{"id":31284,"date":"2020-01-28T12:09:40","date_gmt":"2020-01-28T14:09:40","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=31284"},"modified":"2020-01-28T12:09:40","modified_gmt":"2020-01-28T14:09:40","slug":"holocausto-nunca-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/01\/28\/holocausto-nunca-mais\/","title":{"rendered":"Holocausto: Nunca mais!"},"content":{"rendered":"<p><em>Neste dia 27 de janeiro completam 75 anos da liberta\u00e7\u00e3o de Auschwitz, onde foram executados 1,3 milh\u00e3o de pessoas, principalmente judeus. Ao lembrar as atrocidades do nazismo, das quais Auschwitz \u00e9 apenas uma parte, queremos fazer duas homenagens: aos lutadores do levante no gueto de Vars\u00f3via e a dois militantes da Quarta Internacional, e atrav\u00e9s deles lembrar todos \u2013 judeus, ciganos, pessoas com defici\u00eancia, homossexuais, dissidentes pol\u00edticos &#8211; que perderam suas vidas na luta contra o nazismo.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: \u00a0F\u00e1bio Bosco, de S\u00e3o Paulo.<br \/>\n<strong>O levante do gueto de Vars\u00f3via <\/strong><br \/>\n\u201cO maior de todos os confrontos entre judeus e alem\u00e3es aconteceu no gueto de Vars\u00f3via.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Criado em outubro de 1940, reunia cerca de 380 mil habitantes. Era governado por um conselho judaico que operava sob as ordens dos nazistas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Em 22 de julho de 1942, o chefe do conselho foi informado que todos os habitantes seriam deportados para o \u201cleste\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> na propor\u00e7\u00e3o de seis mil por dia. A pol\u00edcia judaica estava encarregada de capturar as pessoas.<br \/>\nAp\u00f3s a deporta\u00e7\u00e3o de 310 mil pessoas a opera\u00e7\u00e3o foi suspensa. Cerca de 63 mil habitantes ainda permaneciam no gueto no final de setembro. Diferentes grupos pol\u00edticos (sionistas de esquerda, comunistas e socialistas antissionistas do Bund) se associaram para formar a Organiza\u00e7\u00e3o de Luta Judaica (ZOB) enquanto a direita sionista revisionista formou a Uni\u00e3o Militar Nacional (ZZW). Ambos reuniram fundos e todo o pouco armamento que conseguiram, e constru\u00edram uma rede de abrigos subterr\u00e2neos conectados com a rede de esgotos. Tudo isso sem o apoio das organiza\u00e7\u00f5es sionistas internacionais comprometidas apenas com a imigra\u00e7\u00e3o para a Palestina.<br \/>\nEm 18 de janeiro de 1943, os nazistas retomaram as deporta\u00e7\u00f5es mas encontraram resist\u00eancia. Melhor preparados, os nazistas retornaram em 19 de abril de 1943 e foram recebidos a bala pelo ZOB. Come\u00e7ava a batalha. De um lado a resist\u00eancia judaica contava com no m\u00e1ximo mil combatentes \u2013 homens e mulheres \u2013 portando armas de m\u00e3o, coquet\u00e9is molotov, granadas e alguns fuzis e metralhadoras. De outro os nazistas contavam com v\u00e1rios batalh\u00f5es fortemente armados, ve\u00edculos blindados, canh\u00f5es, lan\u00e7a-chamas e v\u00e1rios explosivos. Os nazistas atacavam de casa em casa, incendiavam os pr\u00e9dios e explodiam a rede de esgotos e abrigos subterr\u00e2neos.<br \/>\nNo dia 16 de maio de 1943, ap\u00f3s resist\u00eancia heroica, a batalha estava encerrada. Treze mil habitantes do gueto perderam a vida e os demais foram deportados para os campos de exterm\u00ednio de Treblinka e outros campos. Apesar da derrota, o levante entrou para a hist\u00f3ria como s\u00edmbolo da luta de todos os povos contra o nazismo.