{"id":26628,"date":"2019-03-11T12:34:12","date_gmt":"2019-03-11T14:34:12","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=26628"},"modified":"2019-03-11T12:34:12","modified_gmt":"2019-03-11T14:34:12","slug":"20-anos-do-bloco-de-esquerda-um-caminho-anunciado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/03\/11\/20-anos-do-bloco-de-esquerda-um-caminho-anunciado\/","title":{"rendered":"20 anos do bloco de esquerda: um caminho anunciado"},"content":{"rendered":"<p><em>Recentemente foi anunciada uma ruptura de um grupo de 26 pessoas com o BE, que afirma n\u00e3o poder \u201cignorar o caminho de institucionaliza\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos anos\u201d do partido. De nossa parte, saudamos os companheiros pela corajosa iniciativa de apontarem os erros no partido que estiveram construindo durante anos, e concordamos com a afirma\u00e7\u00e3o da institucionaliza\u00e7\u00e3o do BE que \u00e9 cada vez mais vis\u00edvel.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Prr: Em Luta &#8211; Portugal<\/p>\n<p>O Bloco de Esquerda assume hoje um papel fundamental na esquerda parlamentar, sendo parte da sustenta\u00e7\u00e3o do atual governo. Tem 19 deputados, em consequ\u00eancia das elei\u00e7\u00f5es de 2015 onde obteve a maior vota\u00e7\u00e3o do partido de sempre. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pela sua import\u00e2ncia parlamentar que o faz merecer aten\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise, mas principalmente pelo projeto que representa hoje para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>O BE foi fundado h\u00e1 20 anos como um projeto de constru\u00e7\u00e3o de um partido anticapitalista amplo. Fundam o partido 3 organiza\u00e7\u00f5es de \u201cextrema-esquerda\u201d: PSR, de origem trotskista-mandelista; UDP, de origem mao\u00edsta e Pol\u00edtica XXI, organiza\u00e7\u00e3o fruto de uma dissid\u00eancia do PCP. Um ano depois, Ruptura\/FER, a ent\u00e3o sec\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores, adere tamb\u00e9m ao BE. Nesse momento aderimos porque v\u00edamos que havia ativistas valiosos que aderiam ao BE com a esperan\u00e7a de que o mesmo fosse uma verdadeira alternativa e quisemos acompanh\u00e1-los neste percurso, mas sab\u00edamos que a sa\u00edda era a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa revolucion\u00e1ria. \u00c9 por isso que sa\u00edmos do Bloco em 2011 e hoje estamos construindo o Em Luta.<\/p>\n<p>\u00c9 um projeto que vai servir de modelo depois para outras experi\u00eancias, como o Syriza na Gr\u00e9cia, o PSOL no Brasil, o Podemos no Estado Espanhol e o NPA em Fran\u00e7a. Ent\u00e3o qualquer an\u00e1lise sobre a trajet\u00f3ria do Bloco e a sua atual posi\u00e7\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es do estado, tem necessariamente de partir do conte\u00fado do seu projeto inicial e sua trajet\u00f3ria ao longo destes anos.<\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">Do \u201ccome\u00e7ar de novo\u201d ao \u201cestamos prontos para governar\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O documento de funda\u00e7\u00e3o do Bloco de Esquerda com o t\u00edtulo de \u201cCome\u00e7ar de Novo\u201d<a name=\"_ftnref1\"><\/a><a href=\"https:\/\/emluta.net\/2019\/03\/11\/20-anos-do-bloco-de-esquerda-um-caminho-anunciado\/#_ftn1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[1]<\/a>\u00a0deixava bem claro o projeto de partido que tinham e de como construir uma nova sociedade. Defendem juntar as for\u00e7as democr\u00e1ticas:\u00a0<em style=\"font-weight: inherit;\">\u201c\u00c9 indispens\u00e1vel, nos diferentes pa\u00edses e em Portugal, fazer convergir as vontades que tenham a coragem de afirmar o primado de uma resposta pol\u00edtica democr\u00e1tica ao desafio que a globaliza\u00e7\u00e3o lan\u00e7a \u00e0 Humanidade.