{"id":30614,"date":"2019-11-28T12:48:01","date_gmt":"2019-11-28T14:48:01","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=30614"},"modified":"2019-11-28T12:48:01","modified_gmt":"2019-11-28T14:48:01","slug":"os-marxistas-e-a-revolucao-libanesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/11\/28\/os-marxistas-e-a-revolucao-libanesa\/","title":{"rendered":"Os marxistas e a revolu\u00e7\u00e3o libanesa"},"content":{"rendered":"<p><em>A Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro trouxe o pensamento marxista \u00e1rabe de volta ao cen\u00e1rio pol\u00edtico.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Hassan al-Barazili<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o \u00e9 o caso do Partido Comunista e de outras organiza\u00e7\u00f5es de \u201cesquerda\u201d que abandonaram qualquer perspectiva de luta de classes e, ap\u00f3s a guerra civil, mantiveram uma alian\u00e7a permanente com o Hezbollah sob a alega\u00e7\u00e3o de combater o sionismo, esse mesmo Hezbollah que foi um dos principais apoiadores da perman\u00eancia das for\u00e7as s\u00edrias no L\u00edbano, uma grande for\u00e7a militar contra a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria, e hoje \u00e9 um inimigo da atual revolu\u00e7\u00e3o no L\u00edbano.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso dos intelectuais marxistas \u00e1rabes que n\u00e3o se aliaram a nenhuma for\u00e7a burguesa e se solidarizaram com as revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes e com a resist\u00eancia palestina ao longo de suas vidas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Em entrevistas e artigos recentes Ziad Majed<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, Gilbert Achcar<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> e Joseph Daher<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> abordam as perspectivas da Revolu\u00e7\u00e3o Libanesa.<\/p>\n<p>Coerentes com suas trajet\u00f3rias, todos eles apoiam a Revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, duas quest\u00f5es cr\u00edticas n\u00e3o foram abordadas em sua plenitude em seus artigos.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 uma revolu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Nenhum deles chama a revolu\u00e7\u00e3o atual de revolu\u00e7\u00e3o! Dependendo do motivo, isso pode n\u00e3o ser um detalhe menor.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 2019 no L\u00edbano n\u00e3o \u00e9 a mesma que a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917 na R\u00fassia. Em 1917, na R\u00fassia, a classe oper\u00e1ria industrial foi a principal classe social; formaram-se conselhos de trabalhadores, camponeses e soldados; um partido revolucion\u00e1rio &#8211; os bolcheviques &#8211; teve um papel fundamental.<\/p>\n<p>No L\u00edbano, temos uma esp\u00e9cie de revolu\u00e7\u00e3o &#8220;sem l\u00edderes&#8221;, pois n\u00e3o h\u00e1 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional que tenha assumido a dire\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, \u00e9 um pouco semelhante \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o de Fevereiro de 1917 na R\u00fassia, quando n\u00e3o havia conselhos oper\u00e1rios nem um partido revolucion\u00e1rio \u00e0 frente da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O revolucion\u00e1rio russo Leon Trotsky, em seu pref\u00e1cio de &#8220;A Hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o Russa&#8221;, escreveu sua vis\u00e3o sobre uma revolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201c<em>O tra\u00e7o mais incontest\u00e1vel da Revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o direta das massas nos acontecimentos hist\u00f3ricos. Habitualmente, o Estado, mon\u00e1rquico ou democr\u00e1tico, domina a na\u00e7\u00e3o; a hist\u00f3ria \u00e9 feita pelos especialistas do of\u00edcio: monarcas, ministros, burocratas, deputados, jornalistas. Mas, nos