{"id":3076,"date":"2014-08-20T20:23:34","date_gmt":"2014-08-20T20:23:34","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2014\/08\/20\/a-atualidade-da-teoria-do-imperialismo-de-lenin\/"},"modified":"2014-08-20T20:23:34","modified_gmt":"2014-08-20T20:23:34","slug":"a-atualidade-da-teoria-do-imperialismo-de-lenin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2014\/08\/20\/a-atualidade-da-teoria-do-imperialismo-de-lenin\/","title":{"rendered":"A atualidade da teoria do \u2018Imperialismo\u2019 de L\u00eanin"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Em dois anos, o livro do L\u00eanin, <b><i>Imperialismo, fase superior do capitalismo <\/i><\/b>completar\u00e1 100 anos.O que permaneceu atual? Quais tend\u00eancias n\u00e3o se verificaram nos acontecimentos dos \u00faltimos 100 anos? Que partes do livro n\u00e3o aconteceram exatamente como L\u00eanin previu?<\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Por Nazareno Godeiro<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Este artigo busca responder a estas quest\u00f5es ao mesmo tempo em que busca explicar o presente: a situa\u00e7\u00e3o do imperialismo no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Quatro not\u00edcias corriqueiras mostram um mundo conturbado, \u00e0s v\u00e9speras de grandes acontecimentos da luta de classes mundial:<\/span><\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A Suprema Corte de Nova York decidiu que a Argentina deve pagar uma d\u00edvida com os \u2018fundos abutres\u2019 (especuladores norte-americanos). A Argentina ficou impossibilitada de pagar a famigerada \u201cd\u00edvida e-terna\u201d e renegociou as condi\u00e7\u00f5es de pagamento. Os \u2018abutres\u2019 n\u00e3o aceitaram e recorreram \u00e0 Justi\u00e7a&#8230; norte-americana!<\/span><\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Relat\u00f3rio da Agencia para Refugiados da ONU (ACNUR), de junho de 2014, informou que 51 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o desalojadas no mundo, devido a guerras, crises e desastres \u2018naturais\u2019. J\u00e1 supera o n\u00famero de desalojados da Segunda Guerra Mundial.<\/span><\/span><\/li>\n<li><span style=\"text-indent: -18pt; font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Morreram 1.922 pessoas na guerra civil do Iraque no m\u00eas de junho de 2014. \u00c9 um morto a cada 20 minutos, isto depois de 11 anos de ocupa\u00e7\u00e3o norte-americana para \u2018pacificar\u2019 o pa\u00eds.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: #33332c; background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">A foto &#8220;Abra\u00e7o Final&#8221;, de\u00a0Taslima Akhter, mostra casal de oper\u00e1rios t\u00eaxteis de Bangladesh, em desastre onde morreram 1.138 oper\u00e1rios soterrados, em 24 de abril de 2013, num desabamento de um pr\u00e9dio que abrigava f\u00e1bricas que produziam em regime de terceiriza\u00e7\u00e3o para grandes multinacionais da moda mundial (Walmart, Levi\u2019s, Benetton, etc). Estes oper\u00e1rios ganhavam U$ 76 d\u00f3lares por m\u00eas, para vestir granfinos da Europa e Estados Unidos.\u00a0 S\u00e3o terceirizados das terceirizadas. \u00c9 o \u00faltimo elo da \u201cCadeia Global de Valor\u201d. <\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">No alvorecer do s\u00e9culo XXI, o imperialismo mundial, chefiado pelos Estados Unidos, desataram uma <b>guerra social<\/b> simult\u00e2nea com uma <b>guerra colonial<\/b>, para recuperar as taxas de lucros das grandes corpora\u00e7\u00f5es multinacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Assistimos tamb\u00e9m a uma <b>recoloniza\u00e7\u00e3o<\/b> do planeta, em graus distintos, para subordinar e oprimir 190 pa\u00edses para o enriquecimento de 4 ou 5 pot\u00eancias imperialistas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Ficou para tr\u00e1s o par\u00eantese hist\u00f3rico que compreendeu os 40 anos p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial, caracterizado por grandes conquistas da revolu\u00e7\u00e3o mundial: melhores condi\u00e7\u00f5es de vida na Europa e pa\u00edses imperialistas (conhecido como \u2018estado de bem-estar social\u2019) e a conquista da independ\u00eancia nacional de boa parte dos pa\u00edses colonizados, como produto de revolu\u00e7\u00f5es anticoloniais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O imperialismo foi obrigado a fazer estas concess\u00f5es com medo de que a revolu\u00e7\u00e3o mundial, ap\u00f3s a derrota do nazi-fascismo, vencesse em toda a Europa e se espalhasse para todo o mundo, combinando a revolu\u00e7\u00e3o social com as revolu\u00e7\u00f5es de liberta\u00e7\u00e3o nacional dos povos oprimidos da \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica latina.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Segue atual a teoria do \u2018Imperialismo\u2019 de L\u00eanin?<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Marx e Engels elaboraram a teoria marxista a partir de uma contradi\u00e7\u00e3o central do sistema capitalista: a contradi\u00e7\u00e3o entre capital e trabalho. Para eles, a opress\u00e3o dos povos coloniais e semicoloniais se acabaria com a derrubada da burguesia nos pa\u00edses mais desenvolvidos da Europa, especialmente na Inglaterra. Por isso, a revolu\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia nacional sequer fazia parte do programa marxista da \u00e9poca.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Coube a L\u00eanin, ao formular a teoria do <b><i>Imperialismo,<\/i><\/b> incorporar a luta anti-imperialista como parte fundamental da revolu\u00e7\u00e3o mundial. A partir daqui, a revolu\u00e7\u00e3o anticolonial e a luta pela independ\u00eancia nacional tornaram-se um elo da revolu\u00e7\u00e3o socialista internacional.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Para L\u00eanin, a \u00e9poca imperialista \u00e9 a \u00e9poca dos monop\u00f3lios, associados indissoluvelmente \u00e0 \u00e9poca da opress\u00e3o colonial, da subordina\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pobres aos pa\u00edses imperialistas. Segundo esta teoria, a explora\u00e7\u00e3o capitalista anda junto com a opress\u00e3o colonial, refor\u00e7ando-se mutuamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Outra caracter\u00edstica essencial e constitutiva da teoria do <b><i>Imperialismo<\/i><\/b> de L\u00eanin \u00e9 que essa explora\u00e7\u00e3o colonial, associada ao parlamentarismo, permitiu \u00e0 burguesia dos pa\u00edses centrais corromper as lideran\u00e7as da classe trabalhadora. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Nos momentos de crises econ\u00f4micas e pol\u00edticas, de grandes lutas revolucion\u00e1rias, a burguesia apela para que estas dire\u00e7\u00f5es dos trabalhadores governem, levando o povo a se desmobilizar, acreditando que \u00e9 o \u201cseu\u201d governo que est\u00e1 decidindo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Na atualidade, como produto de uma situa\u00e7\u00e3o objetivamente revolucion\u00e1ria, disseminaram-se pelo mundo estes governos \u201cprogressistas\u201d desde Mitterrand na Fran\u00e7a, Walessa na Pol\u00f4nia, Frente Sandinista na Nicar\u00e1gua, Frente Farabundo Mart\u00ed em El Salvador, o PT no Brasil, o peronismo na Argentina, Evo Morales na Bol\u00edvia, Ch\u00e1vez na Venezuela, e um largo etc. Na Europa inteira a socialdemocracia assumiu o governo no in\u00edcio do desmonte do \u201cEstado de Bem-Estar\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Nos \u00faltimos 100 anos, surgiram muitos questionamentos \u00e0 teoria do <b><i>Imperialismo<\/i><\/b>do L\u00eanin.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O mais completo foi a formula\u00e7\u00e3o de Kautsky que enxergava na forma\u00e7\u00e3o das multinacionais uma harmoniza\u00e7\u00e3o da economia mundial e que poderia levar a uma paz democr\u00e1tica e melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora, gerando um \u2018superimperialismo\u2019. O dom\u00ednio do mundo pelo imperialismo norte-americano e o \u201cEstado de Bem-Estar Social\u201d na Europa, que permitiram os \u201c30 anos gloriosos\u201d de 1945 a 1975, pareceu dar raz\u00e3o a Kautsky e desmontar a teoria de L\u00eanin, como uma \u00e9poca de guerras, revolu\u00e7\u00f5es e coloniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Autores mais atuais, a partir da \u2018globaliza\u00e7\u00e3o\u2019, come\u00e7aram a trabalhar com a hip\u00f3tese do surgimento de governos supranacionais (por exemplo, um governo europeu), apoiando-se na tend\u00eancia de mundializa\u00e7\u00e3o das empresas e de perda da base nacional e do fim das fronteiras dos Estados Nacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Outros autores acreditaram que o dom\u00ednio colonial do planeta \u00e9 coisa do passado e que todos os pa\u00edses se tornaram independentes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Outra opini\u00e3o bastante corrente nos meios intelectuais de esquerda \u00e9 que o imperialismo norte-americano est\u00e1 em decl\u00ednio e a China, junto com os \u2018pa\u00edses emergentes\u2019, ser\u00e1 a nova superpot\u00eancia que substituir\u00e1 em poucos anos a supremacia americana.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Todas estas vis\u00f5es, partindo de tend\u00eancias que existem na realidade, esquecem as contradi\u00e7\u00f5es, absolutizam uma tend\u00eancia como se fosse <b>toda a realidade<\/b>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Caem no erro que alertava L\u00eanin no in\u00edcio do <em>Imperialismo<\/em>&#8230;:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"line-height: 115%;\">\u201c<\/span><\/b><span style=\"line-height: 115%;\">Para mostrar essa situa\u00e7\u00e3o objetiva h\u00e1 que tomar n\u00e3o exemplos e dados isolados (dada a infinita complexidade dos fen\u00f4menos da vida social, sempre se pode encontrar os exemplos e dados isolados que se queira para apoiar qualquer tese), mas \u00e9 necess\u00e1rio levar em considera\u00e7\u00e3o <b>o conjunto<\/b> dos dados sobre os <b>fundamentos<\/b> da vida econ\u00f4mica de <b>todas <\/b>as pot\u00eancias beligerantes e do mundo <b>inteiro<\/b>.<i>\u201d<\/i><\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><i><span style=\"line-height: 115%;\"><b><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/b><\/span><\/i><\/a><\/span><\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII pagina 318, grifado por L\u00eanin, no original.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Assim, queremos partir do resumo que fez L\u00eanin da sua teoria, para ver o que foi verificado pelos acontecimento dos \u00faltimos 100 anos e o que se demonstrou equivocado ou que se afirmou de uma maneira diferente do que previu o autor:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"line-height: 115%;\">\u201cSe fosse necess\u00e1rio dar uma defini\u00e7\u00e3o o mais breve poss\u00edvel do imperialismo, deber-se-ia dizer que o imperialismo \u00e9 a fase monopolista do capitalismo. (&#8230;) Cinco tra\u00e7os fundamentais, a saber : 1) a concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e do capital levada a um grau t\u00e3o elevado de desenvolvimento que criou os monop\u00f3lios, os quais desempenhan um papel decisivo na vida econ\u00f4mica; 2) a fus\u00e3o do capital banc\u00e1rio com o industrial e a cria\u00e7\u00e3o, baseada nesse &#8220;capital financeiro&#8221;, da oligarquia financeira; 3) a exporta\u00e7\u00e3o de capitais, diferentemente da exporta\u00e7\u00e3o de mercadorias, adquire uma import\u00e2ncia parti\u00adcularmente grande; 4) a forma\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es internacionais monopolistas de capitalistas, que partilham o mundo entre si, e 5) o termo da partilha territorial do mundo entre as pot\u00eancias capitalistas mais importantes.\u201d<\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt;\"> Idem, p\u00e1ginas 405 y 406<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Acreditamos que estas caracter\u00edsticas se mantiveram, com contratend\u00eancias operando at\u00e9 o limite, sem alterar a qualidade que determina a <b>\u00e9poca imperialista como a \u00faltima fase do capitalismo, de crises, guerras e revolu\u00e7\u00f5es.