{"id":29307,"date":"2019-09-02T16:00:45","date_gmt":"2019-09-02T18:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=29307"},"modified":"2019-09-02T16:00:45","modified_gmt":"2019-09-02T18:00:45","slug":"cupula-do-g7-muitos-problemas-poucas-solucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/09\/02\/cupula-do-g7-muitos-problemas-poucas-solucoes\/","title":{"rendered":"C\u00fapula do G7: muitos problemas, poucas solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><em>Acaba de realizar-se em Biarritz (Fran\u00e7a) a 45\u00aa c\u00fapula dos chefes de governo dos pa\u00edses imperialistas mais poderosos. Foi uma express\u00e3o da crise que vive, em diversos aspectos, o capitalismo imperialista atualmente.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por:Alejandro Iturbe<\/p>\n<p>O G7 (Grupo dos Sete) come\u00e7ou suas reuni\u00f5es anuais em 1976. Participam os chefes de Estado ou de governo da Alemanha, Canad\u00e1, Estados Unidos, Fran\u00e7a, Jap\u00e3o, It\u00e1lia e o Reino Unido, pa\u00edses que acumulam 64% do PIB mundial. Evidentemente, o eixo s\u00e3o os Estados Unidos, a principal pot\u00eancia imperialista. A eles se somou posteriormente o presidente da Uni\u00e3o Europeia. O representante dos governos russos participava como convidado desde in\u00edcios de 1990 e se integrou plenamente entre 1997 e 2014, quando foi exclu\u00eddo (durante esses anos passou a se denominar G8).<\/p>\n<p>O objetivo declarado do G7 \u00e9 <em>\u201cdiscutir os problemas mundiais\u201d <\/em>e definir pol\u00edticas do imperialismo frente a eles. Isto \u00e9, ter uma orienta\u00e7\u00e3o comum sobre como garantir a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e povos do mundo, por um lado, e como enfrentar a luta de classes e os processos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nesse \u00e2mbito, muitas vezes o G7 abordou discuss\u00f5es sobre problemas como a \u201cfome no mundo\u201d o superendividamento externo de muitos pa\u00edses colonizados e a deteriora\u00e7\u00e3o do meio ambiente, para aparentar que estavam preocupados com esses problemas e que estavam dispostos a \u201cfazer alguma coisa\u201d. Os resultados est\u00e3o \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Em 1999, se formou o G20 que, al\u00e9m dos pa\u00edses j\u00e1 mencionados, incorpora os chamados eufemisticamente \u201cemergentes\u201d, como China, Brasil, Ar\u00e1bia Saudita, Cor\u00e9ia do Sul, Turquia, Argentina, \u00c1frica do Sul e outros. Por um lado, buscava mostrar uma falsa \u201cdemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d das \u201cdecis\u00f5es mundiais\u201d com a participa\u00e7\u00e3o de governos de pa\u00edses n\u00e3o imperialistas. Por outro, seu verdadeiro objetivo era atuar como uma esp\u00e9cie de \u201cescudo protetor\u201d e amplificador das pol\u00edticas discutidas pelo imperialismo no G7.<\/p>\n<p><strong>Os \u201canos de ouro\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Em grande medida, os \u201canos de ouro\u201d do G7 (e tamb\u00e9m do G 20) foram aqueles em que Barack Obama ocupou a presid\u00eancia dos Estados Unidos (2008-2016). A principal pot\u00eancia imperialista (e o imperialismo em geral) devia enfrentar dois grandes problemas no mundo.<\/p>\n<p>O primeiro era que a derrota militar do \u201cprojeto Bush\u201d nas guerras de ocupa\u00e7\u00e3o do Iraque e Afeganist\u00e3o haviam deixado o imperialismo em uma situa\u00e7\u00e3o de grande dificuldade para novas a\u00e7\u00f5es militares no mundo e se expandia o processo de lutas revolucion\u00e1rias no mundo \u00e1rabe. O segundo era a profunda crise econ\u00f4mica mundial aberta em 2007-2008.<\/p>\n<p>Nesse contexto, Obama apelou fortemente ao G7 e ao G20 para assim poder implementar pol\u00edticas mundiais que salvassem o capitalismo imperialista de ambos os perigos (seu desmoronamento econ\u00f4mico e a extens\u00e3o dos processos revolucion\u00e1rios) com a participa\u00e7\u00e3o coletiva dos governos integrantes. Sua imagem simp\u00e1tica e bem humorada ajudava a \u201ctrabalhar em equipe\u201d.<\/p>\n<p>Do lado dos \u201cpa\u00edses emergentes\u201d, figuras populares como Lula contribu\u00edam com o outro componente necess\u00e1rio para a elabora\u00e7\u00e3o e a aplica\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas. Em uma c\u00fapula do G20, Obama chegou a dizer que Lula era <em>\u201co cara\u201d<\/em> e que <em>\u201cgostava muito dele\u201d.