{"id":32740,"date":"2020-04-15T09:58:26","date_gmt":"2020-04-15T11:58:26","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=32740"},"modified":"2020-04-15T09:58:26","modified_gmt":"2020-04-15T11:58:26","slug":"a-pandemia-da-covid-19-e-as-lgbts","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/04\/15\/a-pandemia-da-covid-19-e-as-lgbts\/","title":{"rendered":"A pandemia da Covid-19 e as LGBTs"},"content":{"rendered":"<p><em>Mundo afora, estamos vivendo uma pandemia de dimens\u00f5es catastr\u00f3ficas e o Brasil, na Am\u00e9rica Latina, \u00e9 um dos pa\u00edses que mais apresenta casos de cont\u00e1gios pelo coronav\u00edrus. E sabemos que quem vai sofrer mais com a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e o colapso na sa\u00fade s\u00e3o os(as) mais pobres, a juventude e os(as) trabalhadores(as) que moram nas periferias.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor:\u00a0Roberta Maiani, Dani Bornia e Albano Teixeira,\u00a0 da Secretaria LGBT do PSTU-RJ; e\u00a0Marina Cintra, do Rebeldia \u2013 Juventude da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista<br \/>\nN\u00e3o s\u00f3 em termos de sa\u00fade, mas, tamb\u00e9m, com tudo mais que est\u00e1 vindo na esteira da crise, a come\u00e7ar pelo desemprego, que se acentua cada dia, e o desamparo social, que j\u00e1 atinge milh\u00f5es. Coisas que, de forma alguma est\u00e3o sendo encaradas pelos governos (dos municipais ao federal) como deveriam, basta lembrar as muitas limita\u00e7\u00f5es e problemas da \u201cajuda\u201d aos trabalhadores informais (os m\u00edseros R$ 600, regulamentados pela MP 936).<br \/>\nContudo, neste artigo, queremos falar especificamente sobre como a pandemia est\u00e1 afetando um setor da popula\u00e7\u00e3o cujas particularidades decorrem de uma longa hist\u00f3ria de \u201cinvisibiliza\u00e7\u00e3o\u201d e marginaliza\u00e7\u00e3o que, neste momento, em muito pode contribuir para que a pandemia se manifeste de formas distintas quando comparada ao restante da popula\u00e7\u00e3o. Estamos falando de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transg\u00eaneros; ou seja, as LGBTs.<br \/>\n<strong>Explora\u00e7\u00e3o + marginaliza\u00e7\u00e3o = maior vulnerabilidade<\/strong><br \/>\nNos \u00faltimos anos, aqui e no resto do mundo, como distor\u00e7\u00e3o de d\u00e9cadas de lutas, setores da classe dominante t\u00eam se apresentado como \u201cLGBTsfriendly\u201d (\u201camig\u00e1veis \u00e0s LGBTs\u201d). Por exemplo, a Parada do Orgulho LGBT de S\u00e3o Paulo, que movimenta mais de R$ 2,4 milh\u00f5es por dia devido ao turismo, foi patrocinada, em 2019, por empresas como a Burguer King, Doritos, Uber, Amstel, dentre outras. E, l\u00e1 fora, de acordo com a LGBT Capital, uma consultoria brit\u00e2nica, o mercado \u201cfriendly\u201d movimentou, somente em 2018, cerca de US$ 3,6 trilh\u00f5es.<br \/>\nE como exemplo de que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 em \u00e9poca de pandemias que a burguesia coloca os lucros acima da vida e dos direitos humanos, por tr\u00e1s destes n\u00fameros se esconde uma enorme hipocrisia, pois s\u00e3o essas mesmas empresas que exp\u00f5em LGBTs a jornadas de trabalho extenuantes, ass\u00e9dio moral e baixos sal\u00e1rios. Como tamb\u00e9m s\u00e3o as mesmas que n\u00e3o hesitam na hora de aplicar reformas como a Trabalhista ou da Previd\u00eancia e, al\u00e9m disso, raramente contratam travestis e transexuais, algo que est\u00e1 por tr\u00e1s do fato de que 90% da popula\u00e7\u00e3o trans se encontre na prostitui\u00e7\u00e3o (tema ao qual voltaremos mais adiante).<br \/>\nEsse dado lament\u00e1vel e absurdo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o trans \u00e9, contudo, apenas um exemplo extremado do tipo de marginaliza\u00e7\u00e3o que afeta a comunidade LGBT e que, neste momento, a faz vulner\u00e1vel de formas espec\u00edficas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia.<br \/>\nNo Brasil, uma das consequ\u00eancias da \u201cLGBTfobia institucional\u201d \u2013 ou seja, a discrimina\u00e7\u00e3o praticada pelos \u00f3rg\u00e3os do Estado (algo, evidentemente, elevado \u00e0s raias do absurdo sob Bolsonaro, Damares e Cia.) \u2013 \u00e9 a falta de dados concretos em rela\u00e7\u00e3o a qualquer coisa que tenha a ver com nosso povo. Contudo, alguns n\u00fameros divulgados por mais de 100 organiza\u00e7\u00f5es LGBTs norte-americanas, no in\u00edcio de mar\u00e7o, quando a pandemia come\u00e7ava a se espalhar, podem nos servir como par\u00e2metros.