{"id":32614,"date":"2020-04-13T14:23:33","date_gmt":"2020-04-13T16:23:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=32614"},"modified":"2020-04-13T14:23:33","modified_gmt":"2020-04-13T16:23:33","slug":"colombia-a-crise-da-saude-se-agrava-plano-operario-e-popular-para-enfrentra-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/04\/13\/colombia-a-crise-da-saude-se-agrava-plano-operario-e-popular-para-enfrentra-la\/","title":{"rendered":"Col\u00f4mbia &#124; A crise da sa\u00fade se agrava. Plano oper\u00e1rio e popular para enfrentr\u00e1-la"},"content":{"rendered":"<p><em>A crise de sa\u00fade mundial causada pelo COVID-19 se agravou tanto que os governos capitalistas n\u00e3o podem controlar. E n\u00e3o a controlam, embora tenham os recursos financeiros, t\u00e9cnicos e cient\u00edficos para faz\u00ea-lo. Porque, para eles, a prioridade n\u00e3o \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o da vida e da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o pobre e trabalhadora, mas a defesa dos interesses econ\u00f4micos dos propriet\u00e1rios das grandes empresas e bancos nacionais e estrangeiros.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: PST-Col\u00f4mbia<br \/>\nA profundidade da crise &#8211; que \u00e9 em grande parte responsabilidade dos pr\u00f3prios capitalistas que exploraram a natureza e o trabalho sem qualquer prud\u00eancia, e de seus governos que n\u00e3o tomaram medidas para control\u00e1-la a tempo &#8211; colocou em perigo iminente a vida de centenas de milh\u00f5es em todas as regi\u00f5es do planeta. A irresponsabilidade e a lentid\u00e3o com que reagiram os governos das grandes pot\u00eancias imperialistas e dos pa\u00edses semicoloniais mostram mais uma vez que o regime de produ\u00e7\u00e3o capitalista deixou de ser um sistema capaz de garantir \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o os direitos m\u00ednimos \u00e0 vida e ao trabalho.<br \/>\nPara eles, defender a vida \u00e9 defender a vida dos mais privilegiados, e defender o direito ao trabalho \u00e9 defender a estabilidade das empresas com as quais se enriqueceram \u00e0 custa da explora\u00e7\u00e3o dos mais pobres. Por isso n\u00e3o tomam medidas que possam realmente reduzir o risco de morte e o empobrecimento geral dos trabalhadores. Um governo verdadeiramente comprometido com a maioria da popula\u00e7\u00e3o deveria aprofundar, no m\u00ednimo, as seguintes medidas:<br \/>\n<strong>N\u00e3o pagar a d\u00edvida externa.<\/strong><br \/>\n<strong>Plano de sa\u00fade p\u00fablica de emerg\u00eancia controlado por sindicatos, revoga\u00e7\u00e3o da lei 100.<\/strong><br \/>\n<strong>Nem uma \u00fanica demiss\u00e3o de trabalhadores. A magnitude da crise \u00e9 de responsabilidade do capitalismo.<\/strong><br \/>\n<strong>Nacionaliza\u00e7\u00e3o de todos os servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais.<\/strong><br \/>\n<strong>Solidariedade de classe e governo dos trabalhadores para enfrentar a crise sanit\u00e1ria.<\/strong><br \/>\n<strong>N\u00e3o pagar a d\u00edvida externa<\/strong><br \/>\nOs recursos existem. \u00c9 preciso apenas utiliz\u00e1-los. Mas n\u00e3o se trata simplesmente, como prop\u00f5em o governo Duque e seu ministro da fazenda, utilizar as reservas internacionais ou a economia que os trabalhadores t\u00eam em fundos de pens\u00e3o. Estes s\u00e3o recursos que devem ser reservados, prevendo um agravamento da crise.<br \/>\nA d\u00edvida do governo e dos capitalistas com o sistema banc\u00e1rio imperialista atingiu em dezembro de 2019 138,175 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, dos quais 53% s\u00e3o d\u00edvida p\u00fablica, que custou a todos os colombianos 8,969 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no ano anterior, somados os juros e o pagamento de capital. Isso equivale, com um d\u00f3lar a 4.150 pesos, aos 38 trilh\u00f5es de pesos que o governo disse que destinar\u00e1 a servi\u00e7os de emerg\u00eancia, dos quais apenas 15 trilh\u00f5es s\u00e3o destinados a financiar as medidas adotadas pela declara\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia econ\u00f4mica, os 23 trilh\u00f5es restantes correspondem a aumentos nas cotas do Banco da Rep\u00fablica para &#8220;garantir a liquidez da economia&#8221;, ou seja: para salvar os bancos, empresas, seguradoras, fundos de pens\u00e3o e fundos administrados por intermedi\u00e1rios. Em outras palavras, mais de 60% do dinheiro \u00e9 destinado a proteger os investimentos dos mais ricos.