{"id":26940,"date":"2019-04-01T11:13:23","date_gmt":"2019-04-01T13:13:23","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=26940"},"modified":"2019-04-01T11:13:23","modified_gmt":"2019-04-01T13:13:23","slug":"8m-uma-mare-lilas-inundou-as-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/04\/01\/8m-uma-mare-lilas-inundou-as-ruas\/","title":{"rendered":"8M: uma mar\u00e9 lil\u00e1s inundou as ruas"},"content":{"rendered":"<p><em>O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora voltou a ser uma jornada hist\u00f3rica de luta em nosso pa\u00eds, na vanguarda da luta pelos direitos da mulher em todo o mundo. Houve mais de 1.500 atos organizados e centenas de milhares de pessoas, em sua maioria mulheres, mas tamb\u00e9m muitos homens pararam o centro das principais cidades durante horas, em mobiliza\u00e7\u00f5es mais massivas que as do ano passado.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Corriente Roja<\/p>\n<p><strong>Para que n\u00f3s mulheres fomos \u00e0s ruas neste 8 de Mar\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p>As ruas se tingiram de roxo para exigir medidas reais que acabem com a desigualdade no trabalho, com a diferen\u00e7a nos sal\u00e1rios e nas aposentadorias que n\u00f3s as mulheres sofremos.<\/p>\n<p>Para exigir mais recursos contra a viol\u00eancia machista e a depura\u00e7\u00e3o de um Sistema Judicial cheio de ju\u00edzes e ju\u00edzas machistas. Uma viol\u00eancia que ataca principalmente as trabalhadoras e golpeia especialmente as mulheres negras, imigrantes ou trans, cujas reivindica\u00e7\u00f5es conseguiram fazer-se ouvir este ano com mais for\u00e7a, dentro do movimento feminista.<\/p>\n<p>Fomos \u00e0s ruas para exigir n\u00e3o somente uma maior divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico e de cuidados gratuito que n\u00f3s mulheres realizamos diariamente, como tamb\u00e9m para denunci\u00e1-lo como parte de nossa superexplora\u00e7\u00e3o. Para questionar essa divis\u00e3o social que o capitalismo instaurou em nossa sociedade e exigir que seja o Estado que se responsabilize por ele.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m fomos para gritar chega de cortes e leis que nos impedem de decidir sobre nosso direito \u00e0 maternidade. E para dizer que n\u00e3o h\u00e1 liberdade nem igualdade no fato de que mulheres pobres tenham filhos para mulheres ricas ou em que se coisifique e mercantilize o corpo das mulheres, para que empres\u00e1rios e empres\u00e1rias do sexo, continuem fazendo caixa conosco.<\/p>\n<p>Este 8 de Mar\u00e7o milh\u00f5es paramos a produ\u00e7\u00e3o, esvaziamos as salas de aulas e enchemos as ruas em resposta un\u00e2nime a uma direita, que nega haver viol\u00eancia machista e nos quer fazer retroceder nos poucos direitos de igualdade que conseguimos obter. Mas tamb\u00e9m o fizemos contra os governos que com seus cortes, medidas de ajuste e promessas n\u00e3o cumpridas, s\u00e3o c\u00famplices da desigualdade e da viol\u00eancia que sofremos.<\/p>\n<p>Contra as institui\u00e7\u00f5es de um regime herdeiro do franquismo, que nos vitimiza duplamente e dentro do qual N\u00c3O \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar para uma verdadeira igualdade real. E contra um modelo econ\u00f4mico que gera pobreza e desigualdade e uma degrada\u00e7\u00e3o cada vez maior, das rela\u00e7\u00f5es humanas; caldo de cultivo para o machismo, o racismo e a LGTBIFOBIA.