{"id":33007,"date":"2020-04-29T15:50:00","date_gmt":"2020-04-29T17:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=33007"},"modified":"2020-04-29T15:50:00","modified_gmt":"2020-04-29T17:50:00","slug":"africa-a-pobreza-como-obstaculo-para-o-confinamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/04\/29\/africa-a-pobreza-como-obstaculo-para-o-confinamento\/","title":{"rendered":"\u00c1frica&#124;  a pobreza como obst\u00e1culo para o confinamento"},"content":{"rendered":"<p><em>Depois que o governo sul-africano imp\u00f4s, com um atraso irrespons\u00e1vel, o isolamento social por 21 dias (leia o quinto artigo desta s\u00e9rie), a partir da madrugada do dia 27 de mar\u00e7o \u2013 e diante do inquestion\u00e1vel e r\u00e1pido aumento de casos em todo o continente \u2013 v\u00e1rios pa\u00edses tendem a adotar medidas semelhantes.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Wilson Hon\u00f3rio da Silva<br \/>\nGana que tem 152 contaminados e registrou 05 mortes, e Zimbabwe 07 contaminados e 01 morte iniciariam o confinamento em 30 de mar\u00e7o, juntando-se, assim, ao Marrocos que j\u00e1 possu\u00eda 479 casos confirmados e 26 mortes, Ruanda com 70 casos confirmados e nenhuma morte e Zimbabwe 07 contaminados e 01 morte, que tiveram iniciativas neste sentido na semana passada.<br \/>\nNa Costa do Marfim com 140 casos confirmados e nenhuma morte (140\/00) de acordo com a R\u00e1dio Fran\u00e7a Internacional (RFI), o presidente Alassane Ouattara decretou, no dia 24 de mar\u00e7o, o fechamento de restaurantes e parques, a introdu\u00e7\u00e3o de um toque de recolher entre 21h e 5h da manha e, agora, pretende adotar uma pol\u00edtica \u201cde confinamento progressivo, por \u00e1rea geogr\u00e1fica, de acordo com a evolu\u00e7\u00e3o da pandemia\u201c.<br \/>\nNo Senegal (142\/00), onde os casos dobraram entre os dias 24 e 30 de mar\u00e7o, o presidente Macky Sall havia decretado Estado de Emerg\u00eancia em todo o territ\u00f3rio no in\u00edcio da semana passada, com toque de recolher entre as 8 horas da noite e as 6h da manh\u00e3, al\u00e9m da restri\u00e7\u00e3o de movimento, a proibi\u00e7\u00e3o de qualquer atos e reuni\u00f5es p\u00fablicas, al\u00e9m do fechamento de locais p\u00fablicos e de reuni\u00e3o. E, agora, j\u00e1 prometendo que \u201cessas medidas n\u00e3o abrangentes podem evoluir de acordo com as circunst\u00e2ncias\u201c.<br \/>\n<strong>Diante dos obst\u00e1culos, descaso e repress\u00e3o<\/strong><br \/>\nEsse \u00e9 o mesmo tom que tem se visto no resto da \u00c1frica. Contudo, para al\u00e9m dos vacilos irrespons\u00e1veis dos governos, h\u00e1 uma s\u00e9rie de problemas semelhantes aos relatados sobre a \u00c1frica do Sul que precisam ser encarados para garantir as necess\u00e1rias medidas de isolamento social. Quest\u00f5es bastante bem conhecidas pelo povo das quebradas, periferias, comunidades, favelas, \u00e1reas rurais isoladas, territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas do Brasil. S\u00f3 que elevados \u00e0 escala continental, envolvendo mais de 1 bilh\u00e3o de pessoas.<br \/>\nH\u00e1, desde temas culturais \u2013 como a tradi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es habitarem numa mesma moradia, juntamente com agregados, ou de que \u00e9 uma \u201cobriga\u00e7\u00e3o\u201d tratar os idosos no interior da fam\u00edlia \u2013 at\u00e9 problemas sociais e econ\u00f4micos, como j\u00e1 vimos em rela\u00e7\u00e3o aos \u201ctownships\u201d sul-africanos.<br \/>\nO fato \u00e9 que, na \u00c1frica, por mais necess\u00e1rio que seja, n\u00e3o \u00e9 sempre que \u00e9 poss\u00edvel ficar em casa. Na j\u00e1 mencionada edi\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o da revista\u00a0Science, os especialistas chamavam a aten\u00e7\u00e3o para a quase impossibilidade de estabelecer pol\u00edticas de distanciamento e isolamento sociais no continente africano. Algo sintetizado por Francine Ntoumi, uma parasitologista e especialista em sa\u00fade p\u00fablica na Universidade Marien Ngouabi (Rep\u00fablica do Congo): \u201cEu temo que ser\u00e1 um caos. Como n\u00f3s iremos proteger os mais velhos? Como a gente pode dizer para a popula\u00e7\u00e3o dos vilarejos para que lavem as m\u00e3os se n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua ou usar gel para higienizar suas m\u00e3os, se eles n\u00e3o tem nem o dinheiro suficiente para comer?