{"id":31817,"date":"2020-03-06T13:49:24","date_gmt":"2020-03-06T15:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=31817"},"modified":"2020-03-06T13:49:24","modified_gmt":"2020-03-06T15:49:24","slug":"africa-do-sul-mulheres-por-um-8m-de-lutas-contra-a-exploracao-e-a-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/03\/06\/africa-do-sul-mulheres-por-um-8m-de-lutas-contra-a-exploracao-e-a-violencia\/","title":{"rendered":"\u00c1frica do Sul &#124; Mulheres por um 8M de lutas contra a explora\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><em>O 8 de mar\u00e7o deve ser um dia de den\u00fancia contra o machismo e o feminic\u00eddio e ao mesmo tempo contra a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o capitalista. Para n\u00f3s, cabe a responsabilidade de ajudar as mulheres a fazerem uma ponte entre a luta contra o machismo e a luta contra o capitalismo.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: A. Zuhri Nassor, Cape Town-SA<br \/>\nNa \u00c1frica do Sul nos v\u00e1rios c\u00edrculos de conversas com trabalhadoras sul africanas ou com as refugiadas uma quest\u00e3o \u00e9 sempre presente no que se refere aos relatos de viol\u00eancia, sejam eles no trabalho, nos transportes p\u00fablicos e em casa. Essas mulheres s\u00e3o ativistas da organiza\u00e7\u00e3o sindical NUMSA ou do movimento por moradia. No nosso \u00faltimo encontro, uma delas fez a seguinte pergunta: como lutar contra a viol\u00eancia no local de trabalho, no transporte, e em casa que \u00e9 onde dever\u00edamos ter o apoio, mas quando voltamos trabalho os nossos companheiros tamb\u00e9m nos agridem?<br \/>\nEsta pergunta, de uma companheira, foi importante para nos determos a pensar mais e mais sobre o tema, pois para al\u00e9m da resposta simplista de lutar contra a viol\u00eancia machista, compreendemos que o problema envolve muitos outros elementos da realidade concreta. E por isso, para n\u00e3o recair nos mesmos discursos que, n\u00e3o trazem a compreens\u00e3o das profundas contradi\u00e7\u00f5es do problema da viol\u00eancia, tentamos aqui expressar um pouco das nossas experi\u00eancias e an\u00e1lises que envolvem aspectos sociais e econ\u00f4micos, para assim entender o problema da viol\u00eancia contra a mulher e poder lutar contra este grave problema social.<br \/>\nA vida da maioria das mulheres sul africanas, principalmente as negras, \u00e9 marcada pela intensa explora\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o, p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida, moradia e viol\u00eancia. Durante o Apartheid houve um processo de expuls\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, maioria negra e pobre, para os lugares mais long\u00ednquos dos centros urbanos, lugares onde as favelas (township) avolumaram-se. E s\u00e3o nesses locais distantes onde as trabalhadoras negras africanas e refugiadas moram, sem acesso aos servi\u00e7os b\u00e1sico como \u00e1gua, eletricidade, rede de esgoto e at\u00e9 mesmo banheiro. E nesses lugares \u00e9 que s\u00e3o expostas as mais diversas formas de viol\u00eancia. E os casos de viol\u00eancia sexual, por exemplo, em Khayelitsha, na maior favela da cidade de Cidade do Cabo na \u00c1frica do Sul, quase a metade dos\/as estudantes sofreram este tipo de abuso.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> E os \u00edndices de viol\u00eancia dom\u00e9stica s\u00e3o tamb\u00e9m bastante elevados.<br \/>\nContudo, s\u00e3o essas mulheres trabalhadoras que moram nas favelas que comp\u00f5e a for\u00e7a de trabalho em v\u00e1rios setores da economia, mas \u00e9 no setor de com\u00e9rcio que s\u00e3o majorit\u00e1rias. O com\u00e9rcio \u00e9 um importante empregador informal na \u00c1frica do Sul representando 17,4% do setor empregador no pa\u00eds. Do total de mulheres empregadas 47,6% est\u00e3o no com\u00e9rcio e 30,6% dos homens trabalham nesse mesmo setor.