{"id":2976,"date":"2014-04-16T22:56:21","date_gmt":"2014-04-16T22:56:21","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2014\/04\/16\/a-ilusao-dos-reformistas-em-democratizar-a-uniao-europeia-imperialista\/"},"modified":"2014-04-16T22:56:21","modified_gmt":"2014-04-16T22:56:21","slug":"a-ilusao-dos-reformistas-em-democratizar-a-uniao-europeia-imperialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2014\/04\/16\/a-ilusao-dos-reformistas-em-democratizar-a-uniao-europeia-imperialista\/","title":{"rendered":"A ilus\u00e3o dos reformistas em \u201cdemocratizar\u201d a Uni\u00e3o Europeia imperialista"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"160\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/1 elezioni europee pdac.jpg\" vspace=\"3\" width=\"240\" \/>Entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2013 ocorreu o IV Congresso da &ldquo;Esquerda Europeia&rdquo; em Madri, isto &eacute;, um aglomerado dos partidos da esquerda reformista entre os quais a Esquerda Unida (Espanha), <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Die Linke<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"> [A esquerda] (Alemanha),&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Bloco de Esquerda (Portugal), Frente de Esquerda e Partido Comunista Franc&ecirc;s [PCF] (Fran&ccedil;a), <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Syriza<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"> (Gr&eacute;cia), Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista (It&aacute;lia). O congresso decidiu lan&ccedil;ar a candidatura de Alexis Tsipras, l&iacute;der do Syriza, como candidato &agrave; presid&ecirc;ncia da Comiss&atilde;o Europeia nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es europeias.<\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Previa-se assim que em cada pa&iacute;s o partido local da &ldquo;Esquerda Europeia&rdquo; apresentasse uma chapa em apoio a Tsipras. L&oacute;gica que na It&aacute;lia levaria o Partido da Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista (PRC)&ndash; h&aacute; pouco sa&iacute;do de um congresso dilacerante, no qual as divis&otilde;es internas se aprofundaram &ndash; a apresentar tal chapa, consciente da impossibilidade de superar a barreira dos 4% e apenas para cumprir o cansativo papel de apresenta&ccedil;&atilde;o de uma chapa pr&oacute;pria em apoio ao pol&iacute;tico grego. <\/span><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Mas, ao contr&aacute;rio, em 22 de dezembro (1) Barbara Spinelli, editora do jornal <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Repubblica<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"> e intelectual ligada ao novo agrupamento [de centro-esquerda] &ldquo;Alba&rdquo; (Alian&ccedil;a Trabalho Bem Comum e Ambiente), fazia promo&ccedil;&atilde;o da candidatura de Tsipras,&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">em uma entrevista concedida ao jornal grego Avgi, muito pr&oacute;ximo ao Syriza (2),<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;e&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">lan&ccedil;ava a proposta de <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&ldquo;uma lista c&iacute;vica <\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">[na It&aacute;lia &eacute; poss&iacute;vel lan&ccedil;ar candidaturas por fora dos partidos atrav&eacute;s de uma lista ou chapa de cidad&atilde;os, ndt], <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">de cidad&atilde;os ativos, uma lista de pessoas da sociedade civil que escolham Tsipras como candidato &agrave; presid&ecirc;ncia da Comiss&atilde;o Europeia (&#8230;) &Eacute; claro que n&atilde;o deveria ser uma coaliz&atilde;o dos velhos partidos da esquerda radical, porque n&atilde;o teria nenhuma possibilidade de sucesso. Temos necessidade de algo muito maior, alguma coisa para atingir a consci&ecirc;ncia da sociedade, superando as margens muito estreitas das forma&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas da esquerda radical&rdquo;<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">.