{"id":32310,"date":"2020-03-28T11:43:54","date_gmt":"2020-03-28T13:43:54","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=32310"},"modified":"2020-03-28T11:43:54","modified_gmt":"2020-03-28T13:43:54","slug":"a-ganancia-dos-empresarios-esta-nos-matando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/03\/28\/a-ganancia-dos-empresarios-esta-nos-matando\/","title":{"rendered":"A gan\u00e2ncia dos empres\u00e1rios est\u00e1 nos matando"},"content":{"rendered":"<p><em>Nesta sexta-feira, 6 de mar\u00e7o, o espa\u00e7o Basta de Asesinatos Laborales (Assassinatos Laborais) \u00a0apresentou seu segundo relat\u00f3rio anual no qual foi anunciado que mais de 500 trabalhadores morreram no emprego em 2019: um n\u00famero assustadoramente alto, que mostra o qu\u00e3o difundido \u00e9 o desprezo pela vida profissional, entre os patr\u00f5es t\u00e3o gananciosos quanto impunes.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Nepo<br \/>\nOs n\u00fameros s\u00e3o terr\u00edveis: entre a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio anterior e este, o n\u00famero m\u00e9dio de v\u00edtimas \u00e9 equivalente a aproximadamente o \u00a0total de soldados argentinos mortos nas Malvinas. Em outras palavras, a classe trabalhadora argentina perde uma guerra das Malvinas por ano devido \u00e0 gan\u00e2ncia dos patr\u00f5es. E ainda \u00e9 preciso considerar que o relat\u00f3rio <em>Basta de Asesinatos Laborales<\/em> n\u00e3o cobre todos os casos, uma vez que uma parte muito importante dos trabalhadores exercem atividade informal \u00a0e praticamente n\u00e3o existe nas estat\u00edsticas. E que a SRT \u2013 Superintend\u00eancia de Riscos do Trabalho &#8211; (o \u00f3rg\u00e3o que deveria regular as TARV &#8211; terapia antirretroviral) n\u00e3o leva em conta as chamadas &#8220;doen\u00e7as ocupacionais&#8221;, que certamente dobrariam os n\u00fameros publicados.<br \/>\nApesar dos n\u00fameros, o relat\u00f3rio teve apenas um leve impacto na m\u00eddia, mostrando que os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se comovem muito pelos trabalhadores mortos: pelo contr\u00e1rio, elas ajudam a que se aceite como natural o fato de morrer tentando ganhar a vida, de que haja gente que morra para que outros se enrique\u00e7am.<br \/>\n<strong>N\u00e3o s\u00e3o acidentes: s\u00e3o assassinatos<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que, para os patr\u00f5es, os trabalhadores s\u00e3o descart\u00e1veis. Somos sempre for\u00e7ados a ter o m\u00e1ximo de desempenho e quando o corpo cobra seu pre\u00e7o desse ritmo de trabalho, as empresas e seus m\u00e9dicos tentam minimizar qualquer convalescen\u00e7a. Ou nos fornecem EPI (equipamento de prote\u00e7\u00e3o individual) ineficientes e inadequados para as tarefas, e em caso de acidentes, nos responsabilizam. E para as trabalhadoras, \u00e9 preciso acrescentar o desprezo e discrimina\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero.<br \/>\nDessa forma, os patr\u00f5es ignoram as mortes oper\u00e1rias, tratando-as como &#8220;acidentes fatais&#8221; e deixando que seus advogados assumam o comando. Nesse sentido, as pol\u00edticas dos principais sindicatos n\u00e3o ajudam muito: brigar nos tribunais por indeniza\u00e7\u00e3o, no m\u00e1ximo parar a empresa ou obra se a indigna\u00e7\u00e3o dos companheiros dos falecidos os pressionam, mas de nenhuma maneira apontam que os patr\u00f5es est\u00e3o nos matando para garantir seus lucros e que precisamos enfrent\u00e1-los.<br \/>\n<strong>Que <\/strong><strong>a gan\u00e2ncia dos patr\u00f5es n\u00e3o<\/strong><strong> mate <\/strong><strong>mais companheiros<\/strong><br \/>\nDesde 9 de setembro de 2016 (data em que ocorreram v\u00e1rios casos de assassinato no trabalho), surgiram diferentes lutas exigindo justi\u00e7a para diferentes v\u00edtimas da gan\u00e2ncia patronal. A maioria delas, impulsionadas pela fam\u00edlia e amigos dos falecidos, geralmente com o apoio de seus companheiros &#8220;\u00e0s escondidas&#8221;, o que demonstra o autoritarismo mafioso e impune da patronal.<br \/>\nTodas essas lutas devem ser apoiadas, mas, sobretudo, \u00e9 necess\u00e1rio fazer o m\u00e1ximo esfor\u00e7o para organiz\u00e1-las e unificar em uma grande luta nacional, em um movimento grande o suficiente para proteger os companheiros dos falecidos da persegui\u00e7\u00e3o dos patr\u00f5es. E, acima de tudo, para obrigar os dirigentes sindicais a deixar de fazer de conta que n\u00e3o veem esse problema e a mobilizar a classe trabalhadora contra os assassinatos trabalhistas, com paralisa\u00e7\u00f5es e um plano de luta para denunciar as pr\u00e1ticas assassinas dos patr\u00f5es gananciosos, para proteger a sa\u00fade e a vida dos trabalhadores e arrancar justi\u00e7a do estado, for\u00e7ando \u00e0 patronal assassina a prestar contas dos companheiros mortos.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Nea Vieira<br \/>\n<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/latinoamerica\/argentina\/la-prostitucion-no-es-un-trabajo-es-esclavitud\/\"><br \/>\n<\/a><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta sexta-feira, 6 de mar\u00e7o, o espa\u00e7o Basta de Asesinatos Laborales (Assassinatos Laborais) \u00a0apresentou seu segundo relat\u00f3rio anual no qual foi anunciado que mais de 500 trabalhadores morreram no emprego em 2019: um n\u00famero assustadoramente alto, que mostra o qu\u00e3o difundido \u00e9 o desprezo pela vida profissional, entre os patr\u00f5es t\u00e3o gananciosos quanto impunes.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":32311,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[94],"tags":[542],"class_list":["post-32310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-argentina","tag-nepo"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/47178788_2138584319791631_6591509454749958144_n.png","categories_names":["Argentina"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32310\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}