momentos decisivos, quando um velho regime se torna intoler\u00e1vel para as massas, estas quebram as muralhas que os separam da arena pol\u00edtica, derrubam os seus representantes tradicionais, e, intervindo assim, criam o ponto de partida para um novo regime. Que seja bem ou mal, os moralistas que julguem. Quanto a n\u00f3s, tomamos os fatos tal como eles se apresentam, no seu desenvolvimento objetivo. A hist\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s, antes de mais, a narra\u00e7\u00e3o de uma irrup\u00e7\u00e3o violenta das massas no dom\u00ednio onde se regulam os seus pr\u00f3prios destinos<\/em>.\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Desde 17 de outubro, as massas libanesas efetivamente realizaram \u201c<em>uma irrup\u00e7\u00e3o violenta das massas no dom\u00ednio onde se regulam os seus pr\u00f3prios destinos<\/em>\u201d, como define Leon Trotsky.<\/p>\n<p>Essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para ter uma avalia\u00e7\u00e3o adequada da din\u00e2mica de classe \u00e0 nossa frente. Mas isso n\u00e3o significa que Leon Trotsky subestime a necessidade de um partido revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em sua &#8220;<em>Teoria da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente<\/em>&#8220;, ele escreveu:<\/p>\n<p>&#8221; <em>4. Quaisquer que sejam as primeiras etapas epis\u00f3dicas da revolu\u00e7\u00e3o nos diferentes pa\u00edses, a alian\u00e7a revolucion\u00e1ria do proletariado com os camponeses s\u00f3 \u00e9 conceb\u00edvel sob a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da vanguarda prolet\u00e1ria organizada como partido comunista. Isto significa, por outro lado, que a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica s\u00f3 \u00e9 conceb\u00edvel por meio da ditadura do proletariado apoiada em sua alian\u00e7a com os camponeses e destinada, em primeiro lugar, a resolver as tarefas da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica<\/em>.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, Leon Trotsky acreditava que a exist\u00eancia de um partido revolucion\u00e1rio \u00e9 uma pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim chegamos \u00e0 segunda quest\u00e3o: o partido revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Nem Ziad Maged nem Joseph Daher mencionam o partido. Gilbert Achcar o menciona, mas n\u00e3o o considera necess\u00e1rio no momento:<\/p>\n<p>\u201c<em>Movimentos \u201csem l\u00edderes\u201d s\u00e3o bons na fase inicial de um levante, mas para avan\u00e7ar, o movimento deve se organizar de alguma forma. Dire\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria &#8211; n\u00e3o no sentido de algum l\u00edder carism\u00e1tico ou de um &#8220;partido de vanguarda&#8221;, mas no sentido de uma rede de organiza\u00e7\u00f5es de base que possam coordenar e orientar o movimento no sentido de cumprir suas aspira\u00e7\u00f5es. Deste \u00e2ngulo, n\u00e3o espero que alguma mudan\u00e7a radical ocorra no L\u00edbano em breve. O melhor que espero, nesta fase ainda inicial, \u00e9 que esse primeiro levante de massas em todo o pa\u00eds resulte na constru\u00e7\u00e3o de estruturas organizacionais capazes de desempenhar um papel de dire\u00e7\u00e3o em uma futura onda de luta popular com objetivos claros e radicais.\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><strong>[6]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Em outra parte de sua entrevista, Gilbert Achcar menciona que tipo de organiza\u00e7\u00e3o nacional ele tem em mente:<\/p>\n<p>\u201c<em>No Sud\u00e3o, por outro lado, a for\u00e7a motriz do movimento \u00e9 a Associa\u00e7\u00e3o Sudanesa de Profissionais (SPA), formada em 2016 como uma rede subterr\u00e2nea de associa\u00e7\u00f5es de professores, jornalistas, m\u00e9dicos, advogados e outras profiss\u00f5es. O SPA foi decisivo para preparar o terreno para o levante popular. Eles ent\u00e3o reuniram uma coaliz\u00e3o de for\u00e7as que inclu\u00eda, al\u00e9m da associa\u00e7\u00e3o, grupos feministas, alguns partidos pol\u00edticos e alguns dos grupos armados que travam lutas \u00e9tnicas contra o regime. Essa coaliz\u00e3o se tornou a dire\u00e7\u00e3o reconhecida do levante e os militares n\u00e3o tiveram escolha a n\u00e3o ser negociar com eles.