<br \/>\n<strong>Pobreza e maior exposi\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus<\/strong><br \/>\nNo documento, intitulado \u201cA vida e o modo de subsist\u00eancia de muitos na comunidade LGBTQ est\u00e3o em risco diante da crise do Covid-19\u201d se discute, por exemplo, que, nos EUA, 22% da popula\u00e7\u00e3o LGBT adulta vive na chamada linha da pobreza (ou seja, com uma renda de cerca de US$ 2 por dia; mais ou menos R$ 10,00). Uma miser\u00e1vel realidade que \u00e9 ainda pior na popula\u00e7\u00e3o negra e latina, onde este \u00edndice chega a 45%, e \u00e9 obst\u00e1culo concreto pra todas e quaisquer medidas de preven\u00e7\u00e3o, controle e tratamento da pandemia.<br \/>\nMesmo sem n\u00fameros exatos, sabemos que a situa\u00e7\u00e3o, aqui, n\u00e3o \u00e9 muito diferente. Provavelmente pior. Mas, por raz\u00f5es bem parecidas: a LGBTfobia causa desemprego e, tamb\u00e9m, empurra nosso povo para a chamada informalidade ou trabalhos mais insalubres onde, hoje, h\u00e1 maior possibilidade de exposi\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus, como servi\u00e7os de limpeza, atendimento em restaurantes e hot\u00e9is ou, ainda, no setor de sa\u00fade.<br \/>\nAqui, no Brasil, sabemos com certeza que uma grande parcela de LGBTs, jovem e pobre (e com forte participa\u00e7\u00e3o negra), est\u00e1 nos telemarketings, servi\u00e7o que o governo Bolsonaro colocou como \u201cessencial\u201d e onde a aglomera\u00e7\u00e3o, a rotatividade e a falta de medidas de higieniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o terrenos f\u00e9rteis para a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Como tamb\u00e9m, no Brasil, s\u00e3o muit\u00edssimas as LGBTs (assim como mulheres h\u00e9teros, com destaque para as negras) que trabalham na \u00e1rea da sa\u00fade, principalmente como t\u00e9cnicos\/as ou nas enfermarias<br \/>\nEm fun\u00e7\u00e3o da precariedade, falta dos equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, longas e m\u00faltiplas jornadas e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, este \u00e9 um setor onde o impacto da Covid-19 j\u00e1 est\u00e1 sendo considerado \u201cbrutal\u201d, nas palavras dos respons\u00e1veis por uma pesquisa divulgada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 8 de abril, que revelou um dado assustador: ao aplicarem o teste em 700 profissionais de sa\u00fade da rede p\u00fablica no estado, constatou-se que 25% deles est\u00e3o infectados. Um percentual elevad\u00edssimo, maior do que o registrado em Espanha e Portugal \u2014 ambos de 20% \u2014 e ainda superior ao da It\u00e1lia (15%).<br \/>\n<strong>As v\u00edtimas colaterais do coronav\u00edrus<\/strong><br \/>\nHoje, n\u00e3o h\u00e1 como questionar (a n\u00e3o ser que se concorde com a \u201cl\u00f3gica\u201d genocida de Bolsonaro) a necessidade do isolamento social como pol\u00edtica preventiva. Contudo, tamb\u00e9m temos que discutir que a medida tem colocado os setores mais oprimidos da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es terr\u00edveis, bem piores daquelas vividas por homens, brancos, heterossexuais e com maior poder aquisitivo.<br \/>\nAqui, n\u00e3o teremos como desenvolver a situa\u00e7\u00e3o de negros e negras que, independentemente de sua identidade de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual, vivem majoritariamente em locais e regi\u00f5es onde o necess\u00e1rio isolamento e at\u00e9 mesmo o ato de \u201clavar as m\u00e3os\u201d t\u00eam como obst\u00e1culos as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida, saneamento, moradia etc. Mas \u00e9 preciso ressaltar o caso das mulheres em geral, j\u00e1 que n\u00e3o faltam lament\u00e1veis exemplos de que elas est\u00e3o mais vulner\u00e1veis \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e ao abuso sexual.<br \/>\nApesar de n\u00e3o haver dados, n\u00e3o temos d\u00favidas de que, pa\u00eds afora, LGBTs confinadas(os) em suas casas est\u00e3o passando por situa\u00e7\u00f5es semelhantes. E da mesma forma que n\u00e3o se importam com a vida das mulheres, n\u00e3o tomando nenhuma medida efetiva para garantir o isolamento social com seguran\u00e7a, as elites governantes, n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed para o que quer que esteja acontecendo com as LGBTs. Sejam as que est\u00e3o confinadas, sejam as que, tendo que trabalhar, ficam mais expostas \u00e0 viol\u00eancia nas ruas mais desertas.