{"id":2753,"date":"2013-08-17T21:20:17","date_gmt":"2013-08-17T21:20:17","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2013\/08\/17\/os-militares-nao-atacam-apenas-a-reacionaria-irmandade-muculmana-mas-a-todo-o-povo\/"},"modified":"2013-08-17T21:20:17","modified_gmt":"2013-08-17T21:20:17","slug":"os-militares-nao-atacam-apenas-a-reacionaria-irmandade-muculmana-mas-a-todo-o-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2013\/08\/17\/os-militares-nao-atacam-apenas-a-reacionaria-irmandade-muculmana-mas-a-todo-o-povo\/","title":{"rendered":"Os militares n\u00e3o atacam s\u00f3 a reacion\u00e1ria Irmandade Mu\u00e7ulmana, mas todo o povo"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"163\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Egipto.jpg\" vspace=\"6\" width=\"247\" \/>O povo eg&iacute;pcio vem protagonizando uma poderosa revolu&ccedil;&atilde;o desde 2011. A for&ccedil;a da mobiliza&ccedil;&atilde;o popular, num primeiro momento, derrotou o ditador Mubarak.<\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Este fato, embora n&atilde;o tenha destru&iacute;do o regime militar, significou uma grande vit&oacute;ria do povo e um duro golpe &agrave; c&uacute;pula das For&ccedil;as Armadas, pois caiu um governo de sua confian&ccedil;a. Por&eacute;m, tamb&eacute;m foi um golpe para a Irmandade Mu&ccedil;ulmana, pois&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">no momento em que ocorreram as mobiliza&ccedil;&otilde;es ela&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">tinha um acordo com o pr&oacute;prio Mubarak para que seu filho, Gamal, o sucedesse no poder e assim mantivesse a continuidade do regime, no qual a Irmandade seria a &ldquo;oposi&ccedil;&atilde;o tolerada&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Quando da queda de Mubarak, os militares conseguiram manobrar e evitar aparecer com sua verdadeira cara contrarrevolucion&aacute;ria. Ao inv&eacute;s de reprimir as massas, exigiram a ren&uacute;ncia de Mubarak (um &quot;fus&iacute;vel&quot; queimado)&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">no &uacute;ltimo momento e<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">, desta forma, puderam sair da crise com importante prest&iacute;gio junto ao povo. Por sua vez, a Irmandade fez um movimento similar. No contexto de um crescimento colossal da mobiliza&ccedil;&atilde;o popular, continuar os acordos com Mubarak passou a fazer pouco sentido, e ent&atilde;o se somaram (tamb&eacute;m no &uacute;ltimo minuto e de forma hip&oacute;crita) &agrave;s mobiliza&ccedil;&otilde;es. Isso tamb&eacute;m lhes deu prest&iacute;gio perante um setor das massas, que depois lhes garantiu a vit&oacute;ria nas elei&ccedil;&otilde;es e a posse do governo, com o consentimento das For&ccedil;as Armadas depois de concordarem com a manuten&ccedil;&atilde;o do regime militar.<\/span><\/p>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Num segundo momento da revolu&ccedil;&atilde;o, realizada a experi&ecirc;ncia com o desastroso governo neoliberal e bonapartista-teocr&aacute;tico da Irmandade, as massas se mobilizaram e derrotaram Morsi, a quem inclusive chamavam de &ldquo;o novo Mubarak&rdquo;, ou &ldquo;o novo fara&oacute;&rdquo;. Acontece que Morsi, diferentemente de Mubarak, negou-se a renunciar e isso levou os militares, pressionados pela mobiliza&ccedil;&atilde;o das massas, a realizar um golpe para tir&aacute;-lo do poder. Apesar dessa contradi&ccedil;&atilde;o, a queda de Morsi se configura como outra grande conquista das massas e um novo golpe ao regime, que perdeu o seu segundo governo em dois anos e meio por causa da mobiliza&ccedil;&atilde;o popular. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A partir da&iacute;, a Irmandade Mu&ccedil;ulmanda saiu &agrave;s ruas enfrentando as massas &#8211; que haviam derrotado Morsi&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">com sua a&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria &#8211;<\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;e o Ex&eacute;rcito, com a inten&ccedil;&atilde;o de reinstalar Morsi no governo. Esta mobiliza&ccedil;&atilde;o da Irmandade, como explicamos em outras declara&ccedil;&otilde;es, tem um car&aacute;ter completamente contrarrevolucion&aacute;rio.<\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O ex&eacute;rcito, apoiando-se no grande prest&iacute;gio obtido com a popula&ccedil;&atilde;o, por haver derrotado Morsi, e no &oacute;dio desta contra a Irmandande Mu&ccedil;ulmana, come&ccedil;ou a desatar uma repress&atilde;o desenfreada e completamente desproporcional contra os militantes da Irmandade.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em seis semanas, em diferentes momentos e circunst&acirc;ncias, matou pelo menos 300 ativistas da Irmandade e agora culminou na destrui&ccedil;&atilde;o dos acampamentos dessa organiza&ccedil;&atilde;o no Cairo, com a morte de 638 pessoas, segundo o pr&oacute;prio governo interino. A Irmandade Mu&ccedil;ulmana eleva a cifra de mortos a 4500 e a de feridos a 10mil.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Aparentemente, os &uacute;nicos alvos desta f&uacute;ria repressora das For&ccedil;as Armadas eg&iacute;pcias seriam os partid&aacute;rios da Irmandade Mu&ccedil;ulmana e de Morsi. Por&eacute;m quem pensa assim se equivoca.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Se a repress&atilde;o fosse somente contra a Irmandade Mu&ccedil;ulmana, n&atilde;o seria necess&aacute;rio um banho de sangue como o realizado pelo Ex&eacute;rcito. Ele teria feito pris&otilde;es em massa, ou, no m&iacute;nimo, de toda a c&uacute;pula da Irmandade. Tampouco seria necess&aacute;rio declarar um estado de emerg&ecirc;ncia (de s&iacute;tio) nem um toque de recolher, pois seria suficiente ilegalizar a Irmandade. O estado de s&iacute;tio e o toque de recolher, assim como o retorno do sinistro Departamento de Investiga&ccedil;&atilde;o de Subvers&atilde;o Pol&iacute;tica do minist&eacute;rio do Interior, o decreto que autoriza os militares a deter civis ou a persegui&ccedil;&atilde;o aos s&iacute;rios e o fechamento &ldquo;por tempo indeterminado&rdquo;da fronteira com Gaza, s&atilde;o a demonstra&ccedil;&atilde;o de que a repress&atilde;o n&atilde;o est&aacute; restrita &agrave; Irmandade, mas que afeta todos aqueles que queiram se mobilizar, inclusive contra a Irmandade. Isso se v&ecirc;, tamb&eacute;m, na repress&atilde;o &agrave; recente greve dos oper&aacute;rios em Suez.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O ex&eacute;rcito, ent&atilde;o, tenta valer-se do prest&iacute;gio ganhado por haver dado o golpe contra a reacion&aacute;ria Irmandade para passar uma mensagem ao conjunto da popula&ccedil;&atilde;o: isso &eacute; o que espera por voc&ecirc;s, caso questionem a autoridade das For&ccedil;as Armadas.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Ou seja, ao conseguirem usurpar o triunfo das massas, usa a repress&atilde;o (que n&atilde;o &eacute; malvista pela maioria das massas) &agrave; Irmandade para avan&ccedil;ar num plano contrarrevolucion&aacute;rio, de recuperar o terreno perdido, acabando com as conquistas democr&aacute;ticas que o povo obteve desde a queda de Mubarak.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por sua vez, a Irmandade Mu&ccedil;ulmana tamb&eacute;m utiliza a repress&atilde;o para ir contra o movimento de massas. Em primeiro lugar, usa seus seguidores como bucha de canh&atilde;o, pois n&atilde;o se tem not&iacute;cias de algum dirigente importante que esteja morto ou sofrido a brutal repress&atilde;o militar-policial. Em segundo lugar porque, a partir de sua luta contrarrevolucion&aacute;ria para que Morsi volte ao poder, orienta suas for&ccedil;as contra minorias como os crist&atilde;os coptas. Nesses dias, com seus bandos fascist&oacute;ides, atacaram e incendiaram v&aacute;rias igrejas crist&atilde;s, demonstrando, uma vez mais, o car&aacute;ter reacion&aacute;rio teocr&aacute;tico-confessional de seu projeto pol&iacute;tico.