<br \/>\nN\u00e3o reconhecer e suspender o pagamento da d\u00edvida externa \u00e9 a primeira medida que o governo deve adotar para garantir os recursos que exige a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. Essa d\u00edvida j\u00e1 foi paga de sobra pelos trabalhadores e pelos pobres, por conta dos p\u00e9ssimos servi\u00e7os de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e qualidade de vida que recebemos h\u00e1 anos, para que os funcion\u00e1rios corruptos e os capitalistas insaci\u00e1veis \u200b\u200bencham seus bolsos de empr\u00e9stimos externos.<br \/>\n<strong>Plano de sa\u00fade p\u00fablica de emerg\u00eancia controlado pelos sindicatos de trabalhadores<\/strong><br \/>\nA maior parte dos recursos liberados pelo n\u00e3o reconhecimento da d\u00edvida externa deve ser direcionada para o financiamento de um plano de sa\u00fade de emerg\u00eancia, que controle efetivamente a expans\u00e3o do cont\u00e1gio do COVID-19 e garanta aten\u00e7\u00e3o eficaz aos doentes. Todo o sistema de sa\u00fade p\u00fablica deve ser nacionalizado sem indeniza\u00e7\u00e3o. A Lei 100 de 1993 do Sistema de Seguridade Social deve ser revogada e as EPS (Entidades Promotoras de Sa\u00fade) apropriadas, sob controle estatal, para frear os abusos aos quais os usu\u00e1rios mais necessitados est\u00e3o sujeitos. Hospitais e entidades de sa\u00fade privados devem ser integrados ao sistema nacionalizado de sa\u00fade.<br \/>\nOs grandes hot\u00e9is se desocuparam devido \u00e0 crise, portanto devem sofrer interven\u00e7\u00e3o por parte das autoridades sanit\u00e1rias e disponibilizar todos os seus leitos ao sistema de sa\u00fade. As f\u00e1bricas que produzem mercadorias n\u00e3o vitais e que possuem infraestrutura adequada para produzir materiais necess\u00e1rios para combater o v\u00edrus e seus efeitos devem ser colocadas ao servi\u00e7o do plano nacional de sa\u00fade. O governo deve contratar imediatamente todos os profissionais da sa\u00fade que atualmente est\u00e3o desempregados e deve readequar todos os hospitais que foram fechados, come\u00e7ando pelo complexo de La Hort\u00faa em Bogot\u00e1.<br \/>\nTodo esse plano deve ser dirigido, controlado e supervisionado pelas organiza\u00e7\u00f5es sindicais de m\u00e9dicos e param\u00e9dicos e pelas principais universidades p\u00fablicas e privadas que tenham faculdades de medicina e profiss\u00f5es relacionadas, para evitar que os recursos sejam saqueados pelos funcion\u00e1rios e pelos burgueses corruptos.<br \/>\n<strong>Nem uma \u00fanica demiss\u00e3o de trabalhadores. A magnitude da crise \u00e9 de responsabilidade do capitalismo<\/strong><br \/>\nMuitos empres\u00e1rios est\u00e3o aproveitando a emerg\u00eancia de sa\u00fade e a econ\u00f4mica que dela se derivou para solicitar demiss\u00f5es em massa de seus trabalhadores. Eles procuram descarregar sobre os explorados o peso de uma emerg\u00eancia que \u00e9 em grande parte responsabilidade de sua gan\u00e2ncia, aumentando o desemprego e a mis\u00e9ria. N\u00e3o basta que aspirem a manter parte dos recursos que o governo est\u00e1 alocando para salv\u00e1-los, mas, al\u00e9m disso, pretendem salvar o efeito da parada for\u00e7ada na produ\u00e7\u00e3o, negando aos trabalhadores o direito m\u00ednimo \u00e0 subsist\u00eancia.<br \/>\nCom essa atitude, est\u00e3o demonstrando que os grandes te\u00f3ricos do proletariado, de Marx e Engels a Lenin e Trotsky, estavam certos quando diziam que o capitalismo n\u00e3o garante aos trabalhadores nem mesmo o direito de serem explorados em um trabalho est\u00e1vel. N\u00e3o podemos admitir uma \u00fanica demiss\u00e3o justificada pela crise da sa\u00fade. O governo disse que a declara\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia visa proteger o trabalho. Que tome a medida apropriada: nacionalizar, sem indeniza\u00e7\u00e3o, sob controle dos trabalhadores, qualquer empresa financeira, comercial ou industrial que demitir seus trabalhadores amparando-se em uma emerg\u00eancia sanit\u00e1ria.