<\/span><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">No dia 28 de dezembro a proposta de Spinelli era recuperada e relan&ccedil;ada em uma outra entrevista ao mesmo jornal grego, dessa vez com Paolo Flores d&rsquo;Arcais, que a usava contra o PRC, o SEL [Esquerda, Ecologia e Liberdade] e outros partidos da esquerda reformista, palavras, se &eacute; poss&iacute;vel, ainda mais duras e profundas: <i>&ldquo;Na It&aacute;lia &ndash; em n&iacute;vel pol&iacute;tico organizado &ndash; a esquerda n&atilde;o existe (&#8230;) o SEL<\/i> <i>e outros pequenos partidos n&atilde;o valem mais nada (&#8230;) Refunda&ccedil;&atilde;o, os Verdes e os outros grupos pol&iacute;ticos n&atilde;o representam nada (&#8230;) hoje s&oacute; h&aacute; uma for&ccedil;a pol&iacute;tica de esquerda na Europa e se chama Syriza (&#8230;) a Refunda&ccedil;&atilde;o ou os Verdes ou os Comunistas Italianos (&#8230;) desfrutam de uma credibilidade negativa (&#8230;) est&atilde;o marcados negativamente. Por isso pensamos que uma lista rigorosamente da sociedade civil com Tsipras poderia ter um bom resultado&rdquo;<\/i> (3). E sempre o mesmo jornal grego Avgi, em 12 de janeiro, entrevistava dessa vez o escritor Andrea Camilleri, que refor&ccedil;ava tamb&eacute;m a defesa de uma &ldquo;lista Tsipras&rdquo; da sociedade civil, e n&atilde;o de <i>&ldquo;partidos fragmentados [que] &#8230; assim como s&atilde;o hoje, n&atilde;o t&ecirc;m peso&rdquo; <\/i>(4). <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Um leitor distra&iacute;do poderia ent&atilde;o pensar &ndash; e, de fato, os militantes de Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista pensaram isso &ndash; que se tratava da revela&ccedil;&atilde;o de uma tentativa, por parte dos &ldquo;promotores&rdquo; do &ldquo;Alba&rdquo;, de percorrer novamente o trajeto inicial do &ldquo;Pode-se Mudar&rdquo;, antes que o PRC e companhia roubassem seu projeto debaixo de seus narizes transformando-o naquela que seria depois a fracassada experi&ecirc;ncia da <i>Revolu&ccedil;&atilde;o Civil<\/i> com Ingroia [Alian&ccedil;a eleitoral ampla de centro esquerda com o PRC em 2013]. Esses intelectuais, em suma, s&atilde;o verdadeiros generais sem ex&eacute;rcito, mas aproveitando-se do fracasso daqueles partidos nas elei&ccedil;&otilde;es passadas [no apoio a Ingroia], agora tentam inverter a situa&ccedil;&atilde;o a seu favor assumindo, desta vez, o papel de usurpadores: este era o sentimento dos ativistas da Refunda&ccedil;&atilde;o, que reclamavam, no blog e no forum social, a primogenitura da ideia da candidatura de Tsipras.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>O grande engano<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas a situa&ccedil;&atilde;o era realmente essa? N&oacute;s estamos convencidos de que n&atilde;o e o afirmamos citando um testemunho, que n&atilde;o foi at&eacute; agora refutado por nenhuma das partes interessadas: Alfonso Gianni [alter ego de Fauto Bertinotti na &eacute;poca que este ocupava a secretaria do PRC, que, depois de uma passagem no SEL, est&aacute; hoje novamente mais pr&oacute;ximo da Refunda&ccedil;&atilde;o], rapidamente depois da entrevista de Barbara Spinelli, declarou na sua p&aacute;gina do facebook: <i>&ldquo;Junto com uma delega&ccedil;&atilde;o do Alba tivemos um encontro com uma delega&ccedil;&atilde;o oficial do Syriza na sede nacional do PRC, que gentilmente hospedou esse encontro e participou do mesmo &#8230; no dia 11 de outubro de 2013. No curso desse encontro a delega&ccedil;&atilde;o do Syriza, dirigida por Nikos Pappas, pessoa muito pr&oacute;xima a Tsipras, encontrou-se com diversas for&ccedil;as pol&iacute;ticas italianas e personalidades, entre as quais com certeza o SEL, Movimento 5 Stelle, Fausto Bertinotti e provavelmente outras al&eacute;m dessas. <\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><i>O objetivo expl&iacute;cito da delega&ccedil;&atilde;o grega era testar o terreno para verificar a possibilidade de uma lista [alian&ccedil;a eleitoral] que apoiasse a candidatura de Tsipras para a Comiss&atilde;o Europeia. A discuss&atilde;o orientou-se depois quanto ao car&aacute;ter dessa lista que deve ir al&eacute;m da esquerda radical tradicional. Naquele contexto colocou-se o nome de Spinelli, e de outras figuras poss&iacute;veis, que tinham h&aacute; pouco escrito um artigo no jornal Repubblica no qual elogiavam o programa de Tsipras, tendo o apoio da delega&ccedil;&atilde;o grega. Da&iacute;, partiu-se ao trabalho de contato com v&aacute;rios intelectuais, o que depois resultou na entrevista