{"id":32484,"date":"2020-04-03T18:45:05","date_gmt":"2020-04-03T20:45:05","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=32484"},"modified":"2020-04-03T18:45:05","modified_gmt":"2020-04-03T20:45:05","slug":"covid-19-na-africa-uma-bomba-relogio-um-terreno-minado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/04\/03\/covid-19-na-africa-uma-bomba-relogio-um-terreno-minado\/","title":{"rendered":"Covid-19 na \u00c1frica: uma bomba-rel\u00f3gio um terreno minado"},"content":{"rendered":"<p><em>Todo e qualquer um que realmente se preocupe com a humanidade e n\u00e3o a v\u00ea sob a \u00f3tica limitada das ideologias e preconceitos que correm soltas por a\u00ed, j\u00e1 deve ter se perguntado sobre porque a \u00c1frica, o segundo continente mais populoso do mundo, com cerca de 1 bilh\u00e3o e 300 mil pessoas (ou seja, 18% da popula\u00e7\u00e3o do planeta), salvo raras exce\u00e7\u00f5es, sequer tem sido mencionada na incessante cobertura da m\u00eddia sobre a barb\u00e1rie que est\u00e1 se alastrando pelo mundo.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Wilson Hon\u00f3rio da Silva, da Secretaria Nacional de Forma\u00e7\u00e3o do PSTU<br \/>\nUma postura que s\u00f3 come\u00e7ou a mudar, literalmente, neste fim de semana, quando o n\u00famero de pessoas contaminadas no continente j\u00e1 passava de 4.700, com mais de 140 mortos (e apenas 335 casos de recupera\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante destacar).<br \/>\nA \u201cjustificativa\u201d dada pelos poucos \u00f3rg\u00e3os de imprensa que deram algum espa\u00e7o para falar sobre o Covid-19 no Continente-M\u00e3e \u00e9 o fato de que o n\u00famero de infectados e mortos ainda era muito baixo, em compara\u00e7\u00e3o a o que estamos vendo na Europa, Oriente M\u00e9dio, \u00c1sia, e Am\u00e9ricas.<br \/>\nO que, al\u00e9m de ser algo que precisa ser bastante relativizado, \u00e9 uma desculpa pra l\u00e1 de esfarrapada, n\u00e3o s\u00f3 diante da din\u00e2mica que a pandemia est\u00e1 tendo mundo afora, como tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o da muit\u00edssima bem conhecida possibilidade de que particularmente no continente africano ela possa assumir dimens\u00f5es catastr\u00f3ficas, como a conceituada publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u201cNature\u201d j\u00e1 havia noticiado em seu portal em 13 de fevereiro, quando nem a Europa havia sido atingida: \u201cCientistas temem que o coronav\u00edrus se espalhe pelos pa\u00edses que t\u00eam menos condi\u00e7\u00f5es para cont\u00ea-lo. Aumentam as preocupa\u00e7\u00f5es sobre a capacidade do v\u00edrus circular sem ser detectado na \u00c1frica e na \u00c1sia.\u201d<br \/>\nE enquanto a \u201cgrande imprensa\u201d (aqui e no resto do mundo) se calava, foi exatamente isto o que aconteceu. O que o que est\u00e1 ocorrendo na terra dos(as) ancestrais da maioria de nosso povo \u00e9 algo grav\u00edssimo, como foi definido por Bruce Basquet, pesquisador da Universidade da Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul, em um artigo publicado, em 15 de mar\u00e7o, no portal revista \u201cScience\u201d , publicada pela Associa\u00e7\u00e3o Americana para o Desenvolvimento da Ci\u00eancia: o impacto do Covid-19 na \u00c1frica s\u00f3 pode ser comparado ao de uma bomba-rel\u00f3gio.<br \/>\nE o \u201ctique-taque\u201d j\u00e1 pode ser ouvido em todo o continente. E, a cada segundo que passa, mais alto. Em 22 de mar\u00e7o o v\u00edrus havia atingido 40 dos 54 pa\u00edses africanos, com 1.187 casos de cont\u00e1gio e 34 mortos. No dia 26, j\u00e1 eram 46 pa\u00edses e os casos confirmados chegavam a 2.746, com 72 mortes. Um dia depois, ocorreu um novo salto: 3.426 casos e 94 mortos.<br \/>\nE, quando esta s\u00e9rie de artigos estava sendo publicada, o \u00faltimo informe da Africa CDC (Centros para o Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as, um \u00f3rg\u00e3o da Uni\u00e3o Africana), em 30 de mar\u00e7o, reportava 4.760 casos e 146 mortes. E vale citar os dados do dia anterior, para que se entenda a rapidez com a qual eles est\u00e3o subindo: 4.282 pessoas contaminadas, com 134 mortes e apenas 302 casos de recupera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor isso, para quem est\u00e1 atento, o estrondo \u00e9 iminente. Essa \u00e9 a opini\u00e3o do et\u00edope Tedros Adhanom, diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), que em entrevista \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias da BBC brit\u00e2nica, em 19 de mar\u00e7o, j\u00e1 dizia que \u201cos africanos devem estar preparados para o pior\u201d, destacando, ainda, algo fundamental particularmente no caso do continente: h\u00e1 um enorme problema de subnotifica\u00e7\u00e3o de dados, a come\u00e7ar pelo fato de que a quantidade de gente que fez o teste \u00e9 insignificante do ponto de vista estat\u00edstico.