{"id":3265,"date":"2015-02-04T00:50:40","date_gmt":"2015-02-04T00:50:40","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2015\/02\/04\/fora-kabila\/"},"modified":"2015-02-04T00:50:40","modified_gmt":"2015-02-04T00:50:40","slug":"fora-kabila","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/02\/04\/fora-kabila\/","title":{"rendered":"Fora Kabila!"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"216\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Congo_Kabila.jpg\" vspace=\"6\" width=\"288\" \/>Dia 21 de Janeiro. Uma manifesta&ccedil;&atilde;o da oposi&ccedil;&atilde;o contra um projeto que modifica a lei eleitoral para permitir a manuten&ccedil;&atilde;o do presidente no poder al&eacute;m de seu mandato, foi violentamente reprimida. Desde ent&atilde;o espalharam-se a diversas cidades eventos insurrecionais como ocupa&ccedil;&atilde;o de estradas, saques, incendios de delegacias de pol&iacute;ciae de edif&iacute;cios<\/i><\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more--><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i>oficiais, refletindo a revolta da popula&ccedil;&atilde;o e dos estudantes. Mesmo a igreja pediu ao governo que &laquo;n&atilde;o matasse seus concidad&atilde;os&raquo; e revogasse a lei eleitoral. Segundo pesquisas, a repress&atilde;o teria feito entre 28 e 40 v&iacute;timas.<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>As raz&otilde;es da revolta<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica deste gigantesco pa&iacute;s do centro da &Aacute;frica lembra a recente revolu&ccedil;&atilde;o em Burkina Faso, onde o povo, indo &agrave;s ruas, derrubou o governo. A Europa e os Estados Unidos, principais beneficiados com os saques dos recursos naturais da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo (RDB), inquietam-se com a situa&ccedil;&atilde;o e conclamam por &laquo;um processo eleitoral democr&aacute;tico e transparente&raquo;, pedindo &laquo;&agrave; classe dominante a responsabilidade pol&iacute;tica para manter a estabilidade&raquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O que desencadeou a rea&ccedil;&atilde;o violenta da popula&ccedil;&atilde;o foi a ado&ccedil;&atilde;o da proposta de emenda &agrave; lei eleitoral. Esta &eacute; uma manobra do regime para se manter no poder al&eacute;m de 2016, sem alterar a Constitui&ccedil;&atilde;o. De fato, ap&oacute;s a Revolu&ccedil;&atilde;o em Burkina Faso, o pr&oacute;prio imperialismo americano desaconselhara o presidente de tentar uma manobra desta envergadura, temendo uma onda de revoltas. A t&aacute;tica &eacute; a seguinte: realizar as elei&ccedil;&otilde;es somente ap&oacute;s o censo da popula&ccedil;&atilde;o, o que levaria no m&iacute;nimo tr&ecirc;s anos: o tempo estimado para identificar, em circunst&acirc;ncias muito dif&iacute;ceis, uma popula&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 66 milh&otilde;es de habitantes. Finalmente, ap&oacute;s a vota&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara, o artigo sobre a altera&ccedil;&atilde;o foi vetado pelo Senado, que afirmou que &ldquo;a atualiza&ccedil;&atilde;o da lista eleitoral com base em dados demogr&aacute;ficos deve estar em conformidade com o prazo constitucional para a organiza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais&rdquo;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a>. Este compromisso &eacute; uma vit&oacute;ria tempor&aacute;ria da mobiliza&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o &eacute; uma garantia contra futuras manobras, mesmo porque, de qualquer maneira, parece imposs&iacute;vel fazer um censo e ao mesmo tempo manter o cronograma previsto. De fato, a RDC &eacute; uma das na&ccedil;&otilde;es mais pobres do planeta, com uma infraestrutura deplor&aacute;vel e com uma administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica bastante ineficiente. Um censo da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; uma tarefa gigantesca em um pa&iacute;s com quase 80 vezes o tamanho da B&eacute;lgica.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Kabila: um balan&ccedil;o positivo para quem?<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i>&nbsp;<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A imprensa n&atilde;o cansa de ressaltar o trabalho positivo de Kabila, tal qual Colette Braekman, que questiona:&laquo;<i>Por que tamanho descontentamento e tamanho desejo de mudan&ccedil;a, j&aacute; que, desde a independ&ecirc;ncia, o governo atual foi sem d&uacute;vida o que mais trabalhou pela reconstru&ccedil;&atilde;o e pela moderniza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s?