de Spinelli, seguida de algumas outras dias depois, no mesmo jornal grego. Tudo de forma independentemente do congresso do Partido da Esquerda Europeia, ao qual a delega&ccedil;&atilde;o do Alba foi convidada como simples observadora, como &eacute; &oacute;bvio&rdquo;<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">E assim, voltamos a colocar os fatos em sua sequ&ecirc;ncia correta. No dia 11 de outubro de 2013 (dois meses antes do congresso da Esquerda Europeia da qual sairia a candidatura de Tsipras!), uma delega&ccedil;&atilde;o do Sryriza re&uacute;ne-se, na sede nacional da Refunda&ccedil;&atilde;o, com uma delega&ccedil;&atilde;o do PRC, do Alba, SEL e outras personalidades, para verificar a possibilidade de uma lista de apoio &agrave; candidatura de Tsipras que fosse al&eacute;m da &uacute;nica organiza&ccedil;&atilde;o que poderia ser a &ldquo;defensora natural&rdquo; dos l&iacute;der grego, isto &eacute;, a Refunda&ccedil;&atilde;o. Porque essa &ldquo;preocupa&ccedil;&atilde;o&rdquo; do Syriza?<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">&Eacute; evidente que por tr&aacute;s desse percurso estava a plena consci&ecirc;ncia por parte de Tsipras de que sua candidatura na It&aacute;lia, apenas com o apoio da lista do PRC, n&atilde;o teria nenhuma possibilidade: de modo que, enquanto nos outros pa&iacute;ses europeus seria o candidato da Esquerda Europeia, na It&aacute;lia seria, ao contr&aacute;rio, apoiado por uma lista da &ldquo;sociedade civil&rdquo;, considerada mais &ldquo;atraente&rdquo; do que aquela baseada em um partido reduzido ao m&iacute;nimo (5). Com essa decis&atilde;o, o conjunto de entrevistas dos &ldquo;promotores&rdquo; do &ldquo;Alba&rdquo; seria apenas um passo para preparar o terreno para uma opera&ccedil;&atilde;o mais orquestrada. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ent&atilde;o, no m&ecirc;s de outubro &ndash; repetimos, dois meses antes da formaliza&ccedil;&atilde;o da candidatura de Tsipras &ndash; o jogo pol&iacute;tico na It&aacute;lia era feito pelos dirigentes da Refunda&ccedil;&atilde;o pelas costas dos pr&oacute;prios ativistas. Nenhuma invas&atilde;o de campo por parte dos intelectuais, mas o papel ativo da secretaria nacional do PRC na subordina&ccedil;&atilde;o ainda maior do partido a um punhado de pequenos burgueses com o objetivo de recuperar &ndash; custe o que custar &ndash; seus cargos parlamentares. Os acontecimentos sucessivos demonstrariam depois, ainda mais, que &eacute; disso que se trata.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Os &ldquo;fiadores&rdquo; e o papel de escolta da esquerda reformista<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">No dia 18 de janeiro foi publicado um chamado &agrave; forma&ccedil;&atilde;o da &ldquo;lista Tsipras&rdquo; no qual estava escrita a linha para a forma&ccedil;&atilde;o da frente eleitoral: <i>&ldquo;Uma lista promovida pelos movimentos e personalidades da sociedade civil, independentes dos aparatos partid&aacute;rios (&#8230;) pessoas honestas, mesmo que filiadas a partidos, que n&atilde;o tiveram cargos eletivos e responsabilidade de relevo na &uacute;ltima d&eacute;cada. Uma lista que apoia Tsipras, mas n&atilde;o faz parte do Partido da Esquerda Europeia que o apresentou como candidato&rdquo;<\/i> (6). Os seis signat&aacute;rios desse chamado &ndash; Camilleri, Flores d&rsquo;Arcais, Gallino, Revelli, Spinelli e Viale &ndash; autoproclamaram-se &ldquo;fiadores&rdquo; da lista (isto &eacute;, de fato, os propriet&aacute;rios). <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">E enquanto Tsipras <i>&ldquo;aceitava&rdquo;<\/i> a candidatura com uma carta na qual explicava com precis&atilde;o que antes de tudo v&ecirc;m <i>&ldquo;os cidad&atilde;os simples&rdquo;<\/i> e s&oacute; depois <i>&ldquo;as associa&ccedil;&otilde;es e as for&ccedil;as organizadas&rdquo;<\/i> (assim, de fato, legitimando todas as decis&otilde;es e o papel dos seis), o Partido da Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista come&ccedil;ava a engolir a primeira de uma s&eacute;rie de situa&ccedil;&otilde;es amargas caracterizadas por sua pr&oacute;pria subordina&ccedil;&atilde;o, tentando ado&ccedil;&aacute;-la com o doce palavr&oacute;rio de Paolo Ferrero, segundo o qual seria enfim constru&iacute;da a famosa <i>&ldquo;esquerda