<br \/>\nO fato \u00e9 que, pra come\u00e7armos a falar sobre o Covid-19 na \u00c1frica, tamb\u00e9m temos que refletir sobre o descaso da m\u00eddia. Em uma crise de dimens\u00e3o global, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que n\u00e3o se considere o que est\u00e1 acontecendo com cerca de um quinto da humanidade. Algo particularmente injustific\u00e1vel no caso da imprensa brasileira, j\u00e1 que \u201colhar para a \u00c1frica\u201d pode nos ajudar a pensar sobre a din\u00e2mica da pandemia e como combat\u00ea-la atrav\u00e9s de situa\u00e7\u00f5es que t\u00eam muito mais a ver com o Brasil do que aquelas em curso na Europa, nos Estados Unidos ou mesmo no Oriente.<br \/>\nAfinal, compartilhamos com os povos africanos muitas das quest\u00f5es que t\u00eam que ser encaradas no que se refere tanto \u00e0 conten\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, quanto \u00e0s dificuldades para o tratamento e, muito particularmente, a todos os problemas sociais e econ\u00f4micos que est\u00e3o se agravando dentre os mais pobres, os marginalizados e oprimidos, as popula\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas etc.<br \/>\nEnt\u00e3o, neste primeiro artigo, iremos nos deter um pouco sobre a Hist\u00f3ria que se esconde por tr\u00e1s do descaso da m\u00eddia diante da propaga\u00e7\u00e3o da pandemia na \u00c1frica.<br \/>\nNa sequ\u00eancia, o artigo <strong>\u201cUma bomba prestes a explodir, do Norte ao Sul da \u00c1frica\u201d<\/strong>, traz um panorama da pandemia no continente, com dados que foram coletados entre 28 e 30 de mar\u00e7o, al\u00e9m de alguma an\u00e1lise sobre o significado destes n\u00fameros em alguns pa\u00edses em particular.<br \/>\nDepois, em <strong>\u201cGovernos africanos e preven\u00e7\u00e3o do Covid-19: hipocrisia e irresponsabilidade<\/strong>, discutimos como que, para al\u00e9m das especificidades da Hist\u00f3ria africana, a atua\u00e7\u00e3o de governos sintonizados com a l\u00f3gica desumana e irracional do capitalismo e submetidos aos interesses imperialistas, contribuiu n\u00e3o s\u00f3 para a chegada do v\u00edrus no continente, como tamb\u00e9m \u00e9 um obst\u00e1culo para cont\u00ea-lo.<br \/>\nDando continuidade, o artigo <strong>\u201c\u00c1frica: um continente debilitado e uma rede hospitalar doente\u201d<\/strong> discute um dos temas que mais preocupam os especialistas e popula\u00e7\u00e3o africana: as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias do sistema de sa\u00fade. Algo agravado diante da incerteza que se tem sobre como o Covid-19 ir\u00e1 interagir com outras epidemias,principalmente o HIV\/Aids, a tuberculose e a mal\u00e1ria que, juntas, s\u00e3o respons\u00e1veis pela exist\u00eancias de milh\u00f5es de pessoas cujo organismo j\u00e1 \u00e9 bastante debilitado. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m iremos falar um pouco das feridas s\u00f3cio-pol\u00edticas que tamb\u00e9m podem interagir com o Covid-19, como o tema dos refugiados e dos muitos conflitos militares na regi\u00e3o.<br \/>\nO artigo seguinte, <strong>\u201c\u00c1frica do Sul: o epicentro, n\u00e3o por acaso\u201d,<\/strong> destaca o pa\u00eds n\u00e3o s\u00f3 por ser ali que se registra o maior n\u00famero de casos (1.346, em 30 de mar\u00e7o), mas tamb\u00e9m porque atrav\u00e9s de sua hist\u00f3ria recente \u00e9 poss\u00edvel discutir o quanto da atual pandemia, em todos os seus aspectos, est\u00e1 relacionada com a l\u00f3gica perversa do capitalismo neoliberal, que tamb\u00e9m \u00e9 um empecilho para que, hoje, de fato, possamos enfrentar o problema.