{"id":28761,"date":"2019-07-19T12:44:25","date_gmt":"2019-07-19T14:44:25","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=28761"},"modified":"2019-07-19T12:44:25","modified_gmt":"2019-07-19T14:44:25","slug":"caravanas-imigrantes-um-novo-movimento-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/07\/19\/caravanas-imigrantes-um-novo-movimento-social\/","title":{"rendered":"Caravanas imigrantes: um novo movimento social?"},"content":{"rendered":"<p><em>A foto do salvadorenho \u00d3scar Ram\u00edrez e sua filha, Angie, ambos abra\u00e7ados sem vida na margem do Rio Bravo causou consterna\u00e7\u00e3o e indigna\u00e7\u00e3o ao redor do mundo. Como de costume em momentos de dor coletiva, v\u00e1rios pol\u00edticos vieram a p\u00fablico expressar sua solidariedade com os familiares dos falecidos e prometer dinheiro para melhorar o sistema migrat\u00f3rio dos Estados Unidos.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Gabriel Huland<\/p>\n<p>\u00d3scar e sua fam\u00edlia sa\u00edram de El Salvador alguns meses antes com o plano de chegar a Dallas (Texas), juntar-se a seus familiares e reconstruir suas vidas longe da mis\u00e9ria e da viol\u00eancia que assolam seu pa\u00eds. Mais de 1,35 milh\u00f5es de salvadorenhos vivem nos EUA, quase 30% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, que \u00e9 de aproximadamente 4 milh\u00f5es de pessoas. As remessas enviadas por migrantes salvadorenhos chegam a mais de 20% do PIB do pequeno pa\u00eds centro-americano.<\/p>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o salvadorenha aos Estados Unidos deu um salto durante a sangrenta guerra civil que tirou a vida de mais de 75.000 pessoas entre 1970 e 1992, quando foram assinados os acordos de paz de Chapultepec. A guerrilha popular dirigida pela Frente Farabundo Mart\u00ed de Liberaci\u00f3n Nacional (FMLN) lutou contra um regime ditatorial apoiado pelos governos norte-americanos de Carter e Reagan. No ano de 83, segundo o jornal <em>The Philadelphia Enquirer<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/opresiones\/inmigrantes\/caravanas-migrantes-nuevo-movimiento-social\/#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em>, assessores estadunidenses enviados por Ronald Reagan ocupavam postos chave no ex\u00e9rcito salvadorenho, conduzindo na pr\u00e1tica a guerra contra a insurrei\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Assim como \u00d3scar, milhares de pessoas de diferentes pa\u00edses centro-americanos arriscam suas vidas diariamente com a inten\u00e7\u00e3o de chegar aos EUA e alcan\u00e7ar o \u201csonho americano\u201d de viver dignamente. De outubro de 2018 a abril de 2019, segundo o <em>Pew<\/em>\u00a0<em>Research<\/em>\u00a0<em>Center<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/opresiones\/inmigrantes\/caravanas-migrantes-nuevo-movimiento-social\/#_ftn2\">[2]<\/a>, as autoridades norte-americanas detiveram cerca de 92.000 pessoas na fronteira entre M\u00e9xico e Estados Unidos. Ag\u00eancias do governo norte-americano, diferentes institutos de investiga\u00e7\u00e3o e os principais meios de comunica\u00e7\u00e3o falam de uma crise na fronteira sul.<\/p>\n<p>As cenas s\u00e3o dantescas. Somente este ano, quase 300 pessoas perderam a vida tentando entrar nos EUA, em 2017 este n\u00famero chegou a 412. Os que sobrevivem devem suportar condi\u00e7\u00f5es insalubres nos centros de deten\u00e7\u00e3o, nos quais meninos e meninas s\u00e3o separados de seus pais e reclusos sofrem tortura e maus tratos. A deputada democrata Alexandra Ocasio-C\u00f3rtez comparou os centros de deten\u00e7\u00e3o para imigrantes com os campos de concentra\u00e7\u00e3o nazis, gerando um intenso debate nos EUA. A compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o podia ser mais adequada.