{"id":33116,"date":"2020-05-07T19:43:37","date_gmt":"2020-05-07T21:43:37","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=33116"},"modified":"2020-05-07T19:43:37","modified_gmt":"2020-05-07T21:43:37","slug":"brasil-abolicao-mulheres-negras-na-luta-antiracista-e-resistencia-quilombolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/05\/07\/brasil-abolicao-mulheres-negras-na-luta-antiracista-e-resistencia-quilombolas\/","title":{"rendered":"Brasil&#124; Aboli\u00e7\u00e3o, mulheres negras na luta antiracista e resist\u00eancia quilombolas"},"content":{"rendered":"<p><em>O Quilombo dos Palmares resistiu por mais de um s\u00e9culo, teve cerca de 30 mil habitantes, e suas principais lideran\u00e7as foram Aqualtune, Ganga Zumba, Zumbi, Acotirene e Dandara.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: \u00a0Claudic\u00e9a Durans e Vera Rosane<br \/>\n<strong>Escravid\u00e3o,\u00a0Aboli\u00e7\u00e3o Gradativa e Marginaliza\u00e7\u00e3o do Povo Negro\u00a0no P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo pr\u00f3ximo dia 13 de maio se completam exatos 132 anos de aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Brasil. N\u00e3o \u00e9 demais lembrar que a escravid\u00e3o no pa\u00eds durou cerca de quase quatro s\u00e9culos (1550-1888) e foi um verdadeiro holocausto do povo africano e um dos maiores crimes contra a humanidade. Um continente inteiro teve seus habitantes transformados em escravos, n\u00e3o se distinguia se era crian\u00e7a, homem ou mulher, muito menos a classe social. Foram v\u00edtimas do tr\u00e1fico, da escravid\u00e3o e do racismo. Muitos morreram na travessia do Atl\u00e2ntico em tumbeiros abarrotados de corpos humanos, mal alimentados, v\u00edtimas de todo tipo de doen\u00e7as como s\u00edfilis, var\u00edola, disenteria, sarampo e infec\u00e7\u00f5es decorrentes das condi\u00e7\u00f5es insalubres a que foram submetidos, al\u00e9m da viol\u00eancia f\u00edsica e da fome.<br \/>\nDo s\u00e9culo XVI ao XIX, os historiadores relatam, que desembarcaram aproximadamente 4,9 milh\u00f5es de pessoas traficadas da \u00c1frica para o Brasil, cerca de 45% da popula\u00e7\u00e3o de \u00c1frica. As mulheres traficadas constitu\u00edram cerca de 20% a menos que os homens, um n\u00famero expressivo que demonstra um tratamento desumano e igual para homens e mulheres, fato tamb\u00e9m comprovado na divis\u00e3o de trabalho \u00e1rdua que n\u00e3o distinguia g\u00eanero.<br \/>\nNeste marco, queremos refor\u00e7ar o \u00f3bvio, a escravid\u00e3o nada teve de benigna e que a aboli\u00e7\u00e3o<a href=\"https:\/\/www.pstu.org.br\/abolicao-mulheres-negras-na-luta-antiracista-e-resistencia-quilombola\/#sdfootnote2sym\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2<\/a>\u00a0da escravatura, n\u00e3o reparou os danos causados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra. Falamos isto para nos opor a certas ideologias racistas que tem sido refor\u00e7ada no atual governo brasileiro, sobretudo por S\u00e9rgio Camargo, que est\u00e1 \u00e0 frente de um dos principais \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos de acervo da cultura negra e afro-brasileira, a Funda\u00e7\u00e3o Palmares. Este capit\u00e3o do mato, a servi\u00e7o da casa grande teve a aud\u00e1cia de negar a exist\u00eancia do racismo no pa\u00eds, caracterizando-o de \u201cracismo nutela\u201d, inven\u00e7\u00e3o da esquerda, exalta a benevol\u00eancia de Princesa Isabel e considera Zumbi de Palmares um falso her\u00f3i.<br \/>\nNo artigo anterior<a href=\"https:\/\/www.pstu.org.br\/abolicao-mulheres-negras-na-luta-antiracista-e-resistencia-quilombola\/#sdfootnote3sym\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">3<\/a>, falamos dos principais acontecimentos no pa\u00eds, anteriores \u00e0 Aboli\u00e7\u00e3o e que determinaram, em grande medida, a marginaliza\u00e7\u00e3o dos negros e de seus descendentes no pa\u00eds.