{"id":26748,"date":"2019-03-19T17:38:23","date_gmt":"2019-03-19T19:38:23","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=26748"},"modified":"2019-03-19T17:38:23","modified_gmt":"2019-03-19T19:38:23","slug":"pernambuco-1817-a-revolucao-esquecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/03\/19\/pernambuco-1817-a-revolucao-esquecida\/","title":{"rendered":"Pernambuco 1817: a revolu\u00e7\u00e3o esquecida"},"content":{"rendered":"<p><em>Em 6 de mar\u00e7o de 1817, na Capitania de Pernambuco, estourou a primeira revolu\u00e7\u00e3o burguesa vitoriosa e surgiu o primeiro governo republicano do Brasil. Ficou 75 dias no poder. Almejava instaurar uma Rep\u00fablica e proclamar a independ\u00eancia do Brasil de Portugal. No entanto, conseguiu assumir o poder em apenas tr\u00eas capitanias \u2013 Pernambuco, Para\u00edba e Rio Grande do Norte \u2013, al\u00e9m do Crato, no Cear\u00e1. O projeto de assumir o poder na Bahia e no Rio de Janeiro fracassou.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Guilherme Fonseca &#8211; PSTU Brasil<\/p>\n<p><strong>Causas e contradi\u00e7\u00f5es da revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Naquele momento, Pernambuco era a capitania mais rica do Brasil col\u00f4nia. Recife e Olinda tinham juntas cerca de 40 mil habitantes, enquanto o Rio de Janeiro, capital da col\u00f4nia, possu\u00eda 60 mil habitantes.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o foi fruto da crescente insatisfa\u00e7\u00e3o da elite local (comerciantes, senhores de engenho, bispos, padres e oficiais militares brasileiros) contra a Corte portuguesa. Fugindo das tropas de Napole\u00e3o Bonaparte, em 1808, a monarquia portuguesa desembarcou no Rio de Janeiro. Essa elite pernambucana buscava livrar-se do dom\u00ednio e do monop\u00f3lio comercial dos portugueses.<\/p>\n<p>Para sustentar os luxos da Corte, a monarquia passou a cobrar altos impostos das prov\u00edncias, em especial daquelas que estavam em melhor situa\u00e7\u00e3o financeira. Era o caso de Pernambuco, um dos maiores produtores de a\u00e7\u00facar e algod\u00e3o da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Portugal j\u00e1 era um pa\u00eds dominado pela Inglaterra (que escoltou a vinda da Corte para o Brasil), por isso n\u00e3o tinha como aumentar seus impostos. Assim, aumentou os tributos do a\u00e7\u00facar e do algod\u00e3o exportados, atingindo duramente a economia pernambucana. De tudo que se arrecadava com a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, 32% eram pagos em impostos, que paravam nos cofres da Corte portuguesa instalada no Rio de Janeiro. Isso se combinava com a decad\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o dos engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar, devido \u00e0 concorr\u00eancia com a produ\u00e7\u00e3o das Antilhas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mapa_Pernambuco_1818.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-26749 size-full\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mapa_Pernambuco_1818.png\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"484\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mapa_Pernambuco_1818.png 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mapa_Pernambuco_1818-300x209.png 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mapa_Pernambuco_1818-150x104.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Ades\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o contou com a ades\u00e3o dos pobres e negros de Recife. Por\u00e9m os diferentes interesses de classes sociais distintas limitaram o crescimento do movimento, especialmente a forma\u00e7\u00e3o de um poderoso ex\u00e9rcito, j\u00e1 que a lideran\u00e7a (os donos de engenho) impediu o alistamento de negros na tropa. Os propriet\u00e1rios de escravos temiam que os negros, depois de armados, fizessem sua revolu\u00e7\u00e3o, seguindo o exemplo do Haiti.<\/p>\n<p>Entre as figuras importantes da revolu\u00e7\u00e3o, estava Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (Visconde de Suassuna), de fam\u00edlia muito rica, influente e dona de numerosos engenhos. Isso mostra que a rebeli\u00e3o, apesar de contar com o apoio do povo pobre, era dirigida principalmente por integrantes da classe dominante. No Rio Grande do Norte, o governo revolucion\u00e1rio foi comandado por Andr\u00e9 de Albuquerque Maranh\u00e3o, um rico senhor de engenho.<\/p>\n<p>Devido a essa origem social, queriam instalar um regime republicano moderado sem participa\u00e7\u00e3o popular. Esse foi o principal limite dessa revolu\u00e7\u00e3o e, no final, foi o que determinou sua derrota.