<\/p>\n<p>A crise profunda em que se encontra este sistema econ\u00f4mico deixa a descoberto que o capitalismo utiliza a viol\u00eancia e a opress\u00e3o contra as mulheres, para nos superexplorar, dividir e debilitar o conjunto da classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>Corriente Roja: Mais um ano, por um 8M unit\u00e1rio, de classe e combativo<\/strong><\/p>\n<p>A partir da Corriente Roja chamamos o conjunto do movimento estudantil e da classe trabalhadora para participar desta greve. Ajudamos a construir a greve estudantil para apoiar as demandas e reivindica\u00e7\u00f5es das trabalhadoras e especialmente das mulheres jovens, LGBTI e negras, nas quais os cortes educativos se expressam da forma mais cruel. Para exigir recursos reais para combater a viol\u00eancia machista nos locais de estudo, o que acreditamos exige combinar a luta contra a desigualdade com a luta pela revoga\u00e7\u00e3o das reformas educacionais e por uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, de qualidade e de igualdade.<\/p>\n<p>Estivemos em Madri apoiando, desde as primeiras horas da manh\u00e3, as paralisa\u00e7\u00f5es das companheiras de RivaMadrid para que a Prefeitura Municipal acabe com os contratos em tempo parcial que nos condenam \u00e0 pobreza e futuras aposentadorias miser\u00e1veis. Apoiamos a paralisa\u00e7\u00e3o das trabalhadoras do Samur Social ante os servi\u00e7os sociais da Prefeitura Municipal de Madri, ou a que se levou a cabo no FNAC.<\/p>\n<p>Em Barcelona, nos mobilizamos com as companheiras do SAD de Barcelona e do Macdonalds, que pararam e se somaram \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es convocadas nesse dia, por suas pr\u00f3prias reivindica\u00e7\u00f5es de trabalho como mulheres e trabalhadoras.<\/p>\n<p>Em Sevilha, participamos igualmente da greve estudantil e em todas as partes, onde pudemos, nas manifesta\u00e7\u00f5es pela tarde, em cortejo unit\u00e1rio junto \u00e0s e aos companheiros de Cobas. Batalhamos pela unidade oper\u00e1ria estudantil e pela reconstru\u00e7\u00e3o de um 8 de mar\u00e7o, que de acordo com sua origem hist\u00f3rica h\u00e1 mais de cem anos, seja de novo, de classe e combativo.<\/p>\n<p><strong>Depois do 8M, a luta continua. E a batalha pela unidade tamb\u00e9m.<\/strong><\/p>\n<p>Se esta Greve demonstrou alguma coisa, foi que a luta pelas reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres e em especial das trabalhadoras, n\u00e3o pode ser s\u00f3 nossa nem limitar-se a um s\u00f3 dia, e sim ao conjunto da classe e TODOS os dias do ano. Porque \u00e9 parte de um plano de luta mais amplo que exige derrubar este sistema econ\u00f4mico injusto e este regime cada vez mais deslegitimado.<\/p>\n<p>Para as trabalhadoras, esse \u00e9 o \u00fanico caminho: impulsionar a luta contra o machismo no conjunto das organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias, populares ou estudantis, para que tomem como sua esta batalha. Porque assim como uma Greve Geral n\u00e3o \u00e9 totalmente geral se as mulheres n\u00e3o pararem, o que exige remover os muitos obst\u00e1culos que impedem uma participa\u00e7\u00e3o igual destas, as mobiliza\u00e7\u00f5es e paralisa\u00e7\u00f5es pelas mulheres n\u00e3o ser\u00e3o vitoriosas se n\u00e3o batalharmos para que os homens da classe trabalhadora se somem a elas.<\/p>\n<p>A partir da Corriente Roja, parabenizamos todas as trabalhadoras, precarizadas ou desempregadas, nativas ou imigrantes, estudantes, pensionistas, jovens e n\u00e3o tanto, que foram a vanguarda desta luta vitoriosa. E fazemos um chamado a todas para construir conosco a Corriente Roja e a LIT-QI. Um partido e uma Internacional que est\u00e3o ao lado da mulher trabalhadora e que fazem parte de suas lutas, construindo em cada batalha e em cada luta, o caminho para uma revolu\u00e7\u00e3o socialista, que \u00e9 a \u00fanica que pode colocar as bases para construir um mundo novo, sem opress\u00e3o nem explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora voltou a ser uma jornada hist\u00f3rica de luta em nosso pa\u00eds, na vanguarda da luta pelos direitos da mulher em todo o mundo. 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