\u201d<br \/>\nE isto n\u00e3o \u00e9 tudo. Assim como no Brasil, mesmo quando as pol\u00edticas de isolamento social s\u00e3o adotadas, a \u00faltima coisa em que os governos sul-africanos est\u00e3o pensando \u00e9 como garantir a sobreviv\u00eancia das pessoas. E, na \u00c1frica, em particular, ao inv\u00e9s de criarem estas condi\u00e7\u00f5es, os governos t\u00eam investido numa resposta lamentavelmente conhecida: a repress\u00e3o.<br \/>\nAssim como j\u00e1 mencionado no artigo sobre a \u00c1frica do Sul que possui 1.280 casos confirmados, sem mortes (1.280\/00) e no caso do Qu\u00eania (42\/01), onde a pol\u00edcia atacou, com bombas de g\u00e1s, centenas de pessoas que faziam fila na porta de um supermercado, tamb\u00e9m houve epis\u00f3dios de repress\u00e3o em Uganda (33\/00), onde dois homens foram baleados pela pol\u00edcia por terem ignorado o decreto que pro\u00edbe a circula\u00e7\u00e3o de transporte p\u00fablico.<br \/>\n<strong>\u201cO que a gente vai comer?\u201d<\/strong><br \/>\nO problema \u00e9 que o que a popula\u00e7\u00e3o precisa, ao contr\u00e1rio de balas e cassetetes, s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es objetivas para poderem fazer a \u00fanica coisa que, no momento, pode nos proteger contra a pandemia. Condi\u00e7\u00f5es que, no caso da \u00c1frica (assim como das periferias brasileiras), v\u00e3o pra muito al\u00e9m do \u201chome office\u201d (trabalho em casa) ou do \u201cestudo online\u201d (tamb\u00e9m pelo computador).<br \/>\nExemplos n\u00e3o faltam. E um deles vem de Gana (que registrou o aumento de 30 casos em apenas um dia), onde, como mencionado, o isolamento ser\u00e1 imposto a partir de segunda-feira, dia 30 de mar\u00e7o, mas apenas nas duas maiores \u00e1reas urbanas do pa\u00eds (as regi\u00f5es metropolitanas das chamadas Grande Accra e Grande Kumansi), uma medida que, primeiro, n\u00e3o \u00e9 recomendada pelos especialistas, que defendem a aplica\u00e7\u00e3o da quarentena em escala nacional.<br \/>\nDe qualquer forma, dias antes, em 25 de mar\u00e7o, quando o n\u00famero de casos confirmados era a metade, uma reportagem feita pelo portal Africa News, registrou uma conversa entre um motorista de aplicativos (Ali Seidu) e um servidor p\u00fablico (Abraham Ofei) que exemplifica bastante bem as contradi\u00e7\u00f5es enfrentadas na \u00c1frica.<br \/>\nO primeiro temia a decreta\u00e7\u00e3o do confinamento e, na verdade, se opunha, com uma \u00fanica pergunta: \u201cO que \u00e9 que a gente vai comer?\u201d. J\u00e1 o segundo, paradoxalmente tamb\u00e9m pensando na sua sobreviv\u00eancia, denunciava a in\u00e9rcia do governo, defendendo a medida sob o seguinte argumento: \u201cSe eles n\u00e3o fizerem isso logo, quando decidirem j\u00e1 ser\u00e1 tarde demais!\u201d.<br \/>\nPor tr\u00e1s da conversa, est\u00e3o a concretude e a crueza de uma realidade que atravessa o continente: o desemprego, a \u201cinformalidade\u201d ou a mais pura indig\u00eancia. Os milh\u00f5es e milh\u00f5es vivem sem absolutamente nada, em completa escassez, numa situa\u00e7\u00e3o bastante bem definida por uma express\u00e3o da l\u00edngua inglesa que acompanhou uma foto de Brian Inganga (Associated Press) que estampou in\u00fameros jornais africanos no dia 24 de mar\u00e7o, quando as propostas de isolamento come\u00e7aram a ser seriamente discutidas: aqueles que vivem \u201chand to mouth\u201d, que, no p\u00e9 da letra, seria algo como os que sobrevivem \u201cdaquilo que cai na m\u00e3o e vai direto pra boca\u201d.<br \/>\nAcompanhando a foto, que mostra um morador de rua de Nairobi, no Qu\u00eania, a legenda sintetizava o que se passa pela cabe\u00e7a de milh\u00f5es de africanos e africanas neste momento: \u201cMuitos moradores de favelas dizem que ficar em casa ou adotar medidas de isolamento social \u00e9 imposs\u00edvel para quem vive \u201chand to mouth\u201d, recebendo sal\u00e1rios di\u00e1rios por trabalho informal, sem comida ou assist\u00eancia econ\u00f4mica do governo, assim como tamb\u00e9m \u00e9 [imposs\u00edvel] manter higiene onde uma latrina pode ser compartilhada por mais de 50 pessoas.