{"id":2724,"date":"2013-07-26T05:18:06","date_gmt":"2013-07-26T05:18:06","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2013\/07\/26\/egito-a-crise-e-o-imperialismo\/"},"modified":"2013-07-26T05:18:06","modified_gmt":"2013-07-26T05:18:06","slug":"egito-a-crise-e-o-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2013\/07\/26\/egito-a-crise-e-o-imperialismo\/","title":{"rendered":"Egito: A crise e o Imperialismo"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"162\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/kollaj.jpg\" vspace=\"4\" width=\"257\" \/>Os cartazes na pra&ccedil;a Tahrir n&atilde;o deixam espa&ccedil;o para d&uacute;vidas. Neles, acima do s&iacute;mbolo da Al Jazeera, coberto por uma m&atilde;o ensanguentada, h&aacute; uma frase clara e direta: &ldquo;uma bala pode matar uma pessoa, mas uma c&acirc;mera que mente pode matar uma na&ccedil;&atilde;o&rdquo;. No Egito p&oacute;s-30 de julho, a emissora de propriedade da monarquia do Catar n&atilde;o &eacute; bem-vinda.<\/span><\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">A raz&atilde;o por tr&aacute;s do &oacute;dio &agrave; Al Jazeera &eacute; simples. Por causa de sua associa&ccedil;&atilde;o ao Catar, o canal &eacute; considerado por aqui uma organiza&ccedil;&atilde;o estrangeira subversiva. N&atilde;o por acaso, no dia da deposi&ccedil;&atilde;o do presidente Mohamad Mursi, a emissora teve seus rep&oacute;rteres presos e o material confiscado.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">No Egito de hoje, o canal pan-arabista da vez &eacute; a Al Arabia, uma vers&atilde;o saudita da Al Jazeera, com uma linha abertamente de apoio ao Ex&eacute;rcito. Na verdade, n&atilde;o h&aacute; s&oacute; uma troca no canal de televis&atilde;o; a Ar&aacute;bia Saudita est&aacute; voltando com tudo para a pol&iacute;tica eg&iacute;pcia.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Tradicional apoiadora de Mubarak, logo ap&oacute;s a Irmandade Mu&ccedil;ulmana ser derrubada a monarquia se movimentou para garantir, no curto prazo, uma m&iacute;nima estabilidade financeira ao regime. Cinco bilh&otilde;es de d&oacute;lares em ajuda ao Egito foram anunciados pelos sauditas logo depois da queda de Mursi. Aliados dos sauditas no golfo tamb&eacute;m se movimentaram para apoiar os generais; segundo as promessas, ser&atilde;o emprestados ao Egito US$ 3 bilh&otilde;es pelos Emirados &Aacute;rabes Unidos e U$ 4 bilh&otilde;es pelo Kuwait.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">A medida do bloco pr&oacute;-Saudita em apoio ao regime vem para preencher um buraco que ser&aacute; deixado pelo Catar. Desde o ano passado, Doha injetou 8 bilh&otilde;es de d&oacute;lares na economia eg&iacute;pcia, incluindo a compra de U$ 3 bilh&otilde;es em t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica ocorrida no m&ecirc;s passado. Al&eacute;m da monarquia, a Turquia, outro aliado dos &ldquo;irm&atilde;os&rdquo;, emprestou ao longo do &uacute;ltimo per&iacute;odo U$ 2 bilh&otilde;es ao governo. O Egito, que at&eacute; a revolu&ccedil;&atilde;o possu&iacute;a uma d&iacute;vida externa relativamente pequena, hoje est&aacute; se afundando no vermelho.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Rivalidades regionais<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\"><br \/>\n\tAs revolu&ccedil;&otilde;es &aacute;rabes, ao balan&ccedil;ar a ordem pol&iacute;tica do Oriente M&eacute;dio, inevitavelmente enfraqueceram o principal guardi&atilde;o da estabilidade regional, a Ar&aacute;bia Saudita. O enfraquecimento da submetr&oacute;pole, por&eacute;m, acabou por fortalecer o outro p&oacute;lo pol&iacute;tico &aacute;rabe da regi&atilde;o do golfo; o Emirado do Catar.