<br \/>\nPara garantir isso, tamb\u00e9m deve ser garantido o direito imediato de que em todas as empresas os trabalhadores possam se organizar sindicalmente sem qualquer limita\u00e7\u00e3o. Toda organiza\u00e7\u00e3o constru\u00edda por trabalhadores no meio da crise deve ser reconhecida legalmente, de maneira autom\u00e1tica, para que o direito ao trabalho possa ser controlado. Uma demiss\u00e3o agora \u00e9 uma senten\u00e7a de morte para o trabalhador. No momento em que todas as atividades econ\u00f4micas est\u00e3o suspensas, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel conseguir um novo emprego.<br \/>\nAl\u00e9m disso, os pr\u00f3prios empres\u00e1rios pagaram aos bancos internacionais somas semelhantes \u00e0s pagas pelo governo, na medida em que sua d\u00edvida totaliza 55 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Se deixassem de pagar aos bancos os 6 bilh\u00f5es de d\u00f3lares que pagaram no ano anterior, teriam recursos suficientes para garantir aos trabalhadores o sal\u00e1rio vital necess\u00e1rio para n\u00e3o morrer de fome com suas fam\u00edlias.<br \/>\n<strong>Nacionaliza\u00e7\u00e3o de todos os servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais<\/strong><br \/>\nA prefeita de Bogot\u00e1 havia anunciado a medida de suspender a cobran\u00e7a de servi\u00e7os p\u00fablicos aos habitantes da capital. Os propriet\u00e1rios privados das empresas e o governo obrigaram a revers\u00e3o da medida por ser &#8220;inconstitucional&#8221;. Novamente os interesses privados prevaleceram sobre as necessidades sociais. Essa era uma medida m\u00ednima, de alivio da press\u00e3o que a crise est\u00e1 exercendo sobre a renda limitada dos trabalhadores e dos pobres. O Presidente Duque novamente demonstrou de que lado est\u00e1. Do lado dos grandes capitalistas nacionais e estrangeiros que se apropriaram das empresas de abastecimento de \u00e1gua, energia, comunica\u00e7\u00f5es e transporte. A dimens\u00e3o de emerg\u00eancia n\u00e3o admite argumentos &#8220;legais&#8221;. Em primeiro lugar est\u00e3o os colombianos que trabalham e sustentam a economia do pa\u00eds com seu esfor\u00e7o e sacrif\u00edcio. Os interesses dos grandes capitalistas privados n\u00e3o podem ser colocados acima dos interesses de milh\u00f5es de cidad\u00e3os.<br \/>\n<strong>Renacionaliza\u00e7\u00e3o de todas as empresas de servi\u00e7os p\u00fablicos<\/strong> privatizadas pelos governos neoliberais, para que o fornecimento e a cobran\u00e7a de servi\u00e7os passem para a reserva do Estado. Que os servi\u00e7os de transporte de massa sejam fornecidos gratuitamente e que toda a frota seja colocada em circula\u00e7\u00e3o para evitar aglomera\u00e7\u00f5es que favorecem a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Suspens\u00e3o da cobran\u00e7a de servi\u00e7os de \u00e1gua e eletricidade para as camadas pobres e m\u00e9dias das cidades. Fornecimento gratuito de comunica\u00e7\u00f5es e Internet a toda a popula\u00e7\u00e3o pobre para garantir trabalho e educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e aten\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficiente \u00e0s emerg\u00eancias individuais.<br \/>\n<strong>Solidariedade de classe e governo dos trabalhadores para enfrentar a crise sanit\u00e1ria<\/strong><br \/>\nOs trabalhadores do pa\u00eds e do mundo devem exigir dos atuais governos que, no m\u00ednimo, as medidas descritas acima sejam tomadas para afastar a crise social e de sa\u00fade que se aproxima. Devido a seu car\u00e1ter como defensores incondicionais dos mais ricos, n\u00e3o acreditamos que eles adotem as medidas fundamentais. Mas estamos convencidos de que sem elas o resultado final ser\u00e1 devastador para os explorados e oprimidos.<br \/>\nTodos os altos funcion\u00e1rios do governo, os porta-vozes dos sindicatos econ\u00f4micos burgueses e os jornalistas a servi\u00e7o dos empres\u00e1rios n\u00e3o pouparam frases de alto impacto apelando \u00e0 solidariedade geral diante da emerg\u00eancia. As propostas assistencialistas devem ser rejeitadas como demag\u00f3gicas e impratic\u00e1veis. A proposta do presidente Duque de &#8220;adotar&#8221; uma fam\u00edlia carente n\u00e3o passa de uma declara\u00e7\u00e3o de caridade burguesa para tranquilizar a consci\u00eancia dos exploradores, que nunca se preocuparam com a situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria generalizada.