{"id":30435,"date":"2019-11-12T16:53:37","date_gmt":"2019-11-12T18:53:37","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=30435"},"modified":"2019-11-12T16:53:37","modified_gmt":"2019-11-12T18:53:37","slug":"30-anos-da-queda-do-muro-de-berlim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/11\/12\/30-anos-da-queda-do-muro-de-berlim\/","title":{"rendered":"30 anos da queda do Muro de Berlim"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cQue a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o (\u2026) representa um tremendo benef\u00edcio econ\u00f4mico se pode demonstrar hoje em dia n\u00e3o s\u00f3 teoricamente, mas tamb\u00e9m com a experi\u00eancia da Uni\u00e3o dos Sovietes, apesar das limita\u00e7\u00f5es desse experimento.\u00a0 \u00c9 verdade que os reacion\u00e1rios capitalistas, n\u00e3o sem artif\u00edcio, utilizam o regime de St\u00e1lin como espantalho contra as ideias socialistas. Na realidade, Marx nunca disse que o socialismo poderia ser alcan\u00e7ado em um s\u00f3 pa\u00eds e, ademais, em um pa\u00eds atrasado. As cont\u00ednuas priva\u00e7\u00f5es das massas na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, a onipot\u00eancia da casta privilegiada que se levantou sobre a na\u00e7\u00e3o (\u2026) n\u00e3o s\u00e3o consequ\u00eancias do m\u00e9todo econ\u00f4mico socialista, mas do isolamento e atraso da R\u00fassia, cercada pelos pa\u00edses capitalistas. O admir\u00e1vel \u00e9 que nessas circunst\u00e2ncias, excepcionalmente desfavor\u00e1veis, a economia planificada (\u2026) tenha demonstrado seus benef\u00edcios insuper\u00e1veis.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Leon Trotsky)<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: PSTU Brasil<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negar, antecipadamente, a possibilidade, em casos estritamente determinados, de uma frente \u00fanica com a parte termidoriana da burocracia contra a ofensiva aberta da contrarrevolu\u00e7\u00e3o capitalista, a principal tarefa pol\u00edtica na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica continua sendo, apesar de tudo, a derrubada da pr\u00f3pria burocracia termidoriana. O prolongamento de seu dom\u00ednio abala, cada dia mais, os elementos socialistas da economia e aumenta as chances de restaura\u00e7\u00e3o capitalista.\u201d<\/p>\n<p>(Leon Trotsky \u2013 Programa de Transi\u00e7\u00e3o: A agonia mortal do capitalismo e as tarefas da Quarta Internacional)<\/p>\n<p>No dia 9 de novembro, completam-se 30 anos de um fato que comoveu o mundo: a queda do Muro de Berlim. Em 9 de novembro de 1989, foi anunciado oficialmente, em confer\u00eancia de imprensa, que, a partir da meia-noite, os alem\u00e3es do Leste poderiam cruzar qualquer uma das fronteiras da Alemanha Democr\u00e1tica (RDA), incluindo o Muro de Berlim, sem necessidade de contar com permiss\u00f5es especiais.<\/p>\n<p>De imediato, espalhou-se a not\u00edcia em ambas as partes da cidade dividida. Muito antes da meia-noite, milhares de berlinenses tinham se aglomerado em ambos os lados do muro. No momento esperado, os berlinenses do Leste, come\u00e7aram a passar pelo posto de controle. Abundaram as cenas cheias de emo\u00e7\u00e3o: abra\u00e7os de familiares e amigos que ficaram separados por muito tempo, pranto, rostos que refletiam incredulidade, brindes com champagne ou cerveja, presentes de boas-vindas aos visitantes, flores nos p\u00e1ra-brisas dos carros que cruzavam a fronteira e nos rifles dos soldados que custodiavam os postos de vigil\u00e2ncia. Em seguida, deram-se as cenas que percorreram o mundo, de milhares de jovens derrubando o muro a golpes.<\/p>\n<p>Havia sido cumprida uma grande reivindica\u00e7\u00e3o nacional que existia desde que, em 13 de agosto de 1961, os l\u00edderes da antiga Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3 (RDA) ordenaram a constru\u00e7\u00e3o de uma parede de concreto de 166 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e quatro metros de altura para dividir em duas a cidade de Berlim.