<\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">A rivalidade entre Catar e Ar&aacute;bia Saudita &eacute; relativamente nova no cen&aacute;rio pol&iacute;tico da regi&atilde;o. Sua origem se deu em 1995, quando o pr&iacute;ncipe Hamad Al Thani deu um golpe palaciano e retirou do poder seu pai, o emir Khalifa Al Thani. A medida de Hamad enfureceu os sauditas, menos pelo conte&uacute;do que pelo seu significado, uma quebra no modelo de sucess&atilde;o horizontal imposto por Rihad a toda regi&atilde;o do golfo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Para evitar uma crise na fam&iacute;lia real saudita entre os 45 diferentes pr&iacute;ncipes herdeiros, decidiu-se, ap&oacute;s a morte do rei Abd Al Aziz Al Saud, que a sucess&atilde;o mon&aacute;rquica no mais rico dos pa&iacute;ses &aacute;rabes se daria de forma horizontal. Na Ar&aacute;bia Saudita, o trono mon&aacute;rquico n&atilde;o &eacute; passado diretamente do pai para o filho mais velho, mas entregue do irm&atilde;o mais velho ao irm&atilde;o mais novo, at&eacute; que toda uma gera&ccedil;&atilde;o de pr&iacute;ncipes se esgote. Quando isto ocorrer, o mais velho dos netos de Abd Al Aziz assumir&aacute; o poder, dando continuidade ao sistema de sucess&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">O temor dos sauditas de que uma disputa interpalaciana destrua o reino chegou a tal ponto que a monarquia decidiu impor tal modelo em todos seus vizinhos, criando assim uma regra regional. Quando Hamad derrubou seu pai do poder, evitando assim que seus tios eventualmente dirigissem o pa&iacute;s, o novo rei amea&ccedil;ou uma estrutura pol&iacute;tica extremamente delicada na pen&iacute;nsula ar&aacute;bica.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Temeroso que os sauditas tentassem derrub&aacute;-lo, ou at&eacute; invadir seu pa&iacute;s como puni&ccedil;&atilde;o pela quebra da regra da sucess&atilde;o, Hamad iniciou uma s&eacute;rie de aventuras para colocar o Catar no mapa pol&iacute;tico e assim se proteger de seu vizinho. Comprovando sua submiss&atilde;o aos EUA, o Emirado autorizou Washington a construir seu centro de comando no pa&iacute;s. A base americana no Catar &eacute; a principal da regi&atilde;o. Junto &agrave; sua pol&iacute;tica pr&oacute;-imperialista, o soberano do Catar fundou um canal de televis&atilde;o mundialmente famoso, a Al Jazeera.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">A linha editorial da Al Jazeera consistia em fazer uma den&uacute;ncia rigorosa das trai&ccedil;&otilde;es dos sauditas &agrave; causa &aacute;rabe, apresentando o Catar como potencial alternativa pol&iacute;tica. Neste processo, Hamad procurou se aproximar da Irmandade Mu&ccedil;ulmana, que desde os anos 90 estava em choque com Rihad.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">A Al Jazerra abriu enorme espa&ccedil;o aos irm&atilde;os, inclusive colocando em sua programa&ccedil;&atilde;o oficial o famoso pregador pr&oacute;-irmandade Youssef Qaradawi, cujo programa de televis&atilde;o, similar a dos pastores evang&eacute;licos brasileiros, atrai por volta de 60 milh&otilde;es de telespectadores. Qaradawi, assim como a irmandade, se posiciona como uma voz moderada entre os islamistas radicais, tendo, em linhas gerais, uma pol&iacute;tica menos ortodoxa que os programas islamistas de TV associados &agrave; Arabia Saudita.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">N&atilde;o por acaso, quando o governo pr&oacute;-Ar&aacute;bia Saudita de Hosni Mubarak come&ccedil;ou a balan&ccedil;ar no Egito, a Al Jazeera jogou toda sua influ&ecirc;ncia na regi&atilde;o para ajudar a derrubar o presidente eg&iacute;pcio. Apresentando-se como o &ldquo;canal da Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, a Al Jazeera foi vista por muitos como o principal instrumento dos manifestantes na derrubada do ditador.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Ap&oacute;s a elei&ccedil;&atilde;o de Mursi, um grande esfor&ccedil;o coordenado pelo Catar entrou em cena para tentar fortalecer o governo dos irm&atilde;os. Al&eacute;m do apoio irrestrito do canal de TV sob o seu controle, Dubai injetou bilh&otilde;es na economia local. Hoje, com a queda de Mursi, a Ar&aacute;bia Saudita volta a assumir a posi&ccedil;&atilde;o de patrono financeiro do pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">A crise n&atilde;o passa<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\"><br \/>\n\tAp&oacute;s a queda de Mursi e o an&uacute;ncio dos empr&eacute;stimos, a bolsa eg&iacute;pcia disparou em mais de 10%. A raz&atilde;o para o entusiasmo dos poderosos, por&eacute;m, &eacute; limitada.