<\/p>\n<p>Trump utiliza a quest\u00e3o migrat\u00f3ria para criar confus\u00e3o e medo entre a popula\u00e7\u00e3o, e aglutinar sua base eleitoral com vistas \u00e0s pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es presidenciais. Em diferentes discursos pol\u00edticos, o racista e xen\u00f3fobo presidente dos Estados Unidos qualificou as e os imigrantes de traficantes, violadores e sequestradores. Tamb\u00e9m falou de invas\u00e3o ao referir-se \u00e0s varias caravanas migrantes que partiram recentemente de diferentes pontos da Am\u00e9rica Central, e que estavam compostas por milhares de pessoas, em muitos casos fam\u00edlias inteiras.<\/p>\n<p>Em geral, uma parte significativa do establishment norte-americano se distanciou das declara\u00e7\u00f5es racistas de Trump, ainda que sua quase totalidade, tanto democratas como republicanos, tenha aceitado a ideia de \u201ccrise na fronteira sul\u201d.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que muitos possam imaginar, quando encaramos os fatos, as pol\u00edticas migrat\u00f3rias do xen\u00f3fobo Trump e seu antecessor Obama n\u00e3o se diferenciam tanto. O ex-presidente dos Estados Unidos deportou, entre 2009 e 2016, cerca de 3 milh\u00f5es de pessoas. Se, por um lado, Obama legalizou um pequeno n\u00famero dos chamados \u201cdreamers\u201d (migrantes chegados aos EUA como menores de idade), por outro, fortaleceu o sistema repressivo na fronteira. O Servi\u00e7o de Aduanas e Prote\u00e7\u00e3o Fronteiri\u00e7a viu seu n\u00famero de efetivos chegar a quase 60.000 pessoas e seu or\u00e7amento superar os U$ 16 bilh\u00f5es, convertendo-se na maior agencia p\u00fablica dos EEUU.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0s pol\u00edticas migrat\u00f3rias, democratas e republicanos discordam nos discursos, mas suas pol\u00edticas n\u00e3o se distanciam muito. Ambos os partidos defendem reduzir a entrada de pessoas n\u00e3o documentadas no pa\u00eds. Enquanto Trump fala em construir seu infame muro, os democratas se inclinam a sa\u00eddas menos \u201cdescaradas\u201d como a implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias de deten\u00e7\u00e3o de pessoas e acordos com os pa\u00edses produtores de migrantes.<\/p>\n<p>Ambos os partidos sabem que os EUA precisam de m\u00e3o de obra estrangeira. Isto se d\u00e1 tanto por causa do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o \u2013 e o consequente aumento da demanda por for\u00e7a de trabalho jovem \u2013 como porque a m\u00e3o de obra migrante, ao ter menos direitos e piores sal\u00e1rios, pressiona a totalidade dos sal\u00e1rios para baixo.<\/p>\n<h5><strong>Caravanas de migrantes, um fen\u00f4meno novo?<\/strong><\/h5>\n<p>As caravanas migrantes centro-americanas n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno totalmente novo. P\u00f4de-se observar algo similar em 2015, durante a crise dos refugiados na Europa, caracterizada por todos como a maior entrada de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Naquele dram\u00e1tico ver\u00e3o, milh\u00f5es de s\u00edrios, iraquianos, afeg\u00e3os e pessoas de muitas outras nacionalidades entraram na Europa pela Turquia em dire\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses mais ricos do continente, como Alemanha, Su\u00e9cia e Dinamarca. Ap\u00f3s muit\u00edssima pol\u00eamica e desacordos entre os l\u00edderes europeus, a crise se encerrou um ano depois com a assinatura do acordo migrat\u00f3rio entre a Uni\u00e3o Europeia (UE) e a Turquia, sobre o qual falaremos mais adiante.<\/p>\n<p>Caravanas tamb\u00e9m se formam nas rotas migrat\u00f3rias que cruzam o Saara, como a que se inicia no Senegal, segue at\u00e9 a L\u00edbia por terra e depois por mar a Lampedusa, quando as e os migrantes arriscam suas vidas em prec\u00e1rias embarca\u00e7\u00f5es. A deten\u00e7\u00e3o de Carola Rackete, capit\u00e3 do <em>Sea Watch 3<\/em>, ordenada pelo extremista ministro italiano do Interior Matteo Salvini, evidencia que a crise migrat\u00f3ria no Mediterr\u00e2neo est\u00e1 longe de ser solucionada.<\/p>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o conforma um fen\u00f4meno coletivo, n\u00e3o \u00e9 gerada exclusivamente por uma decis\u00e3o pessoal de mudar de pa\u00eds, e sim por problemas sociais profundos que afetam milh\u00f5es de pessoas, como a pobreza, o desemprego, as trag\u00e9dias ambientais e as guerras.