<br \/>\nPor fim, em <strong>\u201c\u00c1frica: a pobreza como obst\u00e1culo para o confinamento\u201d,<\/strong> discutimos como a medida mais importante e fundamental que precisa ser tomada neste momento (e foi adotada pelo governo sul-africano somente h\u00e1 tr\u00eas dias) esbarra em ser\u00edssimos problemas sociais e econ\u00f4micos, semelhantes \u00e0queles encontrados nas periferias brasileiras. Problemas, que, evidentemente, n\u00e3o destacamos para defender que elas n\u00e3o sejam implementadas, mas, sim, para expor a incapacidade do capitalismo em \u201ccurar\u201d a sociedade doente que ele pr\u00f3prio criou.<br \/>\nCom esta s\u00e9rie de artigos, queremos oferecer aos nossos leitores e leitoras n\u00e3o s\u00f3 as informa\u00e7\u00f5es que a grande m\u00eddia tem nos confiscado, mas tamb\u00e9m, uma reflex\u00e3o sobre algo que n\u00f3s, do PSTU, temos insistido na cobertura desta que \u00e9, inegavelmente, a maior crise da humanidade no \u00faltimo s\u00e9culo: a pandemia do Covid-19 na \u00c1frica \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o, cruel e lament\u00e1vel, de que o \u201ccapitalismo mata\u201d. E n\u00e3o \u00e9 de hoje.<br \/>\nE, por isso mesmo, com todas as terr\u00edveis contradi\u00e7\u00f5es que estamos encarando, hoje, quando lutamos (inclusive contra nossos governos) para superar a crise devemos manter em mente que a luta para garantir a sobreviv\u00eancia da humanidade foi para al\u00e9m da conten\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus.<br \/>\nMais do que nunca, estamos convencidos: Socialismo ou Barb\u00e1rie.<br \/>\n<strong>\u00c1frica: uma hist\u00f3ria marcada pela banaliza\u00e7\u00e3o da barb\u00e1rie<\/strong><br \/>\nNo editorial da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Opini\u00e3o Socialista (<a href=\"https:\/\/www.pstu.org.br\/editorial-socialismo-ou-barbarie\/),destacamos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.pstu.org.br\/editorial-socialismo-ou-barbarie\/)<\/a>, afirmamos que tanto a falta de prepara\u00e7\u00e3o para enfrentar a pandemia quanto suas poss\u00edveis consequ\u00eancias devastadoras s\u00e3o express\u00f5es do car\u00e1ter absolutamente obsoleto e destrutivo do capitalismo.<br \/>\nPor isso mesmo, esta crise sem precedentes s\u00f3 pode ser entendida como uma ferida aberta por \u201cum sistema voltado para acumular capital e gerar lucros crescentes para um n\u00famero cada vez menor de bilion\u00e1rios, devastando de maneira irracional o meio ambiente, fazendo de milh\u00f5es de seres humanos coisas descart\u00e1veis, produzindo legi\u00f5es de miser\u00e1veis\u201d que, cada dia com mais intensidade, \u201clan\u00e7a a humanidade em crises tremendas, cen\u00e1rios de barb\u00e1rie e espet\u00e1culos de horrores cada vez piores\u201d.<br \/>\nE se h\u00e1 um canto no mundo onde este cen\u00e1rio de barb\u00e1rie \u00e9 muit\u00edssimo bem conhecido, este lugar \u00e9 a \u00c1frica, um continente cuja hist\u00f3ria tem sido marcada por uma perversidade desumana e genocida desde que as ra\u00edzes do capitalismo, ainda por volta dos anos 1500, se mesclaram com as correntes da escravid\u00e3o e a burguesia come\u00e7ava a abrir seu caminho para conquistar o poder econ\u00f4mico no mundo a bordo dos navios negreiros e ao custo do exterm\u00ednio de povos ind\u00edgenas de todos continentes que n\u00e3o fossem a Europa.<br \/>\nTratados, na \u00e9poca da escravid\u00e3o, durante centenas de anos, como objetos, ferramentas ou moeda de troca, africanos e africanas adentraram o s\u00e9culo 20 e o capitalismo \u201cmoderno\u201d como seres descart\u00e1veis, de \u201cvalor\u201d sempre muit\u00edssimo inferior aos recursos naturais que t\u00eam sido, desde sempre, impiedosamente saqueados pelas pot\u00eancias imperialistas.<br \/>\nUm processo que se acentuou ainda mais depois da famigerada Partilha da \u00c1frica, resultante da Confer\u00eancia de Berlim (1884-5), que, se utilizando de atrocidades inomin\u00e1veis, foi respons\u00e1vel pela morte de cerca de 20 milh\u00f5es de pessoas em apenas duas d\u00e9cadas (de 1885 a 1908), enquanto o continente era retalhado de acordo com os interesses imperialistas, desconsiderando e massacrando tradi\u00e7\u00f5es, culturas e as rela\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e pol\u00edticas que existiam entre as mais de mil etnias que povoam o continente.<br \/>\nFoi assim que se imp\u00f4s um verdadeiro caos sobre um territ\u00f3rio mergulhado na mis\u00e9ria e na escassez de tudo que possa garantir condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para uma vida digna.