<br \/>\n<strong>A IV Internacional<\/strong><br \/>\nOutra homenagem vai para dois militantes revolucion\u00e1rios: Abraham Leon e Martin Monath presos pela Gestapo e assassinados em 1944.<br \/>\nDe origem judaica, eles procuravam uma sa\u00edda para a \u201cquest\u00e3o judaica\u201d (leia-se a discrimina\u00e7\u00e3o contra a popula\u00e7\u00e3o judia na Europa) \u00e0s v\u00e9speras da segunda-guerra mundial e percorreram o mesmo trajeto.<br \/>\nPrimeiro integraram uma organiza\u00e7\u00e3o sionista, a Hashomer Hatzair. No entanto perceberam que a discrimina\u00e7\u00e3o contra os judeus na Europa, que j\u00e1 fora praticada pela nobreza e senhores feudais na idade m\u00e9dia, foi retomada pelo capitalismo em decad\u00eancia. Portanto a posi\u00e7\u00e3o dos sionistas de construir um Estado judeu na Palestina ou qualquer outra parte do mundo n\u00e3o era uma solu\u00e7\u00e3o. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o era liquidar o nazismo e o capitalismo. Para isso se uniram \u00e0 IV Internacional j\u00e1 que recha\u00e7aram o estalinismo devido aos processos de Moscou e ao pacto entre Hitler e St\u00e1lin em 1939.<br \/>\nAbraham Leon (nascido Abraham Weynstok) escreveu uma obra que se tornou refer\u00eancia no debate entre os marxistas sobre a quest\u00e3o judaica.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Ele investigou as raz\u00f5es da discrimina\u00e7\u00e3o contra a popula\u00e7\u00e3o judia e de sua n\u00e3o-assimila\u00e7\u00e3o ao contr\u00e1rio de outros povos mediterr\u00e2neos. Sua conclus\u00e3o \u00e9 que isto n\u00e3o se deveu a fatores religiosos ou culturais mas ao papel cumprido pelos judeus na economia, de intermedia\u00e7\u00e3o financeira, o que o levou a cunhar a categoria de povo-classe.<br \/>\nEm meio \u00e0 segunda-guerra mundial ambos participaram dos esfor\u00e7os para reconstruir a se\u00e7\u00e3o Belga e o secretariado europeu da IV Internacional.<br \/>\nEm meio \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o nazista, a IV Internacional iniciou um trabalho de propaganda sobre as tropas nazistas estacionadas na Fran\u00e7a, em Paris e Brest. Esse trabalho foi liderado por Martin Monath cujo pseud\u00f4nimo era Viktor. Ele organizou um boletim mimeografado chamado Arbeiter und Soldat (Oper\u00e1rio e Soldado) no qual defendia seguir o exemplo do revolucion\u00e1rio alem\u00e3o Karl Liebknecht em sua pol\u00edtica denominada de derrotismo revolucion\u00e1rio: transformar a guerra imperialista em guerra civil atrav\u00e9s da uni\u00e3o de oper\u00e1rios e soldados em uma revolu\u00e7\u00e3o socialista para derrubar o regime nazista e o capitalismo. Foram seis edi\u00e7\u00f5es entre julho de 1943 e julho de 1944 quando Martin Monath foi preso pela Gestapo e assassinado.<br \/>\nAbraham Leon tamb\u00e9m foi preso pela Gestapo e deportado para o campo de exterm\u00ednio de Auschwitz onde perdeu a vida.<br \/>\n<strong>Na contram\u00e3o da resist\u00eancia<\/strong><br \/>\nAo contr\u00e1rio dos m\u00e1rtires do levante do gueto de Vars\u00f3via, da IV Internacional e de muitos outros, houve a\u00e7\u00f5es que objetivamente fortaleceram a m\u00e1quina de guerra nazista.<br \/>\nUma delas \u00e9 o acordo de Haavara (transfer\u00eancia). Este acordo foi firmado entre o Minist\u00e9rio da Economia Nazista, a Federa\u00e7\u00e3o Sionista Alem\u00e3 e a Ag\u00eancia Judaica para a Palestina (atrav\u00e9s do Banco Anglo-Palestino) em 25 de agosto de 1933 para viabilizar a imigra\u00e7\u00e3o judaica para a Palestina.