<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Os monop\u00f3lios hoje<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">L\u00eanin escreveu:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"line-height: 115%;\">\u201cEm um belo dia despertaremos e diante de nossos olhos deslumbrados n\u00e3o haver\u00e1 mais do que trustes e\u00a0 nos encontraremos com a necessidade de substituir os monop\u00f3lios privados pelos monop\u00f3lios do Estado.\u201d<\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt;\">Idem, p\u00e1gina 348<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A caracteriza\u00e7\u00e3o fundamental do imperialismo como a era dos monop\u00f3lios continuou se verificando nos \u00faltimos 100 anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Um estudo recente, realizado por pesquisadores su\u00ed\u00e7os<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><span style=\"line-height: 115%;\">[4]<\/span><\/a>, analisou 43 mil empresas multinacionais de uma base de dados que compreendeu 37 milh\u00f5es de empresas de todo o mundo. Este estudo concluiu que 147 corpora\u00e7\u00f5es controlam 40% da riqueza mundial, sendo que 75% destas empresas s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es financeiras (J.P. Morgan, Citigroup, Bank of America, Merril Lynch, Goldman Sachs, Black Rock, Barclays, Deustche Bank, BNP, HSBC, Credit Suisse, etc.).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O peso destas multinacionais \u00e9 avassalador. De acordo com a UNCTAD, em 2008, existiam 82 mil empresas transnacionais com um total de 820 mil filiais estrangeiras. O produto bruto das filiais estrangeiras em todo o mundo foi respons\u00e1vel \u200b\u200bpor 10,5% do PIB global em 2009. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A revista <b><i>Forbes<\/i><\/b>, de 2013, relacionou as vendas das 1.000 maiores empresas do mundo, que atingiu um valor de U$ 31,7 trilh\u00f5es, superando em duas vezes PIB dos Estados Unidos e alcan\u00e7ando 45% do PIB mundial. 60% destas vendas est\u00e3o concentradas em empresas cujas sedes est\u00e3o localizadas nos 5 principais pa\u00edses imperialistas e 40,3% de todo o lucro desta 1.000 empresas ficou com as empresas norte-americanas. Enquanto o lucro das empresas ianques representa 10% das vendas, as margens europeias e do Jap\u00e3o chegam a uma m\u00e9dia de 5%.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Das 200 maiores empresas do mundo, segundo a revista citada acima, 122 delas tinham como sede\/matriz os 5 pa\u00edses mais ricos do mundo, representando 61% do total. Os pa\u00edses pobres tinham apenas 36 firmas, representando 18% do total.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u00c9 interessante estudar as conex\u00f5es das 10 grandes fam\u00edlias tradicionais do capitalismo mundial com estes grandes bancos e multinacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">As fam\u00edlias Rockfeller (EUA), Rothschild (Inglaterra e Fran\u00e7a), Goldman Sachs (EUA), Lehman (EUA), Warburg (Alemanha), Lazard (Fran\u00e7a), Moises Seifs (Roma), Kun\u00a0 Loeb (EUA), Iwasakie Dan (Jap\u00e3o), s\u00e3o as principais benefici\u00e1rias da espolia\u00e7\u00e3o do planeta.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A fam\u00edlia Rockefeller tem parte do controle dos bancos J.P. Morgan, Citigroup, Bank of America, Goldman Sachs, Merrill Lynch, Lehman Brothers e Prudential. Estes bancos s\u00e3o grandes acionistas nas seguintes empresas: AT&amp;T, GM,\u00a0 GE, Dupont, Exxon, British Petroleum, Chevron, Shell, Freeport McMoran, United, Delta, ITT, Xerox, Boeing, Westinghouse, HP, Honeywell, International Paper, Pfizer, Motorola, Monsanto, etc&#8230; A fam\u00edlia Rothschild tem conex\u00e3o com a fam\u00edlia Rockfeller atrav\u00e9s do J.P. Morgan e do Bank of America.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">De uma forma ou de outra, todas estas fam\u00edlias controlam bancos e multinacionais que dirigem a economia mundial hoje.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Os monop\u00f3lios hoje t\u00eam a mesma din\u00e2mica do tempo do Lenin, por\u00e9m com n\u00edveis muito mais avan\u00e7ados de dom\u00ednio territorial do mundo, utilizando a abertura de filiais das multinacionais nos pa\u00edses pobres, ao inv\u00e9s de ex\u00e9rcitos, que s\u00e3o usados apenas como \u00faltimo recurso.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Multinacionais, terceiriza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o mundial<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O desenvolvimento dos monop\u00f3lios ocorrem em estreita rela\u00e7\u00e3o com o dom\u00ednio dos pa\u00edses pobres.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Segundo um estudo da OCDE sobre as multinacionais no mundo hoje<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><span style=\"line-height: 115%;\">[5]<\/span><\/a>, a produ\u00e7\u00e3o intensiva e que requer menos habilidades s\u00e3o terceirizadas para pa\u00edses perif\u00e9ricos, que tem m\u00e3o-de-obra em excesso e barata, enquanto reservam as atividades de alto valor para suas matrizes ou, na pior hip\u00f3tese, para uma filial situada nos pa\u00edses pobres.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A caracter\u00edstica nova, que no tempo do L\u00eanin estava engatinhando, \u00e9 a transfer\u00eancia de boa parte da produ\u00e7\u00e3o das multinacionais para os pa\u00edses semicoloniais, abrindo filiais ou contratando fornecedores terceirizados nos mais diversos pa\u00edses do mundo, formando o que se chama de \u201cCadeias Globais de Valor\u201d, que ret\u00eam o controle e a alta tecnologia nas m\u00e3os da empresa-m\u00e3e e terceiriza a produ\u00e7\u00e3o de partes dos produtos de acordo com a \u201cespecializa\u00e7\u00e3o\u201d e as vantagens de produzir num ou noutro pa\u00eds.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Uma pesquisa de 2009<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><span style=\"line-height: 115%;\">[6]<\/span><\/a>, estudando 300 empresas multinacionais com vendas acima de US$ 1 bilh\u00e3o, tiveram em m\u00e9dia, 51% da fabrica\u00e7\u00e3o, 47% da montagem final, 46% do armazenamento, 43% do atendimento ao cliente e 39% do desenvolvimento do produto fora das suas matrizes, do seu pa\u00eds de origem.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Baixos sal\u00e1rios, tamanho do mercado interno e proximidade dos grandes centros imperialistas d\u00e3o prefer\u00eancia para determinadas \u00e1reas e pa\u00edses.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">Segundo a OIT, no ano de 2010, n<\/span>as Filipinas, um trabalhador da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o ganhou U$ 1,41 por hora de trabalho. Na Pol\u00f4nia ganhou U$ 4,86, No Brasil, ganhou U$ 5,41, nos Estados Unidos U$ 23,32 e na Alemanha U$ 25,80. Em compara\u00e7\u00e3o, na China existia uma m\u00e9dia salarial de U$ 3,50 por hora.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Os gr\u00e1ficos abaixo, confeccionados pela OCDE, mostram que a produ\u00e7\u00e3o de alta tecnologia se concentra nos pa\u00edses imperialistas enquanto a produ\u00e7\u00e3o de baixa e m\u00e9dia tecnologias s\u00e3o transferidas para os pa\u00edses pobres:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Figura 5.3.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"215\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Brics country.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"208\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Os pa\u00edses conhecidos como BRICs passaram a fabricar boa parte dos produtos industriais do mundo, por\u00e9m com desenho e tecnologia de fabrica\u00e7\u00e3o desenvolvidos na matriz enquanto s\u00e3o fabricados e montados em pa\u00edses como China, com pe\u00e7as muitas vezes vindas da \u00c1sia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Assim, a China foi respons\u00e1vel por 19% da produ\u00e7\u00e3o mundial em 2010 e tornou-se o maior fabricante do mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por\u00e9m, este salto monumental da China se deve ao peso das empresas multinacionais que dominam a economia local. Em 2008, 85% das exporta\u00e7\u00f5es chinesas foram de responsabilidade de multinacionais instaladas na China.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Ser \u2018fabricante\u2019 do mundo n\u00e3o \u00e9 sinal que a China vai superar os Estados Unidos, que domina a alta tecnologia de fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos. O valor agregado pela produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica da China \u00e9 pequeno. O exemplo de um <b><i>iPod<\/i><\/b>, cujo produto final \u00e9 exportado da China, tem apenas US$ 4 d\u00f3lares acrescentado a\u00ed de um custo total de fabrica\u00e7\u00e3o de U$ 144 d\u00f3lares, que ser\u00e1 vendido nos Estados Unidos por U$ 300 d\u00f3lares.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Este exemplo demonstra que a economia chinesa est\u00e1 sendo usada pelas multinacionais para superexplorar o mundo ao mesmo tempo em que transforma a China em uma semicol\u00f4nia do imperialismo mundial, condi\u00e7\u00e3o subordinada que carrega imensas contradi\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o explodir nos pr\u00f3ximos anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A busca por uma terceiriza\u00e7\u00e3o geral da produ\u00e7\u00e3o mundial de mercadorias pelas multinacionais combina com uma precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e com uma localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica em pa\u00edses coloniais ou semicoloniais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por exemplo, o aumento da produtividade das exporta\u00e7\u00f5es da Alemanha, resultado da produ\u00e7\u00e3o realizada no Leste europeu, na R\u00fassia e na Ucr\u00e2nia \u00e9 a principal raz\u00e3o do sucesso da m\u00e1quina de exporta\u00e7\u00e3o alem\u00e3. O sal\u00e1rio m\u00e9dio das multinacionais do setor automobil\u00edstico no Leste Europeu alcan\u00e7a apenas 17% do sal\u00e1rio pago na Alemanha. A restaura\u00e7\u00e3o capitalista permitiu um salto na explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores do Leste e a recoloniza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses que comp\u00f5em esta regi\u00e3o do mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Este ataque aos trabalhadores de todo o mundo e \u00e0s na\u00e7\u00f5es pobres \u00e9 usado como chantagem para rebaixar o salario dos pa\u00edses ricos, deixando-o estagnado na \u00faltima d\u00e9cada.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) das empresas multinacionais atingiu US$ 22 trilh\u00f5es em 2011 e ultrapassou o com\u00e9rcio global de bens, no valor de US$ 18 trilh\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Resumindo, a recoloniza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses semicoloniais est\u00e1 se realizando na forma de implanta\u00e7\u00e3o de filiais de multinacionais e pela contrata\u00e7\u00e3o de fornecedores terceirizados locais, para subordin\u00e1-los dentro da Cadeia Global de produ\u00e7\u00e3o das multinacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Uma \u00e9poca de guerras e revolu\u00e7\u00f5es<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Armado com a teoria do <b><i>Imperialismo<\/i><\/b>, os marxistas puderam prever a eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, uma guerra entre pa\u00edses imperialistas para decidir quem dominava o mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">De quebra, o imperialismo utilizou a guerra para tentar derrotar a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e restaurar o capitalismo pela for\u00e7a das armas de Hitler.