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o foi uma concess\u00e3o das autoridades<\/strong><\/p>\n<p>A queda do Muro foi a culmina\u00e7\u00e3o de um processo revolucion\u00e1rio que vinha se desenvolvendo e que foi se manifestando de diferentes maneiras: aumentaram as fugas e tentativas de fuga da Alemanha Oriental, alguns tentando atravessar o Muro, mas em sua grande maioria indo para Hungria, onde, em 2 de maio, os soldados h\u00fangaros tinham come\u00e7ado a derrubar as fronteiras com a \u00c1ustria. Por esse caminho, em meados de setembro, 15 mil alem\u00e3es orientais tinham passado \u00e0 Alemanha Federal.<\/p>\n<p>A partir de outubro, iniciaram-se grandes manifesta\u00e7\u00f5es em diferentes cidades da Alemanha do Leste. Come\u00e7aram em Leipzig, mas, semana ap\u00f3s semana, foram se generalizando nas diferentes cidades e aumentando o n\u00famero de manifestantes. Em 18 de outubro, o presidente Honecker, que tinha tentado responder com repress\u00e3o, foi despojado de todos os seus cargos e substitu\u00eddo por Egon Krenz, o antigo chefe de seguran\u00e7a. Krenz tentou apaziguar os manifestantes, mas n\u00e3o conseguiu.<\/p>\n<p>Em 23 de outubro, mobilizaram-se 200 mil pessoas e, em 6 de novembro, o n\u00famero subiu para quase 500 mil. Ante esta irremedi\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o, em 7 de novembro todo o conselho de ministros, o organismo que regia o destino da RDA, renuncia. Dois dias depois, ca\u00eda o muro de Berlim.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o foi um fen\u00f4meno isolado<\/strong><\/p>\n<p>A queda do Muro foi o s\u00edmbolo de um impressionante processo revolucion\u00e1rio de massas na contram\u00e3o dos regimes totalit\u00e1rios de partido \u00fanico do Leste Europeu, que foram, um a um, desmoronando como castelos de cartas.<\/p>\n<p>Na Pol\u00f4nia, ap\u00f3s uma grande quantidade de greves pelas insustent\u00e1veis condi\u00e7\u00f5es de vida, os dirigentes do sindicato Solidariedade (que tinha sido posto na ilegalidade sete anos antes) negociaram com o governo uma legisla\u00e7\u00e3o sindical, mudan\u00e7as constitucionais e elei\u00e7\u00f5es livres. Em julho de 1989, aconteceram as elei\u00e7\u00f5es, e os candidatos do Solidariedade impuseram-se amplamente no senado e na c\u00e2mara de deputados e, em agosto Tadeuz Mazowiecki, editor do jornal do Solidariedade, converteu-se em primeiro-ministro da Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>Na Tchecoslov\u00e1quia, em 21 de agosto de 1989, milhares de manifestantes lan\u00e7aram-se \u00e0 rua no vig\u00e9simo anivers\u00e1rio da invas\u00e3o ao pa\u00eds por tropas do Pacto de Vars\u00f3via. Em meados de novembro, formou-se uma assembleia de estudantes que marchou sobre a pra\u00e7a Wenceslas para manifestar seu descontentamento pelo sistema dominante.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia antimotins atacou-os brutalmente, mas, durante os dias seguintes, milhares de cidad\u00e3os reuniram-se na mesma pra\u00e7a para protestar pela repress\u00e3o e para exigir elei\u00e7\u00f5es livres e a destitui\u00e7\u00e3o do presidente. O Partido Comunista teve de ceder o poder a uma maioria que n\u00e3o pertencia ao partido. No novo gabinete formado em dezembro, 11 representantes n\u00e3o eram comunistas. Al\u00e9m disso, foi legalizada a forma\u00e7\u00e3o de partidos de oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Hungria, o processo come\u00e7ou antes. J\u00e1 em 1988, foi derrubado o primeiro-ministro J\u00e1nos K\u00e1dar, que foi substitu\u00eddo por Karoly Grosz. Em maio de 1989, o governo ordenou ao ex\u00e9rcito que come\u00e7asse a destruir a cerca que demarcava a fronteira com a \u00c1ustria, fato que catalisou o processo alem\u00e3o. Em 10 de junho, o Partido Comunista H\u00fangaro e a oposi\u00e7\u00e3o assinaram um acordo que marcou a transi\u00e7\u00e3o da Hungria para o multipartidarismo.<\/p>\n<p>Na Rom\u00eania, desde 1972, o presidente Nicolae Ceausescu vinha governando com m\u00e3o de ferro. N\u00e3o tolerava nenhuma diferen\u00e7a, nem em n\u00edvel do pa\u00eds nem do partido. Seus familiares diretos, sua esposa e seu filho ocupavam postos chaves no governo e eram conhecidos os casos de corrup\u00e7\u00e3o nos quais estavam envolvidos.<\/p>\n<p>Em meados de dezembro de 1989, deram-se manifesta\u00e7\u00f5es de protesto contra o governo. Ceausescu deu ordem para reprimir, que n\u00e3o foi acatada pelos soldados, muitos dos quais mudaram de lado. O povo romeno saiu por todos os lugares a festejar o triunfo. Mas as tropas especiais, que permaneciam fi\u00e9is ao governo, realizam uma sangrenta repress\u00e3o em 21 de dezembro em Bucareste e outras cidades.