{"id":29074,"date":"2019-08-18T13:10:18","date_gmt":"2019-08-18T15:10:18","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=29074"},"modified":"2019-08-18T13:10:18","modified_gmt":"2019-08-18T15:10:18","slug":"o-exercito-chines-posiciona-tropas-na-fronteira-de-hong-kong","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/08\/18\/o-exercito-chines-posiciona-tropas-na-fronteira-de-hong-kong\/","title":{"rendered":"O Ex\u00e9rcito chin\u00eas posiciona tropas na fronteira de Hong Kong"},"content":{"rendered":"<p><em>A opera\u00e7\u00e3o militar est\u00e1 se realizando na cidade de <\/em><em>Shenzhen, localizada a 27 km do centro do territ\u00f3rio. Inclui soldados transportados em caminh\u00f5es e ve\u00edculos blindados e foi qualificada como de \u201cgrande escala\u201d.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n<p>Este movimento militar representa uma clara amea\u00e7a do regime de Beijing de reprimir a luta por demandas democr\u00e1ticas que a juventude, os trabalhadores e o conjunto do povo de Hong Kong v\u00eam desenvolvendo. Uma luta que incluiu mobiliza\u00e7\u00f5es massivas e combativas, e uma recente greve chamada pela central sindical HKCTU. O processo, at\u00e9 agora, n\u00e3o p\u00f4de ser controlado com a dura repress\u00e3o da pol\u00edcia local, ordenada pela chefe de governo do territ\u00f3rio, Carrie Lam [1].<\/p>\n<p>Para acentuar essa amea\u00e7a, o regime chin\u00eas n\u00e3o tenta ocultar a movimenta\u00e7\u00e3o de tropas e armamento e sim tornou p\u00fablico atrav\u00e9s de um v\u00eddeo difundido pela agencia de noticias @<em>globaltimesnews<\/em> pertencente ao oficial <em>Di\u00e1rio do Povo<\/em> [2]. A not\u00edcia e o pr\u00f3prio v\u00eddeo circulam pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o de todo o mundo, e at\u00e9 o pr\u00f3prio presidente Donald Trump referiu-se a este fato em um dos seus famosos twitters.<\/p>\n<p>N\u00e3o consegui em nenhum meio de comunica\u00e7\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o do n\u00famero de soldados do ex\u00e9rcito chin\u00eas presentes em Shenzhen. Mas estes se somariam aos 8.000 que est\u00e3o instalados de modo permanente em Hong Kong que, ainda que at\u00e9 agora n\u00e3o intervieram na repress\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio, tamb\u00e9m difundiram um v\u00eddeo expressando que se somariam \u00e0 a\u00e7\u00e3o das tropas que vem do continente [3].<\/p>\n<p>O deslocamento militar foi acompanhado por uma escalada de declara\u00e7\u00f5es de funcion\u00e1rios do regime chin\u00eas. Em Beijing, o Chefe da Secretaria para Assuntos de Hong Kong e Macau disse que <em>\u201cos crimes violentos precisam ser castigados com severidade, conforme a lei\u201d. .<\/em>Enquanto isso, o embaixador chin\u00eas em Londres declarou que seu governo <em>\u201cn\u00e3o ficar\u00e1 de bra\u00e7os cruzados se a situa\u00e7\u00e3o em Hong Kong piorar, e tem suficientes meios e poder para reprimir os dist\u00farbios rapidamente\u201d<\/em> [4].<\/p>\n<p><strong>Uma contradi\u00e7\u00e3o que se agrava<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se agrava cada vez mais, no marco do que analisamos em artigos anteriores.<\/p>\n<p><em>\u201c<\/em><em>Por sua tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e as caracter\u00edsticas de sua sociedade, Hong Kong representa uma grande contradi\u00e7\u00e3o para o regime chin\u00eas. Esta contradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 entre o capitalismo e o \u201csocialismo chin\u00eas\u201d (que h\u00e1 d\u00e9cadas j\u00e1 n\u00e3o existe). Neste aspecto, o territ\u00f3rio se complementa perfeitamente e \u00e9 muito \u00fatil para o capitalismo, a burguesia e o regime da China. A contradi\u00e7\u00e3o principal