{"id":28046,"date":"2019-05-21T13:44:16","date_gmt":"2019-05-21T15:44:16","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=28046"},"modified":"2019-05-21T13:44:16","modified_gmt":"2019-05-21T15:44:16","slug":"nao-ha-saida-para-as-trabalhadoras-nesta-ue-antidemocratica-da-troika-e-do-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/05\/21\/nao-ha-saida-para-as-trabalhadoras-nesta-ue-antidemocratica-da-troika-e-do-capital\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda para as trabalhadoras nesta UE antidemocr\u00e1tica, da Troika e do capital!"},"content":{"rendered":"<p><em>No pr\u00f3ximo dia 26 de maio, ser\u00e3o realizadas as elei\u00e7\u00f5es europeias. E no meio da campanha eleitoral que ir\u00e1 realizar os v\u00e1rios partidos com representa\u00e7\u00e3o institucional, nenhum vai falar nitidamente do ajuste estrutural que as burguesias dos pa\u00edses europeus, h\u00e1 anos v\u00eam impondo sobre o proletariado de todo o continente para descarregar sobre este as consequ\u00eancias da crise econ\u00f4mica.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Laura Requena &#8211; Mulheres da Corriente Roja e\u00a0Laura Sguazzabia &#8211; Mulheres do PDAC-It\u00e1lia<\/p>\n<p>Um fardo e ataques que t\u00eam um efeito diferente, dependendo da localiza\u00e7\u00e3o de cada um dos pa\u00edses, na cadeia imperialista. E isso tamb\u00e9m tem consequ\u00eancias mais profundas, nos setores mais oprimidos, como as mulheres, imigrantes e jovens. <strong>A Uni\u00e3o Europeia (UE), constru\u00edda pelos e para os capitalistas, \u00e9 um instrumento essencial para esse fim.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o das mulheres na Europa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diferen\u00e7a salarial, maior taxa de pobreza, desemprego, dupla jornada de trabalho, aus\u00eancia de direitos sexuais e reprodutivos<\/strong><\/p>\n<p>A viol\u00eancia do ajuste estrutural que recai sobre as mulheres traz junto a superexplora\u00e7\u00e3o que se manifesta em primeiro lugar na diferen\u00e7a salarial, atingindo a m\u00e9dia de 16% e que reduziu apenas dois d\u00e9cimos desde 2016. Isso se traduz em uma desigualdade nas nossas aposentadorias, que atinge 35,7% em toda a UE. Uma diferen\u00e7a salarial que n\u00e3o tem sinais de desaparecer j\u00e1 que \u00e9 entre as mulheres, onde se acumulam a maioria dos contratos prec\u00e1rios. As mulheres est\u00e3o em setores com menor remunera\u00e7\u00e3o, como os Servi\u00e7os Sociais, a Educa\u00e7\u00e3o e a Sa\u00fade, enquanto setores com sal\u00e1rios mais altos continuam estando dominados pela presen\u00e7a masculina.<\/p>\n<p>Quatro em cada cinco trabalhadores em regime de tempo parcial na UE s\u00e3o mulheres e uma em cada tr\u00eas preferiria trabalhar a tempo integral. S\u00e3o as pessoas, trabalhadoras dom\u00e9sticas e de presta\u00e7\u00e3o de cuidados, de novo maioria de mulheres, que t\u00eam maior probabilidade de se tornarem trabalhadoras involunt\u00e1rias em \u00a0regime de tempo parcial.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio da Igualdade de G\u00eanero da pr\u00f3pria Comiss\u00e3o Europeia, esta discrimina\u00e7\u00e3o <em>aumenta<\/em> <em>tamb\u00e9m o risco de pobreza<\/em> para as mulheres, como \u00e9 o caso de trabalhadoras imigrantes nascidas fora da UE. A Espanha tem a taxa mais alta na Europa, de risco de pobreza laboral de mulheres migrantes, onde uma em cada tr\u00eas est\u00e1 em risco de pobreza. Mais de 20% das mulheres idosas, por sua vez, correm o risco de exclus\u00e3o na UE, em compara\u00e7\u00e3o com 15% dos homens e, em alguns pa\u00edses, uma em cada dez mulheres idosas n\u00e3o tem acesso \u00e0 sa\u00fade. Na UE-28, nas fam\u00edlias monoparentais, 80% s\u00e3o chefiadas por uma mulher, s\u00e3o as que apresentam maior risco de pobreza, e quase dois ter\u00e7os declaram ter s\u00e9rias dificuldades para chegar ao final do m\u00eas.<\/p>\n<p>De igual modo, o desemprego afeta em maior medida as mulheres, com 8,3% nos dezanove pa\u00edses que partilham a moeda \u00fanica e 6,9% no conjunto da UE, contra 7,6% e 6,5% no caso dos homens. Desemprego que \u00e9 causado pela destrui\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, onde a for\u00e7a de trabalho mais precarizada \u00e9 fundamentalmente feminina.