{"id":32998,"date":"2020-04-29T10:46:52","date_gmt":"2020-04-29T12:46:52","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=32998"},"modified":"2020-04-29T10:46:52","modified_gmt":"2020-04-29T12:46:52","slug":"argentina-participe-do-ato-internacional-do-1o-de-maio-da-lit-qi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/04\/29\/argentina-participe-do-ato-internacional-do-1o-de-maio-da-lit-qi\/","title":{"rendered":"Argentina&#124; Participe do ato internacional do 1\u00ba de Maio da LIT-QI"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Tradi\u00e7\u00e3o de luta do movimento oper\u00e1rio<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Neste 1\u00ba de maio a luta que estabeleceu o Dia Internacional dos Trabalhadores completa 134 anos. Em 1886, trabalhadores dos Estados Unidos lutavam pela redu\u00e7\u00e3o das extenuantes jornadas de explora\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s greves de mais de 400.000 trabalhadores, conseguia-se uma das mais lembradas vit\u00f3rias do movimento oper\u00e1rio, a jornada de 8 horas de trabalho.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: PSTU-Argentina<br \/>\nMas assim como hoje os regimes atacam aqueles e aquelas que lutam. Em Chicago, onde a burguesia tentava resistir ao avan\u00e7o dos trabalhadores, houve sangrentas repress\u00f5es e 21 grevistas foram levados a julgamento. Foram condenados \u00e0 morte ap\u00f3s uma farsa de julgamento. Eles s\u00e3o os que lembramos hoje como Os M\u00e1rtires de Chicago.<br \/>\nA partir de 1889, a Segunda Internacional tomou essa data como um dia de luta, em homenagem aos m\u00e1rtires e \u00e0 luta dos trabalhadores. Esta data representa a tradi\u00e7\u00e3o de luta dos e das trabalhadoras.<br \/>\nUm ano depois, em nosso pa\u00eds, o movimento oper\u00e1rio celebrou o primeiro ato de 1\u00ba de Maio. Depois disso, apresentaram uma lista de reivindica\u00e7\u00f5es que dormiu um sonho eterno nos arquivos do Congresso da Na\u00e7\u00e3o, onde nunca foi debatido. Essas reivindica\u00e7\u00f5es iam desde a jornada de 8 horas, \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de trabalhos e sistemas prejudiciais \u00e0 sa\u00fade dos trabalhadores e \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o das oficinas e f\u00e1bricas por delegados pagos pelo Estado.<br \/>\n<strong>A divis\u00e3o \u00e9 entre empres\u00e1rios e trabalhadores<\/strong><br \/>\nEste 1\u00ba de maio nos encontra em uma conjuntura muito particular. O mundo atravessa uma das crises econ\u00f4micas mais profundas que j\u00e1 aconteceu e a pandemia do Covid-19 mostra que o sistema capitalista n\u00e3o pode resolver essa situa\u00e7\u00e3o. Esta doen\u00e7a, que at\u00e9 agora levou a 170.000 mortes, atingir\u00e1 seu \u201cpico\u201d em maio. O que significa que o pior da trag\u00e9dia ainda n\u00e3o aconteceu.<br \/>\nEm todo o mundo, vemos os diferentes governos se posicionando de diferentes maneiras para o combate ao coronav\u00edrus. Temos Bolsonaro, que disse que se tratava \u201cde uma gripezinha&#8221; e n\u00e3o tomou nenhuma medida preventiva, causando hoje um recorde de mortes no Brasil. Por outro lado temos Fern\u00e1ndez, que imp\u00f4s um isolamento, sem garantir a quarentena para o conjunto dos trabalhadores e do povo, e dia ap\u00f3s dia vem cedendo \u00e0 press\u00e3o dos empres\u00e1rios, que querem ver o tamanho da fatia que podem obter nesta crise.