<\/i>&raquo;<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\">[2]<\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Esta na&ccedil;&atilde;o de 66 milh&otilde;es de habitantes est&aacute; classicada em 187<sup>a<\/sup>, de um total de 187 pa&iacute;ses mencionados no &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Na&ccedil;&otilde;es Unidas<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\" title=\"\">[3]<\/a>. A expectativa de vida &eacute; de 55 anos, a taxa de mortalidade infantil &eacute; a 14&ordf; mais alta do mundo, com 78 mortes a cada 1000 nascimentos, e somente 46% da popula&ccedil;&atilde;o tem acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\" title=\"\">[4]<\/a>. 70% da popula&ccedil;&atilde;o vive abaixo do n&iacute;vel de pobreza e a mesma porcentagem vive da agricultura.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;\ntext-align:left\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O que fez Joseph Kabila desde que foi eleito? Assinou ele mesmo leis escritas pelo imperialismo: o c&oacute;digo de minera&ccedil;&atilde;o, o c&oacute;digo florestal e o c&oacute;digo sobre os investimentos, que abrem brutalmente o subsolo do Congo &agrave;s multinacionais estrangeiras. Todas estas reformas s&atilde;o impostas por meio do mecanismo da d&iacute;vida, que determina o cancelamento da d&iacute;vida com a aplica&ccedil;&atilde;o de programas ultra-liberais.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;\ntext-align:left\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;\ntext-align:left\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A aposta &eacute; alta. Estes subsolos s&atilde;o realmente ricos em metais preciosos: coulumbita-tantalita, cobalto, diamante e ouro. A coulumbite-tantalita e o cobalto s&atilde;o utilizados em superligas, resistentes a condi&ccedil;&otilde;es extremas. O t&acirc;ntalo, derivado da coulumbite-tantalita &eacute; altamente resistente &agrave; corros&atilde;o, sendo utilizado n&atilde;o somente na eletr&ocirc;nica, mas na ind&uacute;stria aeroespacial e na aeronautica militar e civil. &Eacute; tamb&eacute;m utilizado em telefones celulares, computadores (especialmente em laptops) e em controles de <i>Playstation<\/i>. O ni&oacute;bio, extra&iacute;do tamb&eacute;m do coltan (a coulumbite-tantalita), &eacute; um metal essencial para certos setores importantes, tais quais o setor eneg&eacute;tico, o aeroespacial e do de transporte.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Na RDC, as estradas foram constru&iacute;das nos &uacute;ltimos anos n&atilde;o para ligar as aldeias &agrave;s escolas e aos centros de sa&uacute;de, mas para transportar os materiais para as fronteiras e permitir o bom funcionamento desta pilhagem organizada.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; enraivecida. As administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas n&atilde;o funcionam; a viol&ecirc;ncia arbitr&aacute;ria da pol&iacute;cia, do ex&eacute;rcito e de grupos armados &eacute; corrente e cotidiana. A justi&ccedil;a lida com ataques regulares e pessoas graduadas n&atilde;o encontram empregos. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; catastr&oacute;fica. Quando um dos pa&iacute;ses mais ricos em minerais do mundo importa anualmente 1 bilh&atilde;o de d&oacute;lares em g&ecirc;neros aliment&iacute;cios, isso quer dizer que toda a riqueza produzida n&atilde;o &eacute; direcionada para o desenvolvimento do pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Um pa&iacute;s ocupado militarmente<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O saque em larga escala do subsolo congol&ecirc;s &eacute; a raz&atilde;o principal da presen&ccedil;a da miss&atilde;o da ONU na RDC, j&aacute; que o pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; &lsquo;seguro&rsquo;. A MONUSCO &eacute; uma das maiores miss&otilde;es das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, com 20.000 militares espalhados pelo territ&oacute;rio. Kabila os autorizou a utilizar &laquo;todos os meios necess&aacute;rios&raquo; para levar a cabo sua miss&atilde;o. Eis a chamada &laquo;manuten&ccedil;&atilde;o da paz&raquo;, mas para quem? As popula&ccedil;&otilde;es civis, v&iacute;timas das viol&ecirc;ncias de grupos armados, da pol&iacute;cia e mesmo da MONUSCO, n&atilde;o s&atilde;o beneficiadas por esta &lsquo;paz&rsquo;. Esta miss&atilde;o, que tem um custo anual de 1,5 bilh&atilde;o de d&oacute;lares, serve para &laquo;apoiar o Governo da RDC em seus esfor&ccedil;os de estabiliza&ccedil;&atilde;o e de consolida&ccedil;&atilde;o da paz&raquo;<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\" title=\"\">[5]<\/a>. Em suma, serve para garantir um clima prop&iacute;cio &agrave; extra&ccedil;&atilde;o das riquezas do Congo. A interven&ccedil;&atilde;o da ONU nada mais &eacute; que uma interven&ccedil;&atilde;o militar direta do imperialismo em um pa&iacute;s estrat&eacute;gico que alimenta o mercado mundial e permite &agrave;s multinacionais lucrarem milh&otilde;es de d&oacute;lares por ano.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A Europa est&aacute; presente no Congo atrav&eacute;s das miss&otilde;es militares (EUSEC) e policiais (EUROPOL), no intuito n&atilde;o somente de formar o ex&eacute;rcito nacional, mas igualmente os batalh&otilde;es da pol&iacute;cia, que atualmente reprimem as manifesta&ccedil;&otilde;es com sangue.