{"id":27759,"date":"2019-05-07T16:17:29","date_gmt":"2019-05-07T18:17:29","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=27759"},"modified":"2019-05-07T16:17:29","modified_gmt":"2019-05-07T18:17:29","slug":"sudao-diario-de-uma-revolucao-no-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/05\/07\/sudao-diario-de-uma-revolucao-no-4\/","title":{"rendered":"Sud\u00e3o: Di\u00e1rio de uma revolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 4"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Revolu\u00e7\u00e3o sudanesa; perigos, greves e crescimento<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>A luta por mudan\u00e7as reais est\u00e1 apenas come\u00e7ando<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Na ocupa\u00e7\u00e3o de Cartum, um palestrante da Associa\u00e7\u00e3o Profissional Sudanesa (APS) disse:<strong> \u201c<\/strong>As For\u00e7as Armadas est\u00e3o apenas tentando mudar sua imagem, ter outra cara. \u00c9 uma extens\u00e3o do mesmo velho regime podre\u201d.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Martin Ralph &#8211; ISL Inglaterra<\/p>\n<p>A alian\u00e7a de for\u00e7as reunida na \u201cDeclara\u00e7\u00e3o por liberdade e mudan\u00e7a\u201d, que \u00e9 parte da revolu\u00e7\u00e3o sudanesa, teria feito um acordo com o governo militar em 28 de abril, para criar um governo militar\/civil para governar o Sud\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso significa que a revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em grande perigo. Omar Al-Bashir foi removido, mas o regime permanece. S\u00e3o as for\u00e7as pr\u00f3-burguesas dentro da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica sudanesa que tra\u00edram as demandas da revolu\u00e7\u00e3o, que incluem um fim n\u00e3o apenas para Omar Al-Bashir, mas um fim para o regime.<\/p>\n<p>Mas greves, ocupa\u00e7\u00f5es e marchas enormes, algumas das quais tamb\u00e9m s\u00e3o chamadas pela mesma alian\u00e7a, mostram as grandes contradi\u00e7\u00f5es. A revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em perigo por dentro, mas crescendo para fora e aumentando suas demandas em todo o Sud\u00e3o, enquanto os ataques das for\u00e7as de seguran\u00e7a continuam em v\u00e1rias partes do pa\u00eds, incluindo confrontos armados e estupros no interior. O antigo regime est\u00e1 retrocedendo.<\/p>\n<p>Nossos amigos e revolucion\u00e1rios sudaneses dizem que o acordo est\u00e1 sendo debatido entre as organiza\u00e7\u00f5es da \u201cDeclara\u00e7\u00e3o por liberdade e mudan\u00e7a\u201d. Mas \u00e9 a APS que mant\u00e9m claramente a reivindica\u00e7\u00e3o de manter a ocupa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a queda do regime.<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o sudanesa continua a crescer <\/strong><\/p>\n<p><strong>Trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p>2 de maio: O terceiro dia da greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Companhia de Farinha SEEN, uma estatal, no estado do Mar Vermelho, exige maiores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Os trabalhadores veem isso como parte da revolu\u00e7\u00e3o. A empresa SEEN fornece farinha para as empresas privadas Sayga e Weta.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, as massas de Porto Sud\u00e3o, capital do estado do Mar Vermelho, fizeram mais marchas para ocupar o Estado Maior depois das declara\u00e7\u00f5es feitas pelo conselho militar.<\/p>\n<p>Amin Sinada, um jornalista, disse \u00e0 R\u00e1dio Dabanga que os manifestantes expressaram sua raiva e rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do Conselho Militar de Transi\u00e7\u00e3o (CMT) e montaram barricadas por uma longa dist\u00e2ncia na cidade.<\/p>\n<p>A maioria dos discursos pede a entrega de poder a um governo civil e diz que a ocupa\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 at\u00e9 que haja um governo civil e todas as demandas sejam atendidas.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00f5es e marchas<\/strong><\/p>\n<p>Na quarta semana da ocupa\u00e7\u00e3o sudanesa em Cartum e em frente aos centros militares em muitos estados, centenas de milhares de pessoas participaram da \u201cMarcha de Milh\u00f5es pela Liberdade e Mudan\u00e7a\u201d em v\u00e1rias partes do Sud\u00e3o, e esses milh\u00f5es est\u00e3o pedindo por uma resposta \u00e0s exig\u00eancias da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em El Gedaref, Porto Sud\u00e3o, Suakin, Senga, El Obeid, Zalingei e El Azaza, no estado de El Gezira, e outras cidades foram realizadas marchas em resposta ao chamado das For\u00e7as por Liberdade e Mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>A capital Cartum testemunhou v\u00e1rias marchas. Manifestantes entoaram slogans em frente ao Banco Central do Sud\u00e3o, denunciando a corrup\u00e7\u00e3o generalizada no pa\u00eds, e continuaram sua marcha, com grandes multid\u00f5es vindas de outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Estado do Norte<\/strong><\/p>\n<p>As exig\u00eancias das marchas no Estado do Norte foram pela suspens\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o das barragens de Kajbar e Dal; pela responsabiliza\u00e7\u00e3o de todos aqueles que contribu\u00edram para tais projetos fracassados; pela aboli\u00e7\u00e3o de todas as decis\u00f5es de expropria\u00e7\u00e3o de terras emitidas em n\u00edvel nacional e estadual e pela restaura\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 terra ao povo imediatamente.