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Se ele tivesse sido vitorioso, abriria um tempo de barb\u00e1rie demonstrando, pela negativa, a justeza da teoria do L\u00eanin: que o imperialismo \u00e9 a fase de decad\u00eancia do capitalismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por\u00e9m, depois da vit\u00f3ria do imperialismo americano, que saiu da guerra como dono do mundo, se distanciou a possibilidade de uma III Guerra Mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">L\u00eanin aventou essa possibilidade nos estudos preparat\u00f3rios do livro \u201c<b><i>O Imperialismo, fase superior do capitalismo<\/i><\/b>\u201d:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u201c&#8230;no que se refere aos interesses financeiros e comerciais mais poderosos, \u00e9 bastante poss\u00edvel que a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o possa ser testemunha de uma internacional do capital t\u00e3o poderosa que torne <b style=\"font-size: 12pt;\">quase imposs\u00edvel as guerras entre as na\u00e7\u00f5es ocidentais.\u201d.<\/b><a style=\"font-size: 12pt;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt;\">Lenin, Obras Completas, tomo XXVII \u2013 Cuadernos sobre el imperialismo, 1916, p\u00e1gina 444, grifado no original<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A n\u00e3o exist\u00eancia desta Terceira Guerra entre pa\u00edses imperialistas e a apari\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos como imperialismo dominante, somado a tr\u00eas d\u00e9cadas de \u201cpaz social\u201d na Europa e nos Estados Unidos parecem ter dado raz\u00e3o a Kautsky: o desenvolvimento dos monop\u00f3lios levou a um superimperialismo, com uma diminui\u00e7\u00e3o das crises e harmoniza\u00e7\u00e3o social, sob um regime de democracia, associado com a melhora das condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Essa \u00e9 a apar\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o mundial neste per\u00edodo. Para entender a ess\u00eancia dos acontecimentos necessitamos analisar as circunst\u00e2ncias que dificultam uma Guerra Mundial entre os pa\u00edses imperialistas e as raz\u00f5es que geraram o que se conheceu como \u201cboom do p\u00f3s-guerra\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Em primeiro lugar, o p\u00e2nico da burguesia em perder o controle do mundo. O imperialismo aprendeu que ap\u00f3s cada carnificina, perdia o controle de parte do mundo. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A Primeira Guerra Mundial teve 19 milh\u00f5es de mortos, sendo 10 milh\u00f5es de civis, 7 milh\u00f5es de incapacitados e 15 milh\u00f5es de feridos graves.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Essa guerra temperou um ex\u00e9rcito de 500 milh\u00f5es de prolet\u00e1rios, com \u00f3dio ao imperialismo e a compreens\u00e3o que ele n\u00e3o podia oferecer mais que a barb\u00e1rie da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e dos povos coloniais para salvar um punhado de magnatas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A guerra gerou a revolu\u00e7\u00e3o russa e possibilitou a funda\u00e7\u00e3o da III Internacional, uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria de massas que s\u00f3 n\u00e3o derrotou o imperialismo mundial porque este contou com o apoio inestim\u00e1vel de todas as dire\u00e7\u00f5es do movimento oper\u00e1rio europeu para derrotar a revolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A Segunda guerra mundial matou cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas. A derrota do nazi-fascismo desatou o maior ascenso revolucion\u00e1rio que a humanidade conheceu. A revolu\u00e7\u00e3o mundial chegou at\u00e9 a Alemanha e se espraiava pela Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia, Iugosl\u00e1via, It\u00e1lia, etc. Novamente, precisou que o stalinismo segurasse a revolu\u00e7\u00e3o na metade da Alemanha, erguendo o infame Muro de Berlim.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Esse ascenso revolucion\u00e1rio obrigou o imperialismo a realizar uma concess\u00e3o hist\u00f3rica: o \u201cEstado de bem-estar social\u201d nos pa\u00edses ricos, concess\u00e3o feita \u00e0 classe trabalhadora para garantir uma paz social nos centros imperialistas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Simultaneamente, os pa\u00edses coloniais garantiam sua independ\u00eancia formal, como produto de revolu\u00e7\u00f5es anticoloniais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">No terreno econ\u00f4mico, o imperialismo utilizou a exporta\u00e7\u00e3o de capitais em larga escala: as multinacionais americanas se espalharam pelo mundo, aumentando a explora\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pobres. Essa explora\u00e7\u00e3o da periferia (e dos imigrantes) permitiu a \u201cpaz social\u201d nos pa\u00edses ricos por 30 anos. Durante o id\u00edlio europeu, se realizaram guerras contra pa\u00edses coloniais (Vietn\u00e3 e Coreia), golpes de Estado no Ir\u00e3 em 1953, na Guatemala em 1954, no Congo em 1960, no Brasil em 1964, na Indon\u00e9sia em 1964, na Rep\u00fablica Dominicana em 1965, Gana em 1966, Gr\u00e9cia em 1967, Camboja em 1970, Chile em 1973, Argentina em 1976, Bol\u00edvia&#8230; Tudo isto para adaptar os pa\u00edses para a domina\u00e7\u00e3o das multinacionais norte-americanas, alem\u00e3s e japonesas. A coopta\u00e7\u00e3o nos centros imperialistas tinha sua contrapartida na subjuga\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a nos pa\u00edses pobres.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A Terceira Guerra Mundial se tornou imposs\u00edvel e desnecess\u00e1ria para o imperialismo norte-americano. A reconstru\u00e7\u00e3o da Europa se deu sob a batuta do capital norte-americano. O poderio militar, expresso no bombardeio at\u00f4mico de Hiroshima, deu a supremacia aos Estados Unidos. Alemanha, Jap\u00e3o, Fran\u00e7a e Inglaterra se renderam ao capital norte-americano e aceitaram o papel subordinado na explora\u00e7\u00e3o do mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Portanto, circunst\u00e2ncias \u00fanicas na hist\u00f3ria, a saber, crescimento econ\u00f4mico ap\u00f3s destrui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a, utiliza\u00e7\u00e3o da democracia burguesa e a colabora\u00e7\u00e3o do stalinismo e da socialdemocracia, permitiram os 30 anos gloriosos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por\u00e9m, essa combina\u00e7\u00e3o de circunst\u00e2ncias favor\u00e1veis ao imperialismo se desequilibrou a partir da crise econ\u00f4mica mundial de 1974. A partir da\u00ed, as multinacionais e o imperialismo se reorientam, aumentando a explora\u00e7\u00e3o e a espolia\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pobres a partir da cobran\u00e7a da \u201cd\u00edvida externa\u201d. Come\u00e7a a abrir rela\u00e7\u00f5es com os \u201cpa\u00edses socialistas\u201d, atrav\u00e9s de vultosos empr\u00e9stimos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Inicia uma contrarreforma mundial, que dar\u00e1 um salto em 1990, com a aplica\u00e7\u00e3o do \u201cneoliberalismo\u201d em todo o mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Se fechou o par\u00eantese hist\u00f3rico de \u201charmonia\u201d e o mundo se tornou convulsionado, predominando as guerras, crises e revolu\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, as guerras j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o guerras entre pa\u00edses imperialistas, devido ao dom\u00ednio avassalador do imperialismo norte-americano.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>\u201cToda grande reforma \u00e9 subproduto de revolu\u00e7\u00f5es\u201d<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Esse par\u00eantese hist\u00f3rico demonstrou a corre\u00e7\u00e3o desta m\u00e1xima leninista.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A destrui\u00e7\u00e3o do \u201cEstado de bem-estar social\u201d e das conquistas do movimento oper\u00e1rio mundial p\u00f3s-Segunda Guerra, realizadas pela burguesia mundial e institucionalizadas em todos os parlamentos do mundo, com as dire\u00e7\u00f5es do movimento \u00e0 frente, demonstroua fal\u00eancia da estrat\u00e9gia reformista do capitlaismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O livro de Thomas Piketty,\u00a0<b><i>O Capital no S\u00e9culo XXI, <\/i><\/b>traz um panorama secular da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores do mundo e mostra a curva da desigualdade, acompanhando as grandes lutas da classe trabalhadora.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Visto em perspectiva hist\u00f3rica, desde o in\u00edcio do surgimento da classe trabalhadora, a desigualdade social aumenta com o capitalismo, comprovando a teoria da \u201c<b>mis\u00e9ria crescente<\/b>\u201d de Marx (quanto mais rende riqueza ao capitalista mais pobre se torna o oper\u00e1rio). Assim, historicamente, o capitalismo piorou as condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Essa teoria foi questionada pelo alem\u00e3o Bernstein no s\u00e9culo XIX e o desenvolvimento no p\u00f3s-Segunda Guerra parecia ter dado raz\u00e3o a ele e n\u00e3o aos marxistas, j\u00e1 que houve uma melhora das condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora nos pa\u00edses centrais. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por\u00e9m, agora, novos dados estat\u00edsticos, trazidos por David Piketty, demonstram que desde 1980 estamos voltando aos n\u00edveis de desigualdade social do s\u00e9culo XIX.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Apenas grandes lutas revolucion\u00e1rias da classe trabalhadora arrancam conquistas. Isso se verificou nos per\u00edodos que v\u00e3o de 1871, logo ap\u00f3s a Comuna de Paris e ap\u00f3s 1914, com a revolu\u00e7\u00e3o russa e em 1945 com a derrota do nazi-fascismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A burguesia \u201cabre m\u00e3o\u201d de altos lucros para impedir um salto revolucion\u00e1rio. A vit\u00f3riada classe trabalhadora mundial sobre o nazi-fascismo obrigou o imperialismo a instaurar o \u201cEstado de Bem-Estar Social\u201d na Europa, nos EUA e no Jap\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O gr\u00e1fico abaixo, elaborado por Piketty, revela quantas vezes o capital privado acumulado no mundo superou a renda mundial entre 1870 e 2100 (proje\u00e7\u00e3o):<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A riqueza privada representava quase 5 vezes a renda mundial no s\u00e9culo XIX. Caiu a partir da Primeira Guerra, com as revolu\u00e7\u00f5es que ocorreram na R\u00fassia e na Europa, continuou caindo ap\u00f3s a Segunda Guerra, a tend\u00eancia de queda vai de 1910 a 1970 e come\u00e7a a retomar a partir de 1974, especialmente a partir de 1990, com a aplica\u00e7\u00e3o do neoliberalismo em todo o mundo e a restaura\u00e7\u00e3o capitalista da URSS, China e Leste Europeu. Segundo as proje\u00e7\u00f5es de Piketty, em 2030, voltaremos aos n\u00edveis de desigualdade (e explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores) do s\u00e9culo XIX.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Esta situa\u00e7\u00e3o se reproduz nos Estados Unidos, como mostra o gr\u00e1fico da desigualdade de renda nos Estados Unidos entre 1910 e 21o0<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/valor cap. privado.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"211\" align=\"middle\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A participa\u00e7\u00e3o dos 10% mais ricos na renda nacional dos EUA saiu de 40% na d\u00e9cada de 1910, subiu para cerca de 50% em 1930, caindo para 33% no p\u00f3s-guerra, ficando nestes n\u00edveis at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, com aplica\u00e7\u00e3o do neoliberalismo. De 1980 a 2010, a renda dos 10% mais ricos subiu de forma vertiginosa, retornando aos n\u00edveis de 1930.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Figura I.1 income\u2026_(2).png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"268\" align=\"middle\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Em 1940, a guerra mundial, as revolu\u00e7\u00f5es que emergiram dela, as lutas de liberta\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses coloniais, a abertura de filiais das multinacionais em todo o mundo, o \u201cEstado debem-estar social\u201d na Europa e EUA e uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que amea\u00e7ou o poder burgu\u00eas na Europa, levou a uma diminui\u00e7\u00e3o da desigualdade, que permaneceu at\u00e9 a d\u00e9cada de 1980.