{"id":30831,"date":"2019-12-16T16:12:25","date_gmt":"2019-12-16T18:12:25","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=30831"},"modified":"2019-12-16T16:12:25","modified_gmt":"2019-12-16T18:12:25","slug":"nossas-diferencas-com-a-scr-imt-de-alan-woods-e-as-diferencas-da-scr-com-o-marxismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/12\/16\/nossas-diferencas-com-a-scr-imt-de-alan-woods-e-as-diferencas-da-scr-com-o-marxismo\/","title":{"rendered":"Nossas diferen\u00e7as com a SCR (IMT de Alan Woods) e as diferen\u00e7as da SCR com o Marxismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Ap\u00f3s o artigo dedicado \u00e0 an\u00e1lise das posi\u00e7\u00f5es do Partido Comunista de Marco Rizzo (1), que foi lido em nosso site e no Facebook por milhares de pessoas j\u00e1 no primeiro dia de publica\u00e7\u00e3o, continuamos nossa viagem pelos \u201cpartidos comunistas\u201d examinando as posi\u00e7\u00f5es da Esquerda, Classe e Revolu\u00e7\u00e3o (em italiano, SCR \u2013 Sinistra Classe Rivoluzione).<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Francesco Ricci<\/p>\n<p>O objetivo desta s\u00e9rie de artigos \u00e9 tentar explicar por que, em nossa opini\u00e3o, a atual divis\u00e3o em tantos \u201cpartidos comunistas\u201d \u00e9 motivada por diferen\u00e7as estrat\u00e9gicas reais sobre \u201co que fazer?\u201d. Ou seja, a pergunta se refere a que partido \u00e9 necess\u00e1rio construir nas lutas de massas que est\u00e3o incendiando todos os continentes. Fazemos isso rigorosamente com um m\u00e9todo: comparar programas e posi\u00e7\u00f5es, evitando contraposi\u00e7\u00f5es est\u00e9reis baseadas em caricaturas e insultos. Sempre respeitamos o compromisso e os sacrif\u00edcios de camaradas que militam em organiza\u00e7\u00f5es que n\u00e3o a nossa, sempre estamos prontos para o confronto, mas tamb\u00e9m, certamente, para a unidade na luta.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, pelo menos, unir os \u201ctrotskistas\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>Se \u00e9 mais simples perceber as diferen\u00e7as entre o nosso projeto e o do PC de Rizzo, que \u00e9 abertamente stalinista, pode ser menos simples entender \u00e0 primeira vista as diferen\u00e7as que temos entre v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es que t\u00eam refer\u00eancia no e provenientes do trotskismo.<\/p>\n<p>\u201cPor que pelo menos voc\u00eas trotskistas n\u00e3o se juntam?\u201d, perguntam-nos frequentemente. De fato, o m\u00e9todo marxista tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido neste caso: n\u00e3o se ater \u00e0s defini\u00e7\u00f5es que algu\u00e9m d\u00e1 a si mesmo, mas verificar a correspond\u00eancia entre o nome e a coisa, entre apar\u00eancia e subst\u00e2ncia. Para fazer isso, n\u00e3o se pode deixar de examinar os programas e as a\u00e7\u00f5es concretas de cada organiza\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 proclamar-se \u201cmais revolucion\u00e1rio\u201d que os outros, mas entender quais s\u00e3o as diferen\u00e7as fundamentais, estimular o confronto, permitir a cada militante uma escolha bem fundamentada.<\/p>\n<p>Tudo isso na constata\u00e7\u00e3o de que o partido revolucion\u00e1rio com influ\u00eancia de massa, que \u00e9 uma necessidade urgente (ainda mais nessa fase de convuls\u00e3o social), ainda n\u00e3o existe. Tampouco temos a pretens\u00e3o, como PdAC e LIT-Quarta International, de s\u00ea-lo, embora estejamos convencidos de que somos um instrumento fundamental, e em grande parte \u00fanico, para levar ao \u00eaxito essa empreitada que deve necessariamente passar por processos de fus\u00e3o entre diferentes organiza\u00e7\u00f5es, divis\u00f5es e confrontos program\u00e1ticos. Afinal, esse \u00e9 o caminho que seguiu o partido que continua sendo um modelo para n\u00f3s: o Partido Bolchevique que levou a classe oper\u00e1ria \u00e0 vit\u00f3ria em outubro de 1917.<\/p>\n<p>Existem quatro organiza\u00e7\u00f5es que t\u00eam origem no ou reivindicam o trotskismo na It\u00e1lia (excluindo os grupos que s\u00f3 atuam em blog): al\u00e9m do PdAC, Sinistra Anticapitalista, PCL e SCR. \u00c9 deste \u00faltimo que vamos tratar neste artigo.<\/p>\n<p><strong>Dois pontos de conson\u00e2ncia com a SCR<\/strong><\/p>\n<p>Das organiza\u00e7\u00f5es citadas, a SCR \u00e9 a \u00fanica, al\u00e9m de n\u00f3s, que tem uma concep\u00e7\u00e3o de partido militante e \u00e9 a \u00fanica que faz parte, com o Alternativa Comunista, de uma organiza\u00e7\u00e3o internacional real, presente em diferentes pa\u00edses, centralizada em torno de um programa comum, com congressos mundiais reais. Essas n\u00e3o s\u00e3o quest\u00f5es comuns ou secund\u00e1rias: tanto que n\u00e3o caracterizam as outras organiza\u00e7\u00f5es que citamos.<\/p>\n<p>Mais um motivo para esclarecer, do nosso ponto de vista, as principais diferen\u00e7as program\u00e1ticas entre n\u00f3s e a SCR. Insistimos: n\u00e3o nos referimos a essa ou aquela diferen\u00e7a de an\u00e1lise, ou a quest\u00f5es secund\u00e1rias, \u00a0que n\u00e3o explicariam a exist\u00eancia de diferentes organiza\u00e7\u00f5es. Nos referimos \u00e0s diferen\u00e7as de tipo program\u00e1ticas e estrat\u00e9gicas, tentando usar como crit\u00e9rio de compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o a n\u00f3s mesmos, mas as concep\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas desse trotskismo que, de alguma forma, tanto n\u00f3s quanto a SCR reivindicamos.<\/p>\n<p><strong>O caminho para construir o partido: L\u00eanin ou Alan Woods?<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, a SCR \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o de partido independente: mas essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato relativamente novo, datado dos \u00faltimos anos, ap\u00f3s sua sa\u00edda de Refunda\u00e7\u00e3o (em 2016). De fato, desde quando nasceu em 1986, h\u00e1 33 anos, a SCR (ou Falcemartello, o nome que tinha antes) teve uma vida por fora de outro partido apenas nos \u00faltimos tr\u00eas anos (2).