alternativa&rdquo;,&nbsp;<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o dessa lista,&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">h&aacute; anos esperada (e veremos depois quanto de &ldquo;esquerda&rdquo; e quanto de &ldquo;alternativa&rdquo;&#8230; ) atrav&eacute;s <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&ldquo;de um processo unit&aacute;rio compartilhado, p&uacute;blico, democr&aacute;tico e participativo (&#8230;) renunciando a fronteiras partid&aacute;rias e a l&oacute;gicas excludentes&rdquo;<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Em resposta, os &ldquo;fiadores&rdquo; procederam como tanques de guerra, sem consultar ningu&eacute;m. Foi o caso, por exemplo, do s&iacute;mbolo, sobre o qual os inscritos no site do agrupamento foram chamados a se pronunciarem &ndash; ao &ldquo;estilo Grillo&rdquo; (do Movimento 5 Estrelas, que organiza consultas virtuais) &ndash;, com a possibilidade de &ldquo;escolher&rdquo; entre quatro hip&oacute;teses gr&aacute;ficas confeccionadas pelos &ldquo;seis&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">magn&iacute;ficos<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&rdquo; em seu espl&ecirc;ndido e&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">iluminado&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">isolamento intelectual. De nada valeram os protestos de tantos ativistas do PRC sobre o fato de que nenhum dos s&iacute;mbolos apresentasse ao menos a palavra &ldquo;esquerda&rdquo;. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">A resposta, desdenhosa, foi fornecida por Marco Revelli em nome dos outros &ldquo;fiadores&rdquo;: <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&ldquo;O termo esquerda n&atilde;o aparece nos nomes propostos ao menos por tr&ecirc;s bons motivos: 1) porque h&aacute; anos n&atilde;o &eacute; mais portador de um conte&uacute;do program&aacute;tico preciso na It&aacute;lia, pois acabou por representar uma etiqueta gen&eacute;rica no qual h&aacute; de tudo e o contr&aacute;rio de tudo; 2) porque arriscamos nos confundir com v&aacute;rios outros que se declaram &ldquo;de esquerda&rdquo;, distorcendo os valores, apoiando-se em fatos pol&iacute;ticos liberais ou, mais simplesmente, com o objetivo da autoperpetua&ccedil;&atilde;o pessoal; 3) enfim, porque o nosso objetivo &eacute; o de conquistar o cora&ccedil;&atilde;o e a mente dos milh&otilde;es de eleitores que n&atilde;o se sentem mais de esquerda, ou que nunca se sentiram como tal &ndash; sobretudo se jovens &#8211; porque no que lhes foi apresentado como esquerda, eles nunca encontraram uma resposta aos seus problemas&rdquo;<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"> (7).<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas essa postura soberba e arrogante foi &ldquo;descaracterizada&rdquo; pelos dirigentes do PRC como um simples &ldquo;erro pol&iacute;tico&rdquo;. Enquanto enfrentam uma grande onda de protestos dos militantes da Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista, o pobre Paolo Ferrero n&atilde;o encontra nada melhor que dizer na sua p&aacute;gina do facebook: <i>&ldquo;Caros companheiros e caras companheiras, &eacute; o momento da paci&ecirc;ncia&rdquo;<\/i>!<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ao mesmo tempo, o congresso do SEL trazia a paradoxal situa&ccedil;&atilde;o de uma lideran&ccedil;a &ndash; Vendola &agrave; frente &ndash; decidida a defender o apoio &agrave; candidatura de Martin Schulz (na It&aacute;lia apoiada pelo PD) contra delegados que em maioria votavam pelo apoio &agrave; lista Tsipras. E assim, Vendola viu-se obrigado a abaixar a cabe&ccedil;a para uma escolha que ele pr&oacute;prio teria feito com prazer, utilizando um malabarismo imenso in&eacute;dito em sua carreira de contador de hist&oacute;rias e de flautista m&aacute;gico (&ldquo;Com Tsipras, mas para encontrar Schulz&rdquo;). <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Enfim, apenas de passagem, assinala-se que a esta caravana juntam-se entusi&aacute;sticamente tamb&eacute;m os sempre eternos arautos do reformismo pseudo &ldquo;antagonista&rdquo;, Toni Negri, Casarini e todo o setor dos desobedientes, que viram a ocasi&atilde;o para tentar reconquistar um pouco de espa&ccedil;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&ldquo;Uma outra Europa com Tsipras&rdquo;: uma verdadeira lista c&iacute;vica<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">E enfim, chegava-se ao <i>cl&iacute;max<\/i>: as candidaturas, ou seja, o cora&ccedil;&atilde;o do projeto da desesperada esquerda reformista italiana para retornar &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es parlamentares recuperando um pouco de visibilidade (e sobretudo, de recursos econ&ocirc;micos, uma vez que falamos de microburocracias que sempre viveram dependendo do sistema eleitoral burgu&ecirc;s e que hoje se encontram desesperadas).