do imperialismo que almejavam recolonizar a regi\u00e3o \u2013 planos estes plenamente aceitos por Stalin, diga-se \u2013 o ex\u00e9rcito dos partisans comunistas liderados por Tito, que nessa altura j\u00e1 somavam 900 mil pessoas, desobedece as ordens do Kremlin. Moscou havia ordenado a deposi\u00e7\u00e3o total das armas dos partisans, e orientava para a sua participa\u00e7\u00e3o em um governo de coaliz\u00e3o com partidos pr\u00f3-imperialistas. Mas os partisans eram poderosos, tinham realizados grandes feitos militares, estavam seguros e seu instinto lhe dizia que as orienta\u00e7\u00f5es de Moscou levariam a derrota. Por isso, deram \u00e0s costas \u00e0 Stalin e tomaram o poder e iniciaram a expropria\u00e7\u00e3o dos capitalistas.<br \/>\n<div id=\"attachment_33190\" style=\"width: 706px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Partisans_in_liberated_Novi_Sad_1944.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33190\" class=\"size-full wp-image-33190\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Partisans_in_liberated_Novi_Sad_1944.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Partisans_in_liberated_Novi_Sad_1944.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Partisans_in_liberated_Novi_Sad_1944-300x192.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Partisans_in_liberated_Novi_Sad_1944-150x96.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-33190\" class=\"wp-caption-text\">Partisas iugoslavos em 1944<\/p><\/div><br \/>\nNa It\u00e1lia, o Partido Comunista organizou uma importante resist\u00eancia no Norte e no Centro do pa\u00eds com mais de 100 mil combatentes. Em 1945, os partisans capturam Mussolini e o executam. Dos pouco mais de 5 mil militantes de antes da guerra, a maioria encarcerada nas pris\u00f5es fascistas, o PCI emerge da guerra com mais de 800 mil membros, conquistados, sobretudo, pelo prest\u00edgio obtido pela atua\u00e7\u00e3o na resist\u00eancia nos campos de batalha contra Mussolini e a ocupa\u00e7\u00e3o nazista.<br \/>\nNa Fran\u00e7a, do mesmo modo, o PCF sai com enorme prest\u00edgio depois de anos de resist\u00eancia \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o. Nesse pa\u00eds, no entanto, a resist\u00eancia partisan tamb\u00e9m \u00e9 exercida por setores burgueses, dirigidos pelo general De Gaulle. Mesmo assim, La R\u00e9sistance era absolutamente hegemonizada pelos comunistas que lutaram bravamente pela liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Muitos dos seus combatentes eram refugiados da guerra civil espanhola.<br \/>\nNas v\u00e9speras da libera\u00e7\u00e3o de Paris explode uma insurrei\u00e7\u00e3o contra os nazistas dirigida pela resist\u00eancia. Os soldados norte-americanos que estavam a caminho resolvem parar 30 quil\u00f4metros da capital da Fran\u00e7a, esperando que os alem\u00e3es matassem os insurretos.\u00a0 Estima-se que foram mortas entre tr\u00eas a cinco mil pessoas durante a batalha. Contudo, os revoltosos conseguiram dominar a situa\u00e7\u00e3o, capturaram os inimigos e frustraram as expectativas dos EUA, que tiveram que entrar em Paris enquanto esta estava ocupada pelos comunistas.<br \/>\nMas tanto na It\u00e1lia como na Fran\u00e7a, a revolu\u00e7\u00e3o foi bloqueada quando os PCs resolveram acatar as ordens de Stalin e participar dos governos burgueses que tinham por objetivo reconstruir o Estado e a economia capitalista. Para isso contavam com os milion\u00e1rios recursos do Plano Marshall.<br \/>\nMaurice Thorez, secret\u00e1rio geral do PCF, e Ercoli Togliatti, l\u00edder do PCI, passam a exercer cargos ministeriais nos governos burgueses de \u201cunidade nacional\u201d, agindo de forma decisiva para aplacar os protestos e mobiliza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e camponesas. A palavra de ordem lan\u00e7ada por Thorez \u00e9 emblem\u00e1tica no que se refere \u00e0 pol\u00edtica contrarrevolucion\u00e1ria aplicada pelos PCs na \u00e9poca. Dizia ele: \u201cum \u00fanico Estado, um \u00fanico ex\u00e9rcito, uma \u00fanica pol\u00edcia\u201d.<br \/>\nO que se viu foi uma trai\u00e7\u00e3o do stalinismo de dimens\u00f5es hist\u00f3ricas: uma revolu\u00e7\u00e3o socialista, vitoriosa na Fran\u00e7a e It\u00e1lia, dois pa\u00edses imperialistas, mudaria o curso da hist\u00f3ria da humanidade.<br \/>\n<div id=\"attachment_33191\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/resistencia_italiana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33191\" class=\"size-full wp-image-33191\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/resistencia_italiana.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"505\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/resistencia_italiana.jpg 599w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/resistencia_italiana-300x253.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/resistencia_italiana-150x126.