\u201d<\/em><\/p>\n<p>E sintetizam o seu programa no \u00faltimo cap\u00edtulo:\u00a0<em style=\"font-weight: inherit;\">\u201cO NOSSO PROJETO: DEMOCRACIA PARA O SOCIALISMO<\/em>\u201d, onde j\u00e1 percebemos que o objetivo do partido \u00e9 desenvolver e participar da democracia atual para chegar ao socialismo. \u00c9 por isso que n\u00e3o se dizem revolucion\u00e1rios e a palavra revolu\u00e7\u00e3o s\u00f3 aparece para lembrar os acontecimentos do passado. A estrat\u00e9gia \u00e9 a partir de um ac\u00famulo de for\u00e7as no estado burgu\u00eas governar para os trabalhadores e desfavorecidos.<\/p>\n<p>Portanto, desde o seu in\u00edcio o Bloco de Esquerda deixou claro a que viria: eleger parlamentares com uma estrat\u00e9gia de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade atrav\u00e9s de reformas (e n\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Na recente mat\u00e9ria do P\u00fablico sobre os 20 anos do Bloco de Esquerda Fernando Rosas afirma que \u201cdaqui a 20 anos, se n\u00e3o estivermos no poder, a luta que se trava \u00e9 pelo socialismo\u201d. Fica a pergunta, para Fernando Rosas o que \u00e9 chegar ao poder? Recentemente, o Syriza na Gr\u00e9cia, que o Bloco tanto reivindicava, chegou ao governo para ser mais um agente da Uni\u00e3o Europeia na implementa\u00e7\u00e3o das medidas de austeridade e retirada de direitos dos trabalhadores. \u00c9 essa chegada ao poder que defende o Bloco? Para n\u00f3s o projeto do BE j\u00e1 nasce torto, qualquer experi\u00eancia de mudan\u00e7a radical via parlamento fracassou.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um problema de boas ou m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es daqueles que l\u00e1 chegam. Mas do car\u00e1ter do estado que temos atualmente. \u00c9 um estado \u00e0 medida para gerir o sistema capitalista em prol da classe dominante que \u00e9 a burguesia, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel governar para os trabalhadores no estado burgu\u00eas. O que est\u00e1 comprovado \u00e9 que a classe trabalhadora s\u00f3 chega ao poder atrav\u00e9s de uma revolu\u00e7\u00e3o para a tomada do poder, na constru\u00e7\u00e3o de um novo estado que esteja ao seu servi\u00e7o, o estado oper\u00e1rio. Qualquer esperan\u00e7a numa sa\u00edda para os trabalhadores pela via parlamentar vai terminar em desilus\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o ao estado.<\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">20 anos de BE na Autoeuropa<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 do programa reformista do seu in\u00edcio que derivam os v\u00e1rios problemas que vemos na atua\u00e7\u00e3o do Bloco atualmente. Um dos elementos mais exemplificativos \u00e9 a gest\u00e3o de anos do BE na Comiss\u00e3o de Trabalhadores da Autoeuropa, onde trabalharam sempre com a ideia de colabora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores com a empresa. Esta colabora\u00e7\u00e3o cai por terra quando a empresa necessita aumentar qualitativamente o grau de explora\u00e7\u00e3o na f\u00e1brica e os trabalhadores n\u00e3o querem aceitar. A gest\u00e3o de concilia\u00e7\u00e3o acaba por ser atropelada por um levante dos trabalhadores, que fazem a primeira greve da f\u00e1brica (em 25 anos) contra a dire\u00e7\u00e3o da CT, tendo o hist\u00f3rico dirigente do BE na f\u00e1brica, Ant\u00f3nio chora, vindo a p\u00fablico atacar a mais que justa greve contra o trabalho obrigat\u00f3rio ao fim-de-semana. O conflito se encerra com a aprova\u00e7\u00e3o do acordo, dois anos depois, ap\u00f3s muita amea\u00e7a e chantagem da empresa. Ficando comprovado que n\u00e3o h\u00e1 concilia\u00e7\u00e3o entre trabalhadores e patr\u00f5es ou ganham uns ou ganham outros.<\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">Geringon\u00e7a: um salto de qualidade na adapta\u00e7\u00e3o do Bloco<\/strong><\/p>\n<p>A institucionaliza\u00e7\u00e3o do BE n\u00e3o \u00e9 um processo novo. J\u00e1 em 2007 nas elei\u00e7\u00f5es municipais o candidato do BE em Lisboa, com o apoio da dire\u00e7\u00e3o do partido e apesar das cr\u00edticas de muitos militantes, fez um acordo com o PS, partido do governo h\u00e1 \u00e9poca. Da mesma forma nas presidenciais de 2011, o candidato apoiado pelo BE foi o mesmo candidato de S\u00f3crates, Manuel Alegre. Tudo isto j\u00e1 indicava uma aproxima\u00e7\u00e3o ao regime e seus partidos. Contudo, em 2015 h\u00e1 um salto de qualidade. Nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de outubro nenhum partido consegue maioria absoluta no parlamento.