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ainda nessa ocasi&atilde;o, os &ldquo;fiadores&rdquo; exercitaram o seu desp&oacute;tico controle sobre o processo, descontentando a todos: o PDCI que foi arbitrariamente exclu&iacute;do [que depois disso decidiu n&atilde;o apoiar mais a lista Tsipras (8)]; os ativistas ing&ecirc;nuos da lista que viram at&eacute; mesmo um empres&aacute;rio que havia participado da iniciativa do partido de Georgia Meloni, <i>Fratelli d&rsquo;It&aacute;lia<\/i> (9), ser indicado como candidato; a Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista, que assumiu apenas candidaturas de &ldquo;agregados&rdquo; (10); sinceros ativistas ambientalistas que renunciaram &agrave;s suas candidaturas devido &agrave; presen&ccedil;a de pol&iacute;ticos do SEL ligados &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o do meio ambiente (11); e, por fim, dois dos pr&oacute;prios &ldquo;fiadores&rdquo; (Camilleri e Flores d&rsquo;Arcais), que renunciaram devido &agrave; pol&ecirc;mica n&atilde;o s&oacute; contra a decis&atilde;o que levou &agrave; autoexclus&atilde;o de Antonia Battaglia (12), mas tamb&eacute;m com a decis&atilde;o de candidatar na lista o l&iacute;der dos chamados &ldquo;desobedientes&rdquo; [Movimento Antiglobaliza&ccedil;&atilde;o], Luca Casarini.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ao final de tudo, o que resultou deste processo remodelado? N&atilde;o queremos ser acusados de ser os habituais extremistas e sect&aacute;rios, para tanto limitamo-nos a citar aqui as palavras de Paolo Ferrero em uma desesperada carta aberta aos seus militantes, cada vez mais enfurecidos pelo percurso desenrolado sob seus pr&oacute;prios olhos incr&eacute;dulos: <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><i>&ldquo;N&oacute;s decidimos fazer uma lista unit&aacute;ria da esquerda, constru&iacute;da por baixo, de forma democr&aacute;tica e participativa. Decidimos fazer uma lista que fosse o primeiro passo na constru&ccedil;&atilde;o de um Syriza italiano. Mas n&atilde;o &eacute; assim. Encontramo-nos, infelizmente, frente a uma lista c&iacute;vica, com a qual compartilhamos a ess&ecirc;ncia das posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, sem compartilhar os modos de constru&ccedil;&atilde;o e de ampla parte da cultura pol&iacute;tica que &eacute; proposta pelos promotores. O resultado concreto &eacute; uma lista c&iacute;vica antiliberal e que n&atilde;o constr&oacute;i um espa&ccedil;o p&uacute;blico de esquerda&rdquo;<\/i>; contudo, <i>&ldquo;a lista Tsipras promovida pelos professores (<\/i>apelido dado aos intelectuais do &ldquo;Alba&rdquo;)<i>, com todos os seus limites, pode ser um instrumento&nbsp;<\/i><\/span><\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">v&aacute;lido&nbsp;<\/i><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">atrav&eacute;s do qual alcan&ccedil;aremos e superaremos a&nbsp;<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">barreira eleitoral de<\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;4%&rdquo;<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;(13). Desse modo &ndash; sintetizamos &ndash; engoliram mais esse sapo e v&atilde;o, de nariz tapado, recolher as assinaturas e colar os cartazes!<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>As perspectivas<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Quais perspectivas eleitorais podem ter esse projeto que n&atilde;o suscita o menor entusiasmo na maioria absoluta dos ativistas da Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista? Uma vez que o objetivo &eacute; o que j&aacute; foi descrito com as palavras de Ferrero, para motiv&aacute;-los novamente, fazem circular a pesquisa que d&aacute; &agrave; lista Tsipras 7% em inten&ccedil;&otilde;es de votos. Deve-se lembrar, no entanto, que mesmo quando nasceu a lista de Ingroia, <em>Revolu&ccedil;&atilde;o Civil<\/em>, as primeiras pesquisas tornaram-se ilus&otilde;es e foram depois desmentidas pela cat&aacute;strofe eleitoral; e, da mesma forma, os mais recentes &iacute;ndices estat&iacute;sticos est&atilde;o perigosamente &ldquo;dan&ccedil;ando&rdquo; em torno do &iacute;ndice de 4%.