<\/em> Ambos tratavam de \u201cvender\u201d a imagem de que era poss\u00edvel \u201chumanizar\u201d o capitalismo.<\/p>\n<p>O G7 (e o G20) tiveram dois grandes eixos nas orienta\u00e7\u00f5es que impulsionaram nesses anos. O primeiro foi o aprofundamento do \u201clivre com\u00e9rcio\u201d atrav\u00e9s da elimina\u00e7\u00e3o de taxas ao com\u00e9rcio exterior e da desregulamenta\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o de capitais pelo mundo, atrav\u00e9s dos tratados e acordos regionais e bilaterais. O segundo foi retomar a aplica\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de \u201crea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d (deixada de lado por Bush) como t\u00e1tica principal para enfrentar os processos de luta dos trabalhadores e as massas no mundo [1]. Novamente, para os trabalhadores e as massas, os resultados est\u00e3o \u00e0 vista. Mas o certo \u00e9 que nesses anos, a equipe do imperialismo e seus agentes funcionou.<\/p>\n<p><strong>A pol\u00edtica de Trump<\/strong><\/p>\n<p>A subida de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos foi a detonante de uma profunda crise no G7 e no G20 j\u00e1 que questionou os dois eixos pol\u00edticos que conduziam.<\/p>\n<p>Por um lado, expressando os interesses de um setor da burguesia imperialista estadunidense, promoveu unilateralmente a rediscuss\u00e3o do \u201clivre com\u00e9rcio\u201d em todos os acordos que envolviam os Estados Unidos (como o NAFTA ou o Tratado do Pac\u00edfico) para obter vantagens ainda maiores que as que essa burguesia imperialista obtinha. Junto com isto, abriu uma guerra comercial-tecnol\u00f3gica de taxas com a China [2]. Essa pol\u00edtica gerou o que os analistas burgueses chamam de \u201cenfraquecimento\u201d do com\u00e9rcio mundial e, com isso, do processo de investimentos e neg\u00f3cios do capitalismo imperialista, j\u00e1 afetados pela onda expansiva da crise aberta em 2007-2008.<\/p>\n<p>Por outro, Trump deixou de lado algumas conquistas importantes que a pol\u00edtica exterior de Obama obteve, atrav\u00e9s de pactos e negocia\u00e7\u00f5es, como os acordos com os regimes iraniano e cubano. N\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de abandonar de modo definitivo a t\u00e1tica de rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, mas seu estilo n\u00e3o \u00e9 o de privilegiar a negocia\u00e7\u00e3o e sim impor condi\u00e7\u00f5es antes de negociar [3].<\/p>\n<p>Em nenhum caso Trump consultou os outros governos imperialistas do G7 (menos ainda os \u201cpa\u00edses emergentes\u201d do G20). As defini\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es come\u00e7aram a passar para outros lados: c\u00fapulas com o presidente chin\u00eas Xi Jinping para discutir as rela\u00e7\u00f5es comerciais, acordos com o russo Putin para intervir na guerra civil s\u00edria e dividir o pa\u00eds, etc.<\/p>\n<p>Esta pol\u00edtica de Trump \u00e9 a que detona a crise de ambos os grupos. A isso se soma, evidentemente, a personalidade grosseira e provocadora de Trump que o levou a brigar durante reuni\u00f5es anteriores com importantes aliados do imperialismo estadunidense, como o primeiro ministro canadense Justin Trudeau ou a chanceler da Alemanha Angela Merkel.<\/p>\n<p><strong>Uma c\u00fapula de crises<\/strong><\/p>\n<p>Mas estes fatos s\u00e3o s\u00f3 a express\u00e3o da crise, n\u00e3o sua origem. O imperialismo em seu conjunto enfrenta problemas muito graves. Por um lado, a amea\u00e7a de uma nova recess\u00e3o na economia mundial e inclusive de uma nova depress\u00e3o [4] e processos de ruptura da Uni\u00e3o Europeia como o Brexit. Por outro, uma nova onda de processos revolucion\u00e1rios e de luta come\u00e7a a se estender pelo mundo como mostra Hong Kong, Sud\u00e3o, Arg\u00e9lia, os coletes amarelos franceses, as mobiliza\u00e7\u00f5es contra a opress\u00e3o e a viol\u00eancia contra as mulheres e contra a destrui\u00e7\u00e3o da natureza, etc.