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A partir da\u00ed, as multinacionais, pressionadas pela crise econ\u00f4mica e a pela queda das taxas de lucro, desatam uma guerra social e colonial em todo o planeta para retirar as conquistas que a classe trabalhadora mundial acumulou depois da Segunda Grande Guerra.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O grau de explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dos EUA j\u00e1 retomou os n\u00edveis de 1930, como atesta o gr\u00e1fico abaixo com as taxas de lucros das empresas norte-americanas entre 1959 e 2004.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/G.1 lucros globales_(1).png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"291\" align=\"middle\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Os n\u00edveis de desigualdade retornam a n\u00edveis \u00f3timos para a burguesia mundial e o mundo volta a se convulsionar com crises e revolu\u00e7\u00f5es em todo o planeta.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A teoria leninista do imperialismo, depois de um per\u00edodo de forte questionamento, ressurge em toda sua plenitude.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O metralhamento dos mineiros grevistas de Marikana, \u00c1frica do Sul, a mando da patronal multinacional inglesa, mostra o retorno da superexplora\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XIX, assim como o retorno do dom\u00ednio colonial dos pa\u00edses pobres. A repress\u00e3o resultou em 34 oper\u00e1rios mortos e 78 feridos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O gr\u00e1fico abaixo, tamb\u00e9m de Piketty, mostra que os Estados Unidos conseguiram ter um grau de explora\u00e7\u00e3o superior da sua classe oper\u00e1ria e por isso t\u00eam lucros maiores que os europeus.<\/span><\/span><\/p>\n<p><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Sal\u00e1rio m\u00ednimo na Fran\u00e7a e nos Estados Unidos, 1950-2013<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Expressando o poder de compra relativo aos dois pa\u00edses, o sal\u00e1rio m\u00ednimo por hora subiu de US$ 3,80 a $ 7,30 entre 1950 e 2013 nos Estados Unidos, e de 2,10 \u20ac para 9,40 \u20ac na Fran\u00e7a.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Enquanto nos EUA o sal\u00e1rio caiu relativamente, na Fran\u00e7a aumenta persistentemente. O fen\u00f4meno tem a ver com a for\u00e7a da classe operaria francesa e a fraqueza da norte-americana. O sal\u00e1rio m\u00ednimo vem caindo nos EUA desde 1970.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Esse gr\u00e1fico demonstra porque os Estados Unidos se recuperou mais r\u00e1pido da crise de 2008 frente \u00e0 Europa. Se as empresas europeias n\u00e3o conseguem diminuir os sal\u00e1rios e derrotar a classe trabalhadora, n\u00e3o ter\u00e3o nenhuma possibilidade de concorrer com as multinacionais norte-americanas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Francia-EEUU.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"218\" align=\"middle\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Mostrando de outra forma essa contradi\u00e7\u00e3o entre o capital norte-americano e europeu vamos analisar outro gr\u00e1fico de Piketty: os ganhos dos 10% mais ricos dos EUA e da Europa entre 1900 e 2010. A parcela de renda dos 10% mais ricos da Europa foi maior na Europa do que nos Estados Unidos em 1900-1910, por\u00e9m, agora entre 2000 e 2010, \u00e9 muito maior nos Estados Unidos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/EEUU-Europa.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"222\" align=\"middle\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Este grande retorno financeiro dos ricos norte-americanos frente aos burgueses europeus tem a ver com o dom\u00ednio da economia mundial por parte dos EUA (assim como de suas corpora\u00e7\u00f5es multinacionais) e pelo maior grau de explora\u00e7\u00e3o da sua classe trabalhadora.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Os Estados Unidos tem uma superconcentra\u00e7\u00e3o de riqueza, que hoje j\u00e1 \u00e9 superior a 1810: Os 10% mais ricos dos Estados Unidos j\u00e1 det\u00eam 70% da riqueza do pa\u00eds, enquanto os 1% mais ricos det\u00eam 35% da riqueza total do pa\u00eds.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/concentraci\u00f3n riqueza_(1).png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"226\" align=\"middle\" border=\"0\" hspace=\"6\" vspace=\"4\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A diferen\u00e7a entre Europa e Estados Unidos reside no fato de que o epicentro da revolu\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-guerra se concentrou na Europa, que tem uma classe trabalhadora mais organizada e formada historicamente. O grau de concess\u00e3o foi muito maior na Europa e por isso, hoje, o grau de ataque e destrui\u00e7\u00e3o do capital na Europa ter\u00e1 que ser superior ao realizado nos EUA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O imperialismo alem\u00e3o, segundo violino imperialista, utiliza a Uni\u00e3o Europeia para subjugar os pa\u00edses europeus, da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica \u00e0s Estepes russas, do Mar do Norte ao Mediterr\u00e2neo, produzindo uma nova localiza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses, aprofundando a coloniza\u00e7\u00e3o industrial, comercial, econ\u00f4mica, financeira e por fim, territorial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>O fim do \u201cEstado de bem-estar\u201d se deu de forma simult\u00e2nea \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o capitalista na URSS, China e Leste Europeu.<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Vemos os acontecimentos dos \u00faltimos 100 anos corroborar a vis\u00e3o do L\u00eanin, da fase imperialista como fase de crises, guerras e revolu\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Uma volta \u00e0 \u201cnormalidade\u201d: o imperialismo se despoja das luvas de pelica para vestir a armadura da guerra social e colonial. Presenciaremos mais guerras de classes e coloniais, numa vastid\u00e3o n\u00e3o vista antes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A crise aberta em 2008, de grandes propor\u00e7\u00f5es, produzida ap\u00f3s a reconvers\u00e3o capitalista de dezenas de pa\u00edses ex-\u2018socialistas\u2019 e a recoloniza\u00e7\u00e3o de todo o planeta, abriu um novo per\u00edodo de redivis\u00e3o do mundo entre \u00e1reas de influencia imperialista, um novo per\u00edodo traum\u00e1tico de divis\u00e3o do dom\u00ednio dos principais ramos econ\u00f4micos do mundo entre grandes conglomerados mundiais. Nessa contenda de gigantes, cada Estado Nacional tratar\u00e1 de apoiar \u201csuas\u201d empresas na batalha global pelo dom\u00ednio do mercado mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Trotsky alertava, em 1940, para esta rela\u00e7\u00e3o estreita entre o Estado Nacional e \u201cseus\u201d monop\u00f3lios:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u201cO Estado n\u00e3o \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o, mas o instrumento do capitalismo monopolista. Mesmo que n\u00e3o se exproprie os trustes e bancos em benef\u00edcio do povo, a luta entre os estados \u00e9 t\u00e3o inevit\u00e1vel como a luta entre os mesmos trustes.\u00a0 A renuncia volunt\u00e1ria por parte do estado mais forte \u00e0s vantagens que sua for\u00e7a lhe proporciona \u00e9 uma utopia t\u00e3o rid\u00edcula como a divis\u00e3o volunt\u00e1ria do capital entre os trustes.\u201d<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br clear=\"all\" \/> <\/span><\/span><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt;\"> Leon Trotsky, Manifiesto de la Cuarta Internacional sobre la guerra imperialista y la revoluci\u00f3n prolet\u00e1ria mundial, mayo de 1940. <\/span><span style=\"font-size: 8.0pt;\">Escritos, tomo XI pagina 270.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Na ind\u00fastria automobil\u00edstica mundial, apenas 3 ou 4 grupos v\u00e3o sobreviver a esta crise e formar\u00e3o um oligop\u00f3lio mundial. H\u00e1 uma superprodu\u00e7\u00e3o e excesso de capacidade produtiva no setor. Muitos concorrentes disputando o mesmo espa\u00e7o, tornando as margens de lucro pequenas (algo em torno de 3% do faturamento). Deve-se repetir neste setor, o que j\u00e1 ocorreu na minera\u00e7\u00e3o mundial: 3 empresas controlam mais de 90% da produ\u00e7\u00e3o mundial do min\u00e9rio de ferro! Estas empresas t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de impor pre\u00e7os de monop\u00f3lio mesmo sendo concorrentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Uma empresa para sobreviver no ramo automobil\u00edstico e ganhar muito dinheiro deve ter uma produ\u00e7\u00e3o em escala na ordem de 6 milh\u00f5es de ve\u00edculos por ano. Assim, ela pode ganhar dinheiro no volume vendido, ainda que tenha uma margem de lucro pequena.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Em 2003, o ex-presidente da GM,\u00a0<span style=\"background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">Rick Wagoner, fez uma caracteriza\u00e7\u00e3o: &#8220;<i>Voc\u00ea n\u00e3o pode ter seis ou sete fabricantes, cada um com 8 a 10 por cento do mercado, <\/i><i>e ganhar dinheiro<\/i>&#8220;.\u00a0<\/span>Em dezembro de 2008, o Presidente mundial da Fiat previu que acabaria por serem apenas seis grandes fabricantes de autom\u00f3veis, e que apenas um deles seria dos Estados Unidos. Depois, o Presidente da Volkswagen mundial disse: \u201c<i><span style=\"background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">ap\u00f3s a recess\u00e3o sobreviver\u00e3o uma fabricante japonesa, uma chinesa, duas ou tr\u00eas na Europa e uma nos EUA<\/span><\/i><span style=\"background-image: initial; background-attachment: initial; background-size: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial; background-repeat: initial;\">.\u201d<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Os acontecimentos na Europa (guerras, estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, quebras de empresas e nova relocaliza\u00e7\u00e3o de pa\u00edses) criaram as condi\u00e7\u00f5es para dirimir as principais pol\u00eamicas instaladas na esquerda mundial, a saber:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Que o capitalismo poderia melhorar paulatinamente as condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora mundial. Esse questionamento reformista da lei da <b>mis\u00e9ria crescente<\/b> de Marx caiu por terra. Os monop\u00f3lios europeus necessitam impor condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o da sua classe trabalhadora para os n\u00edveis anteriores \u00e0 Segunda Guerra. Sem isso, n\u00e3o vai sobreviver na disputa com as multinacionais norte-americanas. A concorr\u00eancia se acentua no tabuleiro da Europa e de todo o mundo. Os monop\u00f3lios europeus devem buscar a expans\u00e3o territorial para pa\u00edses pobres e terceirizar a\u00ed partes da sua produ\u00e7\u00e3o. Para isso, usar\u00e1 a for\u00e7a e sua ampla rede de rela\u00e7\u00f5es coloniais herdadas do passado.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Uni\u00e3o Europeia se constitui n\u00e3o em enfrentamento e questionamento da supremacia norte-americana e sim subordinada, tendo a Alemanha como s\u00f3cia menor, formando um novo eixo imperialista mundial, EUA-Alemanha.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apesar de a unifica\u00e7\u00e3o europeia representar o alto grau de unifica\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas continentais, a UE como institui\u00e7\u00e3o \u00e9 o oposto da unifica\u00e7\u00e3o livre entre pa\u00edses. No capitalismo, a unifica\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses s\u00f3 pode se dar pela subordina\u00e7\u00e3o e pela for\u00e7a, onde o mais fraco \u00e9 obrigado a aceitar a associa\u00e7\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o subordinada. O capital financeiro alem\u00e3o, secundado pelo franc\u00eas, imp\u00f5e uma divis\u00e3o de trabalho na Europa que superexplora a classe trabalhadora e aumenta o antagonismo entre os pa\u00edses ricos do norte e pobres do sudeste da Europa.