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">N&atilde;o temos uma bola de cristal e n&atilde;o estamos portanto em situa&ccedil;&atilde;o de realizar previs&otilde;es. Mas &eacute; certo que, se a barreira n&atilde;o for superada, esta experi&ecirc;ncia ser&aacute; seguramente recordada como o &uacute;ltimo suspiro do PRC, um partido que h&aacute; tempos beira a bancarrota pol&iacute;tica e financeira (14). Se, ao contr&aacute;rio, conseguir nessa empreitada eleger pelo menos um parlamentar europeu, a Refunda&ccedil;&atilde;o desfrutaria de mais algumas migalhas em termos econ&ocirc;micos, mas apenas para prolongar a sua agonia pol&iacute;tica, no momento em que o programa que a lista Tsipras &ndash; e o pr&oacute;prio PRC junto aos partidos da Esquerda Europeia &ndash; leva adiante, inscreve-se nos limites da salvaguarda do sistema capitalista que faz da chamada &ldquo;integra&ccedil;&atilde;o europeia&rdquo; a pedra angular da ordem burguesa no velho continente.&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A proposta de <i>&ldquo;democratizar a Uni&atilde;o Europeia e a sua estrutura institucional&rdquo;<\/i> explicita a conserva&ccedil;&atilde;o da arquitetura institucional constru&iacute;da pela burguesia europeia e a base sobre a qual ela repousa: o euro. O projeto da Esquerda Europeia, de Tsipras e do PRC, n&atilde;o &eacute; o de romper com essa engrenagem imperialista que, ao defender a atual divis&atilde;o do trabalho no continente,ao &nbsp;aprofundar as desigualdades entre os pa&iacute;ses e ao isolar a luta do proletariado&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">no interior das fronteiras continentais<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">, impede a real unidade. Ao contr&aacute;rio, &eacute; para tornar esta engrenagem mais aceit&aacute;vel, alertando primeiro ao grande capital que&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">seu projeto est&aacute; em perigo&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">sem &ldquo;democratiz&aacute;-lo&rdquo;. Da&iacute; a necessidade de &ldquo;refundar&rdquo; a UE, no programa da lista de Tsipras.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Definitivamente, tanto em uma como em outra hip&oacute;tese, as pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es mostrar&atilde;o que &ldquo;um espectro ronda a Europa&rdquo;. E, infelizmente, n&atilde;o ser&aacute; o comunismo caro ao bom Karl Marx (e a n&oacute;s marxistas revolucion&aacute;rios). Ser&aacute;, ao contr&aacute;rio, o espectro, ou melhor, o fantasma, daquele partido &ndash; o PRC &ndash; que tantas ilus&otilde;es e expectativas espalhou entre os ativistas e que depois dilapidou um enorme patrim&ocirc;nio de milit&acirc;ncia, dispersando-o na constante busca por acordos com a burguesia (da qual a lista Tsipras constitui um triste ep&iacute;logo).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Um programa de classe revolucion&aacute;rio. Uma alternativa socialista<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Na It&aacute;lia n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel, por causa de uma normativa eleitoral restritiva, apresentar uma candidatura classista e que constitua uma real alternativa &agrave;s diversas variantes burguesas. No entanto, as elei&ccedil;&otilde;es constituem para os marxistas revolucion&aacute;rios &ndash; tamb&eacute;m quando n&atilde;o podem participar &ndash; a tribuna para propagandear seu programa. E as pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es europeias&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">tamb&eacute;m<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">ser&atilde;o ocasi&atilde;o para o PdAC apresentar o programa que, como Liga Internacional dos Trabalhadores &ndash; Quarta Internacional, proporemos em outros pa&iacute;ses, nos quais nossos partidos irm&atilde;os poder&atilde;o, gra&ccedil;as a uma legisla&ccedil;&atilde;o diferente, concorrer &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es do dia 25 de maio.