<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o em movimento<\/strong><\/p>\n<p>As elites, organizadas a partir dos semin\u00e1rios de padres de Olinda e das sociedades secretas e ma\u00e7\u00f4nicas, debatiam os processos revolucion\u00e1rios da \u00e9poca, como a independ\u00eancia dos Estados Unidos de 1776; a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa de 1789; as revolu\u00e7\u00f5es de independ\u00eancia da Am\u00e9rica contra a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola, que come\u00e7aram em 1811; e a revolu\u00e7\u00e3o haitiana, dirigida por negros africanos escravizados, em 1804.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1817, essas conspira\u00e7\u00f5es para derrubar o governador Caetano Pinto foram delatadas. O governador ordenou a pris\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o para todos os militares e civis que estivessem envolvidos na trama. No entanto, no quartel da artilharia, quando o capit\u00e3o Jos\u00e9 de Barros Lima, conhecido como Le\u00e3o Coroado, recebeu a ordem de pris\u00e3o do comandante da tropa, desembainhou a espada e matou seu superior. O capit\u00e3o negro Pedro Pedroso, pegou essa mesma espada e assumiu o comando da tropa, que marchou sobre a cidade, recebendo o apoio da maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_26750\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/1200px-Aclamacao_do_rei_Dom_Joao_VI_no_Rio_de_Janeiro-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-26750\" class=\"wp-image-26750 size-full\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/1200px-Aclamacao_do_rei_Dom_Joao_VI_no_Rio_de_Janeiro-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"713\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-26750\" class=\"wp-caption-text\">Aclama\u00e7\u00e3o do Rei Dom Jo\u00e3o VI, de Jean-Baptiste Debret<\/p><\/div>\n<p><strong>Sem aboli\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a rendi\u00e7\u00e3o do governador, uma junta de Governo Provis\u00f3rio decidiu instaurar uma Rep\u00fablica. Para garantir apoio internacional, os revolucion\u00e1rios enviaram Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves da Cruz, o Cabug\u00e1, aos Estados Unidos. Por\u00e9m, alegando neutralidade, o governo norte-americano negou o apoio. Cabug\u00e1, que tinha uma boa quantidade de dinheiro recolhido entre seus ricos amigos ma\u00e7ons, comprou dez mil fuzis e os despachou para Pernambuco.<\/p>\n<p>O novo governo suspendeu o pagamento de impostos \u00e0 Coroa e aprovou uma lei org\u00e2nica com 28 artigos. Nela, existiam pontos importantes: a liberdade religiosa, mesmo mantendo a religi\u00e3o cat\u00f3lica como a oficial, e a liberdade de imprensa, j\u00e1 que at\u00e9 livros estrangeiros eram proibidos de circular. Foi aprovada, tamb\u00e9m, uma bandeira com tr\u00eas estrelas que representavam as tr\u00eas prov\u00edncias que aderiram \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, sob press\u00e3o dos donos de engenho, o novo governo se negou a abolir a escravid\u00e3o, limitando a participa\u00e7\u00e3o e o apoio popular \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o. As tropas revolucion\u00e1rias contavam apenas com mil combatentes civis, destreinados nas artes militares e com armamento obsoleto.<\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o portuguesa, com o apoio da Inglaterra, n\u00e3o tardou. Navios bloquearam o porto de Recife, impedindo a entrada de alimentos. Por terra, tropas vieram da Bahia, com tr\u00eas navios armados e 1.500 homens, com o apoio dos senhores de engenho de outras prov\u00edncias.<\/p>\n<p>Com o isolamento da revolu\u00e7\u00e3o, foi f\u00e1cil para a monarquia sufoc\u00e1-la. Logo ap\u00f3s a derrota, veio a puni\u00e7\u00e3o aos vencidos. Assim, foram executados os l\u00edderes Domingos Jos\u00e9 Martins (rico comerciante ma\u00e7om), Jos\u00e9 Luiz Mendon\u00e7a (advogado) e Frei Miguelinho (secret\u00e1rio-geral do governo revolucion\u00e1rio, professor do semin\u00e1rio de Olinda).<\/p>\n<p>Foram enforcados Domingos Teot\u00f4nio Jorge (militar da aristocracia pernambucana), Jos\u00e9 de Barros Lima (oficial da artilharia), padre Pedro de Sousa Ten\u00f3rio e Ant\u00f4nio Henriques com as seguintes instru\u00e7\u00f5es: \u201c<em>Depois de mortos ser\u00e3o cortadas as m\u00e3os e decepadas as cabe\u00e7as do 1\u00ba r\u00e9u na Soledade, as m\u00e3os no quartel, a cabe\u00e7a do 2\u00ba em Olinda, as m\u00e3os no quartel, a cabe\u00e7a do 3\u00ba em Itamarac\u00e1 e as m\u00e3os em Goiana, e os restos dos seus cad\u00e1veres ser\u00e3o ligados \u00e0s caudas de cavalos e arrastados at\u00e9 o cemit\u00e9rio.