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-33191\" class=\"wp-caption-text\">Imagem da resist\u00eancia italiana, em 1945<\/p><\/div><br \/>\nA Gr\u00e9cia assistiu uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais dram\u00e1tica. O ELAS (Ex\u00e9rcito Nacional Popular de Liberta\u00e7\u00e3o), dirigido pelo PCG, expulsou as tropas nazista do pa\u00eds, e passou a controlar a maior parte do territ\u00f3rio. O poder estava ao alcance das m\u00e3os. Contudo, Stalin tinha outros planos. Tentando obter a confian\u00e7a dos aliados, especialmente do imperialismo brit\u00e2nico, orienta o PCG a conformar um governo de unidade nacional com Papandreu (pol\u00edtico burgu\u00eas aliado dos interesses brit\u00e2nicos). Em dezembro de 1944, entretanto, irrompe pelas ruas de Atenas uma greve geral oper\u00e1ria que logo se transforma em uma insurrei\u00e7\u00e3o. Os combates de Atenas duram cinco semanas. As massas travam a luta com a maior combatividade e hero\u00edsmo; houve milhares de v\u00edtimas nessas jornadas. Churchill ent\u00e3o telegrafa para o embaixador brit\u00e2nico e lhe d\u00e1 a ordem que ser\u00e1 repassada para as tropas inglesas estacionadas na Gr\u00e9cia: \u201caja como se estivesse numa cidade ocupada\u201d. A ordem n\u00e3o tardou a ser cumprida. Tropas inglesas s\u00e3o deslocadas para Atenas e avi\u00f5es e navios brit\u00e2nicos bombardeiam impiedosamente os bairros oper\u00e1rios da cidade.<br \/>\nEnquanto isso, o PC mant\u00e9m Atenas isolada do restante do pa\u00eds. Os refor\u00e7os do ELAS, t\u00e3o aguardado pelos oper\u00e1rios, nunca chegou. A ordem da ofensiva final jamais seria dada. Stalin mant\u00e9m o compromisso assumido com Churchil de assegurar a \u201cestabilidade\u201d no Mediterr\u00e2neo, \u00e0s custas das vidas de milhares trabalhadores gregos.<br \/>\nNa \u00c1sia, o movimento revolucion\u00e1rio rompe com os limites dos acordos aliados e produz vit\u00f3rias formid\u00e1veis depois de anos de luta aintiimperilaista. Na China, a guerrilha dos comunistas de Mao Tse Tung, depois de uma longa luta contra o imperialismo japon\u00eas, derrotam as for\u00e7as pr\u00f3-americanas de Chian Kai Chek e tomam o poder em 1949, rompendo com sua condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia e dando in\u00edcio \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o dos capitalistas no pa\u00eds.<br \/>\nA rendi\u00e7\u00e3o japonesa tamb\u00e9m fez eclodir na pen\u00ednsula da Indochina, antiga col\u00f4nia francesa, um poderoso movimento revolucion\u00e1rio anticolonial que tomou o poder antes mesmo que os aliados pudessem lan\u00e7ar os olhos para a regi\u00e3o. Uma testemunha ocular da revolu\u00e7\u00e3o dizia: \u201cHoras depois da not\u00edcia (rendi\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o), desencadeou-se uma tempestade social de tais propor\u00e7\u00f5es que poderia ter sido derrubado qualquer coisa\u201d. A rea\u00e7\u00e3o do imperialismo nessa regi\u00e3o vai desencadear mais tarde a Guerra do Vietn\u00e3. Para os vietnamitas a Segunda Guerra s\u00f3 terminaria em 1975, quando os ianques s\u00e3o definitivamente expulsos de Saigon.<br \/>\nNa Europa, essa colabora\u00e7\u00e3o do stalinismo com o imperialismo foi essencial para frear os processos revolucion\u00e1rios. Contudo, o imperialismo norte-americano tamb\u00e9m adotaria o Programa de Recupera\u00e7\u00e3o Europeia, conhecido tamb\u00e9m como Plano Marshall, cujo objetivo foi a reconstru\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses aliados da Europa nos p\u00f3s-guerra e deter a onda revolucion\u00e1ria. Na \u00e9poca foram utilizados 14 bilh\u00f5es de d\u00f3lares nessa reconstru\u00e7\u00e3o. Foi o que lan\u00e7ou as bases do Estado de Bem-estar europeu, a concess\u00e3o de in\u00fameros direitos sociais e reivindica\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias etc. O Plano Marshall foi uma concess\u00e3o do imperialismo que preferiu entregar os an\u00e9is para n\u00e3o perder um bra\u00e7o inteiro para a revolu\u00e7\u00e3o europeia.<br \/>\nSem esse plano, mesmo a colabora\u00e7\u00e3o stalinista estaria amea\u00e7ada. Afinal, como se sentiriam as bases dos partidos comunistas que tinham acabado de derrotar o poderoso nazi-fascismo diante do brutal crescimento da mis\u00e9ria e da fome? Colaborariam, como Stalin havia acordado, com a reconstru\u00e7\u00e3o do capitalismo europeu mesmo que isso fosse alicer\u00e7ado sobre os seus ossos? Provavelmente n\u00e3o. Talvez a onda revolucion\u00e1ria que se abateu na \u00c1sia \u2013 onde n\u00e3o foi aplicado nenhum plano de recupera\u00e7\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o \u2013 ofere\u00e7a um vislumbre sobre o que o poderia ter acontecido na Europa: a explos\u00e3o generalizada de revolu\u00e7\u00f5es anticoloniais que levaram as dire\u00e7\u00f5es dos partidos comunistas a avan\u00e7arem muito mais do que os seus chefes em Moscou haviam permitido.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 8 de maio de 1945, terminava na Europa o mais sangrento conflito militar da hist\u00f3ria da humanidade. 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