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Ante este enfrentamento, nem o Ex&eacute;rcito nem a Irmandade merecem a m&iacute;nima confian&ccedil;a e apoio. Ambos s&atilde;o duas faces da mesma estrat&eacute;gia: derrotar a revolu&ccedil;&atilde;o. Ambos s&atilde;o setores contrarrevolucion&aacute;rios, que orientam suas for&ccedil;as contra o movimento de massas e sustentam um regime militar que impera desde 1952.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>A revolu&ccedil;&atilde;o j&aacute; foi derrotada?<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Ante o golpe militar e o genoc&iacute;dio executado pelo Ex&eacute;rcito, muitos ativistas e militantes de esquerda, dentro e fora do Egito, perguntam-se justificadamente se a revolu&ccedil;&atilde;o j&aacute; n&atilde;o foi derrotada.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A LIT-QI n&atilde;o v&ecirc;, no processo atual, uma derrota da revolu&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio, presenciamos uma tremenda revolu&ccedil;&atilde;o, sem d&uacute;vidas a mais poderosa que a hist&oacute;ria do Egito conheceu. No entanto, dentro desta colossal revolu&ccedil;&atilde;o, como em todas as revolu&ccedil;&otilde;es, atua a contrarrevolu&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, tanto a tentativa da Irmandade para retomar o governo, como os massacres e as medidas bonapartistas dos militares s&atilde;o tentativas para derrotar a revolu&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Se estas tentativas contrarrevolucion&aacute;rias, mesmo que em sua fase inicial, ser&atilde;o vitoriosos ou n&atilde;o, depender&aacute; da luta de classes. Ser&atilde;o as massas eg&iacute;pcias, com sua mobiliza&ccedil;&atilde;o, que dar&atilde;o a &uacute;ltima palabra. Ser&aacute; esse povo que derrotou Mubarak e Morsi, que decidir&aacute; se dar&aacute; ou n&atilde;o um &ldquo;cheque em branco&rdquo;aos militares, se admitir&aacute; ou n&atilde;o que as For&ccedil;as Armadas retomem o terreno perdido e arranquem as conquistas democr&aacute;ticas conquistadas no processo revolucion&aacute;rio. Ser&aacute; o povo eg&iacute;pcio que, ao n&atilde;o ter as respostas &agrave;s suas demandas econ&ocirc;micas prementes por parte do novo governo controlado pelos militares, decidir&aacute; se o enfrenta ou n&atilde;o. Por agora, n&atilde;o existem motivos para pensar que o povo ficar&aacute; de bra&ccedil;os cruzados. Poder&aacute; ser derrotado, como ocorreu in&uacute;meras vezes na hist&oacute;ria, por&eacute;m dificilmente isso ocorrer&aacute; sem luta.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">As massas eg&iacute;pcias n&atilde;o foram derrotadas. Sentem-se vitoriosas e o ex&eacute;rcito, a Irmandade e o conjunto da burguesia e o imperialismo est&atilde;o conscientes disso. Sabem que, para voltar ao ponto anterior &agrave; queda de Mubarak, dever&atilde;o infligir uma dura derrota ao povo eg&iacute;pcio. E isso ainda est&aacute; por vir.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;background:white\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Abaixo o plano contrarrevolucion&aacute;rio do Ex&eacute;rcito e da Irmandade!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No Egito, a tarefa central e imediata &eacute; enfrentar as medidas do novo governo. Neste contexto, &eacute; necess&aacute;rio levantar as consignas de &quot;<strong>nenhuma confian&ccedil;a ao novo governo t&iacute;tere dos militares e do imperialismo!<\/strong>&quot;; &quot;<strong>Fim imediato do estado de s&iacute;tio e toque de recolher!<\/strong>&quot;; &quot;<strong>N&atilde;o aos plenos poderes do governo e a autoriza&ccedil;&atilde;o para que os militares prendam e julguem civis!