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Por tr&aacute;s da fachada democr&aacute;tica&#8230;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Kabila foi institu&iacute;do no poder pela &laquo;comunidade internacional&raquo; em 2001, ap&oacute;s o assassinato de seu pai, Laurent Kabila, nacionalista que dep&ocirc;s o ditador Mobutu, com o apoio da popula&ccedil;&atilde;o. Em 2006, elei&ccedil;&otilde;es foram organizadas pela mesma &laquo;comunidade internacional&raquo; para legitimar Kabila no poder. &ldquo;A revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica est&aacute; em andamento no Congo&rdquo;, foi o t&iacute;tulo do editorial do <i>Le<\/i> <i>Soir<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\" title=\"\"><b>[6]<\/b><\/a><\/i> na v&eacute;spera do primeiro turno das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo. &ldquo;Em poucos dias uma nova legitimidade aparecer&aacute; no Congo, baseada na vontade popular&rdquo;. Tipos de exclama&ccedil;&otilde;es delirantes como esta inundam as m&iacute;dias cada vez que o imperialismo se dota deste m&eacute;todo que denominamos de &laquo;rea&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica&raquo;, que consiste em aclamar a liberdade dos &laquo;cidad&atilde;os&raquo; de irem &agrave;s urnas, ao mesmo tempo que tenta estabilizar um regime semi-colonial em um pa&iacute;s rico em energia e recursos geol&oacute;gicos, ou de interesse estrat&eacute;gico, ou todos os tr&ecirc;s, como &eacute; o caso do Congo<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\" title=\"\">[7]<\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em 2011, disputando com a UDPS<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\" title=\"\">[8]<\/a> e seu dirigente hist&oacute;rico de oposi&ccedil;&atilde;o, Etienne Tshisekedi, Joseph Kabila organizou muitas fraudes para vencer as elei&ccedil;&otilde;es. Naquela &eacute;poca, os pr&oacute;prios institutos ocidentais de monitoramento reconheceram as fraudes. Segundo o relat&oacute;rio de <i>Humans Right Watch<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\" title=\"\"><b>[9]<\/b><\/a><\/i>, a repress&atilde;o &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es da oposi&ccedil;&atilde;o que denunciava a fraude, ocorrida no dia seguinte &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es, foi particularmente sangrenta, com mais de 24 pessoas mortas e dezenas de outras presas. A organiza&ccedil;&atilde;o suspeita de que o n&uacute;mero de mortos seja maior porque corpos teriam sido escondidos e pelas instru&ccedil;&otilde;es dadas aos hospitais para n&atilde;o revelarem detalhes das admiss&otilde;es de pacientes. Houve evid&ecirc;ncias de execu&ccedil;&otilde;es sum&aacute;rias e casos de tortura (espancamentos, golpes de bast&atilde;o com pregos). Mas isso n&atilde;o impediu a Europa e os EUA de continuar apoiando Kabila, um homem forte, que garante os neg&oacute;cios.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&hellip; um regime ditatorial<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Ent&atilde;o como, neste clima, o regime se mant&eacute;m? De fato, os congoleses s&atilde;o conscientes de que a classe pol&iacute;tica congolesa, al&eacute;m de n&atilde;o lhes dar nada, organiza a pilhagem do pa&iacute;s. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">V&ecirc;-se todos os dias caminh&otilde;es cheios de minerais e de madeiras preciosas deixar o Congo. Para responder &agrave; quest&atilde;o acima &eacute; preciso come&ccedil;ar com uma observa&ccedil;&atilde;o: a Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo n&atilde;o tem nada de democr&aacute;tica.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Durante as manifesta&ccedil;&otilde;es destes &uacute;ltimos dias, a pol&iacute;cia disparou balas reais contra a multid&atilde;o, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Intelig&ecirc;ncia (ANR) cortou a Internet e as redes GSM, os partidos de oposi&ccedil;&atilde;o foram cercados pela pol&iacute;cia<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\" title=\"\">[10]<\/a>. Os dias seguintes foram marcados por incurs&otilde;es nos campi e em outros focos de oposi&ccedil;&atilde;o. E teme-se que estes militantes sejam torturados ou assassinados. Mas o discurso oficial, transmitido em 21 de Janeiro na RTBF, canal de televis&atilde;o p&uacute;blica belga, proferido pelo ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, &eacute; de que os mortos s&atilde;o apenas saqueadores filmados por agentes de seguran&ccedil;a em propriedades privadas!