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><br \/>\nNa medida que o maior n\u00famero de mulheres se encontram no com\u00e9rcio, resolvemos analisar esse setor tomando como exemplo as tr\u00eas maiores redes de supermercado da \u00c1frica do Sul. S\u00e3o eles: Shoprite, Pick-N-pay e Spar Group.<br \/>\n<strong>Explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o das mulheres trabalhadoras nos supermercados<\/strong><br \/>\nAs mulheres que trabalham nos supermercados muitas em condi\u00e7\u00f5es de informalidade, conforme dados do pr\u00f3prio governo sul africano. Assim, todo in\u00edcio de m\u00eas, quando as vendas s\u00e3o maiores, h\u00e1 v\u00e1rios caixas de atendimento, depois essas trabalhadoras desaparecem. Elas desaparecem justamente por ser trabalho contratado \u00e0 di\u00e1rio, completamente informal. Este aspecto de rotatividade e informalidade gera \u00e0s trabalhadoras uma consequente inseguran\u00e7a e instabilidade com rela\u00e7\u00e3o manuten\u00e7\u00e3o de suas fam\u00edlias.<br \/>\nAs jornadas de trabalho, normalmente s\u00e3o acima de 12 horas, com ritmo intenso e diversas formas de opress\u00e3o e viol\u00eancia dentro do local de trabalho. E ainda, os sal\u00e1rios s\u00e3o baix\u00edssimos, em torno de R20,00 a hora trabalhada (US$ 1,40), \u00e9 preciso trabalhar 5 horas para comprar um quilo de carne. Nos hor\u00e1rios de refei\u00e7\u00e3o, pr\u00f3ximo aos grandes supermercados, \u00e9 poss\u00edvel as trabalhadoras sentadas nas cal\u00e7adas comendo p\u00e3o com salsicha e\/ou ovo, pois a empresa n\u00e3o garante nem ao menos refeit\u00f3rio. E por isso, comem na rua, sentadas ao ch\u00e3o, sem a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de higiene e respeito. Nos banheiros, as mulheres n\u00e3o t\u00eam acesso a produtos de higiene pessoal tais como absorventes e toalhas.<br \/>\nH\u00e1 um constrangedor controle e disciplinamento dos\/as trabalhadores\/as do setor, que por sua vez, s\u00e3o obrigadas a fazer a declara\u00e7\u00e3o de todos os bens que carregam ao entrar no supermercado e que s\u00e3o vistoriados quando deixam o trabalho. E tamb\u00e9m ao utilizar o banheiro, novamente s\u00e3o revistados.<br \/>\nNos contaram em uma das reuni\u00f5es do caso demiss\u00e3o sem direitos de uma trabalhadora, pois com ela foi encontrado um desodorante roll-on dentro de sua bolsa. O produto era de sua propriedade e ela alegou que havia esquecido de declarar, al\u00e9m do mais estava usado. Acionada \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho, a empresa alegou que n\u00e3o \u201cadmite roubo\u201d e tem a pol\u00edtica de \u201ctoler\u00e2ncia zero\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, deixando claro que a puni\u00e7\u00e3o com demiss\u00e3o \u00e9 utilizada como forma disciplinamento para com demais trabalhadores\/as.<br \/>\nO transporte p\u00fablico \u00e9 outro local de viol\u00eancia. O trem que \u00e9 o meio de transporte para as zonas mais distantes, s\u00e3o locais onde est\u00e3o submetidas aos furtos, roubos e a viol\u00eancia sexual, dentre outras formas de viol\u00eancia. E n\u00e3o contam com nenhum tipo de apoio ou seguran\u00e7a durante os logos trajetos de casa ao trabalho.<br \/>\nAssim, devido ao aumento do desemprego a fam\u00edlia que possui uma mulher empregada passa a depender daquele \u00fanico sal\u00e1rio, pois atrav\u00e9s disso as crian\u00e7as podem estudar<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, a fam\u00edlia poder\u00e1 ter acesso a eletricidade, \u00e1gua e alimenta\u00e7\u00e3o. E por isso, que muitas mulheres se submetem a intensa explora\u00e7\u00e3o, trabalhando mais de 12 horas por dia nos caixas de supermercados.<br \/>\nAl\u00e9m das quest\u00f5es laborais que impactam todos que trabalham, essas empresas n\u00e3o garantem creche para os filhos das trabalhadoras que ficam expostas a fome e aos abusos sexuais nas favelas (townships).