<\/p>\n<p>Isto provocou uma violenta rea\u00e7\u00e3o do movimento de massas que contava com o apoio de um setor do ex\u00e9rcito. Aconteceram fortes confrontos at\u00e9 que, no dia 23 de dezembro, o presidente e sua esposa foram presos, acusados de abuso de autoridade e do assassinato de 60 mil romenos. Dois dias depois, foram executados. Assumiu o poder, como governo interino, a Frente de Salva\u00e7\u00e3o Nacional, constitu\u00edda por antigos membros do Partido Comunista que tinham se oposto a Ceausescu e por profissionais e intelectuais dissidentes.<\/p>\n<p>Todo este processo contra os regimes de partido \u00fanico culminou em 1991 com a queda do regime sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o car\u00e1ter destas mobiliza\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>A partir desses fatos, os propagandistas do imperialismo lan\u00e7aram uma grande campanha sobre o suposto fracasso do socialismo e a supremacia do capitalismo. Isto foi reafirmado pela atitude dos partidos comunistas, que choravam a queda desses regimes e falavam de uma terr\u00edvel derrota mundial.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o oposta: esses regimes n\u00e3o foram derrubados pelo imperialismo, mas sim por mobiliza\u00e7\u00f5es de massas que reclamavam por suas condi\u00e7\u00f5es de vida. Por isso, sua queda teve um car\u00e1ter altamente revolucion\u00e1rio, que levou \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do centro mundial do estalinismo, que tinha se convertido numa camisa de for\u00e7a para a classe oper\u00e1ria e para o movimento de massas de todo mundo.<\/p>\n<p>Os processos do Leste abriram grandes pol\u00eamicas na vanguarda oper\u00e1ria e na esquerda em n\u00edvel mundial. Muitas organiza\u00e7\u00f5es foram golpeadas por esses grandes acontecimentos. Foi o caso dos partidos comunistas que vieram a cair, um ap\u00f3s o outro, com seus sustent\u00e1culos pol\u00edticos e, muitas vezes, materiais.<\/p>\n<p>Outros avaliavam que, com a queda do muro, se apagavam as fronteiras entre revolucion\u00e1rios e reformistas, e passaram a lutar por reforma no capitalismo e a integrar governos burgueses, ou apoi\u00e1-los de maneira explicita ou disfar\u00e7ada.<\/p>\n<p>Para a maioria, a atividade eleitoral passou a ser a central. A l\u00f3gica das elei\u00e7\u00f5es se imp\u00f4s sobre a l\u00f3gica da luta entre as classes sociais. A unidade para lutar passou a ser secund\u00e1ria. Se ganha-se \u00e0 luta ou n\u00e3o, se a classe se fortalece ou se debilita, \u00e9 secund\u00e1rio, o fundamental \u00e9 o quanto se fortalece o aparato partid\u00e1rio e quantas vezes se aparece na TV.<\/p>\n<p>Com maior ou menor consci\u00eancia, o fato \u00e9 que estes setores foram abandonando a perspectiva da revolu\u00e7\u00e3o. Uns porque pensam que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria, outros porque acham que j\u00e1 n\u00e3o se pode faz\u00ea-la, abandonam a luta pelo poder e se dedicam a construir o poder dentro do capitalismo ou a fazer propaganda sobre um futuro socialista indefinido.<\/p>\n<p>De uma ou outra forma, essas organiza\u00e7\u00f5es foram golpeadas pelo vendaval oportunista, alimentado pela campanha imperialista de que o socialismo teria morrido.<\/p>\n<p><strong>Restaura\u00e7\u00e3o e revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em seu livro <a href=\"https:\/\/teoriaerevolucao.pstu.org.br\/prologo-ao-livro-o-veredicto-da-historia-de-martin-hernandez\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O veredicto da hist\u00f3ria<\/a>, Mart\u00edn Hern\u00e1ndez afirma:<\/p>\n<p>\u201cA falta de clareza sobre os diferentes momentos dos chamados processos do Leste foi, e segue sendo, fonte de enormes confus\u00f5es. (\u2026) Normalmente, organizam-se intermin\u00e1veis debates. (\u2026) E surge inevitavelmente a pergunta: do ponto de vista dos interesses dos trabalhadores, o que ocorreu no Leste Europeu foi positivo ou negativo? Este tipo de pergunta geralmente traz impl\u00edcita a confus\u00e3o de achar que foram as mobiliza\u00e7\u00f5es que, em sua luta contra a burocracia, acabaram derrubando o que restava dos estados oper\u00e1rios. Algo assim como \u2018jogaram o menino junto com a \u00e1gua