<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;\ntext-align:left\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Para se manter no poder, o governo pode contar com as institui&ccedil;&otilde;es repressivas do Estado, dependentes diretamente da presid&ecirc;ncia. Ela se utiliza da Guarda Republicana do presidente (12.000 homens), da ANR, da pol&iacute;cia de interven&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida (PIR) e da dire&ccedil;&atilde;o geral de migra&ccedil;&otilde;es (controle de deslocamentos internos e externos). &laquo;Segundo a Anistia Internacional, seus agentes [da ANR] est&atilde;o entre os torturados mais temidos da RDC. [&hellip;] A oposi&ccedil;&atilde;o e os militantes da sociedade civil, acusados de violarem a seguran&ccedil;a de Estado, s&atilde;o particularmente visados. Os ativistas s&atilde;o presos, mantidos em condi&ccedil;&otilde;es cru&eacute;is e desumanas, sem comida ou &aacute;gua, em centros de deten&ccedil;&atilde;o secretos e sem acesso &agrave; assist&ecirc;ncia jur&iacute;dica&rdquo;<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\" title=\"\">[11]<\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;\ntext-align:left\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;\ntext-align:left\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Este governo n&atilde;o tolera cr&iacute;tica alguma, a tal ponto que chegou a expulsar, em outubro de 2014, o diretor adjunto do gabinete dos direitos humanos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas por ter &lsquo;ousado&rsquo; denunciar em seus relat&oacute;rios os abusos da pol&iacute;cia e do ex&eacute;rcito em uma opera&ccedil;&atilde;o de &ldquo;seguran&ccedil;a&rdquo; entre Novembro de 2013 e Fevereiro de 2014<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\" title=\"\">[12]<\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Por uma revolu&ccedil;&atilde;o congolesa<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">As manifesta&ccedil;&otilde;es insurrecionais contra o poder s&atilde;o express&atilde;o de um profundo &oacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o para com os seus dirigentes, que se tornam bilion&aacute;rios gra&ccedil;as a seus servi&ccedil;os prestados &agrave;s multinacionais imperialistas, enquanto esta mesma popula&ccedil;&atilde;o vive na mis&eacute;ria quase total. Essas mobiliza&ccedil;&otilde;es seguem o exemplo her&oacute;ico do povo burquinense, que mostrou que a mobiliza&ccedil;&atilde;o do povo &eacute; o &uacute;nico caminho. No Congo, tamb&eacute;m, a tarefa dos trabalhadores e da juventude, para melhorar suas condi&ccedil;&otilde;es de vida, &eacute; se livrar de Kabila e seu bando!<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O que o povo congol&ecirc;s precisa n&atilde;o &eacute; de elei&ccedil;&otilde;es manipuladas e organizadas pelo imperialismo, sob ocupa&ccedil;&atilde;o militar, mas de verdadeiras elei&ccedil;&otilde;es livres, sob o controle dos movimentos populares, como os movimentos organizados da sociedade civil, os sindicatos, etc.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&Eacute; igualmente fundamental que os trabalhadores belgas e europeus se mobilizem para defender os direitos democr&aacute;ticos de seus irm&atilde;os de classe congoleses, come&ccedil;ando por denunciar a cumplicidade de seus governos e da Europa para com o regime ditatorial, que visa t&atilde;o somente garantir os lucros das multinacionais!<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-indent:-18.0pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(255, 51, 51);\">&middot;<span style=\"font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-feature-settings: normal; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-synthesis: weight style; font-variant: normal;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><b>N&atilde;o &agrave; prorroga&ccedil;&atilde;o do mandato de Kabila! Revoga&ccedil;&atilde;o da modifica&ccedil;&atilde;o na lei eleitoral!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-indent:-18.0pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(255, 51, 51);\">&middot;<span style=\"font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-feature-settings: normal; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-synthesis: weight style; font-variant: normal;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><b>Por elei&ccedil;&otilde;es livres, sob o controle das organiza&ccedil;&otilde;es populares!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-indent:-18.0pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(255, 51, 51);\">&middot;<span style=\"font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-feature-settings: normal; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-synthesis: weight style; font-variant: normal;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><b>Fora as tropas da ONU e da Uni&atilde;o Europeia do Congo!