<\/p>\n<p>O PSD que foi o mais votado n\u00e3o consegue um acordo para governar e \u00e9 ent\u00e3o que surge a Geringon\u00e7a. PS faz um acordo com os partidos da esquerda, PCP e BE, para conseguir maioria e assim compor governo. Em dezembro de 2015 Francisco Lou\u00e7\u00e3 passa a compor o Conselho de Estado, ap\u00f3s PS\/PCP\/BE fazerem uma lista conjunta. Entrando no \u00f3rg\u00e3o consultivo do presidente da rep\u00fablica, o \u00f3rg\u00e3o de gest\u00e3o de crise do estado. O Bloco assume ent\u00e3o outra rela\u00e7\u00e3o com o estado passando a fazer parte da gest\u00e3o do mesmo.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o foram 4 or\u00e7amentos de estado, reivindicados pela UE e BCE, aprovados gra\u00e7as aos votos do BE e PCP, levando a Geringon\u00e7a at\u00e9 o fim da sua legislatura. \u00c9 o governo de continuidade da austeridade, pois n\u00e3o reverteu a maior parte das medidas de Passos\/Porta, continua salvando bancos e tem como regra o d\u00e9ficit zero.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo de 4 anos passaram-se alguns casos pol\u00edticos que denunciam a adapta\u00e7\u00e3o do Bloco. O Caso Robles (julho de 2018) foi provavelmente o esc\u00e2ndalo mais duro, onde se comprovou que o vereador de Lisboa pelo BE havia feito especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria podendo vir a lucrar 4 milh\u00f5es de euros.\u00a0 O caso por si s\u00f3 \u00e9 escandaloso, mas assume uma dimens\u00e3o maior quando o pr\u00f3prio BE havia feito campanha contra a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, um dos principais problemas da cidade, e quando a dire\u00e7\u00e3o do partido assume uma postura de defesa do vereador. Demonstrando onde \u00e9 que se posiciona o Bloco no conflito de interesses entre trabalhadores e especuladores imobili\u00e1rios.<\/p>\n<p>A greve dos estivadores foi outro momento onde o governo teve de enfrentar um importante conflito com impactos internacionais. Os estivadores exigiam contratos regulares para todos, quase nenhum dos 200 trabalhadores do porto de Set\u00fabal tinham contrato, e a greve j\u00e1 durava algumas semanas. A Autoeuropa (respons\u00e1vel por 1% do PIB do pa\u00eds) escoa os seus carros pelo mesmo porto e pressionou o governo para que a situa\u00e7\u00e3o fosse resolvida. Governo, empresa portu\u00e1ria e Autoeuropa, montam um esquema de furas greves para garantir o escoamento dos carros e \u00e9 garantida a presen\u00e7a de for\u00e7as policiais para furar o piquete de greve. \u00c9 um caso hist\u00f3rico em Portugal. Apesar disso, uma semana depois, BE e PCP aprovam o \u00faltimo or\u00e7amento de estado da geringon\u00e7a, mantendo a sustenta\u00e7\u00e3o do governo que reprime greves com for\u00e7a policial.<\/p>\n<p>E por fim o recente caso do Bairro do Jamaica. Numa manh\u00e3 de domingo a pol\u00edcia \u00e9 chamada para intervir num conflito entre moradores do bairro do Jamaica, de periferia e composto maioritariamente por popula\u00e7\u00e3o negra, e a pol\u00edcia interv\u00e9m de forma extremamente violenta. O caso divide o pa\u00eds. Jovens negros saem \u00e0s ruas contra a viol\u00eancia policial e levam com mais viol\u00eancia da pol\u00edcia. O governo nada faz para resolver o caso e punir os policiais. A pol\u00edtica do BE \u00e9 condenar a postura de alguns indiv\u00edduos da pol\u00edcia e na c\u00e2mara municipal de Lisboa ajudar a aprovar uma resolu\u00e7\u00e3o que elogia o papel exemplar da pol\u00edcia junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Como bem descrevem os companheiros que romperam recentemente com o BE:\u00a0<em style=\"font-weight: inherit;\">\u201cao ocultar esse racismo