<br \/>\nComo se n\u00e3o bastasse teve a petul\u00e2ncia de afirmar que tem pretens\u00f5es de acabar com o dia da consci\u00eancia negra, defende o 13 de maio como uma conquista hist\u00f3rica dos negros, enfim, \u00e9 um sujeito acr\u00edtico, capacho e bajulador de branco burgu\u00eas e vem prestar um desservi\u00e7o ao povo negro.<br \/>\nA conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria, refor\u00e7ada nos dias de hoje, de protagonismo da Princesa Isabel, tida como \u201credentora dos escravos\u201d teve como objetivo naquela \u00e9poca tornar Isabel popular, garantindo-lhe a sucess\u00e3o decadente do reinado de sua fam\u00edlia e da monarquia no Brasil. \u00c9 bom lembrar que nenhum outro feito hist\u00f3rico \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 Isabel. A \u201cpiedade\u201d com os negros lhe rende d\u00e1divas at\u00e9 hoje, a t\u00edtulo de informa\u00e7\u00e3o, destacamos um pedido em 2012 de beatifica\u00e7\u00e3o da princesa ao arcebispado do Rio de Janeiro.<br \/>\n<strong>RESIST\u00caNCIA QUILOMBOLA E A LUTA ANTIRACISTA TEVE PRESEN\u00c7A DE MULHERES NEGRAS<\/strong><br \/>\nO sistema escravista nesses longos anos de experi\u00eancia no pa\u00eds foi marcado por uma situa\u00e7\u00e3o de permanente conflitos sociais, de interesses de classes inconcili\u00e1veis, condicionando os negros a permanentemente buscarem a constru\u00e7\u00e3o de sua liberdade, e isto s\u00f3 se realizava com organiza\u00e7\u00e3o e luta. Vale lembrar algumas delas: na Bahia foram mais de 30 rebeli\u00f5es, sendo a mais conhecida a Revolta dos Mal\u00eas. Em Minas Gerais ocorreu a rebeli\u00e3o de Carrancas, no Rio de Janeiro, a revolta de Manoel Congo e no Maranh\u00e3o a Balaiada, liderada por Cosme Bento das Chagas.<br \/>\nChiavenato (1988) aponta que desde o \u201cdescobrimento do Brasil\u201d muitas lutas tiveram participa\u00e7\u00e3o popular, apesar da omiss\u00e3o na historiografia oficial, isto por conta de delegar aos ditos her\u00f3is, santos e grandes homens essa incumb\u00eancia, fazendo-nos acreditar que a pol\u00edtica \u00e9 para os grandes, mantendo o controle ideol\u00f3gico sobre os trabalhadores. Para ele algumas lutas insurrecionais populares visavam a tomada do poder, a exemplo da Cabanagem, ocorrida na Prov\u00edncia de Gr\u00e3o- Par\u00e1. A Balaiada no MA chacinou 12 mil e Revolta dos Mal\u00eas, teve como desfecho execu\u00e7\u00e3o, condena\u00e7\u00e3o de morte, deporta\u00e7\u00e3o e pris\u00f5es, demonstrando a viol\u00eancia como \u00e9 tratada as lutas no Brasil, caso de pol\u00edcia.<br \/>\nEntretanto, neste texto queremos enfatizar a luta dos quilombos que no per\u00edodo colonial e na atualidade cumprem um importante papel na quest\u00e3o agr\u00e1ria no pa\u00eds. De acordo com Moura (1988) os quilombos dinamizaram a sociedade brasileira, maior s\u00edmbolo da luta contra a opress\u00e3o nesse per\u00edodo. Em suas palavras \u2026 \u201cEm todas as partes da Col\u00f4nia em que surgiram a agricultura e a escravid\u00e3o, logo os quilombos apareciam enchendo as matas e pondo em sobressalto os senhores de terras\u201d.<br \/>\nA presen\u00e7a foi t\u00e3o expressiva que Moura (2001) caracteriza esse movimento como\u00a0\u201cquilombagem\u201d\u00a0um movimento de rebeldia permanente (\u2026) que se verificou durante o escravismo brasileiro em todo o territ\u00f3rio nacional. Movimento de mudan\u00e7a social provocador, ele foi uma for\u00e7a de desgaste significativa do sistema escravista, solapou as suas bases em diversos n\u00edveis \u2013 econ\u00f4mico, social e militar \u2013 e influiu poderosamente para que esse tipo de trabalho entrasse em crise e fosse substitu\u00eddo pelo trabalho livre\u201d.<br \/>\nOs quilombos constitu\u00edam-se em unidade de resist\u00eancia, organiza\u00e7\u00e3o e combate pol\u00edtico em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Palmares foi a nossa principal refer\u00eancia, resistiu por mais de um s\u00e9culo, alcan\u00e7ou uma popula\u00e7\u00e3o de 30 mil habitantes, teve como principais l\u00edderan\u00e7as Aqualtune, Ganga Zumba, Zumbi, Acotirene e Dandara. Enfim, essa organiza\u00e7\u00e3o social se contrap\u00f4s ao mundo dos engenhos de a\u00e7\u00facar e ao sistema escravista latifundi\u00e1rio e consequentemente contra a explora\u00e7\u00e3o e da opress\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra. Palmares resistiu a 27 guerras impostas ao dom\u00ednio portugu\u00eas e holand\u00eas at\u00e9 ser dizimado em 1695.