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o acabou com as fronteiras nacionais. O capital, apesar de explorar todo o mundo, permanece com uma base nacional, associado a um Estado que o incentiva, expande e protege, quando necess\u00e1rio.<\/span><\/span><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Assim, nos \u00faltimos 100 anos se verificou a vis\u00e3o de mundo do L\u00eanin:<\/span><\/span><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u201c&#8230;sob o capitalismo n\u00e3o se concebe outro fundamento para a divis\u00e3o das esferas de influ\u00eancia, dos interesses, das col\u00f4nias, etc., que a for\u00e7a daqueles que participam da divis\u00e3o, a for\u00e7a econ\u00f4mica geral, financeira, militar, etc.\u201d (\u2026)\u00a0Os capitalistas n\u00e3o dividem o mundo, levados por uma perversidade particular, mas porque o grau de concentra\u00e7\u00e3o ao qual se chegou os obriga a seguir este caminho para obter benef\u00edcios; e o dividem \u201csegundo o capital\u201d, \u201csegundo a for\u00e7a\u201d; outro procedimento de divis\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel no sistema de produ\u00e7\u00e3o mercantil e do capitalismo. A for\u00e7a varia por sua vez em conson\u00e2ncia com o desenvolvimento econ\u00f4mico e pol\u00edtico; para compreender o que est\u00e1 acontecendo h\u00e1 que saber quais s\u00e3o os problemas que se solucionam com as mudan\u00e7as de for\u00e7a mas, saber se tais mudan\u00e7as s\u00e3o \u201cpuramente\u201d econ\u00f4micas ou extraecon\u00f4micas (por exemplo, militares), \u00e9 um assunto secund\u00e1rio que n\u00e3o pode fazer variar em nada a concep\u00e7\u00e3o fundamental sobre a \u00e9poca atual do capitalismo. Substituir o conte\u00fado da luta e das transa\u00e7\u00f5es entre as alian\u00e7as dos capitalistas com a forma desta luta e destas transa\u00e7\u00f5es (hoje pac\u00edfica, amanh\u00e3 n\u00e3o pac\u00edfica, depois de amanh\u00e3 outra vez n\u00e3o pac\u00edfica) significa rebaixar-se at\u00e9 o papel de sofista. \u00a0<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">A \u00e9poca do capitalismo contempor\u00e2neo nos mostra que entre as alian\u00e7as dos capitalistas se estabelecem determinadas rela\u00e7\u00f5es baseadas na divis\u00e3o econ\u00f4mica do mundo, e que, ao mesmo tempo, em rela\u00e7\u00e3o com isso, v\u00e3o se estabelecendo as alian\u00e7as pol\u00edticas entre os Estados, determinados v\u00ednculos baseados na divis\u00e3o territorial do mundo, na luta pelas col\u00f4nias, na \u201cluta pelo territ\u00f3rio econ\u00f4mico\u201d.<\/span><a style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, pagina 438.<\/span><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Uma recoloniza\u00e7\u00e3o percorre o mundo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Marx n\u00e3o formulou um programa para a revolu\u00e7\u00e3o anticolonial dos pa\u00edses pobres porque via a liberta\u00e7\u00e3o dos povos \u201catrasados\u201d como subproduto das revolu\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias nos centros capitalistas:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><i><span style=\"border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;\">\u201c\u00c0 medida que for suprimida a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u00a0ser\u00e1 suprimida a explora\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o por outra.\u201d<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><b><span style=\"line-height: 115%; color: black; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;\">[10]<\/span><\/b><\/a><\/span><\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;\">Por\u00e9m, a hist\u00f3ria percorreu outros caminhos. O surgimento do imperialismo aburguesou parte do movimento oper\u00e1rio dos pa\u00edses imperialistas e gerou uma torrente revolucion\u00e1ria nos pa\u00edses coloniais e semicoloniais. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;\">Lenin foi quem atualizou o programa marxista e colocou a revolu\u00e7\u00e3o anticolonial e de independ\u00eancia nacional como parte indissol\u00favel da revolu\u00e7\u00e3o mundial: <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><i><span style=\"line-height: 115%;\">\u201c&#8230;o programa da socialdemocracia deve apresentar como fundamental, como o mais essencial e inevit\u00e1vel sob o imperialismo, a divis\u00e3o das na\u00e7\u00f5es em opressoras e oprimidas.\u201d<\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\"><b><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/b><\/span><\/a><\/i><\/span><\/span><i><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/i><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, 1916, p\u00e1gina 269 e 392<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">L\u00eanin formulou uma teoria que o imperialismo necessita oprimir e explorar a maioria do planeta, para assegurar o dom\u00ednio de um punhado de pa\u00edses ricos. Quanto menos pa\u00edses ricos no centro imperialista, mais pa\u00edses pobres na periferia do sistema: <b>a lei de mis\u00e9ria crescente se ampliou com a lei do dom\u00ednio colonial crescente.<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u201c\u00c9 absurdo opor a revolu\u00e7\u00e3o socialista e a luta revolucion\u00e1ria contra o capitalismo a um dos problemas da democracia, no caso presente, ao problema nacional. Devemos combinar a luta revolucion\u00e1ria contra o capitalismo com um programa e uma t\u00e1tica revolucion\u00e1rios para o conjunto das reivindica\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas: rep\u00fablica, milicia, elei\u00e7\u00e3o dos funcionarios pelo povo, igualdade jur\u00eddica para a mulher, direito das na\u00e7\u00f5es a autodetermina\u00e7\u00e3o, etc. Enquanto existir o capitalismo, todas essas reivindica\u00e7\u00f5es s\u00f3 podem se realizar como exce\u00e7\u00e3o e, al\u00e9m disso, de um modo incompleto e desvirtuado.\u201d<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; text-indent: 35.4pt;\">\u00a0(&#8230;)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Algumas dessas transforma\u00e7\u00f5es ser\u00e3o iniciadas antes da derrubada da burguesia, outras no curso de sua derrota e outras depois de sua derrota. A revolu\u00e7\u00e3o social n\u00e3o \u00e9 uma batalha \u00fanica mas uma \u00e9poca que compreende toda uma s\u00e9rie de batalhas por transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e democr\u00e1ticas em todas ordens, batalhas que s\u00f3 podem culminar na expropria\u00e7\u00e3o da burguesia.\u201d<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u00a0(&#8230;)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u201cO imperialismo \u00e9 a opress\u00e3o crescente das na\u00e7\u00f5es do mundo por um punhado de grandes potencias, \u00e9 a \u00e9poca das guerras entre essas grandes potencias para ampliar e consolidar a subjuga\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00e3o\u2026\u201d<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u00a0(&#8230;)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u201cPor esta raz\u00e3o, o ponto central no programa socialdemocrata deve ser a divis\u00e3o das na\u00e7\u00f5es em opressoras e oprimidas, divis\u00e3o que constitue a ess\u00eancia do imperialismo\u2026\u201d<\/span><a style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, 1916, p\u00e1ginas 65 e 66<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Esta lei tamb\u00e9m foi amplamente questionada devido ao processo de descoloniza\u00e7\u00e3o que ocorreu em todo o mundo, no p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Hoje, depois de 25 anos de \u201cneoliberalismo\u201d, h\u00e1 um processo de <\/span><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"><i>recoloniza\u00e7\u00e3o<\/i><\/b><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"> do mundo, expresso em ocupa\u00e7\u00f5es coloniais, como o caso do Iraque, Afeganist\u00e3o e Mali e no dom\u00ednio dos grandes bancos imperialistas e das corpora\u00e7\u00f5es multinacionais, que submetem todo o planeta \u00e0 sua vontade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Essa\u00a0<b><i>recoloniza\u00e7\u00e3o<\/i><\/b> (chamada de neocolonialismo por alguns) se realiza, hoje, mais pela depend\u00eancia econ\u00f4mica do que pelo poder da ocupa\u00e7\u00e3o militar colonial. Por\u00e9m, quando o poder econ\u00f4mico n\u00e3o \u00e9 suficiente para submeter um pa\u00eds, a for\u00e7a das armas do Estado demonstra que o Estado Nacional Imperialista \u00e9 o \u00faltimo (e mais importante) guardi\u00e3o da propriedade privada capitalista.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">H\u00e1 um acordo geral com a import\u00e2ncia da teoria do <b>Imperialismo<\/b> de L\u00eanin, por\u00e9m um ponto \u00e9 \u2018esquecido\u2019 ou n\u00e3o \u00e9 dada nenhuma import\u00e2ncia ou diretamente \u00e9 pol\u00eamico: <b>a linha demarcat\u00f3ria da pol\u00edtica mundial, produto espec\u00edfico da fase imperialista, \u00e9 a divis\u00e3o do mundo entre um punhado de pa\u00edses ricos, desenvolvidos, opressores, imperialistas e uma maioria de pa\u00edses pobres, coloniais e semicoloniais, na\u00e7\u00f5es oprimidas e exploradas<\/b>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Erro muito comum, inclusive no meio trotskista e revolucion\u00e1rio, que L\u00eanin j\u00e1 havia identificado:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"line-height: 115%;\">\u201cPor outro lado, contrariamente aos proudhonistas que \u2018negavam\u2019 o problema nacional \u2018em nome da revolu\u00e7\u00e3o social\u2019\u201d.<\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8pt;\">Idem, p\u00e1gina 271.<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Esse erro decorre de uma vis\u00e3o de que toda luta nacional \u00e9 coisa do passado, da \u00e9poca das revolu\u00e7\u00f5es burguesas, a \u00e9poca da forma\u00e7\u00e3o dos Estados Nacionais e dos nacionalismos. Agora, segundo esta vis\u00e3o antidial\u00e9tica, estar\u00edamos na \u00e9poca das revolu\u00e7\u00f5es prolet\u00e1rias e internacionalistas, na \u00e9poca da economia e da revolu\u00e7\u00e3o mundiais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo mundial mistura \u00e9pocas e etapas, justamente porque a burguesia, depois de dominar o mercado mundial e subjugar o mundo inteiro tratou de impedir o crescimento normal capitalista dos pa\u00edses coloniais. Desta forma, o atraso da periferia foi perpetuado para o crescimento dos centros metropolitanos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por\u00e9m, o que mudou foi a forma da domina\u00e7\u00e3o e da coloniza\u00e7\u00e3o: o novo imperialismo dominante, os EUA, expandiu a exporta\u00e7\u00e3o de capitais na forma de abertura de filiais em boa parte dos pa\u00edses do mundo, garantindo com isso a subordina\u00e7\u00e3o das burguesias nacionais ao imperialismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A exporta\u00e7\u00e3o de capitais predominou na forma de abertura de filiais das multinacionais nos pa\u00edses coloniais e semicoloniais. Tornou a domina\u00e7\u00e3o mais sutil, mas nem por isso menos eficiente. Formalmente, o governo local \u00e9 \u2018independente\u2019, mas na ess\u00eancia, totalmente subordinado.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Nesta nova forma de subordina\u00e7\u00e3o, os pa\u00edses t\u00eam independ\u00eancia formal, jur\u00eddica e pol\u00edtica, mas depend\u00eancia econ\u00f4mica de fato.\u00a0<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Assim predominaram as formas intermedi\u00e1rias de semicoloniza\u00e7\u00e3o do mundo, como L\u00eanin dizia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><i>\u201cPara falar da pol\u00edtica colonial da \u00e9poca do imperialismo capitalista, \u00e9 necess\u00e1rio perceber que o capital financeiro e a pol\u00edtica internacional correspondente, a qual consiste na luta das grandes potencias pela divis\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica do mundo, surgem abundantes formas transit\u00f3rias de dependencia estatal. Para esta \u00e9poca s\u00e3o t\u00edpicas n\u00e3o apenas os dois grupos fundamentais de pa\u00edses \u2013 os que possuem col\u00f4nias e as col\u00f4nias -, mas tamb\u00e9m os mais variados tipos de pa\u00edses dependentes que desde um ponto de vista formal, pol\u00edtico, gozam de independ\u00eancia, mas que, na realidade, se encontram nas redes das depend\u00eancia financeira e diplom\u00e1tica.