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, durante anos o PdAC fez \u201centrismo\u201d, ou seja, ganhou for\u00e7a dentro de outro partido (Refunda\u00e7\u00e3o), antes de se tornar uma organiza\u00e7\u00e3o independente. Mas o que para n\u00f3s foi uma t\u00e1tica (Trotsky a elaborou nos anos 30), para a SCR \u00e9 uma estrat\u00e9gia. Ou seja, a atual vida \u201cexterna\u201d \u00e9 para o SCR uma exce\u00e7\u00e3o, enquanto a norma \u00e9 construir-se dentro de outras organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E a exce\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o se deve a uma elei\u00e7\u00e3o, mas a uma necessidade: neste momento, ap\u00f3s a crise vertical da Refunda\u00e7\u00e3o, a SCR ainda n\u00e3o encontrou nenhuma organiza\u00e7\u00e3o na qual possa fazer entrismo. No entanto, que a regra para eles seja a do entrismo \u00e9 confirmada pelo fato de que uma grande maioria das organiza\u00e7\u00f5es que fazem parte da IMT (International Marxist Tendency, cuja organiza\u00e7\u00e3o SCR \u00e9 a se\u00e7\u00e3o italiana) atua como tend\u00eancias dentro dos partidos reformistas, assim como a SCR fez por grande parte de sua vida.<\/p>\n<p>O que pode parecer uma quest\u00e3o de t\u00e1tica na constru\u00e7\u00e3o do partido, tem na realidade motiva\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas para a IMT. Foi Ted Grant, o fundador dessa corrente internacional (que faleceu em 2006), quem definiu o entrismo como uma estrat\u00e9gia para a constru\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio em um texto de 1959: \u201cProblemas do entrismo\u201d [3] que continua a inspirar a IMT at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>O racioc\u00ednio de Grant, grosso modo, era o seguinte: tanto nos momentos de aus\u00eancia das lutas quanto nos est\u00e1gios iniciais do ressurgimento das lutas, as massas est\u00e3o ou se dirigem em dire\u00e7\u00e3o aos partidos reformistas porque antes de entenderem a necessidade da revolu\u00e7\u00e3o, devem \u201cfazer a experi\u00eancia\u201d com o reformismo. A tarefa dos revolucion\u00e1rios \u00e9, portanto, estar nesses partidos reformistas, ser a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda desses partidos e esperar que as massas acordem. Somente nesse momento nascer\u00e3o os partidos revolucion\u00e1rios: como uma evolu\u00e7\u00e3o dos velhos partidos reformistas, que ser\u00e3o induzidos pela din\u00e2mica objetiva de romper com a direita, ou como uma divis\u00e3o dos marxistas desses partidos.<\/p>\n<p>O erro desse racioc\u00ednio, em nossa opini\u00e3o, est\u00e1 no fato de partir de tr\u00eas premissas equivocadas: primeiro, que os partidos reformistas s\u00e3o os partidos \u201cnaturais\u201d da classe; segundo, que o reformismo \u00e9 um est\u00e1gio inevit\u00e1vel que a classe trabalhadora deve viver e superar; terceiro, que as massas s\u00e3o um bloco homog\u00eaneo que amadurece a pr\u00f3pria experi\u00eancia ao mesmo tempo. \u00c9 uma concep\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 usada por L\u00eanin na constru\u00e7\u00e3o do Partido Bolchevique. Vejamos as tr\u00eas premissas citadas, confrontando-as com o m\u00e9todo de L\u00eanin.<\/p>\n<p>Para L\u00eanin, os partidos reformistas eram partidos oper\u00e1rios-burgueses, isto \u00e9, partidos com uma base oper\u00e1ria, uma tradi\u00e7\u00e3o e uma simbologia ligada ao movimento oper\u00e1rio, mas uma dire\u00e7\u00e3o pequeno-burguesa e um programa burgu\u00eas. Por esse motivo, L\u00eanin, ao contr\u00e1rio da IMT e da SCR, identificou o papel dos partidos reformistas como o de \u201cagentes da burguesia no movimento oper\u00e1rio\u201d, ou seja, instrumentos conscientes nas m\u00e3os das burocracias, que vendem a for\u00e7a das lutas da classe (s\u00e3o uma for\u00e7a que engana e desvia para o campo morto da colabora\u00e7\u00e3o de classes, garantindo que nunca se ultrapasse o limiar da propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o) em troca de privil\u00e9gios, pequenos e grandes, para sua casta.<\/p>\n<p>A partir dessa caracteriza\u00e7\u00e3o, L\u00eanin n\u00e3o considerava esses partidos como express\u00f5es \u201cnaturais\u201d da classe e n\u00e3o nutria nenhuma ilus\u00e3o sobre uma \u201creforma\u201d deles ou a possibilidade de evolu\u00e7\u00e3o dentro de uma corrente progressista liderada por um setor da burocracia. Portanto, o objetivo dos revolucion\u00e1rios era para L\u00eanin o de destruir politicamente esses partidos para ganhar a base que, diferentemente das burocracias, n\u00e3o t\u00eam interesses de classe diferentes daqueles dos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>James Cannon, que foi o principal dirigente da Quarta Internacional na \u00e9poca de Trotsky, acrescentava, em resposta a concep\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s da IMT e SCR (j\u00e1 divulgadas em sua \u00e9poca) que a tarefa dos trotskistas n\u00e3o \u00e9 acompanhar as massas na experi\u00eancia reformista. E explicava o conceito com esta piada: \u201cSe um homem ingere um veneno, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de acompanh\u00e1-lo na experi\u00eancia. \u00c9 melhor dizer a ele: n\u00e3o \u00e9 bom. E n\u00e3o se oferecer para experiment\u00e1-lo pessoalmente\u201d (4).<\/p>\n<p>Cannon (no mesmo texto) respondia \u00e0s concep\u00e7\u00f5es do tipo das da IMT desta maneira: \u201cH\u00e1 quem acredite que o reformismo seja um est\u00e1gio inevit\u00e1vel do desenvolvimento de classe. Mas a concep\u00e7\u00e3o marxista \u00e9 outra. Sustentamos a constru\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio, formulando seu programa com base em sua tarefa hist\u00f3rica. Estamos com as massas quando lutam, mas quando n\u00e3o lutam e seguem o reformismo, nos separamos e dizemos: est\u00e3o se equivocando.