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Um programa que, para romper realmente a espiral de ataques, de diminui&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios e das contrarreformas previdenci&aacute;rias e trabalhistas, prop&otilde;e questionar, atrav&eacute;s da ruptura e da destrui&ccedil;&atilde;o da UE e da sa&iacute;da do euro, os interesses do capital imperialista e a divis&atilde;o do trabalho no continente. Um programa que se choca diretamente contra os imperialistas europeus propondo o n&atilde;o pagamento da d&iacute;vida p&uacute;blica, a expropria&ccedil;&atilde;o dos bancos, o monop&oacute;lio do com&eacute;rcio exterior, a escala m&oacute;vel das horas de trabalho e a paridade de sal&aacute;rio, a nacionaliza&ccedil;&atilde;o dos setores e das empresas estrat&eacute;gicas sem indeniza&ccedil;&atilde;o e sob controle dos trabalhadores, a aboli&ccedil;&atilde;o de todas as leis e tratados xen&oacute;fobos e racistas, por uma integra&ccedil;&atilde;o real e uma igualdade salarial e de direitos sindicais e pol&iacute;ticos, fim de todas as miss&otilde;es imperialistas fora da Europa e a retirada das tropas dos pa&iacute;ses agredidos, com a dissolu&ccedil;&atilde;o da OTAN e a destrui&ccedil;&atilde;o de suas bases.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Um programa, enfim, que, refute a caricatura da &ldquo;unidade europeia&rdquo; sob o signo do imperialismo (que, ao contr&aacute;rio do que possa parecer, &eacute; o que&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">a lista Tsipras&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">defende), e que n&atilde;o termine na defesa das pequenas p&aacute;trias nacionais, mas antes, que persiga o projeto revolucion&aacute;rio de uma livre Federa&ccedil;&atilde;o dos Estados Socialistas da Europa.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Notas<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(1) &Eacute; importante prestar aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sequ&ecirc;ncia de datas, para compreender melhor o que aconteceu na hist&oacute;ria que nos prestamos a contar.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(2) Revista <i>Micromega<\/i> <\/span><\/span><strong><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(<span style=\"Times New Roman&quot;;\ncolor:black;text-decoration:none;text-underline:\nnone\"><a href=\"http:\/\/temi.repubblica.it\/micromega-online\/barbara-spinelli-con-tsipras-contro-leuropa-dellausterita\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/temi.repubblica.it<\/a><\/span><\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"Times New Roman&quot;;\ncolor:black;text-decoration:none;text-underline:\nnone\">)<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(3) Revista <i>Micromega<\/i> (<a href=\"http:\/\/temi.repubblica.it\/micromega-online\/flores-darcais-%E2%80%9Calle-elezioni-europee-una-lista-della-societa-civile-con-tsipras%E2%80%9D\/?fb_action_ids=10201143533415921&amp;fb_action_types=og.likes&amp;fb_source=aggregation&amp;fb_aggregation_id=288381481237582\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b><span style=\"Times New Roman&quot;;\ncolor:black;text-decoration:none;text-underline:\nnone\">http:\/\/temi.repubblica.it<\/span><\/b><span style=\"Times New Roman&quot;;\ncolor:black;text-decoration:none;text-underline:\nnone\">)<\/span><\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">(4) Revista <\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Micromega<\/i><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;(<\/span><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"><span style=\"Times New Roman&quot;;\ncolor:black;text-decoration:none;text-underline:\nnone\"><a href=\"http:\/\/temi.repubblica.it\/micromega-online\/camilleri-lista-tsipras-una-speranza-per-cambiare-l%E2%80%99europa-e-unire-le-forze-vive-della-sinistra%E2%80%9D\/\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/temi.repubblica.it<\/a><\/span><\/b><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"><span style=\"Times New Roman&quot;;\ncolor:black;text-decoration:none;text-underline:\nnone\">)<\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(5) Segundo