\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><strong>[7]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Obviamente, uma organiza\u00e7\u00e3o nacional sempre desempenha um papel importante. Qualquer verdadeiro revolucion\u00e1rio deve defender sua forma\u00e7\u00e3o. Mas, e o \u201c<em>partido de vanguarda\u201d<\/em> revolucion\u00e1rio?<\/p>\n<p>No caso do Sud\u00e3o, existe um partido comunista que \u00e9 uma for\u00e7a dirigente dentro da SPA (Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais do Sud\u00e3o). N\u00e3o \u00e9 o caso de discutir aqui se ele \u00e9 um partido revolucion\u00e1rio ou reformista. A quest\u00e3o \u00e9, no entanto, se um &#8220;partido de vanguarda&#8221; \u00e9 necess\u00e1rio ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da opini\u00e3o de Leon Trotsky sobre a necessidade de um partido revolucion\u00e1rio, vejamos outras duas.<\/p>\n<p>Em seu artigo \u201c<em>Quest\u00f5es de Organiza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, o revolucion\u00e1rio marxista argentino Nahuel Moreno escreve sobre a necessidade crucial de um partido revolucion\u00e1rio e de uma vanguarda revolucion\u00e1ria para form\u00e1-lo pois esse partido n\u00e3o \u00e9 gerado espontaneamente:<\/p>\n<p>\u201c<em>O problema da organiza\u00e7\u00e3o do partido, ao contr\u00e1rio, est\u00e1 em nossas m\u00e3os. As massas podem fazer prod\u00edgios de hero\u00edsmo e forjar magn\u00edficas organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias para tomar o poder. Por\u00e9m, se n\u00f3s n\u00e3o acertarmos com a nossa pr\u00f3pria forma organizativa que nos permita construir o estado maior dessas lutas e organiza\u00e7\u00f5es, se n\u00e3o conseguirmos organizar firmemente, estruturar com la\u00e7os de ferro nossa influ\u00eancia e a simpatia para com a nossa pol\u00edtica e programa nas massas, n\u00f3s e a revolu\u00e7\u00e3o estaremos perdidos<\/em>&#8220;.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Mona Khneisser tamb\u00e9m contribui para o debate sobre as perspectivas da revolu\u00e7\u00e3o. Em seu artigo &#8220;<em>O movimento de protestos no L\u00edbano est\u00e1 apenas come\u00e7ando<\/em>&#8220;<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, ela desenvolve uma cr\u00edtica profunda sobre os limites dos movimentos &#8220;horizontais&#8221; e &#8220;sem l\u00edderes&#8221;, e defende uma &#8220;<em>organiza\u00e7\u00e3o duradoura<\/em>&#8221; e uma &#8220;<em>agenda pol\u00edtica coerente e abrangente que possa mudar radicalmente o atual estado de coisas<\/em>&#8220;. Mas seria poss\u00edvel alcan\u00e7ar estes objetivos sem um &#8220;<em>partido de vanguarda<\/em>&#8220;? Ela escreve:<\/p>\n<p>&#8220;<em>O movimento no L\u00edbano, como em outros lugares, ter\u00e1 que construir organiza\u00e7\u00f5es duradouras e formular estrat\u00e9gias comuns que possam aproveitar o poder extraordin\u00e1rio das ruas para realizar reformas radicais e concretas<\/em>&#8220;.