\u201d<\/p>\n<p>Finalmente, a ideia de que as massas s\u00e3o um bloco que simultaneamente faz a mesma experi\u00eancia na luta de classes \u00e9 a invers\u00e3o exata da concep\u00e7\u00e3o na qual L\u00eanin \u2013 e, antes dele, Marx \u2013 baseou sua ideia de construir um partido de vanguarda. Para Marx e Engels, e depois para L\u00eanin e Trotsky, n\u00e3o existem \u201cas massas\u201d, mas setores diferentes que, em momentos diferentes, entram em luta. Para usar uma met\u00e1fora usada por Trotsky, \u201cc\u00edrculos conc\u00eantricos de n\u00famero crescente e consci\u00eancia decrescente\u201d. O c\u00edrculo menor \u00e9 a vanguarda que o partido procura organizar, a fim de arrastar no processo os c\u00edrculos maiores e inferiores na consci\u00eancia. Tudo isso em um processo n\u00e3o est\u00e1tico, mas dial\u00e9tico, e \u00e9 precisamente o processo da luta de classes, com seus fluxos e refluxos. Ao eliminar a dial\u00e9tica do processo de constru\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio, resta a concep\u00e7\u00e3o de Ted Grant, Alan Woods (atual dirigente principal da IMT) e da SCR: um processo de constru\u00e7\u00e3o por etapas, evolutivo. Algo que, al\u00e9m de estar muito longe da concep\u00e7\u00e3o leninista, acima de tudo, nunca aconteceu na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para encontrar uma justificativa, por assim dizer \u201cte\u00f3rica\u201d \u200b\u200bdessa concep\u00e7\u00e3o estranha ao leninismo, a IMT e Alan Woods (especialmente em seus livros sobre a hist\u00f3ria do bolchevismo, agora tamb\u00e9m traduzidos para o italiano pela SCR) apresentam uma reconstru\u00e7\u00e3o que n\u00e3o corresponde a fatos hist\u00f3ricos. Como o crescimento do bolchevismo, como uma organiza\u00e7\u00e3o de fato independente, separada e oposta ao menchevismo desde o final de 1903, est\u00e1 objetivamente em contradi\u00e7\u00e3o com a teoria do partido da IMT, Woods argumenta que, \u201ccontra uma concep\u00e7\u00e3o sect\u00e1ria\u201d, L\u00eanin e o bolchevismo efetivamente se separam dos mencheviques apenas em 1912.<\/p>\n<p>Na realidade, quem quiser estudar fontes prim\u00e1rias da hist\u00f3ria do bolchevismo comprovar\u00e1 que essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 falsa. O primeiro a negar foi o pr\u00f3prio L\u00eanin em um livro famoso (Esquerdismo, doen\u00e7a infantil do comunismo), quando afirmou: \u201cO bolchevismo, como corrente de pensamento pol\u00edtico e como partido pol\u00edtico, existe desde 1903\u201d (it\u00e1lico nosso).<\/p>\n<p>De fato, \u00e9 verdade que houve momentos de unifica\u00e7\u00f5es parciais e que o nascimento formal do Partido Bolchevique foi apenas em 1912, mas j\u00e1 no per\u00edodo em que os bolcheviques ainda eram formalmente uma \u201cfra\u00e7\u00e3o\u201d do mesmo partido (o POSDR) com os mencheviques, as duas fra\u00e7\u00f5es funcionavam como partidos distintos, com organismos pr\u00f3prios (que se reuniam efetivamente, diferentemente dos organismos comuns), uma estrutura pr\u00f3pria, finan\u00e7as separadas, imprensas separadas. A conex\u00e3o entre \u00a0bolcheviques e mencheviques era essencialmente em fun\u00e7\u00e3o da comum associa\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma Internacional (a Segunda).<\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o do Estado e do poder: um divisor de \u00e1guas<\/strong><\/p>\n<p>Requer menos palavras e \u00e9 mais f\u00e1cil explicar a outra grande quest\u00e3o que nos separa do SCR. N\u00e3o porque seja secund\u00e1ria: na verdade, \u00e9 exatamente a quest\u00e3o central, que desde os tempos de Marx define um divisor de \u00e1guas entre as posi\u00e7\u00f5es dos revolucion\u00e1rios consequentes e as dos reformistas, e, para usar uma express\u00e3o de L\u00eanin que Trotsky mais tarde assumiu, de os \u201ccentristas\u201d, isto \u00e9, daqueles que oscilam entre reformas e revolu\u00e7\u00e3o, afirmando concep\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, mas depois caindo em uma pr\u00e1tica reformista.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o da IMT e SCR de Estado \u00e9 oposta \u00e0 do marxismo, resumida por L\u00eanin em O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o e praticada pelos bolcheviques em 1917. Vejamos.<\/p>\n<p>Para L\u00eanin, os comunistas n\u00e3o podem apoiar de nenhuma maneira, nem mesmo criticamente, os governos nacionais ou locais, no capitalismo. Foi gra\u00e7as a essa posi\u00e7\u00e3o de princ\u00edpio (que Marx apontou como a principal li\u00e7\u00e3o da Comuna de Paris de 1871) que os bolcheviques conquistaram a maioria no soviete em 1917 pela necessidade de derrubar o governo \u201cde esquerda\u201d. Este foi o ponto crucial de toda a batalha de L\u00eanin em suas \u201cCartas de longe\u201d (escritas para o grupo dirigente do partido na Su\u00ed\u00e7a) e, depois de seu retorno \u00e0 R\u00fassia, com as \u201cTeses de Abril\u201d: \u201cnenhum apoio ao governo provis\u00f3rio\u201d, porque \u00e9 um governo burgu\u00eas disfar\u00e7ado. E \u00e9 \u00fatil lembrar que inclusive esse governo estava (diferentemente dos exemplos mais recentes) composto por partidos de esquerda que fizeram uma revolu\u00e7\u00e3o (de fevereiro) e tinham o apoio da maioria dos sovietes.<\/p>\n<p>Id\u00eantico \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de L\u00eanin foi o que foi mantido (com vida) na revolu\u00e7\u00e3o subsequente de 1918-1919 na Alemanha, por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht. Uma posi\u00e7\u00e3o que Rosa condensou em um ensinamento fundamental: os comunistas s\u00f3 podem participar do governo sobre as ru\u00ednas do sistema capitalista, ou seja, depois de \u201cquebrar\u201d a velha m\u00e1quina estatal por meio da revolu\u00e7\u00e3o e t\u00ea-la substitu\u00eddo por um tipo completamente diferente: a ditadura do proletariado.