<br \/>\nO governo nazista impunha limites ao patrim\u00f4nio que imigrantes poderiam levar consigo para fora do pa\u00eds. Com o acordo de Haavara, aqueles judeus alem\u00e3es que imigrassem para a Palestina poderiam transformar seus bens em produtos alem\u00e3es de exporta\u00e7\u00e3o para a Palestina pelos quais o Banco Anglo-Palestino ressarciria o imigrante em moeda local.<br \/>\nEsse acordo era muito importante para os nazistas devido ao boicote internacional contra produtos alem\u00e3es promovido pela comunidade judaica em todo o mundo. Os nazistas acreditavam que o acordo enfraquecia o boicote e auxiliava a economia alem\u00e3 em seu esfor\u00e7o de guerra.<br \/>\nJ\u00e1 os Sionistas fortaleceriam a imigra\u00e7\u00e3o judia para a Palestina, evitando sua fuga para outros pa\u00edses entre os quais os Estados Unidos, o destino preferido pela maioria dos imigrantes judeus europeus. Cerca de 20 mil judeus alem\u00e3es imigraram para a Palestina atrav\u00e9s do acordo de Haavara.<br \/>\nO acordo era impopular entre a popula\u00e7\u00e3o judia em todo o mundo que, instintivamente, boicotava os produtos alem\u00e3es. No Congresso Mundial Judaico em Genebra em setembro de 1933, a delega\u00e7\u00e3o polonesa protestou contra o acordo. Demorou dois anos para que a lideran\u00e7a sionista assumisse a defesa p\u00fablica do acordo. No 19\u00ba Congresso Sionista em setembro de 1935, o partido trabalhista imp\u00f4s disciplina partid\u00e1ria para aprovar uma resolu\u00e7\u00e3o em favor do acordo de Haavara. A defesa do acordo foi feito por Golda Meyerson<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> que desvalorizou o apelo internacional ao boicote dos produtos alem\u00e3es comparando-o a \u201clamentos e protestos\u201d ao passo que o acordo de transfer\u00eancia era a \u201cpossibilidade pr\u00e1tica de fazer algo real para salvar dezenas de milhares de judeus\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<br \/>\nA quest\u00e3o do boicote emergiu novamente por ocasi\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de laranjas da Palestina para a Alemanha feito pela Histadrut<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> cujos l\u00edderes, ap\u00f3s discuss\u00e3o, votaram por 5 a 1 para manter as exporta\u00e7\u00f5es para a Alemanha nazista na contram\u00e3o do boicote internacional.<br \/>\n<strong>Pactos, colabora\u00e7\u00e3o e omiss\u00e3o<\/strong><br \/>\nO movimento sionista n\u00e3o foi o \u00fanico a efetuar a\u00e7\u00f5es que objetivamente favoreceram a m\u00e1quina de exterm\u00ednio nazista.<br \/>\nA Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica liderada por St\u00e1lin assinou um pacto de n\u00e3o-agress\u00e3o com Hitler em 1939, o que deu uma cobertura internacional ao nazismo por parte dos partidos comunistas em todo o mundo.<br \/>\nDurante a guerra, a Fran\u00e7a ocupada criou um governo colaboracionista em Vichy liderado pelo general P\u00e9tain.<br \/>\nOs Estados Unidos, que bombardearam criminosamente a popula\u00e7\u00e3o civil de Dresden em fevereiro de 1945 matando 25 mil pessoas, no p\u00f3s-guerra aliviaram as puni\u00e7\u00f5es para v\u00e1rios dirigentes nazistas, em particular para os dirigentes das grandes corpora\u00e7\u00f5es alem\u00e3s como a Krupp e a I.G. Farben, grandes patrocinadoras e benefici\u00e1rias do regime nazista.<br \/>\nA princ\u00edpio Alfred Krupp e dois de seus s\u00f3cios foram condenados a doze anos de pris\u00e3o. Da I.G. Farben, cinco executivos pegaram entre seis e oito anos de pris\u00e3o. No entanto, em 31 de janeiro de 1951, todos foram libertados, Krupp recuperou seu imp\u00e9rio industrial, e os executivos da I.G. Farben retornaram ao comando das empresas<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<br \/>\n<strong>Liquidar o capitalismo para erradicar Holocaustos presentes e futuros<\/strong><br \/>\nEm meio a uma nova onda decrescente da economia capitalista, velhos e novos monstros mostram sua cara.