<\/p>\n<p>Outro aspecto que influencia a diferen\u00e7a salarial s\u00e3o as responsabilidades familiares e dom\u00e9sticas, que ainda s\u00e3o assumidas principalmente pelas mulheres. Os cortes trazem consigo a redu\u00e7\u00e3o ou a destrui\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, levando a uma intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico e do atendimento n\u00e3o remunerado na esfera privada, que recai sobre n\u00f3s, as mulheres.<\/p>\n<p>Os cortes no sistema p\u00fablico de sa\u00fade e servi\u00e7os relacionados \u00e0 sa\u00fade sexual e reprodutiva impedem que, n\u00f3s mulheres, tenhamos controle sobre nossos corpos e nossa sexualidade. As pol\u00edticas de austeridade em toda a UE dificultam o financiamento para a preven\u00e7\u00e3o do aborto, AIDS, aconselhamento, servi\u00e7os de sa\u00fade pr\u00e9 e p\u00f3s natal e a preven\u00e7\u00e3o. Em particular, na quest\u00e3o do aborto, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente entre os diferentes pa\u00edses europeus, mas mesmo quando a pr\u00e1tica \u00e9 legal, \u00e9 dif\u00edcil para as mulheres terem acesso gratuito ao mesmo na sa\u00fade p\u00fablica e muitas vezes as leis aprovadas t\u00eam estado sujeitas a tentativas de revis\u00e3o ou modifica\u00e7\u00e3o para cortar direitos, como aconteceu na Pol\u00f4nia, Espanha ou Portugal.<\/p>\n<p>&#8230; <strong>E uma viol\u00eancia que n\u00e3o diminui<\/strong><\/p>\n<p>Os dados da ONU mostram que a viol\u00eancia contra as mulheres que \u00e9 a face mais brutal da nossa opress\u00e3o e uma das express\u00f5es da decad\u00eancia do sistema capitalista, atingiu n\u00edveis de pandemia global. Uma viol\u00eancia da qual n\u00f3s que vivemos nos pa\u00edses apresentados como &#8220;modelos de igualdade e desenvolvimento&#8221; tamb\u00e9m n\u00e3o nos livramos.<\/p>\n<p>A cada semana, 50 mulheres morrem na Europa, v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Na Alemanha, um pa\u00eds com mais de 22% da popula\u00e7\u00e3o com ra\u00edzes estrangeiras, uma em cada quatro mulheres entre 16 e 85 anos afirma ter sofrido viol\u00eancia f\u00edsica ou sexual por parte do parceiro. A grande maioria, cometida por pessoas do pr\u00f3prio pa\u00eds, revela uma das mentiras da extrema direita sobre a imigra\u00e7\u00e3o. O que os n\u00fameros oficiais mostram \u00e9 que as mulheres de origem estrangeira sofrem desproporcionalmente com a viol\u00eancia machista. Paradoxalmente, os pa\u00edses com pol\u00edticas de igualdade, como Dinamarca, Finl\u00e2ndia ou Su\u00e9cia, lideram a maior porcentagem de agress\u00e3o f\u00edsica e sexual contra as mulheres dentro do casal.<\/p>\n<p>Apenas onze dos 33 pa\u00edses da Europa reconhecem que o sexo sem o consentimento \u00e9 estupro e na maioria deles, a <em>Conven\u00e7\u00e3o de Istambul<\/em> para prevenir e combater a viol\u00eancia contra as mulheres, apresentada em 2011 pelo Conselho da Europa, continua s\u00f3 no papel, embora mais de vinte pa\u00edses tenham ratificado este acordo internacional, incluindo a Espanha.<\/p>\n<p>Todos esses dados apenas confirmam que, sob o capitalismo, nenhum Estado \u00e9 capaz de acabar com a opress\u00e3o. Que dentro dele, qualquer conquista que as mulheres consigam sempre estar\u00e1 amea\u00e7ada e que nos regimes da democracia burguesa, a igualdade formal perante a lei, n\u00e3o corresponde \u00e0 igualdade real. \u00c9 por isso que a luta contra a opress\u00e3o \u00e9 uma parte indissol\u00favel da batalha para alcan\u00e7ar a unidade da classe oper\u00e1ria contra a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o dos refugiados: outra forma de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A maioria dos refugiados e migrantes que chegam \u00e0 Europa s\u00e3o agora mulheres, meninas e meninos. Por causa do acordo de migra\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ado entre a Uni\u00e3o Europeia (UE) e Turquia em mar\u00e7o de 2016, as pessoas que chegam nas ilhas gregas est\u00e3o presas, em condi\u00e7\u00f5es terr\u00edveis, em campos improvisados \u200b\u200bde refugiados patrocinados pela UE.