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Outros tantos foram presos e executados. Entre eles, estavam v\u00e1rios padres. A repress\u00e3o se abateu duramente tamb\u00e9m sobre a popula\u00e7\u00e3o negra, com muitos mortos e puni\u00e7\u00f5es severas para os negros que participaram da revolu\u00e7\u00e3o. O padre Jo\u00e3o Ribeiro, um dos l\u00edderes da revolu\u00e7\u00e3o, se enforcou para n\u00e3o ser capturado. Mesmo assim, seu corpo foi desenterrado, esquartejado, e sua cabe\u00e7a, exposta publicamente durante dois anos.<\/p>\n<p><strong>Retalia\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Como forma de retalia\u00e7\u00e3o, Pernambuco perdeu a Comarca de Alagoas e a Comarca de S\u00e3o Francisco, que passaram a fazer parte da Bahia e de Minas Gerais (ver mapa).<\/p>\n<p>Mesmo com toda essa repress\u00e3o, os colonizadores portugueses e depois seu herdeiro, D. Pedro I n\u00e3o conseguiram impedir uma nova revolu\u00e7\u00e3o, a Confedera\u00e7\u00e3o do Equador, sete anos depois,\u00a0em 1824.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/P6-foto-371x337-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-26751 size-full\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/P6-foto-371x337-2.jpg\" alt=\"\" width=\"371\" height=\"337\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>O povo negro e as mulheres na revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em 1810, Pernambuco contava com uma popula\u00e7\u00e3o de 391.986 pessoas, das quais aproximadamente 42% eram negros e os chamados mulatos livres. \u201cPovo\u201d era sin\u00f4nimo de \u201cpreto\u201d e \u201cmulato\u201d, isto \u00e9, negros.<\/p>\n<p>No dia da revolu\u00e7\u00e3o, a massa formada por negros e brancos pobres dominou as ruas de Recife e de Olinda. Os negros tiveram uma atua\u00e7\u00e3o militar decisiva, seja nas mil\u00edcias, seja nos regimentos espec\u00edficos para negros. Um dos principais dirigentes da revolu\u00e7\u00e3o, o rico comerciante Cruz Cabug\u00e1, era negro. Um importante papel militar foi desempenhado por Pedro da Silva Pedroso, tamb\u00e9m negro e um dos cinco chefes do governo revolucion\u00e1rio. Pedroso, \u00e0 frente de um aguerrido \u201cBatalh\u00e3o de Pardos\u201d, foi uma das figuras de proa daqueles tempos. Os maracatus \u2013 tamb\u00e9m chamados de \u201cbatuques de negro\u201d \u2013, que estavam proibidos, foram liberados.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do novo governo republicano de n\u00e3o acabar com a escravid\u00e3o frustrou o processo revolucion\u00e1rio e revelou o car\u00e1ter burgu\u00eas limitado da dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Dos registros escritos pelos vencedores, poucos fazem refer\u00eancia \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das mulheres na revolu\u00e7\u00e3o. Uma delas foi a da humilde revolucion\u00e1ria negra Gertrudes Marques, que ficou 45 dias presa sofrendo castigos corporais. Outras duas pernambucanas que se destacaram em 1817 foram Maria Teodora da Costa e B\u00e1rbara de Alencar.<\/p>\n<p>Maria Teodora ficou conhecida como a \u201cnoiva\u201d da revolu\u00e7\u00e3o. Era filha da fam\u00edlia portuguesa mais rica da regi\u00e3o e se casou com um dos l\u00edderes da revolu\u00e7\u00e3o, Domingos Martins, no meio do processo. B\u00e1rbara de Alencar seria a futura av\u00f3 do escritor Jos\u00e9 de Alencar, que liderou o levante no distrito do Crato.<\/p>\n<p>Para assistir:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>1817 a revolu\u00e7\u00e3o esquecida<\/strong><\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o: Tizuka Yamasaki<\/li>\n<li>Dispon\u00edvel no YouTube : https:\/\/bit.ly\/2H2DxzB<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para ler:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A revolu\u00e7\u00e3o pernambucana de 1817<\/strong><\/li>\n<li>Manuel Correia de Andrade<\/li>\n<li><strong>Hist\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o de Pernambuco em 1817<\/strong><\/li>\n<li>Francisco Muniz Tavares<\/li>\n<li><strong>A outra independ\u00eancia, o federalismo pernambucano de 1817 a 1824<\/strong><\/li>\n<li>Evaldo Cabral de Mello<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 6 de mar\u00e7o de 1817, na Capitania de Pernambuco, estourou a primeira revolu\u00e7\u00e3o burguesa vitoriosa e surgiu o primeiro governo republicano do Brasil. Ficou 75 dias no poder. 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