se apresenta entre o regime pol\u00edtico chin\u00eas (uma ditadura) e as aspira\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas da popula\u00e7\u00e3o de Hong Kong (trabalhadores, setores m\u00e9dios e a baixa burguesia). O poder de Beijing necessita \u201cdomesticar\u201d Hong Kong, mas n\u00e3o o consegue, e isso gera uma situa\u00e7\u00e3o de crise do governo local, e um desafio para o regime chin\u00eas em seu conjunto\u201d. <\/em><em>[\u2026] <\/em>Por isso, analis\u00e1vamos que <em>\u201ceste enfrentamento n\u00e3o \u00e9 somente contra as autoridades locais de Hong Kong e sim, fundamentalmente, contra o regime ditatorial de Beijing, seu verdadeiro apoio\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201c\u00c0 medida que as lutas democr\u00e1ticas no territ\u00f3rio continuam e se aprofundam, esta situa\u00e7\u00e3o pode atuar como um \u2018pavio\u2019 que acenda outros inc\u00eandios na China, atrav\u00e9s dos muitos vasos comunicantes, especialmente com a regi\u00e3o sul mais pr\u00f3xima do territ\u00f3rio\u201d\u00a0<\/em> <em>[\u2026]. <\/em><em>Por isso, ante a impossibilidade de \u201cdomesticar\u201d o processo, n\u00e3o podemos descartar que a ditadura de Beijing defina intervir com o ex\u00e9rcito para elevar o n\u00edvel de repress\u00e3o ao da Pra\u00e7a Tiananmen, em 1989. Uma necessidade que, contraditoriamente, se acentua quanto mais forte e radicalizada \u00e9 a luta em Hong Kong e que pode chegar a um \u201climite intoler\u00e1vel\u201d para o regime chin\u00eas se a governadora Carrie Lam for derrubada pela luta e Beijing perder o controle do territ\u00f3rio&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>A luta continuou, os m\u00e9todos da juventude estudantil se radicalizaram e a classe oper\u00e1ria organizada entrou a partir da recente greve. Est\u00e1 se aproximando do que chamamos de \u201climite intoler\u00e1vel\u201d para o regime chin\u00eas e isso est\u00e1 sendo demonstrado pelo deslocamento de tropas em Shenzhen.<\/p>\n<p><strong>Os cen\u00e1rios poss\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p>Neste contexto, os analistas internacionais discutem se \u00e9 apenas um \u201cexerc\u00edcio de intimida\u00e7\u00e3o\u201d ou uma amea\u00e7a real. O Professor Steve Tsang, diretor do SOAS Instituto Chin\u00eas de Londres, disse que <em>\u201cn\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o lan\u00e7amento do v\u00eddeo foi concebido para transmitir uma mensagem cujo objetivo \u00e9 intimidar o povo de Hong Kong\u201d, <\/em>como parte de uma <em>\u201cguerra psicol\u00f3gica\u201d<\/em> [5].<\/p>\n<p>Ou seja, o regime de Beijing queria evitar a todo custo essa repress\u00e3o, cujos custos pol\u00edticos e inclusive econ\u00f4micos, n\u00e3o somente para Hong Kong como para toda a China, poderiam ser muito altos. Entretanto, acrescenta depois: <em>\u201cBeijng preferiria que os manifestantes fossem para casa. Mas se acreditam que a autoridade do regime do partido comunista est\u00e1 sendo atacada, v\u00e3o intervir. N\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a vazia, \u00e9 uma amea\u00e7a de verdade\u201d<\/em> [6].<\/p>\n<p>Em um artigo muito interessante, a multim\u00eddia brit\u00e2nica BBC analisa tr\u00eas cen\u00e1rios poss\u00edveis [7]. O primeiro \u00e9 que o deslocamento intimidat\u00f3rio de tropas na fronteira seja suficiente para conter os protestos ou para \u201cdomestic\u00e1-los\u201d. O pr\u00f3prio artigo considera esta hip\u00f3tese pouco prov\u00e1vel j\u00e1 que, uma vez conhecida a presen\u00e7a de tropas em Shenzhen, piquetes de manifestantes come\u00e7aram a realizar a\u00e7\u00f5es no aeroporto. <em>\u201cOs manifestantes levantaram barricadas com carrinhos para transporte de malas e bloquearam os acessos \u00e0s zonas de seguran\u00e7a do aeroporto. Depois formaram uma corrente humana para impedir a passagem dos passageiros ao grito de \u2018Defendam Hong Kong!