<br \/>\n<strong>A situa\u00e7\u00e3o da mulher migrante<\/strong><br \/>\nPara as mulheres migrantes e refugiadas, de outras pa\u00edses da \u00c1frica, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complicada, pois \u00e9 quase imposs\u00edvel ter acesso ao um trabalho formal, al\u00e9m de sofrerem os ataques xenof\u00f3bicos nas quais est\u00e3o inclu\u00eddos os estupros coletivos.<br \/>\nDentre diversos casos selecionamos o relato de uma trabalhadora de sal\u00e3o de beleza, migrante congolesa<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, que nos contou o qu\u00e3o dura \u00e9 a vida destas mulheres. Ela explica que no segundo semestre do ano de 2019, ap\u00f3s uma nova determina\u00e7\u00e3o do governo sul africano sobre a proibi\u00e7\u00e3o de empregar os refugiados, o marido dela foi demitido e para manter a fam\u00edlia ela passou a trabalhar mais para suprir as necessidades b\u00e1sicas. Ent\u00e3o, o marido entrou em processo depressivo e come\u00e7ou a consumir mais bebida alco\u00f3lica e a usar drogas, depois disso ela passou a sofrer viol\u00eancia dom\u00e9stica por parte do marido. A superexplora\u00e7\u00e3o contra a classe trabalhadora, em especial contra as mulheres, \u00e9 a raiz da viol\u00eancia contra a mulher, da aliena\u00e7\u00e3o machista, mas tamb\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e da degenera\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es humanas.<br \/>\n<strong>Quais s\u00e3o as empresas?<\/strong><br \/>\n* Shoprite \u00e9 uma das maiores redes de supermercado da \u00c1frica, atua em diversos setores, como com\u00e9rcio de alimentos, roupas, cosm\u00e9ticos e outros produtos de consumo, e at\u00e9 novembro de 2019, possu\u00eda 1.844 supermercados, dos quais 265 encontram-se em outros pa\u00edses da \u00c1frica. E empregando 147.268 trabalhadores.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><br \/>\n* Pick-N-pay que tamb\u00e9m comercializa alimentos, roupas, bebidas, produtos farmac\u00eauticos e dentre outros. Este, por sua vez, possui 1.795 estabelecimentos na \u00c1frica, dentre os quais 95.6% est\u00e3o localizados na \u00c1frica do Sul.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> A empresa emprega 85.000 trabalhadores.<br \/>\nAl\u00e9m das caracter\u00edsticas comuns de explora\u00e7\u00e3o dos supermercados, em 2017, Pick-N-Pay criou um projeto de &#8220;ajuda social&#8221;, dirigida a forma\u00e7\u00e3o profissional. Na realidade utilizava os servi\u00e7os atrav\u00e9s de baix\u00edssima remunera\u00e7\u00e3o das trabalhadoras para abastecimento da padaria das unidades, mas que n\u00e3o possu\u00edam os mesmos direitos trabalhistas dos trabalhadores contratados diretamente pela empresa.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><br \/>\n* Spar Group que \u00e9 especializado em venda de material de constru\u00e7\u00e3o, farmac\u00eauticos, alimentos, al\u00e9m de outros. E at\u00e9 setembro de 2019 possu\u00eda uma rede composta por 4.031 outlets em outros pa\u00edses africanos, dos quais, 67.8% est\u00e3o na \u00c1frica do Sul. O n\u00famero total de trabalhadores declarados s\u00e3o 8.206.<br \/>\nNesta empresa trabalhadores entraram com processo devido as longas jornadas de trabalho, que come\u00e7am as 5 da manh\u00e3 e se estendem \u00e0s 20 da noite, nos 6 dias da semana, recebendo abaixo do valor estipulado pela legisla\u00e7\u00e3o. Assim, um depoimento de um trabalhador ele diz &#8220;Trabalho h\u00e1 mais de 5 anos como trabalhador mal remunerado, mas fiquei porque precisava desse dinheiro&#8221;<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<br \/>\n<strong>Suor e sangue das mulheres a servi\u00e7o da gan\u00e2ncia capitalista<\/strong><br \/>\nEssas tr\u00eas redes de supermercados que super exploram a mulher trabalhadora, destr\u00f3i sua fam\u00edlia e incrementa a viol\u00eancia contra mulher, o fazem a servi\u00e7o de grandes investidores nacionais e estrangeiros. Na verdade, eles s\u00e3o fundamentalmente estrangeiros. Vejamos abaixo quem s\u00e3o os acionistas que ganham com a super explora\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia trabalhadora e o machismo:<br \/>\n* Shoprite: Public Investment Corporation (SOC) Ltd.; Capital Research &amp; Management Co. (World Investors); The Vanguard Group, Inc.