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>\u201c<em>O que \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 \u201cconhecimento t\u00e9cnico\u201d (de fato, especialistas tecnocr\u00e1ticos estiveram presentes em governos anteriores), mas uma agenda pol\u00edtica coerente e abrangente que possa mudar radicalmente o atual estado de coisas &#8211; uma agenda pol\u00edtica e econ\u00f4mica substantiva que v\u00e1 al\u00e9m das discuss\u00f5es sobre corrup\u00e7\u00e3o como pr\u00e1ticas individuais e ataque as profundas desigualdades estruturais incorporadas no modelo econ\u00f4mico neoliberal e no regime pol\u00edtico sect\u00e1rio de compartilhamento de poder<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>Um verdadeiro \u201c<em>partido de vanguarda<\/em>\u201d revolucion\u00e1rio \u00e9 fundamental para tempos de paz. Em tempos de revolu\u00e7\u00e3o, torna-se crucial para lutar pelo poder oper\u00e1rio com base em conselhos democr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201c<em>Vladimir L\u00eanin, l\u00edder de outra revolu\u00e7\u00e3o de outubro, a russa de 1917, escreveu que fora do poder tudo \u00e9 ilus\u00e3o. Ele quis dizer que qualquer conquista arrancada da burguesia est\u00e1 em risco enquanto a burguesia estiver no poder. \u00c9 necess\u00e1rio tirar a burguesia. \u00c9 necess\u00e1rio colocar os trabalhadores e o povo pobre no poder. Isso \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o socialista<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p>Existem revolu\u00e7\u00f5es em andamento em muitos pa\u00edses: L\u00edbano, Iraque, Arg\u00e9lia, Sud\u00e3o, Hong Kong, Chile, Col\u00f4mbia, Catalunha e provavelmente outras se seguir\u00e3o. O desafio colocado aos marxistas \u00e9 construir partidos revolucion\u00e1rios de vanguarda e todos os esfor\u00e7os nessa dire\u00e7\u00e3o devem ser plenamente apoiados.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.alquds.co.uk\/%d8%b9%d9%86-%d8%a8%d8%b9%d8%b6-%d9%85%d8%a7-%d9%8a%d9%88%d8%a7%d8%ac%d9%87-%d8%a7%d9%84%d8%a7%d9%86%d8%aa%d9%81%d8%a7%d8%b6%d8%a9-%d8%a7%d9%84%d8%b4%d8%b9%d8%a8%d9%8a%d8%a9-%d8%a7%d9%84%d9%84%d8%a8\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.alquds.co.uk\/%d8%b9%d9%86-%d8%a8%d8%b9%d8%b6-%d9%85%d8%a7-%d9%8a%d9%88%d8%a7%d8%ac%d9%87-%d8%a7%d9%84%d8%a7%d9%86%d8%aa%d9%81%d8%a7%d8%b6%d8%a9-%d8%a7%d9%84%d8%b4%d8%b9%d8%a8%d9%8a%d8%a9-%d8%a7%d9%84%d9%84%d8%a8\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/roarmag.org\/essays\/arab-spring-achcar-interview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/roarmag.org\/essays\/arab-spring-achcar-interview\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/jacobinmag.com\/2019\/10\/lebanon-protest-movement-inequality-austerity\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/jacobinmag.com\/2019\/10\/lebanon-protest-movement-inequality-austerity<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/trotsky\/1930\/historia\/prefacio.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/trotsky\/1930\/historia\/prefacio.htm<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/trotsky\/1929\/11\/rev-perman.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/trotsky\/1929\/11\/rev-perman.htm<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/roarmag.org\/essays\/arab-spring-achcar-interview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/roarmag.org\/essays\/arab-spring-achcar-interview\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> idem<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/moreno\/1984\/07\/16.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/moreno\/1984\/07\/16.htm<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2019\/11\/lebanon-protest-movement-saad-hariri-arab-spring\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.jacobinmag.com\/2019\/11\/lebanon-protest-movement-saad-hariri-arab-spring<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Idem<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Idem<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/mundo\/oriente-medio-mundo\/libano\/os-desafios-da-revolucao-de-outubro-no-libano\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/mundo\/oriente-medio-mundo\/libano\/os-desafios-da-revolucao-de-outubro-no-libano\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro trouxe o pensamento marxista \u00e1rabe de volta ao cen\u00e1rio 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