<br \/>\nNenhum alto funcion\u00e1rio, deste ou de governos anteriores, lembra-se do descuido com o qual respondeu \u00e0s demandas da popula\u00e7\u00e3o diante da crise em hospitais, escolas e col\u00e9gios p\u00fablicos. Nenhum deles faz alus\u00e3o \u00e0s medidas repressivas tomadas contra os trabalhadores da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o quando foram for\u00e7ados a parar de trabalhar devido \u00e0 falta dos recursos mais b\u00e1sicos para prestar servi\u00e7os aos pobres.<br \/>\nAgora eles exigem solidariedade dos trabalhadores e dos pobres diante da imin\u00eancia do colapso da economia capitalista e de todos os seus \u00edcones e fantasias. Os trabalhadores, que apenas receberam abusos e explora\u00e7\u00e3o pelos bilion\u00e1rios, n\u00e3o lhes devem nenhuma solidariedade. S\u00e3o as mesmas pessoas que querem nos despedir do trabalho hoje, mergulhando-nos na pobreza e nos deixando no meio da pandemia de sa\u00fade e social. Eles dividem os botes salva-vidas enquanto observam indolentemente o naufr\u00e1gio geral.<br \/>\nN\u00f3s, trabalhadores, temos que confiar em nossa pr\u00f3pria capacidade para sair da crise. Essa sa\u00edda implica ser solid\u00e1rios entre n\u00f3s e despoj\u00e1-los do comando de uma sociedade que eles n\u00e3o foram capazes de administrar em benef\u00edcio da maioria. N\u00e3o lhes devemos nenhuma lealdade. Precisamos ser firmes sobre a necessidade de construir um governo dos trabalhadores que seja consequente na aplica\u00e7\u00e3o das medidas necess\u00e1rias para superar a crise.<br \/>\nEnquanto isso, temos que construir todos os mecanismos necess\u00e1rios para ajudarmos uns aos outros a minimizar os efeitos da pandemia sobre os mais pobres. Em cada sindicato, uma comiss\u00e3o deve ser nomeada para centralizar as informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o concreta de cada fam\u00edlia oper\u00e1ria e trabalhadora da empresa, para garantir que eles tenham sempre alimentos, servi\u00e7os e medicamentos que lhes permitam sobreviver ao isolamento.<br \/>\nDa mesma forma, os membros dos comit\u00eas de seguran\u00e7a industrial e de sa\u00fade devem se colocar \u00e0 frente das exig\u00eancias, junto \u00e0s autoridades de sa\u00fade, para que sejam atendidos todos os casos em que surjam sintomas de cont\u00e1gio nos membros das fam\u00edlias trabalhadoras. Todos os recursos das organiza\u00e7\u00f5es sindicais e cooperativas devem estar destinados a atender \u00e0 emerg\u00eancia. Ao mesmo tempo, exigir que as empresas entreguem os fundos das reservas legais para o fundo sindical da crise sanit\u00e1ria.<br \/>\nMecanismos semelhantes devem ser adotados em todos os bairros da classe trabalhadora. As instala\u00e7\u00f5es das escolas e faculdades e os sal\u00f5es comunais devem ser adaptados para centralizar a coleta de alimentos e medicamentos. Os conselhos de a\u00e7\u00e3o da comunidade devem liderar o plano de solidariedade popular. \u00c9 necess\u00e1rio eleger comit\u00eas de controle dos recursos entre os habitantes de mais reconhecida honestidade e solidariedade, para que exer\u00e7am o controle mais estrito. Os habitantes com forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica ou param\u00e9dica desempregados devem exigir seu envolvimento imediato no sistema nacional de sa\u00fade e que seu local de a\u00e7\u00e3o seja de prefer\u00eancia a sua comunidade natural. Igrejas e \u00e1reas de maior magnitude devem ser disponibilizadas ao servi\u00e7o nacional de sa\u00fade, para que possam oferecer centros de atendimento aos infectados, a fim de evitar deslocamentos que aumentem os riscos de cont\u00e1gio.<br \/>\nA criatividade dos trabalhadores deve ser posta a servi\u00e7o da prote\u00e7\u00e3o de seus irm\u00e3os de classe. Todas as iniciativas devem ser levantadas e avaliadas pelos comit\u00eas oper\u00e1rios e populares de emerg\u00eancia. A primeira tarefa da classe trabalhadora \u00e9 se proteger.<br \/>\nToda a humanidade est\u00e1 mais uma vez confrontada com o dilema em que foi colocada pela explora\u00e7\u00e3o irracional que o capitalismo fez da natureza e do pr\u00f3prio homem: socialismo ou barb\u00e1rie.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Tae Amaru<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise de sa\u00fade mundial causada pelo COVID-19 se agravou tanto que os governos capitalistas n\u00e3o podem controlar. 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