{"id":31068,"date":"2020-01-13T15:04:25","date_gmt":"2020-01-13T17:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=31068"},"modified":"2020-01-13T15:04:25","modified_gmt":"2020-01-13T17:04:25","slug":"paraguai-balanco-politico-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/01\/13\/paraguai-balanco-politico-2019\/","title":{"rendered":"Paraguai &#124; Balan\u00e7o pol\u00edtico 2019"},"content":{"rendered":"<p><em>Termina um ano dif\u00edcil para o governo. No come\u00e7o, parecia estar estabelecido com integrantes leais e acordos com a oposi\u00e7\u00e3o que garantiriam certa governabilidade, sem depender da oposi\u00e7\u00e3o cartista contra quem tinha tido \u00a0confronto altamente polarizado.<\/em><em>\u00a0<\/em><!--more--><br \/>\nPor: PT-Paraguai<br \/>\nO presente artigo, de maneira sint\u00e9tica, pretende estabelecer os eixos centrais que explicam a situa\u00e7\u00e3o do governo, a din\u00e2mica da pol\u00edtica superestrutural e a situa\u00e7\u00e3o do movimento, a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e suas perspectivas.<br \/>\n<strong>Quatro momentos do ano para o governo<\/strong><br \/>\nPodemos estabelecer quatro momentos do governo de Abdo Ben\u00edtez no ano: <strong>uma primeira etapa<\/strong> de acomoda\u00e7\u00e3o no aparato estatal e de fortes disputas com o cartismo que vinham da \u00a0feroz disputa eleitoral; <strong>um segundo momento<\/strong> em que, dada a combina\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o de crise econ\u00f4mica e a virul\u00eancia de confrontos intrapartid\u00e1rios, ele procurava acordo com o cartismo para uma sa\u00edda conveniente para ambas as fac\u00e7\u00f5es; <strong>um terceiro momento<\/strong> em que ele entrou em uma terr\u00edvel crise pol\u00edtica, com o esc\u00e2ndalo do acordo bilateral de Itaipu, do qual foi salvo de um julgamento pol\u00edtico pelo cartismo, a partir do qual esse setor tentou se relocalizar e condicionar o governo; e, <strong>um quarto momento<\/strong> em que, em resposta \u00e0s chantagens do cartismo &#8211; em alian\u00e7a com o governo Bolsonaro e com o apoio da embaixada americana &#8211; ele abaixou o dedo para o patr\u00e3o com a pris\u00e3o de Messer e o processo do pr\u00f3prio Cartes, oxigenando-se assim, por v\u00e1rias vezes, um governo d\u00e9bil.<br \/>\n<strong>Uma crise econ\u00f4mica que est\u00e1 se aprofundando<\/strong><br \/>\nA todos esses momentos \u00e9 preciso acrescentar como elemento transversal a crise econ\u00f4mica recessiva que se sentiu desde o in\u00edcio do ano e que continuou durante o ano com maior intensidade. Alguns economistas dizem que no pr\u00f3ximo ano haver\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o de pelo menos 4%, os mais otimistas consideram que poderia ser mantido e at\u00e9 aumentar nos anos seguintes, a depender da orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica externa. Os mais cautelosos falam que a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 um produto do que eles chamam de efeito rebote da crise e que devemos ver como os mercados se comportam para ver sua sustentabilidade.<br \/>\nEmbora o aspecto econ\u00f4mico mere\u00e7a uma an\u00e1lise mais completa, a interpreta\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o da economia deve ser analisada a partir do contexto mais geral em que a configura\u00e7\u00e3o dos atritos interimperialistas e suas decanta\u00e7\u00f5es se enquadram: conflitos geopol\u00edticos e guerra comercial.<br \/>\nEssa nova crise do capitalismo mundial aberta desde 2008 n\u00e3o ser\u00e1 encerrada sem continuar deteriorando a vida de milh\u00f5es de pessoas e o meio ambiente. E de forma imediata, para o nosso pa\u00eds, a pol\u00edtica de submiss\u00e3o completa \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o do governo Trump implica a restri\u00e7\u00e3o dos mercados para as commodities. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio levar em conta n\u00e3o apenas as perdas que os inc\u00eandios florestais representaram para o neg\u00f3cio agropecu\u00e1rio em compara\u00e7\u00e3o com os lucros obtidos em 2018, mas tamb\u00e9m as reivindica\u00e7\u00f5es desses setores burgueses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica tribut\u00e1ria do governo, cuja arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pequena em compara\u00e7\u00e3o com seus ganhos.<br \/>\nA recupera\u00e7\u00e3o nos termos macroecon\u00f4micos mencionados n\u00e3o \u00e9 apenas relativa ao exposto, mas tamb\u00e9m que esses itens n\u00e3o t\u00eam um impacto significativo para a redistribui\u00e7\u00e3o dos lucros, come\u00e7ando pela natureza do modelo produtivo, pela baixa carga tribut\u00e1ria e porque os lucros escapam para o exterior. Ou seja, os ricos deste setor praticamente n\u00e3o pagam impostos, n\u00e3o geram emprego e com seus enormes lucros especulam financeiramente, enquanto a maior parte da carga tribut\u00e1ria \u00e9 suportada pelos trabalhadores.<br \/>\n<strong>Como o governo se sustenta, apesar de sua fraqueza?<\/strong><br \/>\n<strong>O governo ainda est\u00e1 de p\u00e9 devido a uma combina\u00e7\u00e3o de fatores como<\/strong>: <strong>1<\/strong>) N\u00e3o houve um &#8220;acordo&#8221; entre as for\u00e7as que queriam derrub\u00e1-lo, especialmente o cartismo, sobre a localiza\u00e7\u00e3o que cada um ocuparia no caso de uma situa\u00e7\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o de Abdo , descartada essa possibilidade seu principal inimigo jogou com a t\u00e1tica de desgast\u00e1-lo de v\u00e1rias maneiras; <strong>2)<\/strong> Porque os trabalhadores ainda n\u00e3o conseguiram tomar as ruas com toda a raiva contida para derrubar o governo; <strong>3)<\/strong> Por n\u00e3o haver alternativa que canalize o descontentamento e, os espa\u00e7os de articula\u00e7\u00e3o existentes caracterizam-se por ainda serem muito fracos, portadores de um sectarismo doentio ou por terem um descr\u00e9dito que apenas gera desconfian\u00e7a; <strong>4)<\/strong> A grande burguesia hesita sem saber qual caminho seguir, porque as alternativas podem trazer mais caos, como exemplo do que acontece no Chile e em outros lugares; al\u00e9m disso, h\u00e1 atritos entre suas fra\u00e7\u00f5es que n\u00e3o nos permitem propor uma sa\u00edda acordada e, finalmente; <strong>5)<\/strong> Porque o imperialismo com seus governos fantoches na regi\u00e3o continua dando-lhe algum cr\u00e9dito pol\u00edtico por sua servid\u00e3o e servi\u00e7os.<br \/>\n<strong>A rea\u00e7\u00e3o ainda lenta da classe trabalhadora<\/strong><br \/>\n<strong>Apesar da raiva acumulada, o movimento ainda continua lento e sem um ponto de refer\u00eancia para a organiza\u00e7\u00e3o.<\/strong> Embora tenha acontecido uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es ao longo do ano contra medidas governamentais, elas continuam reduzidas a lutas setoriais caracterizadas pela debilidade e por sua descontinuidade. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o de canaliza\u00e7\u00e3o do descontentamento, mas sim express\u00f5es isoladas de raiva que n\u00e3o conseguem encontrar uma plataforma que impulsione grandes mobiliza\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs setores que se mobilizaram tinham reivindica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, reduzidas ao local de trabalho, alguns ampliam para o setorial e poucos apontam para quest\u00f5es mais gerais. No entanto, o investimento no slogan da campanha presidencial &#8211; <strong>Marito contra o povo<\/strong> &#8211; come\u00e7ou a penetrar, mas sem conseguir estimular a\u00e7\u00f5es e mobiliza\u00e7\u00f5es conjuntas.<br \/>\n<strong>Houve mobiliza\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios setores:<\/strong> de enfermeiras com amplia\u00e7\u00e3o significativa \u00e0 m\u00e9dicos, segurados e afetados pela negocia\u00e7\u00e3o do IPS, de camponeses do setor de erva mate ou do multissetorial, greve no Hospital das Cl\u00ednicas, mobiliza\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7as, entre outros. Tamb\u00e9m houve manifesta\u00e7\u00f5es de baixa intensidade a favor das &#8220;lutas de Payo&#8221; que expressam, em vez de simpatia pelo personagem em quest\u00e3o, a raiva do povo contra o Congresso Nacional.