<br \/>\nPor isso mesmo, s\u00f3 podemos denunciar como hip\u00f3crita e ineficiente uma cartilha destinada a discutir o impacto da pandemia na comunidade LGBT, que foi lan\u00e7ada (censurada e refeita\u2026) pela nada \u201cLGBTfriendly\u201d ministra Damares Alves, ministra da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos (leia o artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pstu.org.br\/covid-19-e-as-lgbts-a-cartilha-de-damares-hipocrisia-a-toda-prova\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A cartilha de Damares: hipocrisia a toda prova<\/a>).<br \/>\n<strong>O capitalismo mata! Vidas LGBTs importam!<\/strong><br \/>\nEnquanto vivermos sob um Estado que se recusa a garantir a vida das LGBTs, defendemos que a classe trabalhadora tome essa defesa em suas pr\u00f3prias m\u00e3os, se organizando coletivamente para combater a viol\u00eancia. A atual crise deixou ainda mais evidente que vivemos em uma democracia dos ricos e numa sociedade doente e violenta. Algo que LGBTs, negros(as), mulheres, ind\u00edgenas, quilombolas e demais setores que se encontram dentre os mais oprimidos e explorados conhecem de perto e h\u00e1 muito tempo.<br \/>\nOs nossos, \u201cos de baixo\u201d, s\u00e3o mortos todos os dias, pelas garras da pol\u00edcia, pelas patas de um LGBTf\u00f3bico ou de um racista, com a ponta do fuzil de um latifundi\u00e1rio ou como v\u00edtima do feminic\u00eddio. Isso para n\u00e3o falar dos estupros e espa\u00e7amentos, al\u00e9m da viol\u00eancia dom\u00e9stica, f\u00edsica, psicol\u00f3gica e emocional, que tem aumentado de forma vertiginosa com o isolamento social.<br \/>\nE, se ainda fosse pouco, ainda h\u00e1 o preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o cotidianos que, em meio a pandemia, t\u00eam sido incentivados pelos discursos de muita gente que, mundo afora, est\u00e1 tentando \u201cresponsabilizar\u201d LGBTs pelo surgimento da pandemia, pregando que o v\u00edrus \u00e9 uma express\u00e3o da f\u00faria de Deus, seja de qualquer religi\u00e3o, contra nosso modo de vida pecaminoso.<br \/>\nPor isso, agora, para al\u00e9m de discutirmos uma sa\u00edda para esta crise, temos que encarar, tamb\u00e9m como LGBTs, o debate sobre \u201co que vir\u00e1 depois\u201d. E, neste sentido temos certeza que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 em apostar nas sa\u00eddas institucionais, nos processos eleitorais, na cren\u00e7a de que se elegermos mais representantes LGBTs nossos direitos ser\u00e3o conquistados e garantidos. A situa\u00e7\u00e3o de quase barb\u00e1rie em que estamos evidencia que n\u00e3o h\u00e1 resposta para nossos problemas por dentro da sociedade capitalista.<br \/>\nMas, neste momento, diante da enorme crise humanit\u00e1ria, necessitamos levantar um programa de emerg\u00eancia para minimizar os profundos golpes e perdas que estamos enfrentando \u00e9 que, ao que tudo indica, v\u00e3o se agravar nos pr\u00f3ximos dias e meses.<br \/>\nDe imediato, \u00e9 importante que se pare de pagar a d\u00edvida p\u00fablica, que haja a taxa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas, que todos servi\u00e7os de sa\u00fade sejam estatizados e que esses recursos sejam direcionados para o fortalecimento do SUS. Precisamos de garantias para fazer com que renda e bens materiais cheguem ao conjunto da popula\u00e7\u00e3o, bem como produtos de higiene pessoal, acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e melhorias emergenciais no sistema de saneamento b\u00e1sico.<br \/>\nE tudo, isto, aqui no Brasil, come\u00e7a por algo que tem se repetido dia ap\u00f3s dias nos panela\u00e7os: \u201cFora Bolsonaro e Mour\u00e3o!!!\u201d (e que levem com ele Damares, Mandetta, Guedes e todos seus capachos).<br \/>\nMas, n\u00e3o d\u00e1 pra parar por a\u00ed. E preciso pensar no futuro. E para que n\u00f3s e as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es possam viver, precisamos destruir esta sociedade doente. Por isso, tamb\u00e9m para as LGBTs, a realidade nos coloca diante de apenas duas op\u00e7\u00f5es: ou socialismo ou barb\u00e1rie. E estamos dentre aqueles e aquelas que acreditam que \u00e9 poss\u00edvel, sim, fazer uma revolu\u00e7\u00e3o onde LGBTs, inclusive para resolver suas quest\u00f5es espec\u00edficas, se aliem aos trabalhadores(as) e demais setores oprimidos e explorados para construir um novo mundo onde possamos viver com liberdade dignidade e igualdade. Um mundo socialista!<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mundo afora, estamos vivendo uma pandemia de dimens\u00f5es catastr\u00f3ficas e o Brasil, na Am\u00e9rica Latina, \u00e9 um dos pa\u00edses que mais apresenta casos de cont\u00e1gios pelo coronav\u00edrus. 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