\u201d<\/i><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><i><b><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/b><\/i><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo \u00a0XXVII, p\u00e1gina 402, ano 1916.<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Essa explora\u00e7\u00e3o colonial e semicolonial atingia, no tempo de L\u00eanin, a 70% da popula\u00e7\u00e3o mundial, realizada por cerca de 10 pot\u00eancias econ\u00f4micas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Hoje atinge a mais de 97% dos povos do planeta. Apenas 4 ou 5 pa\u00edses imperialistas e duas centenas de grandes conglomerados dominam 190\u00a0 pa\u00edses do mundo, em grau maior ou menor de subordina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A descoloniza\u00e7\u00e3o ocorrida nos p\u00f3s-Segunda Guerra, levou a erro comum, pensar que todas as na\u00e7\u00f5es s\u00e3o independentes e v\u00e3o trilhar um caminho de desenvolvimento econ\u00f4mico capitalista normal, de forma reformista, e v\u00e3o chegar no \u201cPrimeiro Mundo\u201d. Essa vis\u00e3o subestima o controle mundial do imperialismo e o dom\u00ednio econ\u00f4mico, politico e militar do imperialismo americano (secundado pelo alem\u00e3o, franc\u00eas e japon\u00eas), subestima o dom\u00ednio colonial e n\u00e3o percebe a recoloniza\u00e7\u00e3o em curso desde a d\u00e9cada de 1970. Separa dois termos que sempre andaram juntos: depend\u00eancia e coloniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">As revolu\u00e7\u00f5es anticoloniais do p\u00f3s-guerra foram vitoriosas, por\u00e9m garantiram a independ\u00eancia <b><i>formal, <\/i><\/b>pois de conte\u00fado se libertaram do dom\u00ednio colonial brit\u00e2nico para cair na depend\u00eancia econ\u00f4mica do imperialismo norte-americano.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Monop\u00f3lio anda de m\u00e3os dadas com a recoloniza\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Monop\u00f3lio e pol\u00edtica colonial andam juntos na teoria do <b><i>Imperialismo<\/i><\/b> de L\u00eanin:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u201cOs monop\u00f3lios intensificaram a luta pela conquista das mais importantes fontes de mat\u00e9rias-primas (\u2026) <\/span><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">O monop\u00f3lio nasceu da pol\u00edtica colonial.\u201d<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><b><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/b><\/a><\/b><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, pagina 442, ano 1916.<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">\u00c9 imposs\u00edvel entender o mundo hoje e as rela\u00e7\u00f5es entre pa\u00edses no Sistema Mundial de Estados, sem ver as rela\u00e7\u00f5es entre as multinacionais e \u201cseus\u201d Estados Nacionais, subordinando e recolonizando os povos da \u00c1sia, \u00c1frica, Oriente M\u00e9dio, Am\u00e9rica Latina, Leste e Sul europeu para garantir um m\u00e1ximo de explora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Isso fica patente quando a Siemens deslocou a produ\u00e7\u00e3o para a Hungria, em 2004, pagando um sal\u00e1rio m\u00e9dio de 3,8 euros, enquanto na Alemanha teria que pagar 26,5 euros.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Na disputa pelo mercado mundial s\u00f3 v\u00e3o sobreviver aquelas corpora\u00e7\u00f5es que reunirem muito capital e conseguirem dominar regi\u00f5es geogr\u00e1ficas que produzem partes da mercadoria com produtividade m\u00e1xima e sal\u00e1rio m\u00ednimo. Essas \u201cCadeias de Valor Global\u201d precisam garantir condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o \u00f3timas, com p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida e sal\u00e1rio para a popula\u00e7\u00e3o local.\u00a0 Por isso, vencer\u00e1 aquela empresa que conseguir subordinar os pa\u00edses pobres para que aceitem estas condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o. A teoria de L\u00eanin v\u00ea o imperialismo n\u00e3o apenas como uma \u201cpol\u00edtica\u201d e sim como um conjunto de rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas, sociais, dentro de um sistema desigual e combinado de rela\u00e7\u00f5es estatais. Cada Estado nacional busca acordos comerciais entre pa\u00edses que permitam essa localiza\u00e7\u00e3o excelente. Quando um pa\u00eds ou determinado setor da burguesia local n\u00e3o se subordinar a estas condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 derrubado ou trocado. Portanto, visto deste \u00e2ngulo, o mundo estar\u00e1 convulsionado nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Conflitos entre pa\u00edses, conflitos entre classes e setores de classes, conflitos entre grandes corpora\u00e7\u00f5es multinacionais para ocupar territ\u00f3rios de explora\u00e7\u00e3o. Conflitos entre pa\u00edses imperialistas e pa\u00edses semicoloniais e coloniais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: red;\">A China \u00e9 a nova superpot\u00eancia que vai desbancar os Estados Unidos?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Desde o final da d\u00e9cada de 1980 se instaurou uma \u201cnova ordem\u201d mundial, produto da orienta\u00e7\u00e3o neoliberal, da recoloniza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pobres e da restaura\u00e7\u00e3o capitalista da URSS, do Leste Europeu e da China.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Os Estados Unidos emergiram como imperialismo dominante, arrastando seus s\u00f3cios menores, a Alemanha, o Jap\u00e3o, a Fran\u00e7a e a Inglaterra.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Aqui surgiu um mito: a China ser\u00e1 a nova superpot\u00eancia mundial, acompanhada por novas pot\u00eancias regionais, Brasil, Russia, \u00cdndia, M\u00e9xico, \u00c1frica do Sul, etc.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u00c9 verdade que estes pa\u00edses t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o privilegiada com o imperialismo, por\u00e9m sob dom\u00ednio das transnacionais, todos eles est\u00e3o em processo de recoloniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A China se converteu na \u201cf\u00e1brica do mundo\u201d, 200 milh\u00f5es de camponeses foram expropriados para permitir o surgimento de uma classe oper\u00e1ria superexplorada, que comprimiu o sal\u00e1rio mundial. Dominou de cima a baixo a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos industrializados e se transformou numa plataforma de exporta\u00e7\u00e3o das grandes corpora\u00e7\u00f5es transnacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Porque a China n\u00e3o ser\u00e1 a pr\u00f3xima superpot\u00eancia?<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Um relat\u00f3rio do Congressional Research Service, dos EUA, informa que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) acumulado na China \u00e9 de 1,3 trilh\u00e3o de d\u00f3lares, resultado da entrada de 445 mil filiais de empresas estrangeiras.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Pelo mesmo processo de recoloniza\u00e7\u00e3o passou a Am\u00e9rica do Sul, com o Brasil na cabe\u00e7a, que se localizou como fornecedora de mat\u00e9rias-primas, alimentos e energia para o salto chin\u00eas. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Portanto, o neoliberalismo e a globaliza\u00e7\u00e3o que vimos acontecer no mundo representaram um salto na superexplora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora mundial, associada a uma recoloniza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pobres, devido ao dom\u00ednio destes pa\u00edses pelas transnacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Dito isto, \u00e9 preciso considerar que a recoloniza\u00e7\u00e3o destes pa\u00edses ser\u00e1 traum\u00e1tica, n\u00e3o pela resist\u00eancia que as burguesias nacionais v\u00e3o oferecer (coisa improv\u00e1vel, mas n\u00e3o descartada como mostrou Saddam Hussein e Ch\u00e1vez), mas pelo ataque ao conjunto dos pa\u00edses (econ\u00f4mico, pol\u00edtico, militar, etc) e a resist\u00eancia que os povos v\u00e3o oferecer, gerando revolu\u00e7\u00f5es anticoloniais como parte <b>espec\u00edfica<\/b> da revolu\u00e7\u00e3o mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O que se conhece como BRICs, em grau maior ou menor de subordina\u00e7\u00e3o e depend\u00eancia, s\u00e3o plataformas do imperialismo para dominar o mercado mundial. S\u00e3o submetr\u00f3poles em processo de recoloniza\u00e7\u00e3o ou \u201ccol\u00f4nias privilegiadas\u201d, como dizia L\u00eanin.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>\u201cA luta contra o imperialismo sem luta contra o oportunismo e a ruptura com este \u00e9 um engano.\u201d<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><b><span style=\"line-height: 115%;\">[16]<\/span><\/b><\/a><\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A frase acima \u00e9 parte indissol\u00favel da teoria do <b>Imperialismo<\/b> de L\u00eanin. A guerra demonstrou que havia uma parte podre no movimento socialista internacional. Justamente as lideran\u00e7as oper\u00e1rias dos pa\u00edses imperialistas, que foram corrompidos por \u2018sua\u2019 burguesia. Lenin concluiu que n\u00e3o podia permanecer no mesmo partido com este tipo de gente, corrompidos por 30 anos de \u2018paz\u2019, parlamentarismo e desenvolvimento capitalista nos pa\u00edses centrais:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u201cna Europa o socialismo j\u00e1 superou a etapa relativamente pac\u00edfica e enquadrada em estreitos limites nacionais.\u00a0 A guerra de 1914-1915 a fez entrar na etapa das a\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias na qual a ruptura completa com o oportunismo e sua expuls\u00e3o dos partidos oper\u00e1rios est\u00e3o indubitavelmente na orden do dia.\u201d<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo XXIV, p\u00e1gina 268, ano 1915<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Essa etapa de a\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias necessita de um novo tipo de partido, preparado para combates revolucion\u00e1rios em vez da rotina sindical\/parlamentar. Pressupunha tamb\u00e9m uma ruptura taxativa com a dire\u00e7\u00e3o reformista e centrista da II Internacional.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">As Teses da III Internacional <b><i>\u201cAs tarefas fundamentais da Internacional Comunista<\/i><\/b>\u201d do Segundo Congresso (1920) resume toda a experi\u00eancia do movimento comunista internacional com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dire\u00e7\u00f5es oportunistas:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u201cUm dos obst\u00e1culos mais importantes para o movimiento oper\u00e1rio revolucion\u00e1rio nos pa\u00edses capitalistas desenvolvidos deriva do fato de que gra\u00e7as \u00e0s possess\u00f5es coloniais e a mais-valia do capital financeiro, etc., o capital conseguiu criar uma <b style=\"font-size: 12pt;\">pequena<\/b> aristocracia oper\u00e1ria relativamente importante e est\u00e1vel. Este grupo se beneficiou com as melhores retribui\u00e7\u00f5es e, al\u00e9m disso, est\u00e1 permeada por um esp\u00edrito de corporativismo estreito, pequeno burgu\u00eas e de preconceitos capitalistas. Constitui a verdadeira \u201cbase\u201d social da II Internacional dos reformistas e dos \u201ccentristas\u201d e na atualidade est\u00e1 muito pr\u00f3xima de converter-se em um ponto de apoio da burguesia. <b style=\"font-size: 12pt;\">Nenhuma prepara\u00e7\u00e3o, nem sequer pr\u00e9via, do proletariado para a derrota da burguesia \u00e9 poss\u00edvel sem uma luta direta, sistem\u00e1tica, ampla, declarada, com esta pequena minoria\u2026<\/b>\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomo XXIV, p\u00e1gina 268, ano 1915<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Dados emp\u00edricos de Thomas Piketty demonstram o surgimento desta \u2018aristocracia oper\u00e1ria\u2019 dos pa\u00edses ricos. Como ele analisa a renda das pessoas e n\u00e3o as classes sociais\u00a0 identifica esta aristocracia como parte da classe m\u00e9dia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><i>\u201cAs migalhas que a classe m\u00e9dia recolhe s\u00e3o importantes. Seria um erro subestimar o significado hist\u00f3rico desta mudan\u00e7a. Uma pessoa que tem uma fortuna de 200.000 a 300.000 \u20acuros pode n\u00e3o ser rica, mas est\u00e1 longe de ser pobre. Dezenas de milh\u00f5es de pessoas que comp\u00f5em 40% da popula\u00e7\u00e3o representam um grupo intermedi\u00e1rio entre ricos e pobres, com propriedade individual no valor de centenas de milhares de euros e que possuem 25 a 30% da riqueza nacional nos pa\u00edses imperialistas. <b>Em termos hist\u00f3ricos, isso representou uma grande transforma\u00e7\u00e3o<\/b>, que alterou profundamente a paisagem social e a estrutura pol\u00edtica da sociedade.