suja\u2019. Mas isso n\u00e3o foi assim. (\u2026)<\/p>\n<p>Se observarmos os acontecimentos do ponto de vista hist\u00f3rico, podemos ver que, ao longo de d\u00e9cadas, houve v\u00e1rias tentativas de derrubar a burocracia. Essas tentativas foram derrotadas, a burocracia n\u00e3o foi expulsa do poder e levou \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo. Este fato, sem nenhuma d\u00favida, foi sumamente negativo. \u00c9 em si mesmo, a m\u00e1xima express\u00e3o da crise de dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Se a hist\u00f3ria tivesse parado ali, hoje estar\u00edamos possivelmente ante uma das maiores derrotas da hist\u00f3ria do proletariado mundial. Mas a hist\u00f3ria n\u00e3o se deteve ali. Depois que a burguesia retomou o poder, as massas foram \u00e0s ruas e derrubaram seus agentes e, com isso os regimes ditatoriais, estalinistas, de partido \u00fanico. E isto \u00e9 claramente positivo. (\u2026)<\/p>\n<p>A queda do aparato estalinista \u00e9 uma vit\u00f3ria imensa da classe oper\u00e1ria mundial, t\u00e3o grande quanto a derrota do fascismo durante a segunda guerra. A falta de uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria fez com que a queda dos regimes estalinistas desse lugar a regimes democr\u00e1tico-burgueses e n\u00e3o a ditaduras revolucion\u00e1rias do proletariado. Mas isto n\u00e3o pode levar-nos a dizer que estamos frente a uma derrota. (\u2026)<\/p>\n<p>Mas por que, normalmente, no n\u00edvel do trotskismo principista se opina o contr\u00e1rio? Porque parte-se da falsa ideia de que as massas botaram abaixo uma ditadura burocr\u00e1tica do proletariado e colocaram em seu lugar um regime democr\u00e1tico-burgu\u00eas, e isso n\u00e3o \u00e9 assim. As massas derrubaram ditaduras burguesas [isso era assim desde meados dos anos 80] e isso foi uma vit\u00f3ria colossal, s\u00f3 que, por falta de uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, a burguesia e seus agentes acabaram impondo regimes democr\u00e1ticos burgueses\u201d.<\/p>\n<p>A partir de sua pesquisa, Mart\u00edn Hern\u00e1ndez chega \u00e0 conclus\u00e3o de que Trotsky passou favoravelmente o veredicto da hist\u00f3ria e que os processos do Leste, longe de afastar a perspectiva revolucion\u00e1ria, oferecem condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para a classe oper\u00e1ria e as massas. A destrui\u00e7\u00e3o do aparato estalinista abre melhores possibilidades para avan\u00e7ar na resolu\u00e7\u00e3o da crise revolucion\u00e1ria, do que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, depende tudo.<\/p>\n<p>A \u00faltima crise econ\u00f4mica mundial demonstrou claramente os limites hist\u00f3ricos do capitalismo. Civiliza\u00e7\u00e3o X barb\u00e1rie s\u00e3o os caminhos explicitamente colocados \u00e0 humanidade. Tamb\u00e9m tem provocado rebeli\u00f5es e quedas de governos e regime em todo o mundo. No entanto, a estrat\u00e9gia reformista e de concilia\u00e7\u00e3o de classes daqueles que abandonaram a luta pela revolu\u00e7\u00e3o tem dado sobrevida ao decadente sistema capitalista. N\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel superar o capitalismo sem um programa revolucion\u00e1rio que construa uma sociedade socialista. Para isso \u00e9 preciso construir aquilo que \u00e9 a maior tarefa colocada nos dias de hoje: o partido revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQue a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o (\u2026) representa um tremendo benef\u00edcio econ\u00f4mico se pode demonstrar hoje em dia n\u00e3o s\u00f3 teoricamente, mas tamb\u00e9m com a experi\u00eancia da Uni\u00e3o dos Sovietes, apesar das limita\u00e7\u00f5es desse experimento.\u00a0 \u00c9 verdade que os reacion\u00e1rios capitalistas, n\u00e3o sem artif\u00edcio, utilizam o regime de St\u00e1lin como espantalho contra as ideias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":30436,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121,10],"tags":[827,190,4408,7950,7966],"class_list":["post-30435","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-teoria","tag-martin-hernandez","tag-pstu-brasil","tag-queda-muro-de-berlim","tag-restauracao-do-capitalismo","tag-veredito-da-historia"],"fimg_url":false,"categories_names":["Brasil","TEORIA"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}