<br \/>\nAs mulheres negras tiveram e tem importante papel na luta antirracista. Nesse per\u00edodo estiveram na organiza\u00e7\u00e3o dos quilombos, a frente de comando de batalhas, dominavam t\u00e1ticas de guerra. Cabe destacar algumas delas: Luiza Mahin, a frente da Revolta dos Mal\u00eas, Tereza de Quariter\u00ea, dirigiu o Quilombo de mesmo nome, Zereferina, liderou o quilombo do Urubu e Adelina Charuteira, maranhense, vendedora de charutos teve importante papel no movimento abolicionista do Maranh\u00e3o. No p\u00f3s aboli\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a de mulheres negras \u00e9 acentuada na dire\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es com diferentes prop\u00f3sitos: religiosa, culturais e pol\u00edtico-sociais, no movimento negro, nas casas de cultos afro, nas periferias e lutas por moradia, enfim, a organiza\u00e7\u00e3o e luta \u00e9 parte da condi\u00e7\u00e3o social que lhes \u00e9 imposto para sobreviver.<br \/>\n<strong>Problemas hist\u00f3ricos n\u00e3o resolvidos: a luta segue<\/strong><br \/>\nA resist\u00eancia negra na atualidade \u00e9 vis\u00edvel com a exist\u00eancia dos quilombos. A Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares mapeou 5 mil quilombos no territ\u00f3rio brasileiro, contudo, nos \u00faltimos 15 anos, apenas 206 \u00e1reas quilombolas, cerca de 13 mil fam\u00edlias foram tituladas pelo Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria- INCRA, o que demonstra a permanente tarefa de regulariza\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o de terra e oposi\u00e7\u00e3o ao latif\u00fandio, um problema social hist\u00f3rico que est\u00e1 ligado \u00e0 n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de uma reforma agr\u00e1ria no pa\u00eds e a realiza\u00e7\u00e3o de aboli\u00e7\u00e3o sem pol\u00edticas de repara\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso corrigir esse erro hist\u00f3rico.<br \/>\nO que temos visto s\u00e3o viol\u00eancia, assassinatos e constantes amea\u00e7as aos quilombolas. Em todos que governos que passaram n\u00e3o houve regularizam das terras. O atual governo, que defende o agroneg\u00f3cio e o latif\u00fandio, \u00e9 genocida, amea\u00e7a constantemente os povos tradicionais. O recente decreto aprovado por ele prev\u00ea a remo\u00e7\u00e3o de mais de 800 fam\u00edlias de 30 Comunidades Quilombolas do munic\u00edpio de Alc\u00e2ntara no Maranh\u00e3o para ampliar a base de lan\u00e7amento de foguete e sat\u00e9lites para os EUA, um duro golpe \u00e0s comunidades seculares.<br \/>\nDiante de tudo isso, conclu\u00edmos que, no capitalismo, n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para problemas centrais como reconhecimento das comunidades e quilombolas e o direito justo a suas terras, porque a reforma agr\u00e1ria necess\u00e1ria questiona diretamente o grande latif\u00fandio e agroneg\u00f3cio e o capital. A aboli\u00e7\u00e3o foi uma farsa, traz em comum, um grande tra\u00e7o de sua heran\u00e7a nefasta, que \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de vida dos negros e negras, que seja, nos quilombos ou nas grandes favelas urbanas, lutam cotidianamente por condi\u00e7\u00f5es dignas de vida, onde n\u00e3o mais apenas 12,05% da popula\u00e7\u00e3o negra tenha coleta de lixo, onde mais 17% n\u00e3o tem \u00e1gua encanada e pot\u00e1vel, onde 42,8% se quer tem esgoto sanit\u00e1rio.