<\/strong>&quot;; &quot;<strong>Plenas liberdades democr&aacute;ticas, de express&atilde;o e de organiza&ccedil;&atilde;o!<\/strong>&quot;; &quot;<strong>Abaixo o regime militar repressor e servil ao imperialismo e a Israel!<\/strong>&quot;; &quot;<strong>Puni&ccedil;&atilde;o por todos os crimes dos militares, de Mubarak e de Morsi!<\/strong>&quot;; &quot;<strong>Elei&ccedil;&otilde;es imediatas para a Assembleia Constituinte livre e soberana, sem participa&ccedil;&atilde;o de militares nem da Irmandade!<\/strong>&quot;.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Ao mesmo tempo em que condenamos a matan&ccedil;a do Ex&eacute;rcito e todas suas medidas bonapartistas valendo-se do prest&iacute;gio ganhado por haver destitu&iacute;do Morsi, &eacute; necess&aacute;rio dizer com clareza: <b>n&atilde;o &agrave; volta de Morsi!<\/b> N&atilde;o &agrave;s mobiliza&ccedil;&otilde;es contrarrevolucion&aacute;rias e confessionais da Irmandade! Nenhum direito democr&aacute;tico nem de express&atilde;o para a Irmandade e seus l&iacute;deres pol&iacute;ticos enquanto se mobilizarem pelo retorno de Morsi! Completo respeito e liberdade religiosa para o povo!<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Para avan&ccedil;ar nestas tarefas que o processo revolucion&aacute;rio coloca, &eacute; fundamental manter as mobiliza&ccedil;&otilde;es de massas, com a ocupa&ccedil;&atilde;o de pra&ccedil;as, com as greves, com a reorganiza&ccedil;&atilde;o do movimento oper&aacute;rio, com a luta em geral. Por&eacute;m, essa luta deve ser completamente independente, tanto do ex&eacute;rcito e seu novo governo, quanto da Irmandade Mu&ccedil;ulmana; deve ser uma luta contra o governo e contra o regime militar de conjunto. E, no calor deste combate, mostra-se cada vez mais urgente a necessidade de construir e forjar uma dire&ccedil;&atilde;o socialista revolucion&aacute;ria, internacionalista e oper&aacute;ria, que possa conduzir toda a imensa energia revolucion&aacute;ria das massas at&eacute; a tomada do poder pela classe oper&aacute;ria e pelo povo eg&iacute;pcio, e a constru&ccedil;&atilde;o do socialismo a n&iacute;vel nacional e internacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Abaixo o&nbsp;estado de sitio e todas as medidas antidemocr&aacute;ticas!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>N&atilde;o &agrave; volta de Morsi e recha&ccedil;o &agrave;s mobiliza&ccedil;&otilde;es da Irmandade!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Nenhuma confian&ccedil;a no novo governo!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Abaixo o regime militar pr&oacute;-imperialista!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Elei&ccedil;&otilde;es imediatas para a Assembleia Constituinte livre e soberana, sem participa&ccedil;&atilde;o de militares e da Irmandade, para assumir o poder!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<strong>15\/08\/2013<br \/>\n\t<\/strong><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Secretariado Internacional da LIT-QI<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i>Tradu&ccedil;&atilde;o: Thais Moreira<\/i><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O povo eg&iacute;pcio vem protagonizando uma poderosa revolu&ccedil;&atilde;o desde 2011. A for&ccedil;a da mobiliza&ccedil;&atilde;o popular, num primeiro momento, derrotou o ditador Mubarak.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":7505,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3610],"tags":[],"class_list":["post-2753","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-declaracao-lit-qi"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Egipto.jpg","categories_names":["Declara\u00e7\u00f5es"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2753"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2753\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7505"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}