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Central, as caravanas migrantes s\u00e3o mais um produto da dur\u00edssima crise social que golpeia pa\u00edses como Honduras, Guatemala e El Salvador h\u00e1 d\u00e9cadas. A mis\u00e9ria, o desemprego e a fome empurram uma parte da popula\u00e7\u00e3o a realizar a longa travessia de mais de tr\u00eas mil quil\u00f4metros em condi\u00e7\u00f5es infra-humanas, enfrentando todo tipo de obst\u00e1culos clim\u00e1ticos, geogr\u00e1ficos e sociais.<\/p>\n<p>Entre outros fatores, esta cat\u00e1strofe social tem rela\u00e7\u00e3o com d\u00e9cadas e d\u00e9cadas de inger\u00eancia externa norte-americana na Am\u00e9rica Central, assim como com as v\u00e1rias ditaduras sanguin\u00e1rias que estiveram no poder nos pa\u00edses da zona, quase todas elas apoiadas pelos EUA. A ditadura de Somoza na Nicar\u00e1gua e os v\u00e1rios regimes militares em El Salvador, Honduras e Guatemala s\u00e3o alguns exemplos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tem a ver, mais recentemente, com a aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas neoliberais e tratados de livre comercio com os EUA. Em muitos casos, os governos centro-americanos que aplicam a agenda neoliberal s\u00e3o considerados progressistas, como os do FMLN em El Salvador, que esteve no poder de 2009 a 2019, e o de Daniel Ortega na Nicar\u00e1gua. As caravanas migrantes somente podem ser entendidas neste contexto.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Central vive um processo de lutas que vem arrastando-se por muitos anos. O povo nicaraguense, por exemplo, protagonizou uma grande rebeli\u00e3o popular contra o governo sandinista de Daniel Ortega, uma ditadura disfar\u00e7ada de governo progressista e apoiada por diferentes segmentos da esquerda mundial. Honduras vive atualmente um processo similar, com fort\u00edssimas mobiliza\u00e7\u00f5es nas ruas contra o presidente Juan Orlando Hern\u00e1ndez.<\/p>\n<p>As caravanas migrantes s\u00e3o parte da resist\u00eancia contra a cat\u00e1strofe social que afeta a Am\u00e9rica Central. Dezenas de milhares de pessoas viram nelas uma maneira de defenderem-se do ass\u00e9dio das m\u00e1fias, das quadrilhas de criminosos, e da repress\u00e3o policial que sofrem em seus pa\u00edses, mas, sobretudo no M\u00e9xico.<\/p>\n<h5><strong>Trump e AMLO reprimem os migrantes<\/strong><\/h5>\n<p>Tanto Trump, nos Estados Unidos, como Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador (AMLO), no M\u00e9xico, reagem ante as caravanas migrantes com pol\u00edticas repressivas. Trump o faz abertamente, sem rodeios, atacando as e os migrantes como se se tratassem de criminosos, traficantes, violadores, e vagabundos. O racista presidente dos Estados Unidos destacou tropas para a fronteira, fechou-a em parte com concertina e endureceu as leis migrat\u00f3rias vigentes em seu pa\u00eds. Seu objetivo \u00e9 claro. Por um lado, fazer tudo o que est\u00e1 ao seu alcance para impedir a entrada de refugiados nos Estados Unidos. Por outro, como dito antes, conseguir benef\u00edcio eleitoral do tema frente \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais do ano que vem.<\/p>\n<p>O presidente do M\u00e9xico, por sua vez, emprega um tom diferente ao de Trump, mas implementa uma pol\u00edtica similar. AMLO busca dar uma cara humanit\u00e1ria \u00e0 quest\u00e3o, fala de respeitar os direitos b\u00e1sicos das e dos migrantes e em alguns casos lhes oferece vistos humanit\u00e1rios. Entretanto, da mesma maneira que Trump, enviou tropas para a fronteira com a Guatemala para impedir a entrada de migrantes em seu pa\u00eds. Migrantes e ONGs denunciam abusos di\u00e1rios contra migrantes cometidos pelas autoridades mexicanas.