\u201d<br \/>\n<strong>Uma quebrada com dimens\u00f5es continentais<\/strong><br \/>\nA foto foi reproduzida em in\u00fameros jornais do continente exatamente porque este \u00e9 um problema que, de forma alguma, se limita aos pa\u00edses j\u00e1 mencionados ou \u00e0s pessoas que vivem nas ruas. Sofian, um vendedor marroquino, tamb\u00e9m falou sobre o tema \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias Africa News, em 30 de mar\u00e7o: \u201cA maioria das pessoas que vivem neste bairro moram em um casas que t\u00eam um \u00fanico c\u00f4modo, com fam\u00edlias de seis ou sete pessoas. Elas n\u00e3o tem como ficar em casa porque \u00e9 superlotado, e o isolamento compuls\u00f3rio se torna muito dif\u00edcil\u201d.<br \/>\nAlgo que tamb\u00e9m foi destacado pelo portal de uma organiza\u00e7\u00e3o norte-americana chamada Atlantic Council, no mesmo dia 24, num artigo que discutia a profunda desigualdade social existente no interior do continente e, inclusive, de cada um dos pa\u00edses.<br \/>\nBronwyn Bruton, diretora da entidade e respons\u00e1vel pelos estudos sobre \u00c1frica Central, lembra que \u201cnos enclaves mais abastados de Joanesburgo ou Nair\u00f3bi, os profissionais de colarinho branco ser\u00e3o capazes de manter as crian\u00e7as estudando em casa e trabalharem no esquema de \u2018home office\u2019 [pelo computador] no decorrer da crises, assim como os profissionais est\u00e3o fazendo em Washington, DC.\u201d<br \/>\nContudo, Bruton lembra que esta, de foram alguma, \u00e9 a realidade predominante na \u00c1frica, onde \u201cmais de 70% dos africanos que moram em cidades \u2013 aproximadamente 200 milh\u00f5es de pessoas \u2013 residem em favelas lotadas, com acesso limitado a encanamentos ou eletricidade (\u2026); cerca de 40% dos africanos vivem em regi\u00f5es com escassez de \u00e1gua, nas quais a obten\u00e7\u00e3o de acesso a \u00e1gua limpa \u2013 sem falar em sab\u00e3o \u2013 \u00e9 um obst\u00e1culo di\u00e1rio insuper\u00e1vel e, para essas popula\u00e7\u00f5es, at\u00e9 medidas simples para impedir a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, como lavagem frequente das m\u00e3os, estar\u00e1 fora de alcance.\u201d<br \/>\nObst\u00e1culos que ter\u00e3o que ser enfrentados, cotidianamente com outra preocupa\u00e7\u00e3o em mente, j\u00e1 que, ainda segundo Bruton, \u201cpara os 85% dos africanos; ou seja, todos aqueles que vivem com menos de US$ 5,50 por dia, a interrup\u00e7\u00e3o do trabalho ser\u00e1 uma amea\u00e7a existencial. Abrigar-se por longos per\u00edodos de tempo \u2013 semanas ou mais \u2013 simplesmente n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel\u201d.<br \/>\nSe isso n\u00e3o bastasse, em v\u00e1rios pa\u00edses h\u00e1 de se lidar com a interfer\u00eancia de lideran\u00e7as religiosas, principalmente as neopentecostais fundamentalistas, que t\u00eam atuado de forma extremamente irrespons\u00e1vel na \u00c1frica, como no j\u00e1 citado caso do Zimbabwe, onde a Ministra da Defesa, Oppah Muchinguri, defende que a COVID-19 \u00e9 uma \u201cpuni\u00e7\u00e3o de Deus\u201d contra os que amea\u00e7am o pa\u00eds (os EUA e algumas na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias), uma insanidade na qual est\u00e1 impl\u00edcita a ideia de que os zimbabuenses est\u00e3o imunes \u00e0 pandemia.<br \/>\nlgo semelhante est\u00e1 ocorrendo na Nig\u00e9ria, o pa\u00eds mais populoso do continente, onde, apesar dos 97 casos registrados at\u00e9 28 de mar\u00e7o, um grupo de pastores, segundo a RFI, tem bombardeado as redes sociais com mensagens que afirmam que Deus n\u00e3o permitir\u00e1 que o pa\u00eds seja atingido.<br \/>\n<strong>Socialismo ou barb\u00e1rie<\/strong><br \/>\nO grande temor, contudo, na maioria da popula\u00e7\u00e3o do continente tem a ver com a inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es mais pr\u00e1ticas e concretas a come\u00e7ar por: como se manter isolado se se \u00e9 necess\u00e1rio trabalhar; ou, se for realmente necess\u00e1rio ficar em casa, como garantir a sobreviv\u00eancia.