\u201d<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Ter a clareza da exist\u00eancia desta aristocracia oper\u00e1ria, que \u00e9 produto da explora\u00e7\u00e3o colonial e de uma grande conquista, deve nos alertar para os conflitos poderosos que essa camada social vai desenvolver em defesa dos seus interesses, atacados duramente pelo imperialismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Depois da Segunda Guerra Mundial e a expans\u00e3o das multinacionais por todo o planeta, o imperialismo tratou de criar em cada pa\u00eds semicolonial, uma aristocracia oper\u00e1ria nos moldes da sua cong\u00eanere dos pa\u00edses ricos, por\u00e9m com menos peso num\u00e9rico e social. Os empregados diretos das grandes empresas multinacionais (e das empresas estatais) em cada pa\u00eds constituem a base principal das dire\u00e7\u00f5es reformistas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Na Europa est\u00e1 se produzindo uma diferencia\u00e7\u00e3o social no interior da classe oper\u00e1ria:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"line-height: 115%;\">\u201c&#8230;.a cria\u00e7\u00e3o dos contratos prec\u00e1rios conhecidos como <i>minijobs<\/i> de 400 euros mensais (7,5 milh\u00f5es de trabalhadores). O que teve como resultado que 1 a cada 4 trabalhadores ganhe menos de 5 euros por hora e os salarios reais do conjunto do proletariado, entre 2000-2010, tenha ca\u00eddo 7%. A amplia\u00e7\u00e3o da precariza\u00e7\u00e3o produziu uma diferen\u00e7a salarial abismal, que gira em torno de 40%. Ainda que a velha aristocracia oper\u00e1ria mantenha o essencial de suas conquistas, uma camada cada vez maior do proletariado n\u00e3o tem acesso \u00e0s mesmas condi\u00e7\u00f5es de vida que suas camadas mais privilegiadas.\u201d<\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><b><i><span style=\"font-size: 8.0pt;\">La Uni\u00f3n Europea y nuestra pol\u00edtica, <\/span><\/i><\/b><span style=\"font-size: 8pt;\">documento da LIT sobre a situa\u00e7\u00e3o europeia, 5 de fevereiro de 2014.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Essa camada social foi a base de sustenta\u00e7\u00e3o da socialdemocracia europeia por d\u00e9cadas. O papel desta dire\u00e7\u00e3o foi determinante para evitar a expans\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o russa para toda a Europa, logo ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Esta Guerra rendeu a perda do Imp\u00e9rio Russo para o imperialismo, onde despontou a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Primeira Grande Guerra, primeira grande amea\u00e7a de perder o controle sobre a Europa.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A trai\u00e7\u00e3o da Socialdemocracia internacional, que ganhou volume e extens\u00e3o com a destrui\u00e7\u00e3o da III Internacional sob a bota do stalinismo, permitiu que as burguesias imperialistas se aventurassem na Segunda Grande Guerra.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Novamente, o imperialismo perdeu territ\u00f3rios, agora na ordem de 1\/3 do Mapa Mundi que deixou de ser capitalista. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O imperialismo aprendeu com as Guerras Mundiais e as revolu\u00e7\u00f5es. Aprendeu que n\u00e3o sobreviveria a uma Terceira Guerra Mundial. Isto obrigou a subordina\u00e7\u00e3o das diversas burguesias dos pa\u00edses imperialistas ao chefe maior: o imperialismo norte-americano.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A frase do L\u00eanin citada no subt\u00edtulo acima significa que o imperialismo, por si s\u00f3, com toda sua maquinaria de explora\u00e7\u00e3o e de guerras n\u00e3o \u00e9 capaz de ganhar uma guerra, como mostra o Iraque e o Afeganist\u00e3o, nos anos 2000, ou como j\u00e1 tinha mostrado no Vietn\u00e3, na d\u00e9cada de 1960.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Ele s\u00f3 sobrevive porque se apoia em determinados setores da classe burguesa local, nos pa\u00edses coloniais e semicoloniais, e corrompendo uma minoria da classe trabalhadora, atrav\u00e9s de altos sal\u00e1rios ou, diretamente, pela corrup\u00e7\u00e3o dos l\u00edderes, atrav\u00e9s dos postos sindicais e parlamentares.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Desta forma, conseguiu cooptar a dire\u00e7\u00e3o marxista de massas do in\u00edcio do S\u00e9culo XX, a socialdemocracia europeia e o stalinismo, que durante 60 anos traiu dezenas de revolu\u00e7\u00f5es em todo o mundo e realizou a grande trai\u00e7\u00e3o no P\u00f3s-Segunda Guerra, evitando a revolu\u00e7\u00e3o socialista em toda a Europa. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A hist\u00f3ria deu raz\u00e3o a Trotsky, infelizmente, pela negativa: o stalinismo levou 1\/3 da humanidade de volta ao capitalismo e, pior, na condi\u00e7\u00e3o de semicol\u00f4nias.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A trajet\u00f3ria do PT no Brasil, de Evo Morales na Bol\u00edvia, da Frente Sandinista na Nicar\u00e1gua, de Ch\u00e1vez na Venezuela entre tantos outros, demonstra que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mudar o capitalismo pela via morta do parlamentarismo e de gerenciamento do capitalismo desde os governos \u2018reformistas\u2019 ou \u2018nacionalistas\u2019.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Agora, na atualidade, com um in\u00edcio de ruptura das massas com estes governos \u201cpopulares\u201d e a esquerdiza\u00e7\u00e3o paulatina da classe trabalhadora, novas correntes come\u00e7am a crescer eleitoralmente como o Syriza na Europa. Infelizmente, essas novas dire\u00e7\u00f5es anticapitalistas j\u00e1 nascem com todos os defeitos da socialdemocracia (cuja estrat\u00e9gia \u00e9 reformar o capitalismo pela via da democracia burguesa) sem ter, contudo, suas virtudes (partidos combativos de alta composi\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>O imperialismo \u00e9 a fase \u2018decadente\u2019 do capitalismo?<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A maioria dos estudiosos da economia mundial recusa essa parte da teoria do <b>Imperialismo<\/b>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Apoiam-se no grande desenvolvimento da t\u00e9cnica, especialmente na revolu\u00e7\u00e3o provocada pelo surgimento dos computadores, que abriu um novo ramo produtivo mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Estes estudiosos cometem um erro importante: entendem o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas como o desenvolvimento da t\u00e9cnica. N\u00e3o entendem que as for\u00e7as produtivas s\u00e3o compostas pelo homem, pela natureza e pela t\u00e9cnica.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Vistas no seu conjunto, as for\u00e7as produtivas da humanidade est\u00e3o sendo constrangidas, sufocadas e destru\u00eddas. Essa afirmativa ficar\u00e1 mais clara dentro de uma d\u00e9cada.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">At\u00e9 a\u00ed, veremos esta grave crise econ\u00f4mica, que se iniciou em 2008, desenvolver-se como ela, de fato, \u00e9: a terceira grande depress\u00e3o que a economia capitalista j\u00e1 conheceu.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Como esta crise, s\u00f3 existiram duas anteriores: a que ocorreu entre 1873 e 1895, que durou 22 anos ea que ocorreu entre 1914 e 1939, durante 25 anos. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A primeira deu origem ao imperialismo, a segunda quase levou o mundo \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o e\/ou revolu\u00e7\u00e3o mundial e a terceira, iniciada em 2008, desatou uma depress\u00e3o econ\u00f4mica que ainda est\u00e1 ganhando contornos precisos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A primeira crise depressiva foi analisada por Engels que a denominou de \u201ccrise cr\u00f4nica\u201d, \u201cestado cr\u00f4nico de estagna\u00e7\u00e3o em todos os ramos dominantes da ind\u00fastria\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Essa longa estagna\u00e7\u00e3o que teremos nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas trar\u00e1 consigo guerras, recoloniza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pobres, crises e revolu\u00e7\u00f5es que preparam as condi\u00e7\u00f5es da destrui\u00e7\u00e3o do imperialismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Na apar\u00eancia, esta crise depressiva n\u00e3o se assemelha \u00e0s duas anteriores, que foram devastadoras, com quebra de 25% da produ\u00e7\u00e3o de riquezas nos pa\u00edses ricos, desemprego massivo e fal\u00eancias generalizadas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por\u00e9m, a diferen\u00e7a n\u00e3o reside na natureza destas tr\u00eas crises, mas na \u2018solu\u00e7\u00e3o\u2019 que a burguesia deu. Em 1930 a burguesia permitiu a quebra de bancos e empresas de forma generalizada. Hoje n\u00e3o poderia fazer isto, j\u00e1 que os bancos, fundidos com suas multinacionais atrav\u00e9s do capital financeiro, s\u00e3o \u201cgrandes demais para falir\u201d e quebraria o sistema capitalista mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A solu\u00e7\u00e3o foi injetar dinheiro p\u00fablico na economia, empurrando com a barriga o problema. Os governos injetaram US$ 25 trilh\u00f5es para \u201cirrigar\u201d as veias do capitalismo mundial, evitando o colapso, por\u00e9m, transformou a crise numa longa estagna\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 picos de queda forte e algumas recupera\u00e7\u00f5es fracas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Ademais, o imperialismo desenvolve cada vez mais seu car\u00e1ter especulativo: segundo o BIS, existem opera\u00e7\u00f5es em derivativos (apostas futuras) no valor de mais US$ 600 trilh\u00f5es, mais de 7 vezes toda a produ\u00e7\u00e3o de riqueza anual do planeta.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Toda a montanha de papel fict\u00edcio, montanhas de d\u00edvidas e supervaloriza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, apostas especulativas, tudo isto vai desinflar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, se ajustando \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de riqueza real da economia mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O imperialismo est\u00e1 desatando um furioso ataque \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida da humanidade para recuperar suas taxas de lucro e come\u00e7ar um novo per\u00edodo de crescimento econ\u00f4mico. Essa guerra social e colonial vai dar a t\u00f4nica nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Ser\u00e3o 20 anos de destrui\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas para poder retomar uma nova fase de crescimento capitalista. Aqui se demonstra a cara decadente do imperialismo: cresce, destruindo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O melhor exemplo dessa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 o caso da GM. O governo Obama, ao inv\u00e9s de estatizar a empresa falida, fechou 18 complexos industriais nos Estados Unidos, demitiu 37 mil trabalhadores e rebaixou os sal\u00e1rios. Al\u00e9m disso, o governo Obama assumiu (junto com o Sindicato), a d\u00edvida de US$ 160 bilh\u00f5es da GM. Portanto, socializou o preju\u00edzo e privatizou o lucro. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Nunca a c\u00e9lebre frase de Karl Marx, no <b><i>Manifesto Comunista<\/i><\/b>, se mostrou t\u00e3o correta: \u201c<i>O governo moderno n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o um comit\u00ea para gerir o conjunto dos neg\u00f3cios da classe burguesa<\/i>\u201d.