<\/p>\n<p>O recente acordo firmado entre os EUA e o M\u00e9xico evidencia que os dois l\u00edderes diferem pouco na hora de criminalizar a migra\u00e7\u00e3o. O acordo tamb\u00e9m reflete o grau de submiss\u00e3o do M\u00e9xico aos EUA. AMLO aceitou quase todas as exig\u00eancias de Trump, exceto uma, a de que os migrantes centro-americanos fossem obrigados a pedir asilo no primeiro pa\u00eds estrangeiro que entrassem. Esta medida colapsaria o sistema migrat\u00f3rio do M\u00e9xico. Todas as demais \u2013 o envio de tropas para a fronteira e que os migrantes esperem no M\u00e9xico pela resolu\u00e7\u00e3o judicial de seus pedidos de asilo \u2013 j\u00e1 entraram em vigor.<\/p>\n<p>Por outro lado, o recente acordo migrat\u00f3rio entre o M\u00e9xico e os EUA guarda similaridades importantes com o firmado em 2016 entre a Uni\u00e3o Europeia (UE) e a Turquia para deter a entrada na Europa de refugiados oriundos do Oriente M\u00e9dio e da \u00c1sia. A principal diferen\u00e7a \u00e9 que, no primeiro caso, o acordo se firmou ap\u00f3s as chantagens de Trump, e no segundo se deu em condi\u00e7\u00f5es mais amistosas, com a Europa oferecendo uma grande quantidade de dinheiro (6 bilh\u00f5es de euros) ao presidente turco Erdogan.<\/p>\n<p>Os dois acordos, entretanto, tem o mesmo objetivo, deter a migra\u00e7\u00e3o e fechar fronteiras. A guarda costeira turca, financiada em parte com dinheiro da UE, det\u00e9m as embarca\u00e7\u00f5es que levam as e os refugiados para a costa grega, fazem-nas voltar \u00e0 Turquia e reprimem violentamente os que se negam a faz\u00ea-lo. \u00c9 a mesma repress\u00e3o que sofrem os centro-americanos no M\u00e9xico e os subsaarianos no Norte da \u00c1frica. Assim como no caso do M\u00e9xico, diferentes ONGs denunciam n\u00e3o somente a viol\u00eancia utilizada pela guarda costeira turca, mas tamb\u00e9m as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es em que vivem as refugiadas s\u00edrias na Turquia.<\/p>\n<h5><strong>Migrar n\u00e3o \u00e9 delito<\/strong><\/h5>\n<p>Cada vez mais pessoas se veem obrigadas a abandonar suas terras e buscar uma vida melhor em outro pa\u00eds. O n\u00famero de migrantes no mundo n\u00e3o deixou de crescer, tendo superado em 2015 os 240 milh\u00f5es, um crescimento de 40% em rela\u00e7\u00e3o a 2000, segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas. Migrar n\u00e3o \u00e9 um delito, como acha Trump e muitos outros l\u00edderes mundiais, como o anteriormente mencionado Salvini.<\/p>\n<p>O direito de migrar para fugir da persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u2013 mas tamb\u00e9m da fome e da mis\u00e9ria \u2013 deve deixar de ser letra morta nos tratados internacionais.\u00a0 Migrantes n\u00e3o s\u00e3o delinquentes. Todas as pessoas que chegarem \u00e0 fronteira sul dos Estados Unidos e desejem viver e trabalhar neste pa\u00eds deve poder faz\u00ea-lo livremente. Esta \u00e9 a \u00fanica maneira de evitar que casos como o de \u00d3scar e Angie continuem ocorrendo.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/Downloads\/%5b1%5d\">[1]<\/a>\u00a0http:\/\/nl.newsbank.com\/nl-search\/we\/Archives?p_multi=PI%7C&amp;p_product=PHNP&amp;p_theme=phnp&amp;p_action=search&amp;p_maxdocs=200&amp;s_dispstring=Title(HOW+U.S.+ADVISERS+RUN+THE+WAR+IN+EL+SALVADOR)+AND+date(all)&amp;p_field_advanced-0=title&amp;p_text_advanced-0=(%22HOW+U.S.+ADVISERS+RUN+THE+WAR+IN+EL+SALVADOR%22)&amp;xcal_numdocs=20&amp;p_perpage=10&amp;p_sort=YMD_date:D&amp;xcal_useweights=no<\/p>\n<p><a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/opresiones\/inmigrantes\/caravanas-migrantes-nuevo-movimiento-social\/#_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0https:\/\/www.pewresearch.org\/fact-tank\/2019\/06\/12\/migrant-apprehensions-and-deportations-increase-in-mexico-but-remain-below-recent-highs\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A foto do salvadorenho \u00d3scar Ram\u00edrez e sua filha, Angie, ambos abra\u00e7ados sem vida na margem do Rio Bravo causou consterna\u00e7\u00e3o e indigna\u00e7\u00e3o ao redor do mundo. 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