<\/p>\n<p>Como denunciou a Anistia Internacional, os governos europeus s\u00e3o c\u00famplices nas expuls\u00f5es sum\u00e1rias e coletivas de milhares de solicitantes de asilo que s\u00e3o enviados de maneira sistem\u00e1tica, ilegal e muitas vezes violenta a prec\u00e1rios e inseguros acampamentos para refugiados da B\u00f3snia e Herzegovina. Al\u00e9m da guerra ou da pobreza, muitas das mulheres que buscam asilo pol\u00edtico est\u00e3o fugindo do tr\u00e1fico de pessoas ou do casamento for\u00e7ado, da mutila\u00e7\u00e3o genital ou por raz\u00f5es de identidade sexual.<\/p>\n<p>Contra aqueles que tentam vender uma UE como um exemplo de institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, a realidade das mulheres europeias que vivem dentro dela ou aquelas que v\u00eam para a Europa em busca de uma vida melhor para si e em busca de um futuro melhor para seus filhos, revela a cada passo, o machismo e a xenofobia de uma UE n\u00e3o solid\u00e1ria e imperialista, com a qual n\u00e3o nos sentimos identificados.<\/p>\n<p><strong>Mulheres trabalhadoras: Na linha da frente por nossos direitos &#8230;&#8230;!<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa, as mulheres foram, desde o in\u00edcio, sendo parte ativa das lutas contra os planos de austeridade dos v\u00e1rios governos europeus. Em 2014, a luta das trabalhadoras da limpeza nos hospitais p\u00fablicos gregos tornou-se um s\u00edmbolo dessa resist\u00eancia. A partir do 15M no Estado Espanhol ou da <em>Gera\u00e7\u00e3o \u00e0 rasca<\/em> em Portugal, esta crescente participa\u00e7\u00e3o de mulheres em toda a Europa contribuiu para aumentar a sua consci\u00eancia de classe e encorajar a sua organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um contexto de desemprego estrutural e destrui\u00e7\u00e3o acelerada do Estado social foi uma conquista da classe trabalhadora ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, muitos governos europeus de diferentes tend\u00eancias pol\u00edticas, come\u00e7aram a promover medidas que significam um ataque a direitos j\u00e1 alcan\u00e7ados e que t\u00eam impulsionado o retorno a um modelo de fam\u00edlia em que as mulheres ocupem o papel tradicional que nos corresponde. Isso gerou uma resposta de muitas mulheres, que faz parte de uma ascenso generalizado em todo o mundo, da luta pela igualdade e contra a viol\u00eancia machista.<\/p>\n<p>A luta contra a Lei Gallard\u00f3n, em 2014, a greve das mulheres na Pol\u00f4nia, em 2016, a vit\u00f3ria da descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto na Irlanda, as recentes manifesta\u00e7\u00f5es na It\u00e1lia contra a lei Pillon ou as enormes mobiliza\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos dois anos no Estado Espanhol durante o 8M, s\u00e3o reflexo na Europa deste processo global.<\/p>\n<p>Uma luta pelos direitos das mulheres que faz parte da luta do movimento de massas contra as medidas de ajuste dos governos imperialistas e que est\u00e1 come\u00e7ando a ser tomada por toda a classe trabalhadora e n\u00e3o apenas pelas mulheres. Assim, pensamos que a luta das trabalhadoras na Europa, \u00e9 parte da mesma luta pelo emprego, contra as demiss\u00f5es, por sal\u00e1rios decentes e com direitos, por direitos democr\u00e1ticos e para acabar com os ditames da Uni\u00e3o Europeia e da Troika<\/p>\n<p><strong>&#8230; e contra o avan\u00e7o da extrema direita institucional<\/strong><\/p>\n<p>A enorme crise social e econ\u00f4mica que estamos vivendo, juntamente com a crise de legitimidade que a pr\u00f3pria UE sofre, abriu o caminho para o crescimento em toda a Europa, da ultradireita institucional. Seu programa \u00e9 centrado na xenofobia, no racismo, no machismo e no nacionalismo, como solu\u00e7\u00e3o para os problemas sociais. Um exemplo disso \u00e9 culpar os imigrantes pela falta de emprego ou pela deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade e prote\u00e7\u00e3o social. A extrema direita baseia seu discurso na identidade nacional. Eles desenvolvem um discurso em que o &#8220;outro&#8221; &#8211; principalmente o imigrante, mas tamb\u00e9m o mu\u00e7ulmano, o cigano, a comunidade LGTBI ou as feministas, somos o perigo. Um exemplo disso foi o Encontro Mundial das Fam\u00edlias, que teve lugar em mar\u00e7o passado na cidade italiana de Verona. Durante tr\u00eas dias ultraconservadores de todo o mundo, antiabortistas e homof\u00f3bicos reuniram-se com o apoio da extrema direita no poder no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em geral, todas essas forma\u00e7\u00f5es negam ou minimizam a desigualdade e a evidente e sangrante realidade da viol\u00eancia machista e n\u00e3o consideram o aborto como um direito da mulher, mas como um fracasso social. A grande maioria de suas medidas destina-se a favorecer os mais ricos, entre os quais as mulheres s\u00e3o uma minoria. Medidas que justificam um corte ainda maior nos gastos p\u00fablicos em Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade ou Igualdade, cujas consequ\u00eancias acabaremos pagando as fam\u00edlias mais pobres e dentro delas as mulheres.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o dessas forma\u00e7\u00f5es \u00e9, portanto, uma amea\u00e7a e um retrocesso nos poucos e insuficientes direitos de igualdade e contra a viol\u00eancia machista que as mulheres alcan\u00e7aram nesses anos.<\/p>\n<p>E, embora momentaneamente sirva para fre\u00e1-los, acreditamos que o caminho para enfrent\u00e1-los n\u00e3o \u00e9 votar em uma esquerda institucional que, com suas medidas insuficientes e t\u00edmidas, acaba desmobilizando e desmoralizando a classe trabalhadora. Uma esquerda que termina abrindo as portas para essas forma\u00e7\u00f5es de direita, cujo discurso populista se apoia na indigna\u00e7\u00e3o e no descontentamento social.<\/p>\n<p>E passa por organizar a partir dos nossos locais de trabalho, estudo e vizinhan\u00e7a, a resist\u00eancia unit\u00e1ria de toda a classe trabalhadora a cada ataque que vir\u00e1. Lutando contra eles de forma implac\u00e1vel, seus discursos machistas, homof\u00f3bicos e racistas cheios de mentiras e demagogia, que n\u00e3o t\u00eam outro objetivo sen\u00e3o dividir e enfraquecer a classe oper\u00e1ria para que os capitalistas possam aplicar melhor seus planos de superexplora\u00e7\u00e3o, de roubo, saque e pilhagem do que \u00e9 p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Por um programa de ruptura com a UE e em defesa das mulheres trabalhadoras<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 por isso que, nestas elei\u00e7\u00f5es europeias, as mulheres trabalhadoras devem dizer alto e bom som que a UE da austeridade, a UE fortaleza, n\u00e3o \u00e9 nossa Europa. Que n\u00e3o h\u00e1, nem haver\u00e1 recursos para acabar com a diferen\u00e7a salarial e nas aposentadorias, as maiores taxas de desemprego feminino e em regime parcial, a nossa sobrecarga no trabalho dom\u00e9stico e de cuidados ou o flagelo da viol\u00eancia machista, sem alterar as regras do jogo .<\/p>\n<p>Isto come\u00e7a por fazer uma morat\u00f3ria no pagamento da d\u00edvida p\u00fablica ileg\u00edtima e impag\u00e1vel nos pa\u00edses perif\u00e9ricos para garantir as necessidades sociais e por enfrentar o ajuste ao d\u00e9ficit imposta pela UE e que servem para garantir o pagamento da d\u00edvida e manter os privil\u00e9gios e benef\u00edcios de uma minoria social.<\/p>\n<p>Para explicar isso e para apresentar as medidas de emerg\u00eancia contra a viol\u00eancia machista e desigualdade, que acreditamos ser necess\u00e1rio defender, \u00e9 ao que vamos nos dedicar as trabalhadoras que nos apresentamos para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es europeias, dentro das candidaturas da Corriente Roja no Estado Espanhol.<\/p>\n<p>Algumas medidas pelas quais, como parte da classe trabalhadora, lutamos todos os dias do ano nas ruas, nas organiza\u00e7\u00f5es sindicais, em nossos locais de trabalho e estudo ou em nossos bairros.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lena Souza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 26 de maio, ser\u00e3o realizadas as elei\u00e7\u00f5es europeias. 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