\u2019 \u2018Defendam as liberdades!\u2019 \u201d <\/em>[8].<\/p>\n<p>O segundo cen\u00e1rio \u00e9 que o ex\u00e9rcito chin\u00eas entre para uma repress\u00e3o de conten\u00e7\u00e3o \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es e, fundamentalmente, em uma repress\u00e3o seletiva aos ativistas do processo (com pris\u00e3o e extradi\u00e7\u00e3o ao continente inclu\u00eddas). Assim ocorreu no passado com Gui Minhai, dono de uma livraria que vendia livros cr\u00edticos ao governo chin\u00eas: apareceu detido na China em 2015, foi condenado a 2 anos de pris\u00e3o e liberado em 2017. Pouco depois, voltou a ser detido e \u201cdesapareceu\u201d.<\/p>\n<p>O artigo analisa que at\u00e9 agora os ativistas desta luta n\u00e3o mostraram temor de serem presos em Hong Kong, mas a extradi\u00e7\u00e3o para a China muda as regras dessas pris\u00f5es e, al\u00e9m disso, acrescentam repres\u00e1lias que possam haver contra os familiares no territ\u00f3rio e na pr\u00f3pria China continental. Apesar disso, o jornalista de Hong Kong, Adam Ni, considera que <em>\u201co risco pol\u00edtico (tanto interno como externo) para o governo da China de uma interven\u00e7\u00e3o militar \u00e9 demasiado grande e poderia, inclusive, piorar a crise. Qualquer resposta militar, <strong>a menos que fosse uma for\u00e7a esmagadora<\/strong>, geraria mais resist\u00eancia\u201d. <\/em><strong>[9]<\/strong>.<\/p>\n<p>Aqui se apresenta o terceiro cen\u00e1rio poss\u00edvel: uma repress\u00e3o massiva e sangrenta, ao estilo da Pra\u00e7a Tiananmen em 1989, mas desta vez sobre toda uma cidade. Um cen\u00e1rio deste tipo apresenta profundas contradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, de isolamento internacional e, inclusive, econ\u00f4micas (um descenso dos investimentos imperialistas) para o regime chin\u00eas. Mas dado o car\u00e1ter profundamente repressivo do regime de Beijing e seus antecedentes no passado, est\u00e1 sempre presente como uma possibilidade.<\/p>\n<p><strong>Algumas considera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Dissemos que a situa\u00e7\u00e3o se tensiona cada vez mais e que uma entrada de tropas do ex\u00e9rcito chin\u00eas para reprimir o povo de Hong Kong \u00e9 uma possibilidade cada vez mais real. Ante esta perspectiva, em nosso artigo anterior, expressamos:<em>\u201c<\/em><em> \u00c9 uma falsa ilus\u00e3o pensar que os pa\u00edses imperialistas e seus governos ser\u00e3o aliados nesta luta. Eles j\u00e1 come\u00e7aram a criticar \u2018a viol\u00eancia\u2019 dos manifestantes e, como vimos, s\u00f3 est\u00e3o preocupados com o desenrolar de seus neg\u00f3cios. A realidade \u00e9 que, para al\u00e9m de suas declama\u00e7\u00f5es \u2018democr\u00e1ticas\u2019, foram e s\u00e3o aliados da ditadura chinesa\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Agora reiteram essa posi\u00e7\u00e3o: <em>\u201cDonald Trump, a<strong>\u00a0<\/strong>ONU\u00a0e a\u00a0Uni\u00e3o Europeia chamaram \u00e0 calma, antes que a situa\u00e7\u00e3o termine em banho de sangue\u201d<\/em> [10]. Em outras palavras, pedem \u00e0 ditadura chinesa ,\u201dpor favor, n\u00e3o o fa\u00e7am\u201d e ao povo de Hong Kong que parem de lutar por suas liberdades democr\u00e1ticas. N\u00e3o v\u00e3o mover um dedo para evitar a entrada das tropas chinesas, e se isto se produzir, com a repress\u00e3o que isso significaria, se limitar\u00e3o a derramar uma l\u00e1grima\u2026e a vida seguir\u00e1 seu curso.