<\/p>\n<p>Essa mesma posi\u00e7\u00e3o program\u00e1tica foi ent\u00e3o codificada pela Terceira Internacional nas teses de seus primeiros congressos, antes da chegada de St\u00e1lin, que em troca devolveu ao movimento oper\u00e1rio a colabora\u00e7\u00e3o de clases com os governos no capitalismo, sob o t\u00edtulo de \u201cgovernos de frentes populares\u201d, pol\u00edtica que causou tantas derrotas na hist\u00f3ria, da Espanha dos anos trinta ao Chile de Allende e assim por diante.<\/p>\n<p>A SCR e a IMT adotam a velha concep\u00e7\u00e3o \u201ccentrista\u201d: a de \u201cgovernos em disputa\u201d, que podem ser condicionados pelas massas. Ou seja, em oposi\u00e7\u00e3o aos governos burgueses \u201ccomuns\u201d, eles argumentam que, sob a press\u00e3o das massas, os governos burgueses \u201cde esquerda\u201d podem evoluir em uma dire\u00e7\u00e3o progressista. Veremos no pr\u00f3ximo cap\u00edtulo alguns exemplos concretos.<\/p>\n<p><strong>As consequ\u00eancias pr\u00e1ticas de concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas equivocadas<\/strong><\/p>\n<p>Como dissemos at\u00e9 agora, qualquer leitor pode pensar que essas s\u00e3o quest\u00f5es importantes, mas particulares, de consequ\u00eancias imediatas. Infelizmente, n\u00e3o \u00e9 isso. Como L\u00eanin lembrou, \u201cum erro de um cent\u00edmetro na teoria \u00e9 transformado em um erro de metros na pr\u00e1tica\u201d. Vejamos como isso \u00e9 verdade quando nos referimos \u00e0s duas quest\u00f5es estrat\u00e9gicas que examinamos at\u00e9 agora: a quest\u00e3o do partido e a atitude dos revolucion\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao Estado burgu\u00eas e seus governos.<\/p>\n<p>Comecemos com o partido. A concep\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o do partido por meio do entrismo permanente (com exce\u00e7\u00f5es, como na situa\u00e7\u00e3o atual, an\u00f4mala para a IMT, da SCR) e a concep\u00e7\u00e3o dos partidos reformistas como partidos \u201cnaturais\u201d da classe se traduziram no passado e se traduzem hoje em pol\u00edticas desastrosas.<\/p>\n<p>Para nos limitarmos a um \u00fanico caso, tomaremos o exemplo da pol\u00edtica seguida pela IMT na Gr\u00e3-Bretanha. Este \u00e9 um caso de particular import\u00e2ncia se considerarmos que essa \u00e9 a se\u00e7\u00e3o dirigida por Alan Woods, o principal te\u00f3rico da IMT.<\/p>\n<p>Na Inglaterra, a corrente de onde a IMT vem (CWI) come\u00e7ou h\u00e1 muitas d\u00e9cadas, sob a dire\u00e7\u00e3o de Ted Grant, o entrismo no Partido Trabalhista (Labour Party). Com base na teoria de Grant da qual j\u00e1 falamos, era um entrismo de longo prazo, aguardando uma evolu\u00e7\u00e3o com as rupturas daquele partido. Mas a ruptura foi, em 1992, do CWI: porque uma ala na \u00e9poca mais \u00e0 esquerda (dirigida por Peter Taaffe) prop\u00f4s, ap\u00f3s d\u00e9cadas, deixar o Partido Trabalhista e voltar \u00e0 superf\u00edcie. Diante dessa posi\u00e7\u00e3o, uma minoria dirigida por Ted Grant e Alan Woods rompe, dando vida \u00e0 IMT (com a qual o grupo italiano, atual SCR, se alinha). A organiza\u00e7\u00e3o inglesa da IMT permaneceu, assim, no Partido Trabalhista. Chama-se Socialist Appeal.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora estamos falando sobre o que poderia ser uma quest\u00e3o de t\u00e1tica de constru\u00e7\u00e3o de partido. Mas, em total harmonia com os fundamentos desse entrismo permanente, ou seja, de acordo com a vis\u00e3o n\u00e3o leninista do papel e da natureza dos partidos social-democratas ou de origem social-democratas, a IMT, dirigida por Alan Woods, apoia no Partido Trabalhista o atual l\u00edder do partido, Jeremy Corbyn, e at\u00e9 mesmo a perspectiva de seu governo.<\/p>\n<p>Como pode ser lido em dezenas de artigos do Socialist Appeal e SCR, de acordo com a IMT, o papel dos revolucion\u00e1rios na Inglaterra \u00e9 permanecer no Partido Trabalhista para apoiar Corbyn contra a ala direita do partido. Estamos falando \u2013 para quem n\u00e3o conhece \u2013 de um partido que, entre outras coisas, de \u201ctrabalhista\u201d agora tem apenas o nome e \u00e9 a contraparte do PD italiano. Ou seja, \u00e9 um dos dois partidos em que a burguesia inglesa se baseia para governar de acordo com a l\u00f3gica da altern\u00e2ncia ou dos \u201cdois fornos\u201d. Certamente, com a lideran\u00e7a de Corbyn, o Partido Trabalhista se repintou \u00e0 esquerda, o que o ajudou a sair da profunda crise em que se encontrava. Mas, precisamente, se trata apenas de uma maquiagem.<\/p>\n<p>O manifesto de Corbyn (\u201cFor the many, not the few\u201d \u2013 \u201cPara muitos, n\u00e3o para poucos\u201d) promete uma s\u00e9rie de reformas e at\u00e9 algumas nacionaliza\u00e7\u00f5es, com indeniza\u00e7\u00e3o. Tudo financiado com um imposto sobre os \u201cmais ricos\u201d, que, no entanto, n\u00e3o contesta a propriedade privada das grandes ind\u00fastrias ou bancos; que n\u00e3o contesta o regime burgu\u00eas ou suas institui\u00e7\u00f5es (nem a OTAN). Em outras palavras: um programa com tintas neokeynesianas, preparado pelos conselheiros econ\u00f4micos de Corbyn, como Ann Pettifor ou Martin Wolf, apoiadores de um ressurgimento das teorias antimarxistas do Lord Keynes.<\/p>\n<p>Um programa que, parafraseando e retomando Marx, n\u00e3o prop\u00f5e \u201cexpropriar os expropriadores\u201d, mas apenas lhes impor um pouco mais de impostos, em nome de um imposs\u00edvel\u00a0 \u201ccapitalismo com rosto humano\u201d, em um dos principais pa\u00edses imperialistas do mundo&#8230; Mas a consequ\u00eancia dessa posi\u00e7\u00e3o da IMT (o famoso medidor, na pr\u00e1tica, advindo do \u201ccent\u00edmetro do erro\u201d na teoria) \u00e9 ainda mais grave e nos leva \u00e0 segunda quest\u00e3o estrat\u00e9gica: a do poder.