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-indent:-18.0pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(255, 51, 51);\">&middot;<span style=\"font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-feature-settings: normal; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-synthesis: weight style; font-variant: normal;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><b>Nacionaliza&ccedil;&atilde;o do setor de minera&ccedil;&atilde;o! N&atilde;o &agrave; pilhagem dos recursos naturais do Congo! N&atilde;o ao pagamento da d&iacute;vida!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-indent:-18.0pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&middot;<span style=\"font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-feature-settings: normal; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-synthesis: weight style; font-variant: normal;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><b>Congo pertence ao povo congol&ecirc;s, n&atilde;o &agrave;s multinacionais!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-indent:-18.0pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>a<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n<p>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p>\n\t\t<strong><em><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Tradu&ccedil;&atilde;o: J&oacute;e Jos&eacute; Dias<\/span><\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a> Site de RFI, le 23\/01\/2015: http:\/\/www.rfi.fr\/afrique\/20150123-rdc-seant-adopte-article-8-loi-electorale-apres-amendements\/.<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\">[2]<\/a> Blog da jornalista, de 21 janeiro <a href=\"http:\/\/blog.lesoir.be\/colette-braeckman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/blog.lesoir.be\/colette-braeckman\/<\/a><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\" title=\"\">[3]<\/a> Trefon, T., <i>La mascarade de l&rsquo;aide au d&eacute;veloppement<\/i>, &eacute;d. Academia, l&rsquo;Harmattan, 2011, p. 178.<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\" title=\"\">[4]<\/a> &nbsp;<a href=\"http:\/\/planificationfamiliale-rdc.net\/fiche-pays.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/planificationfamiliale-rdc.net\/fiche-pays.php<\/a><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\" title=\"\">[5]<\/a> Site da MONUSCO<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\" title=\"\">[6]<\/a> &nbsp;Um dos principais jornais da B&eacute;lgica http:\/\/www.lesoir.be\/<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn7\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\" title=\"\">[7]<\/a> Presse Internaitnale n&deg;41, septembre 2006 &ndash; <a href=\"http:\/\/www.lct-cwb.be\/images\/pdfs\/PI\/PI_41.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.lct-cwb.be\/images\/pdfs\/PI\/PI_41.pdf<\/a><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn8\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\" title=\"\">[8]<\/a> Union pour la d&eacute;mocratie et le progr&egrave;s social<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn9\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\" title=\"\">[9]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.hrw.org\/fr\/news\/2011\/12\/21\/rd-congo-24-morts-depuis-l-annonce-du-r-sultat-de-l-lection-pr-sidentielle\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.hrw.org\/fr\/news\/2011\/12\/21\/rd-congo-24-morts-depuis-l-annonce-du-r-sultat-de-l-lection-pr-sidentielle<\/a>.<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn10\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\" title=\"\">[10]<\/a> Le Soir 20\/01\/2015<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn11\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\" title=\"\">[11]<\/a> Trefon, T., <i>La mascarade de l&rsquo;aide au d&eacute;veloppement<\/i>, &eacute;d. Academia, l&rsquo;Harmattan, 2011, pp. 145-146.<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn12\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:12px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\" title=\"\">[12]<\/a> Centre d&rsquo;actualit&eacute; de l&rsquo;ONU <a href=\"http:\/\/www.un.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.un.org<\/a><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 21 de Janeiro. Uma manifesta&ccedil;&atilde;o da oposi&ccedil;&atilde;o contra um projeto que modifica a lei eleitoral para permitir a manuten&ccedil;&atilde;o do presidente no poder al&eacute;m de seu mandato, foi violentamente reprimida. Desde ent&atilde;o espalharam-se a diversas cidades eventos insurrecionais como ocupa&ccedil;&atilde;o de estradas, saques, incendios de delegacias de pol&iacute;ciae de edif&iacute;cios<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":8694,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[646],"tags":[],"class_list":["post-3265","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-congo"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Congo_Kabila.jpg","categories_names":["Congo"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3265"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}