{"id":27990,"date":"2019-05-16T16:56:40","date_gmt":"2019-05-16T18:56:40","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=27990"},"modified":"2019-05-16T16:56:40","modified_gmt":"2019-05-16T18:56:40","slug":"autodefesa-direito-e-necessidade-urgente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/05\/16\/autodefesa-direito-e-necessidade-urgente\/","title":{"rendered":"Autodefesa: direito e necessidade urgente"},"content":{"rendered":"<p><em>Segundo a ONU, 35% das mulheres sofreram viol\u00eancia machista em algum momento de suas vidas, na maioria das vezes infligidas pelo marido ou ex-companheiro. Isso, considerando que muitas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o contadas nas estat\u00edsticas, especialmente nos casos de ataques LGBTI. A Argentina n\u00e3o foge dessa terr\u00edvel realidade. O panorama, j\u00e1 grave com os governos anteriores, se agravou com Macri e sua pol\u00edtica de &#8220;d\u00e9ficit zero&#8221;, isto \u00e9, tesouras na educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e nas \u00e1reas sociais.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: PSTU Argentina<\/p>\n<p>A Lei 26.485, para Prevenir e Erradicar a Viol\u00eancia contra as Mulheres tem 10 anos que foi sancionada. Nos mobilizamos e fomos multid\u00f5es desde 3 de junho de 2015, ao grito de Basta de viol\u00eancia e femic\u00eddios! Exigimos primeiro de Cristina Kirchner e depois de Macri, que aplicassem as Leis 26.485 e de ESI, ampli\u00e1-las, declarar emerg\u00eancia pela quest\u00e3o da viol\u00eancia machista e aumentar os or\u00e7amentos m\u00ednimos alocados.<\/p>\n<p>Nada parece assustar os violentos nem tocar a fibra \u00edntima de pol\u00edticos, ju\u00edzes e policiais ou a Igreja Cat\u00f3lica e as outras igrejas, que deixam correr.<\/p>\n<p><strong>Justi\u00e7a atropela os pobres<\/strong><\/p>\n<p>Contra o plano de ajuste da Macri tem protestos. Para silenciar o protesto tem que usar a for\u00e7a e \u00e9 por isso que existem milhares de lutadores processados \u200b\u200be dezenas de prisioneiros por lutar. E a isso se soma a viol\u00eancia machista, que o capitalismo encoraja para silenciar as mulheres, metade da classe trabalhadora e a maioria dos pobres do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Se o humilde se defende, para a cadeia! A companheira Higui, l\u00e9sbica e pobre, da \u00e1rea metropolitana (livre \u00e0 for\u00e7a de luta), ir\u00e1 a julgamento em julho por ter matado um de seus agressores, durante uma tentativa de &#8220;estupro corretivo em massa&#8221;. O caso de Paola C\u00f3rdoba e sua filha, que foram libertadas da pris\u00e3o pela luta, mas enfrentam uma senten\u00e7a porque depois de 20 anos de espancamentos e estupros, se defenderam com uma faca de um marido e pai agressor; elas chegaram a esse extremo for\u00e7adas, depois de muitas den\u00fancias perante institui\u00e7\u00f5es surdas.<\/p>\n<p><strong>CGT e CTAs: assumam a luta contra a viol\u00eancia machista e organizem a autodefesa!<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s do PSTU, lutamos contra a viol\u00eancia machista e o femic\u00eddio, em todas as greves e a\u00e7\u00f5es de rua, em unidade com todas as organiza\u00e7\u00f5es que concordam com a import\u00e2ncia dessa luta. A partir da\u00ed debatemos com organiza\u00e7\u00f5es do movimento de mulheres (NiUnaMenos, a Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto), grupos feministas, mesmo com as companheiras da esquerda, qual \u00e9 a melhor maneira de continuar essa luta.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos combater a viol\u00eancia machista com \u00eaxito, acabar com os estupros e femic\u00eddios, sem lutar contra a degrada\u00e7\u00e3o social. Portanto, o desinteresse do movimento das mulheres diante da ina\u00e7\u00e3o da CGT e a CTA contribui para o agravamento da situa\u00e7\u00e3o das mulheres trabalhadoras, das jovens e toda a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Tal tarefa n\u00e3o pode ser exclusiva das mulheres ou de seus grupos. As companheiras devem orientar e convencer nossos companheiros do sexo masculino de que a luta contra a viol\u00eancia machista \u00e9 t\u00e3o ou mais importante que as lutas econ\u00f4micas, que devemos faz\u00ea-las juntos e permanentemente. Os sindicatos, centros estudantis, grupos populares e de direitos humanos t\u00eam que assumir a luta contra a viol\u00eancia machista e a organiza\u00e7\u00e3o da autodefesa. S\u00f3 ent\u00e3o poderemos fazer retroceder tanto os violentos como o Estado repressivo. A resposta deve ser organizada e coletiva, n\u00e3o apenas das mulheres, mas de toda a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Para a greve (dia 30 de abril) as companheiras kirchneristas e do PJ, que t\u00eam peso no setor de Moyano da CGT e ambas CTA deve batalhar para que estejam entre as reivindica\u00e7\u00f5es a luta pela emerg\u00eancia nacional para parar os estupros e feminic\u00eddios, por aplicar e ampliar as Leis da Viol\u00eancia e do ESI, por dinheiro para combater a viol\u00eancia machista e n\u00e3o para o FMI e para educar e organizar a autodefesa.<\/p>\n<p>Deve ser imposto \u00e0 CGT e \u00e0s CTAs. N\u00f3s devemos for\u00e7\u00e1-los. Pela vida das mulheres, pelas vidas jovens, pelas vidas oper\u00e1rias, a favor da massividade das medidas e um plano de luta que realmente fa\u00e7a tremer a terra sob os p\u00e9s de Macri e seu patr\u00e3o infame, o FMI.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a ONU, 35% das mulheres sofreram viol\u00eancia machista em algum momento de suas vidas, na maioria das vezes infligidas pelo marido ou ex-companheiro. Isso, considerando que muitas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o contadas nas estat\u00edsticas, especialmente nos casos de ataques LGBTI. A Argentina n\u00e3o foge dessa terr\u00edvel realidade. 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