<br \/>\nUm elemento comum a todas as a\u00e7\u00f5es, com maior ou menor \u00eanfase, \u00e9 o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, tirar os corruptos do caminho, como aconteceu em um primeiro est\u00e1gio. Para o povo, a varredura pode continuar e isso foi demonstrado pela demiss\u00e3o de v\u00e1rios corruptos ou pela derrota dos colorados no CdE, entre v\u00e1rios outros acontecimentos.<br \/>\nAs mobiliza\u00e7\u00f5es mais importantes devido \u00e0 sua natureza pol\u00edtica foram realizadas ap\u00f3s o esc\u00e2ndalo da pol\u00edtica de entreguista do governo com a assinatura do ato bilateral com o governo subimperialista de Bolsonaro. O recuo dessas mobiliza\u00e7\u00f5es veio do fato de que o cartismo salvou Abdo do julgamento pol\u00edtico e, consequentemente, n\u00e3o havia mais a possibilidade de sua destitui\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Uma nova trai\u00e7\u00e3o sem grandes repercuss\u00f5es<\/strong><br \/>\nInfelizmente, n\u00e3o foi necess\u00e1rio outro Joselo para fechar o ano com a assinatura de um acordo bastante semelhante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s desvantagens na contrata\u00e7\u00e3o de energia de Itip\u00fa. Foi estabelecido um cronograma at\u00e9 2022, descartando a possibilidade de acordos anuais como estavam sendo feitos (o que \u00e9 mais vantajoso para o nosso pa\u00eds). Foi feito um c\u00e1lculo bem acima do crescimento vegetativo de nossa demanda de eletricidade e foi concedida uma margem maior se precisarmos contratar mais.<br \/>\nOu seja, n\u00e3o poderemos contratar menos da energia comprometida a ser utilizada (energia garantida) e, se n\u00e3o usarmos toda essa quantidade de energia contratada, n\u00e3o poderemos acessar a energia n\u00e3o contratada ou tamb\u00e9m denominada n\u00e3o segura ou excedente &#8211; que \u00e9 mais barata &#8211; e como consequ\u00eancia a taxa aumentar\u00e1. A pol\u00edtica entreguista continuar\u00e1 sendo a orienta\u00e7\u00e3o deste governo no caminho \u00e0 2023 para a negocia\u00e7\u00e3o do Anexo C.<br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><strong>Em busca de uma sa\u00edda<\/strong><br \/>\nOs setores de trabalhadores urbanos organizados continuam tentando encontrar o caminho que fortale\u00e7a suas demandas, sem que haja progresso at\u00e9 o momento para atacar as pol\u00edticas governamentais. No setor privado, as coisas permanecem muito mais lentas. Isso se deve em grande parte \u00e0 ditadura dominante da patronal, expressa na viola\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria dos direitos trabalhistas e \u00e0 impunidade que eles desfrutam de tornar regra a falta de liberdade sindical.<br \/>\nNo setor p\u00fablico, a primeira mobiliza\u00e7\u00e3o importante do ano aconteceu como rea\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta de <strong>modifica\u00e7\u00e3o da Lei 1626,<\/strong> que buscava ampliar a estabilidade do emprego para 10 anos. Esse projeto impulsionado pelo PPQ teve uma boa resposta nas ruas. As centrais mais combativas alcan\u00e7aram um destaque importante e aproveitaram a presen\u00e7a da Coordena\u00e7\u00e3o Intersetorial Nacional nas ruas para realizar uma unidade de a\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da express\u00e3o de solidariedade para com ambas as lutas.<br \/>\nOutra importante rea\u00e7\u00e3o de setores da classe se deu frente ao <strong>PGN 2020<\/strong>. Nesse sentido, foram significativas as lutas realizadas pelos professores, a greve organizada pelo SITRANDE e a greve dos funcion\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Fazenda que obtiveram conquistas muito importantes.<br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><strong>A desorganiza\u00e7\u00e3o ainda prevalece<\/strong><br \/>\nA correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, embora ainda desfavor\u00e1vel \u00e0 classe trabalhadora como um todo, n\u00e3o se deve a uma continuidade do contexto reacion\u00e1ria em que o governo de Cartes se estabeleceu. Ou seja, ainda que o car\u00e1ter do regime do novo governo seja menos repressivo &#8211; devido \u00e0 sua fraqueza &#8211; n\u00e3o foi poss\u00edvel reorganizar o movimento e ultrapassar o car\u00e1ter defensivo das lutas, que teve no per\u00edodo anterior.