<br \/>\nE como, do ponto de vista da burguesia (branca, na sua quase totalidade), desgra\u00e7a pouca \u00e9 bobagem, mesmo o vigoroso e heroico processo de descoloniza\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia que sacudiu a \u00c1frica a partir dos anos 1950, foi entrecortado e deformado pela interven\u00e7\u00e3o das \u201cgrandes pot\u00eancias\u201d que n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para garantir a manuten\u00e7\u00e3o de seus privil\u00e9gios e interesses, algo fundamental para entender n\u00e3o s\u00f3 a mis\u00e9ria e in\u00fameros conflitos que, at\u00e9 hoje, correm soltos entre os povos africanos, como tamb\u00e9m o car\u00e1ter (nefasto, em muit\u00edssimos casos) da maioria de seus governos.<br \/>\n<strong>Esperando a morte chegar<\/strong><br \/>\nAlguns chamariam de \u201cironia do destino\u201d o fato de que tudo isto tenha ocorrido no continente que \u00e9, literalmente, o ber\u00e7o da humanidade. Mas, na verdade, \u00e9 s\u00f3 mais um exemplo deplor\u00e1vel de uma classe dominante que n\u00e3o t\u00eam o menor pudor em pisotear na sua pr\u00f3pria esp\u00e9cie e, muito particularmente, naqueles e naquelas que se distanciam do perfil do 1% dos \u201cdonos do poder\u201d. Ou seja, os trabalhadores, em geral, os mais pobres e, de forma ainda mais intensa, os(as) n\u00e3o-brancos(as), as mulheres e os(as) n\u00e3o-heterossexuais.<br \/>\nE para entender o que tudo isto tem a ver com o descaso da \u201cgrande imprensa\u201d com propaga\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus na \u00c1frica \u00e9 importante lembrar que estas pr\u00e1ticas sempre foram alimentadas por ideologias racistas que procuraram identificar o continente como um espa\u00e7o marcado pela \u201cselvageria\u201d, pela \u201cinadequa\u00e7\u00e3o \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o\u201d das ra\u00e7as inferiores e pela incapacidade inata, cr\u00f4nica e perp\u00e9tua para se adaptar e sobreviver no mundo moderno.<br \/>\nUm lugar onde , na l\u00f3gica irracional e cruel do capitalismo, o ser humano, para al\u00e9m daquilo que ele\/ela possa produzir, n\u00e3o passa de uma \u201cpe\u00e7a\u201d (como eram chamados os africanos escravizados) descart\u00e1vel. E, consequentemente, uma parcela do planeta onde sofrimento, escassez, falta de recursos, doen\u00e7as, mortes, cat\u00e1strofes etc. t\u00eam muito pouco, ou nada, a ver com o \u201cresto de n\u00f3s\u201d (no caso, \u201cdeles\u201d).<br \/>\nAssim, podemos afirmar que o descaso da imprensa est\u00e1 inteiramente sintonizado com a postura hist\u00f3rica da burguesia. Ambos, quando olham para \u00c1frica e seus povos, s\u00f3 ficam esperando a morte chegar. Venha ela atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas genocidas ou trazida por uma pandemia.<br \/>\nPor isso, s\u00f3 agora, quando a situa\u00e7\u00e3o no continente j\u00e1 parece estar fora de controle, a \u00c1frica \u201c\u00e9 not\u00edcia\u201d. E como veremos nos pr\u00f3ximos artigos, as not\u00edcias s\u00e3o pra l\u00e1 de preocupantes.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo e qualquer um que realmente se preocupe com a humanidade e n\u00e3o a v\u00ea sob a \u00f3tica limitada das ideologias e preconceitos que correm soltas por a\u00ed, j\u00e1 deve ter se perguntado sobre porque a \u00c1frica, o segundo continente mais populoso do mundo, com cerca de 1 bilh\u00e3o e 300 mil pessoas (ou seja, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":32486,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[208,4053,30],"tags":[5178,735],"class_list":["post-32484","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-africa","category-africa-do-sul","category-coronavirus","tag-coronavirus-africa","tag-wilson-honorio-da-silva"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Africa-2.jpg","categories_names":["\u00c1frica","\u00c1frica do Sul","Pandemia"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32484","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32484"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32484\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32484"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32484"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32484"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}