<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><span style=\"line-height: 115%;\">[19]<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: #333333;\">O imperialismo, na sua decad\u00eancia, apresenta uma tend\u00eancia de gerar ilhas de riqueza e alta produtividade incrustradas em um mar de mis\u00e9ria, degrada\u00e7\u00e3o do ser humano e do meio ambiente.<\/span><\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Segundo a OIT, existem 246 milh\u00f5es de crian\u00e7as que trabalham, sendo dezenas de milh\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: red;\">Conclus\u00e3o:<\/span><\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A partir da elabora\u00e7\u00e3o da teoria do <b>Imperialismo<\/b>, L\u00eanin deixou de fazer uma separa\u00e7\u00e3o tajante entre a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica (burguesa) e a revolu\u00e7\u00e3o socialista (oper\u00e1ria) e terminou ligando-as no processo hist\u00f3rico, onde as revolu\u00e7\u00f5es anticoloniais se tornaram um pr\u00f3logo da revolu\u00e7\u00e3o mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"line-height: 115%;\">\u201cA diferen\u00e7a econ\u00f4mica entre as col\u00f4nias e os povos europeus consistia antes no fato de que as col\u00f4nias eran arrastadas ao interc\u00e2mbio de <b>mercadorias,<\/b> mas \u00e0 <b>produ\u00e7\u00e3o<\/b> capitalista. O imperialismo mudou essa situa\u00e7\u00e3o. O imperialismo \u00e9, entre outras coisas, a exporta\u00e7\u00e3o de capital. A produ\u00e7\u00e3o capitalista se transplanta com crescente rapidez para as col\u00f4nias. \u00c9 imposs\u00edvel arranc\u00e1-las da depend\u00eancia do capital financeiro europeu\u2026 a separa\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias\u00a0 \u00e9 realiz\u00e1vel, como regra geral, apenas com o socialismo; com o capitalismo, essa separa\u00e7\u00e3o \u00e9 realiz\u00e1vel a t\u00edtulo de exce\u00e7\u00e3o ou mediante uma s\u00e9rie de revolu\u00e7\u00f5es e inssurrei\u00e7\u00f5es tanto nas col\u00f4nias como nas metr\u00f3poles.\u201d<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/span><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/Downloads\/a atualidade do imerialismo de Lenin 1.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\"><span style=\"font-size: 8.0pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8pt;\"> Lenin, Obras Completas, tomoXXX, 1916, p\u00e1gina 37, sublinhados no original por L\u00eanin.<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">L\u00eanin sempre acreditou que as guerras abriam situa\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias que provocam revolu\u00e7\u00f5es e que o imperialismo \u00e9 a antessala da revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><i>\u201cSobre la ruina mundial creada por la guerra, se agranda as\u00ed la crisis revolucionaria mundial, que, por largas y duras que sean las peripecias que atraviese, no podr\u00e1 terminar sino con la revoluci\u00f3n proletaria y su victoria.\u201d <\/i><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn21\" name=\"_ftnref21\"><i><b><span style=\"line-height: 115%;\">[21]<\/span><\/b><\/i><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Trotsky, a quem coube formular a teoria da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente, complementou esta vis\u00e3o:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">\u201cLa lucha por la independencia nacional de las colonias es, desde el punto de vista del proletariado, s\u00f3lo una etapa transicional en el camino que llevar\u00e1 a los pa\u00edses atrasados a la revoluci\u00f3n socialista internacional. La Cuarta Internacional no establece compartimientos estancos entre los pa\u00edses atrasados y los avanzados, entre las revoluciones democr\u00e1ticas y las socialistas. Las combina y las subordina a la lucha mundial de los oprimidos contra los opresores. As\u00ed como la \u00fanica fuerza genuinamente revolucionaria de nuestra \u00e9poca es el proletariado internacional, el \u00fanico programa con el que realmente se liquidar\u00e1 toda opresi\u00f3n, social y nacional, es el programa de la revoluci\u00f3n permanente.\u201d<span style=\"line-height: 115%;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O imperialismo, navegando as contradi\u00e7\u00f5es gigantescas do planeta, busca salvar-se utilizando a seu favor as desigualdades da economia mundial e ir respirando, entre uma crise e outra.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Na China est\u00e1 sua salva\u00e7\u00e3o (no boom que j\u00e1 dura 15 anos) e sua desgra\u00e7a (quando estourar a crise, dentro de alguns anos). Provavelmente, quando a China entrar em recess\u00e3o, a estagna\u00e7\u00e3o mundial vai se tornar uma longa depress\u00e3o, se antes o imperialismo n\u00e3o conseguir derrotar o proletariado mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Os Estados Unidos empurram com a barriga para evitar a debacle. Queimar capital, fechar f\u00e1bricas, gerar desemprego massivo e quebrar pa\u00edses inteiros, que v\u00e3o perder peso no sistema mundial de Estados, como est\u00e1 ocorrendo agora com Portugal e Gr\u00e9cia. Os pa\u00edses imperialistas diminuem em n\u00famero (ficando praticamente EUA, Alemanha, Fran\u00e7a, Jap\u00e3o e Inglaterra), mesmo assim, com grandes extens\u00f5es territoriais e populacionais pobres no seu interior: manchas de pobreza \u2013 ou de imigra\u00e7\u00e3o &#8211; em ilhas de prosperidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Do ponto de vista dos monop\u00f3lios, est\u00e1 se configurando uma economia mundial onde duas ou tr\u00eas grandes empresas dominam cada ramo e subordina uma parte da m\u00e9dia e pequena propriedade (quebrando o restante como sup\u00e9rfluos), terceirizando e precarizando a produ\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Assim, teremos uma \u2018aristocracia oper\u00e1ria\u2019 reduzida na empresa-m\u00e3e e um mar de terceirizados, sem pap\u00e9is e sem direitos, produzindo em todo o mundo para dois ou tr\u00eas oligop\u00f3lios, que dominam cada ramo produtivo mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomoXXVII pagina 318, grifado por L\u00eanin, no original.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span style=\"line-height: 115%;\">[2]<\/span><\/a> Idem, p\u00e1ginas 405 y 406<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><span style=\"line-height: 115%;\">[3]<\/span><\/a>Idem, p\u00e1gina 348<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><span style=\"line-height: 115%;\">[4]<\/span><\/a> S. Vitali, J.BGlattfelder e S. Battiston \u2013 <i>The Network, of Global Corporate Control &#8211; <\/i>Chairof Systems Design, ETHZurich \u2013 correspondingauthorsbattiston@ethz.ch \u2013 O texto completo foi disponibilizado em arXiv em pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o, e publicado pelo PloSOne em 26 de outubro de 2011.\u00a0 <\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><span style=\"line-height: 115%;\">[5]<\/span><\/a>Interconnected Economies -Benefiting from Global Value Chains &#8211; OCDE 2013<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><span style=\"line-height: 115%;\">[6]<\/span><\/a>\u00a0 (MIT Center for Transportation\u00a0 andLogistics, 2009).<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn7\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><span style=\"line-height: 115%;\">[7]<\/span><\/a>Lenin, Obras Completas, tomo XXVII \u2013 Cuadernos sobre el imperialismo, 1916, p\u00e1gina 444, grifado no original<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn8\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><span style=\"line-height: 115%;\">[8]<\/span><\/a> Leon Trotsky, Manifiesto de laCuarta Internacional sobre la guerra imperialista y larevoluci\u00f3n prolet\u00e1ria mundial, mayo de 1940. Escritos, tomo XI pagina 270.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn9\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><span style=\"line-height: 115%;\">[9]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomoXXVII, pagina 438.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn10\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><span style=\"line-height: 115%;\">[10]<\/span><\/a> Marx e Engels, Manifesto Comunista.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn11\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><span style=\"line-height: 115%;\">[11]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, 1916, p\u00e1gina 269 e 392<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn12\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><span style=\"line-height: 115%;\">[12]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, 1916, p\u00e1ginas 65 e 66<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn13\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><span style=\"line-height: 115%;\">[13]<\/span><\/a>Idem, p\u00e1gina 271<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn14\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><span style=\"line-height: 115%;\">[14]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, p\u00e1gina 402, ano 1916<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn15\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><span style=\"line-height: 115%;\">[15]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomoXXVII, pagina 442, ano 1916.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn16\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><span style=\"line-height: 115%;\">[16]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomo XXVIII pagina 238, ano 1916<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn17\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><span style=\"line-height: 115%;\">[17]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomo XXIV, p\u00e1gina 268, ano 1915<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn18\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><span style=\"line-height: 115%;\">[18]<\/span><\/a><b><i>La Uni\u00f3nEuropea y nuestra pol\u00edtica, <\/i><\/b>documento da LIT sobre a situa\u00e7\u00e3o europeia, 5 de fevereiro de 2014.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn19\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref19\" name=\"_ftn19\"><span style=\"line-height: 115%;\">[19]<\/span><\/a><i>Manifesto Comunista<\/i>, parte 1 \u201cBurgueses e prolet\u00e1rios\u201d.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn20\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref20\" name=\"_ftn20\"><span style=\"line-height: 115%;\">[20]<\/span><\/a> Lenin, Obras Completas, tomoXXX, 1916, p\u00e1gina 37, sublinhados no original por L\u00eanin.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn21\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref21\" name=\"_ftn21\"><span style=\"line-height: 115%;\">[21]<\/span><\/a>Lenin, Obras Completas, tomo XXVII, 1916, p\u00e1gina<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ftn22\">\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents and Settings\/Alexandre\/Meus documentos\/site\/Nuevo site\/especial 1a guerra\/a atualidade do imerialismo de Lenin.doc#_ftnref22\" name=\"_ftn22\"><span style=\"line-height: 115%;\">[22]<\/span><\/a>Leon Trotsky, Manifiesto de laCuarta Internacional sobre la guerra imperialista y larevoluci\u00f3n prolet\u00e1ria mundial, mayo de 1940. Escritos, tomo XI pagina 278.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dois anos, o livro do L\u00eanin, Imperialismo, fase superior do capitalismo completar\u00e1 100 anos.O que permaneceu atual? Quais tend\u00eancias n\u00e3o se verificaram nos acontecimentos dos \u00faltimos 100 anos? Que partes do livro n\u00e3o aconteceram exatamente como L\u00eanin previu?<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":8277,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-3076","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-teoria"],"fimg_url":false,"categories_names":["TEORIA"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3076\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}