<br \/>\nEsta situa\u00e7\u00e3o num momento em que ocorre a pandemia do novo coronav\u00edrus fica evidente que os pobres e mulheres e negros, est\u00e3o desprotegidos, s\u00e3o os maiores infectados e mortos por esta doen\u00e7a, principalmente pela situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade em seus lugares de moradia dificultam o cuidado com higiene do corpo e da casa, levando-os a contra\u00edrem doen\u00e7as. Al\u00e9m disso, a falta de postos de sa\u00fade e hospitais p\u00fablicos em quantidade e qualidade, o acesso em grande escala ao teste da COVID-19, a falta de acesso a medicamentos e produtos de higiene como \u00e1lcool em gel s\u00e3o pequenas a\u00e7\u00f5es que poderiam proteger a vida dos pobres e negros deste pa\u00eds, mas infelizmente isso n\u00e3o ocorre, nossas vidas n\u00e3o valem nada para a burguesia e seus governos.<br \/>\n\u00c9 preciso ter pol\u00edtica emergencial que garanta a vida, bem como emprego e renda, aux\u00edlio emergencial que contribua de fato para as pessoas satisfazerem suas necessidades b\u00e1sicas. Contudo, continuamos afirmando que isto n\u00e3o \u00e9 suficiente, devemos continuar lutando contra o sistema, exigindo pol\u00edticas de repara\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, associadas \u00e0s medidas redistributivas que promovam a igualdade racial. Enfim, a revolu\u00e7\u00e3o socialista \u00e9 necess\u00e1ria e urgente, \u00e9 preciso unir a classe trabalhadora, os quilombolas, ribeirinhos e ind\u00edgenas em alian\u00e7a com os setores populares, para essa tarefa, e tantas outras como a reforma urbana, igualdade de ra\u00e7a e g\u00eanero, sejam resolvidas.<br \/>\nREFER\u00caNCIAS<br \/>\nCHIAVENATO, Jos\u00e9 J\u00falio.\u00a0As Lutas do Povo Negro Brasileiro: do\u201cdescobrimento\u201d a Canudos. S\u00e3o Paulo: Moderna, 1988.<br \/>\nMOURA, Cl\u00f3vis.\u00a0Rebeli\u00f5es na Senzala, Quilombos, Insurrei\u00e7\u00f5es, Guerrilhas. S\u00e3o Paulo, Ed. Ci\u00eancias Humanas, 1998.<br \/>\nMOURA, Cl\u00f3vis.\u00a0Dial\u00e9tica Radical do Brasil Negro. S\u00e3o Paulo: Anita. 2001.<br \/>\nSCHWARCZ, Lilian Moriz. Artigo \u201c\u00c9 hora de falar sobre escravid\u00e3o mercantil moderna\u201d.\u00a0NexoJornal,\u00a030 de julho de 2018.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.pstu.org.br\/abolicao-mulheres-negras-na-luta-antiracista-e-resistencia-quilombola\/#sdfootnote1anc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1<\/a>[1] Claudic\u00e9a Durans e Vera Rosane, da Secretaria Nacional de Negros e Negras do PSTU.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.pstu.org.br\/abolicao-mulheres-negras-na-luta-antiracista-e-resistencia-quilombola\/#sdfootnote2anc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2<\/a>[1] A Lei \u00c1urea (Lei N\u00ba 3.533) aprovada no dia 13 de maio de 1888, possui apenas 2 artigos: 1: \u201c\u00c9 declarada extinta desde a data desta Lei a escravid\u00e3o no Brasil. Artigo 2: Revogam-se as disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio\u201d.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.pstu.org.br\/abolicao-mulheres-negras-na-luta-antiracista-e-resistencia-quilombola\/#sdfootnote3anc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">3<\/a>[1] Ver: https:\/\/www.pstu.org.br\/13-de-maio-uma-fabula-racista\/<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Quilombo dos Palmares resistiu por mais de um s\u00e9culo, teve cerca de 30 mil habitantes, e suas principais lideran\u00e7as foram Aqualtune, Ganga Zumba, Zumbi, Acotirene e Dandara.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":33117,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[208,121,8,3501],"tags":[4605,5372,5388,5381,5389],"class_list":["post-33116","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-africa","category-brasil","category-historia","category-negras-os","tag-13-de-maio","tag-abolicao-da-escravidao","tag-claudicea-durans","tag-secretaria-negras-os-pstu-b","tag-vera-rosane"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/25263324789_0e64a32355_k.jpg","categories_names":["\u00c1frica","Brasil","Hist\u00f3ria","Negras\/os"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33116"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33116\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}