<\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Desde o in&iacute;cio da revolu&ccedil;&atilde;o, as divisas nacionais despencaram. Foram de US$ 35 bilh&otilde;es para apenas US$ 15 bilh&otilde;es. Tais n&uacute;meros, por&eacute;m, podem ser excessivamente otimistas. Segundo artigo publicado na Al Jazeera, o c&aacute;lculo de US$ 15 bilh&otilde;es incluem &ldquo;bens n&atilde;o l&iacute;quidos como ouro, e ignora as enormes dividas da estatal de petr&oacute;leo. A situa&ccedil;&atilde;o financeira real do banco central, em outras palavras, pode muito bem ser negativa, devendo mais &agrave; ind&uacute;stria petroleira e a credores do que as reservas dispon&iacute;veis&rdquo;.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Tal fato explicaria a impossibilidade do governo em avan&ccedil;ar contratos internacionais vantajosos de petr&oacute;leo com o estado l&iacute;bio. Os bancos internacionais, temendo um calote eg&iacute;pcio, tem se negado a conceder uma carta de cr&eacute;dito &agrave; opera&ccedil;&atilde;o comercial, enfraquecendo ainda mais a economia do mais populoso pa&iacute;s &aacute;rabe.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Segundo apontam os n&uacute;meros, h&aacute; aumento do desemprego, queda dr&aacute;stica no turismo (principal motor da economia) e um r&aacute;pido processo de desindustrializa&ccedil;&atilde;o, resultado do fechamento de milhares de f&aacute;bricas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Para agravar ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o, h&aacute; apenas dois meses de reserva de trigo nos armaz&eacute;ns do Estado. O dinheiro prometido pelos sauditas certamente servir&aacute; para cobrir este buraco. At&eacute; quando o regime conseguir&aacute; se equilibrar apoiado nos seus aliados do golfo &eacute; uma pergunta que est&aacute; presente na mente de todos. &Eacute; dentro deste contexto que se da a pol&iacute;tica externa do regime militar.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">O &ldquo;inevit&aacute;vel&rdquo; FMI<\/span><\/b><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Mais cedo ou mais tarde, ao que tudo indica, os eg&iacute;pcios ter&atilde;o de correr em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; ajuda do FMI para proteger o capitalismo local. O receitu&aacute;rio da institui&ccedil;&atilde;o, como de se esperar, &eacute; pouco sens&iacute;vel &agrave; revolta das ruas. Ele inclui corte nos subs&iacute;dios de combust&iacute;veis, eletricidade e trigo, as principais fontes de vida da popula&ccedil;&atilde;o. Tais cortes provavelmente desencadear&atilde;o uma onda revolucion&aacute;ria de propor&ccedil;&otilde;es ainda maiores que as que ocorrem hoje.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Chega a ser impressionante o fundamentalismo neoliberal do FMI. Ele &eacute; incapaz de enxergar que, caso os subs&iacute;dios sejam cortados no Egito, uma revolu&ccedil;&atilde;o que objetivamente se confronta com o capitalismo em escala global, ser&aacute; apenas fortalecida. Mesmo assim, n&atilde;o h&aacute; conversa com o &oacute;rg&atilde;o representante do capital financeiro. Ele j&aacute; deixou claro, ao longo das negocia&ccedil;&otilde;es que ocorreram em 2012-13 que, caso o Egito queira empr&eacute;stimos, ter&aacute; de eliminar suas poucas pol&iacute;ticas sociais.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"\nline-height:normal;background:white\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: rgb(59, 59, 59);\">Independente da vontade dos militares, e para a sorte dos revolucion&aacute;rios, a din&acirc;mica da crise capitalista no mundo &aacute;rabe manter&aacute;, por muitos anos, a chama revolucion&aacute;ria acesa.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cartazes na pra&ccedil;a Tahrir n&atilde;o deixam espa&ccedil;o para d&uacute;vidas. 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