<br \/>\n* Pick N Pay: Public Investment Corporation (SOC) Ltd.; Coronation Asset Management (Pty) Ltd.; Fidelity Management &amp; Research Co.; Genesis Investment Management LLP.; The Vanguard Group, Inc.<br \/>\n* Spar Group: Public Investment Corporation (SOC) Ltd.; Coronation Asset Management (Pty) Ltd.; The Vanguard Group, Inc.; BlackRock Fund Advisors.<br \/>\nDestacamos acima somente aqueles acionistas que tamb\u00e9m investem ao mesmo tempo na minera\u00e7\u00e3o, ind\u00fastria automobil\u00edstica e armamentista. Desta maneira, a afirmativa de que o capital financeiro n\u00e3o controla somente a economia mundial, como tamb\u00e9m controla a economia na \u00c1frica foi tratado em artigo: O capital financeiro imperialista na \u00c1frica: superexplora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e o roubo das riquezas naturais<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<br \/>\n<strong>Neste 8 de Mar\u00e7o \u00e9 preciso dizer: N\u00c3O D\u00c1 MAIS!<\/strong><br \/>\nNeste estado de embrutecimento dos\/as trabalhadores\/as provocado pelo alto \u00edndice de desemprego, super explora\u00e7\u00e3o, p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de moradia e transporte, os homens s\u00e3o jogados na aliena\u00e7\u00e3o do alcoolismo e nas drogas e as mulheres sofrem todas essas consequ\u00eancias e al\u00e9m do pr\u00f3prio machismo e das mais diversas formas de viol\u00eancia, inclusive o feminic\u00eddio. Nesta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desenvolver rela\u00e7\u00f5es humanas de solidariedade e respeito. O que encontramos \u00e9 um estado social de viol\u00eancia constante e permanente.<br \/>\n\u00c9 por isso, que neste est\u00e1gio do sistema capitalista o qual controla e impacta todas as rela\u00e7\u00f5es humanas dizemos em alto e bom som: n\u00e3o d\u00e1 mais! Para salvar a humanidade \u00e9 preciso construir uma outra sociedade livre da opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o. Uma sociedade justa, solid\u00e1ria e fraterna, uma sociedade socialista.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Dispon\u00edvel em: bhekisisa.org\/article\/2018-08-07-00-more-than-40-of-khayelitsha-primary-school-learners-have-experienced-sexual-violence\/.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Dispon\u00edvel em: www.statssa.gov.za\/?p=11375. Acesso em 12 fev 2020.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> www.labourguide.co.za\/most-recent\/2112-the-fairness-of-dismissals-based-on-zero-tolerance-policies<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> As escolas p\u00fablicas tamb\u00e9m s\u00e3o tamb\u00e9m pagas.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> devido aos violentos\u00a0 ataques xenof\u00f3bicos n\u00f3s preservaremos a identidade de nossa entrevistada.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> www.marketscreener.com\/SHOPRITE-HOLDINGS-LIMITED-3743310\/company\/<br \/>\n<a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> www.marketscreener.com\/PICK-N-PAY-STORES-LIMITED-1413401\/company\/<br \/>\n<a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> http:\/\/aidc.org.za\/strikers-challenge-pick-n-pays-questionable-labour-practices\/<br \/>\n<a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> \u00a0Dispon\u00edvel em: www.sowetanlive.co.za\/news\/south-africa\/2020-02-26-spar-store-employees-see-ruling-as-beginning-of-change\/<br \/>\n<a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Dispon\u00edvel em: litci.org\/en\/imperialist-financial-capital-in-africa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 8 de mar\u00e7o deve ser um dia de den\u00fancia contra o machismo e o feminic\u00eddio e ao mesmo tempo contra a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o capitalista. 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