<\/p>\n<p>A se\u00e7\u00e3o inglesa da IMT, dirigida por Woods, est\u00e1 lutando por um governo do Partido Trabalhista de Corbyn \u201csob um programa socialista\u201d (5). O seguinte foi escrito, nesta semana, pelos companheiros ingleses da SCR: Um governo de Corbyn deve mobilizar a classe trabalhadora em resposta \u00e0 sabotagem de grandes empresas, para poder avan\u00e7ar na transforma\u00e7\u00e3o socialista da sociedade. Esta \u00e9 a \u00fanica resposta poss\u00edvel \u00e0 crise do capitalismo. Somente assim, o Partido Trabalhista poder\u00e1 realizar seu programa e transformar radicalmente a vida da maioria das pessoas na Gr\u00e3-Bretanha. \u00c9 por isso que devemos lutar (6). E o t\u00edtulo de outro artigo desta semana quebra o tradicional eufemismo brit\u00e2nico e at\u00e9 proclama: \u201c\u00c9 a luta da nossa vida: vamos nos mobilizar para a vit\u00f3ria de Corbyn!\u201d (7).<\/p>\n<p>Essas posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o patrim\u00f4nio da IMT e s\u00e3o plenamente compartilhadas pela SCR. A SCR, por outro lado, aplicou essas posi\u00e7\u00f5es em n\u00edvel nacional na It\u00e1lia, por exemplo, sustentando (na \u00e9poca em que se chamava Falcemartello) que em N\u00e1poles o conselho do prefeito De Magistris poderia ter sido impulsionado \u201cpela din\u00e2mica\u201d para colidir com os poderes fortes. Por esse motivo, sugeriram \u00e0 Refunda\u00e7\u00e3o (da qual faziam parte nesse momento) \u201ctravar uma batalha hegem\u00f4nica at\u00e9 da posi\u00e7\u00e3o no governo local\u201d, explorando \u201cuma posi\u00e7\u00e3o de vantagem objetiva, como o \u00fanico partido de esquerda no interior da alian\u00e7a de De Magistris\u201d (8). Tudo isso enquanto De Magistris, por tr\u00e1s de uma ret\u00f3rica \u201cde esquerda\u201d, impunha em N\u00e1poles uma pol\u00edtica de austeridade, com cortes nos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Mesmo depois da sa\u00edda da Refunda\u00e7\u00e3o, a SCR perseverou na linha de \u201capoio cr\u00edtico\u201d ao conselho municipal burgu\u00eas de De Magistris: Apoiamos a De Magistris em sua luta contra a hip\u00f3tese especulativa e de pilhagem da cidade, em sua descontinuidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 l\u00f3gica do poder reproduzido pelo PD, em todas as suas disposi\u00e7\u00f5es em favor das classes menos favorecidas. Mas n\u00e3o retiramos nossas cr\u00edticas dentro dos limites de sua experi\u00eancia administrativa (9).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Talvez seja \u00fatil lembrar que, al\u00e9m do absurdo (para os marxistas) de pensar que uma das maiores cidades da It\u00e1lia pode \u201cescapar\u201d furtivamente e por uma \u201cdin\u00e2mica objetiva\u201d \u00e0 grande burguesia, ou pior, que isso pode ser feito por um dos principais pa\u00edses imperialistas da Europa, como a Gr\u00e3-Bretanha, infelizmente \u00e9 necess\u00e1rio salientar que essa teoria sobre governos ou estados \u201cneutros\u201d, condicionada pela din\u00e2mica da luta de classes (\u00e9 o que a SCR sustenta com a IMT, de fato, admitindo que \u201c\u00e9 claro que Corbyn n\u00e3o \u00e9 marxista\u201d), n\u00e3o \u00e9 particularmente nova e constitui a quintess\u00eancia do reformismo de cada \u00e9poca. Inclusive apoiando essa teoria, segundo L\u00eanin, Kautsky procurou transformar Marx \u201cem um liberal vulgar\u201d, merecendo, por esse motivo, o apelido dado por L\u00eanin de \u201crenegado do marxismo\u201d.<\/p>\n<p>Certamente, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio lembrar aos dirigentes da SCR como em 1917 o governo Kerensky se apresentava ao centrismo da \u00e9poca como \u201ccondicion\u00e1vel\u201d. Era (repito), diferentemente de um poss\u00edvel governo de Corbyn, um governo nascido em um processo revolucion\u00e1rio e apoiado pelos sovietes&#8230; No entanto, L\u00eanin e Trotsky o consideravam um governo burgu\u00eas e nem sequer pensavam em apoi\u00e1-lo mais ou menos criticamente ou \u201ccondicion\u00e1-lo\u201d, mas desenvolver uma oposi\u00e7\u00e3o intransigente at\u00e9 quando puderam derrub\u00e1-lo para substitu\u00ed-lo por um governo dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Os companheiros interessados \u200b\u200bem se aprofundar nessa hist\u00f3ria \u2013 ou seja, a verdadeira hist\u00f3ria do bolchevismo \u2013 poderiam at\u00e9 se limitar a ler as famosas \u201cTeses de Abril\u201d, com as quais L\u00eanin armou programaticamente o Partido Bolchevique em 1917, preparando-o para Outubro. A tese n\u00famero 3 n\u00e3o deixa espa\u00e7o para mal-entendidos: \u201cN\u00e3o apoiar o governo provis\u00f3rio de forma alguma; demonstrar a completa falsidade de todas as suas promessas, sobretudo a da ren\u00fancia \u00e0s anexa\u00e7\u00f5es. Desmascarar este governo, em vez de \u201creivindicar\u201d \u2013 o que \u00e9 inadmiss\u00edvel e semeia ilus\u00f5es \u2013 que o governo capitalista deixe de ser imperialista\u201d (10).<\/p>\n<p>Mesmo diante da tentativa de golpe do general Kornilov, L\u00eanin n\u00e3o mudou de posi\u00e7\u00e3o e, ao contr\u00e1rio do que alguns pretendem afirmar, ele n\u00e3o ofereceu nenhum apoio ao governo. Inclusive essa n\u00e3o \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o nossa: \u00e9 precisamente, como L\u00eanin especifica com sua habitual nitidez (evitando futuras interpreta\u00e7\u00f5es de certos \u201cleninistas\u201d) em uma famosa carta de 30 de agosto de 1917, endere\u00e7ada ao Comit\u00ea Central de seu partido: E nem mesmo agora devemos apoiar o governo Kerensky. Seria falta de princ\u00edpios. Perguntar\u00e3o: ser\u00e1 que n\u00e3o deveremos lutar contra Korn\u00edlov? Certamente que sim! Mas isto n\u00e3o \u00e9 uma e a mesma coisa; aqui h\u00e1 um limite (&#8230;). N\u00f3s combateremos, e combatemos contra Korn\u00edlov, tal como as tropas de Kerensky, mas n\u00f3s n\u00e3o apoiamos Kerensky, ao contr\u00e1rio, desmascaramos a sua fraqueza. E esta \u00e9 a diferen\u00e7a. Esta diferen\u00e7a \u00e9 bastante sutil, mas arquiessencial e n\u00e3o deve ser esquecida.