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m exigiram a abertura da carteira de terras e investimentos que existia sob o governo antigo e a devolu\u00e7\u00e3o dos direitos aos propriet\u00e1rios, responsabilizando os corruptos, levando-os a julgamento e o confisco das terras adquiridas ilegalmente.<\/p>\n<p><strong>O que acontece em Darfur tamb\u00e9m \u00e9 chave<\/strong><\/p>\n<p>O genoc\u00eddio em Darfur matou cerca de 500.000 pessoas, os assassinatos foram organizados pelo regime, n\u00e3o apenas pelo presidente ou por uma parte \u201cdesonesta\u201d do ex\u00e9rcito. Solucionar todas as quest\u00f5es de propriedade e das terras, e julgar todos que participaram de assassinatos e grilagem de terras \u00e9 essencial.<\/p>\n<p><strong>Darfur do Sul<\/strong><\/p>\n<p>No dia 2 de maio, pessoas em Mershing, no sul de Darfur, organizaram uma manifesta\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 unidade do Ex\u00e9rcito em Menawashi para exigir que o CMT entregue o poder \u00e0 lideran\u00e7a civil, processe os envolvidos em abusos e crimes contra cidad\u00e3os e feche o Partido do Congresso Nacional local.<\/p>\n<p><strong>Darfur Ocidental<\/strong><\/p>\n<p>O major-general Abdelkhalig Badawi, governador de Darfur Ocidental, recebeu um memorando da Associa\u00e7\u00e3o de Profissionais do Sud\u00e3o e das for\u00e7as por Liberdade e Mudan\u00e7a da unidade administrativa de Tendelti, em El Geneina.<\/p>\n<p>O memorando destacou as demandas dos revolucion\u00e1rios em Cartum, al\u00e9m de exigir o fornecimento de servi\u00e7os para a \u00e1rea e a interrup\u00e7\u00e3o dos procedimentos de terra. Tamb\u00e9m pediu a cria\u00e7\u00e3o de um ambiente prop\u00edcio para o retorno de pessoas deslocadas e refugiados a suas aldeias e o julgamento das figuras do antigo regime na localidade, enfatizando a necessidade de dissolver suas organiza\u00e7\u00f5es e colocar suas sedes e recursos sob o comando das for\u00e7as armadas em Tendelti.<\/p>\n<p><strong>Advogados condenam a Uni\u00e3o Africana e o ditador do Egito<\/strong><\/p>\n<p>No dia 26 de abril, 55 advogados representando 12 organiza\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia legal disseram: \u201c<em>Apelamos ao Conselho Militar do Sud\u00e3o, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es legais e policiais do Sud\u00e3o, ao ex\u00e9rcito nacional, aos atores regionais e \u00e0 comunidade internacional para que respeitem os direitos humanos do povo sudan\u00eas e levem a s\u00e9rio as suas justas exig\u00eancias por um governo civil<\/em>\u201d<em>.<\/em><\/p>\n<p>Em 15 de Abril, o Conselho de Paz e Seguran\u00e7a da Uni\u00e3o Africana (AU-PSC) emitiu um comunicado condenando e rejeitando a tomada do poder pelos militares sudaneses. O comunicado exigia que os militares sudaneses entregassem o poder a uma autoridade pol\u00edtica de transi\u00e7\u00e3o civil at\u00e9 30 de abril de 2019, e que se n\u00e3o o fizessem, a UA-PSC ir\u00e1 automaticamente suspender a participa\u00e7\u00e3o do Sud\u00e3o na Uni\u00e3o Africana. Mas a UA-PSC n\u00e3o suspendeu a participa\u00e7\u00e3o do Sud\u00e3o na UA e decidiu dar dois meses ao Conselho Militar de Transi\u00e7\u00e3o para entregar o poder a uma autoridade civil.<\/p>\n<p>Em 23 de abril, o presidente eg\u00edpcio Abdel Fattah al-Sisi, que tamb\u00e9m \u00e9 atualmente o presidente da Uni\u00e3o Africana e chefe do governo militar do Egito, anulou a decis\u00e3o de 15 de abril porque apoia e mant\u00e9m fortes la\u00e7os com a atual lideran\u00e7a do CMT.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Africana, atrav\u00e9s de suas a\u00e7\u00f5es sem princ\u00edpios, enfraqueceu sua legitimidade aos olhos do povo sudan\u00eas (e africano).<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o exige o fim do regime<\/strong><\/p>\n<p>Nenhuma solu\u00e7\u00e3o pode ser feita em nome das massas sudanesas sem sua participa\u00e7\u00e3o e controle diretos. A revolu\u00e7\u00e3o exige o fim do regime, o que significa que todos os seus elementos, as for\u00e7as armadas, todas as for\u00e7as de seguran\u00e7a, as estruturas empresariais, as nacionalidades &#8211; tudo tem que mudar e acabar com a impunidade. Uma mudan\u00e7a de governo n\u00e3o \u00e9 uma mudan\u00e7a de regime.