<br \/>\nO fortalecimento da extrema-direita parlamentar em v\u00e1rios pa\u00edses, as tentativas de renascer o nazismo, as pol\u00edticas de limpeza \u00e9tnica praticadas pelos israelenses na Palestina ocupada s\u00e3o sinais de que a manuten\u00e7\u00e3o do capitalismo, al\u00e9m de priva\u00e7\u00f5es para milh\u00f5es de seres humanos, cedo ou tarde prepara a emerg\u00eancia de ideologias nazistas, racistas, machistas, homof\u00f3bicas e xen\u00f3fobas.<br \/>\nO diagn\u00f3stico de Abraham Leon e Martin Monath se provou correto: para acabar com o nazismo e a opress\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio liquidar o capitalismo.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Hilberg, Raul, A destrui\u00e7\u00e3o dos judeus europeus, Amarilys, Baruei-SP, 2016, p\u00e1gina 594<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Entre as quais \u201ctransmiss\u00e3o de ordens e diretivas alem\u00e3s para a popula\u00e7\u00e3o judaica, o uso da pol\u00edcia judaica (denominada de servi\u00e7o de ordem) para cumprir as vontades dos alem\u00e3es, a entrega de propriedade judaica, trabalho judeu e vidas de judeus para o inimigo alem\u00e3o\u201d Hilberg, Raul, A destrui\u00e7\u00e3o dos judeus europeus, p\u00e1gina 242.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Eufemismo que significava a deporta\u00e7\u00e3o para campos de exterm\u00ednio.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> A quest\u00e3o judaica: uma interpreta\u00e7\u00e3o marxista foi publicada em portugu\u00eas pela Global Editora em 1981.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Trata-se de Golda Meir, futura primeira-ministra israelense<br \/>\n<a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.yadvashem.org\/odot_pdf\/Microsoft%20Word%20-%203231.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.yadvashem.org\/odot_pdf\/Microsoft%20Word%20-%203231.pdf<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Central sindical que organizava apenas trabalhadores judeus, e rejeitava a filia\u00e7\u00e3o de trabalhadores \u00e1rabes.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Hilberg, Raul, A destrui\u00e7\u00e3o dos judeus europeus, p\u00e1ginas 1346, 1348 e 1361<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia 27 de janeiro completam 75 anos da liberta\u00e7\u00e3o de Auschwitz, onde foram executados 1,3 milh\u00e3o de pessoas, principalmente judeus. Ao lembrar as atrocidades do nazismo, das quais Auschwitz \u00e9 apenas uma parte, queremos fazer duas homenagens: aos lutadores do levante no gueto de Vars\u00f3via e a dois militantes da Quarta Internacional, e atrav\u00e9s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":31285,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[4884,4885,4887,180,264,4888,4889,189,4890],"class_list":["post-31284","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","tag-abraham-leon","tag-acordo-de-haavara","tag-auschwitz","tag-fabio-bosco","tag-gueto-de-varsovia","tag-holocausto","tag-martin-monath","tag-nazismo","tag-resistencia-judaica"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Holocausto.jpg","categories_names":["Hist\u00f3ria"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31284"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31284\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}