Alfonso Gianni em sua p&aacute;gina do facebook: <i>&ldquo;De resto quando falamos com a delega&ccedil;&atilde;o do Syriza em visita oficial &agrave;s for&ccedil;as pol&iacute;ticas italianas, &#8230; fomos muito claros (Musacchio, Viale e eu) sobre dois pontos: lista c&iacute;vica (ou o contr&aacute;rio de Mudar se Pode) e n&atilde;o simples amplia&ccedil;&atilde;o do PRC aos &ldquo;externos&rdquo;; tentativas de amplia&ccedil;&atilde;o da lista a expoentes do mundo liberal italiano, embora n&atilde;o estritamente de esquerda&rdquo;<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(6) <a href=\"http:\/\/www.listatsipras.eu\/chi-siamo\/l-appello.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Http:\/\/www.listatsipras.eu\/chi-siamo\/l-appello.html<\/b><\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(7) Ap&oacute;s o resultado da consulta on line foi decidido o s&iacute;mbolo e o nome da lista, que foi chamada de &ldquo;Outra Europa com Tsipras&rdquo;. Em todo caso, ao menos a terceira raz&atilde;o exposta por Revelli fez aparecer a inten&ccedil;&atilde;o dessa chapa de olhar para os setores do eleitorado de Beppe Grillo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(8) <a href=\"http:\/\/www.comunistiitaliani.it\/modules.php?op=modload&amp;name=news&amp;file=article&amp;sid=9238&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b><span style=\"Times New Roman&quot;;\ncolor:black;text-decoration:none;text-underline:\nnone\">www.comunistiitaliani.it\/modules.php?op=modload&amp;name=news&amp;file=article&amp;sid=9238&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0<\/span><\/b><\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(9) E que depois, com o esc&acirc;ndalo, os &ldquo;fiadores&rdquo; foram obrigados a excluir da lista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(10) Tamb&eacute;m nesse caso, limitando-se a minimizar, falou apenas de &ldquo;contradi&ccedil;&otilde;es e erros&rdquo; (Documento aprovado por CPN de 16\/3\/2014).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(11) &Eacute; o caso de Antonia Battaglia, expoente de destaque do ambientalismo de Taranto, no sul da It&aacute;lia, que se candidatou lado a lado com homens do partido de Vendola, envolvido &ndash; como &eacute; sabido &ndash; no esc&acirc;ndalo Ilva, entre os quais Dino Di Palma, homem forte de Antonio Bassolino e ligado aos acontecimentos da catastr&oacute;fica situa&ccedil;&atilde;o do lixo na regi&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(12) V. nota anterior.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(13) <a href=\"http:\/\/www2.rifondazione.it\/primapagina\/?p=10793\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Http:\/\/www2.rifondazione.it\/primapagina\/?p=10793<\/b><\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(14) Enquanto escrevemos, chega o an&uacute;ncio do encerramento da edi&ccedil;&atilde;o <i>on line<\/i> do jornal <i>Liberazione<\/i>, ap&oacute;s o desaparecimento da sua edi&ccedil;&atilde;o impressa (ver na p&aacute;gina <a href=\"http:\/\/liberazione.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">HTTP:\/\/liberazione.it\/<\/a>, antes que est&aacute; p&aacute;gina tamb&eacute;m se encerre!), enquanto correm as trocas de acusa&ccedil;&otilde;es entre a secretaria do partido e a dire&ccedil;&atilde;o do jornal.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Tradu&ccedil;&atilde;o: N&iacute;via Le&atilde;o e Rodrigo Ricupero.<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2013 ocorreu o IV Congresso da &ldquo;Esquerda Europeia&rdquo; em Madri, isto &eacute;, um aglomerado dos partidos da esquerda reformista entre os quais a Esquerda Unida (Espanha), Die Linke [A esquerda] (Alemanha),&nbsp;Bloco de Esquerda (Portugal), Frente de Esquerda e Partido Comunista Franc&ecirc;s [PCF] (Fran&ccedil;a), Syriza (Gr&eacute;cia), Refunda&ccedil;&atilde;o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":7970,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3677],"tags":[],"class_list":["post-2976","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-europa-mundo"],"fimg_url":false,"categories_names":["Europa"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2976"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2976\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}