<\/p>\n<p>No marco de sua luta e para defend\u00ea-la diante desta amea\u00e7a, os jovens, os trabalhadores e todo o povo de Hong Kong tem duas tarefas imprescind\u00edveis. A primeira, assinalamos j\u00e1 em nosso artigo anterior \u00a0\u201c<em>O que queremos expressar \u00e9 que a extens\u00e3o de sua luta ao conjunto da China e aos trabalhadores do continente passou a ser uma tarefa de primeira ordem no desenvolvimento do heroico combate que o povo de Hong Kong vem levando adiante\u201d .<\/em>A tarefa que unifica \u00e9 derrubar o regime ditatorial de Beijing.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 apelar \u00e0 solidariedade dos trabalhadores e dos povos do mundo. Que todas as centrais sindicais, organiza\u00e7\u00f5es sociais e populares, e organismos de direitos humanos repudiem esta amea\u00e7a do regime de Beijing e, se ela se concretizar, na medida de suas possibilidades realizem medidas reais contra esse regime e as exijam de seus governos. Um exemplo dessa solidariedade foi a resolu\u00e7\u00e3o aprovada pela CSP-Conlutas do Brasil[11].<\/p>\n<p>De\u00a0 nossa parte, a LIT-QI reiteramos nosso apoio \u00e0 luta dos jovens, dos trabalhadores e de todo o povo de Hong Kong, repudiamos as amea\u00e7as militares do regime de Beijing, e chamamos a realizar uma grande campanha internacional de solidariedade e apoio \u00e0 essa luta.<\/p>\n<p>[1] Para conhecer o conjunto do processo de Hong Kong, ver os seguintes artigos j\u00e1 publicados neste site: <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/hong-kong\/hong-kong-proceso-movilizacion-democratica-no-se-detiene\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/hong-kong\/hong-kong-proceso-movilizacion-democratica-no-se-detiene\/<\/a>, <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/hong-kong\/se-endurece-la-lucha-hong-kong\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/hong-kong\/se-endurece-la-lucha-hong-kong\/<\/a> y <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/movimiento-obrero\/hong-kong-la-clase-obrera-entra-escena\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/movimiento-obrero\/hong-kong-la-clase-obrera-entra-escena\/<\/a><\/p>\n<p>[2] <a href=\"http:\/\/www.globaltimes.cn\/content\/1161155.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.globaltimes.cn\/content\/1161155.shtml<\/a><\/p>\n<p>[3] <a href=\"https:\/\/www.france24.com\/es\/20190815-tropas-china-frontera-hong-kong\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.france24.com\/es\/20190815-tropas-china-frontera-hong-kong<\/a>\/<\/p>\n<p>[4] <a href=\"https:\/\/www.lapagina.com.sv\/internacionales\/china-amenaza-con-reprimir-rapidamente-los-disturbios-en-hong-kong\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.lapagina.com.sv\/internacionales\/china-amenaza-con-reprimir-rapidamente-los-disturbios-en-hong-kong\/<\/a><\/p>\n<p>[5] Ver artigo de nota [3].<\/p>\n<p>[6] Idem.<\/p>\n<p>[7] <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-49334814\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-49334814<\/a><\/p>\n<p>[8] Idem.<\/p>\n<p>[9] Idem.<\/p>\n<p>[10] <a href=\"https:\/\/www.elpais.com.uy\/mundo\/crece-tension-hong-kong-china-amenaza-intervenir.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.elpais.com.uy\/mundo\/crece-tension-hong-kong-china-amenaza-intervenir.html<\/a><\/p>\n<p>[11] <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/hong-kong\/csp-conlutas-aprueba-apoyo-los-trabajadores-jovenes-hong-kong-lucha-democracia\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/asia\/hong-kong\/csp-conlutas-aprueba-apoyo-los-trabajadores-jovenes-hong-kong-lucha-democracia\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A opera\u00e7\u00e3o militar est\u00e1 se realizando na cidade de Shenzhen, localizada a 27 km do centro do territ\u00f3rio. 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