sist\u00eamico das for\u00e7as de seguran\u00e7a e dos agentes do Estado, o BE coloca-se no lado errado do combate anti-racista e perde espa\u00e7o junto de uma gera\u00e7\u00e3o que perdeu o medo e que trava os combates decisivos do nosso tempo\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Os quatro anos de geringon\u00e7a, foram para o Bloco de Esquerda o corol\u00e1rio da sua institucionaliza\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o ao estado. Na sua \u00faltima conven\u00e7\u00e3o, de novembro de 2018, ficou bastante marcado o eixo da mo\u00e7\u00e3o maiorit\u00e1ria \u201co Bloco quer ser for\u00e7a de governo, com uma nova rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as\u201d<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de importantes dirigentes do BE demonstram o mesmo. Fernando Rosas afirma que \u201cSe, por via dos resultados eleitorais, uma nova correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as estabelecer novas possibilidades de alargamento, a possibilidade de ir para o governo deve admitir-se.\u201d E Jos\u00e9 Soeiro explica os limites dos projetos de lei do bloco de esquerda \u201cComo estamos numa posi\u00e7\u00e3o em que negociamos leis e or\u00e7amentos, temos de fazer propostas tecnicamente inatac\u00e1veis e politicamente certeiras\u201d.<\/p>\n<p>Neste marco, est\u00e3o novamente certos os companheiros da recente rutura quando afirmam que\u00a0<em style=\"font-weight: inherit;\">\u201cO taticismo de decis\u00f5es, o jogo da comunica\u00e7\u00e3o na sua forma burguesa, a aus\u00eancia de qualquer ativismo local inserido numa estrat\u00e9gia de constru\u00e7\u00e3o do partido, a progressiva aus\u00eancia de pensamento cr\u00edtico acompanhada pela hostiliza\u00e7\u00e3o da diverg\u00eancia interna e profundo sectarismo com outras for\u00e7as de esquerda transformaram o BE num projeto reformista centrado na sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">\u00c9 preciso uma alternativa revolucion\u00e1ria dos trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p>Na carta de ruptura com o Bloco, os companheiros afirmam que <em>\u201cPela nossa parte continuaremos o combate, pelos meios ao nosso alcance, para uma alternativa que n\u00e3o se limite a gerir o sistema existente, mas que procure os caminhos para sua supera\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria\u201d.<\/em> Concordamos que \u00e9 preciso construir uma alternativa revolucion\u00e1ria. Mas n\u00e3o podemos repetir os erros do passado. \u00c9 preciso construir uma alternativa que tenha no seu programa a sa\u00edda revolucion\u00e1ria para a constru\u00e7\u00e3o do socialismo. A tomada do poder dos trabalhadores para constru\u00edrem uma nova sociedade.<\/p>\n<p>E por isso um programa classista, de independ\u00eancia de classe sem ilus\u00f5es no estado burgu\u00eas, que se posicione ao lado dos trabalhadores contra os patr\u00f5es e os governos. Um programa internacionalista que aponte a necessidade de uma revolu\u00e7\u00e3o internacional e uma organiza\u00e7\u00e3o que se coloque a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o da internacional. Este \u00e9 o projeto do Em Luta, construir uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria dos trabalhadores em Portugal como parte da Liga Internacional dos Trabalhadores-Quarta Internacional. Temos a certeza que encontraremos os companheiros nas muitas lutas em que estaremos contra o governo da Geringon\u00e7a e os outros governos que vir\u00e3o.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/emluta.net\/2019\/03\/11\/20-anos-do-bloco-de-esquerda-um-caminho-anunciado\/#_ftnref1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[1]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente foi anunciada uma ruptura de um grupo de 26 pessoas com o BE, que afirma n\u00e3o poder \u201cignorar o caminho de institucionaliza\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos anos\u201d do partido. 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