<br \/>\nNo entanto, temos uma das maiores taxas de cont\u00e1gio dos profissionais de sa\u00fade. Nos hospitais come\u00e7am os conflitos devido \u00e0 falta de suprimentos e de pol\u00edtica de Estado. E os cont\u00e1gios entre os trabalhadores come\u00e7am a se desenvolver \u00e0 medida em que s\u00e3o liberados setores de trabalho. Diante disso, os patr\u00f5es demitem e suspendem, reduzem os sal\u00e1rios e amea\u00e7am demitir mais.<br \/>\nPor isso, mesmo que tenhamos governos mais &#8220;populistas&#8221; ou de direita, todos defendem os lucros acima da vida. O capitalismo, nesta crise, est\u00e1 demonstrando que n\u00e3o pode resolver as necessidades do conjunto dos trabalhadores e do povo pobre.<br \/>\n<strong>Em defesa da vida e n\u00e3o do lucro<\/strong><br \/>\nO que precisamos \u00e9 garantir a sa\u00fade atrav\u00e9s do isolamento social para o conjunto da classe trabalhadora e o povo pobre. Precisamos defender a vida, antes de qualquer lucro.<br \/>\nNa contra face do cen\u00e1rio mundial, os trabalhadores se organizam para defender suas conquistas e suas vidas.<br \/>\nNa It\u00e1lia, um dos pa\u00edses mais afetados pela pandemia, oper\u00e1rios das ind\u00fastrias automotivas, t\u00eaxteis, qu\u00edmicas, entre outros ramos, entraram em greve exigindo parar o trabalho e a prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para impedir a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<br \/>\nNo Chile, a Primeira Linha se organiza para desinfetar o transporte p\u00fablico, na aus\u00eancia de medidas de preven\u00e7\u00e3o por parte de Pi\u00f1era. No Brasil, os panela\u00e7os exigem Fora Bolsonaro!<br \/>\nEm nosso pa\u00eds, os trabalhadores da Felfort, Penta, mineiros, Sealy, metr\u00f4, entre outros, enfrentam as patronais que n\u00e3o fazem quarentena, despedem, n\u00e3o pagam sal\u00e1rios e n\u00e3o cuidam da sa\u00fade dos empregados. S\u00e3o eles que tomam o problema em suas m\u00e3os e bifurcam o caminho que deve seguir toda a sociedade.<br \/>\nA defesa da sa\u00fade, das condi\u00e7\u00f5es de vida e dos trabalhadores e trabalhadoras est\u00e1 provando que n\u00e3o tem fronteiras. Para enfrentar o capitalismo, como sistema mundial, \u00e9 necess\u00e1rio uma ferramenta que conecte os trabalhadores e trabalhadoras a uma mesma finalidade. Para acabar com esta pandemia, mas tamb\u00e9m com a fome, desemprego, pobreza, machismo, racismo e todas as opress\u00f5es. Por isso, n\u00f3s do PSTU, fazemos parte da Liga Internacional dos Trabalhadores. Uma ferramenta para a constru\u00e7\u00e3o de um partido mundial dos trabalhadores para a revolu\u00e7\u00e3o socialista. O \u00fanico sistema que poder\u00e1 resolver as contradi\u00e7\u00f5es atuais.<br \/>\nNeste 1\u00ba de maio aproveitaremos as circunst\u00e2ncias do isolamento para fazer um ato internacional, de maneira virtual. Com companheiros do Chile, Brasil, It\u00e1lia e Estados Unidos, faremos uma comemora\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Mas tamb\u00e9m debateremos qual \u00e9 a sa\u00edda para esta crise e como podemos constru\u00ed-la. Fazemos um convite especial para trabalhadores, mulheres, jovens, estudantes, desempregados, aposentados, a se unirem a essa transmiss\u00e3o na sexta-feira 1\u00ba \u00e0s 14:00 pelo Facebook da LIT-QI e a participar com suas contribui\u00e7\u00f5es.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Tae Amaru<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradi\u00e7\u00e3o de luta do movimento oper\u00e1rio Neste 1\u00ba de maio a luta que estabeleceu o Dia Internacional dos Trabalhadores completa 134 anos. Em 1886, trabalhadores dos Estados Unidos lutavam pela redu\u00e7\u00e3o das extenuantes jornadas de explora\u00e7\u00e3o. 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