<\/p>\n<p>Uma diferen\u00e7a \u201cessencial\u201d, L\u00eanin explica e define (preventivamente) a posi\u00e7\u00e3o da IMT como uma ruptura \u201cinadmiss\u00edvel\u201d com os princ\u00edpios b\u00e1sicos do marxismo. E para quem n\u00e3o entendeu, L\u00eanin explica mais ainda: H\u00e1 que lutar implacavelmente contra as frases (&#8230;) sobre a frente \u00fanica da democracia revolucion\u00e1ria, sobre o apoio ao Governo Provis\u00f3rio, etc., etc. (&#8230;) \u00a0(11). \u201cImplacavelmente\u201d: isto \u00e9 L\u00eanin, esta \u00e9 a verdadeira hist\u00f3ria do bolchevismo.<\/p>\n<p>Para o bolchevismo (para o marxismo), no capitalismo s\u00f3 pode haver governos burgueses; os governos neutros ou \u201ccondicion\u00e1veis\u201d pela din\u00e2mica ou pelas massas s\u00e3o pura fantasia. Da\u00ed o \u201cprinc\u00edpio\u201d da oposi\u00e7\u00e3o a qualquer governo (nacional ou local) no capitalismo: n\u00e3o \u00e9 um princ\u00edpio abstrato (n\u00e3o h\u00e1 nenhum no leninismo), mas a condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para n\u00e3o \u201csemear ilus\u00f5es\u201d entre as massas e poder ganhar os trabalhadores para a luta por um governo oper\u00e1rio, que s\u00f3 pode ser constru\u00eddo depois de derrubar o capitalismo por meios revolucion\u00e1rios, isto \u00e9, somente ap\u00f3s a \u201cruptura\u201d da m\u00e1quina estatal burguesa.<\/p>\n<p><strong>Embaixadores do \u201csocialismo bolivariano\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Outro exemplo das graves consequ\u00eancias que podem levar \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o do partido de vanguarda do tipo bolchevique e da concep\u00e7\u00e3o marxista de Estado \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da SCR e IMT sobre a Venezuela. A IMT foi durante todos os anos do governo Ch\u00e1vez uma das principais organiza\u00e7\u00f5es de apoio do regime ditatorial de Ch\u00e1vez e de seu chamado \u201csocialismo do s\u00e9culo XXI\u201d. Alan Woods orgulhosamente se apresentou por anos como consultor de Ch\u00e1vez. Quando Ch\u00e1vez, em 2004, fundou o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), o grupo simpatizante da IMT participou e se juntou ao partido \u00fanico do regime. A l\u00f3gica \u00e9 essa explica\u00e7\u00e3o de Alan Woods em um texto tamb\u00e9m dispon\u00edvel em tradu\u00e7\u00e3o italiana no site da SCR: \u201cTeses sobre a revolu\u00e7\u00e3o e a contrarrevolu\u00e7\u00e3o na Venezuela\u201d (12).<\/p>\n<p>N\u00e3o temos como nos deter aqui no que era o regime de Ch\u00e1vez e o que a Venezuela ainda segue sendo sob o calcanhar de seu herdeiro Maduro. Tanto com Ch\u00e1vez, como hoje com Maduro, na Venezuela nunca houve uma ruptura do Estado burgu\u00eas ou uma expropria\u00e7\u00e3o, sob o controle oper\u00e1rio, de empresas e multinacionais, nem uma ruptura real com o imperialismo (houve apenas atritos). Mesmo na \u00e9poca de Ch\u00e1vez, nos sindicatos controlados pelo regime n\u00e3o era poss\u00edvel ter elei\u00e7\u00f5es internas. O regime desse \u201csocialismo bolivariano\u201d n\u00e3o previa, mesmo na \u00e9poca de Ch\u00e1vez, a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em estruturas do tipo conselhos (sovietes). Nada a se estranhar, dado que a \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d de Ch\u00e1vez nunca \u201crompeu\u201d (\u201cquebrou\u201d, como Marx teria dito) o Estado burgu\u00eas. Com Ch\u00e1vez e Maduro, a Venezuela continuou a ser estrangulada pelo pagamento da d\u00edvida externa, que ambos sempre pagaram pontualmente (com o sangue dos trabalhadores).<\/p>\n<p>Hoje com Maduro e ontem com Ch\u00e1vez, a Venezuela \u00e9 um Estado e um regime que reprime e esmaga as massas prolet\u00e1rias. A fome e a mis\u00e9ria das quais as massas fogem s\u00e3o o resultado de vinte anos de \u201cchavismo\u201d, o outro lado da moeda de uma burguesia (a chamada \u201cBoliburguesia\u201d ou burguesia \u201cbolivariana\u201d) que, entretanto, se enriqueceu pela explora\u00e7\u00e3o das reservas de petr\u00f3leo do pa\u00eds, s\u00f3cia menor da burguesia imperialista. Tudo isso n\u00e3o tem nada a ver com socialismo. \u00c9 precisamente contra esse regime (entre os mais ferozes da Am\u00e9rica Latina) que as massas se mobilizaram mesmo nos \u00faltimos meses. Infelizmente, quando isso aconteceu, a IMT condenou essas mobiliza\u00e7\u00f5es, como fizeram os stalinistas ao redor do mundo, dizendo que eram apenas manobras da oposi\u00e7\u00e3o burguesa e do imperialismo.<\/p>\n<p>Hoje, a IMT e SCR, depois de apoiar durante anos o \u201csocialismo bolivariano\u201d, tornando-se propagandistas dele no mundo, s\u00e3o cr\u00edticos ao regime de Maduro. Mas isso \u00e9 apenas porque em sua opini\u00e3o&#8230; de alguma forma, ele teria tra\u00eddo seu antecessor Ch\u00e1vez, de quem defenderam e difundiram por anos a imagem totalmente fantasiosa de um \u201clutador pelo socialismo\u201d. De qualquer forma, a \u201ccr\u00edtica\u201d n\u00e3o chega longe o suficiente para exigir a destrui\u00e7\u00e3o do regime pelas massas para substitu\u00ed-lo por um verdadeiro governo oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Entre as centenas de textos publicados pela SCR (que na \u00e9poca se chamava Falcemartello) e pela IMT para sustentar essa caricatura do socialismo, basta lembrar o vergonhoso texto escrito na morte do ditador, em 2013, com o t\u00edtulo \u201cHugo Ch\u00e1vez est\u00e1 morto: a luta pelo socialismo est\u00e1 viva!