<\/p>\n<p>Nesse contexto, Trump, o atual chefe do principal pa\u00eds imperialista decide \u201cse separar do grupo\u201d e fazer coisas ao seu estilo (disparates) sem trabalhar em equipe com as outras na\u00e7\u00f5es imperialistas. Seu crit\u00e9rio \u00e9 que os demais se adaptem \u00e0 sua pol\u00edtica e aceitem suas consequ\u00eancias (<em>\u201cAmerica first \u2013 Am\u00e9rica primeiro\u201d<\/em>).<\/p>\n<p>Por isso, ainda que nessa ele esteve muito mais comedido que nas anteriores, tamb\u00e9m foi uma c\u00fapula de profunda crise. Um bom resumo do que aconteceu foi o t\u00edtulo de uma publica\u00e7\u00e3o espanhola: <em>\u201cAs pot\u00eancias chegam divididas ao G7 de Biarritz\u201d<\/em> [5]. Nessas circunst\u00e2ncias, a curta declara\u00e7\u00e3o final s\u00f3 afirma algumas generalidades [6].<\/p>\n<p><strong>Os inc\u00eandios da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>Nesse contexto, houve temas espec\u00edficos que tomaram grande espa\u00e7o e difus\u00e3o. Em especial, os inc\u00eandios intencionais na Amaz\u00f4nia que s\u00e3o tolerados (de fato foram promovidos) pelo governo Bolsonaro. O processo de mobiliza\u00e7\u00e3o que se abriu no Brasil e no mundo, de certa forma antecipou e mostrou concretamente os eixos pelos quais est\u00e1 sendo chamada, no mundo todo, a semana de luta contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica [7].<\/p>\n<p>A resposta do G7 diante da magnitude deste desastre foi tragicamente simb\u00f3lica: oferece pouco mais de 22 milh\u00f5es de d\u00f3lares como \u201cajuda\u201d para apagar os inc\u00eandios [8]. Completando o quadro, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro recha\u00e7ou esse dinheiro at\u00e9 que o presidente franc\u00eas Emmanuel Macron n\u00e3o retirasse as declara\u00e7\u00f5es que considerou \u201cinsultantes\u201d. Al\u00e9m disso, o acusou de \u201cquerer ficar com a Amaz\u00f4nia\u201d e disse que seu governo estava \u201cdefendendo a soberania do Brasil\u201d.<\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 Emmanuel Macron?<\/strong><\/p>\n<p>Isso abriu um intenso debate na esquerda brasileira (na mundial tamb\u00e9m) com alguns setores que localizavam Macron no \u201clado bom\u201d contra o \u201clado mau\u201d de Bolsonaro (e seu chefe Trump). Ou, no m\u00ednimo, que Macron agora expressava o \u201cmal menor\u201d contra o \u201cinimigo principal\u201d e deveria ser considerado como um aliado (pelo menos circunstancial).<\/p>\n<p>O debate espec\u00edfico sobre o papel de ambos no tema da Amaz\u00f4nia est\u00e1 colocado em um excelente artigo de Jeferson Choma no qual se mostra que h\u00e1 dois projetos do capitalismo imperialista para se apropriar desta regi\u00e3o e deterior\u00e1-la [9]. N\u00e3o tem lado bom.<\/p>\n<p>Aqui queremos aprofundar um pouco sobre quem \u00e9 Macron. \u00c9 o atual chefe do imperialismo franc\u00eas que, em sua hist\u00f3ria, tem sangrentos processos de coloniza\u00e7\u00e3o em diversas regi\u00f5es do mundo, sangrentas guerras colonialistas para defender seu imp\u00e9rio, como as da Indochina e Arg\u00e9lia. No terreno da ecologia, \u00e9 correspons\u00e1vel da crescente destrui\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p>Ante a crise das alternativas burguesas cl\u00e1ssicas do regime pol\u00edtico franc\u00eas (a direita e a \u201cesquerda\u201d), ele apareceu como uma \u201cterceira via\u201d, apoiando-se em sua imagem de homem jovem, educado e culto. Mas a vida exp\u00f5e rapidamente estas mentiras e sua pol\u00edtica de ajuste econ\u00f4mico a servi\u00e7o da burguesia imperialista francesa come\u00e7ou a ser enfrentada, em menos de dois anos ap\u00f3s ter assumido, pela luta dos \u201ccoletes amarelos\u201d, que refletimos em numerosos artigos deste site [10], aos quais reprime com extrema dureza.<\/p>\n<p>Seu governo ficou profundamente debilitado e Macron buscou aproveitar o destaque que lhe dava o fato de que a c\u00fapula se realizaria na Fran\u00e7a para recuperar protagonismo e espa\u00e7o pol\u00edtico nacional e internacional. Por exemplo, prop\u00f4s para esta c\u00fapula o eixo de <em>\u201ccombater a desigualdade\u201d<\/em>\u00a0 e o mesmo com a quest\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Algo assim como \u201csou o capitalismo bom\u201d perante o \u201cmau\u201d de Trump e Bolsonaro. Pura hipocrisia. Tal como vimos, existem atritos e diferen\u00e7as entre os diferentes governos imperialistas, mas, repetimos, n\u00e3o h\u00e1 \u201clado bom\u201d em nenhum deles para os trabalhadores e as massas.