<\/p>\n<p>Se qualquer setor dos genocidas, dos corruptos ou de qualquer outra parte do antigo regime permanecer intacta, as for\u00e7as que querem manter os trabalhadores e camponeses fora do governo de seu pr\u00f3prio pa\u00eds encontrar\u00e3o uma maneira de se reconstruir e de reverter as conquistas e destruir o revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os ataques armados continuam em Darfur. No dia 3 de maio, duas meninas foram violentadas pela For\u00e7a de Defesa Popular. Nenhuma investiga\u00e7\u00e3o adicional foi conduzida pela pol\u00edcia. H\u00e1 incidentes de estupro na cidade de Nyala (a capital de Kardofan).<\/p>\n<p>De acordo com relatos de nossos amigos sudaneses, Nyala testemunhou um confronto acalorado entre a pol\u00edcia e o ex\u00e9rcito e houve disparos de tiros ao ar e as for\u00e7as policiais usaram g\u00e1s lacrimog\u00eaneo para dispersar milhares de manifestantes de seu acampamento. Esta ocupa\u00e7\u00e3o exige que o governo melhore as condi\u00e7\u00f5es do campo: &#8220;<em>N\u00f3s condenamos a viol\u00eancia das for\u00e7as de seguran\u00e7a contra os rebeldes em Nyala e Zalingei. Exigimos que o conselho militar fa\u00e7a uma investiga\u00e7\u00e3o urgente e julgue os agressores dos rebeldes desarmados<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>E pediram pela manuten\u00e7\u00e3o do movimento revolucion\u00e1rio pac\u00edfico na capital e nos estados &#8220;<em>at\u00e9 que a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o seja completada pelo estabelecimento de uma autoridade civil transit\u00f3ria<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p><strong>De um novo v\u00eddeo de entrevistas filmadas dentro da ocupa\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p>\u201c<em>Esta \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o de base. N\u00e3o est\u00e1 acabada, <\/em><\/p>\n<p><em>A capital est\u00e1 explodindo com energia,<\/em><\/p>\n<p><em>As mesmas velhas for\u00e7as repressoras permanecem,<\/em><\/p>\n<p><em>Exigimos o fim de Omar Al-Bashir e do regime, mas s\u00f3 ele caiu,<\/em><\/p>\n<p><em>Queremos banir o racismo e o tribalismo,<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00f3s n\u00e3o vamos sair das ruas antes de conquistar nossas demandas,<\/em><\/p>\n<p><em>Queremos um governo civil.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 crescendo, suas demandas est\u00e3o crescendo e continuar\u00e3o a crescer. \u00c0 medida que os trabalhadores reconstroem suas organiza\u00e7\u00f5es e sindicatos, sua independ\u00eancia \u00e9 primordial. Eles podem dar um fim \u00e0 superexplora\u00e7\u00e3o nas f\u00e1bricas, na terra e nas minas, algumas das quais s\u00e3o propriedade de for\u00e7as militares sudanesas ou outras ditaduras ou grandes empresas do Oriente M\u00e9dio e do norte da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Em todos os lugares, \u00e0 medida que as massas crescem, os jovens e os trabalhadores devem se unir \u00e0s ordens inferiores do ex\u00e9rcito que defendem a revolu\u00e7\u00e3o e estabelecer grupos de autodefesa. Deve tornar-se parte do programa que est\u00e1 sendo desenvolvido nas greves, ocupa\u00e7\u00f5es e marchas.<\/p>\n<p><strong>Nenhuma confian\u00e7a naqueles que dizem: vamos formar um governo militar\/civil!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Construir um governo civil baseado em todos os grupos da revolu\u00e7\u00e3o de todos os estados sudaneses e protegido por sua pr\u00f3pria autodefesa. <\/strong><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Marcos Margarido<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revolu\u00e7\u00e3o sudanesa; perigos, greves e crescimento A luta por mudan\u00e7as reais est\u00e1 apenas come\u00e7ando Na ocupa\u00e7\u00e3o de Cartum, um palestrante da Associa\u00e7\u00e3o Profissional Sudanesa (APS) disse: \u201cAs For\u00e7as Armadas est\u00e3o apenas tentando mudar sua imagem, ter outra cara. \u00c9 uma extens\u00e3o do mesmo velho regime podre\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":72600,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3558,4344],"tags":[770,3132,6899,4455],"class_list":["post-27759","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gra-bretanha","category-sudao","tag-isl-inglaterra","tag-martin-ralph","tag-omar-al-bashir","tag-revolucao-no-sudao"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/19211071-2.jpg","categories_names":["Gr\u00e3-Bretanha","Sud\u00e3o"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27759"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27759\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72600"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}