\u201d. Trazemos algumas passagens eloquentes: Choramos por Hugo Ch\u00e1vez, mas n\u00e3o devemos deixar que as l\u00e1grimas nos ceguem (\u2026) Quando a dor terminar, a luta ter\u00e1 que continuar. Ch\u00e1vez n\u00e3o esperaria nada menos (&#8230;) Estamos comprometidos em continuar e intensificar a luta para defender a revolu\u00e7\u00e3o bolivariana. (&#8230;) Hugo Ch\u00e1vez morreu antes de concluir o grande projeto que havia proposto a si: o cumprimento da revolu\u00e7\u00e3o socialista na Venezuela. (13)<\/p>\n<p>Como se isso n\u00e3o bastasse, a IMT tamb\u00e9m gastou muito no projeto ilus\u00f3rio de uma &#8230; Quinta Internacional (n\u00e3o \u00e9 um erro de digita\u00e7\u00e3o: eles falam da Quinta, n\u00e3o da Quarta de Trotsky). Lemos no mesmo texto: Em junho de 2010, durante o congresso do PSUV, Ch\u00e1vez proclamou a necessidade urgente de uma Quinta Internacional. (&#8230;) Ele dedicou uma parte importante de seus discursos ao assunto, porque o considerava essencial. E tinha raz\u00e3o. Ele morreu antes que pudesse colocar essa ideia em pr\u00e1tica &#8230; A IMT est\u00e1 empenhada em continuar a luta para construir essa Internacional revolucion\u00e1ria dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Em outras palavras: a IMT e SCR se prop\u00f5em a ser fi\u00e9is executores testament\u00e1rios de Ch\u00e1vez, se esfor\u00e7am para \u201cconcluir\u201d seu \u201cgrande projeto\u201d de uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o socialista\u201d na Venezuela, bem como seu desejo de construir uma \u201cQuinta Internacional\u201d e desejam faz\u00ea-lo de acordo com os ensinamentos desse ex-coronel que, no poder acumulou, com sua fam\u00edlia e seus amigos do partido, uma imensa fortuna.<\/p>\n<p><strong>Mas a SCR \u00e9 trotskista?<\/strong><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, Alan Woods esteve na It\u00e1lia para uma s\u00e9rie de confer\u00eancias organizadas pela SCR, apresentando a tradu\u00e7\u00e3o de seu livro sobre a hist\u00f3ria do bolchevismo. Woods \u00e9 certamente um bom orador e um bom conhecedor da hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio (embora ele \u00e0s vezes a adapte, por assim dizer, \u00e0s necessidades de sua pol\u00edtica).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pensamos que a hist\u00f3ria do bolchevismo deve ser estudada por todos os revolucion\u00e1rios para extrair li\u00e7\u00f5es valiosas para resolver, como os bolcheviques puderam fazer, por exemplo com o problema hist\u00f3rico de construir uma nova dire\u00e7\u00e3o para o movimento oper\u00e1rio, uma alternativa aos reformistas. Mas nos perguntamos: o exemplo dado por L\u00eanin e Trotsky pode ser conciliado com as posi\u00e7\u00f5es que descrevemos neste artigo?<\/p>\n<p>Como podemos conciliar, perguntamos, as demandas do bolchevismo com a concep\u00e7\u00e3o que Woods, a IMT e SCR t\u00eam sobre a constru\u00e7\u00e3o do partido? Com sua concep\u00e7\u00e3o de reformismo e as poss\u00edveis evolu\u00e7\u00f5es de um setor da burocracia? Com acomoda\u00e7\u00e3o ao reformismo de esquerda em vez de uma batalha at\u00e9 a morte contra todas as correntes burocr\u00e1ticas? Com sua espera de d\u00e9cadas para que uma \u201cesquerda\u201d surja no Partido Trabalhista e rompa com a \u201cdireita\u201d (ambas as fra\u00e7\u00f5es de um partido agora completamente burgu\u00eas)? Como se concilia o Marx da ditadura do proletariado e o L\u00eanin do Estado e a revolu\u00e7\u00e3o com a teoria sobre a suposta possibilidade de condicionar governos no capitalismo?<\/p>\n<p>Ou com a invoca\u00e7\u00e3o de um governo de Corbyn para a Gr\u00e3-Bretanha? Ou, finalmente, com o apoio, primeiro completo, hoje cr\u00edtico, do brutal regime nacionalista, populista e antioper\u00e1rio da Venezuela? E o que a Quinta Internacional anunciada por Ch\u00e1vez tem a ver com a Quarta Internacional de Trotsky? E, vamos entender, n\u00e3o \u00e9 um problema de \u201cn\u00fameros\u201d, mas, como Trotsky explicou, de programa: o programa da \u201crevolu\u00e7\u00e3o bolivariana\u201d de Ch\u00e1vez, o que tem a ver com o programa do marxismo revolucion\u00e1rio? E o programa da SCR e IMT, comprometidos com a implementa\u00e7\u00e3o do projeto Ch\u00e1vez, como ele se relaciona com o programa trotskista da revolu\u00e7\u00e3o permanente?<\/p>\n<p>Em outras palavras, como dissemos no in\u00edcio, \u00e9 louv\u00e1vel que a SCR e IMT desejem construir um partido de militantes e uma internacional centralizada, l\u00f3gico. Mas para fazer o qu\u00ea? Com qual programa? Com todo o respeito que devemos, especialmente aos jovens comprometidos com o sacrif\u00edcio da milit\u00e2ncia nesse caminho, perguntamos: tudo isso realmente pode ser chamado de \u201ctrotskismo\u201d?<\/p>\n<p>Notas<\/p>\n<p>(1) O artigo de Fabiana Stefanoni sobre o PC de Rizzo pode ser lido neste link: www.alternativacomunista.it\/politica\/viaggio-tra-i-%E2%80%9Cpartiti-comunisti%E2%80%9D-\/-1-puntata-quando-stalinismo-fa-rima-con-opportunismo<\/p>\n<p>(2) De acordo com o que o autor de um livro sobre trotskismo escreve, na realidade o grupo Falcemartello (agora SCR) teria nascido ap\u00f3s uma breve experi\u00eancia de entrada no PSI de Bettino Craxi no in\u00edcio dos anos 80 (um partido que de socialista mantinha apenas o nome, sendo na realidade um partido burgu\u00eas liberal). O n\u00facleo que mais tarde deu vida ao Falcemartello teria se formado em Ferrara como uma \u201ccorrente marxista dos Psi\u201d, liderada por um dirigente que mais tarde se mudou para a Gr\u00e3-Bretanha. N\u00e3o encontramos outras fontes para confirmar esta not\u00edcia, mas certamente o fato, se confirmado, n\u00e3o estaria em contradi\u00e7\u00e3o com a l\u00f3gica geral que motiva o entrismo permanente da IMT e que explicamos no artigo. O texto em quest\u00e3o pode ser lido neste link: <a href=\"http:\/\/nuovointernazionalismo.blogspot.com\/2016\/01\/falcemartello-abbandona-trentanni-di.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/nuovointernazionalismo.blogspot.com\/2016\/01\/falcemartello-abbandona-trentanni-di.html<\/a><\/p>\n<p>(3) O texto de Ted Grant, \u201cProblemas do entrismo\u201d, que funda a estrat\u00e9gia entrista seguida por d\u00e9cadas sucessivas em sua corrente, pode ser lido neste link: <a href=\"http:\/\/www.tedgrant.org\/archive\/grant\/1959\/03\/entrism.