<br \/>\nNo per\u00edodo atual, houve avan\u00e7os em termos de uma relativa maior disposi\u00e7\u00e3o de mobiliza\u00e7\u00e3o em certos setores, sem alcan\u00e7ar unidades de a\u00e7\u00e3o em quest\u00f5es mais estruturais da classe trabalhadora. N\u00e3o foi poss\u00edvel reverter a desorganiza\u00e7\u00e3o, atomiza\u00e7\u00e3o, coopta\u00e7\u00e3o e a burocratiza\u00e7\u00e3o como caracter\u00edsticas da maioria das organiza\u00e7\u00f5es e, como resultado, isso n\u00e3o permite uma agenda de mobiliza\u00e7\u00f5es significativas e relevantes em torno dos interesses da classe como um todo.<br \/>\nA maioria das a\u00e7\u00f5es tiveram car\u00e1ter setorial ou s\u00e3o aquelas de datas fixas que n\u00e3o passam de reivindica\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas sem conseguir unidade de a\u00e7\u00e3o para fazer avan\u00e7ar o movimento de massas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 verdadeira independ\u00eancia pol\u00edtica.<br \/>\n<strong>Durante o ano, a marca das mobiliza\u00e7\u00f5es em geral continuou sendo dada pela \u201ccidadania\u201d <\/strong>em favor da transpar\u00eancia, em favor da institucionalidade, contra a desonestidade e o tr\u00e1fico de influ\u00eancia judicial, contra a corrup\u00e7\u00e3o generalizada. Em geral, a agenda esteve abalizada pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas.<br \/>\nApesar de suas limita\u00e7\u00f5es, <strong>essas a\u00e7\u00f5es podem servir no sentido de incentivar as a\u00e7\u00f5es do movimento em outras quest\u00f5es mais estruturais e de classe.<\/strong> No movimento oper\u00e1rio e campon\u00eas continua a raiva contra a arbitrariedade por parte dos patr\u00f5es, pelos despejos, a falta de mercado para pequenos produtores e a neglig\u00eancia do governo com a vida miser\u00e1vel dos trabalhadores. No entanto, as a\u00e7\u00f5es permanecem de baixa intensidade e sem o apoio dos setores m\u00e9dios, que olham com grande desconfian\u00e7a por causa da influ\u00eancia dos ataques da imprensa burguesa, e \u00e0s vezes justificados por a\u00e7\u00f5es da burocracia sindical.<br \/>\n<strong>Como est\u00e1 o governo hoje?<\/strong><br \/>\nO governo de Abdo mant\u00e9m sua caracter\u00edstica de ser um governo d\u00e9bil, embora hoje esse car\u00e1ter seja mais relativo se comparado a outros momentos. Esse car\u00e1ter de maior fragilidade em rela\u00e7\u00e3o ao governo de Cartes implica que ele tenha um car\u00e1ter menos repressivo, vivenciado nos primeiros momentos em que procurou avidamente se diferenciar de seu principal inimigo.<br \/>\nNo entanto, a agenda do governo em quest\u00f5es econ\u00f4micas segue a mesma linha do que era o cartismo. Isso significa que pol\u00edticas de austeridade e reformas (previdenci\u00e1ria e trabalhista) que n\u00e3o puderam ser aplicadas neste per\u00edodo estar\u00e3o na agenda do ano que se inicia.<br \/>\n<strong>Perspectivas e desafios para a vanguarda <\/strong><br \/>\nAinda n\u00e3o se vislumbra nenhum levante significativo e imediato dos setores da classe trabalhadora organizada. Romper com a debilidade organizativa e de mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o desafio. Isso exigir\u00e1 um grande esfor\u00e7o dos setores de vanguarda, os mais avan\u00e7ados da classe trabalhadora, o que significa a discuss\u00e3o de uma agenda comum para ir \u00e0 luta contra as pol\u00edticas de ajuste deste governo.<br \/>\nO conjunto das organiza\u00e7\u00f5es classistas e combativas de nossa classe como a esquerda revolucion\u00e1ria, devem se colocar \u00e0 frente de maneira respons\u00e1vel para discutir o impulso \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de um programa de luta que coordene a mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Luana bonfante<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Termina um ano dif\u00edcil para o governo. 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