<br \/>\nMas, por tudo o que vimos at\u00e9 aqui, esta situa\u00e7\u00e3o sem precedentes criada pela pandemia tem hist\u00f3ria. Uma hist\u00f3ria de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o que potencializa os efeitos de uma doen\u00e7a cujo descontrole \u00e9, por si s\u00f3, um ind\u00edcio de que os investimentos feitos pelo sistema capitalista (em pesquisa, fabrica\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios, cria\u00e7\u00e3o de vacinas etc.) n\u00e3o t\u00eam como prioridade as vidas da enorme maioria da humanidade, mas, sim, os interesses de um 1% da popula\u00e7\u00e3o, cuja gan\u00e2ncia historicamente tem se transformado em crimes genocidas.<br \/>\nA pandemia da COVID-19 somente escancarou, de forma terr\u00edvel, o qu\u00e3o doente \u00e9 a sociedade em que vivemos. Por isso, assim como no Brasil e em todo resto do mundo, isolados em suas casas, ou lutando para sobreviver onde for poss\u00edvel, cada vez mais gente est\u00e1 percebendo que este \u00e9 um sistema apodrecido. Um sistema que fede a cad\u00e1veres. E, por isso, em todos cantos do mundo, e tamb\u00e9m na \u00c1frica, pessoas est\u00e3o se organizando e discutindo uma solu\u00e7\u00e3o que v\u00e1 para al\u00e9m da crise desta pandemia e da grande crise econ\u00f4mica mundial que se avizinha.<br \/>\nAs atrocidades que estamos vendo ao nosso redor devem servir para lembrar de algo que os socialistas revolucion\u00e1rios t\u00eam dito h\u00e1 muito tempo. Algo que est\u00e1 na ess\u00eancia dos textos de Marx e Engels, a come\u00e7ar pelo Manifesto Comunista (1848), e que foi popularizado num texto da genial Rosa Luxemburgo, em 1916, quando o mundo tamb\u00e9m atravessava um momento de crise econ\u00f4mica, combinada com a trag\u00e9dia criada pela disputa de mercados que explodiu na forma da Primeira Guerra Mundial e, igualmente, uma pandemia (a gripe espanhola) estava provocando mais e mais mortes.<br \/>\nFoi olhando para este mundo tomado pela Primeira Guerra Mundial e por uma pandemia que Rosa declarou que as alternativas para a humanidade eram: \u201cSOCIALISMO OU BARB\u00c1RIE\u201d. Hoje, este lema \u00e9 ainda mais atual!<br \/>\n<em>Introdu\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/mundo\/africa\/especial-coronavirus-e-africa\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/mundo\/africa\/especial-coronavirus-e-africa\/<\/a><br \/>\nArtigo 1 \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/covid-19-na-africa-uma-bomba-relogio-um-terreno-minado\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/covid-19-na-africa-uma-bomba-relogio-um-terreno-minado\/<\/a><br \/>\nArtigo 2 \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/uma-bomba-prestes-a-explodir-do-norte-ao-sul-da-africa\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/uma-bomba-prestes-a-explodir-do-norte-ao-sul-da-africa\/<\/a><br \/>\nArtigo 3 \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/governos-africanos-e-prevencao-do-covid-19-hipocrisia-e-irresponsabilidade\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/governos-africanos-e-prevencao-do-covid-19-hipocrisia-e-irresponsabilidade\/<\/a><br \/>\nArtigo 4 \u2013 https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/africa-um-continente-debilitado-e-uma-rede-hospitalar-doente\/<br \/>\nArtigo 5 &#8211;\u00a0 https:\/\/litci.org\/pt\/especiais\/coronavirus\/africa-do-sul-o-epicentro-nao-por-acaso<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois que o governo sul-africano imp\u00f4s, com um atraso irrespons\u00e1vel, o isolamento social por 21 dias (leia o quinto artigo desta s\u00e9rie), a partir da madrugada do dia 27 de mar\u00e7o \u2013 e diante do inquestion\u00e1vel e r\u00e1pido aumento de casos em todo o continente \u2013 v\u00e1rios pa\u00edses tendem a adotar medidas semelhantes.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":33009,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[208,30],"tags":[5178,515,735],"class_list":["post-33007","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-africa","category-coronavirus","tag-coronavirus-africa","tag-especial-coronavirus","tag-wilson-honorio-da-silva"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/CoronaAfrica.jpeg","categories_names":["\u00c1frica","Pandemia"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33007"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33007\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}