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.tedgrant.org\/archive\/grant\/1959\/03\/entrism.htm<\/a><\/p>\n<p>A mesma estrat\u00e9gia de cria\u00e7\u00e3o do partido \u00e9 explicada neste outro texto da IMT: \u201cUma breve hist\u00f3ria da IMT\u201d que pode ser lida no link: <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20120617224628\/http:\/www.marxist.com\/history-marxist-tendency.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/web.archive.org\/web\/20120617224628\/http:\/\/www.marxist.com\/history-marxist-tendency.htm<\/a><\/p>\n<p>(4) O texto em que James Cannon responde a concep\u00e7\u00f5es de reformismo semelhantes \u00e0s desenvolvidas posteriormente pela IMT pode ser lido neste link:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/history\/etol\/document\/swp-us\/idb\/swp-1946-59\/v10n02-1948-ib.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.marxists.org\/history\/etol\/document\/swp-us\/idb\/swp-1946-59\/v10n02-1948-ib.pdf<\/a><\/p>\n<p>(5) A reivindica\u00e7\u00e3o de um governo Corbyn est\u00e1 contida em dezenas de artigos e textos. Ver, por exemplo, \u201cWhat we are fighting for\u201d, dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.socialist.net\/socialist-appeal-stands-for.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.socialist.net\/socialist-appeal-stands-for.htm<\/a><\/p>\n<p>(6) Um dos artigos mais recentes da se\u00e7\u00e3o inglesa da IMT sobre esse assunto, intitulado \u201cGr\u00e3-Bretanha, cresce a mar\u00e9 de Corbyn: podemos vencer\u201d, pode ser lido neste link : <a href=\"https:\/\/www.socialist.net\/the-corbyn-surge-begins-we-can-win.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.socialist.net\/the-corbyn-surge-begins-we-can-win.htm<\/a> ou mesmo, na tradu\u00e7\u00e3o em italiano, no site da SCR neste link: <a href=\"http:\/\/www.rivoluzione.red\/gran-bretagna-cresce-la-marea-corbyn-possiamo-vincere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.rivoluzione.red\/gran-bretagna-cresce-la-marea-corbyn-possiamo-vincere\/<\/a><\/p>\n<p>(7) O artigo est\u00e1 dispon\u00edvel neste site: www.socialist.net\/we-face-the-fight-of-our-lives-mobilise-for-a-corbyn-victory.htm<\/p>\n<p>(8) Esta posi\u00e7\u00e3o est\u00e1 expressa no documento \u201cPelo partido de classe\u201d, apresentado pelo Falcemartello (hoje SCR) ao VIII Congresso da Refunda\u00e7\u00e3o Comunista. O documento pode ser lido no site:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/web.rifondazione.it\/viii\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/2011documento2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/web.rifondazione.it\/viii\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/2011documento2.pdf<\/a><\/p>\n<p>(9) Veja o artigo original \u201cLa candidatura di De Magistris a Napoli: la nostra posizione\u201d, 13\/05\/2016, no link: <a href=\"http:\/\/www.rivoluzione.red\/la-candidatura-di-de-magistris-a-napoli-la-nostra-posizione\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.rivoluzione.red\/la-candidatura-di-de-magistris-a-napoli-la-nostra-posizione\/<\/a><\/p>\n<p>(10) LENIN, V. I. \u201cTeses de Abril\u201d (1917), em Opere complete, Editori Riuniti, 1967, v. 24, p. 10-. Em portugu\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/04\/04_teses.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/04\/04_teses.htm<\/a><\/p>\n<p>(11) LENIN, V. I. \u201cAo Comit\u00ea Central do POSDR\u201d (30 de agosto de 1917), em Opere complete, Editori Riuniti, 1967, v. 25, p. 273-. Em portugu\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/08\/30.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/08\/30.htm<\/a><\/p>\n<p>(12) A tradu\u00e7\u00e3o italiana da \u201cTeses sobre revolu\u00e7\u00e3o e contrarrevolu\u00e7\u00e3o na Venezuela\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel no site da Scr: www.marxismo.net\/index.php\/autori\/ted-grant-2\/215-tesi-sulla-rivoluzione-e-la-controrivoluzione-in-venezuela-2<\/p>\n<p>No texto se reconhece que a Venezuela de Ch\u00e1vez \u00e9 \u201cainda um Estado burgu\u00eas\u201d, mas para precisar em seguida que \u201c\u00e9 um Estado burgu\u00eas com caracter\u00edsticas peculiares. A mais peculiar \u00e9 que a burguesia perdeu \u2013 ao menos temporariamente \u2013 o controle de seu pr\u00f3prio Estado\u201d. (sic)<\/p>\n<p>(13) A declara\u00e7\u00e3o da IMT na morte de Hugo Ch\u00e1vez (2013) pode ser lida, na tradu\u00e7\u00e3o ao italiano, no site da SCR:<\/p>\n<p>https:\/\/old.marxismo.net\/venezuela\/america-latina\/venezuela\/la-dichiarazione-della-tendenza-marxista-internazionale-sulla-morte-di-hugo-chavez<\/p>\n<p>* Tend\u00eancia Marxista Internacional \u2013 em ingl\u00eas, International Marxist Tendency (IMT)<\/p>\n<p>* Esquerda, Classe e Revolu\u00e7\u00e3o \u2013 em italiano, Sinistra Classe Rivoluzione (SCR)<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Nea Vieira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o artigo dedicado \u00e0 an\u00e1lise das posi\u00e7\u00f5es do Partido Comunista de Marco Rizzo (1), que foi lido em nosso site e no Facebook por milhares de pessoas j\u00e1 no primeiro dia de publica\u00e7\u00e3o, continuamos nossa viagem pelos \u201cpartidos comunistas\u201d examinando as posi\u00e7\u00f5es da Esquerda, Classe e Revolu\u00e7\u00e3o (em italiano, SCR \u2013 Sinistra Classe Rivoluzione).<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":30835,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[218,49],"tags":[8049,46,4431,9,516,4432,1492,8050],"class_list":["post-30831","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-italia","category-polemica","tag-alan-woods","tag-francesco-ricci","tag-imt-international-marxist-tendency","tag-marxismo","tag-pdac-italia","tag-scr-sinistra-classe-rivoluzione","tag-ted-grant","tag-trotskystas"],"fimg_url":false,"categories_names":["It\u00e1lia","Pol\u00eamica"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30831"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30831\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}