<\/p>\n<p><strong>Algumas conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A crise e a falta de resposta do G7 indicam visivelmente duas coisas: as divis\u00f5es entre as pot\u00eancias imperialistas, por um lado, e a impossibilidade do capitalismo imperialista de resolver os graves problemas do mundo, desde a crescente deteriora\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o das massas at\u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p>De ambos os blocos s\u00f3 podemos esperar mais ataques e deteriora\u00e7\u00e3o, ainda que um deles pare\u00e7a mais \u201cam\u00e1vel\u201d. O verdadeiro internacionalismo que tenha a\u00e7\u00e3o para salvar a humanidade e a natureza s\u00f3 poder\u00e1 vir dos trabalhadores e das massas e da revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e socialista.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>[1] Sobre este tema, ver:\u00a0<u><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/lit-ci-y-partidos\/publicaciones\/correo-internacional\/la-reaccion-democratica-del-sindrome-de-vietnam-al-sindrome-de-irak\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/lit-ci-y-partidos\/publicaciones\/correo-internacional\/la-reaccion-democratica-del-sindrome-de-vietnam-al-sindrome-de-irak\/<\/a><\/u><\/p>\n<p>[2] Sobre este tema, ver:\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/china\/armas-de-guerra\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/china\/armas-de-guerra\/<\/a><\/p>\n<p>[3] Ver artigo \u201cO<\/p>\n<p>s dilemas do imperialismo\u201d na revista\u00a0<em>Correio Internacional 21<\/em>, publica\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores, maio 2019, S\u00e3o Paulo, Brasil.<\/p>\n<p>[4]\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/economia\/estamos-ante-inicio-una-nueva-recesion-mundial\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/economia\/estamos-ante-inicio-una-nueva-recesion-mundial\/<\/a><\/p>\n<p>[5]\u00a0<a href=\"https:\/\/www.elperiodico.com\/es\/internacional\/20190823\/las-grandes-potencias-acuden-divididas-al-g7-de-biarritz-7602042\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.elperiodico.com\/es\/internacional\/20190823\/las-grandes-potencias-acuden-divididas-al-g7-de-biarritz-7602042<\/a><\/p>\n<p>[6]\u00a0<a href=\"https:\/\/mx.ambafrance.org\/G7-Declaracion-de-los-Jefes-de-Estado-y-de-Gobierno\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/mx.ambafrance.org\/G7-Declaracion-de-los-Jefes-de-Estado-y-de-Gobierno<\/a><\/p>\n<p>[7] Ver declara\u00e7\u00e3o da LIT:\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/ecologia\/20-27-setiembre-semana-global-lucha-cambio-climatico\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/ecologia\/20-27-setiembre-semana-global-lucha-cambio-climatico\/<\/a><\/p>\n<p>[8] \u00c9 interessante ver neste sentido a declara\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o Greenpeace en\u00a0<a href=\"https:\/\/es.greenpeace.org\/es\/sala-de-prensa\/comunicados\/balance-de-greenpeace-de-la-cumbre-del-g7-promesas-pero-poca-accion-vinculante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/es.greenpeace.org\/es\/sala-de-prensa\/comunicados\/balance-de-greenpeace-de-la-cumbre-del-g7-promesas-pero-poca-accion-vinculante\/<\/a><\/p>\n<p>[9]\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/especial\/crisis-climatica-y-ambiental\/falso-nacionalismo-bolsonaro-los-intereses-imperialistas-la-amazonia\/?fbclid=IwAR0lUB0SjpLtMN39f7pC408LG8438vOB1rFQauI3Kr4oh53CA-btF-zq-nU\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/especial\/crisis-climatica-y-ambiental\/falso-nacionalismo-bolsonaro-los-intereses-imperialistas-la-amazonia\/?fbclid=IwAR0lUB0SjpLtMN39f7pC408LG8438vOB1rFQauI3Kr4oh53CA-btF-zq-nU<\/a><\/p>\n<p>[10]\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/?s=chalecos+amarillos\">https:\/\/litci.org\/es\/?s=chalecos+amarillos<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acaba de realizar-se em Biarritz (Fran\u00e7a) a 45\u00aa c\u00fapula dos chefes de governo dos pa\u00edses imperialistas mais poderosos. 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